domingo, 30 de abril de 2017

“MENTIRA PURA!”: DESMONTANDO ARGUMENTOS DO GOVERNO SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

29.04.2017
Do portal THE INTERCEPT BRASIL, 25.04.17

“TEM MUITA GENTE falando muitas mentiras a respeito da Previdência”, alerta logo de início o vídeo “Minuto da Previdência” produzido pelo governo federal. Publicado no canal do YouTube “Portal Brasil” no dia 13 de abril e replicado em canais de televisão desde então, o vídeo afirma que uma das falácias disseminadas seria a necessidade de trabalhar 49 anos para ter aposentadoria integral. “Mentira pura!”, afirma categoricamente a apresentadora. Cinco dias depois, no entanto, um documento produzido pela equipe do deputado Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma, propunha a redução dos tais 49 anos para 40 anos. O vídeo — e o constrangimento — permanece no ar.
Com inspiração na peça produzida pelo governo, The Intercept Brasil elencou 10 argumentos usados pelo governo para defender a proposta de Reforma da Previdência apresentada por ele e convidou a professora Denise Lobato Gentil, do departamento Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializada em Macroeconomia e Economia do Setor Público, para comentar cada um. Os argumentos foram todos tirados de discursos e entrevistas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

1_ “Sem reforma, gasto previdenciário vai a 17,2% do PIB em 2060”

Para fazer uma projeção segura, é necessário trabalhar com uma margem de erro, e não tratar os números com determinismo, como faz o ministro. A professora cita o exemplo do Banco Central estipulando a inflação prevista para um ano: “Ele diz ‘vai estar entre…’ e aí estabelece um intervalo de confiança. Se acerta naquele intervalo, está cumprindo a meta”. Já a proposta da Reforma da Previdência não faz isso: o ministro dá um número com exatidão até nos décimos.
Previsões econômicas também costumam apresentar, pelo menos, três “cenários possíveis”. Isso é feito para se abranger possibilidades de crises ou de melhoras no plano econômico. O governo trabalha com apenas uma possibilidade.

2_ “Estados ficam insustentáveis sem uma reforma”

A especialista afirma que é necessário investigar a raiz do problema em cada estado e que o “discurso oficial” — todos estão endividados por questões previdenciárias — joga a culpa sobre quem não foi responsável pelos problemas.
Ela cita como exemplo o Rio de Janeiro, que considera o mais encrencado: “Dizer que o estado está quebrado é de fato uma platitude, se você não disser quem causou”. E explica que o maior problema foi o Fundo de Previdência dos Servidores Públicos ter sido “desfalcado” pelo governo Sérgio Cabral (PMDB-RJ).
Duas saídas estratégicas sugeridas para a crise do Rio foram a suspensão da dívida do estado com a União e a revisão de desonerações concedidas em impostos, como o ICMS e o IPVA.

3_ “Outros países tiveram que tomar atitudes dramáticas porque esperaram por muitos anos”

Em países europeus existe uma idade mínima e uma idade de referência: “A mínima é aquela em que um europeu pode se aposentar sem ganhar a aposentadoria integral, com 57, 58 ou 59 anos. A idade de referência que é 65 anos”. O governo brasileiro quer “tomar atitudes” ainda mais “dramáticas”, elevando a idade mínima aos patamares daquela usada como referência em outros países.
Muitos também estão revendo as regras de aposentadoria escritas depois de 2008, mas para diminuir as exigências. Na França, os dois candidatos que foram para o segundo turno falam em rever o tempo de contribuição exigido. No Japão, ele  foi reduzido de 25 para 10 anos recentemente.
Por último, Lobato lembra que a presidente do FMI, Christine Lagarde chamou a atenção do ministro Henrique Meirelles em Davos (Suíça), durante o Fórum Econômico Mundial. Após uma apresentação de Meirelles sobre o ajuste fiscal e a Reforma da Previdência, Lagarde afirmou que a prioridade deveria ser combater as desigualdades sociais e alfinetou: “Não sei por que as pessoas não escutaram (que a desigualdade é nociva), mas, certamente, os economistas se revoltaram e disseram que não era problema deles”.

4_ “É fundamental para a recuperação da economia em 2017”

No curto prazo, a maior possibilidade, segundo a professora, é que a reforma agrave a situação da Previdência, “porque a gente já sabe que, ao anunciar a Reforma da Previdência, houve uma corrida às aposentadorias”. Ela ressalta que os aportes em previdências privadas aumentaram em 2016 e que devem continuar a subir em 2017.
No longo prazo, Lobato explica que a reforma vai desestimular o recolhimento do benefício, porque as pessoas acharão que não conseguirão contribuir o suficiente para se aposentar e, por considerar que nunca alcançarão os requisitos, vão desistir de contribuir: “Elas vão preferir contribuir com um plano privado. Aliás, esse é o projeto: estimular os fundos privados de aposentadoria”.
Outro fator que puxa a receita da previdência para baixo, no curto prazo, é o desemprego. Foram encerrados 1.3 milhão de postos de trabalho em 2016 e, em janeiro e fevereiro, os índices continuaram aumentando. Com a perda de empregos, a receita tende a cair. No longo prazo, a Lei de Terceirização pode complicar ainda mais esse cenário, com a transformação de muitos trabalhadores em Microempreendedores Individuais (MEI), que contribuem menos para a Previdência.

5_ “Não vai prejudicar o trabalho com menor renda”

Em primeiro lugar, a nova aposentadoria não desprezará mais, no cálculo do valor a ser pago, os 25% da contribuição referente aos menores salários do trabalhador. Será feito com base na média do valor total contribuído. Isso significa incluir o período em que o trabalhador recebia um salário baixo e, portanto, puxa a média para baixo.
Para o trabalhador com menor renda, porém, a situação é ainda mais perigosa porque, em geral, são trabalhadores informais. A professora lembra que a taxa de informalidade no Brasil é superior a 40%: “você tem aí muita gente que sequer receberá um benefício previdenciário. O governo não fez nenhuma reforma para incluí-los, o que já é um equívoco”.

6_ “Preservam o ajuste fiscal e beneficiam os mais pobres”

A juventude do nordeste e da periferia das grandes cidades será a mais afetada e mais empobrecida. A expectativa de vida dos homens do nordeste e do norte é muito mais baixa do que no sudeste, em muitas cidades das duas regiões, não chega aos 65 anos. Quando o governo exige uma idade mínima de 65 anos, “ele tá dizendo para uma grande parte da população brasileira pobre que ela não se aposentará”.

7_ “Ele [trabalhador mais pobre] já tende a se aposentar por idade”

Segundo a professora, a frase está correta, mas deve ser relativizada. Grande parte das pessoas mais pobres  se aposenta por idade porque não consegue comprovar 15 anos de contribuição. Ela aponta, no entanto, que muitos continuam trabalhando na informalidade, recebendo paralelamente aposentadorias equivalentes a um salário mínimo.

8_ “As mulheres mais jovens já estão com remuneração igual à dos homens. A tendência obviamente é que em 20 anos isso estará igualado. Então nós teremos um mercado de trabalho igualitário”

Dados do IBGE indicam o contrário. Na Pnad de 2015, mulheres em cargos de chefia ou direção recebiam 68% do que era pago aos homens na mesma posição. E o pior: o índice apresentado é inferior ao registrado dez anos antes: em 2005, a remuneração das mulheres no alto escalão equivalia a 71% do que era pago aos homens.
De acordo com um estudo do Fórum Econômico Mundial publicado em novembro, a igualdade salarial entre os gêneros no mundo só será alcançada daqui a 169 anos.
A professora ressalta que as mulheres negras recebem menos de 40% do salário médio de um homem branco e, as brancas, 70% do salário de um homem branco.
Ela lembra que 64% das aposentadorias por idade são de mulheres. E explica que elas não conseguem comprovar os 30 anos de contribuição necessários para se aposentarem por tempo de contribuição. Lobato lembra que os índices de participação das mulheres no mercado formal ainda é muito baixo. Isso é o que dificulta a comprovação da contribuição.

9_ “Esse argumento falacioso [de que não existe rombo] usa todas as receitas vinculadas à seguridade social e Previdência para cobrir somente despesas com a Previdência, o que gera um superávit de R$ 100,1 bilhões”

Lobato é uma dos vinte especialistas reunidos para escrever o livro “A Previdência Social em 2060: As inconsistências do modelo de projeção atuarial do governo brasileiro”, que desmontou o modelo de cálculo utilizado para estruturar a proposta de Reforma da Previdência.
Ela explica que a base do trabalho é a Constituição Federal de 1988. Segundo a Carta, a seguridade social garante um Sistema Único de Saúde universal, benefícios assistenciais para aqueles que não conseguem contribuir e uma previdência digna, que não pode ser inferior ao salário mínimo, para aqueles que não conseguem retornar ao mercado de trabalho. “A conta que você faz é pegar todas as receitas que estão asseguradas na Constituição Federal como vinculadas à seguridade social e colocá-las a serviço das despesas da seguridade social”, ensina a professora.
Além desta conta, Lobato lembra que há, ainda, os desvios feitos com base na Lei de Desvinculação de Receitas da União (DRU). Ela explica que o governo Michel Temer, em julho de 2016, aumentou o percentual de desvinculação de receitas da União — dinheiro desviado do fundo previdenciário para outros fins — de 20% para 30%.
“E há também um enorme espaço para combate aos devedores da dívida ativa”, conta Lobato. Ela cita um estudo da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que mostra que R$ 100 bilhões são de recuperabilidade fácil. A economista lembra que estima-se que as sonegações por parte das grandes empresas representem 27% da receita da previdência. “É uma coisa assombrosa, o governo de um lado desonera de forma estratosférica: R$ 283 bilhões por ano é o valor da desoneração no Brasil. Não persegue os devedores e ainda quer fazer um ajuste fiscal pelo lado do gasto, ou seja, nas costas da população mais pobre”.

10_ “O mais importante é que cada um tenha a certeza de que vai receber aposentadoria.”

Lobato faz parte de um grupo de economistas, matemáticos, engenheiros e analistas que estão fazendo uma avaliação criteriosa sobre o novo modelo de cálculo apresentado pelo governo. Segundo os resultados mais recentes das simulações feitas a partir dos dados entregues pelo próprio governo — de acordo com os valores previstos para a inflação e o salário mínimo, por exemplo —, o poder de compra da aposentadoria irá cair:
“As curvas do poder de compra dessas aposentadorias são todas decrescentes, conforme os próprios cálculos do governo. Há uma queda na renda dos aposentados prevista no modelo atuarial do governo. É um modelo de empobrecimento.”
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Fonte:https://theintercept.com/2017/04/25/mentira-pura-desmontando-argumentos-do-governo-sobre-a-reforma-da-previdencia/

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA ANTI-POVO E GOLPISTA:J ornalismo de Guerra

30.04.2017
Do portal da Revista Forum, 
Por  Lindbergh Farias* e Jaldes Meneses**


“A rigor, a Rede Globo não fez cobertura da greve geral, mas guerra psicológica.  Nos dias anteriores à greve, simplesmente desconheceu o fato. No dia da greve, passou do desconhecimento ao jornalismo de guerra mais despudorado: criou uma versão à priori ‘pós-verdadeira’ dos acontecimentos”. Leia mais no artigo de Lindbergh Farias e Jaldes Meneses

A leitura de vários artigos críticos sobre o conteúdo da narrativa da greve geral esboçada pela grande mídia brasileira – especialmente os excelentes artigos dos jornalistas Igor Felippe e Rodrigo Vianna – nos conduziu a uma conclusão, repleta de consequências políticas, teóricas e estratégicas: a grande mídia brasileira – especialmente o conglomerado monopolista da Rede Globo – pratica um jornalismo de guerra. Por consequência, o jornalismo de guerra resulta numa espécie de militarização da imprensa.
Neste sentido, o jornalismo de guerra é a contrapartida na área estratégica da informação e contrainformação do Estado de Exceção. Segundo o filósofo italiano Giorgio Agamben – que faz a crítica teórica negativa do Estado de Exceção -, invocando a lógica amigo-inimigo do jurista nazista Carl Schmitt uma disputa política só se resolve pela eliminação do adversário. Não há possibilidade de acordo, de trégua política, nem de respeito ao outro, mas a apenas a possibilidade de manifestar a intolerância. Na história do Brasil, eventos como a campanha do “Brasil, ame-o ou deixe-o&r dquo; na década de 1970, ou até a surpreendente campanha publicitária recente (ano passado) do golpista Temer de “vamos tirar o Brasil do vermelho” operam através da lógica política amigo-inimigo.

O novo Estado de Exceção brasileiro suspende o ideal de espaço público e a ação comunicativa dos discursos antagônicos das utopias habermasianas. Assim, não se realiza a cobertura de um evento como a greve geral de sexta-feira (28/04) a partir das premissas do contraditório e da abertura democrática a versões alternativas que, mesmo eventualmente minoritárias, são influentes na sociedade.
A rigor, a Rede Globo não fez cobertura da greve geral, mas guerra psicológica.
Nos dias anteriores à greve, simplesmente desconheceu o fato, insofismável a olhos vistos, do crescimento da greve nas ruas. No dia da greve, passou do desconhecimento ao jornalismo de guerra mais despudorado: criou uma versão à priori “pós-verdadeira” dos acontecimentos e, através da repetição insistente de alguns mantras, buscou dar ao falso a musculatura de verdade fabricada.
Não se busca a verdade, não se concede brecha ao empirismo de investigação dos fatos. Cessou qualquer possibilidade de jornalismo investigativo, o repórter é apenas um autômato, um papagaio a soldo, substituível caso não reze pela cartilha.
Até a pouco, apesar de todas as críticas, ainda havia uma réstia de porosidade na mídia – sobretudo cavada pelo profissional individual e a ação sindical. Contudo, depois do golpe, em que a mídia foi intelectual orgânico e protagonista ativo, a mínima porosidade antes existente transformou num espaço hermeticamente fechado. Não se trata mais de fazer a crítica à “imprensa marrom” ou “sensacionalista”, desvios que sempre existiram na imprensa – desde os achaques romanceados por Balzac.
Conforme demonstrado por vários comentaristas críticos, a cobertura da greve geral – a maior da história brasileira – ensaiou a novidade de um discurso compacto, totalmente orientado de cima para baixo e sem abrir brechas ao contraditório. Isto é guerra. O patamar mudou. Já é outro. As evidências da militarização da mídia são gritantes na cobertura da greve geral e da perseguição arrasa-quarteirão à personalidade de Lula. Como sempre, na guerra, a verdade é a primeira vítima.
Os métodos das networks brasileiras – especialmente a Rede Globo – são métodos de guerra. O melhor autor para explicar o comportamento da mídia é Carl von Clausewitz, o chefe militar do exército prussiano que lutou com os russos contra Napoleão e ficou conhecido como o “filósofo da guerra”. A guerra, em Clausewitz, compreendia, até principalmente, a ação de desarmar psicologicamente o inimigo. Daí, a necessidade de não apenas vencer pelas armas, mas ganhar a opinião pública. Ou seja, vencer pela força das armas sempre é provisório, ao passou que vencer a opinião pública na sociedade é mais duradouro.&nb sp;
Mencionamos Clausewitz, mas bateu na memória outra referência importante: a tela/olho controlador do Grande Irmão de 1984. Todos nós viramos espécies de Winston (s) Smith (s), o protagonista do romance de George Orwell. A metáfora é gasta pelo uso, mas o tempo do Ministério da Verdade – repartição estatal incumbida da “fabricação da verdade” na qual trabalhava Winston -, chegou. Plin Plin.
*Lindibergh Farias é senador (PT-RJ)
**Jaldes Meneses é professor associado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/2017/04/30/jornalismo-de-guerra/

sábado, 29 de abril de 2017

MÍDIA GLOBAL DESTACA GREVE QUE JORNAIS BRASILEIROS ESCONDERAM E ATACARAM

29.04.2017
Do portal BRASIL247


247 - Ao noticiar a greve geral da última sexta-feira, que mobilizou pelo menos 35 milhões de brasileiros, a imprensa internacional mostrou aquilo que a mídia oligárquica brasileira tentou a todo custo esconder: a insatisfação enorme contra as reformas de Michel Temer e o momento histórico representado pela greve geral. 
Na França, o Le Monde classificou a paralisação como "histórica" e publicou um dossiê e filme batizado de "Au Brésil, le grand bond en arrière, que significa: "Brasil: O grande Salto para Trás".
A BBC, rede britânica de informação, destacou que esta foi a "primeira greve geral duas décadas".
Enquanto isso, comprometida com o governo que ajudou a colocar no poder, a grande mídia brasileira tentou resumir os movimentos a uma baderna sindical, escondendo a real dimensão da insatisfação com as reformas e com o atual inquilino do Planalto, aprovado por apenas 4% dos brasileiros. 
O contraste é visível:
Folha de São Paulo: "Greve atinge transportes e escolas em dia de confronto"
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/292945/M%C3%ADdia-global-destaca-greve-que-jornais-brasileiros-esconderam-e-atacaram.htm

VAGNER FREITAS, da CUT, faz um balanço da greve geral

29.04.2017
Do canal da Revista CartaCapital, 28.04.17


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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=XIap3Gas1_s

LUIS NASSIF:Xadrez da greve geral

29.04.2017
Do canal do JORNAL GGN, no Youtube, 27.04.17
Por Luis Nassif



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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=AScGN80K3w8

sexta-feira, 28 de abril de 2017

#BrasilEmGreve: 200 mil trabalhadores saíram em caminhada no Recife, diz CUT

28.04.2017
Do portal DIARIO DE PERNAMBUCO
A polícia Militar ainda não apresentou uma estimativa de pessoas presentes na manifestaçãoO movimento, que aconteceu por várias cidades do Brasil, foi pela causa do trabalhador, segundo o presidente da força sindical, Rinaldo Júnior. Foto: Teresa Maia\DP (O movimento, que aconteceu por várias cidades do Brasil, foi pela causa do trabalhador, segundo o presidente da força sindical, Rinaldo Júnior. Foto: Teresa Maia\DP)
O movimento, que aconteceu por várias cidades do Brasil, foi pela causa do trabalhador, segundo o presidente da força sindical, Rinaldo Júnior.Foto: Teresa Maia\DP

Saindo da Praça do Derby, por volta das 16h, representantes de várias categorias trabalhistas e sindicais organizaram passeata de protesto contra as Reformas da Previdência e trabalhista na tarde desta sexta-feira. A caminhada se encerrou na Avenida Dantas Barreto e, segundo dados da Central Única de Trabalhadores (CUT), reuniu 200 mil pessoas, a maior dos últimos 100 anos. A Polícia Militar não quis estimar o número de participantes. Mas os organizadores comemoraram o resultado da mobilização. Não havia ônibus ou metrô na cidade, mas os trabalhadores saíram às ruas do centro do Recife por mais de duas horas. Os sindicalistas dizem que o evento foi um recado para os aliados do governo Temer, que chegaram a dizer que os grevistas queriam apenas emendar o feriado do Dia do Trabalho. 

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O movimento, que aconteceu por várias cidades do Brasil, foi pela causa do trabalhador, segundo o presidente da Força Sindical, Rinaldo Júnior. "Hoje a pauta é única: defesa do trabalhador, independente da bandeira sindical", disse. Para ele, o ato de hoje foi muito simbólico, pois marcou de forma bem característica os 100 anos da primeira Greve Geral. “É emocionante para essa geração que veio às ruas hoje, que realizou a maior greve dos últimos 100 anos, dizer para aqueles que padeceram, para aqueles que morreram lutando, que a luta não foi em vão. Não vamos admitir nenhum direito a menos”, acrescentou o presidente da CUT, Carlos Veras, no balanço final. O protesto encerrou após às 19h.

O evento uniu duas centrais sindicais que atuaram a favor e contra o impeachment de Dilma Rousseff no ano passado, respectivamente a Força Sindical e a CUT. Mais de 200 sindicatos aderiram à passeata. Na Avenida Conde da Boa Vista, por mais de uma hora, as duas faixas foram tomadas por manifestantes que usavam diversas cores. Amarelo, vermelho e preto predominaram. Gritos de guerra foram entoados contra Temer.
Adilson Soares de Lima, 31 anos, bateu panelas ao longo do protesto para ironizar o movimento que ajudou a derrubar Dilma Rousseff no ano passado. Foto: Rosália Rangel/DP
Adilson Soares de Lima, 31 anos, bateu panelas ao longo do protesto para ironizar o movimento que ajudou a derrubar Dilma Rousseff no ano passado. Foto: Rosália Rangel/DP

Adilson Soares de Lima, 31 anos, vestia terno e batia numa panela de pressão ao longo da passeata. Fazia uma alusão aos protestos realizados em 2016 que culminaram com a saída de Dilma do cargo. Adilson usava um boné da CUT. "Para a saída de Dilma, muita gente bateu panelas. Agora, não aparece ninguém para bater panelas". O funcionário público José Oliveira, 54 anos, segurava a bandeira brasileira. “Nós amamos o Brasil e vamos lutar pelo nosso país”, disse. 

Segundo o funcionário público José de Oliveira, a bandeira do Brasil não pertence a nenhum movimento específico. É do povo. Foto: Aline Moura/DP
 Segundo o funcionário público José de Oliveira, a bandeira do Brasil não pertence a nenhum movimento específico. É do povo. Foto: Aline Moura/DP

Os grevistas também entoaram o Hino Nacional. Na linha de frente, eles seguravam cartazes com fotos e nomes dos 16 deputados federais de Pernambuco que votaram a favor da reforma trabalhista, enviada ao Congresso com urgência e aprovada por 226 a 125 votos. O governador Paulo Câmara (PSB) também sofreu críticas. O PSB nacional orientou pela votação contra a reforma trabalhista, que foi votada na Câmara na última quarta-feira, mas três deputados federais de Pernambuco e filiados à sigla socialista votaram a favor - João Fernando Coutinho, Marinaldo Rosendo e Fernando Filho. Este último é ministro de Minas e Energia, mas pediu exoneração do cargo apenas para votar a favor da reforma trabalhista na quarta-feira passada. 

Na Avenida Guararapes, uma agência do Banco do Brasil foi alvo de depredação. A manifestação, porém, seguiu de maneira pacífica, sem relatos de confrontos com policiais ou militantes até o momento.

Além do ato no centro do Recife, o dia de greve geral contou com várias categorias paralisadas e manifestações em diferentes pontos da região metropolitana. Os trabalhadores interditaram as vias de acesso ao aeroporto, na zona sul da capital, além de bloqueios em vários pontos da BR-101, BR-232, BR-104 e BR-428 em todo o estado.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2017/04/28/interna_vidaurbana,701596/brasilemgreve-200-mil-trabalhadores-sairam-em-caminhada-no-recife-d.shtml

'Dá para ver que os governistas estão com medo', diz Renato Janine, sobre greve geral

27.04.2017
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por Redação RBA

Para professor e ex-ministro, movimento é importante para protestar contra reformas e até para garantir a realização das eleições de 2018 

greve geral
Ex-ministro diz que reformas pretendidas pelo governo Temer são "letais" e pede união dos brasileiros
São Paulo – A greve geral desta sexta-feira (28) é "fundamental" para protestar contra "maldades" do governo e até para assegurar as eleições no ano que vem, diz o professor e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro. "Deve mostrar que o combo de maldades desse governo – PEC do fim do mundo, reforma trabalhistae da Previdência – é inaceitável e só está sendo feito porque esse governo não foi eleito. Jamais, numa democracia, o povo aprovaria um governo que propusesse isso", escreveu ontem em sua conta no Facebook.
"Devemos dar um basta, até para garantir as eleições de 2018. Porque há o risco de que os governistas, vendo que as perderão, as impeçam ou tomem medidas para não significarem nada", afirmou ainda o professor de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP). "E é dia não só de não trabalhar, mas de não comprar. Parar mesmo o País. Não é fácil, mas dá para ver que os governistas estão com medo. Assim devem ficar."
Janine observou que seus comentários eram "para todos" inclusive os que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff. "O Brasil tem que se unir contra essas medidas praticamente letais que o governo atual, com seus 4% de aprovação, está adotando."
Em outra postagem, ele critica um programa da TV Folha sobre a greve geral. "Não acreditei. Zomba o quanto pode, passa por uma pauta de serviços e conclui com uma autopromoção da locutora. Quem vê isso jamais entenderá que pode ser ator de sua vida. Sujeito de sua historia. Pensará apenas que é um consumidor de serviços. Praticamente nada foi dito sobre o que está em jogo", analisou.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/04/da-para-ver-que-os-governistas-estao-com-medo-diz-renato-janine-sobre-greve-geral

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Teologia da prosperidade mata mais que islã radical, diz pastor perseguido

24.04.2017
Do portal GOSPEL PRIME, 21.04.17
Por Jarbas Aragão

Saeed Abedini denuncia que esse tipo de cristianismo causa muito mais danos à fé que a perseguição islâmica
Teologia da prosperidade mata mais que islã radical

O pastor Saeed Abedini, que passou mais de três anos presos no Irã por causa da sua fé, sendo torturado constantemente, de muitas maneiras se tornou um símbolo da igreja perseguida no Ocidente.
Após ser liberto, ele voltou a morar nos Estados Unidos, onde conduz um ministério voltado para denunciar a perseguição religiosa. Esta semana ele voltou a criticar os pregadores da prosperidade.
Usando as redes sociais, ele denunciou as igrejas que, segundo ele, são voltadas apenas para a performance de seus líderes. Argumentou ainda que esse tipo de cristianismo está causando muito mais danos à fé que o islamismo radical.

“A estrutura de muitos ministérios e igrejas é montada em torno de um palco para que os líderes se apresentem e nós temos que pagar o custo disso. Parece que os cristãos estão matando mais seus irmãos que o Islã”, disparou.
“Os muçulmanos radicais podem matar centenas de nós em atentados terroristas, mas esse tipo de cristianismo mata [espiritualmente] centenas de milhões de cristãos ao redor do mundo”, acrescentou.
Abedini escreveu ainda que o “Corpo de Cristo” tem dado ouvidos a muitos pregadores que estão envolvidos em “roubo, hipocrisia, adultério e anunciam o falso evangelho da prosperidade”.
Sem dar nomes, reiterou que esses “pregadores da prosperidade roubam o dinheiro da casa do Senhor”, e ainda chamam isso de “sucesso”. “Eles ficam com parte das doações para si, algo que ironicamente nem os fariseus dos tempos de Jesus faziam”.
O pastor iraniano acredita que “os cristãos de hoje não adoram a Deus como deveriam, porque são enganados por esse tipo de ensino moderno”.
Desde o início de abril, Abedini vem fazendo acusações contra diferentes pastores. Disse, inclusive, que algumas figuras conhecidas usaram sua história de perseguição para arrecadar fundos, mas não fizeram muito para ajudá-lo após sua libertação. Com informações Christian Post
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Fonte:https://noticias.gospelprime.com.br/teologia-da-prosperidade-mata-mais-que-isla-radical-diz-pastor-perseguido/

Previdência: auditor fiscal questiona déficit e reforma

24.04.2017
Do canal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, noYoutube, 23.06.2016



Assista mais, abaixo.:


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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=RV9bcL4qDCI

domingo, 23 de abril de 2017

DCM: CAMPANHA DA GLOBO CONTRA LULA MOSTRA QUE ELA ENCARA O PAÍS COMO UM IMENSO BBB

23.04.2017
Do portal BRASIL247


"A campanha maciça do grupo contra Lula é o retrato de como uma corporação com elefantíase lida com o país: como o BBB, manipulando e eliminando os indesejáveis", escreve o jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, ao citar os 33 minutos dedicados pelo Jornal Nacional ao ex-presidente, além de um editorial no jornal O Globo; "Lula vai para o paredão por determinação dos Marinhos. É o mesmo modus operandi do programa, apenas disfarçado sob a roupagem de jornalismo", compara

247 - "A campanha maciça do grupo contra Lula é o retrato de como uma corporação com elefantíase lida com o país: como o BBB, manipulando e eliminando os indesejáveis", escreve o jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, ao citar os 33 minutos dedicados pelo Jornal Nacional ao ex-presidente, além de um editorial no jornal O Globo.
"Tudo o que Emílio Odebrecht e Léo Pinheiro declaram em delações premiadas é tratado como prova e como fato consumado. Por quê? Porque eles sabem que, em Curitiba, há um juiz que trabalha na mesma direção. A Globo é o deus ex-machina da Lava Jato", observa. "Lula vai para o paredão por determinação dos Marinhos. É o mesmo modus operandi do programa, apenas disfarçado sob a roupagem de jornalismo", compara.
"Assim como a Globo jogo os holofotes em algum ou alguma imbecil do Big Brother ou em Tony Ramos, ela alimenta de celebritismo de Sergio Moro para que ele execute o roteiro que lhe foi dado. O próximo capitulo é o da prisão de Lula. Já está escrito. Falta a Lava Jato atuar, com a mão do STF. A cada pesquisa, a Globo é lembrada de que não controla todas as variáveis e precisa de mais artilharia", afirma ainda Nogueira.
Leia aqui a íntegra.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/291786/DCM-campanha-da-Globo-contra-Lula-mostra-que-ela-encara-o-pa%C3%ADs-como-um-imenso-BBB.htm

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Tânia Araujo:No Recife, mais um crime contra o patrimônio histórico

19.04.2017
Do  porta da Revista CartaCapital, 14.04.17
Por Tânia Araujo*

Fachadas de casarões antigos do Recife perdem seu patrimônio secular – e não há leis que o protejam

Sylvia a memória aos cacos.jpg
A aguerrida Sylvia compara o antes e o depois (Rua dos Coelhos, Boa Vista)

Caminhar por ruas estreitas de bairros históricos na área central do Recife pode deixar passar – aos menos atentos – o rico acervo da azulejaria, ainda presente, na fachada das casas. Foi durante o século XIX que os azulejos saíram dos interiores para enfeitar e preservar os imóveis.
Os diversos padrões dos desenhos originam-se de países como Portugal e França. Todo esse tesouro, no entanto, está se acabando, seja pela ausência da atuação dos órgãos de preservação, sem leis específicas, seja pela falta de conhecimento da importância desse tipo de patrimônio pelos proprietários dos imóveis.
Há 15 anos, a arquiteta Sylvia Tigre percebeu o que já parecia evidente. Os azulejos de fachada estavam sendo dizimados pela descaracterização dos imóveis seculares, falta de manutenção, agressões aos imóveis, ou até mesmo por roubo das peças para venda em antiquários.
“Já encontrei muitos azulejos sendo vendidos e até colegas comprando para projetos pessoais”, diz a arquiteta. “Acho tudo isso um crime ao patrimônio e não é feito nada para evitar toda essa depredação, assim como não há incentivo ou campanhas para os proprietários entenderem o tesouro que eles têm em suas casas.”

Foi Olímpio Costa Júnior quem se ocupou de fazer o primeiro inventário do rico acervo de azulejos no Recife, em 1950. Em 1982, o português Antônio Menezes Cruz atualizou o documento e incluiu a vizinha Olinda, revelando as perdas já ocorridas em três décadas. E em 2002, a arquiteta Sylvia Tigre revisitou o trabalho deixado por Cruz e ampliou a pesquisa para 11 cidades, incluindo a Região Metropolitana, a Zona da Mata e o Agreste (e lugares com nomes emblemáticos como Bom Jardim, Vitória de Santo Antão, Paudalho e Brejo da Madre de Deus).
Sylvia lembra que, ao estudar o assunto, encontrou uma revelação do grande mestre da azulejaria luso-brasileira João Miguel dos Santos Simões. Ele disse que Pernambuco havia nacionalizado o azulejo. “Tem ideia do que isso significa? Nós tínhamos um patrimônio muito mais significativo do que cidades como Ouro Preto, em Minas Gerais, mas não tivemos aqui o mesmo cuidado para preservar”, critica ela.
1 - Basílica Nossa Sra. do Carmo; 2 - Teatro Santa Isabel; 3 - Palácio do Campo das Princesas; 4 - Museu de Arte Sacra; 5 - Rua Velha; 6 - Hospital Dom Pedro II; 7 -Rua dos CoelhosMapa
O que diz a lei 
1 Os bairros de Santo Antônio e São José, área central do Recife, estão dentro da Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural (ZEPH 10) e o Boa Vista, na ZEPH 08.
2 Sobre essas áreas incide a legislação de preservação do patrimônio cultural de acordo com a Lei n° 13.957/79 e o decreto de classificação de cada ZEPH.
3 Elementos como volumetria, implantação, forma e intensidade de ocupação do terreno devem ser respeitados para a manutenção da identidade de cada imóvel integrante do polígono preservado.
4 O revestimento de fachada azulejar, por exemplo, está inserido nesse rol, devendo ser mantido o mais próximo possível da composição original, de forma a manter  a leitura e memória da área preservada.
Fonte: Prefeitura do Recife
E até hoje, 15 anos após o levantamento feito pela arquiteta, o estado de Pernambuco ainda não dispõe de uma legislação para preservar a riqueza dos desenhos que embelezaram as cidades nos últimos dois séculos. “Em São Luís, no Maranhão, a Polícia Federal chegou a fazer a segurança dos azulejos, que são um patrimônio das cidades, mas aqui só são preservados nos imóveis tombados”, lamenta.
Durante o período da ocupação holandesa em Pernambuco (1630-1654) foram construídas pontes, que permitiram o surgimento de povoações além da Ilha de Santo Antônio. O bairro Boa Vista teve, inicialmente, a ligação com o de Santo Antônio pela Rua Velha, uma via estreita de imóveis antigos, ocupados hoje por pontos de comércio.
A fachada dos imóveis é a menor das preocupações dos proprietários. Além da perda das peças que cobriam a alvenaria, as pichações também são comuns no casario. “É uma tristeza olhar a falta de cuidado. Já imaginou essa rua com as fachadas todas preservadas, que grande riqueza seria?”, reclama a arquiteta.
Tigre destaca duas casas conjugadas na Rua dos Coelhos, também no bairro Boa Vista, em frente ao prédio antigo do Hospital Dom Pedro II. Nessas duas casas ela conseguiu identificar um dos padrões mais raros registrados em sua pesquisa e que estampa uma das suas camisas promocionais. Das duas casas, apenas uma mantém o azulejo. A vizinha, pintada de branco, recebeu desenhos no lugar da azulejaria antiga. “O proprietário, com certeza, não tem conhecimento da riqueza que ele tinha aqui”, comentou Sylvia.
Aos 73 anos, a arquiteta tem disposição e memória para atualizar o inventário, mas depende de financiamento. O primeiro livro foi financiado pela Caixa Econômica Federal (CEF). “Certa vez, um colega me falou que um grupo de estudiosos queria saber informação sobre a azulejaria pernambucana e a própria direção do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) chegou a dizer que o único trabalho nessa área estava no meu livro. Mas, além de documentar, é preciso criar mecanismos legais de preservação”, ressalta.
Nenhum órgão de proteção do Recife, seja nas esferas federal e estadual, seja na municipal, dispõe de leis específicas de proteção aos imóveis civis em áreas fora de perímetro de tombamento. Tanto o Iphan quanto o Departamento de Proteção de Patrimônio Cultural da Prefeitura do Recife (DPPC) estabelecem a proteção do entorno de áreas tombadas e, com exceção do Bairro do Recife, tombado pelo conjunto arquitetônico urbanístico, o restante teria de fazer parte dos Imóveis Especiais de Proteção (IEP), mas apenas os que constam da lista de proteção.
A tradição azulejar está protegida nas áreas onde já existe uma barreira física de proteção. É o caso do casarão que abriga a Academia Pernambucana de Letras, no bairro das Graças, zona norte do Recife. O prédio tombado guarda na sua fachada os azulejos em padrões portugueses. Em sua pesquisa, a arquiteta Sylvia Tigre identificou 65 padrões diferentes de desenhos, dos quais 65% são portugueses e 35% franceses. “Quando o Brasil começou a importar azulejos de Portugal foi bom para os fabricantes de lá, que enfrentavam uma crise na época. E nós nunca conseguimos produzir azulejo de fachada, no máximo para interiores, e depois vieram as cerâmicas”, conta a arquiteta.
Além da proteção em bens tombados, a arquiteta destaca a azulejaria religiosa dos interiores dos templos católicos. “Os claustros das igrejas guardam desenhos maravilhosos, a exemplo das igrejas de São Francisco de Assis no Recife e em Olinda”, destaca Sylvia Tigre. Pelo menos nas igrejas o acervo está protegido por lei federal. 
Em seu livro O Azulejo na Arquitetura Civil de Pernambuco – Século XIX, Sylvia 
* Tânia Araujo, é jornalista.
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Fonte:https://www.cartacapital.com.br/revista/947/no-recife-mais-um-crime-contra-o-patrimonio-historico