quinta-feira, 7 de abril de 2016

Intelectuais denunciam golpe ao mundo destacando papel da mídia brasileira; a metamorfose de Dilma — quando imagens dizem mais que mil palavras

07.04.2016
Do blog VI  O MUNDO

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À esquerda, Dilma sorrindo durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no dia 27.02.2013, no qual ela defendeu enfaticamente os programas sociais. À direita, a foto de Gustavo Miranda que O Globo escolheu para ilustrar o evento. Mais à direita (montagem dos Jornalistas Livres), os retoques que a IstoÉ deu para “simular” explosão nervosa da presidenta da República


Então do que se trata “de distribuição de renda e inclusão social”? Bom, se trata de nós termos de eliminar a miséria extrema. A gente elimina com renda, de forma imediata e, depois, tem dois caminhos. Esses dois caminhos são inexoráveis. Um, para os adultos, é trabalho, emprego, trabalho, emprego, formação profissional, que nós precisamos para aumentar a produtividade do trabalho. Mas também precisamos para garantir a estabilidade dessa superação da extrema miséria. O outro caminho, que é o das crianças e dos jovens, é educação. Nosso país precisa de educação.


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Nós, pesquisadores e professores universitários brasileiros, dirigimo-nos à comunidade acadêmica internacional para denunciar um grave processo de ruptura da legalidade atualmente em curso no Brasil.

Depois de um longo histórico de golpes e de uma violenta ditadura militar, o país tem vivido, até hoje, seu mais longo período de estabilidade democrática – sob a égide da Constituição de 1988, que consagrou um extenso rol de direitos individuais e sociais.

Apesar de importantes avanços sociais nos últimos anos, o Brasil permanece um país profundamente desigual, com um sistema político marcado por um elevado nível de clientelismo e de corrupção. A influência de grandes empresas nas eleições, por meio do financiamento privado de campanhas, provocou sucessivos escândalos de corrupção que vêm atingindo toda a classe política.

O combate à corrupção tornou-se um clamor nacional. Órgãos de controle do Estado têm respondido a esta exigência e, nos últimos anos, as ações anticorrupção se intensificaram, atingindo a elite política e grandes empresas.

No entanto, há uma instrumentalização política desse discurso para desestabilização de um governo democraticamente eleito, de modo a aprofundar a grave crise econômica e política atravessada pelo país.

Um dos epicentros que instrumentaliza e desestabiliza o governo vem de setores de um poder que deveria zelar pela integridade politica e legal do país.

A chamada “Operação Lava Jato”, dirigida pelo juiz de primeira instância Sérgio Moro, que há dois anos centraliza as principais investigações contra a corrupção, tem sido maculada pelo uso constante e injustificado de medidas que a legislação brasileira estabelece como excepcionais, tais como a prisão preventiva de acusados e a condução coercitiva de testemunhas. As prisões arbitrárias são abertamente justificadas como forma de pressionar os acusados e deles obter delações contra supostos cúmplices.

Há um vazamento permanente e seletivo de informações dos processos para os meios de comunicação. Existem indícios de que operações policiais são combinadas com veículos de imprensa, a fim de ampliar a exposição de seus alvos. Até a Presidenta da República foi alvo de escuta telefônica ilegal.

Trechos das escutas telefônicas, tanto legais quanto ilegais, foram apresentados à mídia para divulgação pública, ainda que tratassem apenas de assuntos pessoais sem qualquer relevância para a investigação, com o intuito exclusivo de constranger determinadas personalidades políticas.

As denúncias que emergem contra líderes dos partidos de oposição têm sido em grande medida desprezadas nas investigações e silenciadas nos veículos hegemônicos de mídia. Por outro lado, embora não pese qualquer denúncia contra a Presidenta Dilma Rousseff, a “Operação Lava Jato” tem sido usada para respaldar a tentativa de impeachment em curso na Câmara dos Deputados – que é conduzida pelo deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados e oposicionista, acusado de corrupção e investigado pelo Conselho de Ética dessa mesma casa legislativa.

Quando a forma de proceder das autoridades públicas esbarra nos direitos fundamentais dos cidadãos, atropelando regras liberais básicas de presunção de inocência, isonomia jurídica, devido processo legal, direito ao contraditório e à ampla defesa, é preciso ter cautela. A tentação de fins nobres é forte o suficiente para justificar atropelos procedimentais e aí é que reside um enorme perigo.

O juiz Sérgio Moro já não possui a isenção e a imparcialidade necessárias para continuar responsável pelas investigações em curso. O combate à corrupção precisa ser feito dentro dos estritos limites da legalidade, com respeito aos direitos fundamentais dos acusados.

O risco da ruptura da legalidade, por uma associação entre setores do Poder Judiciário e de meios de comunicação historicamente alinhados com a oligarquia política brasileira, em particular a Rede Globo de Televisão – apoiadora e principal veículo de sustentação da ditadura militar (1964-1985) –, pode comprometer a democracia brasileira, levando a uma situação de polarização e de embates sem precedentes.

Por isso gostaríamos de pedir a solidariedade e o apoio da comunidade acadêmica internacional, em defesa da legalidade e das instituições democráticas no Brasil.

Leia também:


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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/intelectuais-denunciam-golpe-ao-mundo-destacando-papel-da-midia-brasileira-um-exemplo-clarissimo-de-como-ela-deturpa-a-realidade-para-pior.html

Lava Jato: Dilma e Lula são inocentes

07.04.2016
Do blog CONVERSA AFIADA

Wanderley: é isso que faz babar os inconformados e enfurecidos

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O Conversa Afiada reproduz reflexão do professor Wanderley Guilhermd dos Santos.

No Segunda Opinião:

A LAVA-JATO É NOSSA, DEMOCRATAS!

Um fantasma assombra Curitiba: o fantasma da inocência. Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva desafiam todos os órgãos brasileiros de investigação a encontrar evidências comprometedoras da moral pública de ambos. Há ano e meio os executivos da Lava-Jato prometem, insinuam, ameaçam, tentam intimidar, prendem e deixam pessoas incomunicáveis, interrogam, denunciam e sentenciam. Nada. Os repórteres por assim dizer investigativos dos boletins da oposição arrancam os cabelos ao invés de furos, bem como os canais de televisão, difusores de jornalismo fantástico, eliminaram o intervalo entre as novelas e os noticiários: é tudo ficção. Nada.

Visitei o sítio “Lava-Jato em Números” e o sítio “Conjur” (Consultor Jurídico) buscando informações sobre os resultados efetivos da investigação. O último relatório, publicado em 16 de março de 2016, anuncia que dos 1 114 procedimentos instaurados resultaram 484 buscas e apreensões, 117 mandados de condução coercitiva, 64 prisões preventivas, 70 temporárias e 5 prisões em flagrante. Com o concurso de inúmeras invasões de domicílios, escritórios de profissionais liberais e 49 acordos de delações premiadas, a intensa mobilização do Ministério Público e da Polícia Federal produziu 37 acusações contra 179 pessoas, concluídas por 17 sentenças (mais ou menos 50% das acusações, com número não desprezível de absolvições). Compete aos especialistas estimar a relação entre o investimento de pessoal, tempo e recursos materiais e os resultados parciais, bem como a utilização preferencial do sistema Globo de comunicação (televisão, rádios, jornais e revistas) e a reincidência de manipulação criminosa da opinião pública mediante vazamentos de informação.

No sítio Conjur estão resumidas as 17 acusações, denúncias e sentenças concluídas, mas só consegui acessar 15 processos. Não obstante a contaminação de denúncias e algumas sentenças com considerações hipotéticas (parece que, é possível que, etc.), o que espanta é justamente o afã de encontrar uma realidade para além da realidade diante de seus narizes. Fundados em esforços de inegável mérito e consistência, os fatos acumulados são suficientes para a denúncia da maioria esmagadora dos acusados. A Lava Jato constitui a mais importante investigação da história da República. Por isso mesmo não deve continuar em mãos adestradas pela paixão partidária e a obsessão punitiva, tanto mais alucinadas quanto mais fracassam as incursões descabeladas, conduções coercitivas a um cubículo em aeroporto, grampos inacreditáveis e ousadia suicida na divulgação de conversas sem outro sentido que não o de expor a intimidade dos invadidos. A Lava Jata deve ser entregue a procuradores e juízes que zelem pela integridade da investigação, agora sob a ameaça de que seja impugnada, tantas as infrações ao direito natural e aos códigos legais. Em coro com os cidadãos racionais do País, insisto em que a Lava Jato é nossa, livre da ganância partidária animalesca dos que dela tentam se aproveitar. É importante atentar: em ano e meio de frenética e dura investigação, permanece imaculado o desafio de Dilma Rousseff e de Lula – não encontrarão crime em suas vidas públicas. Se encontrarem, saberemos tomar posição; por ora, não é o que está diante dos narizes de qualquer alfabetizado.

As quinze sentenças do Juiz Sergio Moro revelam, com uivos de Nelson Rodrigues, a veterana operação criminosa do reincidente Alberto Youssef, agora em companhia de Paulo Roberto Costa (“se não fosse a posição do PP eu não seria indicado diretor da Petrobrás”), Pedro Barusco e Renato Duque, e seus lugares tenentes Fernando Baiano, um certo “Ceará” e outros que lá estão. Intermediários, estado-maior e o consagrado administrador de dinheiro roubado: Alberto Youssef. Eles estão na maioria esmagadora dos 15 processos sentenciados, e me refiro a 12 sentenças porque em 3 o assunto nada tem a ver com a Petrobrás, um deles sobre tráfico de drogas, outro sobre manipulação de câmbio no mercado negro e o terceiro relativo à apropriação de dinheiro por parte de Andre Vargas, o qual, aproveitando-se da posição de deputado e de vice-Presidente da mesa da Câmara, achacou a Caixa Econômica e o Ministério da Saúde para obter contratos de publicidade  para empresa de familiares. Esse foi um assalto autônomo, sem participação da quadrilha.

A quadrilha, conforme essas sentenças, não é grande: Alberto Youssef, mais aquele estado-maior, certamente substituído em outras roubalheiras, mais os lugares tenentes de confiança. Além desses, o grupo de corrompidos varia de processo para processo, de acordo com a trapaça em andamento – compras de sondas aqui, de petroleiros alí, Odebrecht aqui, OAS ali, Camargo Correa acolá, e por aí vai. Políticos? Por enquanto só Luiz Argolo (PP), ex-deputado, sentenciado em 3 ou 4 dos 12 processos concluídos, o já mencionado André Vargas (ex-PT) e João Vaccari (PT). E é no processo de Vaccari que os procuradores e o Juiz decidiram acrescentar a eventuais delitos que tenha cometido o desvio de propinas de empreiteiras, “sob o disfarce de doações de campanha ao PT”. Não há confissão nem documentação, mas é neste processo e só nele até agora que os responsáveis pela Lava Jato têm promovido, juntamente com a imprensa, ré confessa e falsamente arrependida pelo apoio que deu à ditadura de 1964, a maior campanha difamatória de homens públicos já vista no Brasil. Entre eles, a perseguição ao maior líder popular desde as greves de final dos anos 70, em plena ditadura apoiada por essa mesma imprensa. Mas a verdade que assombra Curitiba e todas e todos os histéricos advogados, cronistas, jornalistas e paneleiro(a)s é a seguinte: Dilma e Lula são inocentes de todas as acusações em circulação. É isso que os faz babar inconformados e enfurecidos. A Lava Jato é nossa.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/lava-jato-dilma-e-lula-sao-inocentes

QUEM COMBATE MESMO A CORRUPÇÃO?: A corrupção dos cínicos (ou cegos)

07.04.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 31.03.16 André Falcão*

políticos direita corrupção cínicos cegos

Fico me perguntando… Não, na verdade não fico, porque não acredito que alguém em sã consciência possa honestamente crer no que vou objetar. Mas, para iniciar o texto, essa pergunta falseada, para construção do raciocínio a tanto se presta. Então, volto: Fico me perguntando se alguém pode realmente crer que a corrupção — que está sendo combatida nos tempos atuais, nos governos Lula e Dilma, inclusive atingindo alguns filiados ao próprio partido desses presidentes (que nem de longe são maioria) — seja obra e graça desses governos.

Ora, Dilma e Lula criaram — sim, foram eles! — os principais instrumentos de combate à corrupção. Isto é fato, não interpretação. A própria lei da delação premiada — despoticamente utilizada como instrumento de tortura— foi sancionada por Dilma. Ambos sempre prestigiaram os mais votados pela corporação dos procuradores federais. 

Diferentemente do outro, que lhe antecedeu. Isto também é fato. Escolheram os ministros do STF dentro de estrito espírito republicano, tanto e a tal ponto que muitos cinicamente usam isto como argumento para referendar eventuais equívocos da Corte, do que é exemplo o que diz: não reclame, porque foram Lula e Dilma que os escolheram. E aí devo dizer: realmente foram tão republicanos quanto ingênuos. Quem sabia escolher era FHC! Vide Gilmar. E a polícia federal? Tem atuado com tal liberdade ao ponto de reivindicar, pasmem, sua autonomia, como se algum governo pudesse (ou devesse) conferi-la a uma instituição policial.


Mais! O principal órgão de oposição dos governos Lula e Dilma é a chamada grande mídia, que sequer foi incomodada. Deveria! Afinal, é a grande mídia que mente, escamoteia, manipula, falseia, distorce e até crimes pratica. Essa mídia jamais poderia receber um vintém de verbas federais. E esses governos deveriam ter promovido a sua regulação, ao menos nos moldes realizados por dois grandes expoentes do capital: os EUA e o Reino Unido. Nem isto. Mesmo apanhando dia e noite, desde quando Lula foi eleito. Mesmo como vítima de uma campanha diuturna desonesta, primeiro contra a sua reeleição; agora, por seu impeachment.

A polícia federal, sem que o seu inoperante então Ministro da Justiça e chefe sequer soubesse, participou ativamente de grampo realizado (e divulgado) de conversa íntima do ex-presidente com a atual presidente. Entre muitas outras coisas. Essa mesma polícia federal realizou, em todo o governo que lhes antecedeu, menos de meia centena de operações, enquanto agora já passa de 2.500. Que governo corrupto é este que deixa a sua polícia agir com tal liberdade e, pior, com inescondível atuação política contrária?

Então, por favor, não venha dizer que este é o governo da corrupção, porque se fizer estará sendo escancaradamente desonesto. No mínimo, intelectualmente desonesto. Ou corrupto, como vocês gostam de dizer, não raro sem moral para tanto.

DESEMBARGADOR CRITICA “CAMPANHA” DA GLOBO CONTRA DILMA

07.04.2016 Do portal PERNAMBUCO247,05.04.16

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Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), fala em “campanha sistemática” da Rede Globo “para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”; ele criticou o fato de a emissora ter gravado “ilegalmente o Ministro Barroso do STF em palestra para estudantes”, “dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”; segundo ele, este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”

Pernambuco 247 – O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Bartolomeu Bueno de Freitas Morais, usou sua página pessoal no Facebook para criticar o que ele qualifica como sendo uma “campanha sistemática que a Rede Globo vem fazendo para derrubar uma presidenta legitimamente eleita”.

No post, datado do dia 31 de março, Bueno destaca que não votou e nem apoia o governo da presidente Dilma Rousseff, mas diz que a emissora passou dos limites ao gravar “ilegalmente o ministro [Luís Roberto] Barroso do STF em palestra para estudantes e divulga dando a interpretação que lhe interessa, na sua campanha sórdida de derrubada da Presidente”.

O desembargador termina a postagem considerando que este tipo de ação “não é imprensa livre. É imprensa corrupta! Merece punição!”.

Confira abaixo a íntegra de seu texto: 

FHC, GOLPISTA SEM MORAL: Jornalista Mirian Dutra chega à PF em São Paulo para depoimento

07.04.2016
Do portal JORNAL DO BRASIL
Por Agência Brasil

A jornalista Mirian Dutra, que teve um relacionamento com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (FHC), chegou no início da tarde desta quinta-feira (7) à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em São Paulo. Mirian chegou acompanhada do advogado José Diogo Bastos, mas eles não falaram com a imprensa.

Ela deve prestar depoimento nesta quinta-feira sobre as declarações que fez a revistas brasileiras em que ela acusa o ex-presidente de ter enviado dinheiro para o exterior, usando uma empresa chamada Brasif, para pagamento de despesas do filho que ela diz ter tido com FHC. O inquérito para descobrir sobre o suposto uso da empresa por FHC para enviar dinheiro para Mirian Dutra foi aberto em fevereiro deste ano pela Polícia Federal.


Em entrevista à revista BrazilcomZ deste mês, Mirian confirmou que teve um relacionamento com Fernando Henrique Cardoso antes de ele se tornar presidente da República, durante parte dos anos 1980 e início da década de 1990, e afirmou que seu filho, Tomás Dutra Schmidt, atualmente com 23 anos, é filho de FHC. Mirian disse ainda que o ex-presidente usou uma empresa para enviar dinheiro para o filho no exterior.

À Folha de São Paulo, a jornalista disse que a primeira transferência foi feita por meio de um contrato fictício de trabalho, no fim de 2002. O documento, obtido pelo jornal, mostra que a contratante é a Eurotrade, com sede nas Ilhas Cayman. A empresa era subsidiária do grupo Brasif que, na época, monopolizava a exploração de free shops, serviço administrado pelo governo federal. Apesar de ter dado dinheiro a Tomás, Mirian disse que FHC nunca assumiu a paternidade do rapaz. Perguntada sobre o motivo de só ter trazido os fatos à tona agora, a jornalista disse que “está na hora das pessoas começarem a saber a verdade”.

À EBC, em fevereiro, a Brasif confirmou ter contratado a jornalista Mirian Dutra, em 2002, mas negou a participação do ex-presidente na contratação ou no depósito de dinheiro na conta da empresa para ser repassado a ela.
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Fonte:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/04/07/jornalista-mirian-dutra-chega-a-pf-em-sao-paulo-para-depoimento/

Autora do pedido de impeachment trabalhou nos governos de FHC e Alckmin

07.04.2016
Do portal JORNAL DO BRASIL

 Janaína Paschoal exerceu funções de assessoria especial e técnica

A advogada Janaína Paschoal, autora do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, trabalhou como assessora especial do Ministério da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso e como assessora técnica de gabinete na gestão do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, partido que lidera o movimento pela destituição da chefe do Executivo.

No arquivo do Diário Oficial da União (DOU), do dia 24 de julho de 2002, há a informação de exoneração de Janaína do cargo de Assessor Especial do Ministro de Estado da Justiça, pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. 
Trecho do Diário Oficial da União com a exoneração da autoria do impeachment de Dilma
Trecho do Diário Oficial da União com a exoneração da autoria do impeachment de Dilma
>>Veja aqui no arquivo do Diário Oficial da União o informe da exoneração
Janaína fez discurso inflamado na segunda-feira (4) prometendo acabar com a "República da Cobra"
Janaína fez discurso inflamado na segunda-feira (4) prometendo acabar com a "República da Cobra"
Já no governo de Geraldo Alckmin, Janaína presidiu uma das comissões especiais destinadas a apresentar propostas de alteração de plano de carreira e critérios de promoção nas polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, de acordo com informação disponível no site da Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado de São Paulo.

Na última segunda-feira (4), um discurso raivoso de Janaína, em frente à Faculdade de Direito da USP, em que ela pedia a morte da "República da Cobra" e afirmava que Deus a ajudaria a derrubar "a Cobra", chamou a atenção e acabou virando piada nas redes sociais.
>>Clique aqui para ver o vídeo "Aos médicos, o discurso da líder da oposição"
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Fonte:http://www.jb.com.br/pais/noticias/2016/04/07/autora-do-pedido-de-impeachment-trabalhou-nos-governos-de-fhc-e-alckmin/

PANAMALEAKS: 6 coisas que você precisa saber sobre o Panama Papers


07.04.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

panamá papers leaks documentação offshore brasil
11,5 milhões de arquivos expõem contas offshore, relações com escândalos globais e acordos financeiros secretos. Confira seis coisas que você precisa saber sobre os Panama Papers, o maior vazamento de documentos secretos da história
Sarah Lazare, AlterNet | Tradução: Camila Alvarenga,Opera Mundi

O Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, sigla em inglês), o jornal alemão Süddeutsche Zeitung e mais de 100 outros parceiros da mídia divulgaram o explosivo vazamento dos “Panama Papers” no domingo (3).

Os documentos são descritos pelo ICIJ, uma rede global de jornalistas investigativos, como “11,5 milhões de arquivos vazados para expor as contas offshore (em território estrangeiro) de líderes políticos mundiais, as relações com escândalos globais e detalhes dos acordos financeiros secretos de empresários que cometem fraudes, traficantes, bilionários, celebridades, estrelas esportivas e mais“.

Mossack Fonseca, o escritório de advocacia baseado no Panamá que foi exposto, supostamente ajudou pessoas ricas e poderosas a esconder e lavar dinheiro, sonegando bilhões de dólares em impostos. A firma possui “escritórios em mais de 35 locais ao redor do planeta, e é uma das principais criadoras de empresas de fachada do mundo — estruturas corporativas que podem ser usadas para esconder os bens de seus donos“, de acordo com o ICIJ. Juntos, os papéis revelam informações de mais de 214 mil empresas offshore ligadas a indivíduos em mais de 200 países e territórios.

Aqui estão seis coisas que você deveria saber sobre essa revelação massiva:

1. Este pode ser o maior vazamento de documentos secretos da história. A escala massiva das revelações dos Panama Papers foi melhor ilustrada por um gráfico produzido pelo Süddeutsche Zeitung. O levantamento do jornal mostra que 2,6 terabytes de informação foram vazados pelos Panama Papers, enquanto que outros casos emblemáticos, como o WikiLeaks (2010) e o SwissLeaks (2014) divulgaram 1,7 e 3,3 gigabytes de informação, respectivamente.

2. Este é o trabalho de um denunciante corajoso. O tuíte a seguir do denunciante da NSA, Edward Snowden, para o anônimo por trás dos Panama Papers diz tudo. “A história por trás dos Panama Papers? A coragem é contagiosa“, disse Snowden no Twitter.

The story behind the ? Courage is contagious.

3. A legalidade ou ilegalidade das ações expostas pelos Panama Papers não é a questão mais importante.
À medida em que jornalistas continuam a examinar a pilha de documentos, muitas perguntas estão centradas em esclarecer se governos e corporações estão ligados a condutas ilegais. No entanto, como o jornalista do site norte-americano Vox Matthew Yglesias escreveu em artigo publicado no domingo (3), os documentos também oferecem “o exame mais minucioso já feito sobre uma realidade banal que esteve escondida por muito tempo diante de nossos olhos. Mesmo que as nações mais ricas e poderosas do mundo tenham se engajado em esforços de cooperação internacional cada vez mais complexos e intensos para amaciar as rodas do comércio global, elas têm deliberadamente escolhido permitir que os membros mais abastados da sociedade ocidental protejam seus bens financeiros de impostos (e, em muitos casos, de divórcios ou falências) ao se aproveitar de empresas de fachada e paraísos fiscais“.

Partindo das observações de Yglesias, o jornalista Glenn Greenwald (do site The Intercept) argumentou que “provar que certo comportamento é ‘legal’ não prova que ele é ético ou justo. Isto é porque sistemas políticos corruptos, por definição, costumam proteger e legalizar exatamente o comportamento que é mais injusto. Jornalismo vital não só expõe o descumprimento da lei. Ele também destaca como sistemas políticos e legais corruptos podem ser cooptados pelos mais poderosos a fim de autorizar legalmente o comportamento destrutivo e atroz que serve aos interesses deles, tipicamente com pouco ou nenhum conhecimento público de que isto está sendo feito“.

4. Muitas pessoas famosas e poderosas estão ligadas às revelações. Aqui estão apenas alguns dos líderes mundiais cujos familiares e sócios próximos estão supostamente envolvidos — até diretamente: o primeiro-ministro britânico, David Cameron; o presidente ucraniano, Petro Poroshenko; o rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud; o premiê do Paquistão, Nawaz Sharif; o presidente sul-africano, Jacob Zuma; o presidente sírio, Bashar al-Assad; o presidente chinês, Xi Jinping; o primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur David Gunnlaugsson, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

5. Há uma aparente falta de pessoas norte-americanas nomeadas no relatório inicial. Adam Johnson, colaborador dos sites norte-americanos AlterNet e FAIR, apontou estas ausências nas redes sociais: “Os EUA são puros e bons e incorruptíveis“, disse Johnson no Twitter.

Everything 👏 is 👏 nothing 👏 until 👏 it’s 👏 something
No entanto, o editor do Süddeutsche Zeitung disse que mais está por vir.
Editor of Süddeutsche Zeitung responded to the lack of U.S. individuals in the documents, saying “Just wait for what is coming next”

6. Não se esqueça do acordo de “livre-comércio” entre os EUA e o Panamá. Semelhante ao infame Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta), o Acordo de Promoção Comercial EUA-Panamá foi implementado em 2012.

Segundo Lori Wallach, diretora da ONG de monitoramento de comércio Public Citizen, “quase cinco anos depois da votação do Acordo de Livre-Comércio EUA-Panamá, o vazamento dos Panama Papers prova mais uma vez o quão inteiramente cínicas e insignificantes são as generosas promessas feitas por presidentes e corporações norte-americanas sobre os benefícios econômicos e as reformas políticas que virão desses acordos comerciais. A maior promessa de benefícios vindos do Acordo EUA-Panamá era a de que ele iria acabar com as proteções à confidencialidade dos crimes financeiros do país, além do fim dos paraísos fiscais e das lavagens de dinheiro, mas esse vazamento mostra que a facilitação absurda de crimes financeiros no Panamá se intensificou enquanto as proteções aos investidores do acordo e o selo oficial de aprovação dos EUA aumentaram o fluxo de dinheiro sujo no país“.

Agora, o mesmo elenco de personagens está fazendo promessas igualmente excêntricas sobre os benefícios do Parceria Trans-Pacífico (TPP),”, disse Wallach ao AlterNet, “enquanto, cada vez mais, antigos apoiadores desses pactos estão se juntando a críticos de longa data dizendo que o TPP não dará ganhos econômicos para a maioria dos norte-americanos nem trará melhoras trabalhistas, ambientais ou de políticas de direitos humanos entre seus signatários“.