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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Economia Solidária

19.01.2016
Do portal do MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, 26.08.15

A Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Enquanto na economia convencional existe a separação entre os donos do negócio e os empregados, na economia solidária os próprios trabalhadores também são donos. São eles quem tomam as decisões de como tocar o negócio, dividir o trabalho e repartir os resultados.
Feira de Economia Solidária
São milhares de iniciativas econômicas, no campo e na cidade, em que os trabalhadores estão organizados coletivamente: associações e grupos de produtores; cooperativas de agricultura familiar; cooperativas de coleta e reciclagem; empresas recuperadas assumidas pelos trabalhadores; redes de produção, comercialização e consumo; bancos comunitários; cooperativas de crédito; clubes de trocas; entre outras.
Alguns princípios são muito importantes para a economia solidária. São eles:
  1. Cooperação: ao invés de competir, todos devem trabalhar de forma colaborativa, buscando os interesses e objetivos em comum, a união dos esforços e capacidades, a propriedade coletiva e a partilha dos resultados;
  2. Autogestão: as decisões nos empreendimentos são tomadas de forma coletiva, privilegiando as contribuições do grupo ao invés de ficarem concentradas em um indivíduo. Todos devem ter voz e voto. Os apoios externos não devem substituir nem impedir o papel dos verdadeiros sujeitos da ação, aqueles que formam os empreendimentos;
  3. Ação Econômica: sem abrir mão dos outros princípios, a economia solidária é formada por iniciativas com motivação econômica, como a produção, a comercialização, a prestação de serviços, as trocas, o crédito e o consumo;
  4. Solidariedade: a preocupação com o outro está presente de várias formas na economia solidária, como na distribuição justa dos resultados alcançados, na preocupação com o bem-estar de todos os envolvidos, nas relações com a comunidade, na atuação em movimentos sociais e populares, na busca de um meio ambiente saudável e de um desenvolvimento sustentável.
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Fonte:http://www.mte.gov.br/index.php/trabalhador-economia-solidaria

Sexo não é problema. Lascívia, sim

19.01.2016
Do portal ULTIMATO ON LINE

Quem é assinante da revista Ultimato já pode ler todo o conteúdo da edição de janeiro/fevereiro no Portal. Basta acessar a página “edição atual” e navegar pelas seções e colunas da revista que, neste número, aborda um problema antigo e sério: a imoralidade sexual.

A Bíblia não esconde a questão. Desde Gênesis, não faltaram pessoas com dificuldades no controle de seus ímpetos sexuais. Alguns casos são absurdos, como o estupro de Diná.

Mas também há exemplos positivos, como o de José do Egito. Infelizmente, prega-se mais sobre o fracasso de Davi com Bate-Seba do que sobre a vitória de José diante da mulher de Potifar.

A imoralidade sexual também é um tema abordado por Paulo. Ele é direto quando aconselha os irmãos de Tessalônica: “abstenham-se da imoralidade sexual” (1 Ts 4.3).

E como disse Joshua Harris, “sexo não é problema (lascívia, sim)”, vale a pena separar as duas coisas.

Esta edição também traz artigos sobre temas atuais, como terrorismo. Além disso, você lê uma reportagem sobre a vida de travestis que se prostituem em Belo Horizonte (MG).

Tudo disponível a poucos cliques. Confira!

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Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/sexo-nao-e-problema-lascivia-sim

Oriente Médio: Arábia Saudita: como inventar uma guerra

19.01.2016
Do portal da Revista CartaCapital, 18.01.16
Por  Antonio Luiz M. C. Costa

A família real saudita corre o risco de mostrar ao mundo que seu país e não o Irã é a maior fonte de instabilidade na região 

Salman
O rei Salman luta para sabotar uma paz que o ameaça (AFP)
Como começou? Oficialmente, com a decapitação de 47 supostos terroristas pela Arábia Saudita no primeiro dia de 2016.
A maioria deles era de sunitas (inclusive um egípcio e um chadiano) acusados de participar de atentados da Al-Qaeda na década passada, mas quatro eram sauditas xiitas que participaram dos protestos de 2011 e 2012 e um deles o xeque Nimr al-Nimr, o mais popular líder religioso dessa comunidade no país.
Muitos jornais, inclusive o Guardian, erroneamente descreveram Al-Nimr como iraniano, mas ele nasceu e fez carreira religiosa em Al-Awamia, cidade saudita da Província Oriental, onde os xiitas são maioria. Estudou religião no Irã e na Síria e foi discípulo dos Grandes Aiatolás iraquianos Al-Shirazi e Al-Modarresi.
Crítico constante das monarquias de seu país e do Bahrein (onde a maioria xiita é governada por uma elite sunita respaldada pelos sauditas), em 2008, conforme vazamento do WikiLeaks, procurou diplomatas estadunidenses em Riad para convencê-los de que não era um agente iraniano e considerava o imperialismo dos EUA mais benigno do que o europeu e um aliado potencial dos xiitas, que considerava mais inclinados à justiça e liberdade.
Em 2009 chegou a defender a secessão da região xiita (onde está a maior parte do petróleo saudita) se os direitos de seu povo continuassem desrespeitados. 
Quando vieram os protestos da Primavera Árabe, Al-Nimr apoiou os jovens manifestantes reprimidos a tiros pela polícia, e em julho de 2012 foi preso.
Al-Nimr
 A condenação e execução de Al-Nimr foram injustas, afirma a Anistia Internacional (SPA/AFP)
O governo saudita alega que seu grupo resistiu à prisão e disparou contra os policiais (o xeque recebeu um tiro na perna), mas as principais acusações pelas quais foi condenado à morte, documentadas por sermões e entrevistas, foram “desobediência ao governante”, “incitação à luta sectária” e “encorajamento, condução e participação de manifestações”.
Segundo a Anistia Internacional, as declarações enquadram-se nos limites da liberdade de expressão e em nenhuma delas havia incitação à violência. Depois de um julgamento declarado injusto pela organização, foi condenado à morte em outubro de 2014.
Desde então, comunidades xiitas de todo o mundo, não só no Oriente Médio, mas também na Nigéria, Afeganistão, Paquistão e Europa fizeram frequentes protestos contra a condenação, que foram ignorados. Alguns sunitas os apoiaram, inclusive a Frente Popular de Libertação da Palestina e a organização do clero sunita iraniano.
A execução, como era de se esperar, provocou mais protestos e no Irã uma multidão furiosa atacou a embaixada saudita com coquetéis Molotov e outra tentou o mesmo no consulado em Meshed, no nordeste do país, onde foi contida pela polícia.
Esses excessos, condenados pelo general Mohsen Kazemeini, comandante da Guarda Revolucionária em Teerã e representante da linha-dura, serviram de pretexto para o rompimento de relações diplomáticas pela Arábia Saudita e pelo Bahrein, cujo rei se sustenta nos tanques sauditas.
Os voos e laços comerciais com o Irã foram suspensos e os súditos proibidos de visitá-lo, embora o chanceler saudita tenha esclarecido que os iranianos ainda poderão peregrinar a Meca. União dos Emirados Árabes, Sudão, Kuwait, Catar e Jordânia retiraram seus embaixadores de Teerã em solidariedade a Riad, sem chegar ao rompimento definitivo. 
ISIS
Sem exagerar muito, Khamenei publicou uma charge para mostrar que a diferença entre EI e sauditas é quase só de estilo (Reprodução
Os governantes iranianos, mesmo se lamentaram o ataque à embaixada e prometeram punir os responsáveis, criticaram ferozmente o regime saudita pelas execuções. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, advertiu a monarquia saudita para o castigo divino que haveria de apagá-la das páginas da história, em termos semelhantes aos outrora usados pelo ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad contra Israel.
Não só isso, como publicou em seu site uma charge na qual expõe a semelhança entre oEstado Islâmico ou “ISIS negro” e a Arábia Saudita ou “ISIS branco”, comparação popularizada em novembro pelo escritor e jornalista argelino Kamel Daoud com um artigo de opinião no New York Times.
Com efeito, um e outro impõem o mesmo fundamentalismo sunita e decapitam infiéis e inimigos, embora um seja oficialmente um inimigo do Ocidente e o outro, seu aliado. O presidente Hassan Rohani, um moderado, acusou o regime saudita de criar uma crise diplomática para encobrir seus crimes.
Vale ressalvar que, embora proporcionalmente à população a diferença não seja tão grande, o Irã é notório por aplicar a pena de morte com frequência ainda maior. Quase sempre por crimes comuns, mas também a alguns sunitas acusados de terrorismo.
Ao menos em tese, nunca por protestos não violentos (oposicionistas afirmam que acusações de outros crimes são forjadas como pretexto) e nenhum caso é de perfil tão alto quanto o xeque Al-Nimr.
As chancelarias da Rússia, China, Canadá, União Europeia, Alemanha e França criticaram as execuções, mas EUA, Reino Unido e Espanha, que não pensaram duas vezes antes de denunciar a Venezuela pela prisão de dois oposicionistas, calaram-se sobre as decapitações em massa sauditas e um ex-embaixador britânico em Riad chegou a declarar ao Guardian que “algumas delas foram compreensíveis”.
O governo do rei Salman, obviamente, sabia não ser essa uma mera questão interna, e sim uma provocação ao Irã e a seus aliados, à qual provavelmente acrescentará outras. Por exemplo, a execução já prevista de Ali al-Nimr, sobrinho do xeque, que tinha  17 anos ao  “encorajar protestos pela democracia usando um BlackBerry”, nos termos da sentença. Por quê? 
Rohani
A meta do presidente Rohani é tirar seu país do isolamento (Atta Kenare/AFP)

Para os sauditas e seus aliados, principalmente os pequenos reinos e emirados do Golfo Pérsico, mas também países dependentes de seus petrodólares como o Egito e o Sudão, o Irã é uma ameaça existencial. Não por ser uma ameaça militar, nem por uma suposta hostilidade milenar entre sunitas e xiitas, mas por seu relativo sucesso como República Islâmica.
As diferenças culturais e religiosas não permitiriam um transplante direto do sistema iraniano, mas o risco de a ideia de varrer os privilégios das corruptas famílias reais e seus agregados com uma república islâmica de caráter nacional e popular pode atravessar o Golfo é reconhecido desde a revolução de 1979 e foi reavivado pela Primavera Árabe.
Pelo menos desde a invasão anglo-americana do Iraque, em 2003, tanto a Arábia Saudita quanto seu criptoaliado Israel esperavam ver o Irã ser alvo de uma invasão para “mudança de regime” ou de um bombardeio capaz de “apagá-lo da história” de maneira não simbólica, mas concreta, ao menos como nação emergente capaz de manter uma indústria razoável, Forças Armadas respeitáveis e um programa nuclear e aeroespacial sério.
Em 2010, Benjamin Netanyahu chegou mesmo a ordenar um ataque, não efetuado porque o Mossad e as Forças Armadas se recusaram a executar seus planos sem respaldo de Washington.
Entretanto, com a eleição de um governo mais moderado no Irã e a irrupção do Estado Islâmico, que fez o fanatismo sunita de raízes sauditas fugir do controle, os EUA acabaram por se reaproximar do Irã.
Este negociou um acordo nuclear com as potências ocidentais, as sanções que lhe foram impostas estão a caminho da suspensão e a Rússia prestes a lhe fornecer mísseis antiaéreos de última geração. Mais que isso, EUA e Europa começam a reconhecer Teerã como um interlocutor indispensável para controlar os conflitos do Oriente Médio.
Jumbo-Bin-Talal
O Jumbo particular do príncipe Bin Talal, exemplo do luxo da elite saudita (Waseem Obaidi/Bloomberg/Getty Images)
Para os sauditas, é péssimo, ainda mais após a intervenção russa na guerra civil síria reverter a expectativa de uma vitória iminente sobre Bashar al-Assad e a intervenção saudita contra a insurreição xiita no Iêmen resultar em uma guerra civil prolongada e dispendiosa.
Talvez ainda mais decisiva seja a previsão de alguns analistas de que o retorno pleno do Irã ao mercado de petróleo ocidental pode baixar para 10 dólares por barril o preço do petróleo hoje em 35 dólares. Patamar historicamente já baixo por iniciativa de Riad, que deflagrou uma guerra de preços para tirar produtores de alto custo do mercado, aumentar sua fatia e prejudicar seus rivais russos.
Assim como seu apoio ao fundamentalismo é uma estratégia que está saindo de seu controle e pode se mostrar autodestrutiva. Concorrentes como Rússia e Irã, com economias mais diversificadas, podem se adaptar melhor no longo prazo.
Com as execuções, além de intimidar potenciais manifestantes e dissidentes no reino, os sauditas esperam atiçar o caos, sabotar a reaproximação e, se possível, provocar o Irã a retaliações diretas que obriguem as potências ocidentais a atacá-lo, contando com o guarda-chuva nuclear de Washington para protegê-los das piores consequências. Pode ser sua última chance de recuperar o controle da situação.
Petróleo
 A queda das cotações põe em risco a ostentação dos sauditas ricos, a paciência do povo e a estabilidade (Marwan Naamani/AFP)
As Forças Armadas sauditas, reforçadas por anos de petróleo caro e pela ansiedade das potências ocidentais por vender armas, estão no auge, mas podem entrar em declínio à medida que essas condições se revertem. O mesmo se pode dizer de sua influência financeira sobre outros países árabes e talvez até de sua estabilidade interna.
Enquanto na maior parte do mundo o petróleo barato permitiu baixar os preços dos combustíveis, na Arábia obrigou o governo a aumentá-los 50% em janeiro. Se isso se prolongar, empregos públicos, hospitais gratuitos, água e eletricidade subsidiadas, empréstimos sem juros, altos salários no setor público e inexistência de impostos estarão em risco, assim como a lealdade dos súditos.
Cinco anos de petróleo a menos de 50 dólares por barril (sem falar em guerras) podem esgotar as reservas do reino, e se este cobrar impostos, o povo pode se sentir no direito de exigir participação política e rebelar-se. Como a Venezuela, a Arábia Saudita pode ver sua estabilidade e influência internacional se derreterem. 
Iranianas-e-sauditas
As iranianas têm do que se queixar, mas vivem com mias liberdade e direitos que as sauditas (Jochen Eckel/AFP e Fayez Nureldine/AFP)
Enquanto isso, os sauditas se arriscam a esgotar a paciência dos EUA e da União Europeia. Há sinais de desgaste na relação, assim como também acontece com Israel. O reino ainda goza de um tratamento privilegiado, mas as denúncias do fundamentalismo e do autoritarismo sauditas aparecem com mais frequência.
Ainda que de forma reservada, Washington está insatisfeita com a falta de cooperação dos sauditas (e israelenses) com suas tentativas de estabilizar o Oriente Médio, inclusive no caso das execuções. Ao contrário do que Riad provavelmente esperava, o escarcéu pela depredação da embaixada saudita ficou por sua conta e dos seus satélites.
EUA e Europa trataram o caso como incidente menor e não o usaram (e nem os testes de mísseis iranianos) como pretexto para suspender ou cancelar o acordo nuclear. A Turquia ficou neutra e a Rússia viu no caso uma oportunidade para oferecer mediação e aumentar sua projeção no Oriente Médio.
O reino saudita se pôs numa situação insustentável, em que sua estabilidade interna depende do pandemônio externo. Por bem ou por mal, o mundo está assumindo o compromisso de reduzir sua dependência do petróleo para conter o aquecimento global, necessidade que se mostrará cada vez mais gritante a cada ano de catástrofes climáticas. A monarquia pode vir a descobrir que não é tão indispensável quanto pensa.
*Reportagem publicada originalmente na edição 883 de CartaCapital, com o título "Como inventar uma guerra"
Leia também
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/revista/883/arabia-saudita-como-inventar-uma-guerra

MPF omitiu delação que afasta envolvimento de Odebrecht na Lava Jato

19.01.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Conjur:

Ao transcrever a delação de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, na operação “lava jato”, o Ministério Público Federal deixou de fora trecho no qual ele diz que Marcelo Odebrecht nunca esteve relacionado à corrupção investigada na Petrobras. “Nunca tratamos de nenhum assunto desses diretamente com ele” e “ele não participava disso”, diz Costa, quando questionado sobre Odebrecht.
O depoimento está no termo 35 e foi colhido pela força-tarefa da “lava jato” em 3 de setembro de 2014, bem antes da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht, que aconteceu em junho de 2015. O juiz Sergio Fernando Moro, responsável pela operação na 13ª Vara de Curitiba, avaliou na ocasião que, “de toda a análise probatória”, seria possível concluir pelo envolvimento de Marcelo e outros dirigentes da Odebrecht.
O advogado do ex-presidente da holding Odebrecht, Nabor Bulhões, acusa o Ministério Público de manipular provas. Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, afirma que Moro poderia ter tomado decisão diferente se tivesse sido informado de forma correta.
“Se a declaração completa estivesse nos autos, obviamente teria inibido o juiz a determinar a realização de buscas e apreensões e a prisão de uma pessoa que foi inocentada por aquele que é apontado como coordenador das condutas criminosas no âmbito da Petrobras.”
Bulhões protocolou nesta segunda-feira (18/1) pedido para ter acesso a todos os vídeos das delações premiadas — que não foram anexados aos autos nem entregues às defesas dos réus. “Ao ver este vídeo, passamos a temer que tenha havido manipulação de outros depoimentos”, afirma. O advogado pede também que a defesa tenha tempo para comparar tudo o que é dito nos depoimentos às transcrições entregues (o que ele calcula que pode ser feito em torno de 15 dias).
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/mpf-omitiu-delacao-que-afasta-envolvimento-de-odebrecht-na-lava-jato/

O populismo judicial de Mário Sérgio Conti

19.01.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Carlos Eduardo

sergiomoro2
por Luís Nassif, no GGN
Desde os anos 90, com o fim da ditadura, criou-se no país uma visão primária e maniqueísta de direitos civis. Como há diferenças óbvias entre o excesso de direitos dos influentes e a falta de direitos dos despossuídos, ambos precisam ter o mesmo tratamento. Como é impossível, no quadro processual, e do próprio modelo jurídico das democracias de mercado, dar ao pobre o mesmo tratamento do rico, que sejam igualados na falta de direitos.
Trata-se de um primarismo acachapante, uma ignorância ampla em relação a princípios básicos de direito. É desconhecimento de conceitos que, desde o Iluminismo, passaram a diferenciar sociedades civilizadas das comunidades bárbaras.
Lembro-me da comemoração dos 80 anos da Folha, no Teatro Folha do Shopping Higienópolis. Fiz parte de uma mesa com outros colunistas do jornal. Foi um festival de loas ao papel da imprensa.
Na mesa, uma colunista do senso comum comemorava o fato de que no dia anterior a Polícia Federal algemou o senador Jader Barbalho para conduzi-lo em um avião. E tudo isso graças ao trabalho exemplar da mídia.
Falei depois dela, lamentando a celebração da barbárie, da Lei de Talião, e ponderando que, quando a imprensa endossa um ato desses contra um senador da República, na prática está avalizando o pau-de-arara em qualquer delegacia de periferia.
Na saída do teatro, cruzei com Otávio Frias Filho e o advogado Luiz Francisco Carvalho, criminalista. Ambos me cumprimentaram pela defesa de princípios fundamentais, por ter investido contra a onda punitiva. Ficou só no cumprimento. Na prática, a história da mídia de massa mostra que a maneira mais fácil de conseguir leitores (quantidade, não qualidade) são os chamamentos ao fígado.
Não é por outro motivo que o maior massacre da história moderna do país, os 650 assassinatos de maio de 2006 pela Polícia Militar de São  Paulo, tenha sido varrido da história do estado.
Hoje, na Folha, o neo-colunista Mário Sergio Conti – intelectualmente melhor aparelhado que a ex-colunista – recorre a esse populismo judicial. Por quê os advogados que criticaram a Lava Jato não se posicionam contra a prisão preventiva de milhares de prisioneiros anônimos? Chama a carta de “hipocrisia seletiva dos homens de bens”.
Conti incorre em três pecados contra a originalidade.
O primeiro, de enveredar por esse populismo de araque, de pretender que a maneira de igualar ricos e pobres é na falta de direitos. É de uma pobreza intelectual que depõe contra o autor.
O segundo, recorrendo a um recurso primário de retórica, mais propício a comentários detrolls do que a jornalistas experientes. É o sofisma das afirmações infinitas. Tipo “porque você escreveu isso e deixou de escrever aquilo?”. Ao que se sucede: “Porque você escreveu aquilo é deixou de escrever aquilo outro”, em uma progressão que tende ao infinito.
Segundo ele, a carta revela a “hipocrisia da defesa seletiva dos homens de bens”, porque se refere especificamente aos presos da Lava Jato. Ora, muitos daqueles advogados são defensores de direitos humanos e as próprias OABs têm movido campanhas contra os abusos contra a população carcerária. A carta fala só sobre os tais "homens de bens" da Lava Jato porque se refere à Lava Jato, ora.
Se falasse também da população carcerária brasileira, o brilhante Conti cobraria uma crítica a Guantánamo, ou às prisões de Cuba, ou à população carcerária dos Estados Unidos. E o Iraque? E o África? É o padrão Facebook na mídia.
O terceiro é a tal imagem dos “homens de bens”. O uso da ironia exige, ao menos, a companhia da originalidade.
Há uma crítica consistente a ser feita contra a infinidade dos recursos judiciais que impede a punição dos que podem recorrer aos grandes advogados. Daí a se pretender igualar a todos na exposição abusiva às prisões preventivas vai uma distância enorme, a mesma que separa a civilização da barbárie, ou a discussão séria dos vícios processuais brasileiros do uso primário do populismo judicial.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/01/19/o-populismo-judicial-de-mario-sergio-conti/

CRPS/JUNTAS: Estratégicos para a Previdência Social, seus servidores também!


19.01.2016

Por Irineu Messias,atualizada em 02.12.15

Ministro Rossetto, reconhece como estratégico para as políticas previdenciárias, o Conselho de Recursos da Previdência Social(CRPS)
O Conselho Nacional de Previdência Social, cuja reunião, dia 26 de novembro, foi presidida pelo Ministro do Trabalho e Previdência Social(MTPS), Miguel Rossetto, que  fez uma importante afirmação acerca das instâncias de Recursos da Previdência Social, que abaixo fazemos questão de citar:
“O que é importante, nesse caso, é substituir demandas judicias por demandas administrativas. Embora, do ponto de vista estratégico, desejemos uma redução, ao máximo, do número de conflitos de qualquer natureza”, enfatizou. O ministro ressaltou ainda que “os resultados do CRPS mostram o quanto a estrutura recursal administrativa da Previdência Social é importante e estratégica”(grifo nosso).
A afirmação do Ministro Rossetto, só reafirma a nossa bandeira de luta, que desde algum tempo, não só os servidores do CPRS tem levantado, como também as entidades sindicais, a exemplo da CONTAG( presente à reunião), que tem demonstrado vívido interesse em fortalecer as instâncias de recursos da Previdência Social. Semelhantemente, a CUT NACIONAL e outras centrais sindicais, estão pouco a pouco redescobrindo a importância deste tribunal administrativo, o CRPS, que tem o papel de mediar os conflitos entre os segurados e o INSS.
Evandro Morello, representante da CONTAG no CNPS, defende o fortalecimento do CRPS
O presidente do CRPS, André Veras, também presente à reunião, falou sobre o rito simplificado na tomada de decisão do CRPS, cujo colegiado é forma do por representantes dos trabalhadores, governo e empresários. Foi destacado também que o recurso administrativo é muito mais barato que o valor de  uma ação judicial,  não necessitando, inclusive, que o segurado contrate  advogado.
Presidente do CRPS, André Veras, lembrou que o rito é bastante simples em sua decisão e o tempo bem menor de a tramitação de uma ação judicial
Esta é uma noticia bastante alvissareira para todos nós  que integramos o CRPS. Contudo, para que de fato, o CRPS continue cumprindo este papel altamente estratégico para a Previdência Social brasileira, é preciso suscitar,  de forma imediata,  um processo de diálogo entre o governo e a sociedade civil organizada, particularmente aquela parte da sociedade que já participa dessas instâncias recursais, representada por seus conselheiros, principalmente, as confederações de trabalhadores( CONTAG, CNTI, etc) e suas centrais sindicais.
Para que o CRPS esteja a altura de seu papel, já reconhecido como estratégico pelo Ministro Rosseto, faz-se necessário também o seu fortalecimento, através de um processo de reestruturação através de um grupo de trabalho, formado pelo /Governo Federal(MTPS), representação dos trabalhadores(confederações e centrais) e empresários,proposta já debatida e aprovada na audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, presidida pelo senador Paulo Paim(PT.RS), dia 07 de julho de 2015. (Clique no link e leia a ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA.07.11.15.SENADO)
Presidente da INSS, Elisete Berchiol, na reunião do CNPS. O INSS tem papel importante no fortalecimento do CRPS, visto que sua infraestrutura e a maioria de seus servidores é garantida pelo Instituto. 
Neste debate franco, aberto e  democrático, é claro  que deve está também as entidades representativas dos  servidores lotados no CRPS, destacando-se  a CNTSS/CUT, ANASPS, sem excluir outras entidades representativas que de fato, queiram assumir a defesa dos servidores que padecem tanto do ponto de vista funcional, quanto da discrepância salarial  histórica  entre servidores do agora, MTPS e INSS.Discrepância salarial  esta que poderia ser resolvida de várias formas;já existe, inclusive  de iniciativa do próprio Ministério( antigo MPS) , o Aviso Ministerial 41, de 28 de maio de 2015, que pacifica de  uma vez por todas esta querela salarial, que tanto constrange os servidores de ambos de órgãos.
Esperamos que o Ministro Rosseto, com este reconhecimento público  do papel do CRPS, aposte no seu fortalecimento. Fortalecimento este  que passa também, pela valorização funcional de seus servidores, e claro, de seus 613 conselheiros, cujo jeton (valor pago por cada processo julgado) está congelado desde 2008!
Por fim, lembrar que os servidores através de suas entidades,  já apontaram vários rumos para a esse fortalecimento com a realização  de muitos eventos:
a) Encontro regionais e nacional, com a participação também de conselheiros,c om o envio de propostas para  CRPS, INSS e MTPS;
Audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo senador Paim Paim(PT/RS), debateu sobre a importância do Conselho de Recursos da Previdência Social
b) Realização de audiência pública no Senado Federal,(07.07.15)onde pela primeira vez, o  parlamento brasileiro debateu sobre a importância do CRPS para os trabalhadores brasileiros e  a situação funcional de seus servidores;
c) Produção de textos reflexivos sobre o fortalecimento e sobre  a reestruturação do CRPS( clique aqui e aqui para ler estes  textos).
Cabe a nós servidores da Previdência continuar com nossa luta pela defesa e pelo  fortalecimento do CRPS/Juntas,  que conforme o  Ministro  Rossetto, reconhece como de suma importância para a Previdência Social; continuemos também na luta por nossa valorização funcional e salarial. Em breves dias, bateremos  à porta do  Ministro  Rosseto para que seja retomado  o diálogo sobre nosso pleito da  EQUIPARAÇÃO SALARIAL.
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Fonte:https://crpsjuntasderecursos.wordpress.com/2015/12/01/crpsjuntas-estragegicos-para-a-previdencia-social-seus-servidores-tambem/

IMORALIDADE SEXUAL:As bonecas realistas para pedófilos. Ou: Por que as crianças não são um pedaço de presunto

19.01.2016
Do portal GOSPEL PRIME
Por  Michael Caceres*

Fundador diz que o objetivo é ajudar pedófilos a descarregarem suas necessidades.

As bonecas realistas para pedófilos. Ou: Por que as crianças não são um pedaço de presuntoÉ o fim da picada! No mais amplo sentido que essa expressão pode conotar. Os tempos modernos criam constantemente a sensação de bizarrice, bazófia, parlapatice… O fim daquilo que se considera admissível, aceitável ou tolerável. É o que se aplica a empresa japonesa que resolveu fabricar bonecas hiper-realistas de meninas para “ajudar pedófilos a descarregarem suas necessidades”.
Isso mesmo! A empresa japonesa decidiu favorecer os pedófilos, fabricando réplicas comerciais do seu objeto de desejo: as crianças. Querem transformar o vilão em vitima e a vitima em mero objetivo. As crianças e um pedaço de presunto para esses indivíduos é a mesma coisa. É o que avalia a própria psicologia, que considera que o indivíduo pedófilo, devido a sua fixação em uma sexualidade pré-genital, fazem das vitimas objetos descartáveis, pois a criança um dia cresce e a fixação do pedófilo o obriga a buscar novas vítimas para saciar sua necessidade de poder e triunfo sobre a inocência infante.
Eis aí o argumento de que as bonecas seriam o objeto perfeito para o pedófilo usufruir sem culpa. Não! O pedófilo não sente culpa em molestar uma criança inocente. Como já disse, o indivíduo pedófilo vê na criança mero objeto de satisfação sexual, descartável à medida que a mesma cresce. Dar a eles uma boneca de feições infantis seria, meramente, uma forma de alimentar seu desejo insano.
Ora, caros leitores, o prazer do pedófilo está na dor da criança, no choro, no sofrimento proporcionado pelo seu domínio. Ainda assim, o seu objetivo é satisfazer apenas o seu desejo próprio, saciar sua insanidade. E a melhor forma de combater esse mal é através do controle deste desejo. Alimentá-lo serviria apenas como um impulso.
A companhia que fabrica as bonecas existe há 10 anos e possui clientes em diversos países do mundo. “Estou ajudando pessoas a expressarem os seus desejos, de forma legal e ética. Não vale a pena viver se você tem desejos reprimidos”, diz o dono.
O fundador da empresa Tottla, Shin Takagi, afirma sentir atração por crianças e por isso teria fundado a empresa. E justifica dizendo que as bonecas podem ser uma arma contra a pedofilia. Os especialistas discordam e afirmam que alimentar esse desejo não é saudável e não pode ser tomado como uma forma de deter esse transtorno, mas que é preciso que o indivíduo pedófilo procure por tratamento.
*Michael Caceres, é Jornalista e colunista do Gospel Prime, acompanha os bastidores de política e cultura no Brasil e no resto do mundo com análises irreverentes dos fatos sob uma ótica cristã.   

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Fonte:https://artigos.gospelprime.com.br/venda-boneca-realista-pedofilia-empresa/

Detrator de Chico agora ofende a nossa inteligência

19.01.2016
Do blog O CAFEZINHO
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Reproduzo abaixo um post de Marcelo Euler, que pesquei no blog do Nassif, o qual, por sua vez, comenta e reproduz as supostas "desculpas" do almofadinha que detratou Chico Buarque e família numa rede social.
Antes queria também tecer alguns comentários, porque o texto do coxinha teve o efeito contrário ao que se espera de uma desculpas: me deixou mais irritado.
E uma ofensa - seguida de falsas desculpas - a uma pessoa pública como Chico reflete-se em todos que o admiram.
Aliás, é muito sintomático que Folha e Veja estejam agora dando tanto cartaz para esse infeliz. Dão cartaz porque sabem que este mané é cria deles.
Vou usar aquele sistema de comentários intercalados, para me organizar melhor, e responder a cada palavra.
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A falsa desculpa do sujeito (evito ao máximo pronunciar seu nome) vem a seguir. Meu texto está entre colchetes e em negrito:
Estou escrevendo essa carta para me desculpar, se isso for possível. Eu errei e me excedi ao insultar a sua família. Infelizmente a política brasileira nos colocou em campos opostos, assim como acontece com toda a nação.
[Infelizmente não! Felizmente! Felizmente! Felizmente! Felizmente três, quatro, mil vezes! Graças a Deus Chico Buarque está do lado "oposto" ao seu na política brasileira! Entretanto, para seu conhecimento, vivemos uma democracia, então sempre haverá campos opostos. Faz parte do jogo. O que não faz parte é a existência de grosseirões idiotas, incapazes de estabelecer um debate político minimamente civilizado.]
Quero crer que nós queremos a mesma coisa para os brasileiros por vias opostas, uma vida digna e próspera. A sua via é o socialismo, e a minha, o capitalismo. Desde a eleição da presidente, o Brasil entrou numa espiral negativa de ódio de classes, racial e política, que mergulhou o Brasil num caminho de decadência econômica, moral e social inegáveis, que eu acredito tragicamente irreversíveis, foi isso que motivou o meu ódio, e o meu comentário errado e infeliz.
[Este indivíduo é realmente um pobre coitado! Faz um esforço tremendo para não vomitar um bando de clichês dos revoltados online e não consegue. Vomita-os, numa sintaxe deprimente. Por acaso ele tem alguma intimidade com Chico Buarque para saber o que o compositor pensa sobre socialismo ou capitalismo? Que coisa irritante. O início da frase, onde ele diz "quero crer", significa o quê? Que talvez Chico não queira uma vida "digna e próspera" para os brasileiros? O sujeito, ao invés de divulgar um texto humilde, simplesmente pedindo desculpas, nos joga na cara uma coisa assim, uma cartinha arrogante, proselitista, cheia de indiretas? Além disso, nota-se que é mais um desses zumbis midiáticos, tomado de um pessimismo artificial, farisaico, fedendo a jornalões. Os coxinhas agora viraram todos são joões do apocalipse? Decadência econômica, moral, social, tragicamente irreversível? Decadência irreversível é a sua, isso sim. Deixe o Brasil e seu povo de fora de sua praga de infeliz, por favor! Essa cruza de vira-lata com urubu passou de todos os limites do ridículo! ]
O meu insulto foi motivado por sua associação ao PT e ao MST, são eles que eu considero ameaça à nossa dignidade e nossa democracia. Fui motivado pelas mulheres que estão dando à luz nas calçadas, aos velhos sem atendimento nos chãos dos hospitais, e principalmente, aos milhões de pais de famílias impedidos de darem pão e dignidade às suas famílias e vidas, enquanto os políticos patrocinam copas e olimpíadas, e o enriquecimento, e poder pessoal deles.
[Que demagogia nojenta! Que figura mais falsa, meu Deus! Que analfabeto político! Nem o mais cínico defensor do capitalismo negaria que o grande problema do regime é justamente a ausência do Estado no quesito saúde pública. O socialismo recebe críticas dos liberais, algumas justas, sobre um suposto déficit democrático. Mas os sistemas de saúde públicos são instituições socialistas, heranças socialistas, e não à tôa quase todos os militantes de um sistema de saúde inteiramente público, gratuito e estatal são socialistas ou simpáticos ao socialismo. Vide o caso de Cuba, país pobre, mas com um dos melhores sistemas de saúde do mundo! Isso é estatística! Os países onde os cidadãos tem a saúde mais assegurada foram aqueles onde os partidos socialistas são ou foram fortes e conseguiram implementar sistemas públicos eficientes para o setor.]
Espero que acredite que o meu arrependimento é sincero, e eu afirmo que é, mas também são extremos a minha revolta e indignação com o nosso momento atual, foi isso que motivou o meu erro. Sem mais, sinceramente,
[Se o Chico acredita, não sei. Pelo que disse seu advogado, duvido. Eu não acredito. Considerando as entrevistas arrogantes que passou a dar à Folha e à Veja, parece apenas um espertinho querendo sair pela tangente. O sujeito ofendeu a família inteira de Chico, inclusive as crianças que obviamente leram a sua manifestação imbecil. O que o levou a cometer um ato tão espúrio não foi nenhuma "revolta" ou "indignação", e sim uma profunda corrupção moral, misturada à intolerância fascista, afinal qual o sentido em culpar a família de Chico Buarque pelos problemas da saúde pública no país? Eu também tenho minhas convicções, minha visão de mundo, obviamente posicionadas no campo oposto de um idiota afetado como este, mas não vou xingar a família do Lulu Santos de "ladrões" só porque eu acho que ele vota num candidato que eu não aprovo!]

João Pedrosa”

[Até o nome deste sujeito me irrita. O sobrenome Pedrosa me lembra do grande Mario Pedrosa, um dos maiores críticos de arte que já tivemos, e um homem de esquerda, um socialista, profundamente crítico do imperialismo e da terrível e histórica opressão perpetrada das elites contra o nosso o povo, opressão que sempre foi protegida por ideias como a desse sacripanta.
Entretanto, é importante ressaltar que a principal virtude de um liberal - esses mesmos que hoje podem se considerar como "direita" - deveria ser a disposição a respeitar a opinião diferente do outro. Há gente educada, deveria haver, em todos os espectros ideológicos. O problema aqui não é, definitivamente, ideológico.
O problema aqui é falta de educação, truculência política e uma criminosa disposição para injuriar e caluniar o cidadão (e sua família!) que pensa e vota de maneira diversa de você. ]
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No blog GGN.
Detrator erra endereço da carta para Chico Buarque, por Marcelo Auler
TER, 19/01/2016 - 08:11
ATUALIZADO EM 19/01/2016 - 08:12

Detrator erra endereço da carta para Chico Buarque

Marcelo Auler*

Foi pela imprensa, que Chico Buarque, seus familiares e o advogado João Tancredo tomaram conhecimento da carta com pedido de desculpas que o pseudo jornalista e colecionador de arte de São Paulo, João Pedrosa, diz ter enviado ao cantor. Pelo jeito, a remessa foi para o endereço errado – chegou nas mãos dos jornalistas antes do destinatário. Isso é um claro sinal que mais do que arrependimento por ofender os Buarque de Hollanda, tratados por ele como “Família de canalhas!!! Que orgulho de ser ladrão!!!””, a preocupação de Pedrosa é tentar limpar seu nome. Afinal, como admitiu ao site da Veja SP, “meu nome está jogado na lama”.
Chico, seu familiares e seu advogado leram a carta pela coluna da Mônica Bérgamo, na Folha de São Paulo, on line. Como diz Mario Canivello, assessor do compositor, “a carta tem até um pedido de desculpas, mas não tem uma retratação formal. Em momento algum nós conseguimos detectar ali uma retratação formal. Ele não diz, “errei, não tenho provas de que o Chico seja ladrão, a família não é uma família de canalhas”.”
Tudo pode não passar de uma estratégia do colecionador de arte na tentativa de evitar o processo que a família unida pretende lhe mover, como noticiamos em Chico Buarque processará fazendeiro de Guaíra (SP).
“Não só pelo conteúdo da carta como também por entrevistas que está concedendo. Ele está muito mais preocupado em justificar e legitimar a agressão dele do que realmente fazer uma retratação formal”, diz Canivello.
Na entrevista à Vejinha São Paulo, além de se confessar eleitor de Aécio Neves, o colecionador volta a criticar o cantor e compositor: “Em meio às circunstâncias atuais, ele ainda promove o PT e o Movimento dos Sem Terra.”
Abaixo leia a carta que ele endereçou aos jornalistas antes de ser entregue a quem ela deveria ser dirigida, caso não houvesse um interesse maior de aparecer do que pedir perdão.
“Carta a Chico Buarque e família,
Estou escrevendo essa carta para me desculpar, se isso for possível. Eu errei e me excedi ao insultar a sua família. Infelizmente a política brasileira nos colocou em campos opostos, assim como acontece com toda a nação.
Quero crer que nós queremos a mesma coisa para os brasileiros por vias opostas, uma vida digna e próspera. A sua via é o socialismo, e a minha, o capitalismo. Desde a eleição da presidente, o Brasil entrou numa espiral negativa de ódio de classes, racial e política, que mergulhou o Brasil num caminho de decadência econômica, moral e social inegáveis, que eu acredito tragicamente irreversíveis, foi isso que motivou o meu ódio, e o meu comentário errado e infeliz.
O meu insulto foi motivado por sua associação ao PT e ao MST, são eles que eu considero ameaça à nossa dignidade e nossa democracia. Fui motivado pelas mulheres que estão dando à luz nas calçadas, aos velhos sem atendimento nos chãos dos hospitais, e principalmente, aos milhões de pais de famílias impedidos de darem pão e dignidade às suas famílias e vidas, enquanto os políticos patrocinam copas e olimpíadas, e o enriquecimento, e poder pessoal deles.
Espero que acredite que o meu arrependimento é sincero, e eu afirmo que é, mas também são extremos a minha revolta e indignação com o nosso momento atual, foi isso que motivou o meu erro. Sem mais, sinceramente,
João Pedrosa”
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PS Cafezinho: Para melhor ilustrar, para o internauta, o nível de João Pedrosa, segue trecho de post publicado há pouco no DCM sobre o fulano:
Uma visita a seu Facebook revela um revoltado online e um esnobe da “alta” sociedade.
Em 2014, depois de uma decisão do STF e pouco antes da Copa, ele publicou por exemplo o seguinte texto:
“”STF decide que não houve quadrilha”. Então tá! LULADRÃO não era o chefe do mensalão, mas DILMERDA ainda é a PRESIDANTA. BLACK BLOC neles! Se nem de cadeia os políticos tem mais medo, deveriam temer a morte. O BRASIL PRECISA DE TERRORISMO! Agora juiz ladrão não é só no futebol, mas no supremo também. NÃO VAI TER COPA !!!!!!!!!!!”
Pouco tempo depois, prosseguiu:
O Supremo Tribunal Federal é uma quadrilha! O dinheiro roubado do PT não só pagou as multas como comprou os juízes ! O chefe Luladrão escapou, e agora a quadrilha também. BLACK BLOC neles ! NÃO VAI TER COPA! O Brasil chegou num ponto que a violência se justifica. Essa decisão foi feita na véspera do carnaval para enganar (de novo!) o país. A última solução é o terrorismo, ou então, vudu. País de merda!
PS 2: Outra manifestação de Pedrosa nas redes, desta vez xingando o jornalista Luiz Caversan (dica de @Mr_Machado):
CZFotQGVAAANorD (1)


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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/01/19/detrator-de-chico-agora-ofende-a-nossa-inteligencia/