quinta-feira, 24 de março de 2016

Aecím se protege com sonegador preso

24.03.2016
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Esse Fernando Brito ...
lista aécio_phixr.jpg
De Telma Christiane, no twitter
No Tijolaço:

Empresa que Aécio usa para se justificar na “lista marrom” é fachada de sonegador já preso

Não vou pedir aos pobres dos blogueiros, porque nós já estamos insones com o combate político contra o golpismo.

Mas as redações de jornais e tevês, com dúzias de repórteres, bem que poderiam se interessar em saber quem é a empresa Leroy de Caxias que Aécio Neves usou como explicação para dizer improcedente a sua aparição na “lista marrom” da Odebrecht.

Eu, como sou legal com os coleguinhas, já dou o caminho.

A Leyroz mudou de nome.

Agora é Rof  Comercial Impex  EIRELI ou ainda E-Ouro Gestão e Participação EIRELI (empreendimento individual), com capital de mais de R$ 800 milhões. A sucessão da Leyroz pode ser comprovada aqui, no processo  Nº AIRR-61500/2014-131-17-00.3 do TRT-17.

Pertence – ou está em nome – a um senhor chamado Roberto Luis Ramos Fontes Lopes.

Cidadão que, em 2014, estava preso por sonegação fiscal contra a União e o Estado de São Paulo, sendo solto apenas por irregularidades formais no processo.

Dele se diz, no julgamento do habeas corpus que o libertou, porque teria havido quebra de sigilo não autorizada:

É que, da análise dos autos se percebe que além da suposta prática de crimes contra a ordem tributária, o órgão ministerial também busca investigar a possível prática do delito de formação de organização criminosa voltada a sonegação de tributos porque “constatou o Fisco Estadual que o que ocorre de fato é a coordenação entre fabricação e distribuição, com Walter Faria à frente do negócio, tendo Roberto Luis Lopes, que figura no quadro social da Leyroz, como”testa de ferro”na atividade de distribuição” … “é citada como evidência de conluio entre a CP-Boituva e distribuidoras para sonegação o fato de a fabricação e distribuição fazerem parte de um mesmo ente econômico” e, ainda, que o relatório “traz considerações sobre a configuração de organização criminosa, com referência a conclusão semelhante por parte da Polícia Federal – fls.36⁄39 do relatório” (fls. 61⁄63).

Pronto, coleguinhas, aí está o roteiro da reportagem, bem interessante, não é?

Ou como é com Aécio “não vem ao caso”?
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/aecim-se-protege-com-sonegador-preso

Anonymous vaza material da Odebrecht que Globo tenta esconder

24.03.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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Quando a Lava Jato começa a chegar em tucanos, a força-tarefa rapidamente recua, nega a delação premiada da Odebrecht, Sergio Moro decreta sigilo ultra-absoluto, e a Globo diz que não "tem tempo" para divulgar todos os nomes envolvidos.
É o golpe midiático em curso, do qual a Lava Jato se tornou a ponta de lança. 
O Cafezinho divulga aqui o material completo da Odebrecht, encontrado pela Polícia Federal, vazado pelo grupo Anonymous. 
Importante não reproduzirmos o jogo da mídia e não pre-condenarmos ninguém. 
A democracia brasileira precisa seguir as regras constitucionais, que asseguram a presunção de inocência, o direito à defesa e à dignidade.
Então peço que olhem esse material com cuidado.
Eu, particularmente, acho que a Lava Jato deveria ser inteiramente anulada, porque é absurdo que uma investigação seja conduzida com tanta irresponsabilidade e eivada de tantas ilegalidades. 
O vazamento do áudio de Lula e Dilma, com vistas a provocar tumulto social, constituiu um crime qualificado contra a soberania nacional. 
Sergio Moro deveria estar na prisão, condenado de 2 a 4 anos, após passar, naturalmente, por todo o processo legal a que ele tem direito. 
Sou absolutamente contra a execração pública de pessoas, e acho que a Lava Jato foi criminosa e anti-nacional ao conduzir a investigação com objetivo explícito de destruir as principais empresas brasileiras de engenharia e construção civil, que empregam centenas de milhares de pessoas.
Lutar contra a corrupção jamais significou destruir empresas. Isso é loucura. 
Houve e ainda há o objetivo escuso de provocar caos político e econômico, de olho numa "mudança de regime", ou seja, um golpe

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/03/24/anonymous-vaza-material-da-odebrecht-que-globo-tenta-esconder/

LISTÃO DA ODEBRECHT INDICA ORIGEM DA FORÇA DE CUNHA

24.03.2016
Do portal BRASIL247

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Uma das várias planilhas apreendidas que pertenciam ao executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior na 23ª fase da Operação Lava Jato demonstra de forma cristalina o que todo o meio político de Brasília sabia, mas faltavam provas materiais: o poder do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre bancadas de parlamentares emanou do dinheiro; Cunha aparece como beneficiário de uma doação do Grupo Odebrecht de R$ 1,1 milhão para seu partido, o PMDB, além de aparecer como "padrinho" de uma doação bem maior, de R$ 3 milhões, para o o PSC e de R$ 900 mil, para o PR; os três partidos são justamente os que em Brasília compõem a chamada "bancada do Cunha"; reportagem da Rede Brasil Atual

Helena Sthephanowitz, para a RBA - Uma das várias planilhas apreendidas em um escritório no Rio de Janeiro do executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa da Silva Júnior na 23ª fase da Operação Lava Jato demonstra de forma cristalina o que todo o meio político de Brasília sabia, mas faltavam provas materiais: o poder do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre bancadas de parlamentares emanou do dinheiro.

Trata-se de uma planilha de controle sobre doações oficiais nas eleições de 2010. Até aí nada de mais – a aberração do financiamento empresarial de campanha deixou de ser legal só no ano passado.

A novidade é uma coluna da planilha em que é mostrado o beneficiário da doação (veja imagem abaixo). Note que a planilha chama de beneficiário nem sempre a candidatura ou partido que recebe o dinheiro, mas em alguns casos o "padrinho" da doação.

Eduardo Cunha aparece como beneficiário de uma doação do Grupo Odebrecht de R$ 1,1 milhão para seu partido, o PMDB. Se foi ou não devidamente registrada é outra discussão e deverá ser objeto de novas investigações. O curioso é ele aparecer como "padrinho" de uma doação bem maior, de R$ 3 milhões, para o diretório nacional do PSC, atual partido do deputado Jair Bolsonaro. Cunha aparece também na planilha como "padrinho" de outra doação, de R$ 900 mil, para o PR.

Ou seja, só por essas indicações na planilha, em 2010 Eduardo Cunha operou como captador de R$ 5 milhões – isso apenas junto ao Grupo Odebrecht – para três partidos, justamente os que em Brasília compõem a chamada "bancada do Cunha", ou seja, o grupo de parlamentares de vários estados que acompanha fielmente a liderança do atual presidente da Câmara em todas as votações.

Ainda não há conhecimento sobre planilhas das eleições de 2014, mas é conversa corrente nos corredores do Congresso que Cunha captou mais doações de campanha para eleger uma bancada bem maior que a de 2010. Daí a facilidade com que se elegeu presidente da Câmara e fez passar projetos do interesse dos financiadores de campanha e contra os trabalhadores, tais como a terceirização ilimitada da mão de obra em toda a cadeia produtiva.

Fez passar também a chamada "PEC da Corrupção", que tentou constitucionalizar o financiamento empresarial de campanha. Uma forma de perpetuar-se no poder político através do poder econômico, a raiz da corrupção. Mas, neste caso, a vitória virou derrota quando o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional as empresas financiarem candidatos e partidos.

Lideranças políticas captarem doações de campanha, enquanto eram permitidas por lei, não era crime, pelo contrário. Era a regra a ser seguida por todos. Cunha não era o único. O que chama atenção no caso dele é captar quase o triplo para outro partido que não era o seu. E chama mais atenção ainda sua própria atuação parlamentar.

Cunha ficou conhecido por articular emendas e fazer votar matérias muitas vezes contrárias aos interesses de seus próprios eleitores. Na Operação Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República o denunciou por usar requerimentos na Câmara como forma de pressão para receber propinas de fornecedores da Petrobras.

Sob sua liderança, o processo de cassação de seu mandato no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, devido ao flagrante de contas clandestinas na Suíça, tem andado a passos de tartaruga, por meio de uma sucessão sem fim de manobras. Enquanto isso, ele continua no comando do golpe do impeachment contra uma presidenta sobre quem não há nenhuma acusação, não tem contas na Suíça e nem cometeu crime de responsabilidade.

As planilhas da Odebrecht mostram pelo menos 316 políticos financiados, de 24 partidos diferentes. Óbvio que valores declarados à Justiça Eleitoral são legais, e óbvio que existem políticos que apenas são desenvolvimentistas para empreiteiras verem sinergia do mandato com suas atividades, sem se envolverem em atos de corrupção.

Mas muitos outros políticos são corruptos e colocam seus mandatos a serviço do dinheiro, enganando seus próprios eleitores. E é óbvio que a Odebrecht é apenas uma das várias grandes empresas, inclusive de outros setores, como o financeiro, que mantêm ou mantiveram esse sistema político impregnado de corrupção, e tão disfuncional que levou Eduardo Cunha à presidência da Câmara, por exemplo.

Mesmo com as ressalvas acima, a lista da Odebrecht mostra com rara clareza que o golpe do impeachment, além de golpe, é uma enorme farsa, pois é a luta de corruptos pela tomada do poder Executivo.

A farsa do golpe é tão grande, que em sua edição de ontem (23) o Jornal Nacional, da TV Globo, censurou nomes de políticos na notícia da lista da Odebrecht. O mesmo fez o Jornal das Dez, do canal global pago, a GloboNews. Um escândalo e uma desfaçatez, já que as planilhas da empreiteira já haviam circulado viralmente pela internet, até que o juiz Sérgio Moro voltou atrás em sua decisão e determinou, tardiamente, o sigilo do material.

A exposição da tal lista iria desmanchar o enredo do golpe. Nela não aparece nem Dilma, nem Lula, mas sim centenas de caciques da oposição no Congresso Nacional – justamente os que votarão no processo de impeachment.

O telejornal se negou a noticiar a lista em detalhes alegando que "não haveria tempo para falar dos mais de 200 nomes da lista". Ora, para fazer um jornalismo honesto, em vez de golpista, bastaria dizer os principais nomes e os maiores valores, tais como Aécio Neves (PSDB-MG), Geraldo Alckmin e José Serra (PSDB-SP), o próprio Eduardo Cunha, governadores, prefeitos de capitais etc. E no final da notícia dizer que a lista completa estaria no site do telejornal (que aliás não está).

Parece que a blindagem do Jornal Nacional não adiantou em Recife (PR). Ontem mesmo, no aeroporto de Guararapes, os deputados Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Sílvio Costa (PTdoB), além do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) foram homenageados por populares aos gritos de "ladrão" e "filho da p...". Vasconcelos e Bezerra Coelho estão na planilha.

Demonizaram tanto a atividade política, sem fazer as reformas necessárias, que fatalmente a agenda do impeachment volta-se agora contra os próprios políticos.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/222598/List%C3%A3o-da-Odebrecht-indica-origem-da-for%C3%A7a-de-Cunha.htm