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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

GOLPE CONTRA A DEMOCRACIA: Cenários futuros em uma semana decisiva

29.02.2016
Do portal JORNAL GGN
Por Luis Nassif

Vamos de novo ao nosso xadrez da política.

O fator Lula

O lance mais óbvio da Lava Jato é o indiciamento e a condenação de Lula. Basta Sérgio Moro condenar e o Tribunal Federal Regional da 4a Região (TRF4) confirmar, para Lula se tornar inelegível, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.

Poderia haver o requinte de decretação de prisão de Lula, valendo-se da recente decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de obrigar o cumprimento da pena após o julgamento em segunda instância. Mas dificilmente ocorrerá, porque significaria ungir Lula com o manto do martírio.

Há o risco, sim, da prisão preventiva, humilhação pública e, depois, a libertação. Aí, passaria a ideia da impunidade.

Se houvesse senso de responsabilidade institucional, a esta altura o Presidente do STF Ricardo Lewandowski estaria reunido com o Procurador Geral da República Rodrigo Janot, com o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Francisco Falcão, com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, buscando maneiras de impedir essa ação de Moro, com claro viés político, em respeito a quem se tornou um símbolo mundial da paz. E para evitar conflitos populares de monta.

Mas hoje em dia tem-se um Judiciário acuado pela besta – o sentimento de manada da opinião pública e um clima em que cada qual cuida apenas do seu quintal.

O cenário provável é a quebra de sigilo bancário e mais uma onda de vazamentos visando o desmonte final da sua imagem. E uma probabilidade menor da prisão preventiva. Em vez da inabilitação política de Lula acalmar a guerra política, ela se acirrando com o xeque final, de derrubar Dilma.

O fator Dilma

Tem-se uma economia em crise aguda, riscos concretos de default fiscal, ampliação do desemprego. Se tirar uma foto de agora, as maiores empresas nacionais -Odebrecht, Vale, Gol, Usiminas, Petrobras, CSN, Gerdau - estão tecnicamente quebradas, sem caixa para pagar as dívidas vincendas.

É evidente que não vão quebrar porque os bancos irão prorrogar os financiamentos, esperando que o cenário econômico melhore. Mas há enormes desafios pela frente e uma presidente com enormes dificuldades em administrá-los.

Tome-se o caso Sete Brasil, a tentativa de criar uma empresa que intermediasse as encomendas de navios e plataformas da Petrobras. Em vez de delegar, Dilma chamou a si o problema. Terminada a reunião, não havia definido nenhuma medida e nenhuma responsável. Apenas meses depois Ministro Nelson Barbosa entrou nas discussões e conseguiu arrumar um pouco a casa.

Tem sido assim em todas as questões relevantes.

Na recente votação do PL sobre o pré-sal, o governo tinha todas as condições para tirar o regime de urgência ou de vencer a votação final. O Ministro Ricardo Berzoini estava nessa linha até a undécima hora.Independentemente das tentativas de golpe no circuito Moro-Gilmar, se não houver uma mudança no governo Dilma, a mãe de todas as crises, a econômica, engolirá o governo.

O fator Moro e MPF

Não se pense em uma mera conspiração, dessas que se montam na calada da noite. 

Movimentos dessa ordem, em um ambiente democrático, são frutos de um conjunto de circunstâncias, eventos políticos que impactam a opinião pública, e mudanças institucionais e sociais trazidas pelas novas tecnologias e pela onda de globalização que são aproveitados por alguns agentes oportunistas.

Há um conjunto de peças nessa operação Lava Jato.

Peça 1 – a intenção nítida de derrubar o governo e inviabilizar o PT.

Aí se trata de uma luta pelo poder, seca, crua, objetiva e sem limites. Essa luta garante a blindagem ampla dos aliados do Ministério Público Federal: PSDB e Aécio Neves, e Organizações Globo. O efeito-manada criado pela mídia tem impedido qualquer espécie de moderação nos abusos.

Peça 2 – um componente geopolítico cada vez mais claro.

É um processo pouquíssimo estudado até agora.

Nos últimos anos o sistema judiciário, especialmente as pernas do Ministério Público Federal e Polícia Federal, se internacionalizou através das cortes internacionais e dos acordos de cooperação.

Do lado dos direitos humanos houve um expressivo avanço civilizatório. Do lado da luta contra o crime, uma integração cada vez mais intensa com as forças de segurança internacionais. Em ambos os casos, uma aproximação cada vez maior da nata do MPF com os círculos internacionais, com os melhores quadros se habilitando a cargos nos organismos internacionais.

A premiação da equipe de procuradores da Lava Jato pela Global Investigations Review – um site que cobre investigações internacionais contra a corrupção – e da AP 470 pela Associação Internacional dos Procuradores, são dois exemplos dessa visibilidade e integração internacionais (http://migre.me/t7Nkn).

Quando Sérgio Moro sustenta que a corrupção deriva de uma economia fechada, expressa a visão ideológica que emana dessas organizações internacionais.

Com a mixórdia financeira das últimas décadas, a corrupção adquiriu tal sofisticação que só uma ação coordenada internacional para fazer frente ao crime. E aí entra o maior preparo do FBI, que passa a direcionar as investigações graças à sua maior capacidade de investigação.

A maior experiência dos EUA fez com que há tempos legalizasse um conjunto de ações corporativas visando influenciar governos ou empresas, especialmente um rigor absoluto para impedir que qualquer crime corporativo seja julgado em outra jurisdição.

Já os países emergentes, com pouca tradição de multinacionais próprias, mantêm legislações anacrônicas que, por não prever formas mais flexíveis de atuação das empresas, tendem a criminalizar qualquer coisa. E chegam ao absurdo de alimentar as ações de outros países contra empresas públicas brasileiras.

Na era Macri, o Ministério Público argentino usará contra Cristina Kirchner a mesma fórmula aplicada pelo MPF brasileiro contra Lula e Dlma. É só conferir:

1.    Governos tomam medidas que beneficiam grupos econômicos. Faz parte da própria lógica das políticas econômicas.

2.    Grupos econômicos apoiam governos, em geral todos os partidos, para ficar com um pé em cada canoa.

3.    Basta juntar uma medida de política econômica qualquer, que beneficiou determinado setor – mesmo que justificada sob a ótica do desenvolvimento ou do equilíbrio regional - e bater com alguma contribuição política do setor para o governo. É o caso dessa tentativa da Zelotes de criminalizar a MP da indústria automobilística.

Duas das preocupações nítidas da geopolítica norte-americana é o da disseminação de um populismo antiamericano na América Latina e África e da expansão das multinacionais do continente. A única potência média a emergir nas últimas décadas foi o Brasil, com suas empresas entrando na África e América Latina.

É por aí que se estrutura a cooperação do FBI, conforme pode-se conferir nos exemplos abaixo, todos municiados com informações da cooperação internacional:

1.    O fato do próprio PGR Rodrigo Janot ter comandado a ida de um grupo de procuradores aos EUA e entregado ao Departamento de Justiça elementos contra a Petrobras – uma empresa controlada pelo Estado brasileiro.

2.    A volta dos procuradores, com informações sobre a corrupção na Eletronuclear, fornecidas por uma advogada do Departamento de Justiça ligada à indústria nuclear norte-americana.

3.    As informações sobre as contas de João Santana que deram munição, em uma só tacada, contra todos os aliados políticos brasileiros nos países em que Santana coordenou campanhas eleitorais.

4.    As informações contra a Gerdau, empresa brasileira que atua em 14 países.

Mais as consequências ideológicas dessa cooperação:

1.   A tentativa de criminalização de toda forma de apoio às incursões de empresas brasileiras no exterior – de financiamento às exportações a ações diplomáticas.

2.    Em vez de investigações sigilosas, focadas nos crimes e nos culpados, o trabalho deliberado de destruir a imagem corporativa de todas as multinacionais brasileiras.

Trata-se de uma falha grave institucional – do próprio MPF e do Executivo – de não aprofundar as discussões sobre as implicações da cooperação internacional nos interesses nacionais. Aliás, a noção de interesse nacional é conceito consolidado apenas nas Forças Armadas.

Peça 3 – há tendências claramente ideológicas nesse movimento.

As pregações evangélicas dos procuradores, a visão de Deus contra os ímpios, a graça divina permitindo a limpeza final do país, o discurso evangelizador, a demonização da política e a busca do Brasil limpo, tudo isso fortaleceu o discurso de intolerância dos movimentos de ultradireita e fez a Lava Jato tomar lado.

Quem conduz as ruas são os filhotes de Jair Bolsonaro, que acabaram por conferir a cor da oposição.
Não há nenhuma ligação direta entre os filhotes de Bolsonaro e a Lava Jato, mas há toda uma relação de causalidade.

Peça 4 – Há risco claro de atentados aos direitos individuais, acelerado pela decisão do STF de permitir prisão a partir da segunda instância.

Os Ministros garantistas do STF foram evidentemente pressionados pela besta a votar contra a supressão da Terceira Instância. A intenção óbvia era garantir a prisão dos réus da Lava Jato.

Contudo, abrem uma enorme brecha nos direitos individuais, com consequências amplas em inúmeros campos.

Fiquemos no mercado de opinião.

De uns anos para cá, os blogs se tornaram o único contraponto à cartelização da notícia e das opiniões pela mídia. A maneira encontrada pelos grupos de mídia é combate-los através de ações judiciais. O STF é o único tribunal garantista que tem impedido as condenações abusivas e garantido a liberdade de expressão.

Com a obrigatoriedade de cumprir a pena antes da última instância, os grupos de mídia terão toda a liberdade de ação para sufocar financeiramente os blogs e até para conseguir a condenação criminal dos desafetos. Com a enorme influência da Globo nos tribunais cariocas, da Veja nos tribunais paulistas, seria desafio fácil.

Por outro lado, iniciativas como a do deputado Wadih Damous (PT-RJ) de criminalizar jornalistas que divulguem documentos sigilosos é tiro no pé. Será mais uma arma utilizada contra o jornalismo independente.

Seria muito eficaz uma lei que responsabilizasse diretamente os chefes de cada corporação quando demonstrassem desinteresse em coibir vazamentos, incluindo o Ministro da Justiça, o diretor geral da Polícia Federal e o Procurador Geral da República. E que impedisse a Ministros do STF e ao PGR o uso abusivo da gaveta.

O fator PSDB

A campanha delenda-Lula fornece uma blindagem natural ao PSDB. Com Lula saindo de cena, a guerra interna tornar-se-á mortal. As prévias para a candidatura do PSDB à prefeitura de São Paulo já demonstraram isso, com a profusão de dossiês de lado a lado.
Rompida a blindagem do partido, nenhum presidenciável resistiria a um mês de investigações:

1.    Aécio Neves tem contra si inquéritos engavetados pelo PGR, de lavagem de dinheiro, e o caso de Furnas. E tem a máquina de dossiês de Serra para divulga-las.

2.    José Serra tem a filha Verônica, parceira desde os tempos de recém-formada, quando recorria ao escritório Ippolio, Rivitri Duarte & Sicherle, de ex-colegas da São Francisco, para contratos de consultoria para empresas interessadas em conversar com o pai Ministro. Serra não resistiria a uma pequena cooperação internacional sobre as contas e fundos da filha no exterior. Bastaria um procurador independente analisar os negócios da Experian no Brasil.

3.    Geraldo Alckmin mantém a blindagem junto ao Ministério Público Estadual. Bastará uma investigação sobre obras públicas do estado, financiadas com recursos federais, para se tornar alvo do Ministério Público Federal.

Aliás, uma consequência lateral da enorme influência política do Ministério Público foi dada pelo próprio Alckmin. No final do ano, a queda da receita fiscal poderia deixar ao desabrigo a Justiça estadual, o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública.Garantiu-se a Justiça e o MPE. E deixou-se ao relento a Defensoria Pública, cujo papel é dar assistência jurídica aos mais pobres.

Conclusões parciais

Tem-se um quadro claro de conspiração pela frente, na parceria Sérgio Moro-Gilmar Mendes.

O sucesso ou não do golpe dependerá da reação das instituições. E essa reação está diretamente relacionada com a capacidade do governo Dilma Rousseff em apresentar um cenário de futuro minimamente razoável.

Poucos darão a cara para bater em defesa da legalidade, se na ponta não houver um cenário futuro minimamente viável.

Ocorre que não se consegue avançar em projetos mais ousados devido ao estilo de Dilma, que inibe a proatividade de seus Ministros. E, por não saber delegar,  sua insistência em centralizar todos os problemas que exigem respostas prontas, atrasando as soluções.

Não é possível prever o que ocorrerá em caso de prisão e inabilitação de Lula. Haverá radicalização nas ruas, exigindo intervenção da polícia. Será um enorme retrocesso civilizatório, um enfraquecimento brutal das políticas sociais e de direitos humanos e um retrocesso na institucionalização da luta democrática trazendo de volta, nos movimentos mais à esquerda,  a decepção com a democracia e a busca de formas alternativas de luta política. Enfim, uma ampla involução no processo político.

Jornais, um Judiciário dúbio, um governo medíocre e uma oposição desvairada criaram espaço para a argentinização da política brasileira.

Por outro lado, contribuirá para jogar o PSDB em uma luta fratricida.

O cenário ideal seria a conspiração refluindo, os tribunais superiores enquadrando os aspectos conspiratórios da Lava Jato. Criada a trégua, Dilma acordar de uma vez e mudar radicalmente seu estilo de gestão, discutindo seriamente e com profundidade medidas mais ousadas para reverter uma crise que se prenuncia fatal.

Por enquanto, há poucos juízes em Berlim, e nenhum candidato a estadista no Planalto.
Sobre o PL do deputado Wadih Damous

Do gabinete do deputado recebo as seguintes informações:


PL nunca objetivou, como explicado ao telefone, reprimir a liberdade de imprensa. Objetiva-se, contudo, que haja responsabilização por parte das autoridades competentes que, na busca por atender interesses alheios aos da boa prática jurídica, vazam conteúdos sem pesar consequências. Ao mesmo tempo, concordamos que a redação pode ser melhorada para que não paire dúvidas quanto aos atores que o PL pretende atingir.

Além de aperfeiçoar o instituto da colaboração premiada, o grande cerne também é proteger pessoas que, apesar de serem citadas durante as investigações não são investigadas e, mesmo assim, tem seus nomes distribuídos para a imprensa sem critério.

§ 18. As menções aos nomes das pessoas que não são parte ou investigadas na persecução penal deverão ser protegidas pela autoridade que colher a colaboração. ” (NR)
Nossa principal preocupação, com a proposta, é impedir que a pessoa presa possa fazer a delação em razão do caráter de voluntariedade que o instituto exige.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/cenarios-futuros-em-uma-semana-decisiva

Depois do grito de guerra de Lula contra Globo e certo MP, Dilma troca ministro; ex-presidente anuncia que não vai depor a promotor que vaza para a Veja

29.02.2016
Do blog  VI O MUNDO

Paulo Henrique Amorim, sobre a queda de José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, transferido para a AGU, Advocacia-Geral da União


O PT são milhões de brasileiros.



Dilma, eu estou na frente de milhares e milhares de homens e mulheres que são soldados. Guerreiros e guerreiras para defender o seu mandato até as ultimas consequências.

Não tem partido de oposição. Tem um partido chamado Globo, um chamado Veja, outro chamado outros jornais. Essa é a oposição. É bom eles saberem: se eles quiserem voltar ao Poder vão ter que aprender a ser democratas, disputar eleição e respeitar o resultado. Sacanagem não aceitamos. Golpe não vamos aceitar!

Eu ando de saco cheio com o comportamento de nossos inimigos na imprensa. Nós brigamos na Constituinte para ter um Ministério Público forte e independente e tem um Ministério Público fazendo jogo da Veja e do Globo. Não merecem o cargo de quem está no cargo para fazer Justiça.

Prometi a mim mesmo não tocar nesse assunto. Sou acusado de ter um apartamento. Um triplex Minha Casa Minha Vida; 200 metros quadrados. Quero ver como é que vai ficar essa história. Digo que não é meu, a empresa diz que não é meu, mas um cidadão que obedece à Globo e a Rede Globo diz que o triplex é meu. Quero saber quem é que vai me dar esse maldito apartamento. Como Deus escreve certo por linhas tortas, inventaram uma offshore no Panamá – offshore, não sei o que é isso, deve ser coisa para enganar pobre. 

Disseram que a empresa veio do Panamá para ser dona do meu apartamento e é dona do triplex da Globo em Parati é dona do helicóptero (da Globo). E a Globo notificou os blogueiros pra tirar o nome da Globo. Então vamos notificar a Globo para tirar o nome do PT como ela usa todo dia.



Todo mundo aqui conhece o Jacó Bittar, meu companheiro de 40 anos, fundador do PT, da CUT e prefeito de Campinas. O Jacó Bittar inventou de comprar uma chácara para eu usar quando deixasse a Presidência. A chácara não é minha. Ela foi comprada com cheque administrativo. O Jacó deu ao filho Fernando. Eles dizem que a chácara é minha.

 Quando acabar esse processo, vão ter que me dar um apartamento e uma chácara. Todo santo dia, levantam dúvidas e mais dúvidas. O PT não nasceu pra ficar calado!

Não podemos criminalizar qualquer pessoa pela manchete da imprensa. Juízes têm medo de votar com medo da manchete do jornal. Me contaram que ouviram um ministro dizer: passou uma passeata na porta da minha casa e eu fiquei com medo. Um ministro da Suprema Corte não pode agir com medo da opinião pública. Se quer disputar a opinião pública não pode ter emprego vitalício e ficar sob a pressão da imprensa. Dispute uma eleição e seja deputado.

Eu tenho 70 anos de idade. Quando eu tive um câncer na garganta, muita gente disse: acabou: esse peão vai embora. Quero dizer ao ministro da Suprema Corte, ao juiz mais simples, da televisão maior a menor: não vão me derrotar mentindo. Vão ter que me enfrentar na rua. Eles pensam que fazendo essa perseguição vão me tirar da luta.

Quero lançar um desafio. Pensei em sair do Brasil e deixar a Dilma governar. Se for necessário, quero dizer alto e bom som: terei 72 anos com tesão de trinta para ser candidato a Presidente!

Nem a morte apaga a vida do homem de verdade. Se você tem uma causa, a causa fica pairando na cabeça de milhões de pessoas. Se ele fossem honestos eles faziam uma investigação na conta de outros partidos políticos para ver quem financia eles.

Não vão nos destruir. Nós sairemos mais fortes dessa luta. Se eu cometer um erro não vai ser a Globo que vai anunciar a vocês: vou ser eu. Vocês sabem o que ele fazem contra a gente todo santo dia. A gente vai vencê-los com a nossa verdade.

Tem uma senhora aí na plateia que diz que ainda bem que a Globo está falando mal de mim. Porque no dia em que me elogiar, ela não acredita.

Vale pro PCdoB, pro PDT, pro PSB: temos que utilizar a tribuna da Câmara e do Senado. 

Não podemos levar desaforo pra casa. Se falarem merda contra a gente vamos falar duas. Esse partido não tem medo de coxinha. Se tivesse, não comia tanto frango.

Lavei minha alma. Daqui pra frente, é pão, pão, queijo, queijo.

Lulinha não vai ser mais Lulinha paz e amor!
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Ministério da Justiça

Quem é Wellington César Lima e Silva

Indicação de Jaques Wagner, novo ministro da Justiça atuou como procurador de Justiça da Bahia


Escolhido nesta segunda-feira 29 para ocupar o cargo de ministro da Justiça, no lugar de José Eduardo Cardozo, que deixou a pasta para assumir a Advocacia Geral da União, o baiano Wellington César Lima e Silva atuou como procurador de Justiça no Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).

A mudança no Ministério da Justiça foi anunciada, por meio de um comunicado oficial, pela presidenta Dilma Rousseff. A saída de Cardoso provocou uma dança das cadeiras: o ex-ministro da Justiça assumirá a Advocacia-Geral da União, substituindo Luiz Inácio Adams, que, de acordo com a nota oficial, saiu do cargo por razões pessoais. Assim, Luiz Navarro de Brito ocupará o cargo de ministro-chefe da Controladoria Geral da União.

Na função desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff, Cardozo foi o mais longevo ministro da Justiça. Sua saída é creditada a pressões do PT, que criticava a atuação da Polícia Federal em casos como a Operação Lava Jato.

O novo ministro foi indicado por Jaques Wagner, em mais uma demonstração de influência do ministro-chefe da Casa Civil no Planalto. Wellington comandou o MP-BA por dois mandatos consecutivos, em 2010 e 2014. durante o governo de Wagner na Bahia.

Mestre em Ciências Criminais e doutorando em Direito Penal e Criminologia, Wellington César Lima e Silva ingressou no Ministério Público em 1991, atuando nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana.

Em 1995, foi para a capital Salvador, com cargo na Promotoria de Justiça e Assistência. Também ocupou a vaga de assessor especial do procurador-geral da Justiça em 1996, 1999 e 2000.

Em 2011, durante um evento sobre medidas socioeducativas promovido na Bahia, Wellington se manifestou contra a redução da maioridade penal, uma mudança da legislação defendida por diversos setores e classificada como um retrocesso pelo novo ministro da Justiça.

“A redução da maioridade penal é, em si, algo tão equivocado, que deveria causar constrangimento às pessoas. Ela é uma solução simplificada e insuficiente, que não pode trazer à sociedade qualquer tipo de avanço”, afirmou.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/depois-do-grito-de-guerra-de-lula-dilma-troca-ministro-da-justica-delegados-federais-se-revoltam-contra-indicacao-de-promotor-baiano.html

Prévias em SP, o bundalelê do PSDB

29.02.2016
Do BLOG DO MIRO

Por Renato Rovai, em seu blog:
O primeiro turno das prévias para definir o nome do candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB foi um desastre. A vitória parcial de João Doria Jr., que teve 43,13% dos votos, contra 32,89% de Andrea Matarazzo e 22,31% de Ricardo Tripoli acabou sendo a notícia menos importante do dia. Até porque só veio a público na madrugada, às 1h40 de hoje.

Numa cidade de 12 milhões de habitantes, o PSDB contou na sua disputa com 6.216 filiados votantes. Algo próximo a 0,05% do conjunto do eleitorado participaram da decisão para ver quem será o candidato a prefeito da capital do partido que governa o Estado há 21 anos consecutivos.

A baixa representatividade do colégio eleitoral tucano não foi suficiente para que a disputa acontecesse em nível civilizado. Durante todo o processo de prévias foram abundantes as denúncias de corrupção, compra de votos, manipulação de dados de filiados, uso da máquina do Estado e métodos heterodoxos de disputa. Ontem, foi apenas a gota d´água.
A foto que o leitor tem a seu dispor neste blogue é de uma briga em uma zona de votação do Tatuapé, que teve todos os seu votos impugnados. Além do militante que ficou literalmente de cuecas no meio da rua, várias pessoas saíram feridas deste conflito, incluindo mulheres.

O resultado está sendo contestado tanto por apoiadores de Andrea Matarazzo quanto de Ricardo Tripoli. Eles alegam que houve abuso de poder econômico por parte de Doria, que além de ter pago salário para apoiadores, teria colocado cavaletes e cartazes em frente aos locais de votação, o que é ilegal em São Paulo.

Há uma representação pedindo a impugnação de Doria neste sentido e o segundo turno pode ficar comprometido. No grupo de Andrea Matarazzo já há quem defenda que ele se retire da disputa se o partido não punir Dória e vá para o PSD, onde o ex-prefeito Kassab lhe garantiria a legenda para a disputa.

Ontem, nas provovações entre militantes, os apoiadores de Doria já batiam nesta tecla, de que Matarazzo era PSD.

Se Matarazzo, porém, resistir e conseguir derrotar Doria no segundo turno, o que mesmo com o apoio de Tripoli parece improvável, sua candidatura não terá apoio do governo do Estado. Neste cenário, o que se comenta é que Alckmin ou apoiaria Russomano ou lançaria um candidato pelo PSB.

As prévias do PSDB de São Paulo viraram um bundalelê sem solução. O partido que tenta se mostrar como guardião da ética e da moral no plano nacional, ontem ficou nu (ou ao menos de cuecas) em praça pública. Exatamente no território onde tem seu maior potencial eleitoral, São Paulo. E onde tem conseguido escapar de denúncias como a do cartel do metrô e a do roubo da merenda das escolas porque as investigações ou não acontecem ou são sempre muito tímidas.

Nunca é demais lembrar que Doria e Matarazzo não são candidatos de si mesmos nesta disputa. Doria é do grupo de Alckmin. E Matarazzo teve o apoio de Serra, FHC, Aloysio Nunes e Goldman, entre outros. Ou seja, as disputas, acusações e brigas de ontem eram entre esses caciques. Foram eles que ficaram de cuecas no meio da rua. E se o partido rachar não vai ser um briga paroquial. Vai ser um racha nacional.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/02/previas-em-sp-o-bundalele-do-psdb.html

O DCM apresenta seu novo documentário: A Lista de Furnas

29.02.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 27.02.16

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O DCM apresenta o documentário sobre a Lista de Furnas que prometemos entregar em mais um projeto de crowdfunding.

Com direção do talentoso documentarista e produtor Max Alvim, ele é baseado nas matérias de Joaquim de Carvalho, um dos melhores repórteres do Brasil, colaborador dileto do Diário.

Está ali toda a gênese e as imbricações de um dos grandes escândalos do país — e um dos que mais sofreram tentativas de ser abafado.

O momento do lançamento é oportuno. No sábado, 27 de fevereiro, ficou-se sabendo que o ex-deputado federal Roberto Jefferson e mais seis pessoas foram indiciados pela Delegacia Fazendária (Delfaz) por crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro na estatal mineira.

O Ministério Público Estadual (MPE) levou dez anos para se mexer. Entre os envolvidos estão empresários, lobistas e políticos. Ficou faltando muita gente. Entre as ausências, a de Dimas Toledo, ex-presidente da empresa indicado por Aécio. Dimas não foi indiciado por ter mais de 70 anos e, portanto, contar com o benefício da prescrição.

O que o documentário do DCM traz:

O que é, para que servia e quem produziu a relação de 156 políticos e os respectivos valores recebidos na campanha eleitoral de 2002 do caixa 2 de empresas que prestaram serviços para Furnas.

Os principais nomes do esquema: gente como José Serra, então candidato a presidente, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, Aécio Neves, candidato a governador de Minas Gerais, e Sérgio Cabral, candidato a senador pelo Rio de Janeiro, além de candidatos a deputado, como, Alberto Goldman, Walter Feldman e Gilberto Kassab por São Paulo; Eduardo Paes, Francisco Dornelles e Eduardo Cunha pelo Rio de Janeiro; Dimas Fabiano, Danilo de Castro e Anderson Adauto por Minas Gerais.

O protagonismo de Aécio: além de receber diretamente para sua campanha R$ 5,5 milhões (13,1 milhões em valores corrigidos pelo IGP-M), há outros dados que confirmam seu papel central no caso.

São antigas as relações de sua família com as empresas públicas na área de energia. O pai, Aécio Cunha, depois de integrar durante seis anos a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, se tornou conselheiro de Furnas, ao mesmo tempo em que era conselheiro da Cemig, a estatal de energia de Minas Gerais.

“Furnas sempre foi território de Minas no governo federal”, afirma José Pedro Rodrigues de Oliveira, ex-coordenador do Programa Luz para Todos.

O doleiro Alberto Youssef, em delação premiada, falou de Aécio. O lobista Fernando Moura detalhou que era “um terço (PT) São Paulo, um terço nacional, um terço Aécio”.

A batalha para desacreditar a Lista de Furnas: quem divulgou que ela poderia ser falsa foi o PSDB de Minas Gerais, com base em pareces de peritos contratos e num laudo da Polícia Federal feitos em cima de uma das cópias divulgadas por Nilton Monteiro, o homem que confessou atuar como operador do caixa 2.

Uma matéria na Veja, plantada por Aécio, deu força para a ideia da falsidade. Quando essa tese prosperava, o lobista Nílton Monteiro entregou à Polícia Federal o documento original, que foi periciado. A conclusão foi a de que se tratava de um documento autêntico, assinado por Dimas Toledo e sem indício de montagem.

Esperamos, com esse documentário, ter conseguido jogar luzes sobre uma história que caminhava para o esquecimento. Agradecemos a todos os leitores que contribuíram para que ele pudesse ser realizado.


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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-dcm-apresenta-seu-novo-documentario-a-lista-de-furnas/

Lava Jato prevê “busca e apreensão” em imóveis de Lula e família

29.02.2016
Do BLOG DA CIDADANIA, 28.02.16
Por Eduardo Guimarães

showNa última sexta-feira, após dias de verificações, o Blog denunciou que na 24a fase da Operação Lava Jato, a ser desencadeada entre esta segunda (29) esta terça-feira (1), seria dada publicidade a uma medida do juiz Sergio Moro tomada no dia 23 de fevereiro.

O post informou que os sigilos bancário e fiscal de Lula, de seus famíliares e de amigos mais próximos já foi quebrado pela Lava Jato. Apesar disso, nada veio a público.

Contudo, o Blog, antes de qualquer coisa, passou a informação ao Instituto Lula, que considerou indubitável a veracidade da lista de pessoas e empresas que tiveram seu sigilo quebrado porque há informações, ali, que eram de conhecimento exclusivo da família do ex-presidente.

Os nomes do caseiro do sítio de Atibaia, de seu irmão e a informação de que foram procurados pelo MP são dados que comprovam que a denúncia é verdadeira, para o ex-presidente e sua família. O staff de Lula só descobriu que o caseiro e seu irmão foram interrogados (sem mandado) pelo MP após lerem os nomes dos dois na lista divulgada pelo Blog.

Diante disso, Lula até comunicou ao público presente ao ato do PT no Rio, no sábado (27), que terá seus sigilos quebrados.

Ora, mas se os sigilos dessas pessoas fooram quebrados na semana passada (dia 23) e se cópias da decisão de Moro foram enviadas para toda a dita “grande imprensa” paulista e carioca, por que nenhum desses veículos divulgou alguma coisa até agora?

Essa pergunta ficou no ar após a divulgação da denúncia nesta página. As informações passadas pela fonte que informou sobre as quebras de sigilo não deu a informação completa. Porém, após a denúncia, uma outra fonte se animou a também fazer denúncia.

Quem leu a extensa relação de nomes de empresas e pessoas físicas que tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados pela Lava Jato talvez tenha até intuído a razão de ainda não ter havido divulgação dessa medida. Bem, aí vai a confirmação que o Blog obteve.

A segunda fonte a procurar o Blog com informações sobre Lula e a Lava Jato afirma que só haverá divulgação das quebras de sigilo entre esta segunda ou esta terça-feira porque essa quebra será anunciada em meio a operação da Polícia Federal de busca e apreensão nos imóveis do ex-presidente, de seus familiares e de seus amigos.

Após a divulgação dessas informações, não seria de estranhar se houvesse uma mudança de cronograma. Afinal, a divulgação dessa ofensiva contra Lula com tanta antecedência quanto este Blog usou mostra um inaceitável contubérnio entre a Lava Jato e entes privados (grupos de mídia) os quais, inclusive, têm lá seus problemas com a Justiça, como a Globo, investigada por sonegar quase um bilhão de reais (em valores atualizados).

Seja como for, não é por conta das denúncias desta página que a Lava Jato vai deixar de dar seu golpezinho político-midiático. Mesmo confirmando as denúncias desta página, quem ficou sabendo disso? Só quem se informa DE VERDADE sobre política, o que reduz muito o público que está sabendo dessa armação entre agentes da lei e grupos empresariais de mídia.

Não é pequena, pois, a possibilidade de que comecemos a semana com um showzinho da Lava Jato contra Lula.

Desse modo, creio que ele e seus famíliares poderiam amanhecer os próximos dias com um belo desjejum para receberem os coristas da Lava Jato, que os procurarão para fazer sua performance para as câmeras da Globo et caterva.
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Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/2016/02/lava-jato-preve-busca-e-apreensao-em-imoveis-de-lula-e-familia/