terça-feira, 30 de maio de 2017

“Direta não existe, ponto”: o desprezo do PSDB pela democracia só não é maior que o medo de Lula

30.05.2017
Do blog  DIÁRIO DO CENTRO MUNDO, 29.05.17
Por Kiko Nogueira

A coxinhada que andava submersa desde o desastre do governo Temer ressurgiu com o mantra segundo o qual eleições diretas são golpe.
De Janaína Paschoal a Rachel Sheherazade, passando por Danilo Gentili e outros, indigentes da extrema direita revelam seu ódio pelo voto, seu desprezo pela democracia.
O medo de Lula ajudou a tirar do armário a faceta fascistoide de quem denunciava a “ditadura bolivariana”.
Repetem a posição do PSDB, que é quem governa de fato o Brasil desde que o ex-vice decorativo ascendeu.
O acordo, fica cada vez mais claro, era deixar Temer e sua corja roubar enquanto Aécio Neves dava as cartas.
O ministro da Justiça Osmar Serraglio, que ele chamou de “bosta de um caralho” na conversa com Joesley Batista, já foi trocado pelo da Transparência.
A vocação antipopular tucana está patente na entrevista de Alberto Goldman, vice presidente do partido, para a BBC Brasil. 
“O que nós queremos é que a Constituição continue funcionando”, diz Goldman, prócer de um bando que jogou no lixo o pleito presidencial de 2014.
O entrevistador pergunta se as diretas poderiam gerar mais instabilidade. Goldman retorque autocrático: “Eu não vou discutir isso. A eleição direta não existe, ponto”. Não se pode mexer na cláusulas pétreas, segundo ele. Ponto.
O interlocutor insiste. “Mas eu já falei para você que a eleição direta não existe, ponto.”
Ponto onde, cara pálida? Em que momento essa meia dúzia de velhos (não apenas cronológicos) achou que poderia decidir o destino de um país batendo o pé? Esses trastes mimados nos jogaram num pântano e se recusam a largar o osso.
O argumento é falacioso. O consultor legislativo do Senado Renato Monteiro de Rezende é autor de um estudo sobre constitucionalidade da PEC das Diretas do senador Reguffe (sem partido-DF).
Segundo Rezende, a proposta não se enquadra no artigo 60 da Carta, que define quatro dispositivos que não podem ser abolidos por uma PEC: forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; separação dos poderes e direitos e garantias individuais.
Também não viola o artigo 16, que proíbe alteração do processo eleitoral no período inferior a um ano antes do pleito. 
“Não existe prejuízo para candidaturas e para partidos. Pelo contrário, existe apenas uma ampliação do direito de voto”, afirma.
Gilmar Mendes, de volta das catacumbas, falou que o Brasil se tornou as Organizações Tabajara. Está certo Gilmar. Pena não ter feito uma autocrítica de seu papel nessa metamorfose.
A única maneira de sairmos desse buraco é através de eleições diretas. Ninguém em boa fé e sã consciência acredita que uma nação convulsa terá paz com a mesma turma de velhacos tocando reformas, aí sim, inconstitucionais.
O próprio FHC declarou em dezembro, antes de mudar de ideia, que, se Temer cair, “o Congresso terá de convocar eleições diretas. Porque é difícil governar nessa situação de escolha indireta pelo Congresso”.
Ponto. 
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/direta-nao-existe-ponto-o-desprezo-do-psdb-pela-democracia-so-nao-e-maior-que-o-medo-de-lula-por-kiko-nogueira/

sábado, 27 de maio de 2017

Katarina Peixoto: Fotografar e identificar os infiltrados é nossa tarefa

27.05.2017
Do blog VI O MUNDO, 26.05.17

por Katarina Peixoto, no Facebook
Há uma gurizada (mal formada ou mal atendida psiquicamente, ou ambas as coisas) que quebra vidraças de bancos e equipamentos públicos, em manifestações de cunho político.
Essa idiotia política começou em junho de 2013 e há muitas dúvidas se não foi a PMSP que deu início a esse expediente, naquela noite dos Nadir Figueiredo, na segunda semana de junho, em São Paulo.
Embora o ódio político tenha sido desencilhado naquela divisão jamais remendada, desde então, e por isso mesmo, a presença de infiltrados nas marchas moralistas ou em defesa da democracia e contra o golpe é uma constante.
Quando começaram as marchas contra o golpe, há um ano, esses policiais começaram a ir a assembleias e a nos acompanhar nas marchas.
Tem o caso célebre do elemento que foi promovido, pelo exército brasileiro, depois de ter se infiltrado para enviar estudantes para a prisão, antes de irem a uma marcha, em São Paulo.
A polícia brasileira e as forças armadas não são instituições estruturadas e cultivadas nos limites legais. O mesmo se diz do judiciário.
Os limites dessas instituições são de outra ordem: estamentais, portanto, pré-modernos. Se você não entendeu, pergunte aquele weberiano amigo seu, que disse que desse jeito não dá para ser feliz direito.
Esses delinquentes, que já fotografamos e identificamos, os mais experimentados, há anos, agem como os moleques safados da região agrícola. Eles sabem que não respondem a ninguém, senão ao comandante imediato de seus despachos arbitrários: podem ser decisões pilantras, documentadas, e podem ser vidraças, ministérios, equipamentos públicos.
É uma tática de sabotagem da vida legal, levada a cabo pelo atavismo estamental, cujas focinheiras foram inutilizadas, no processo de desestabilização dos governos democraticamente eleitos.
O que podemos fazer é fotografá-los e denunciá-los. E denunciar a mão de ferro midiático-familiar que depende deles, comanda e os protege, para seguir a agenda do golpe. Por isso é absolutamente fundamental não levar a sério o que dizem, a respeito de quem é arbitrário e age contra a legalidade, quando o dizem nas televisões e jornais brasileiros.
O Brasil nunca puniu a tortura, não tem por que punir juiz vagabundo nem infiltrado em passeata e marcha, para colar na esquerda a projeção da própria delinquência constitutiva.
Nas passeatas, assembleias e atos, é divertido ver os infiltrados. Fotografá-los é um bom critério para identificá-los.
Eles correm das fotos como o Temer corre da democracia. Ah, e a propósito, #DiretasJá.
PS do Viomundo: O problema é que tem muita gente ingênua na esquerda — ou mal intencionada. É um dos artifícios da contra-propaganda (está em qualquer livrinho sobre a CIA, por exemplo) divulgar provas falsas para desqualificar o adversário.
Por exemplo, vídeos da polícia da Venezuela como se fosse a PM de Brasília. Ou fotos fake de brutamontes como se fossem black blocks em Brasília.
Os bobocas de esquerda divulgam estes vídeos e fotos falsas, que em seguida são desmentidos, provocando o efeito desejado pela direita: “A esquerda falsifica informação”.
A situação se agrava pelo surgimento de blogs sem qualquer compromisso com a verdade, mas que buscam apenas explorar o filão dos leitores de esquerda e capturar um grande número de clicks pagos. Eles reproduzem informação falsa, descontextualizada ou fazem ilações sem pé nem cabeça, garantindo grande número de compartilhamentos.
Tornam-se, potencialmente, endereços destinados a receber e passar adiante as fake news, o que no longo prazo tem o efeito de desqualificar TODAS as fontes de informação da esquerda, por associação.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/katarina-peixoto-fotografar-e-identificar-os-infiltrados-e-nossa-tarefa.html

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Mulher deseja a morte dos baianos e causa revolta

24.05.2017
Do blog  CONVERSA AFIADA,
Por Paulo Henrique Amorim

Ela lamentou que ataque tenha sido em Manchester e não na Bahia



Do portal Bahia Notícias:


Uma mulher usou seu perfil no Facebook para fazer um comentário xenófobo e racista contra os baianos. Em um comentário, ela disse que o ataque terrorista que causou a morte de 22 pessoas e feriu mais 100 em Manchester, na Inglaterra, no fim do show da cantora Ariana Grande, deveria ter acontecido na Bahia. "Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquele gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk", escreveu a mulher, o que causou revolta entre os internautas.

Indignados, eles passaram a compartilharam prints do comentário e da página do Facebook. "A racista [nome] lamenta q um ataque com bomba ñ tenha acontecido na Bahia. Mande um recado pra ela no Facebook. Cadeia pra ela!", escreveu uma internauta no Twitter. Alguns usuários da rede social relataram que, após a revolta gerada pelo comentário, o perfil foi bloqueado pela mulher.


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Fonte:https://www.conversaafiada.com.br/mundo/mulher-deseja-a-morte-dos-baianos-e-causa-revolta

domingo, 21 de maio de 2017

AÉCIO NEVES: DEPOIS DE ANOS ESCONDENDO SUJEIRAS DEBAIXO DO TAPETE, GRANDE IMPRENSA LARGA AÉCIO FERIDO NA ESTRADA

21.05.2017
Do portal THE INTERCEPT BRASIL, 18.05.17


JÁ NÃO É MAIS POSSÍVEL segurar a blindagem de Aécio Neves (PSDB-MG) e sua família. Depois de passar anos ignorando gravíssimas denúncias de jornalistas mineiros contra ele e sua irmã, a grande imprensa passou a publicar as várias vezes em que o presidente do PSDB foi citado em delações premiadas. Ontem, em furo de Lauro Jardim de O Globo, o país conheceu o conteúdo de uma conversa gravada por um parceiro de crime do tucano, Joesley, o dono da Friboi, que assim agiu para tentar diminuir sua pena.
Aécio aparece no áudio pedindo R$2 milhões para bancar sua defesa na Operação Lava Jato. Em um dos diálogos, o empresário pergunta para o senador como será a entrega do dinheiro:
“Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança.”
Com a maior tranquilidade do mundo, o presidente do PSDB deu as coordenadas para a execução do crime:
“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho.”
Fred é Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio e ex-diretor da Cemig nomeado pelo tucano. Foi também coordenador de sua campanha para presidente em 2014. Ele acaba de ser preso pela Polícia Federal.
Sempre muito próximo de seu amigo Aécio, Zezé Perrella (PMDB-MG) — dono do helicóptero flagrado transportando meia tonelada de pasta base de cocaína —  também aparece nas investigações como receptor dos R$2 milhões que Aécio pediu para a Friboi. O dinheiro não foi para advogados, mas para Perrella. Em uma das viagens para São Paulo para pegar as malas de grana da Friboi, o primo foi filmado pela Polícia Federal repassando-as para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar de Perrella, também preso hoje.
O uso do verbo “matar” pode ser força de expressão, mas diante das circunstâncias estranhas em que um denunciante de Aécio morreu, fica difícil não dar asas à imaginação. Depois de acusar Aécio de corrupção, ligação com tráfico de drogas e até assassinato de opositores, o policial civil Luca Arcanjo foi encontrado morto em sua casa enforcado por uma gravata — um caso que teve pouquíssima repercussão na imprensa, para não dizer nenhuma. A versão oficial é de suicídio e, como no caso do helicoca, nunca mais se falou no assunto.
São antigas e inúmeras as denúncias de jornalistas mineiros que nunca tiveram repercussão na Globo ou em qualquer outro veículo da grande mídia.
Nas redes sociais, muitos se apressaram em apontar a imparcialidade da Globo por ter publicado o vazamento da delação da Friboi em primeira mão. Bom, já faz um tempo que Aécio foi largado ferido na estrada e não faria sentido agora perder um furo que, inevitavelmente, seria divulgado por algum concorrente. Precisamos lembrar, então, que são antigas e inúmeras as denúncias de jornalistas mineiros que nunca tiveram repercussão na Globo ou em qualquer outro veículo da grande mídia. Aécio foi por muito tempo o principal nome da oposição e, com toda essa blindagem, se sentia à vontade para discursar contra a corrupção do PT. Enquanto as denúncias eram omitidas, um ambiente tranquilo e favorável era construído para o mineiro.
Teve jornalista que ousou furar o bloqueio jornalístico e foi parar na cadeia sem que isso merecesse uma cobertura aprofundada. Depois de denunciar Aécio e seu grupo político no Diário de Minas, Marco Aurélio Carone ficou 9 meses preso, mas foi absolvido e solto 5 dias após o fim das eleições em que o tucano concorreu à presidência. Sem nenhuma manchete nos jornalões ou cobertura do Jornal Nacional, o jornalista foi à Comissão de Direitos Humanos da Câmara no fim do ano passado para confirmar as acusações pelas quais foi preso: financiamento de campanha via caixa dois com envolvimento de Andreia Neves (presa hoje pela Polícia Federal), esquema na mineração e exportação de nióbio, uso político da estatal Cemig, dentre outras.
“Não tenho culpa. Votei no Aécio.”
Não nos esqueçamos também de outro caso gravíssimo ocultado pela grande mídia: o outro primo de Aécio Neves que vendia habeas corpus para traficantes de drogas em conluio com um desembargador nomeado pelo próprio Aécio. O primo e o desembargador foram presos, Aécio não foi incomodado com o assunto, e a imprensa nunca questionou as digitais do tucano no caso. Quer dizer, o Fantástico fez uma longa reportagem, sim, mas sem citar o nome de Aécio.Por que esse jornalista foi silenciado na imprensa? Por que sua prisão não revoltou colegas que hoje publicam basicamente as mesmas denúncias feitas por delatores? Essas sucessivas omissões contribuíram para a construção da candidatura de Aécio em 2014, oferecendo a ele o discurso do combate à corrupção.  Tanto é verdade que, mesmo após a derrota nas urnas, eleitores do tucano saíram às ruas para protestar contra os corruptos vestindo a camisa que estampava aquele famoso bordão da pós-verdade: “Não tenho culpa. Votei no Aécio.”

Depois de anos escondendo a sujeirada da família Neves debaixo do tapete, não dá para a Globo e outras empresas de comunicação fazerem a egípcia e posarem de imparciais. Não estamos diante de um rascunho de e-mail ou um recibinho de pedágio, mas de um áudio que revela em detalhes a prática de um crime. Está tudo muito claro, não precisa nem de power point explicando. Se levarmos em conta o que aconteceu com Delcídio do Amaral (PT-MS), Aécio deve ser preso nos próximos dias. E se resolverem começar a ouvir os jornalistas mineiros, talvez nunca mais saia da cadeia.

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Fonte:https://theintercept.com/2017/05/18/depois-de-anos-escondendo-sujeiras-debaixo-do-tapete-grande-imprensa-larga-aecio-ferido-na-estrada/

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Leia os documentos da delação dos executivos da JBS

19.05.2017
Do blog do JOTA
Por Márcio Falcão

Os documentos que integram a delação de Joesley Batista, homologada pelo Supremo Tribunal Federal, começaram a ser divulgados há poucos instantes. Leia as íntegras:
O presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves e o deputado Rocha Loures serão investigados no STF pelos crimes de corrupção passiva, constituição e participação em organização criminosa e obstrução à investigação de organização criminosa.
Em sua decisão sobre o inquérito contra Temer, o ministro Edson Fachin indica que a Procuradoria-Geral da República poderia investigar o presidente da República inclusive por fatos estranhos ao mandato. A questão está em aberto no Supremo.
O procurador Angelo Goulart é alvo de inquérito sob a acusação de ter recebido pagamentos mensais para repassar informações de investigações envolvendo JBS.
No inquérito que investiga Temer e Aécio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, escreveu que o senador tucano montou um plano para impedir o avanço das investigações Lava Jato. O nome do ministro do STF Alexandre de Moraes é citado.
Citação ao ministro Alexandre de Moraes
No pedido de abertura de inquérito contra Temer, Aécio e Rocha Loures, a PGR explicou que fez pré-acordo de delação para acompanhar e gravar pagamentos de propinas destinadas a Lúcio Bolonha Funaro, Eduardo Cunha e Aécio Neves. A PGR admite que “o tradicional modelo de celebração de acordos de colaboração premiada (…) mostra-se intempestivo diante da conjuntura dos fatos”.
Ao STF,  Janot afirmou que verifica-se que Aécio, em articulação, dentre outros, com o presidente Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados da polícia que conduzirão os inquéritos. Dessa forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução.
VEJA OS TEMAS ABORDADOS NAS DELAÇÕES:
“Os anexos apresentados versam sobre os seguintes temas: 1) BNDES; 2) Guido Mantega — outros temas; 3) Fundos de pensão; 4) A Interação com Lucio Funaro — CEF/FI-FGTS; 5) Eduardo Cunha e Lucio Funaro/Ministério da Agricultura; 6) A conta-corrente — Lucha Funaro; 7) A interação com Eduardo Cunha — Renovação da desoneração da folha de pagamento; 8) Eleição de Eduardo Cunha para a Presidência da Câmara dos Deputados; 9) Fatos especialmente corroborados por elementos especiais de prova/Michel Temer; 10) Fatos especialmente corroborados por elementos especiais de prova/Aecio Neves; 11) Willer Tomaz/Angelo Goulart; 12) Marcos Pereira — PRB; 13) João Bacelar; 14) João Vaccari/Guilherme Gushiken; 15) Marta Suplicy; 16) José Serra; 17) Antonio Palocci; 18) Guido Mantega/Banco Rural-Original/Troca de chumbo; 19) Mato Grosso; 20) Ceará; 21) Mato Grosso do Sul; 22) Funaro; 23)Gilberto Kassab; 25) A distribuição das propinas nos esquemas BNDES e BNDES-Fundos de pensão; 26) Compra de partidos para a coligação; 27) Gilberto Kassab; 28) Fernando Pimentel-mensalinho; 29) Raimundo Colombo; 30) Deicídio do Amaral; 31) Temer; 32) Aedo Neves; 33) Eunicio Oliveira; 34) Sergio Cabral; 35) Robson Faria e Fabio Faria; 36) Partidos e políticos que receberam pagamentos, contabilizados ou não, sem ajuste de atos de ofício; 37) Luiz Fernando Emediato; 38) Marco Aurelio Carvalho; 39) Rondonia; 40) Agilização para homologação de créditos tributários legítimos – SP; 41) Doleiros – e fluxo de operação para pagamento em dinheiro; 42) Geração de pagamento em espécie.”
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Fonte:https://jota.info/justica/leia-a-integra-dos-documentos-da-delacao-da-jbs-19052017

JUIZ SÉRGIO MORO É CONTROLADO POR TEMER, FOI O QUE O PRÓPRIO TEMER ADMITIU EM ÁUDIO - OUÇA

19.05.2017
Do blog VERDADES OCULTAS, 18.05.17
Por FÁTIMA MIRANDA


Da redação do Blog Verdades Ocultas em 18/05/2017

Existe uma grande interrogação no ar quanto ao porque e quais os motivos que levaram a Operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro não chegar nesse esquema que envolveu o Presidente Michel Temer e o Senador (agora afastado pelo STF) Aécio Neves na compra do silêncio do ex Deputado Federal Eduardo Cunha.

Há de se convir que paira uma certa nuvem obscura sobre  o caso Eduardo Cunha desde a protelação da sua prisão até o efetuar da mesma, que como todos sabem, foi uma prisão cercada de cuidados para evitar qualquer escândalo, onde os flashes não puderam reluzir, a grande imprensa não deu destaque, o preso foi conduzido sem algemas, etc. Seria tudo muito compreensível, se o preso não fosse Eduardo Cunha, um dos corruptos mais visados e almejados pela sociedade que pedia na época, sua prisão, sem falar que, quando se trata de outros presos, o show midiático é permitido e o escândalo promovido pela grande imprensa é garantido, a exemplo do sequestro denominado de "coercitiva do ex-presidente Lula", enfim, um verdadeiro estado de exceção explicito.

Depois, o cuidado quanto ao que Cunha fosse falar sobre Michel Temer quanto àquele questionário enviado pelo Eduardo Cunha ao Temer onde Temer foi desobrigado de responder. Por que? Teria sido Temer blindado por Sérgio Moro? A sociedade espera por respostas.
O arquivo de áudio tem duração de 39 minutos com conversas entre um dos donos da JBS, Joesley Batista, e o presidente Michel Temer.


Transcrição

Joesley Batista: Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato.

Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele, eu não tenho nada a ver com a defesa dele. Eu não fiz nada [inaudível].

Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. O único companheiro dele que está aqui, porque o Geddel sempre estava [inaudível] Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel eu perdi o contato, porque ele está investigado e eu não posso encontrar ele. [...] O que que eu mais [...] O negócio dos vazamentos, [inaudível] Eu to lá me defendendo. Como é que eu, o que eu mais ou menos consegui fazer até agora. Eu estou de bem com o Eduardo...

Temer: Tem que manter isso, viu...

Joesley: Todo mês, também, eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado, assim, no processo [inaudível]...

Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...

Temer: Está segurando os dois...

Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui dentro da força tarefa que também tá me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim...
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Fonte:https://jota.info/justica/leia-a-integra-dos-documentos-da-delacao-da-jbs-19052017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O triste fim de um bando de canalhas

17.05.2017
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Carlos Fernandes 

Canalhas
Francis Bacon é autor de uma frase que costumo usar em momentos históricos como o de hoje, 17 de maio de 2017. Dizia ele que a verdade é filha do tempo e não da imposição.
Nada mais apropriado para o dia em que caiu por terra, definitivamente, a máscara de soberba e hipocrisia que encobria a decrepitude de um sistema político dominado por uma escória que foi capaz de arruinar uma democracia inteira em defesa dos mais inconfessáveis interesses.
Ironia das ironias, foi por medo do mais atual instrumento de tortura da idade moderna, a prisão preventiva indefinida, que os donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, proporcionaram a mais avassaladora delação premiada de toda a operação Lava Jato.
Não deixa de haver nesse episódio uma espécie de justiça providencial.
Utilizados como ferramentas medievais na insana busca de argumentos minimamente aceitáveis para incriminar Lula, Dilma e o PT, prisão preventiva e delações foram exatamente os recursos que acabaram por provar a escandalosa conspiração que depôs uma presidenta honesta e perpetuou uma caçada jurídica e midiática de décadas ao maior líder popular desse país. 
Iniciada desde os primeiros minutos em que Dilma Rousseff foi reeleita em outubro de 2014, o conluio capitaneado pelo projeto de poder derrotado nas urnas utilizou-se de todos os meios, instituições inclusive, para minar e inviabilizar o governo reconduzido pelo povo ao poder.
Munidos com o capital do alto empresariado, do jornalismo de guerra da mídia familiar e da justiça cooptada da primeira instância até a mais alta corte, a nata da corrupção política brasileira enganou descaradamente uma parcela significativa da população buscando a desestabilização do governo.
Nada representa melhor o que significou o golpe de Estado sofrido pelo país do que a aceitação do processo de impeachment ter sido feita por um criminoso como Eduardo Cunha. O mesmo que, agora está provado, confabulava com o vice decorativo e sua quadrilha, a tomada violenta do poder.
Poucos messes após uma das mais vergonhosas sessões já vistas na Câmara dos Deputados, o Senado dava cabo de um projeto vitorioso de inclusão social e redução da desigualdade que perdurou por mais de uma década.
Entrou em cena a mais pavorosa malta já reunida no Palácio do Planalto. A truculência, o machismo, a misoginia, a incompetência e a falta de diálogo foram postos em ação para ruir a soberania brasileira em pagamento dos relevantes serviços prestados pelos grandes interesses internacionais.
Em apenas um ano de governo, o Brasil retrocedeu décadas. Ficamos mais pobres, mais desiguais, mais desempregados. Fatiamos e doamos a Petrobrás a empresas internacionais. Condenamos a educação e a saúde a décadas sem investimentos. Perdemos todo o prestígio internacional que conseguimos a duras penas.
Em resumo, um escândalo num dia, um desastre no outro. Quando não os dois. 
A delação dos donos da JBS vem pôr fim a um dos mais obscuros momentos políticos de nossa história. Restou desmoralizado todo o governo Temer, o Supremo Tribunal Federal que foi incapaz de impedir os atos de Eduardo Cunha e a operação Lava Jato que terá agora que lidar, fatalmente, com aqueles a quem tanto tentou proteger. 
Escrevi em 7 de julho de 2016, pouco antes da votação do impeachment no Senado Federal, um artigo intitulado “O desfecho de Temer será ainda pior do que o de Cunha”. 
Não resta dúvidas que esse medíocre que ora rasteja no lamaçal de imundície que ele próprio criou, entrará para a história do Brasil como o político mais odiado de todos os tempos. 
Que a profecia seja cumprida e que este seja o triste fim de uma canalha.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-triste-fim-de-um-bando-de-canalhas-por-carlos-fernandes/

GLOBO É HUMILHADA AO VIVO E “EU VOTEI NA DILMA” ENTRA NO JORNAL NACIONAL

17.05.2017
Do portal BRASIL247

Na entrada ao vivo da jornalista Zileide Silva durante o Jornal Nacional, um cartaz, levantado por uma mulher, ficou em destaque: "eu votei na Dilma"; mensagem é emblemática no dia em que é divulgada, pela mesma Rede Globo, a notícia que deve pôr fim ao golpe protagonizado por Eduardo Cunha, Aécio Neves e Michel Temer.
Vídeo histórico do dia em que o golpe de Temer e Aécio morreu


247 – A Globo foi humilhada na noite desta quarta-feira 17, durante a exibição do Jornal Nacional.
Na entrada ao vivo da jornalista Zileide Silva, que estava no Congresso, um cartaz, levantado por uma mulher, ficou em destaque: "eu votei na Dilma".
A mensagem é emblemática no dia em que é divulgada, pela mesma Rede Globo, a delação bomba que deve pôr fim ao golpe protagonizado por Eduardo Cunha, Aécio Neves e Michel Temer.
Na denúncia do jornal O Globo, Michel Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, incentivando o pagamento de uma mesada a Eduardo Cunha para comprar seu silêncio na prisão.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/296137/V%C3%ADdeo-hist%C3%B3rico-do-dia-em-que-o-golpe-de-Temer-e-A%C3%A9cio-morreu.htm