quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mulher deseja a morte dos baianos e causa revolta

24.05.2017
Do blog  CONVERSA AFIADA,
Por Paulo Henrique Amorim

Ela lamentou que ataque tenha sido em Manchester e não na Bahia



Do portal Bahia Notícias:


Uma mulher usou seu perfil no Facebook para fazer um comentário xenófobo e racista contra os baianos. Em um comentário, ela disse que o ataque terrorista que causou a morte de 22 pessoas e feriu mais 100 em Manchester, na Inglaterra, no fim do show da cantora Ariana Grande, deveria ter acontecido na Bahia. "Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquele gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk", escreveu a mulher, o que causou revolta entre os internautas.

Indignados, eles passaram a compartilharam prints do comentário e da página do Facebook. "A racista [nome] lamenta q um ataque com bomba ñ tenha acontecido na Bahia. Mande um recado pra ela no Facebook. Cadeia pra ela!", escreveu uma internauta no Twitter. Alguns usuários da rede social relataram que, após a revolta gerada pelo comentário, o perfil foi bloqueado pela mulher.


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Fonte:https://www.conversaafiada.com.br/mundo/mulher-deseja-a-morte-dos-baianos-e-causa-revolta

domingo, 21 de maio de 2017

AÉCIO NEVES: DEPOIS DE ANOS ESCONDENDO SUJEIRAS DEBAIXO DO TAPETE, GRANDE IMPRENSA LARGA AÉCIO FERIDO NA ESTRADA

21.05.2017
Do portal THE INTERCEPT BRASIL, 18.05.17


JÁ NÃO É MAIS POSSÍVEL segurar a blindagem de Aécio Neves (PSDB-MG) e sua família. Depois de passar anos ignorando gravíssimas denúncias de jornalistas mineiros contra ele e sua irmã, a grande imprensa passou a publicar as várias vezes em que o presidente do PSDB foi citado em delações premiadas. Ontem, em furo de Lauro Jardim de O Globo, o país conheceu o conteúdo de uma conversa gravada por um parceiro de crime do tucano, Joesley, o dono da Friboi, que assim agiu para tentar diminuir sua pena.
Aécio aparece no áudio pedindo R$2 milhões para bancar sua defesa na Operação Lava Jato. Em um dos diálogos, o empresário pergunta para o senador como será a entrega do dinheiro:
“Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.”
Com a maior tranquilidade do mundo, o presidente do PSDB deu as coordenadas para a execução do crime:
“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho.”
Fred é Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio e ex-diretor da Cemig nomeado pelo tucano. Foi também coordenador de sua campanha para presidente em 2014. Ele acaba de ser preso pela Polícia Federal.
Sempre muito próximo de seu amigo Aécio, Zezé Perrella (PMDB-MG) — dono do helicóptero flagrado transportando meia tonelada de pasta base de cocaína —  também aparece nas investigações como receptor dos R$2 milhões que Aécio pediu para a Friboi. O dinheiro não foi para advogados, mas para Perrella. Em uma das viagens para São Paulo para pegar as malas de grana da Friboi, o primo foi filmado pela Polícia Federal repassando-as para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar de Perrella, também preso hoje.
O uso do verbo “matar” pode ser força de expressão, mas diante das circunstâncias estranhas em que um denunciante de Aécio morreu, fica difícil não dar asas à imaginação. Depois de acusar Aécio de corrupção, ligação com tráfico de drogas e até assassinato de opositores, o policial civil Luca Arcanjo foi encontrado morto em sua casa enforcado por uma gravata — um caso que teve pouquíssima repercussão na imprensa, para não dizer nenhuma. A versão oficial é de suicídio e, como no caso do helicoca, nunca mais se falou no assunto.
São antigas e inúmeras as denúncias de jornalistas mineiros que nunca tiveram repercussão na Globo ou em qualquer outro veículo da grande mídia.
Nas redes sociais, muitos se apressaram em apontar a imparcialidade da Globo por ter publicado o vazamento da delação da Friboi em primeira mão. Bom, já faz um tempo que Aécio foi largado ferido na estrada e não faria sentido agora perder um furo que, inevitavelmente, seria divulgado por algum concorrente. Precisamos lembrar, então, que são antigas e inúmeras as denúncias de jornalistas mineiros que nunca tiveram repercussão na Globo ou em qualquer outro veículo da grande mídia. Aécio foi por muito tempo o principal nome da oposição e, com toda essa blindagem, se sentia à vontade para discursar contra a corrupção do PT. Enquanto as denúncias eram omitidas, um ambiente tranquilo e favorável era construído para o mineiro.
Teve jornalista que ousou furar o bloqueio jornalístico e foi parar na cadeia sem que isso merecesse uma cobertura aprofundada. Depois de denunciar Aécio e seu grupo político no Diário de Minas, Marco Aurélio Carone ficou 9 meses preso, mas foi absolvido e solto 5 dias após o fim das eleições em que o tucano concorreu à presidência. Sem nenhuma manchete nos jornalões ou cobertura do Jornal Nacional, o jornalista foi à Comissão de Direitos Humanos da Câmara no fim do ano passado para confirmar as acusações pelas quais foi preso: financiamento de campanha via caixa dois com envolvimento de Andreia Neves (presa hoje pela Polícia Federal), esquema na mineração e exportação de nióbio, uso político da estatal Cemig, dentre outras.
“Não tenho culpa. Votei no Aécio.”
Não nos esqueçamos também de outro caso gravíssimo ocultado pela grande mídia: o outro primo de Aécio Neves que vendia habeas corpus para traficantes de drogas em conluio com um desembargador nomeado pelo próprio Aécio. O primo e o desembargador foram presos, Aécio não foi incomodado com o assunto, e a imprensa nunca questionou as digitais do tucano no caso. Quer dizer, o Fantástico fez uma longa reportagem, sim, mas sem citar o nome de Aécio.Por que esse jornalista foi silenciado na imprensa? Por que sua prisão não revoltou colegas que hoje publicam basicamente as mesmas denúncias feitas por delatores? Essas sucessivas omissões contribuíram para a construção da candidatura de Aécio em 2014, oferecendo a ele o discurso do combate à corrupção.  Tanto é verdade que, mesmo após a derrota nas urnas, eleitores do tucano saíram às ruas para protestar contra os corruptos vestindo a camisa que estampava aquele famoso bordão da pós-verdade: “Não tenho culpa. Votei no Aécio.”

Depois de anos escondendo a sujeirada da família Neves debaixo do tapete, não dá para a Globo e outras empresas de comunicação fazerem a egípcia e posarem de imparciais. Não estamos diante de um rascunho de e-mail ou um recibinho de pedágio, mas de um áudio que revela em detalhes a prática de um crime. Está tudo muito claro, não precisa nem de power point explicando. Se levarmos em conta o que aconteceu com Delcídio do Amaral (PT-MS), Aécio deve ser preso nos próximos dias. E se resolverem começar a ouvir os jornalistas mineiros, talvez nunca mais saia da cadeia.

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Fonte:https://theintercept.com/2017/05/18/depois-de-anos-escondendo-sujeiras-debaixo-do-tapete-grande-imprensa-larga-aecio-ferido-na-estrada/

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Leia os documentos da delação dos executivos da JBS

19.05.2017
Do blog do JOTA
Por Márcio Falcão

Os documentos que integram a delação de Joesley Batista, homologada pelo Supremo Tribunal Federal, começaram a ser divulgados há poucos instantes. Leia as íntegras:
O presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves e o deputado Rocha Loures serão investigados no STF pelos crimes de corrupção passiva, constituição e participação em organização criminosa e obstrução à investigação de organização criminosa.
Em sua decisão sobre o inquérito contra Temer, o ministro Edson Fachin indica que a Procuradoria-Geral da República poderia investigar o presidente da República inclusive por fatos estranhos ao mandato. A questão está em aberto no Supremo.
O procurador Angelo Goulart é alvo de inquérito sob a acusação de ter recebido pagamentos mensais para repassar informações de investigações envolvendo JBS.
No inquérito que investiga Temer e Aécio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, escreveu que o senador tucano montou um plano para impedir o avanço das investigações Lava Jato. O nome do ministro do STF Alexandre de Moraes é citado.
Citação ao ministro Alexandre de Moraes
No pedido de abertura de inquérito contra Temer, Aécio e Rocha Loures, a PGR explicou que fez pré-acordo de delação para acompanhar e gravar pagamentos de propinas destinadas a Lúcio Bolonha Funaro, Eduardo Cunha e Aécio Neves. A PGR admite que “o tradicional modelo de celebração de acordos de colaboração premiada (…) mostra-se intempestivo diante da conjuntura dos fatos”.
Ao STF,  Janot afirmou que verifica-se que Aécio, em articulação, dentre outros, com o presidente Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados da polícia que conduzirão os inquéritos. Dessa forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução.
VEJA OS TEMAS ABORDADOS NAS DELAÇÕES:
“Os anexos apresentados versam sobre os seguintes temas: 1) BNDES; 2) Guido Mantega — outros temas; 3) Fundos de pensão; 4) A Interação com Lucio Funaro — CEF/FI-FGTS; 5) Eduardo Cunha e Lucio Funaro/Ministério da Agricultura; 6) A conta-corrente — Lucha Funaro; 7) A interação com Eduardo Cunha — Renovação da desoneração da folha de pagamento; 8) Eleição de Eduardo Cunha para a Presidência da Câmara dos Deputados; 9) Fatos especialmente corroborados por elementos especiais de prova/Michel Temer; 10) Fatos especialmente corroborados por elementos especiais de prova/Aecio Neves; 11) Willer Tomaz/Angelo Goulart; 12) Marcos Pereira — PRB; 13) João Bacelar; 14) João Vaccari/Guilherme Gushiken; 15) Marta Suplicy; 16) José Serra; 17) Antonio Palocci; 18) Guido Mantega/Banco Rural-Original/Troca de chumbo; 19) Mato Grosso; 20) Ceará; 21) Mato Grosso do Sul; 22) Funaro; 23)Gilberto Kassab; 25) A distribuição das propinas nos esquemas BNDES e BNDES-Fundos de pensão; 26) Compra de partidos para a coligação; 27) Gilberto Kassab; 28) Fernando Pimentel-mensalinho; 29) Raimundo Colombo; 30) Deicídio do Amaral; 31) Temer; 32) Aedo Neves; 33) Eunicio Oliveira; 34) Sergio Cabral; 35) Robson Faria e Fabio Faria; 36) Partidos e políticos que receberam pagamentos, contabilizados ou não, sem ajuste de atos de ofício; 37) Luiz Fernando Emediato; 38) Marco Aurelio Carvalho; 39) Rondonia; 40) Agilização para homologação de créditos tributários legítimos – SP; 41) Doleiros – e fluxo de operação para pagamento em dinheiro; 42) Geração de pagamento em espécie.”
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Fonte:https://jota.info/justica/leia-a-integra-dos-documentos-da-delacao-da-jbs-19052017

JUIZ SÉRGIO MORO É CONTROLADO POR TEMER, FOI O QUE O PRÓPRIO TEMER ADMITIU EM ÁUDIO - OUÇA

19.05.2017
Do blog VERDADES OCULTAS, 18.05.17
Por FÁTIMA MIRANDA


Da redação do Blog Verdades Ocultas em 18/05/2017

Existe uma grande interrogação no ar quanto ao porque e quais os motivos que levaram a Operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro não chegar nesse esquema que envolveu o Presidente Michel Temer e o Senador (agora afastado pelo STF) Aécio Neves na compra do silêncio do ex Deputado Federal Eduardo Cunha.

Há de se convir que paira uma certa nuvem obscura sobre  o caso Eduardo Cunha desde a protelação da sua prisão até o efetuar da mesma, que como todos sabem, foi uma prisão cercada de cuidados para evitar qualquer escândalo, onde os flashes não puderam reluzir, a grande imprensa não deu destaque, o preso foi conduzido sem algemas, etc. Seria tudo muito compreensível, se o preso não fosse Eduardo Cunha, um dos corruptos mais visados e almejados pela sociedade que pedia na época, sua prisão, sem falar que, quando se trata de outros presos, o show midiático é permitido e o escândalo promovido pela grande imprensa é garantido, a exemplo do sequestro denominado de "coercitiva do ex-presidente Lula", enfim, um verdadeiro estado de exceção explicito.

Depois, o cuidado quanto ao que Cunha fosse falar sobre Michel Temer quanto àquele questionário enviado pelo Eduardo Cunha ao Temer onde Temer foi desobrigado de responder. Por que? Teria sido Temer blindado por Sérgio Moro? A sociedade espera por respostas.
O arquivo de áudio tem duração de 39 minutos com conversas entre um dos donos da JBS, Joesley Batista, e o presidente Michel Temer.


Transcrição

Joesley Batista: Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato.

Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele, eu não tenho nada a ver com a defesa dele. Eu não fiz nada [inaudível].

Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. O único companheiro dele que está aqui, porque o Geddel sempre estava [inaudível] Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel eu perdi o contato, porque ele está investigado e eu não posso encontrar ele. [...] O que que eu mais [...] O negócio dos vazamentos, [inaudível] Eu to lá me defendendo. Como é que eu, o que eu mais ou menos consegui fazer até agora. Eu estou de bem com o Eduardo...

Temer: Tem que manter isso, viu...

Joesley: Todo mês, também, eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado, assim, no processo [inaudível]...

Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...

Temer: Está segurando os dois...

Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui dentro da força tarefa que também tá me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim...
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Fonte:https://jota.info/justica/leia-a-integra-dos-documentos-da-delacao-da-jbs-19052017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O triste fim de um bando de canalhas

17.05.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Carlos Fernandes 

Canalhas
Francis Bacon é autor de uma frase que costumo usar em momentos históricos como o de hoje, 17 de maio de 2017. Dizia ele que a verdade é filha do tempo e não da imposição.
Nada mais apropriado para o dia em que caiu por terra, definitivamente, a máscara de soberba e hipocrisia que encobria a decrepitude de um sistema político dominado por uma escória que foi capaz de arruinar uma democracia inteira em defesa dos mais inconfessáveis interesses.
Ironia das ironias, foi por medo do mais atual instrumento de tortura da idade moderna, a prisão preventiva indefinida, que os donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, proporcionaram a mais avassaladora delação premiada de toda a operação Lava Jato.
Não deixa de haver nesse episódio uma espécie de justiça providencial.
Utilizados como ferramentas medievais na insana busca de argumentos minimamente aceitáveis para incriminar Lula, Dilma e o PT, prisão preventiva e delações foram exatamente os recursos que acabaram por provar a escandalosa conspiração que depôs uma presidenta honesta e perpetuou uma caçada jurídica e midiática de décadas ao maior líder popular desse país. 
Iniciada desde os primeiros minutos em que Dilma Rousseff foi reeleita em outubro de 2014, o conluio capitaneado pelo projeto de poder derrotado nas urnas utilizou-se de todos os meios, instituições inclusive, para minar e inviabilizar o governo reconduzido pelo povo ao poder.
Munidos com o capital do alto empresariado, do jornalismo de guerra da mídia familiar e da justiça cooptada da primeira instância até a mais alta corte, a nata da corrupção política brasileira enganou descaradamente uma parcela significativa da população buscando a desestabilização do governo.
Nada representa melhor o que significou o golpe de Estado sofrido pelo país do que a aceitação do processo de impeachment ter sido feita por um criminoso como Eduardo Cunha. O mesmo que, agora está provado, confabulava com o vice decorativo e sua quadrilha, a tomada violenta do poder.
Poucos messes após uma das mais vergonhosas sessões já vistas na Câmara dos Deputados, o Senado dava cabo de um projeto vitorioso de inclusão social e redução da desigualdade que perdurou por mais de uma década.
Entrou em cena a mais pavorosa malta já reunida no Palácio do Planalto. A truculência, o machismo, a misoginia, a incompetência e a falta de diálogo foram postos em ação para ruir a soberania brasileira em pagamento dos relevantes serviços prestados pelos grandes interesses internacionais.
Em apenas um ano de governo, o Brasil retrocedeu décadas. Ficamos mais pobres, mais desiguais, mais desempregados. Fatiamos e doamos a Petrobrás a empresas internacionais. Condenamos a educação e a saúde a décadas sem investimentos. Perdemos todo o prestígio internacional que conseguimos a duras penas.
Em resumo, um escândalo num dia, um desastre no outro. Quando não os dois. 
A delação dos donos da JBS vem pôr fim a um dos mais obscuros momentos políticos de nossa história. Restou desmoralizado todo o governo Temer, o Supremo Tribunal Federal que foi incapaz de impedir os atos de Eduardo Cunha e a operação Lava Jato que terá agora que lidar, fatalmente, com aqueles a quem tanto tentou proteger. 
Escrevi em 7 de julho de 2016, pouco antes da votação do impeachment no Senado Federal, um artigo intitulado “O desfecho de Temer será ainda pior do que o de Cunha”. 
Não resta dúvidas que esse medíocre que ora rasteja no lamaçal de imundície que ele próprio criou, entrará para a história do Brasil como o político mais odiado de todos os tempos. 
Que a profecia seja cumprida e que este seja o triste fim de uma canalha.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-triste-fim-de-um-bando-de-canalhas-por-carlos-fernandes/

GLOBO É HUMILHADA AO VIVO E “EU VOTEI NA DILMA” ENTRA NO JORNAL NACIONAL

17.05.2017
Do portal BRASIL247

Na entrada ao vivo da jornalista Zileide Silva durante o Jornal Nacional, um cartaz, levantado por uma mulher, ficou em destaque: "eu votei na Dilma"; mensagem é emblemática no dia em que é divulgada, pela mesma Rede Globo, a notícia que deve pôr fim ao golpe protagonizado por Eduardo Cunha, Aécio Neves e Michel Temer.
Vídeo histórico do dia em que o golpe de Temer e Aécio morreu


247 – A Globo foi humilhada na noite desta quarta-feira 17, durante a exibição do Jornal Nacional.
Na entrada ao vivo da jornalista Zileide Silva, que estava no Congresso, um cartaz, levantado por uma mulher, ficou em destaque: "eu votei na Dilma".
A mensagem é emblemática no dia em que é divulgada, pela mesma Rede Globo, a delação bomba que deve pôr fim ao golpe protagonizado por Eduardo Cunha, Aécio Neves e Michel Temer.
Na denúncia do jornal O Globo, Michel Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, incentivando o pagamento de uma mesada a Eduardo Cunha para comprar seu silêncio na prisão.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/296137/V%C3%ADdeo-hist%C3%B3rico-do-dia-em-que-o-golpe-de-Temer-e-A%C3%A9cio-morreu.htm

Xadrez da Lava Jato em família

17.05.2017
Do portal do JORNAL GGN, 

Peça 1 – as caixas pretas do Judiciário


Mais independente e sutil dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), assim que explodiu a disputa entre o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot e o Ministro Gilmar Mendes, sobre conflitos de interesse – de parentes em escritórios de advocacia com grandes causas no STF e na PGR – o Ministro Marco Aurélio de Mello declarou-se impedido de julgar qualquer processo em que atuasse o escritório de Sérgio Bermudes. Alegou que tinha uma sobrinha que lá trabalhava.
Foi um tapa com luva de pelica nas práticas históricas das altas cortes, de parentes de Ministros, desembargadores, Ministros do Tribunal de Contas e outros advogarem nos tribunais em que atuam seus padrinhos.
Hoje em dia, há duas caixas pretas rondando o Judiciário. Uma, das ações em família; outra, das palestras de cachês desconhecidos.
Uma terceira caixa preta surge com a Lava Jato.
Os maiores escritórios de advocacia do Rio e São Paulo, antes especializados nas áreas comercial, administrativa e de contratos, passaram a aceitar advogados criminalistas como sócios, para atender à enorme demanda provocada pela Operação Lava Jato.
São honorários milionários. Segundo advogados paulistas, conseguir uma causa de delação premiada de algum cliente mais poderoso pode render até R$ 15 milhões de honorários.

Peça 2 – o poder da Lava Jato

A instituição da delação premiada na Lava Jato, conferiu um poder extraordinário a juízes e procuradores envolvidos com a operação. Depende deles – exclusivamente deles – a liberdade ou a prisão dos réus. E como a decisão de aceitar ou não é eminentemente subjetiva, eles se tornam senhores absolutos do destino dos réus que caem em suas mãos.
Essa submissão dos réus gerou dois fenômenos distintos.
O que está em jogo não é pouco. Ou a prisão, ou a possibilidade de ser libertado e ainda usufruir de parte da riqueza amealhada com a corrupção. Alberto Yousseff, a arma sacada por Sérgio Moro, conseguiu a liberdade e ainda a possibilidade de receber comissões sobre quantias que ajudar a recuperar.
Depois que a Odebrecht quebrou a cara, quando seus advogados resolveram enfrentar a Lava Jato, houve mudança total no comportamento dos advogados de réus candidatos à delação. Advogados altivos, passaram a aceitar todas as imposições da força-tarefa e do juiz e ainda avalizar o jogo de cena, negando qualquer imposição no conteúdo das delações.
Ora, todo delator já sabe, de antemão, o que os procuradores – e o juiz – desejam: informações que ajudem nas ações contra Lula. Aliás, não apenas eles mas a torcida do Corinthians e do Flamengo. E do Atlético Paranaense, é claro.
A partir daí entra-se na caixa preta. Até que ponto a contratação de advogados ligados às autoridades da Lava Jato se deve à sua competência, à tentativa de agradar a autoridade (agrado que pode ser correspondido ou não) ou barganha?
Trata-se de uma situação controversa, que merece uma segunda pergunta: até que ponto é lícito a um advogado aceitar uma proposta de uma empresa cujo destino está nas mãos de seu padrinho político?

Caso 1 – a filha de Janot


Filha do PGR Rodrigo Janot, Letícia Ladeira Monteiro de Barros é uma jovem advogada de cerca de 27 anos, especializada em direito econômico, que trabalha em um escritório de advocacia que conseguiu três contas relevantes: Petrobrás, OAS e Brasken.
Ela atua basicamente no CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico). Apesar de Janot não ter nenhuma relação direta com o CADE, as três empresas estão em suas mãos. No caso da OAS e da Brasken, dependem dele para a aceitação da oferta de delação premiada de seus executivos, assim como dos acordos de leniência agilizados, para impedir a sua quebra.
O Estadão publicou que “atualmente, a OAS negocia acordo de delação de seus executivos com o Ministério Público Federal. A negociação foi suspensa no ano passado, por decisão de Janot, depois do vazamento de supostas informações que fizeram parte das conversas entre executivos da empresa e o MPF”.
Conforme o GGN mostrou na ocasião, eram fúteis os motivos invocados para a suspensão das negociações: suposto vazamento de informações irrelevantes para a Veja, em um universo em que não passa dia sem que um documento seja vazado.
Em sua defesa, Janot afirmou que as delações são propostas pelos executivos à PGR, não o contrário. Além disso, ele não atua contra a “pessoa jurídica” das empresas. Faltou falar que cabe à PGR dizer se aceita ou não. E quem decide pela “pessoa jurídica” são as pessoas físicas que dependem dele para aspirar a libertação.

Caso 2- Marlus Arns – Rosângela Moro


Conforme o GGN já vem mostrando há anos, as Federações das APAEs (Associação de Pais e Alunos dos Excepcionais) se trasformaram em um enorme sorvedouro de recursos públicos sendo parcamente fiscalizadas.
No caso da Federação da APAE do Paraná, há um conjunto de episódios mal-cheirosos:
1.     Quando Secretário de Educação do Paraná, o ex-senador Flávio Arns – liderança maior da APAE – destinou R$ 450 milhões às APAEs do Estado, para poderem competir com a rede pública federal, que passou a atender crianças com deficiência.
2.     Na outra ponta, seu sobrinho Marlus Arns tornou-se o principal advogado das ações das APAEs no estado.
3.     Sua contraparte na Federação é a diretor jurídica Rosângela Moro, esposa do juiz Sérgio Moro. Ela é tão envolvida com as APAEs que palestrou na ONU em evento sobre educação inclusiva – sendo que a ala das APAEs que ela representa se constitui no maior obstáculo à educação inclusiva, para não abrir mão dos recursos públicos.
Marlus é um advogado encrencado, denunciado por problemas com as empresas estatais paranaenses. De repente, tornou-se o principal advogado das delações da Lava Jato.
Foi responsável pelas negociações dos empreiteiros da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, Eduardo Leite e Paulo Augusto Santos, além do empresário João Bernardi Filho. Arns também atuou na defesa de Ivan Vernon, ex-assessor de Pedro Corrêa (PP), assim como de Valério Neves, ligado ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF), e do ex-assessor de José Janene (PP - morto em 2010), João Cláudio Genu. Também representa Renato Duque deste agosto de 2015. Recentemente, Duque rompeu o silêncio e pediu para falar com Moro sobre a Petrobras. Ele acusou Lula de mandar destruir provas. Outros clientes ilustres de Arns são o deputado cassado Eduardo Cunha e sua esposa, Cláudia Cruz.
É possível que os honorários de Marlus passem dos R$ 50 milhões.
A relação da família Arns com Moro e a equipe da Lava Jato se estende: o irmão de Marlus, Henrique Arns de Oliveira, é diretor-geral do Centro de Estudos Jurídicos Luiz Carlos, que teve como professores no módulo de Direito Penal Econômico o procurador Deltan Dallagnol e Sérgio Moro.

Caso 3 - os Castor de Mattos


O escritório do advogado Rodrigo Castor de Mattos, irmão do procurador da Lava Jato Diogo Castor de Mattos, participou, ainda que informalmente, da delação premiada do marqueteiro João Santana e sua esposa Mônica Moura.
GGN mostrou que o estagiário Felipe Pedrotti Cadori, que foi a um cartório de Curitiba registrar, em julho de 2016, uma conta de Gmail atribuída à Dilma Rousseff, trabalha, atualmente, no escritório Delivar de Mattos Advogados Associados.
Procurada, a Lava Jato em Curitiba afirmou que o procurador Diogo não participou da delação dos marqueteiros e que o escritório de seu irmão pediu procuração para representar o casal recentemente (o ofício foi enviado a Moro em abril de 2017), quando o acordo de colaboração já estava encerrado.
Mas o registro em cartório feito pelo estagiário, cerca de um ano atrás, prova a atuação informal e por baixo dos panos, já que quem assina a delação dos marqueteiros são os advogados Alessi Brandão e Juliano Campelo Prestes.
Rodrigo Castor de Mattos também representou o advogado de Alberto Youssef, Carlos Alberto Pereira da Costa, que, em 2014, confirmou elo entre o doleiro com o mensalão e petrolão.
A empresa de Carlos Alberto, a CSA Project Finance Consultoria, foi usada por Youssef para lavar dinheiro de José Janene, admitiu a Moro.
O depoimento de Carlos Alberto Pereira da Costa, que presenciou o entra e sai de políticos no escritório de Youssef, afundou de vez Luiz Argolo na Lava Jato. Também implicou Paulo Roberto Costa e empresas como a Engevix e Mendes Junior.
Procurada pelo Conjur, que questionou o laço familiar entre procurador e advogado do réu, a força-tarefa de Curitiba sustentou que “o advogado Rodrigo Castor de Mattos foi defensor do réu Carlos Alberto Pereira da Costa até 7/10/2014. Posteriormente, quando já era assistido pela Defensoria Pública da União, o réu celebrou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal em 27/4/2016, sendo homologado em audiência na data de 6/6/2016.”
Mas há reportagens sobre as revelações feitas pelo delator ao juiz Moro e à Polícia Federal desde 2014. No processo sobre a Labogen, por exemplo, Youssef ficou em silêncio diante de Moro, orientado pelo defensor Antônio Figueiredo Basto, enquanto Carlos Alberto Pereira da Costa decidiu, segundo Rodrigo de Mattos, fazer uma “colaboração espontânea”.

Caso 4 – Saab - Miller


 Membro da força-tarefa da Lava Jato, o procurador Marcelo Miller abandonou a carreira e se mudou para o prestigioso escritório Trech, Rossi e Watanabe que atua na defesa da SAAB-Scania no caso da licitação F-X da FAB (compra de caças). Detalhe: no MPF, Miller foi o principal procurador no processo sobre a FX. Antes disso, Miller atuou na Operação Norbert – que identificou contas da família de Aécio Neves em Liechtenstein.”
Miller disse estar afastado da Lava Jato, colaborando apenas eventualmente, desde o segundo semestre de 2016. “O procurador da República deve se dedicar à área de compliance, que trabalha na prevenção de práticas criminosas dentro de empresas. Procurado, ele não quis comentar a saída da instituição”, publicou o Estadão.

Peça 3 – os ensinamentos de Montesquieu


Todo aquele que detém poder tende a dele abusar, até que encontre um limite.

São três os princípios, cada um correspondendo a um governo: o da monarquia é a honra; o da república é a virtude; e o do despotismo é o medo.
Só pode existir liberdade quando não há abuso do poder. 
O que parece indicar que o poder judiciário sendo essencialmente o intérprete das leis deve ter tão pouca iniciativa e personalidade quanto possível (o juiz é apenas a boca que pronuncia as sentenças da lei, sem moderar sua força ou rigor). Não é o poder de pessoas, é o poder das leis, “teme-se a magistratura e não os magistrados”.
O que o interessa é a rivalidade entre as classes. Esta competição social é a condição do regime moderado porque as diversas classes são capazes de se equilibrar.
Do Procurador da República Ercias Rodrigues de Souza, em encontro da Associação Nacional dos Procuradores da República para discutir “Direito e Democracia”
A democracia moderna não é, simplesmente, representativa, ela é, acima de tudo, participativa. Além de se contar com os fiscais constitucionais, a própria sociedade organizada em conselhos e associações deve exercer, diuturnamente, o controle do exercício do poder de seus representados políticos.
Exatamente neste ponto é preciso voltarmos ao Ministério Público: por não sermos menos democráticos do que o parlamento e, também, por não sermos menos republicanos, deve seguir-se a conclusão de que também devemos contas aos titulares do poder. O certo é que o fato de tomarmos nossas atribuições diretamente do Texto Constitucional, por meio de habilitação em concurso público extremamente dificultoso, não implica sermos detentores de um poder de outra natureza, afinal, todo o poder emana do povo, como sabiamente o diz nossa Constituição, logo em seu começo.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-da-lava-jato-em-familia