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terça-feira, 5 de abril de 2016

Reação de Eduardo Cunha comprova a eficácia da defesa de Cardozo

05.04.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO 
Por Kiko Nogueira, DCM

A efetividade do discurso de Eduardo Cardozo na Comissão do Impeachment foi comprovada por Eduardo Cunha, que deu uma coletiva visivelmente contrariado, o que não é de seu feitio, muito pelo contrário. Para um psicopata como ele, portador do que um professor definiu como Transtorno de Personalidade Dissocial, saiu do script

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Eduardo Cunha e Eduardo Cardozo (Imagem: Pragmatismo Político)
A defesa de Dilma por Cardozo na comissão do impeachment levou a uma pergunta óbvia: o que ele estava fazendo no Ministério da Justiça?
Cardozo falou durante cerca de duas horas sem ligar para provocações, enfático, teatral na medida correta— enfim, como um bom advogado.
Criticou as ilegalidades e “vícios” do impeachment, deu o peso necessário à palavra golpe sem abusar dela e criou bons achados: o pedido tem “um pecado original do qual jamais se libertará”.
Houve desvio de poder, há ilegalidade no processo, ele foi instaurado como vingança, não tem base. É uma figura clássica, nunca posso usar uma competência para retaliar alguém”, disse.
É um desvio de poder notório, e que continua quando se manda a delação do senador Delcídio do Amaral. Todo um conjunto de situações que caracteriza vício.”
Cardozo destacou que, por 15 anos, os tribunais de contas admitiram a prática de edições de decretos. “Portanto, se essa Casa admitir o impeachment haverá processos de impeachment em todo o país, de governadores e prefeitos. Todos praticam porque as cortes de contas aceitam isso.”
Mesmo que as pedaladas sejam consideradas crimes, algo do qual ele discorda, elas ocorreram no mandato encerrado em 2014 e, portanto, a presidente não pode ser penalizada.
Fere o princípio da previsibilidade jurídica, fere a segurança das instituições, criam-se teses para justificar fatos a partir de uma concepção política. Não pode o país viver com tal situação de imprevisibilidade na gestão governamental. Ao defender a presidenta, defendo todos os governadores e todos os prefeitos”, argumentou, citando Alckmin.
Apontou o dedo: “A decisão [de Eduardo Cunha] não visou, na abertura do processo de impeachment, o cumprimento da Constituição. Ele usou da sua competência para fazer vingança e retaliação”.
A efetividade do discurso foi comprovada por Cunha, que deu uma coletiva visivelmente contrariado, o que não é de seu feitio, muito pelo contrário. Para um psicopata como ele, portador do que um professor definiu como Transtorno de Personalidade Dissocial, saiu do script.
Geralmente com um sorriso de lagarto, blasé, desta vez EC acusou o golpe. “O ministro José Eduardo Cardozo, obviamente, está faltando com a verdade e exercendo de forma indigna essa defesa dele”, afirmou.
Lembrou ter aceitado o pedido de impeachment no dia 2 de dezembro e que a primeira votação no Conselho de Ética ocorreu no 15.
Então, ele falta com a verdade em todos os sentidos. Eu não vou ficar aqui batendo boca com ele, que busca polarizar comigo para tentar evitar a discussão”, declarou. “Essa não é a primeira vez que ele faz isso, tentando desviar o foco”.
O foco é ele mesmo, Eduardo Cunha, que comanda uma farsa política e jurídica montado na condição de réu do STF e de líder de uma quadrilha.
O elo mais forte e, paradoxalmente, mais fraco da corrente do golpe, o sujeito que, com seus apaniguados do PMDB, provocou o desabafo do ministro Barroso, do STF: “Meu Deus, essa é a nossa alternativa de poder”.
Arrancado de sua sociopatia, Cunha viveu menos um dia como o Predador de Schwarzenegger: “Se ele sangra, pode morrer”.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/04/reacao-de-eduardo-cunha-comprova-a-eficacia-da-defesa-de-cardozo.html

Mino: desfaçatez dos Golpistas passou da conta

05.04.2016
Do blog CONVERSA AFIADA, 05.04.16

 É Golpe, sim!
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Conversa Afiada reproduz editorial de Mino Carta, de CartaCapital:

É golpe, sim!

Perdoem os leitores a exclamação, mas a arrogância e a desfaçatez dos conspiradores passaram da conta
 
É golpe, é golpe sim. Verdade factual, diria Hannah Arendt, a verdade única, inegável. A despeito das afirmações em contrário de pançudos alquimistas do engano, envoltos em prosopopeia. E dos editorialões dos jornalões e programões, e das colunas e reportagens dos sabujos midiáticos, de lida tão árdua com o vernáculo, mas de fantasia acesa.

E dos rentistas que se dizem empresários de um país que exporta commodities, de juizecos provincianos e advogados mafiosos que em cada lei enxergam a oportunidade de burlá-la. E de agentes ditos da ordem empenhados em semear a desordem e de funcionários do Estado dispostos a financiar no exterior campanhas a favor do golpe, como Furnas a patrocinar tertúlias lisboetas de Gilmar Mendes e José Serra.

Vivemos uma tragédia e desta vez, no País à matroca, quantos cidadãos se dão conta da sua condição de vítimas?

Qual é a verdade factual? A presidenta Dilma errou bastante, ninguém, no entanto, poderá acusá-la de desonestidade. Está a ser julgada, porém, por uma corja de corruptos na comparação com os quarenta ladrões de Ali Babá, estes figuram como medíocres aprendizes. 

Fato é que os argumentos aduzidos para justificar o impeachment não se prestam ao propósito. Quem diz: golpe não pode ser “algo que existe na Constituição” expõe apenas sua parvoíce.

Exatamente por ser previsto pela Carta, o impeachment no caso é impraticável, como aliás confirma o ministro Marco Aurélio Mello, consciente de sua função de magistrado. De todo modo, pedaladas fiscais são práticas comuns dos governos brasileiros.

Quem está sem pecado atire a primeira pedra. Lição de Cristo, aquele que, ao pedir ao Pai Celeste perdão para quem o crucificava sem entender seus próprios atos, não se referia apenas aos soldados romanos.

Cabem, na exposição da verdade factual, comparações entre o presidencialismo à brasileira e o americano, ou o francês. Bush júnior foi calamitoso como presidente ao ponto de levar seu país a uma guerra precipitada pela mentira e pela hipocrisia, enfim, inexoravelmente provadas.

Nem por isso deixou de governar até o fim. Barack Obama governou por boa parte do seu segundo mandato sem contar com maioria parlamentar, e nem por isso foi impedido.

François Hollande há dois anos não alcança nas pesquisas 20% de aprovação popular, e nem por isso deixa de governar. Será que o nosso presidencialismo está habilitado a dispensar o peso constitucional de uma eleição ganha em proveito dos números de um ibope qualquer?

A verdade factual oferece largo espaço à raiva que hoje medra na chamada classe média, ódio desvairado insuflado pela ofensiva midiática. Vale acrescentar um adjetivo: irracional. Fruto de ventos malignos e, de certa forma inexplicáveis, a soprar entre o fígado e a alma.

Aparentado com a raiva da pequena burguesia que gerou, por caminhos distintos, o fascismo e o nazismo, lembrança esta despida da pretensão de confrontar o estágio cultural das nossas classes A e B com a pequena burguesia de Alemanha e Itália dos começos do século passado.

Quem no Brasil se considera burguês, quando não aristocrata, não se expandiu muito além dos tempos da Pedra de Roseta. O ódio, entretanto, é parecido, eivado de recalques e preconceito. De todo modo, não será fascista ou nazista o desfecho da tragédia.

Nesta mesma edição, um suplemento especial evoca o golpe de 1964 para exibir as similitudes e as diferenças entre a situação que precipitou aquele e a que vivemos hoje. O fantasma da Revolução Cubana alastrava-se então sobre a América Latina, quintal dos Estados Unidos.

Tio Sam velava para impedir fraturas no seu império, pronto a intervir onde fosse preciso por meio dos serviços da onipresente CIA, e de ajuda financeira e até militar. Patrocínio decisivo a todos os golpes que assolaram o subcontinente. 

Hoje os EUA reatam com Cuba e certamente não enxergam no Brasil o seu quintal, graças à política exterior independente praticada por Lula e seu chanceler Celso Amorim. Sabem, porém, que significaria dar continuidade àquela política, como aconteceria se Lula voltasse ao poder. Resultaria no fortalecimento da aliança dos BRICS, que tende cada vez mais a tomar caminhos conflitantes em relação aos interesses norte-americanos.

Em 64, a casa-grande chamou os soldados para executar o trabalho sujo, desta vez os tanques são substituídos pelas togas de uma Justiça politizada, sequiosa por empolgar o poder em uma república justicialista.

Patética, emoldurada em ouro, a desculpa dirigida ao STF pelo juiz Moro por seus grampos ilegais e ilegalmente divulgados, a revelar uma vocação de humorista quando diz não ter agido com propósitos político-partidários. Pelo contrário, são estes exatamente os propósitos de futuro desta magistratura açodada, intérprete da Justiça desvendada.

O golpe de 64 gerou uma ditadura de 21 anos e de cujas consequências padecemos até hoje. Vale perguntar aos botões se o plano togado tem chances de êxito caso o impeachment premie os conspiradores de sempre. Impossível, respondem, à luz do que chamam de premissas da próxima, eventual, verdade factual.

Desta vez, os conspiradores estão divididos por divergências insanáveis e, se lograrem atingir o alvo comum, entrarão em conflito no dia seguinte. Dia nebuloso, caótico, de tensões espantosas. Chegassem ao governo, os cultores do poder pelo poder cuidariam de acabar de vez, como providência automática e imediata, com a Lava Jato.

O professor Michel Temer, que já organiza uma passeata da vitória, deveria dedicar-se a uma leitura mais atenta de Maquiavel. Antes de se atirar a certezas, é indispensável derrubar todos os obstáculos. Derrubar? Melhor aniquilar.

Que é possível esperar de um governo Temer? Quem sabe José Serra na Fazenda. Que tal Rubens Barbosa chanceler e Miguel Reale Jr. na Justiça? Retorno ao afago norte-americano, leilão dos bens brasileiros a começar pelo pré-sal, distanciamento dos BRICS.

O progressivo galope decadência adentro. Súditos de Hillary ou de Trump? A esta altura, não consigo ver diferenças entre os dois, ao menos deste meu ponto de observação verde-amarelo.

A incerteza, esta sim, é própria do momento. Quanto a CartaCapital, não nos permitimos a mais pálida sombra de dúvida quanto à nossa determinação em defender o retorno ao Estado de Direito, destroçado pelo complô antidemocrático.

As falhas do governo atual não se discutem, começam pelo estelionato eleitoral cometido pela presidenta Dilma ao convocar para a Fazenda um bancário neoliberal com o propósito transparente de acender um círio ao deus mercado.

Nada, porém, do que a acusam sustenta a conspirata e justifica o impedimento, assim como nada admite a pretensão de Sergio Moro de prender Lula. Houvesse provas cabais, já estaria preso. E esta é a verdade factual.

Certa agora, no País à deriva, é a falta de liderança. A presidenta Dilma encontrou finalmente o tom certo e a veemência necessária nos seus últimos pronunciamentos, mas perdeu a chance de assumir o comando do País e talvez jamais o tenha perseguido.

Ela parece satisfazer-se com a autoridade que lhe compete nas reuniões do ministério. De resto, o Brasil contou com poucos líderes populares autênticos, sem exclusão de Antônio Conselheiro, e dois se sobressaem, Getúlio Vargas e Luiz Inácio Lula da Silva. Getúlio repousa no panteão da memória, Lula está vivo.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/mino-desfacatez-dos-golpistas-passou-da-conta

CNTSS/CUT divulga nota em defesa da Democracia

05.04.2016
Do portal da CNTSS/CUT, 04.03.16
Por José Carlos Araújo*

Confederação acredita que nova etapa da Operação Lava Jato coloca em risco direitos cidadãos profundamente caros ao Estado de Direito

A sociedade brasileira assistiu hoje, sexta-feira, 04 de março, a um espetáculo nefasto de violência e de intransigência antidemocrática em virtude da ação perpetrada na atual fase da Operação Lava Jato, que atinge de maneira injustificável o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seus familiares, amigos e companheiros de trabalho. O Brasil vive neste momento uma triste página de sua história republicana.

A arbitrariedade manifestada nas ações de “condução coercitiva” para a realização de depoimentos e de busca e apreensão de documentos no Instituto Cidadania, na empresa de palestras LILS e em propriedades pertencentes ao ex-presidente não se sustenta tendo em vista que o mesmo sempre disponibilizou à Justiça todos os esclarecimentos necessários de forma transparente e extensamente documentados. É de conhecimento da sociedade que a própria Receita Federal já alimentou a Operação Lava Jato com informações.

Assistimos a uma agressão injustificável ao Estado de Direito que não atinge tão somente ao ex-presidente e seu legado histórico, mas também todos os cidadãos brasileiros que sempre atuaram contra a ditadura, a opressão e em prol da democracia e dos direitos humanos. Nada justifica a atitude tomada na data de hoje a não ser a real intensão de atingir a figura histórica do ex-presidente Lula e sua herança política.

Presenciamos estarrecidos nestes momentos recentes da vida política brasileira a uma sequência de denúncias seletivamente vazadas das investigações da Operação Lava Jato com a finalidade de atingir perfidamente o projeto democrático-popular implantado no país a partir de 2003, quando do primeiro mandato do ex-presidente Lula. É evidente que as investigações da Operação atingem de forma seletiva extratos definidos da sociedade brasileira.

O momento em que o Nação vive é de grande preocupação. Os movimentos e segmentos sociais e as instituições de origens progressistas estão se manifestando por todo o país com a finalidade de demonstrar para a sociedade as atitudes antidemocráticas que levam à quebra de direitos civis inalienáveis conquistados a partir de muita luta nestas últimas décadas.

A CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, por meio de seu presidente, Sandro Alex de Oliveira Cezar, reitera que os direitos civis em nossa sociedade devem ser preservados de forma inequívoca pelas instituições que compõem o Estado brasileiro. Reafirma, também, que negligenciar ou desrespeitar os direitos cidadãos coloca em risco o Estado de Direito tão caro à democracia e ao povo brasileiro.

*Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/destaques/2625/cntss-cut-divulga-nota-em-defesa-da-democracia

As denúncias contra a Globo no jornal holandês

05.04.2016
Do blog O CAFEZINHO

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Conforme anunciamos ontem, um jornal holandês publicou grave denúncia contra a Globo, usando informações vazadas pelos "Panama Papers", considerado um dos maiores vazamentos do mundo, com os dados da Mossack Fonseca.
Aqui no Brasil, os dados estão em mãos do UOL e Estadão, e estão sendo usados apenas para blindar a Lava Jato, ao invés de serem analisados de maneira independente e imparcial.
Alguns leitores - brasileiros vivendo na Holanda, ou holandeses com domínio do português - traduziram o artigo para a gente. Vamos publicar as melhores versões. Segue abaixo, tradução de uma brasileira que vive na Holanda há 14 anos.
A pergunta é: o Ministério Público Federal e a Polícia Federal irão investigar? Ou a função deles é apenas destruir nossas grandes empresas de engenharia e construção civil?
A nossa imprensa vai investigar, ou tudo no mundo, para ela, se resume a "empresas da Lava Jato"?
Ou será que os blogs, mais uma vez, terão que fazer tudo sozinhos? Sem grande imprensa, sem Ministério Público, sem PF, sem nada?
Depois da matéria, tem um PS do Cafezinho.
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A bola rola via Holanda
(De nossos correspondentes – 03/04/16 21:02)

Matéria original no jornal holandês Trouw.
Tradução de Ana Isa van Dijk, brasileira radicada há 14 anos na Holanda.
O Banco Central Holandês ( Nederlandsche Bank) está investigando a possível prática de lava gem de dinheiro no futebol. Existem certamente fluxos miraculosos de dinheiro jorrando em empresas de fachada (caixa postal) na Holanda. Milhões aterrissam em contas de parceiros todos como suspeitos no escândalo de corrupção da FIFA.
“Estes são contratos falsos sem dúvida”, disse Frank van den Wall Bake. O famoso marqueteiro dos esportes, regurlamente envolvido na preparação e celebração de contratos de patrocínio esportivos não faz rodeios. Os contratos que os jornais Trouw e Het Finacieele Dagblad lhe apresentou formam a base de transferência de dinheiro a partir de uma empresa de fachada Holandesa para alguma empresa de marketing esportivo na América Latina, que deveria intemediar os direitos de transmissão de campeonatosde futebol. Mas a base é dúbia, na opinião de Van den Wall Bake.
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(Van den Wall Bake)

Poucas páginas
O que chama a atenção de Van den Wall Balke é a espessura muito fina dos contratos,, no máximo algumas poucas páginas: “Se você considerar as quantias relacionadas, alguns milhões, então rapidamente o que se espera são contratos de vinte a trinta páginas” . Também lhe chama a atenção o texto vago com que são redigidos: “Neste tipo de contratos a exclusividade é uma das cláusulas mais importantes. Você quer ter certeza de que será o único a possuir os direitos. Mas nestes contratos inexiste essa cláusula.”
Os contratos são para partidas da Copa Libertadores, o equivalente Sul Americano da Liga dos Campeões (Champions League). A competição é organizada pela Federação de Futebol da América do Sul (Conmebol). Eles então concedem a várias estações de televisão a permissão para transmitir esses jogos, mediante pagamento.
Indiciamento por Corrupção
Na primavera do ano passado, em Maio para ser mais exato, descobriu-se que ali nem sempre se conduziu os passos com lisura. Pelo menos ę o que pensa a Justiça Americana. Na 164 das acusações de corrupção contra os dirigentes da associação do futebol mundial, a FIFA, a Justiça aponta para indicações de que empresas de marketing esportivo tem sido usadas para pagar suborno aos funcionários da Conmebol, funcionários que tinham sido diretor da Fifa.
Em 164 páginas de corrupção acusações contra condutores de associação de futebol mundial, a FIFA diz indicações de justiça têm que existem esportes empresas de marketing são usados ​​para pagar subornos aos funcionários da Conmebol, os funcionários que também eram diretores da Fifa.
Dentre eles encontra-se o Uruguaio Eugenio de Figueiredo, top da Conmebol até 2014 e vice presidente da FIFA. Ele foi peso na Suíça em dezembro de 2015 e extraditado para o Uruguai. De acordar com a acusação Figueiredo recebeu propina dentre outros, do marqueteiro esportivo brasileiro José Margulies. Este é acusado de ser o homem por trás de duas empresas , Somerton e Valente, apontadas como sendo o canal para pagamento de proprinas.
E é por isso que os contratos analisados por Van den Wall Bake parecem ser tão atraentes: porque são documentos que justificam o fluxo de fundos entre a empresa de Valente e a empresa de fachada holandêsa Torneos & Traffic Sports Marketing BV (T & TSM), onde os direitos de transmissão ficam alojados. O especialista encontra ainda mais alguns outros absurdos. Então a T&TSM paga US $ 800.000 anualmente para Spoart, outra empresa de Margulies, para a comercialização dos direitos de transmissão. Van den Wall Bake: "Esse montante é ridículo, eu faria isso por metade do valor, o que estou dizendo, por um quarto ..."
Além disso fica estabelecido em um contrato firmado entre T&TSM e Valente, que este será contratado para prestar consultoria sobre as transmissões e também sobre o deslocamento e acomodação dos times nos estádios. “Agora, como é que você transporta um time para um estádio? Ao que me parece de ônibus, escoltado por um agente na frente e outro atrás. Sem contar que combinar isso com os direitos de transmissão é absurdo! Trata-se de duas competências absolutamente distintas. Em seguida, ele suspira: "Estes são definitivamente contratos falsos.”
Documentos Vazados
É notável que estas empresas sejam do total desconhecimento de F. van den Wall Bake. Não só a Somerton e Valente, mas também outras duas mencionadoa nos contratos: Spoart e Arco Negócios. "Quando você fala sobre a venda ou a mediação de direitos de transmissão de um torneio importante como a Copa Libertadores, você está falando de grandes agências de marketing esportivo internacional, como IMG e Lagardère. Esses são grandes agentes, não este tipo de empresas ".
Van de Wall Blake não está isolado em suas constatações, ao que indica a reconstrução feita pelos jornais Trouw e FD tendo por base os documentos vazados da Mossack Fonseca (MF). Esta empresa de consultoria jurídica do Panamá tem como objetivo criar para seus clientes toda sorte de empresas, principalmente em paraísos fiscais. Na Holanda, Frank Sonsma, da Mossack Fonseca Holanda, trabalhou durante muitos anos em parceria com um escritório (trust company) que tinha permissão para gerenciar empresas holandesas de fachada. No outono de 2013, Sonsma assumiu a gestão da T&TSM a partir de outro escritório (trust company), TMF. E ele ressalta aqui mais inconsistências.
Para começar a Sonsma não fica claro porque a T&TSM precisa de outro escritório (trust company). Como resposta à pergunta feita ao escritório do Panamá, Sonsma é informado de que a relação entre a empresa de marketing esportivo e a “trust company” TMF, já não é mais o ideal. De acordo com a T&TSM há deficit na oferta de serviços e a TMF é muito cara. De qualquer forma Sonsma sempre poderá contratar os advocados da TMF para eventuais dúvidas.
Finalmente em 25/10/2013, Sonsma ouve do advogado da TMF Frits Verhaert a verdadeira razão para a quebra das relações entre eles: apesar de vários pedidos a T&TSM não forneceu todos os documentos obrigatórios que deveria ter o escritório da “trust company” nos termos das leis e regulamentos holandeses. A TMF, portanto, rompeu os laços com a T&TSM, e não o contrário. Procurada por Trouw e FD, a TMF não comenta nada que diga respeito ao relacionamento com seus clientes. Não está claro, portanto, se a TMF informou ao regulador, o Banco Central Holandês (De Nederlandsche Bank) se a T & TSM permaneceu no padrão requerido.
Perguntas Críticas
Sonsma adverte a sede no Panamá para lidar prudentemente com o pedido da T&TSM: "Não podemos criar uma situação na qual aceitamos um cliente que anteriormente não atendeu às exigências de conformidade (regulamentar, ed.) e que todos os documentos necessários ainda não foram apresentados. Não é aceitável que, se o Banco Central Holandês (de Nederlandsche Bank) proceder visita para verificar os nossos arquivos para nossa licença, que nem tudo esteja em ordem ".
Sonsma examina todos os contratos que foram celebrados pela TMF e encontra inconsistências. Através da T&TSM flui anualmente mais de 16 milhões de dólares (durante dez anos), mas a seus olhos fica bastante difícil explicar estet fluxo. A T&TSM recebe os direitos de transmissão de uma empresa de mesmo nome nas Ilhas Cayman e vende a seguir os direitos de licença à estação de televisão brasileira TV Globo. Com o passar dos anos, aumentam os custos para Globo, e de acordo com MF por "mudanças macro-econômicas na região." Em maio de 2015, a justiça norte-americana descreve como os valores dos contratos para a radiodifusão tinham que ser aumentados prematuramente a fim de satisfazer a crescente fome de dinheiro de funcionários FIFA.
Os valores que a Globo transfere para uma conta da T&TSM no Banco ING são a única fonte de receita para a empresa. Seria lógico se a T&TSM recebendo da Globo pagasse royalties para a empresa nas Ilhas Cayman, o proprietário original dos direitos. Mas isso não acontece.
Demonstrações Financeiras
A partir de 2011 a T&TSM faz pagamentos anuais para uma empresa panamenha chamada Valente Corp., e para a Arco Negócios, uma sociedade nas Ilhas Virgens Britânicas. A partir de 2013, efetua também pagamentos anuais para uma empresa de marketing esportivo no Brasil, a Spoart. Sonsma não conhece essas empresas, e não há nenhuma evidência de que os proprietários dessas empresas tenham algo a ver com a comercialização de radiodifusão ou televisão. Sonsma é surpreendido. Poderia a sede no Panamá explicar do que se trata?
Sonsma também faz perguntas sobre a Arco. Pagamentos ali envolvidos chegaram em 2013 a US $ 12,5 milhões por ano.

Mas qual é o propósito da Arco? Como proprietário assina um indivíduo reconhecido como contador. Sonsma escreve que ele assume que este seja um contador que atua como uma espécie de tesoureiro (depositário), que recebe contas e paga para as pessoas envolvidas na organização de jogos de futebol. Para certificar-se, pede que quer ver as demonstrações financeiras da Arco. A MF poderia lhe fornecer? Isto parece ser um problema, pois a Arco está estabelecida nas Ilhas Virgens Britânicas, e lá as empresas não têm obrigação de publicar demonstrações financeiras.
E assim procedem num vai-e-vem algumas semanas. Sonsma torna-se cada vez mais crítico em suas perguntas. Para algumas consegue respostas, para outras não.
A partir de fevereiro de 2014 Sonsma finalmente se convence, a partir de cartas de referência de estações de TV na Colômbia e no Brasil mostrando que eles realmente usam os serviços de Valente e Spoart. A papelada está em ordem e isto dá fim às preocupações de Sonsma. As competições para as quais a T & TSM vendeu os direitos de transmissão são reais, e os jogos são realmente transmitidos. Spoart e Valente estão verdadeiramente envolvidas com isso.
Sonsma é nomeado diretor e, portanto, a T&TSM pode retomar os pagamentos à Valente e Spoart. Mas os pagamentos à Arco ele não vai fazer mais, porque ele não consegue conectá-la a eventos desportivos. É por isso que ele transfere os US $ 12,5 milhões da Arco para a Valente.
Geldrop
Quase seis meses após Sonsma tornar-se diretor da T & TSM a situação mudou novamente. Em 01/10/2014 Maarten van Genuchten, tradutor do Brabant Geldrop, assume a direção, e Sonsma continua a cuidar da administração. Marina Kantarovsky, a esposa ítala-argentina de Van Genuchten, e recepcionista de hotel,já é a proprietária da empresa-mãe da T&TSM, com sede em Chipre..
Por que Van Genuchten e Kantarovsky se inscreveram? Kantarovsky era a verdadeira dona ou estava encobrindo para outra pessoa? A dupla não responde apesar de repetidos pedidos. Os registros da Junta Comercial mostram que Van Genuchten não está mais envolvido com a empresa: desde 30 de outubro de 2015 a T&TSM encontra-se sem diretor..
E assim há muito para o Banco Central Holandês investigar, se quiser obter uma resposta para a questão de quem, e em que tempo, deveria ter avisado que os contratos, e os fundos eram possivelmente de origem duvidosa.
É certo que após as acusações norte-americanas muitos dos envolvidos lavaram as suas mãos da T&TSM Sonsma concorda: "Quando ficou claro que T & TSM realizou transações com partes mencionadas como suspeitas no escândalo Fifa, nós reduzimos ainda mais a nossa relação com esses benficiários. Neste momento não possuimos mais qualquer relação com eles.” Até quando o ING continuou a efetuar pagamentos para essas empresas não está claro. O banco não quis comentar sobre as perguntas formuladas por Trouw e FD.

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PS Cafezinho: Alguns internautas lembraram das relações dessa T& TSM com J. Hawilla, o bandidão da Fifa, que era sócio da Globo no Brasil, e foi preso nos Estados Unidos. E indicaram outra matéria, do ano passado, sobre a mesma empresa, publicada num outro site holandês, editado em inglês (link abaixo).
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/04/05/as-denuncias-contra-a-globo-no-jornal-holandes/

Deputados do PT pedem inquérito para investigar compra de apartamento por FHC; suspeita de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

04.04.2016
Do blog VI O MUNDO, 02.04.16
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O endereço nobre em SP, o banco em Genebra e Safdié, o banqueiro, homenageado ao lado de Shimon Peres
por Conceição Lemes
Nessa quinta-feira, 31 de março de 2016, os deputados estaduais João Paulo Rillo e Teonílio Monteiro da Costa (“Barba”), do PT-SP, entraram com uma ação no Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o empresário Edmundo Safdié.
A representação (na íntegra, ao final), protocolada sob o nº PR-SP 00020589/2016, coloca sob suspeição o apartamento que FHC comprou de Safdié, o banqueiro do propinoduto tucano paulista.
Em 2005, FHC adquiriu de Safdié um apartamento de 517 m2, garagem para quatro carros, no bairro de Higienópolis, em São Paulo.
Na época, o ex-presidente anunciou ter pago R$ 1,1 milhão pelo imóvel. Porém, pelo que está demonstrado na representação dos deputados, ele custaria na ocasião, no mínimo, R$ 2,5 milhões.
Na transação, segundo o documento entregue ao MPF-SP, há indícios da prática de crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Os deputados pedem abertura de inquérito criminal para apuração desses eventuais crimes. Também solicitam a investigação de suposto enriquecimento ilícito do ex-presidente.
“É nossa obrigação como parlamentar estar atento à possibilidade desses crimes em casos escabrosos de corrupção, já que quem vendeu o apartamento a FHC é suposto operador do trensalão”, justifica o deputado João Paulo Rillo.
“Todo ex-presidente tem de ser investigado, da mesma maneira que Lula”, argumenta.“Por mais que Lula diga que não é dono do triplex e do sítio, ele continua sendo investigado.”
“Lavagem de dinheiro não é só quando se manipulam valores para se esconder a origem dos recursos; é também quando se manipula o montante real”, observa.
“Nós queremos desnudar a hipocrisia”, afirma. “O pai do golpe tem muita coisa a explicar além do dinheiro que mandava à ex-amante através de paraíso fiscal.”
O VALOR CONSIDERADO MUITO BAIXO CHAMOU A ATENÇÃO
Em agosto de 2013, o jornalista Luís Nassif revelou: Banqueiro do propinoduto paulista vendeu apartamento a FHC.
O banqueiro é Edmundo Safdié, veterano conselheiro de políticos e que, em 2006, tornou-se réu, acusado de lavagem de dinheiro do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, incurso na Ação Penal Pública no. 2004.61.81.004588-1, que tramita em segredo de Justiça.
Até 2011, Safdié era controlador do Banqué Safdié (nome fantasia Multi Commercial Bank, em Genebra, Suíça, hoje Leumi Private Bank).
O banco de Safdié tinha a conta “Marília”, que era compartilhada pela Alstom e Siemens, denunciadas no trensalão – o esquema de corrupção no Metrô e na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Por essa conta passaram milhões em propina, para subornar agentes públicos dessas empresas do governo paulista e políticos ligados ao PSDB.
Nassif relata:
“A conta ‘Marília’ estava no Leumi Private Bank da Suíça, antigo Multi Commercial Bank. Entre 1998 e 2002 – segundo documentos em poder da Polícia Federal – a conta movimentou 20 milhões de euros. Alstom e Siemens – as principais financiadores do esquema – compartilhavam a conta. Segundo revelou ao Estadão o ex-presidente da Siemens Adilson Primo, a movimentação era feita pela própria matriz da empresa. Fontes do Ministério Público Estadual informaram a IstoÉ que dessa conta saiu o dinheiro para o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) Robson Marinho e para os lobistas Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas”.
O apartamento em questão ocupa um andar inteiro do edifício Chopin, na rua Rio de Janeiro, em Higienópolis, a poucos metros do antigo, na rua Maranhão.
Na matéria de agosto de 2013, Nassif observa:
Na época, FHC anunciou que pagara R$ 1,1 milhão pelo apartamento – valor considerado muito baixo por moradores do edifício. Mas também podia ser um agrado de Safdié, para se vangloriar de vender um imóvel para um ex-presidente.
O caso chamou a atenção do gabinete do deputado estadual João Paulo Rillo (PT-SP).
Pesquisas feitas posteriormente no 5º Cartório de Registro de Imóveis de São Paulo, onde o apartamento está registrado, na Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), na Justiça Federal de São Paulo e no site da Receita Federal, apontam fatos novos, segundo a representação:    
* O dono efetivo do apartamento era a empresa Bueninvest Representações Comerciais Ltda, da qual Edmundo Safdié tem participação de 99,99%, desde a sua constituição em fevereiro de 1990.
*A empresa que vendeu o apartamento a FHC foi registrada com erro de grafia na Jucesp em 1990, fato que perdura até hoje. Em vez de Bueninvest consta Buenivest. Ou seja, foi registrada sem o segundo “n”.
Bueninvest - Jucesp
Portanto, dificulta a sua localização na Jucesp. Quando a pessoa dá o nome correto – Bueninvest –, a empresa não é achada.  Isso pode configurar em crime de falsidade ideológica por parte de Edmundo Safdié, tipificado no artigo 299 do Código Penal.
* Curiosamente, na certidão de propriedade que mostra que o apartamento foi vendido para Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth o nome da empresa de Safdié aparece grafado corretamente.
FHC - certidão de propriedade-001
* Em 2005, o metro quadrado para prédios novos em Higienópolis custava de R$ 8.354, como mostra a matériaHigienópolis e Ibirapuera têm metro quadrado mais caro de SPpublicada em 5 de março de 2006 pela Folha de S. Paulo.
* O Edifício Chopin, no entanto, não era novo. Em dezembro de 2005, tinha 32 anos de idade. A assessoria do deputado Rillo calculou então a depreciação do apartamento adquirido por FHC.
Utilizou dois métodos. Por um deles, chegou a R$ 4.970,63 por metro quadrado. O que significa que o imóvel custaria R$ 2.569.815,71, em 2005.
Pelo outro método, o valor do metro quadrado ficou em R$ 4.878,74. Logo, o apartamento custaria em 2005 R$ 2.522.308,58.
* Considerando-se que, na época, o ex-presidente anunciou que pagou R$ 1,1 milhão pelo apartamento – e é consta da certidão de propriedade do imóvel –, houve subfaturamento de, no mínimo, R$ 1,4 milhão em 2005. Em valores atualizados para 2016, cerca de R$ 2,6 milhões.
Na representação ao MPF-SP, os deputados João Paulo Rillo e Teonílio Monteiro da Costa atentam:
 Neste cenário, Fernando Henrique Cardoso comprou o apartamento por 43% de seu valor de mercado na ocasião.
A constatação deste subfaturamento referenda a informação do jornalista Luis Nassif quando afirma que o valor de R$ 1,1 milhão, pago por Fernando Henrique Cardoso, foi considerado muito baixo por moradores do edifício.
Há indícios, pelo exposto, de que Fernando Henrique Cardoso e Edmundo Safdié, dono da BUENINVEST, assumiram riscos econômicos e jurídicos quando atribuíram na escritura valor inferior ao do imóvel.
Tal conduta, assumida por ambos, pode ser considerada criminosa, com base no artigo 2º, inciso I, da Lei 8.137/90, que estabelece os crimes contra a ordem tributária e, conseqüente, lavagem de dinheiro combinado com o artigo 299, do Código Penal, que trata da falsidade ideológica, em razão de eventual enriquecimento ilícito de Fernando Henrique Cardoso.
 Depois, arrematam:
Num momento em que os Ministérios Públicos — Federal do Paraná e Estadual de SP — investigam o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva por conta do sítio de Atibaia e do ”tríplex” do Guarujá – situações estas análogas à mencionada nesta representação – é imprescindível que Ministério Público Federal do Estado de São Paulo investigue a eventual participação de Edmundo Safdié e de suas empresas – BUENINVEST E BANQUE SAFDIÉ – em supostos esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, que possam ter favorecido também Fernando Henrique Cardoso ou outras pessoas que apareçam no transcurso das apurações, além de falsidade ideológica, a apurar, por causa do registro errado de sua empresa BUENINVEST na JUCESP.
A palavra está com o MPF-SP. A conferir.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/deputados-pedem-ao-mpf-sp-que-investigue-suposto-enriquecimento-ilicito-de-fhc-na-compra-de-ape-de-banqueiro-do-trensalao.html

O GOLPISMO SURTOU: Vídeo do surto de autora do impeachment vira arma contra o golpe

05.04.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
maluca capa

Os cabelos negros, longos e desgrenhados somam-se a gestos bruscos e teatrais e à voz esganiçada: “Nós queremos servir a uma cobra?!!” E a audiência responde: “Nãããooo!!
Foi o que bastou para a advogada Janaína Pachoal (co-autora do pedido de impeachment de Dilma ao lado do jurista Miguel Reale Jr) perder o controle; ela começa a girar uma bandeira do Brasil acima da cabeça como os cowboys giram laços, e berra: “O Brasil não é a República da cobra”.
Os cabelos negros, longos e desgreganhados lhe cobrem boa parte do rosto. Os olhos, fixos no nada. Ela anda pelo palco do auditório da faculdade de Direito da USP batendo os pés. Não de um lado para o outro, mas para frente e para trás. Vai até o público, solta uma ou duas frases de efeito, dá as costas aos que a escutam, fazendo com a cabeleira o que fez com a bandeira do Brasil (girando-a acima da cabeça), vai até o fundo do palco, gira nos calcanhares e volta à frente para expulsar mais alguns berros e perdigotos.
Ao lado do espaço que a dita “jurista” usa para sua mise-en-scène, a figura diminuta do jurista Helio Bicudo ostenta um sorrisinho maroto no rosto. Ele mantém os bracinhos em riste a fim de aplaudir o “espetáculo”.
Quanto mais a musa do impeachment fala, mais “possuída” parece ficar.
Levanta o braço direito e o abaixa violentamente, com o dedo indicador apontado para baixo. Ao fim do gesto, levanta o braço de volta com o indicador apontado para cima.
Ainda vocifera, olhos esbugalhados, visivelmente descontrolada.
Para ela, todos os que estão ali são “Janaínas”. A impressão que se tem é a de que está em um comício eleitoral. Faz pensar que irá tentar carreira política.
A mão direita está sempre erguida, apontando o dedo para o alto.
Bicudo continua ali, a postos, esperando uma deixa para erguer os bracinhos e aplaudir.
De repente, a pretensa “passionária” conta aquela que talvez seja a maior lorota da história da humanidade, a de que estaria “defendendo muito perseguido político”. Sim, ela afirma que o governo Dilma está perseguindo politicamente as pessoas que discordam dele, processando-as na Justiça.
Hein?!!
Seja como for, as imagens patéticas e bizarras a que tantos assistiram estupefatos na segunda-feira compõem o cenário desse pedido mal-ajambrado de impedimento da presidente da República.
O comportamento dessa mulher emoldura o espírito da peça jurídica que ela apresentou ao gangster que comanda a Câmara dos Deputados, que aceitou instrumento tão eivado de loucura, falsidades e má fé.
Resta saber se os os Poderes Legislativo e Judiciário quererão se associar a gente mentalmente doente e/ou oportunista como Janaína Pachoal, porque esse vídeo transformar-se-á em um documento histórico que, através dos séculos vindouros, resumirá e simbolizará a loucura que acometeu parcela tão expressiva do povo brasileiro nesta época dramática em que vivemos.
Contudo, a impressão que este blogueiro tem é a de que o show da Janaína constitui mais um prego no caixão do golpe.
Ao longo dos últimos dias, cada vez mais pessoas vêm querendo se dissociar desse processo abjeto que a mise en scène de Janaína passa a simbolizar. Quem tem um mínimo de apreço por sua biografia vai tratando de marcar posição contra o impeachment.
São centenas e centenas de juristas, milhares e milhares de advogados, uma fila gigantesca de intelectuais, cada vez mais artistas e organismos multilaterais internacionais que se apressam em concordar que esse pedido de impeachment promovido por essa maluca é, sim, uma mera tentativa de golpe.
A dificuldade em aprovar o impeachment vai crescendo também por conta de ter sido proposto por alguém como essa pessoa descontrolada que produziu essas cenas impactantes, mas não só.
Já está claro para o Congresso e até para a mídia antipetista que haverá consequências sérias para o país se levarem essa aventura adiante. As medidas que tentarão aprovar após o golpe irão levar este país a uma guerra civil.
As propostas de Michel Temer para a economia, com eliminação de direitos trabalhistas, venda de patrimônio público a preço de banana e entrega do poder a banqueiros e multinacionais, se vingassem, iriam tocar fogo no país.
Além disso, a credibilidade do Brasil iria para o vinagre. Um golpe de Estado tão grosseiro iria marcar este país por décadas.
Além de tudo isso, muitos dos golpistas já se dão conta de que se abrirem essa Caixa de Pandora do golpe será muito difícil fechá-la. Quem vier a governar estará governando uma panela de pressão, e contra-golpes serão mais do que previsíveis.
Seja como for, por enquanto é importante que o maior número possível de pessoas assista a esse vídeo espantoso, protagonizado pela tal “jurista”. Mesmo que você já tenha assistido, trate de divulgá-lo ao máximo. Deixe o link no seu celular para que possa ir repassando ou mostrando a tantos quantos puder.
Garanto àqueles que acreditam no que digo que qualquer pessoa mentalmente sadia que assistir a esse vídeo e souber que sua protagonista foi quem pediu impeachment de Dilma, ficará com sérias dúvidas sobre esse processo.
Vamos à luta!Repasse o vídeo abaixo ao máximo que puder. Vamos mostrar que tipo de doidos estão por trás dessa farsa.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/04/video-do-surto-de-autora-do-impeachment-vira-arma-contra-o-golpe/

Vídeo da Defesa de Dilma Rousseff contra o Impeachment, na Câmara dos Deputados

05.04.2016
Do canal bahiaemfoco no Youtube, 04.04.16
Por JOSÉ EDUARDO CARDOZO


Advogado-geral da União protocola defesa da presidente Dilma e fala a deputados. 

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou categoricamente nesta segunda-feira (4) que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que tramita na Câmara foi aberto por "vingança" do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para Cardozo, Cunha decidiu abrir o processo porque o PT votou pela continuidade de processo que investiga o peemedebista no Conselho de Ética.

O advogado-geral a União foi à comissão especial do impeachment nesta segunda apresentar a defesa de Dilma. Ao falar para deputados, ele afirmou que não houve crime de responsabilidade cometido pela presidente. O documento da defesa, com cerca de 200 páginas, foi entregue pessoalmente por Cardozo, assista os trechos mais importantes.




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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=E0_eFJlIFJU