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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A merecida morte do troll João Pedrosa

20.01.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Fim de festa para Pedrosa
Fim de festa para Pedrosa

E assim morreu um troll. Pelas mãos de Chico Buarque.
Que ele não descanse em paz.
O troll – os disseminadores de ódio na internet – é o pseudojornalista João Pedrosa.
Curioso: a mesma Folha que se recusa a tratar Dilma por presidenta – uma palavra que reconhecidamente existe – chamou o tempo todo Pedrosa de jornalista, sem que se conheça um único texto relevante, ou irrelevante mesmo, que ele tenha escrito. Vistas suas trolagens, é um analfabeto funcional, incapaz de escrever uma frase sem erros patéticos. Jornalista não tem que ser Machado de Assis, mas muito menos é aceitável que desconheça concordância etc etc.
A arma empregada por Chico para liquidar o troll foi a mais eficiente: processo.
Finito.
Primeiro, Pedrosa foi exposto numa patifaria que ele imaginava que jamais lhe seria cobrada. Seu nome foi arremessado na lama. Como um pretenso homem educado pode ser tão baixo, tão vulgar, tão rasteiro para fazer coisas como invadir uma postagem familiar com insultos brutais?
Depois, ele terá aborrecimentos na vida prática. Vai ter que comparecer a tribunais, contratar advogado e outras chatices mais.
Seus crimes, efetivamente, não compensaram.
Chico fez um bem para si mesmo e para a sociedade. Outros trolls vão pensar muito antes de cometer delinquências como as de Pedrosa. Reputações serão preservadas. E outros agredidos seguirão o exemplo de Chico.
Chico mesmo aparentemente seguiu os passos de Lula, que depois de apanhar calado durante muito tempo decidiu recorrer à Justiça contra acusações que julga descabidas.
Ainda nesta semana, Chico anunciou que vai processar o playboy que o xingou na saída de um restaurante recentemente. Não pelo xingamento, mas por uma postagem no Facebook em que o playboy afirmou que Chico vivia dos nossos impostos, como se ele precisasse disso.
A foto que o troll sujou com suas palavras imundas
A foto que o troll sujou com suas palavras imundas
Nossos impostos, isto sim, foram usados via BNDES para financiar a transformação de uma fazenda obsoleta da família do acusador em usina de açúcar. Mas a plutocracia parece acreditar ela tem direito divino a meter a mão nos nossos impostos.
É assim que se combate o ódio assassino na internet. Com tolerância zero. Espera-se que em breve sites como o Revoltados Online sejam igualmente cobrados nos tribunais.
A permissividade alimenta os trolls. Pedrosa, soube-se, já não era novato em postagens criminosas. Ele já insultara antes o próprio Chico. E fizera ameaças ao jornalista Luís Caversan, a quem chamou de “traíra”, sabe-se lá por que.
Advogou até “terrorismo” para derrubar Dilma. É tamanha sua falta de noção que, numa entrevista à Veja SP, se declarou de “esquerda”. Disse, ainda, que não sabe como chegou a suas mãos a foto da família de Chico no Instagram que ele enodou com suas palavras sujas.
Acabou a festa para ele. E é presumível que para outros da mesma laia também.
Chico, com serviços monumentais prestados ao Brasil com sua arte sublime, é credor de mais este benefício para todos nós.
*****
Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-merecida-morte-do-troll-joao-pedrosa-por-paulo-nogueira/

Sérgio Moro vs Lenio Streck: quem ganhou o debate no IBCCRIM?

20.01.2016
Do blog JUSTIFICANDO, 31.01.16
Por Bartira Macedo de Miranda Santos**


Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
(Chico Buarque)
Gerou muita polêmica o convite ao juiz Sérgio Fernando Moro para fazer uma palestra no encerramento do 21º Seminário Internacional do IBCCRIM.
Os advogados reclamaram, alguns escritórios retiraram patrocínio, palestrantes declinaram dos convites.
O IBCCRIM assumiu, conscientemente, o risco da polêmica, inclusive como forma de firmar sua autonomia. Toda a diretoria estava firme e coesa nesta empreitada.
Depois que alguns grandes nomes das ciências penais recusaram-se a patrocinar e a dividir a mesa com Sérgio Moro, o convidado escolhido para o embate foi o grande Lenio Luiz Streck.
O espetáculo estava armado: LENIO versus MORO.
Sim, Lenio era o desafiante! E ele representava toda a advocacia, a academia, a cidadania e todos aqueles que lutam para que o Direito seja, de fato, um limitador do arbítrio.
Chegado o dia do grande confronto, muitos participantes ainda se angustiavam em dúvidas se iriam ou não fazer plateia para Moro. Chegou-se a falar numa debandada coletiva do auditório e até em vaias. Nada disso aconteceu.
Mesa composta, auditório lotado, todos atentos ao espetáculo. Presidindo a mesa, o sempre lúcido, coerente e prestigiado Alberto Silva Franco, fundador do IBCCRIM. Ao seu lado direito, o juiz Sérgio Moro e o professor Renato de Melo Jorge da Silveira. À esquerda, o secretário de mesa, André Adriano do Nascimento da Silva, e o grande Lenio Streck.
Alberto Silva Franco fez um discurso reafirmando a independência do IBCCRIM e conclamando para um debate de ideias, ao que foi aplaudido de pé. A ordem dos discursos que se seguiram já anunciava que não teríamos um combate aberto, pois eis que o desafiante foi chamado a falar primeiro. Acabava ali qualquer expectativa de ver uma luta ou confronto.
Lenio Streck tinha a plateia consigo. Arrancou dela aplausos e risadas. Lenio trabalha com hermenêutica e, portanto, está autorizado à crítica jurídica, passando por várias áreas do Direito em seu foco de estudos. Lenio é muito mais do que um penalista e sua crítica é capaz de desconstruir a forma como pensamos e tratamos o sistema jurídico penal. E foi o que fez, fazendo jus a toda a sua história de crítica ao decisionismo, ao ativismo, ao voluntarismo, ao solipismo etc. Lenio chamou a atenção da plateia com franqueza: “depois que aceitamos o princípio do livre convencimento e da livre apreciação das provas, vamos reclamar de quê?” A crítica seguiu, citou casos concretos, ilustrou histórias, fez um belo discurso, foi elegante com Moro, mas, ao fim e ao cabo, sobrou crítica até ao Alexandre Morais da Rosa (logo a ele!).
Em seguida, o sério e concentrado Sérgio Moro. O juiz da operação Lava Jato sabia que estava em terreno que lhe era hostil. Manteve-se sério e concentrado e, se esteve um pouco nervoso, não seria para menos. É sinal que sangue corre naquelas veias. Moro levantou-se e falou da tribuna. Queria que mais gente o visse e ouvisse. Leu trecho de um texto que ele traduziu do inglês e defendeu o instituto da delação premiada. Ah, sim! Era esse o tema! Com argumentos mais políticos do que jurídicos, defendeu o instituto da delação e disse que ele é bom para a Justiça. Aproveitou para cutucar Lenio, “esclarecendo” pormenores de um caso concreto citado e dizendo que, antes de citar um caso, é preciso conhecê-lo. Podemos não gostar nem concordar com nada do que disse Moro, mas ele foi lá e defendeu a Delação Premiada, na Casa em que melhor representa a resistência ao poder punitivo, o IBCCRIM.
Na sequência, falou o professor Renato de Melo, que abordou a delação premiada com muita parcimônia, tanta que parecia pedir desculpas por divergir do Moro, e, de fato, não entrou em confronto. O eminente professor da USP usou de todo o seu refinado senso acadêmico para, mesmo falando de deleção premiada, apresentar algumas reflexões sobre o tema de modo que, somente após assistir o vídeo do evento, será possível aferir se ele estava do lado de lá ou do lado de cá. Enfim, cumpriu tão bem seu papel de ser um mediador entre os dois plugilistas, foi tão equilibrado nisso, que não ultrapassou nem um centímetro o campo da neutralidade científica (se é que isso é possível).
Por fim, vieram as perguntas do público. A primeira delas foi feita pelo prof. Gustavo Badaró que, inteligentemente, perguntou a Moro se a mera delação (sem prova) é suficiente para embasar decreto de prisão preventiva (além da demonstração dos requisitos subjetivos). A resposta foi “não”. A delação precisa ser acompanhada de alguma prova.
Ao responder a outra pergunta, Lenio aproveitou para responder à retórica infundada do Moro e reafirmar que de fato, em relação ao caso citado, um TRF não pode decidir como válida uma prisão preventiva de 500 dias, pois esse excesso de prazo não é razoável. O Tribunal não pode dizer que 500 dias é um excesso razoável porque efetivamente um excesso de 500 dias não é razoável. O Direito não é o que os Tribunais dizem. Se não se decide por princípio, ficamos à mercê do arbítrio, pedindo o reconhecimento de direitos como se eles fossem um favor. Lenio lavou a alma dos juristas críticos, desconstruindo as bases das construções teóricas do Sérgio Moro.
No encerramento do evento, o presidente do IBCCRIM falou de sua preocupação sobre alguns elementos que ele retirou da fala de Moro: abate, inimigo, guerra. A fala simples e autêntica do presidente Andre Kehdi foi importante para tocar em alguns pontos que realmente são fundamentais para compreender a questão da polêmica que o nome do Moro envolve. Não se trata de mera divergência teórico-dogmática, senão da concepção de Estado e sua função, das diferenças fundamentais entre Estado Democrático de Direto e barbárie; Direito e arbítrio; ciência jurídica e decisionismo; direito e guerra. A questão é de respeito às regras do jogo processual penal constitucional e da existência mesma do Direito e sua configuração.
Certamente a diretoria do IBCCRIM fará seu balanço e sua análise sobre o convite a Moro. De um lado, se quis fomentar o debate, ele não aconteceu. Parece que desde o primeiro momento os advogados criminalistas se negaram ao confronto. O fato tem que ser muito bem analisado. Se o objetivo era fazer um confronto de ideias, era preciso, então, combinar com os convidados se eles aceitariam fazer o papel de galos de briga. Tal combinação não tinha que ser feita antes do anúncio de um convite tão polêmico? Se for para fazer um debate verdadeiro, então que se estruture o evento de modo a permitir que ele se realize. No caso, Sérgio Moro teria que falar primeiro, para, em seguida, ter suas ideias confrontadas por Lenio. Da forma como foi feito, Moro defendeu sozinho a delação premiada e ninguém pode confrontar a sua fala, apresentando as críticas específicas que a advocacia criminal tem em relação ao polêmico instituto.
O IBCCRIM não errou em simplesmente convidar Sérgio Moro, mas precisa explicar o sentido político desse convite. Ele representa hoje um conjunto de ideias e doutrinas sobre o direito penal e o processo, criticadas por grande parte dos associados do IBCCRIM, e está na contramão de tudo que o IBCCRIM diz defender. Podemos entender que esse conjunto de ideias e doutrinas constitui o nosso sistema penal, quer gostemos ou não, afinal a ciência funciona para o bem e para o mal. O IBCCRIM faz bem em escancarar o debate, mas não separar o joio do trigo, não ajuda a compreender o sistema punitivo. O primeiro passo da mudança é saber como as coisas estão. Precisamos ter clareza da realidade, saber onde estamos, para então decidirmos para onde vamos ou em que direção devemos lutar. Esperávamos do IBCCRIM lançar luz neste debate.
Portanto, devemos indagar: democracia e pluralidade de ideias quer dizer que tudo é válido? Qual é o sentido da independência do IBCCRIM? Em nome de sua autonomia, o IBCCRIM pode cortejar o Moro, enquanto o seu sistema de pensamento se alastra, sem resistência?  
Se a crítica não deve recair sobre o IBCCRIM por simplesmente convidar o Moro, a forma como ele passou imune a críticas, é preocupante.
Faltou no evento do IBCCRIM uma crítica teórica-jurídica-dogmática-processual-penal,  ética e criminológica contra a delação premiada. Com a Criminologia, seria possível mostrar o significado concreto das três palavras destacadas pelo Andre Kehndi: abate, inimigo, guerra.  Ninguém poderia fazer isso melhor do que os criminologistas.  Do ponto de vista jurídico, há muito tempo Lenio vem denunciando o decisionismo e a forma como as garantias processuais constitucionais vem sendo desrespeitadas nos procedimentos da Lava Jato. Porém, a estrutura do evento evitou um confronto direto, evitando que Sérgio Moro sofresse o devido constrangimento epistemológico, que ninguém melhor do que Lenio poderia fazê-lo.
E acho que podíamos ter poupado o Rosa, não é ele o inimigo. Muito pelo contrário. Sua teoria dos jogos não se propõe a explicar e resolver todos os problemas do processo penal, mas é uma perspectiva teórica válida e útil para pleitearmos o respeito às regras do jogo processual penal democrático. Alexandre Morais da Rosa coloca um problema que é real: há inúmeros fatores extrajurídicos que influenciam a decisão. Isso é fato. A indignação do Lenio, por sua vez,  é com a teoria da ciência jurídica: as decisões tem que ser jurídicas, isto é, baseadas no Direito vigente. Nesta conclusão, estamos todos de acordo; à exceção daqueles que entendem que as decisões judiciais se justificam por fins políticos: por serem “boas” para o Judiciário, a polícia, o Ministério Público ou à sociedade.
Enfim, o episódio do palestrante negro Carl Hart, com seu cabelo rastafári, abordado na porta do hotel que sedia o evento, parece que terá mais repercussão do que a indignação pela passagem do Moro pelo IBCCRIM. Mas a falta de constrangimentos ao juiz da Lava Jato continuará ecoando silenciosamente por muito tempo, enquanto não entendermos a crítica do Lenio. De fato, fomos colonizados nas Faculdades de Direito, somos pouco democráticos, nos recusamos a dialogar com quem pensa diferente de nós, desqualificamos as opiniões em contrário, aceitamos o decisionismo e o “julgo conforme minha consciência”, não encorpamos uma resistência firme à expansão do poder punitivo, queremos ficar numa ilha teórica, conversando somente com quem compartilha dos mesmos paradigmas e, como crianças, esperneamos quando um diferente é chamado a transitar por nossos redutos.
Enquanto não levarmos a sério o momento presente e ficarmos esperando que o Tio Lenio ou o Super Streck venham nos salvar da sanha punitivista, estamos perdidos, como perdidos ficam os cidadãos à frente de Moro.
E quando esse “estranho” passa incólume por nossos territórios, a situação é muito preocupante.
Preocupa a passagem do Moro pelo IBBCRIM. A ausência da crítica, a simbologia da quase ausência de confronto, a repercussão da velada aceitação das ideias que ele representa, tudo isso só engrossa o caldo do autoritarismo a que estamos submetidos. E se não encontramos fôlego no IBCCRIM, as coisas realmente vão muito mal.
Num momento em que os movimentos de direitos humanos estão defendendo a repressão e a severidade do sistema punitivo; e em que o sistema de justiça criminal viola a Constituição Federal para satisfazer a sociedade, esperava-se que o IBCCRIM assumisse o protagonismo para mostrar a saída das trevas.
Por fim, o dia em que o Sérgio Moro passou pelo IBCCRIM, a meu ver, não foi um dia em que ele sofreu um constrangimento epistêmico. Mas, foi o dia em que ele não sambou na cara dos advogados, com o apoio da plateia, por causa do Lenio.
**Bartira Macedo de Miranda Santos é professora de Direito Penal e Direito Processual Penal da Universidade Federal de Goiás, é Pós-doutoranda pela PUC-GO e bolsista Capes. Autora do livro Defesa social: uma visão crítica, 2015, pela Coleção Para Entender Direito.
*O texto original foi modificado pela própria autora.
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Fonte:http://justificando.com/2015/08/31/sergio-moro-vs-lenio-streck-quem-ganhou-o-debate-no-ibccrim/

Lava-Jato é a última esperança do golpe

20.01.2016
Do BLOG DO MIRO, 19.01.16
Por ALTAMIRO BORGES

http://pataxocartoons.blogspot.com.br/


Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

É realmente lamentável que uma investigação como a Lava Jato, que poderia se tornar um marco para o combate à corrupção no país, termine de maneira tão melancólica, tão associada a manipulações, transformando-se numa explícita conspiração midiático-judicial.

Ocorre exatamente a mesma coisa que aconteceu no julgamento do mensalão. Imprensa e ministério público unem-se numa conspirata criminosa para esconder provas, manipular processos e promover linchamentos públicos.



É um jogo sujo pesadíssimo.

O Ministério Público manipula as delações premiadas a seu bel prazer, e sai vazando apenas o que é conveniente naquele momento, para linchar o réu.

Paulo Roberto Costa, em sua delação, havia isentado expressamente Marcelo Odebrecht de qualquer esquema de propina. As palavras de Costa:

O interrogador pergunta sobre Marcelo Odebrecht e Costa é enfático:

- Uai, eu conhecia ele, tive algum contato com ele, mas nunca tratamos de nenhum assunto desses diretamente com ele — diz o ex-diretor.

O investigador então pergunta novamente se ele realmente não tinha tratado com ele e Paulo Roberto Costa diz:

- Eu conheço ele porque fui do conselho da Braskem que é uma empresa da Petrobras e da Odebrecht, ele era o presidente e eu o vice-presidente do conselho... então assim, eu conheço ele, mas nunca tratei de nenhum assunto desses (propina) com ele, nem põe o nome dele ai porque com ele não, ele não participava disso.

Entretanto, o que faz o Globo?

É muito interessante analisar a postura do jornal dos Marinho. Eles jamais permitem uma crítica ao Ministério Público, quando é do interesse do jornal que haja a condenação. E há interesse pela condenação de Marcelo Odebrecht, custe o que custar, para tentar forçá-lo a entrar no jogo sujo, a submeter-se à conspiração.

Quando o réu se verga à conspirata, ele é solto imediatamente.

Como dizia, o que faz a Globo?

A Globo ataca a defesa de Marcelo Odebrecht, como se a Globo fizesse parte do processo, como se fosse aliado (como é) da conspirata delicadamente costurada por alguns procuradores.

"Apesar de não constar no termo 35 da delação, a declaração do ex-diretor Paulo Roberto Costa isentando o empresário Marcelo Odebrecht consta na denúncia do MPF contra o empresário na Justiça. Diferente do que disse à GLOBO a defesa de Marcelo Odebrecht, as declarações de Costa não foram omitidas do conhecimento do juiz Sérgio Moro. Elas constam na página 33 da peça acusatória.

Muito interessante ver a Globo se debruçando sobre o processo, para tentar desmontar a defesa, tentando achar algum furo, alguma brecha, que possa prejudicá-la.

Na verdade, por um lado, é até um avanço. No julgamento do mensalão, apontávamos várias falhas do processo, como no caso de Henrique Pizzolato, mas a Globo simplesmente ignorava.

Com Marcelo Odebrecht, a Globo é obrigada a botar seus exércitos para trabalhar. Como se a Globo fosse efetivamente um membro do Ministério Público.

Acontece que a Globo manipula a informação, como sempre, tentando confundir o leitor.

O que a defesa da Odebrecht mostra é que o Ministério Público escondeu da defesa e da opinião pública o trecho em que Paulo Roberto Costa inocenta Marcelo.

Quer dizer, foi pior. O MP tem manipulado as próprias transcrições das delações. Os delatores falam uma coisa, e o MP transcreve apenas o que lhe é conveniente. Apenas quando teve acesso aos vídeos, após meses e meses de linchamento midiático e acusações, é que a defesa de Marcelo constatou que Paulo Roberto Costa o havia inocentado.

O vício do processo começa na própria inconstitucionalidade da delação premiada, mas não entremos no mérito dessa questão agora.

No julgamento do mensalão, fizeram a mesma coisa. Documentos essenciais para a defesa eram omitidos dos réus. Em alguns casos, Joaquim Barbosa, em conluio com a Procuradoria, escondeu documentos até mesmo de outros ministros do STF, para não arriscar que a denúncia não fosse aceita pelo plenário.

Na época, O Cafezinho publicou um post bombástico, intitulado O vídeo que pode derrubar Joaquim Barbosa, e que trazia um vídeo que, efetivamente, mostrava Joaquim Barbosa mentindo descaradamente para outros ministros do STF, defendendo o sigilo do inquérito 2474, alegando que este "não tinha relação com o mensalão", quando tinha tudo a ver, contendo documentos que podiam causar reviravolta em todo o processo, como o Laudo 2828, que inocenta Pizzolato e, portanto, tinha potencial de derrubar o elemento central de toda a acusação: o desvio do dinheiro do Visanet.

A manipulação aconteceu às barbas da sociedade, sob o bombardeio midiático sem paralelo na história dos julgamentos. Todo dia, uma novidade jurídica, um vazamento, impedindo que a opinião pública analisasse a situação com serenidade.

A mesma coisa acontece hoje. As acusações se sucedem diuturnamente. Não importam que sejam contraditadas no dia seguinte, que as informações se revelem falsas ou manipuladas. O que importa é gerar manchetes e produzir a atmosfera de linchamento.

O principal obstáculo é Marcelo Odebrecht, o único réu com força - pelo menos até o momento - para enfrentar o jogo sujo das conspirações, com dinheiro suficente para contratar advogados capazes de entender a politicagem podre por trás dos vazamentos seletivos e diários.

A sociedade também está mais vacinada.

A tal "atmosfera" mudou bastante, e muito em função da tentativa de golpe, que fez um bocado de gente acordar para o que estava acontecendo.

Isso prejudicou fatalmente a credibilidade da Lava Jato.

A mídia sabe disso, e não por outra razão faz campanhas periódicas para reabilitar a imagem da Lava Jato junto à opinião pública. Daí vemos manchetes dizendo que "Lava Jato recupera tantos bilhões", uma mentira deslavada, porque a consequência direta da Lava Jato tem sido o desmantelamento de toda uma cadeia produtiva, destruição de milhares de postos de trabalho e o prejuízo de centenas de bilhões de dólares para a economia brasileira.

Os ataques ao ministro Jaques Wagner também se revelaram um tiro no pé da conspiração, porque eles não souberam disfarçar. Dias depois do ministro dar entrevistas e se habilitar como porta-voz do governo, aparecem vazamentos tentanto atingi-lo.

O próprio frenesi dos vazamentos começaram a seguir a agenda política nacional de uma maneira óbvia demais. Basta o governo iniciar uma agenda minimamente positiva, tentando buscar a estabilidade, que a histeria vazadeira volta a agir.

A mídia ficou pendurada no sensacionalismo dos escândalos, só que a opinião pública desenvolve tolerância. Os escândalos precisam ser cada dia mais bombásticos, mais escandalosos. As manchetes tem de ser cada vez mais terríveis, tudo isso competindo com um noticiário econômico apocalíptico.

Tudo isso cansa!

Daí que as vendas de revistas desabaram. Ninguém aguenta mais.

É difícil analisar o impacto dessas conspirações na economia, mas é óbvio que esse terrorismo midiático, mesclado a um jogo sujo judicial de proporções gigantescas, capaz de paralisar e quase destruir algumas das maiores empresas do mundo no setor de engenharia, conseguiu provocar um dano considerável ao país.

A campanha virulenta de setores do Estado contra os acordos de leniência desmascara a sua intenção golpista. Um procurador do TCU falando que é preciso destruir as empresas sujas para deixar o mercado limpo mostra o seu grau de loucura autodestrutiva.

Quais são as empresas "limpas"?

Evidentemente, é um raciocínio absolutamente nazista, de fazer Savonarola, o temível profeta do caos do renascimento italiano, parecer um dócil fransciscano.

Não sobraria um banco, uma rede de tv, uma indústria, uma empreiteira, um botequim, em funcionamento.

O Estado jamais pode ter essa arrogância de higienizar a sociedade. A corrupção tem de ser combatida com inteligência, rigor e moderação, sem permitir que esse combate degenere em conspiratas, em intrigas, em politicagem.

Os autores da Lava Jato declararam que a operação durará mais três anos. Interessante que essa declaração se dê exatamente agora, quando as esperanças de golpe começam a evaporar, inclusive do golpe hondurenho, via anulação das eleições de 2014.

Que surpresa! Isso está claro! A Lava Jato vai durar exatamente até outubro de 2018.

A bajulação dos meios de comunicação à gestão Macri, na Argentina, mostra bem qual é a sua intenção. Assim que um novo presidente, mais alinhado ideologicamente aos barões da mídia e aos donos do capital, assumir o poder, todas as grandes investigações serão engavetadas.

Não foram isso que fizeram com a Zelotes? Não transformaram a Zelotes, antes uma operação de grande envergadura, que investigava sonegadores bilionários, numa perseguição provinciana ao filho de Lula?

Os corruptos sonham com a paz, com o tempo em que as grandes negociatas se davam com beneplácito dos meios de comunicação, cujos proprietários participavam ativamente delas.

Com o tempo das privatizações escandalosas e das emendas de reeleição compradas...

Bons tempos...

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/01/lava-jato-e-ultima-esperanca-do-golpe.html

Lição da guerra contra o aedes egypt

20.01.2016
Do portal BRASIL247, 13.01.16
Por Paulo Moreira Leite

: A leitura do primeiro volume do Diário da Presidência, de Fernando Henrique Cardoso, contém lembranças reveladoras sobre a tragédia atual de nossa saúde pública, que em 2016 pode se transformar na mais grave de nossa história -- as doenças transmitidas pelo aedes egypt, muito mais preocupantes e ameaçadoras do que a mais conhecida delas, a dengue. 

Pelo Diário, descobre-se que em 1996, há exatamente 20 anos, já se falava sobre a importância de dar combate ao aedes egypt. Recordando um jantar em companhia do ministro da Saúde Adib Jatene, Fernando Henrique conta que a pauta da conversa envolveu a necessidade de se organizar "um forte combate ao mosquito da dengue. Pareceu-me uma coisa de vulto e que tem um sentido social, porque é saneamento."

No mesmo parágrafo, Fernando Henrique recorda que compareceu a um encontro de jovens filiados ao PPB, o partido de Paulo Maluf que integrava a base aliada de seu governo. Ali, dedicou-se a "falar dessa campanha da dengue. Já comecei a fazer propaganda, como é do meu estilo, mostrar com clareza as coisas do país."

O tudo e o nada pode ser visto nas décadas seguintes, quando FHC terminou o primeiro e o segundo mandato, depois foi substituído por Luiz Inácio Lula da Silva e, este, por Dilma Rousseff. O que se vê por estes dias ajuda a "mostrar com clareza as coisas do país."

Em 30 anos, o aedes egypt cresceu e se multiplicou várias vezes sem ser combatido de forma efetiva. Tornou-se um elemento constante da paisagem urbana brasileira, tão previsível que já não chamava a atenção das autoridades nem dos jornalistas. Até que, em anos recentes, comprovou-se que o aedes egypt é capaz de transmitir doenças como a febre chicungunya, que pode durar meses e provocar dores insuportáveis nas articulações. Também está associado à transmissão da síndrome Guillan-Barré, que provoca paralisias graves, inclusive do sistema respiratório.

Embora faltem dados conclusivos, a maioria dos pesquisadores envolvidos com uma epidemia de microcefalia em recém-nascidos -- mais de 3000 casos registrados no Brasil, coisa nunca vista em qualquer lugar do mundo, em qualquer época -- tem poucas dúvidas de que é possível associar o mosquito a uma doença que pode causar sequelas incuráveis em suas pequenas vítimas.

Entrevistado ontem à noite no programa Espaço Público, da TV Brasil, que em breve estará disponível no youtube, o professor Marcos Boulos, um dos principais infectologistas do país, fez diversas observações relevantes. A entrevista é uma aula ministrada com a clareza de quem domina o assunto e não tem dificuldade de expor dúvidas e perplexidades.

Também há lugar para certezas. A principal neste caso é a seguinte. Para o professor, as epidemias só costumam ser enfrentadas e vencidas quando "há um interesse econômico."

Dedicado a moléstias tropicais e doenças infecciosas desde 1972, quando se diplomou, Boulos fez uma longa carreira acadêmica na Universidade de São Paulo e hoje coordena, na Secretaria de Saúde do Estado, os esforços para combater o aedes egypt e as doenças associadas.  Seu argumento lembra velhas teses deterministas do século XIX . Podem parecer simplórias na visão de determinados observadores. Mas no caso brasileiro, a visão faz muito sentido e se demonstra pela experiência histórica.

Boulos recordou no programa  que o país só erradicou a febre amarela -- transmitida pelo mesmo aedes egypt -- porque a doença chegou ao Rio de Janeiro, colocando em risco a sobrevivência de uma sociedade que dependia do plantio, compra e venda de café, em torno do qual se construía a maior fatia da riqueza do país e se organizavam as grandes fortunas. Naquele início do século XX, a doença saíra dos bairros pobres, das senzalas, dos cortiços e ambientes sem qualquer amparo, para chegar ao mundo dos ricos. Era economia e também sociologia, na verdade.

Numa demonstração do caráter radical atingido pela campanha de Oswaldo Cruz -- e que refletia a necessidade da dar uma resposta a altura da situação -- as autoridades não só combatiam o mosquito, mas invadiam casas e vacinavam cidadãos à força, gerando a célebre Revolta da Vacina, recorda o professor. O cuidado se compreende. 

Nas grandes epidemias, ninguém está inteiramente a salvo, mesmo aqueles que, em tempos normais, têm direito a uma proteção mais segura e a um atendimento rápido e em geral eficaz, nos raros casos em que isso se faz necessário.  Com a sabedoria que o longo convívio com moléstias  graves ajuda a consolidar, Marcos Boulos deixou claro que a morte de uma filha, vítima de febre amarela, deu motivos até pessoais para Rodrigues Alves, presidente da República, a empenhar-se a fundo na guerra contra a doença.

Se esta visão está correta, pode-se imaginar -- esta parte da análise é minha -- que a anunciada mobilização contra o Aedes Egypt de vários escalões do Estado brasileiro, do governo federal às prefeituras, passando também pelos governos estaduais,  ocorre com um atraso de anos, talvez décadas, mas tem boas chances de produzir bons resultados até o final de 2016.

Isso porque pela primeira vez o mosquito chegou a São Paulo, Estado que pode ser definido como o Rio de Janeiro do século XXI. Concentra o verdadeiro poder econômico -- e grande parte do poder político real. É a maior economia, o centro financeiro e tecnológico, o principal mercado de tudo.

Em 2016 São Paulo também concentra mais da metade dos casos de dengue, que cresceram 160% entre 2014 e 2015. O número relativo de vítimas fatais é ainda maior, desproporcional: 70%. Embora ainda não tenha sido registrado  um número significativo de casos de febre chicungunya nem de microcefalia, mais comuns em outras regiões, é razoável imaginar que cedo ou tarde  eles irão ocorrer, num mundo de viagens intensas e frequentes.

Desde dezembro de 2007, quando o PSDB e o DEM recusaram quatro votos que poderiam permitir um reforço de até R$ 36 bilhões para a Saúde através da CPMF -- criada pelo mesmo Adib Jatene do jantar de 1996 com Fernando Henrique -- a elite de São Paulo se mostrou a principal peça de resistência a iniciativas dessa natureza.

Costuma promover campanhas permanentes contra  toda proposta capaz de representar um reforço a medidas destinadas a proteger o bem-estar da população, a começar pelo projeto de restabelecer a própria CPMF. Outro cuidado é impedir uma reforma tributária que eleve a contribuição dos mais ricos e poupe a classe média. Através de publicidade nos jornais, tenta-se estigmatizar parlamentares que lutam por propostas progressivas.

É como se o Estado mais rico pudesse ser autossuficiente e isolar-se em si mesmo.

O quadro atual mostra uma situação com problemas agravados, mais difíceis de serem enfrentados em função de decisões erradas e, quando certas, tomadas com atraso. Desfalcada de verbas,  a saúde pública não oferece sequer o "interesse econômico" capaz de motivar investimentos na proteção da população. Sem um "mercado consumidor", como produzir pelo menos repelentes eficazes, urgentes, em quantidade necessária?

O aedes egypt e toda as tragédias que ele produz mostra a ilusão dessa visão. Cabe lamentar a dor e sofrimento que essa situação provoca, com perdas irreparáveis. Mas é possível  reconhecer que ela pode trazer um aprendizado útil a todos.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/213091/Li%C3%A7%C3%A3o-da-guerra-contra-o-aedes-egypt.htm

Pegaram o FHC com a mão na Petrobrax

20.01.2016
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim 

Teve que sair da Vara do Não Vem ao Caso...
moro
Saiu, discretamente, sem título, sem subtítulo, quase não se percebe: 


Juiz substituto da 3ª Vara Federal do Rio, Vitor Barbosa Valpuesta, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal sobre a generalizada roubalheira na Petrobras, durante o Governo do Príncipe da Privataria.

Todo mundo sabia disso: o Barusco, o Cerveró, o Paulo Roberto Costa, o Delcidio.

Era uma farra, só comparável à Privataria, a maior roubalheira da Historia do Brasil, na serena consideração do Mino Carta, que, na Carta Capital, divulgou os grampos do "isso vai dar m..."com o José Carlos Mendonça e o André Haras Resende.

Como diz o Conversa Afiada, foi o momento "Péricles de Atenas" dos oito plúmbeos anos do FHC.

Mas, como o Dr Moro de Guantánamo, imortalizado na Carta dos Advogados, como a Rede Globo, tem cobertura nacional, a roubalheira tucana não aflorava.

Chegava a Curitiba e sumia.

Na Vara do Moro, tucano corrupto só morto!

Com a corajosa decisão do Ministro Teori - que quase não tomava posse, porque o Ataulpho Merval de Paiva não queria - , a Lava Jato saiu debaixo do controle exclusivo do "sistema Moro": PF do , a sede da sedição, o MPF dos quem o wi-fi de Deus, e os vazos no PiG.

No Rio, o Fernando Henrique corre o risco de ter o destino da gloriosa P-36, máximo símbolo de seu Governo (sic)!

Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/pegaram-o-fhc-com-a-mao-na-petrobrax

Exclusivo: entrevistamos no Acre o ‘Senhor X’ da reeleição de FHC

20.01.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 19.01.16
Narciso Mendes, o Senhor X: a imprensa não o procurou
Narciso Mendes, o Senhor X: a imprensa não o procurou
Por Joaquim de Carvalho, do Acre
Em maio de 1997, a Folha de S. Paulo publicou trechos de gravações em que dois deputados confessavam ter vendido o voto para aprovar a emenda à Constituição que permitiu a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso.
A autoria das gravações era atribuída ao Senhor X, e a identidade dele permaneceu sigilosa até que o jornalista e escritor Palmério Dória revelou, no livro O Príncipe da Privataria, que se tratava de Narciso Mendes, empresário e político do Acre.
Mesmo com essa revelação, Narciso continuou tocando sua vida em Rio Branco sem ser procurado pela imprensa. É dono do jornal O Rio Branco e de uma afiliada do SBT, entre outras empresas. “Nunca interessou ao sistema que eu fosse ouvido. Nem naquela época, nem agora”, disse o empresário em uma das duas rodadas de entrevistas que já realizamos para nossa série sobre a reeleição de FHC, que será financiada por nossos leitores.
(Aqui, o link para os interessados em contribuir.)
Narciso é um homem magro, que se veste de maneira simples e fuma escondido da esposa, a ex-deputada federal Célia Mendes, preocupada com o infarte que ele sofreu no ano passado. Sobre sua mesa, livros que tratam de política, assunto a que se dedica na teoria, como estudioso da obra de Maquiavel, e na prática.
Somando seus dois mandados – um deles como Constituinte –, e os dois de Célia Mendes, passou dezesseis anos no Congresso Nacional. “Aquilo é um balcão de negócios. Houve compra de votos naquela época e continua havendo hoje. Só uma reforma política para valer impediria que isso ocorresse. Mas ninguém quer reforma política, porque os que estão no jogo ganham com esse sistema”, afirmou.
O que mudou? “Antes o rei era mais protegido”, afirmou. Não fosse protegido, diz ele, teria sido chamado para depor em alguma investigação sobre a compra de votos da reeleição.
Investigação até houve, como a realizada por uma comissão especial da Câmara, “mas não era para valer”. “Todos sabiam quem estava por trás Senhor X, aquilo era um segredo de Polichinelo. Eu nunca neguei. Mas acho que pensaram: deixa o Narciso para lá, quem sabe não temiam o que eu pudesse falar: centenas venderam o voto, não foi só o pessoal do Norte como, preconceituosa e espertamente, o Fernando Henrique Cardoso disse”.
Durante uma das entrevistas, entrou na sala um jovem senador, Gladson Cameli, que havia dado entrevista para o SBT. Gladson combinou um café com Narciso e, depois que ele saiu, Narciso comentou: “O Fernando Henrique disse que até pode ter havido compra de votos, mas, se isso ocorreu, é porque a reeleição interessava aos governadores do Norte. O tio desse senador era na época o governador do Acre (Orleir Cameli, que intermediou a compra do voto de deputados do Estado), mas ele não se candidatou à reeleição. Então, por que fez? Tinha um acordo para entregar ao Fernando Henrique os votos de que ele precisava”.
(Este é um aperitivo para a série de reportagens de Joaquim sobre a emenda da reeleição de FHC.)
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-entrevistamos-no-acre-o-senhor-x-da-reeleicao-de-fhc-por-joaquim-de-carvalho/