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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O 'tribunal especial' de Moro contra Lula

29.01.2016
Do BLOG DO MIRO, 
Por Osvaldo Bertolino, em seu blog:


Dizer que o avanço da farsa da “Operação Lava Jato” não tem como alvo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como fez o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para deleite da mídia fascista, é querer negar a existência do sol em plena luz do dia. Até o nome da nova presepada do juiz Sérgio Moro - Triplo X, uma alusão ao triplex que a direita tenta jogar nas costas de Lula como prova de corrupção - indica que os farsantes seguirão nesse rumo.

Cardoso também comentou o manifesto de juristas, publicado nos principais jornais, denunciando as arbitrariedades do juiz paranaense. “Se alguém acha que a lei está sendo desrespeitada tem o legítimo direito de se manifestar”, disse ele. Os juristas dizem que “no plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do país”. Dizem também que as “violações às regras mínimas para um processo justo” nunca foram tão grandes em um caso penal.

Campanha de terror

Na verdade, o Tribunal Especial montado por Moro faz parte das calamidades que a elite brasileira foi capaz de produzir ao longo da história e parece decidida a continuar produzindo, numa espécie de rosca sem fim. É uma situação que pode ser descrita como o retrato da morte moral de uma ideologia que vive na delinquência e se agarra a todas as formas de poder para continuar a delinquir em larga escala. Moro proporciona mais um espetáculo midiático na escalada golpista que tomou conta do país.

Todas essas coisas compõem o enredo da ópera, mas o seu melhor resumo não é o tamanho da vigarice, e sim a sua natureza: ela expressa, mais do que um espetáculo de má conduta, o funcionamento a todo o vapor do país do atraso. São forças políticas retrógradas e violentas que sempre estiveram presentes em nossa história. É a opção preferencial pelo arcaísmo, pela imobilidade social, uma conduta que faz sentido quando se olha a indústria da maracutaia que essa gente montou no país.

Como dizia Nelson Werneck Sodré, quando o processo histórico dá um passo atrás, necessita, depois, dar pelo menos dois adiante. Até 1964, esse tipo de política golpista usou a “Cruzada Democrática” - que, segundo Sodré, os irreverentes diziam ser cruzada com os americanos, liderada pela UDN fardada - para seus intentos golpistas. Hoje, a mídia repete abertamente a campanha de terror daqueles tempos. A história ensina que não é hora de recuar; as malandragens de Sérgio Moro precisam ser insistentemente denunciadas.

Efervescência de ódios

Aquela ofensiva encontrou Getúlio Vargas cada vez mais vacilante, recuando em todas as frentes e somente assistindo ao massacre da corrente nacionalista e democrática que lhe havia assegurado as condições para a eleição e a posse. Destes, os mais ligados ao presidente eram os mais perseguidos. Havia também a UDN gráfica, que trabalhou febrilmente contra Vargas. Como se sabe, esse cenário evoluiu para o suicídio do presidente em 1954, para atentados contra Juscelino Kubitscheck e finalmente para o golpe militar de 1964.

O aparelho montado por Moro tem a única finalidade de repetir aquele feito. Trata-se de um instrumento alheio à magistratura comum, uma confissão de que de que as leis do país não são suficientes para proteger os direitos dos seus cidadãos. Os delitos que a “Lava Jato” pretende punir estão todos enquadrados nos códigos em vigor e podem ser julgados, sem o auxílio de novos tribunais, pela magistratura regular.

Um Tribunal Especial para julgamento de culpas presumidas - uma aberração jurídica digna de uma ditadura - pressupõe que o país vive uma situação de anormalidade democrática. Ele evoca sempre a efervescência de ódios e o exercício do arbítrio, uma justiça política ao lado da justiça legal. Uma aberração que atenta contra todos os preceitos democráticos assegurados na Constituição.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/01/o-tribunal-especial-de-moro-contra-lula.html

Mídia entra em colapso com ascensão de Sanders nos EUA e Corbyn no R. Unido

29.01.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Como a ascensão dos progressistas Bernie Sanders, nos EUA, e Jeremy Corbyn, no Reino Unido, deixa a mídia à beira de um ataque de nervos. Estudo dos casos inglês e norte-americano
Jeremy Corbyn Bernie Sanders
Jeremy Corbyn (esq) e Bernie Sanders (dir) (Pragmatismo Político)
A elite política e a mídia britânica perderam pouco a pouco a cabeça, após a eleição de Jeremy Corbyn para a liderança do Partido Trabalhista – e ainda não parecem capazes de se recuperar. Nos Estados Unidos, Bernie Sanders é bem menos radical; os dois não estão sequer na mesma constelação política. Mas, especialmente em temas econômicos, Sanders é um crítico mais robusto e sistêmico do que os centros do poder oligárquico julgariam tolerável. Sua denúncia contra o controle da vida política pelas corporações é uma ameaça grave. Por isso, ele é visto como a versão norte-americana do extremismo de esquerda e uma ameaça ao poder do establishment.
Para quem já tinha observado os desdobramentos da reação britânica à vitória de Corbin, é fascinante constatar que as reações de Washington e da elite do Partido Democrata à emergência de Sanders replicam o caso inglês, seguindo idêntico script. Pessoalmente, creio que a escolha de Hillary é extremamente provável, mas as evidências de um movimento crescente em favor de Sanders são inquestionáveis. Trata-se de algo consistente, que está desconcertando os dirigentes do partido, como seria de esperar.
Uma pesquisa revelou, semana passada, que Sanders tem uma clara liderança entre os eleitores mais jovens inclusive as mulheres. Como a revista Rolling Stone notou, “as mulheres jovens apoiam Bernie Sanders por larga margem”. O New York Times admitiu que, em New Hamphire, Sanders “já abriu uma vantagem de 27 pontos”, o que é “espantoso para os padrões do Estado”. O Wall Street Journal reconheceu, em editorial, que “já não é impossível imaginar este socialista de 74 anos candidato pelo Partido Democrata”
Como no caso de Corbyn, há uma correlação direta entre a força de Sanders e a intensidade e amargura dos ataques baixos desencadeados contra ele por Washington, a estrutura partidária e a mídia. No Reino Unido, esta curiosa revolta elitista passou por sete fases; e nos EUA, a reação a Sanders segue a mesma trajetória. Ei-la:
Fase 1: Condescendência polida diante do que é percebido como algo inofensivo (achamos realmente ótimo que ele possa expressar seus pontos de vista).
Fase 2: Ironia leve e casual à medida em que cresce a confiança dos apoiadores do candidato (não, caros, um extremista de esquerda não vencerá, mas é muito bom ver vocês tão animados)
Fase 3: Auto-piedade e lições graves de etiqueta dirigidas aos apoiadores, após a constatação de não estão cumprindo seu dever de rendição MEEK, temperada com doses pesadas de (ninguém é tão rude com os jornalistas, ou os ataca tanto, nas redes sociais, como estes radicais, e isso, infelizmente, está enfraquecendo as causas de seu candidato)
Fase 4: Tentar colar, no candidato e em seus apoiadores, insinuações de sexismo e racismo, afirmando falsamente que apenas homens brancos os apoiam (você gosta deste candidato porque ele é branco e homem como você – não devido a sua ideologia ou políticas, nem por sua oposição às políticas pró-guerra e pró-corporações da elite do partido).
Fase 5: Difusão escancarada de ataques de direita para demonizar e marginalizar o candidato, quando as pesquisas comprovarem que ele é uma ameaça real (ele é fraco contra o terrorismo, irá render-se ao ISIS, faz alianças bizarras e é um clone de Mao e Stalin).
Fase 6: Lançamento de alertas graves ou histéricos sobre o apocalipse à frente, em caso de derrota do candidato do establishment, quando a possibilidade de perder torna-se imenente (suas ideias irão sofrer derrotas por décadas, talvez por várias gerações, se você desobedecer nossas advertências sobre que candidato escolher).
Fase 7: Derretimento completo, pânico, reprovações, ameaças, recriminações, cotoveladas presunçosas, associação aberta com a direta, completa fúria (Eu não posso mais, em sã consciência, apoiar este partido de aloprados, adoradores de terroristas, comunistas e bárbaros).
Reino Unido está bem na Fase 7, e talvez seja capaz de inventar em breve um novo estágio (militares britânicos anônimos ameaçaram promover um motim, caso Corbyn seja eleito democraticamente primeiro-ministro). Nos EUA o establishment político e a mídia pró-Partido Democrata estão na Fase 5 há semanas, e parecem prestes a entrar na Fase 6. A passagem à Fase 7 é certa, caso Sanders vença as primárias em Iowa.
É normal e legítimo, nas eleições, que as campanhas de cada candidato critiquem duramente os demais. Não há nenhum problema nisso: seria ótimo que os contrastes aparecessem claramente, e quase não surpreende que isso seja feito com agressividade e aspereza. As pessoas chegam a extremos, para obter poder. É da natureza humana.
Mas isso não impede as pessoas de pesar os ataques que fazem, nem significa que estes estejam imunes a críticas (a exploração grosseira e cínica dos temas de gênero pelos apoiadores de Hillary, para sugerir que o apoio a Sanders baseia-se em sexismo foi especialmente desonesta, quando se que os grupos de esquerda que hoje defendem o candidato tentaram, por meses, lançar a candidatura de Elisabeth Warren – para não dizer do vasto número de apoiadoras do senador).
Gente de todos os partidos, e em todo o espectro político, está enojada com as disputas em Washington. Não surpreende que um amplo número de adultos norte-americanos busquem uma alternativa a uma candidata como Hillary. Mergulhada no dinheiro de Wall Street (tanto política quanto pessoalmente), ela mostra-se incapaz de desaprovar uma única guerra, e sua única convicção parece ser a que qualquer coisa pode ser dita ou feita, para assegurar sua própria vitória.
A natureza dos establishments é baterem-se desesperadamente pelo poder, e atacar com fervor sem limites qualquer um que desafie ou ameace aquele poder. Foi o que ocorreu no Reino Unido com a emergência de Corbyn e o que se repete nos EUA com a ascensão de Sanders. Não surpreende que os ataques a ambos sejam tão parecidos – a dinâmica dos privilégios do establishment é a mesma – mas não deixa de ser chocante que os scripts sejam idênticos.
Glenn Greenwald, The Intercept | Tradução: Antonio Martins, Outras Palavras
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/01/midia-entra-em-colapso-com-ascensao-de-sanders-nos-eua-e-corbyn-no-r-unido.html

Tentativa de prender Lula tocará fogo no país

29.01.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
lula prisão
Não é preciso pensar muito para enxergar o lado ruim da operação marqueteira e golpista da Polícia Federal apelidada de “triplo x”, em alusão à instrumentalização golpista da compra não concretizada de um imóvel de três pisos pela família do ex-presidente Lula. Esse tipo de imóvel, como se sabe, é conhecido como “triplex”. Daí o nome da operação da PF.
A escolha do nome da operação escancara objetivos políticos de uma instituição que deveria primar pela circunspeção e pela objetividade, e isso é ruim. Apelidada de “operação triplo x”, a investigação da PF já apresenta conclusão antes mesmo de começar a atuar.
Como foi dito aqui outras vezes, o combate à corrupção deve, sim, ser comunicado à sociedade, pois é através do exemplo punitivo a quem delinque que se irá inibir planos delitivos futuros. Porém, só deve ter publicidade a investigação concluída.
Identificado o lado negativo da operação policial, vale refletir que ela tem um lado bom.
Mas como é possível que o uso de recursos públicos para guerra política possa ter um lado positivo? Bem, dentro do contexto, o que é bom é que a iniciativa da PF eliminou uma dúvida que remanescia, sobre se os que comandam a Lava Jato visam, mesmo, tão-somente destruir a carreira política de Lula.
Agora ficou claro, de uma vez por todas, que a captura de Lula e sua anulação política é o grande prêmio que buscam a Operação Lava Jato e seus mentores, os quais, claro, não estão dentro, mas fora da Polícia Federal, sendo agentes político-econômicos.
Essa realidade tornar-se conhecida foi bom, pois desencadeou planos de contra-ofensiva que grupos políticos do entorno de Lula, do PT e do governo Dilma julgavam precipitados, pois duvidavam de que a prisão de Lula fosse, mesmo, um objetivo.
Com o fim da dúvida, movimentos sociais, sindicatos, partidos, enfim, toda base social e institucional do projeto político que governa o país há quase uma década e meia já começa a se mobilizar porque, evidentemente, vão tentar prender Lula sem provas, com base em especulações, nem que seja para soltarem-no em seguida, após produzirem fotos que tentarão usar na campanha eleitoral de 2018.
Juridicamente, é impossível que condenem Lula por alguma coisa. Não existe lógica alguma na ideia que a PF tenta vender, a de que um homem com a história de Lula tenha se corrompido por um imóvel modesto, de classe média, na praia.
Essa história remete à tentativa que os mesmos grupos políticos levaram a cabo no ano eleitoral de 1998, de criminalizarem Lula pela compra de um automóvel. Desde que entrou na política, Lula é combatido por métodos como esse da operação “triplo x”.
Não conseguirão condenar Lula por mais esse factoide, mas em um momento em que órgãos policialescos estão usando instrumentos de exceção para coagir pessoas a fazerem denúncias políticas, uma prisão cenográfica é tudo de que a direita acha que precisa para destruir Lula.
A oposição tucano-midiática (PSDB, Globo, Folha, Estadão e Veja) almeja foto de Lula sendo preso para usar na campanha de 2018, razão pela qual começa a ser preparada uma reação muito maior ao golpe eleitoral contra Lula do que contra o golpe de Estado “branco” que tentaram contra Dilma.
Neste exato momento, toda a base política e social do PT, do governo Dilma e de Lula está sendo mobilizada Brasil afora. Constatos estão sendo feitos no exterior. A instrumentalização de recursos do Estado para um golpe político-eleitoral será denunciada ao mundo.
Os autores do plano de prender Lula acreditam que podem desmobilizar aos poucos a base política de Lula. Por isso as denúncias sem provas vão sendo feitas em doses homeopáticas, tentando primeiro minar o ex-presidente para que “não estranhem” quando ele for preso.
Há, porém, uma contra-ofensiva em preparação. Este país vai parar. Protestos em defesa de uma das maiores lideranças políticas do mundo serão muito maiores do que contra a ameaça ao mandato de Dilma.
Mesmo os grupos de esquerda que se opõem ao governo Dilma sabem que Lula não é o alvo, mas a esquerda. A ideia é vender ao Brasil a teoria de que corrupção e esquerda são sinônimos, de modo que a direita possa voltar a saquear o país sem ter quem lhe faça frente.
Há alguns grupos políticos que apostam no fim do PT, de Lula e do governo Dilma como caminho para que uma suposta “esquerda autêntica” ascenda no cenário político. Seria um fenômeno como os que ocorreram recentemente na Grécia ou na Espanha, onde partidos de esquerda mais radicais se fortaleceram muito.
Esses grupos “de esquerda” estão flertando com a pulverização da democracia acreditando que disso resultará seu fortalecimento político.
Porém, são grupos politicamente inexpressivos. Não colheriam benefício algum do golpe contra Dilma ou contra Lula. Não entendem que o brasileiro é muito mais conservador do que gregos e espanhóis. E que está sendo hipnotizado para associar esquerda com tudo que há de ruim.
Enfim, o fato é que já está aberto o caminho para mobilização. As suspeitas de que tentariam mesmo prender Lula a qualquer preço – mesmo sem provas – acabam de se materializar. Agora, ao menos, estamos lidando com um fato concreto.
Fontes do Blog dizem que a direita esperará a saída de Ricardo Lewandowski da Presidência do STF para encenar uma prisão espetaculosa de Lula. Nesse aspecto, a sucessora dele, Carmém Lúcia, já deu uma palhinha de sua atuação futura ao citar pejorativamente o bordão da campanha de Lula em 2002 (esperança venceu o medo) durante uma sentença.
O que está ocorrendo no Brasil, portanto, é um dos mais descarados golpes políticos de que se tem notícia. Recursos públicos estão sendo gastos aos borbotões para desgastarem um candidato a presidente em uma eleição que ocorrerá daqui a três longos anos.
Essa gente não faz ideia do que está fazendo. Não tem ideia da reação que será desencadeada. Se acha que o movimento sindical, os movimentos sociais, os partidos e própria militância ficarão passivos vendo a direita prender uma liderança política como Lula sem o amparo de provas incontestáveis, enlouqueceu. E tais provas não existem.
A pretendida prisão política de Lula vai tocar fogo neste país. Se eles quiserem pagar para ver, vão ver. E vão se arrepender. Precisarão pôr tanques na rua (de novo) para concretizar esse golpe. Aí terão materializado a ditadura que tantas vezes foram à rua pedir nos últimos dois anos e pouco. E, nesse momento, eles terão sido fragorosamente derrotados.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/tentativa-de-prender-lula-tocara-fogo-no-pais/

PT PREPARA ATO DE DEFESA AO EX-PRESIDENTE LULA

29.01.2016
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/215097/PT-prepara-ato-de-defesa-ao-ex-presidente-Lula.htm

Paulo Pimenta: Locutor de rádio da RBS, empresa suspeita de pagar propina, incitou ouvintes a cuspir em Lula “por corrupção”; ouça

29.01.2016
Do blog VI O MUNDO, 28.01.16
nelson e eduardo sirotosky e alexandre fetter
Os irmãos Sirotsky, suspeitos de mandar pagar propina, e Alexandre Fetter, o “humorista” da rádio Atlântida que incitou ao ódio. Vai mandar cuspir nos patrões?
CARTA ABERTA À RBS
LOCUTOR INCITA AGRESSÕES À LULA
Desde que o desejo da maioria do povo brasileiro foi vitorioso nas eleições presidenciais, de 2014, e frustrou os interesses dos grandes grupos de comunicação do país, com a reeleição da Presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores, o Brasil vive um clima de hostilidade, de extremismo e de inúmeros ataques, por parte daqueles que até hoje estão inconformados com a derrota nas urnas contra agentes políticos e, especialmente, membros do Partido dos Trabalhadores.
Infelizmente, essa onda de ódio é, em grande parte, promovida e alimentada por parte da imprensa brasileira.
Foi o que puderam constatar os milhões de gaúchos e gaúchas ouvintes da Rádio Atlântida FM, do Grupo RBS , nessa semana.
Indignados, muitos me procuraram para que fossem tomadas providências e o caso fosse denunciado.
Em um dos programas de maior audiência dessa rádio do Grupo RBS, o locutor do “Pretinho Básico” incita os ouvintes a “cuspirem” na cara do ex-Presidente Lula.
Entre as inconformidades do locutor estão, segundo ele mesmo, a possibilidade de que [eles, o povo] “vão votar no PT de novo” e o teor das últimas declarações do ex-presidente.
“Ninguém cospe no Lula, velho? Que troço desesperador, isso é desesperador. Ninguém dá uma cuspida no Lula, um sujeito desses é digno de uma cusparada”.
A incitação ao crime, cometido pelo locutor, está prevista no Código Penal.
Qual seria a reação da mídia se agentes políticos passassem a defender agressões a jornalistas em razão da manipulação diária promovida pelos meios de comunicação no país, da seletividade de sua cobertura ou da diferença de posições políticas?
Certamente, denunciaria um ataque à liberdade de expressão. E por que razão, então, consente com a incitação de ataques de seus profissionais a políticos?
Pretende, ao fim, que alguns atores políticos sejam espancados ou retirados à força da cena política como na época da ditadura?
Crimes ao microfone, como o cometido por esse locutor, respaldam, posteriormente, atitudes de violência na rua.
Quem defende a doutrina do ódio contribui para a naturalização e o agravamento da violência praticada em nosso país.
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Tweet de um apoiador do grupo, dizendo que daria um tiro em Lula

Ao permitir que tais palavras sejam proferidas em um de seus programas de rádio, o Grupo RBS fomenta a ideia de que vivemos em uma sociedade que valoriza a violência, a opressão e a vingança.
Precisamos rejeitar esse pensamento.
Vivemos em um Estado de Direito, onde a liberdade de expressão de cada indivíduo é tão importante quanto a certeza de que a dignidade da pessoa humana será protegida.
Negar isso é recusar que somos todos iguais, afastando outro preceito fundamental do Estado de Direito.
Esse discurso busca, na verdade, criminalizar a política e os agentes políticos, bem como, mais especificadamente, estigmatizar e discriminar não somente o ex-presidente Lula, seu partido e seus correligionários, mas todos brasileiros e brasileiras que, de alguma forma, estimam Lula e que têm ele e seu legado político como símbolos da tolerância, promoção da igualdade e da justiça social.
O discurso de ódio leva a sociedade para um único fim.
Foi o que vimos na Segunda Guerra Mundial, originada, em grande parte, da incitação ao ódio a grupos específicos de pessoas, num discurso promovido pelo casamento entre líderes políticos intolerantes e os meios de comunicação.
Desde então a comunidade internacional e o sistema internacional de direitos humanos protegem a liberdade de expressão na mesma medida em que repudiam o discurso de ódio.
Portanto, em episódios como esse da RBS, é inútil se esconder atrás da liberdade de expressão e invocá-la para justificar o cometimento de um crime.
A humanidade de forma geral tem um alto grau de condenabilidade do discurso de ódio.
Chegamos aqui após sofrer suas piores consequências.
Por isso, em nosso país, vivemos para a defesa da pluralidade e para construção de uma sociedade que promova a paz.
O que nos perguntamos, agora, é se:
Essa é a opinião da RBS?
A RBS concorda com incitação ao crime?
A RBS concorda e defende que o ex-Presidente Lula seja agredido?
A RBS aceita ser corresponsabilizada por qualquer agressão ao ex-Presidente Lula?
A RBS considera que o papel da imprensa é incitar ao crime e promover o discurso de ódio?
A RBS pretende tomar alguma providência frente a esse episódio de incitação ao crime?
À parte as diferenças ideológicas entre o Partido dos Trabalhadores e a defendida pelos grandes grupos de comunicação, entendemos que não é no campo da violência que as disputas entre o campo político e o midiático, ou entre modelos políticos para o país, serão resolvidas.
*Paulo Pimenta, jornalista, deputado federal e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados
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PS do Viomundo: E cadê a coragem dos humoristas da Atlântida para fazerem piada com o fato de que a empresa para a qual trabalham está sendo investigada por pagar propina na Operação Zelotes?
PS2 do Viomundo: No mesmo programa, Pretinho Básico, um dos “humoristas” prega o uso de violência moral ou física para resolver problemas do cotidiano. Ele estimula “indignados” a agir e lê supostas cartas de ouvintes que adotaram a sua “filosofia”. Ver neste programa, a partir dos 41 minutos.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/paulo-pimenta-locutor-de-radio-da-rbs-suspeita-de-pagar-propina-para-se-livrar-de-multas-incitou-populacao-a-cuspir-em-lula-por-corrupcao.html

MP Tucano de SP intima Lula e D Marisa!

29.01.2016
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 Golpe sobe o tom! Agora é no cacete!
promotor
O tanque saiu às ruas!
Saiu no Estadão:

Cassio Conserino, promotor de justiça criminal em São Paulo, investiga tríplex 164 A, no Guarujá, que seria do ex-presidente; ex-presidente da OAS também foi intimado

O promotor de Justiça Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher Marisa Letícia e o empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ligado à OAS, para prestarem depoimento no dia 16 de fevereiro sobre o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. Segundo o promotor, o ex-presidente e Marisa vão depor como investigados.

Também foi intimado o engenheiro da OAS, Igor Pontes, engenheiro da OAS.

Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex 164 A, no Guarujá, que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.

Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperatriva habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS. A Polícia Federal e a Procuradoria da República suspeitam que a empreiteira pagou propinas a agentes públicos em troca de contratos fraudados na Petrobrás.

(...)
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/mp-tucano-de-sp-intima-lula-e-d-marisa

Gastar meio milhão nesta loja em um mês e meio? Será que a Folha consegue?

29.01.2016
Do blog TIJOLAÇO

depositodias
Vivemos no império do jornalismo de escândalos e da fofoca, onde qualquer um, por motivos sabe-se lá quais, pode dizer o que quiser, desde que seja sobra “a-empreiteira-ajudou-o-amigo-do-sócio-do-filho-do-Lula” e isso será publicado furiosamente como manchete.
Ontem – veja o post anterior – foi “sei que era da família do Lula porque o porteiro me disse que era e o rapaz do outro apartamento também comentou”. Hoje é a incrível história do “material de construção” do sítio que seria usado por Lula, manchete da Folha.
A ex-dona (ex, não é mais, portanto) de uma modesta loja de materiais de construção, a Depósito Dias, que você vê aí na foto, diz que vendeu R$ 500 mil em material para a reforma do sítio. Como os pagamentos eram entre “R$ 75 mil a 90 mil por semana, em dinheiro vivo”, supõe-se que as vendas se deram em cerca de um mês e meio.
Não sei se o leitor já teve a experiência de construir um casa, eu já (toc,toc, toc) tive.
É impossível gastar este valor em uma loja de materiais básicos de construção como esta, neste prazo.
Qualquer empreiteiro de casinhas de veraneio sabe disso.
Quando você vai fazer uma obra de porte, compra “caminhão fechado” de areia, pedra, terra de emboço, telha. Não compra no retalhista e o atacadista entrega aonde for, porque o frete que lhe custa entregar na loja já está no preço. Não é como numa reforma de cozinha ou banheiro, em que você compra areia em sacos plásticos, por não ter como descarregar e estocar.
Não só isso: comprar aos retalhos atrasa a obra, sobretudo quando você tem muita mão-de-obra empregada: imagina todos os pedreiros e ajudantes parados porque a “moça da loja”  não entregou os dois metros cúbicos de areia do concreto de hoje…
Aquilo em que você poderia gastar uma fortuna destas numa obra não parece ser nem de longe a especialidade do “Depósito Dias”: ferragens hidráulicas de luxo, cerâmicas de primeiríssima, pisos de madeira, granitos, vidros blindex, luminárias, boilers, etc. No caso de um sítio, acrescente cabeamento elétrico, postes, manilhamento de drenagem, cantaria (pedras) para muros de arrimo e madeirame de telhado (vigas, caibros, ripas)… Nada, de novo, no escopo do Depósito Dias, a não ser os cabos elétricos, e talvez, porque a isto se  compra aos rolos e ocupam pouquíssimo espaço, vão na mala do carro.
Mas a dona da loja pode mostrar o que e quanto vendeu? Não, porque admite que o fez “sem registro fiscal”, isto é, sem nota. E o que teve nota foi “para várias empresas, mas para mim todas elas eram Odebrecht”. Ah, bom…
Não precisa de nota, não vem ao caso.
Como também não veio ao caso, para o repórter e para o jornal indagar o que foi comprado para se chegar a este valor astronômico.
Será que uma obra de reforma, tocada por duas das maiores empreiteiras do Brasil – Odebrecht, para a Folha e OAS, para a Veja – não tem um mestre de obras que faça a relação do material e alguém com um telefone para orçar, comprar e mandar entregar? Bom, faltou um quilo de pregos 17 x 27, 10 metros de tábua de pinho para a forma de uma viga, 20 sacos de cimento para não parar enquanto chegam os 200 da entrega semanal, apanha lá no Depósito Dias. Fora daí, qualquer um sabe que não é assim, quando se tem dinheiro – e vivo – para pagar compras. Aliás, os tais envelopes pardos com dinheiro para pagar pessoal são a forma que se faz  em qualquer obra com pedreiros e ajudantes. Não é em cheque ou conta corrente porque a maioria nem tem isso. O amigo ou a amiga leitora já fez isso com qualquer profissional que faça um reparo ou uma obra em sua casa.
É evidente que isso não prova que a Odebrecht não pagou a obra, mas igualmente não prova que a pagou e, quando se acusa, é isso o que precisa ser feito: provar.
O ridículo, porém, é que a história não bate com a lógica.
Afinal, será que a Odebrecht chegou a ser uma das maiores construtoras do mundo, com filiais em dezenas de países, capaz de fazer estradas e barragens no meio de desertos e de selvas,  comprando do Depósito Dias e sem ter uma subempreiteirazinhacapaz de fazer quatro suítes e uma churrasqueira a seu pedido?
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/33866-2/