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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Tratamento a Lula e FHC no caso Cerveró revela que estamos em uma ditadura

15.01.2016
Do BLOG DA CIDADANIA, 12.01.16
Por Eduardo Guimarães
cerveró
Dois ex-presidentes foram citados pelo ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, preso pela Operação Lava Jato e que fechou acordo de delação premiada. Cerveró já mandou o ex-lider do governo no Senado, Delcídio Amaral, do PT, para a cadeia. Agora, acusa dois ex-presidentes de envolvimento com propina.
Não provou nada contra nenhum dos dois, mas, como todos estão vendo, a mídia parece acreditar que Cerveró mente quando fala sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e fala a verdade quando acusa Lula.
A imagem no alto da página vale mais do que um editorial, do que um tratado sobre política. A tese que a montagem da primeira página da Folha desta terça-feira (12) contém diz exatamente essa tese maluca, de que só se pode acreditar na parte das acusações do delator que se referem ao PT, como se as acusações contra os dois ex-presidentes não fossem igualmente graves.
A denúncia foi feita na segunda-feira 11 pelo jornal Valor Econômico e ficou fora dos destaques dos grandes portais de internet durante todo o dia. Só foi aparecer nas primeiras páginas dos grandes jornais no dia seguinte, com a diferença de tratamento que se vê na imagem acima.
Alguma novidade? Nenhuma. Dá para acreditar em alguma das acusações de Cerveró? Até que ele apresente provas de suas acusações, não. Porém, a mera leitura das matérias sobre as acusações do ex-diretor da Petrobrás contra os dois ex-presidentes revelam dúvida quanto as acusações de Cerveró a a um e certeza nas feitas contra outro ex-presidente.
Não há uma explicação lógica para essa diferença de tratamento porque ela não existe. A conclusão de que esses grandes meios de comunicação querem ver uma acusação ter consequência e a outra ser ignorada é uma conclusão inescapável.
Está aí, para o mundo ver, o golpe político em curso no Brasil. É descarado, desavergonhado, flagrante.
Nenhum brasileiro correto haverá de querer abafamento de qualquer investigação. Nem contra um ex-presidente, nem contra o outro. Mas se for para investigar um e não investigar o outro, aí não dá para admitir. Então não investiguem ninguém.
Se neste país as suspeitas contra um lado são investigadas e contra o outro são abafadas, não estamos mais vivendo em uma democracia. Isso é o que ninguém pode aceitar mais. Só nas ditaduras que alguns têm licença para cometer atos ilícitos e outros, não.
O Brasil vai deixando de ser uma democracia a cada passo da Operação Lava Jato. Os principais expoentes do PSDB na atualidade foram citados na Operação Lava Jato e a mídia antipetista ainda concede a eles espaço para acusarem adversários por problemas com a Justiça que os dois lados têm.
É um deboche. A sociedade brasileira não pode mais aceitar uma coisa dessas. Órgãos de Estado responsáveis pelas investigações de corrupção estão sendo usadas para um golpe político contra alguns e para acobertar corrupção de outros.
Cabe ao Judiciário provar que não segue a lógica da mídia. Se der a esses casos tratamentos diferentes como a mídia faz, estará consolidada uma ditadura no país e, na verdade, haverá que discutir como livrar o país desse regime de força que está se revelando, um regime que usurpa a lei e a aplica conforme a sua conveniência.
E como se lida com uma ditadura? Essa é a questão que os democratas terão que discutir nos próximos meses.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/tratamento-a-lula-e-fhc-no-caso-cervero-revela-que-estamos-em-uma-ditadura/

Cerveró abala a 'República de Vazamentos'

15.01.2016
Do BLOG DO MIRO
Por Ricardo Kotscho, no blog Balaio do Kotscho:

É como se o autor de novelas entregasse uma sinopse à emissora e, na hora de escrever os capítulos, contasse uma outra história.

Para conseguir os benefícios da delação premiada, Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, entregou aos investigadores da Operação Lava Jato um resumo das denúncias que pretendia fazer, envolvendo a presidente Dilma e os ex-presidentes Lula, FHC e Collor, entre outros políticos. O acordo foi aceito pela Justiça

Acontece que esta sinopse foi vazada para a imprensa e se transformou nas últimas semanas em manchetes de jornal e capas de revista, como se fossem fatos consumados e comprovados. Nesta quinta-feira, ficamos sabendo, graças à revelação feita pela equipe do jornal "Valor Econômico", editado pelos grupos Folha e Globo, que acusações indicadas no rascunho desapareceram no termo do depoimento formal feito por Cerveró na delação premiada homologada pelo ministro Teori Zavascki, relator da investigação no Supremo Tribunal Federal.

Na primeira versão oferecida pelo delator, ele afirma que "foi acertado que a Odebrecht faria adiantamento de US$ 4 milhões para a campanha do presidente Lula, o que foi feito". A suposta propina teria sido oferecida em 2006 e seria referente a obras da refinaria comprada pela Petrobras em Pasadena, no Texas.

No termo da denúncia, porém, a história contada é outra: não aparece o nome de Lula, em lugar da empreiteira Odebrecht surge o nome da UTC e a destinação da propina seria decidida pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Na nova versão, também desaparece no termo homologado pelo Supremo Tribunal Federal o nome da presidente Dilma Rousseff, que foi citada três vezes pelo delator quando tratou do caso Pasadena em sua oferta de delação premiada. Cabe agora perguntar: em qual das versões Nestor Cerveró mentiu ou omitiu informações? Quem vai pagar por isso? Quem vazou? A imprensa vai se retratar? Podemos acreditar nas outras dezenas de delações?

Este fato é gravíssimo e abala a credibilidade da "República de Vazamentos" instalada no coração da Operação Lava Jato, um conluio promíscuo formado entre setores da imprensa com membros dos órgãos responsáveis pelas investigações, mas desapareceu das manchetes nesta sexta-feira.

Os métodos utilizados para obter as delações e os vazamentos de acusações não comprovadas foram denunciados na "Carta aberta em repúdio ao regime de supressão episódica de direitos e garantias verificado na Operação Lava Jato", assinada por 90 advogados, professores, juristas e integrantes da comunidade jurídica, publicada hoje sob a forma de "informe publicitário" em vários jornais.

Trechos da carta:

"(...) O vazamento seletivo de documentos e informações sigilosas, a sonegação de documentos às defesas dos acusados, a execração pública dos réus e a violação às prerrogativas da advocacia, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com consequências nefastas para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira.

(...) Nesta última semana, a reportagem de capa de uma das revistas semanais brasileiras não deixa dúvida quanto à gravidade do que aqui se passa. Numa atitude inconstitucional, ignominiosa e tipicamente sensacionalista, fotografias de alguns dos réus (extraídas indevidamente de seus prontuários na Unidade Prisional em que aguardam julgamento) foram estampadas de forma vil e espetaculosa, com o claro intento de promover-lhes o enxovalhamento e instigar a execração pública.

Trata-se, sem dúvida, de mais uma manifestação da estratégia de uso irresponsável e inconsequente da mídia, não para informar, como deveria ser, mas para prejudicar o direito de defesa, criando uma imagem desfavorável dos acusados em prejuízo da presunção de inocência e da imparcialidade que haveria de imperar em seus julgamentos".

Na contra-mão do pensamento único dominante na mídia, que acusa, processa e condena, abro este espaço para que cada leitor faça seu próprio julgamento sobre o que está acontecendo em nosso País.

Vida que segue.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/01/cervero-abala-republica-de-vazamentos.html

Mino Carta: Vazamentos da PF para a mídia provam que a polícia trabalha a favor da casa-grande, conspirando à vontade contra o governo, com o beneplácito dos chefes

15.01.2016
Do portal da Agência Carta Maior

daiello e cardozo 2
Delegado Leandro Daiello, diretor da Polícia Federal, e ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
Conspiração policial
Vazamentos de informações sigilosas para a mídia nativa provam que a polícia trabalha a favor dos interesses da casa-grande
Já tivemos um exército de ocupação, convocado pela casa-grande em 1964. O gendarme indispensável ao golpe, a favor dos senhores com a bênção, não somente metafórica, de Tio Sam. De mais de uma década para cá, somos forçados a colher fortes indícios de que contamos com uma polícia para cuidar dos interesses da minoria privilegiada.
Aquelas Forças Armadas derrubaram o governo. Esta polícia, ou pelo menos alguns de seus núcleos, conspira contra o governo. O tio do Norte está aparentemente mais distante, mas não desgosta de um satélite em lugar de um país independente.
A postura conservadora da caserna, em momentos diversos francamente reacionária, sempre arcou com um papel poderoso, quando não decisivo, na história do Brasil.
Hoje, graças também a um comando firme e responsável, mantém a atitude correta na moldura democrática, a despeito dos esforços da mídia nativa para oferecer eco a vozes discordantes de reduzido alcance. A defesa do status quo ficou para a Polícia Federal?
A PF não foi treinada para a guerra, dispõe, porém, de armas afiadas para conduzir outro gênero de conflito, similar àquele da água mansa que destrói pontes.
Um dos instrumentos usados para atingir seus objetivos com a expressão de quem não quer coisa alguma é o vazamento, a repentina revelação de fatos do seu exclusivo conhecimento, graças ao fornecimento de informações destinadas ao segredo e, no entanto, entregue de mão beijada e por baixo do pano a órgãos midiáticos qualificados para tanto, sem descaso quanto à pronta colaboração do Ministério Público.
Na manhã de terça 12 sou atingido pela manchete da Folha de S.PauloCerveró liga Lula a contrato investigado pela Lava Jato”. O delator, diz o texto, declara ter sido premiado com um cargo público pelo então presidente da República por quitar “um empréstimo de 12 milhões de reais considerado fraudulento pela Lava Jato”.
Logo abaixo, com título em corpo bem menor em duas colunas, o jornal informa que o mesmo Cerveró “cita Renan Calheiros”. Finalmente, no mesmo corpo e extensão de texto, anuncia-se: “Delator fala em propina sob FHC”.
Incrível: na mesma manhã, o Estadão me surpreende ao se referir apenas ao envolvimento do governo de Fernando Henrique. O jornalão, é evidente, não foi beneficiado pelo vazamento de todo o material disponível.
Estadão redime-se aos olhos dos leitores no dia seguinte e na manchete declama: “Cerveró cita Dilma”. E no editorial principal da página 3, sempre fatídico e intitulado “No reino da corrupção”, alega a abissal diferença entre o envolvimento de Lula e de FHC.
Em relação a este “a informação é imprecisa, de ouvir dizer”. No caso de Lula, a bandalheira é óbvia e desfraldada. Patéticos desempenhos do jornalismo à brasileira. Inúmeros leitores não percebem, carecem da sensibilidade do quartzo e do feldspato.
Nada surpreende neste enredo, próprio de um país medieval, indigno da contemporaneidade do mundo civilizado e democrático. O vazamento de informações sigilosas tornou-se comum há muito tempo nas nossas tristes latitudes, como diria Lévi-Strauss.
Mesmo assim, seria interessante descobrir as razões desta conspirata policial. Inútil, está claro, dissertar a respeito dos comportamentos da mídia. Dos seus donos, o mesmo pensador belga observava: “Eles não sabem como são típicos”.
O cargo de diretor da PF é da exclusiva competência do Palácio do Planalto, que o subordina ao seu ministro da Justiça, no caso, José Eduardo Cardozo.
Foi ele quem indicou o delegado Leandro Daiello, aquele que em julho passado proclamou, a bem da primeira página do Estadão: “Lava Jato prossegue, doa a quem doer”. E a quem haveria de doer?
Nos bastidores da PF, Cardozo é apelidado de Rolando Lero, personagem inesquecível criado por Chico Anysio, o parlapatão desastrado que diz muito para não dizer coisa alguma.
Tendo a crer que Cardozo aplica seu lero-lero em cima da presidenta Dilma e consegue deixar tudo na mesma. De fato, o nosso ministro é tão incompetente no posto quanto vaidoso.
Achou, porém, em Daiello o parceiro ideal. O homem foi capaz de tonitruar ameaças, dentro da PF, contudo,  carece de verdadeira liderança. A situação resulta, em primeiro lugar, dessas duas ausências.
Da conspirata em marcha, vislumbro de chofre três QGs, em recantos distintos. Número 1, escancarado, em Curitiba, onde três delegados dispõem da pronta conivência do Ministério Público e da vaidade provinciana do juiz Sergio Moro, tão inclinado a se exibir quando os graúdos lhe oferecem um troféu.
Os representantes locais da polícia não hesitaram, ainda durante a campanha eleitoral, em declinar suas preferências pelo tucanato, sem omitir referências grosseiras a Dilma, Lula e PT. De onde haveriam de sair os vazamentos se não desses explícitos opositores chamados a ocupar cargos públicos?
Há algo a se apontar no Paraná: a falta de liderança, também ali, de superintendente. Não é o que se dá em São Paulo, onde o chefão recém-empossado decidiu prender um filho do presidente Lula na mesma noite da festa de aniversário do pai, debaixo do olhar indiferente de Cardozo e Daiello. Diante de cenas como essa, o arco-da-velha desmilingue.
O novo superintendente substituía outro da mesma catadura, brindado por serviços prestados por uma das mais cobiçadas aditâncias, como se diz na linguagem policial, em embaixadas localizadas nos mais aprazíveis recantos, Paris, Roma etc.
As aditâncias fazem a felicidade de alguns, destacados delegados, espécie de prêmio à carreira. Tal seja, talvez, o sonho do superintendente em Belo Horizonte, que se distingue sinistramente por seus desmandos em relação ao governador Fernando Pimentel.
Passou por cima da lei e do decoro para torná-lo seu perseguido em nome de uma autoridade de que carece, como é fácil provar.
Até que ponto haveria um comprometimento político e ideológico entre esses policiais e os partidos da oposição? Vale imaginar que, egressos da chamada classe média, alimentem o descabido ódio de classe de quem acaba de sair do primeiro, ínfimo degrau, e atingiu um patamar levemente superior.
Donde, ojeriza irreversível em relação àqueles que nutrem preocupações sociais. Existem, também, claramente detectáveis, umas tantas rusgas, a soletrar a diferença salarial entre delegados e advogados da União, consagrada a favor destes pela presidenta.
É possível, entretanto, que quem vaza informações sigilosas não se dê conta das consequências? Os conspiradores atuam à vontade, com o beneplácito silencioso dos chefes.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/mino-carta-vazamentos-da-pf-para-a-midia-provam-que-a-policia-trabalha-a-favor-da-casa-grande-conspirando-a-vontade-contra-o-governo-com-o-beneplacito-silencioso-dos-chefes.html

Antropoceno: a era da manipulação da informação

16.01.2016
Do portal da Agência Carta Maior, 13.01.16
Por Najar Tubino

85,5% das importações audiovisuais da América Latina são originárias dos EUA, e elas estão tentando construir a ideia de que não existe aquecimento global.

reprodução

Enojar é o verbo inspirador deste texto. Depois de muito pesquisar sobre a concentração de poder no mundo hoje, onde 147 transnacionais controlam outras 43 mil, o que corresponde a 40% do mercado mundial, onde os três principais veículos de economia do mundo ocidental fazem parte da carteira de clãs conhecidos há séculos, como os Rothschild, Agnelli, ou já na era moderna, os Murdoch, donos do The Wall Street Journal, do Dow Jones e da Fox News, que divulga diariamente as mentiras sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global. The Economist, a revista inglesa de 1873 é a outra fonte, muito celebrada pelos neoliberais e conservadores por sua respeitabilidade, transparência e ética.

Ao iniciar 2016, a revista publicou uma capa sobre o Brasil quebrado e desorganizado, com uma foto da presidenta Dilma Rousseff cabisbaixa. Em agosto de 2015 a Pearson, dona da revista vendeu 50% das ações – 27,3% foram compradas pela família Agnelli, os outros 23,7% pelo próprio Grupo Economist. Ocorre o seguinte: os outros 50% pertencem aos Rothscild, aos agentes financeiros Schroder, aos Agnelli e a Cadbury, maior fabricante de doces do Reino Unidos, que foi engolido pela Kraft Foods, dos Estados Unidos. O detalhe: estas famílias detêm a maioria das ações classe A, que dão direito a indicar a maioria dos 13 membros da diretoria. Ou seja: eles mandam e estabelecem as diretrizes editoriais.

Negócio perfeito no capitalismo

Pior: o grande negócio da The Economist é o Economist Intelligence Unit, que em 2014 faturou US$93 milhões, mais do que os US$37 milhões do Financial Time Group, que publica o jornal FT, que também era da Pearson e foi vendido no ano passado para o grupo japonês Nikkei por US$1,3bi. Este é o funcionamento perfeito do capitalismo: os cães farejadores levantam a situação das empresas, dos setores econômicos em todo o mundo – inclusive faturando com a publicidade- depois entregam para os seus patrões, que no mesmo momento, sairão pelo mundo comprando ações, empresas, terras, de barbada. Um golpe que o clã dos Rothschild britânico instituiu no então poderoso império por Nathan, que se instalou na City londrina em 1809.

A estratégia límpida e transparente, naquela época não tinha o sustentável, conhecida historicamente como o Golpe na Bolsa de Londres consistiu no seguinte: seus informantes presentes na Batalha de Waterloo forneceram o resultado final da carnificina ao patrão, logo em seguida começou a vender os papéis na Bolsa espalhando o boato que Napoleão vencera. Ao mesmo tempo, seus agentes passaram a comprar os papéis por ninharia. Logo depois, o poderoso império ficou sabendo da vitória do seu exército e os papéis explodiram. Então caía o Império Napoleônico e nascia oficialmente o império especulativo dos Rothschild.

No Planeta Mentira não há mudanças climáticas

Mas vamos voltar ao Antropoceno, o novo período geológico que será definido este ano, com as mudanças da espécie humana. Na realidade os mais de sete bilhões de habitantes do mundo não sabem exatamente em que planeta vivem. O controle exercido pelos 30 maiores conglomerados de mídia expõe apenas a sua visão da Terra. Nela, as mudanças climáticas, a destruição de florestas, a extinção de espécies, da miséria da própria espécie são apenas ingredientes do mercado, do sistema econômico que necessita crescer infinitamente, porque sem crescimento não haveria planeta. E afinal, como os 85 bilionários – com mais de 20 bilhões de dólares - poderiam viver e usufruir das maravilhas da natureza, com seus iates, seus clubes de golfe, seus carros esportivos, suas ilhas exclusivas?

Sem contar os outros 300, que estão na lista da Bloomberg, que possuem juntos US$3,7 trilhões e que ao longo de 2014 ganharam mais US$524 bilhões, segundo a pesquisa do professor Luiz Marques, no livro “Capitalismo e Colapso Ambiental”. Para reforçar um pouco mais o poder: as sete principais holdings financeiras dos Estados Unidos – JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs, Metlife e Morgan Stanley detêm mais de US$10 trilhões em ativos consolidados, o que corresponde a 70,1% de todos os ativos dos Estados Unidos. São eles que controlam a riqueza mundial, dos 147 grupos que controlam os 43 mil – uma pesquisa do ETH Instituto Federal Suíço de Pesquisas Tecnológicas, de Zurique, selecionaram as 43 mil corporações entre 30 milhões.

Ricos não podem pagar impostos

Eles constataram que os banqueiros são os intermediários que possibilitam a articulação da rede. É claro que as famílias bilionárias do mundo participam de tudo isso. Sem esquecer, que parte desta fortuna, segundo a Tax Justice Network, pelo menos US$21 trilhões estão em paraísos fiscais. Porque o Planeta ficcional criado pelos conglomerados da mídia instituiu que os ricos não podem pagar impostos. Prejudica os negócios, o crescimento. Uma citação do final do livro de Thomas Piketty – O Capital no século XXI – que definiu 300 anos de dados sobre a desigualdade econômica em 669 páginas:

“- A desigualdade entre a taxa de crescimento do capital e da renda e da produção faz com que os patrimônios originados no passado se recapitalizem mais rápido do que a progressão da produção e dos salários. Essa desigualdade exprime uma contradição lógica fundamental. O empresário tende a se transformar, inevitavelmente, em rentista e a dominar cada vez mais aqueles que só possuem sua força do trabalho. Uma vez constituído o capital se reproduz sozinho, mais rápido do que cresce a produção. O passado devora o futuro”.

A desigualdade será a norma no século XXI

E pode investir em educação, conhecimento e tecnologias não poluentes, nada disso elevará as taxas a 4 ou 5% ao ano, como rende o capital. A experiência histórica indica que apenas países em recuperação econômica, como a Europa nos 30 anos gloriosos pós- segunda guerra, ou a China e os emergentes podem crescer neste ritmo por um tempo.

“- Para os que se situam na fronteira tecnológica mundial e em última instância para o planeta como um todo, tudo leva a crer que a taxa de crescimento não pode ultrapassar 1 a 1,5% ao ano, no longo prazo, quaisquer que sejam as políticas a serem seguidas. Com o retorno médio do capital na ordem de 4 a 5% é provável que a desigualdade das taxas de crescimento já citadas voltem a ser a norma no século XXI, como sempre foi na história.”

O divertimento ao invés da realidade

Conclusão: o Planeta criado pelos conglomerados continua executando a mesma plataforma, desde o século XIX, sendo que somente nos períodos posteriores às guerras mundiais que as fortunas foram taxadas. E o que faremos nós no século XXI? Já sabemos que o aquecimento aumenta, os eventos climáticos se aceleram e o agronegócio continua dominando mais áreas de floresta do planeta. Neste momento, entra a outra parte dos conglomerados de mídia – o entretenimento. A força da Disney Company – faturou US$45 bi em 201- e pagou US$21bilhões pela franquia da séria Star Wars e ainda produzirão outros cinco filmes.

E pretendem vender US$5 bilhões em produtos licenciados – videogames, publicações, música, brinquedos. O mercado é grande: parques temáticos em Paris, Hong Kong, Tóquio, agora em 2016, Shangai, na China. Compraram todos os talentos, a Pixar, de Steve Jobs- era o maior acionista individual da Disney -, os heróis em quadrinhos da Marvel, na figura canhestra do Homem de Ferro, rico, cibernético e arrogante. Depois ainda compraram os estúdios de George Lucas. Total: mais de US$15 bilhões. Ou seja, não acreditem em caos climático, divirtam-se.

No Planeta de mentira informação é entretenimento

A revista das famílias poderosas, a The Economist – fez uma daquelas matérias pegajosas sobre “a força” da Disney, em dezembro de 2015. Um trecho:

“- A estratégia deles é a seguinte: os filmes aparecem no centro, a sua volta estão os parques temáticos, os licenciamentos, a música, as publicações e a televisão, Cada unidade da companhia produz conteúdo e impulsiona as vendas das demais”.

É perfeito, se aliar isso a canais de esportes – ESPN – que fatura a metade da grana na Disney, que é uma das quatro líderes mundiais. As outras são: Google, que mais fatura em publicidade, depois a Comcast, que tem a maior rede de televisão a cabo do mundo, e é proprietária da rede NBC e da Universal. Depois vêm a 21st Century Fox, da News Corporation, de Rupert Murdoch; Viacom, dona da MTV e da Paramount, mas dividiu a corporação, criando a CBS Corporation, outra rede dos Estados Unidos. Na lista agora constam Facebook e Baidu, o Google chinês, em faturamento de publicidade.

85,5% das importações audiovisuais dos Estados Unidos

Mas eles não têm o poder dos conglomerados tradicionais. Faltou a Time Warner Company, dona da CNN, que é outra das bases de informação no mundo, além do Carlos Slim, dono da telefonia na América Latina, que agora tem 16,8% das ações do The New York Times, maior acionista individual. Último dado enjoativo desta que é a praga maior desta era geológica: 85,5% das importações audiovisuais da América Latina – 150 mil horas de filmes, seriados e programas jornalísticos- são originários dos Estados Unidos. E em todos estes conglomerados tem a participação acionária dos maiores fundos de investimento ou de pensões do mundo, como é o caso da Vanguard Group – 160 fundos nos Estados Unidos e 120 fora deles -, que estão processando a Petrobras nos Estados Unidos, e que os Rothschild são acionistas.

A família Rothschild – significa a casa do escudo vermelho, baseado no escudo da cidade de Frankfurt, onde Mayer Amschel Bauer, considerado o primeiro banqueiro internacional começou o império. Segundo a versão popular, com uma fortuna do nobre alemão Guilherme IX, que fugia de Napoleão, e deixou três milhões de libras esterlinas em dinheiro e obras de arte, para ele administrar.

Outros negócios dos Rothschild

Ele investiu bem, conta a lenda, que não dividiu um centavo dos lucros. Também diz a lenda que não são judeus étnicos, mas se converteram ao judaísmo no século oito da era cristã. Os Rothschild, em seus vários ramos, são detentores de tudo o que é importante no mundo. A De Beeres, maior empresa de exploração, lapidação e comércio de diamantes, os extratores de minérios Rio Tinto e Anglo American, como acionistas. O Barão francês Edouard, já falecido, em 2005 comprou 37% do jornal Liberation, considerado um veículo que defende ideias de esquerda.

Recentemente se associaram com os Rockfellers na Rússia unindo ativos de US$40 bilhões. Até hoje, as cotações do ouro são definidas no prédio da N M Rothschild & Co, que no Brasil se chama Rothschild, e trabalha no ramo de assessoria financeira, focada em fusões e aquisições, reorganizações societárias. Conta com 50 escritórios espalhados pelo mundo. No Brasil já prestaram serviços para o Itaú Unibanco, no fechamento de capital da Redecard, fizeram o laudo de avaliação do Santander Brasil, que vendeu parte do controle, além da BM&F, Camargo Corrêa, OI e Ambev.

No Laudo de avaliação do Santander, a Rothschild Brasil esclarece: que não possui informações comerciais e creditícias de qualquer natureza que possam impactar o laudo; não possui conflito de interesse, que lhe diminua a independência necessária ao desempenho da função. E que receberia US$800 mil pelo laudo. Algumas linhas adiante: e mais US$4,5 milhões pelo trabalho de assessoria do Santander S.A., que não é o Santander Brasil. Entenderam: tudo ético, transparente e sustentável. E nós estamos ferrados com este planeta mentiroso, que os conglomerados inventaram.           
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Midia/Antropoceno-a-era-da-manipulacao-da-informacao/12/35319

Folha inventa que Lula é chefe de quadrilha e acusado pela Procuradoria

15.01.2016
Do BLOG DA CIDADANIA, 13.01.16
Por Eduardo Guimarães
folha capa
Não é pouco. O jornalão paulista coloca o ex-presidente – contra quem não existe nem mesmo pedido à Justiça de abertura de processo – como o suspeito número 1 da Operação Lava Jato e acusado pelo procurador-geral da República.
Na página A5 da edição da Folha de São Paulo de quarta-feira, 13 de janeiro de 2016, a matéria “Quem é Quem na Lava Jato” coloca o ex-presidente Lula como o suspeito número 1 da investigação e o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, como o número 3, logo após José Dirceu, que se encontra condenado e preso pela Justiça.
A matéria propõe ao leitor que “Tente descobrir o dono de cada apelido usado, segundo investigadores, para despistar entrega de propina no esquema da Petrobrás”.
folha 1
Só há um “pequeno” problema nessa matéria que mistura pessoas contra as quais nada pesa na Justiça com outras que estão sendo processadas e/ou que até estão presas, como se todas integrassem uma única “quadrilha”: a menção a Lula captada na Lava Jato não o acusa de “receber propina”.
Em junho do ano passado, matéria do Estadão dava conta de que escutas da Polícia Federal descobriram que empreiteiros envolvidos na Lava Jato chamavam Lula de “Brahma”, em alusão a supostos hábitos etílicos do ex-presidente, quem jamais foi flagrado dirigindo bêbado pelas ruas do Rio de Janeiro ou de qualquer parte do país como aconteceu com um certo senador tucano por Minas Gerais.
folha 3
Como se vê, a matéria deixa bem claro que foi uma menção de empreiteiros a Lula que não o acusou de nada, apenas fez referência a ele.
Abaixo, a citação a Lula em relatório da PF
folha 2
Como se vê, o uso do termo “Brahma” para se referir a Lula não passa de uma curiosidade sem qualquer implicação para a honorabilidade do ex-presidente, já que não há nada de extraordinário em grandes empresários fazerem comentários sobre figura tão importante da vida nacional.
Porém, isso bastou para a Folha colocar Lula como o investigado número 1 da Lava, ao lado de pessas que estão sendo processadas e, algumas, até presas. A matéria induz o leitor menos atento a crer que tem diante de si o raio-x de uma quadrilha.
Mas não é só. Uma página antes, o jornalão antipetista faz uma trapaça ainda mais vulgar e espertalhona ao transformar em acusação mera referência do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a Lula.
Segundo a matéria (canto esquerdo da imagem no alto da página), diz a Folha que o PGR acusou Lula de “lotear entre Collor e PT” uma distribuidora de combustível.
Uau! É uma declaração e tanto. O PGR acusar Lula de “lotear” patrimônio público é grave. Afinal, segundo o bom e velho dicionário Houaiss, lotear significa “dividir (terra, imóvel etc.) em lote, geralmente para venda; fazer loteamento”.
Janot, então, teria acusado Lula de vender ou dividir patrimônio público com entes privados (Collor e o PT). Há relato de que o PGR acusou Lula de alguma ilegalidade, certo?
Errado, porque Janot jamais usou o verbo “lotear”, que a Folha escolheu para falsificar uma acusação do procurador-geral da República a um ex-presidente da República. Exatamente em matéria contígua a outra que acusa o mesmo ex-presidente de liderar uma quadrilha sob investigação da Operação lava Jato e punição pela Justiça.
Eis o que disse o procurador-geral sobre Lula e a distribuidora em questão.
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A verdade, pois, é bem outra. Ao relatar o caso de Collor, o PGR simplesmente comentou que ele recebeu de Lula “ascendência” sobre a Petrobrás Distribuidora S/A em um acordo político entre o PTB e o governo Lula igual a tantos outros acordos que TODOS os presidentes da República, governadores e prefeitos de todo o país sempre fizeram, fazem e farão para obter opoio político no Legislativo.
O jornal até reproduziu, sem destaque, o que realmente disse o PGR, mas a manchete “garrafal” faz o leitor menos atento nem sequer prestar atenção na imagem obscurecida e diminuta da declaração real de Janot e ficar com a acusação de “loteamento”, termo que ele não usou, além de não ter pretendido sugerir ilicitude na negociação do governo com o PTB.
A manipulação de fatos pela Folha, nas duas matérias supracitadas, teve o intuito claro de difamar e caluniar o ex-presidente Lula e pode gerar um belo processo ao jornal devido, justamente, à deturpação ou pura e simples invenção de fatos que jamais ocorreram.
Qualquer leitor menos atento ou esclarecido extrairá dessas matérias a impressão de que o ex-presidente é um bandido acossado pela Justiça. A bem da elevação do nível do debate político, espera-se que Lula não deixe esse crime contra sua honra por isso mesmo.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/folha-inventa-que-lula-e-chefe-de-quadrilha-e-acusado-pela-procuradoria/

Merval é advogado de defesa do PSDB e promotor de acusação do PT

15.01.2016
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 Merval produziu diretriz editorial da Globo: abafar denúncias de corrupção do PSDB
nome da direita
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Conversa Afiada reproduz artigo de Jeferson Miola, extraído da Carta Maior:


Merval produziu a diretriz editorial da Rede Globo: abafar no noticiário toda informação sobre propina recebida durante os governos do PSDB. 

por Jeferson Miola

No campeonato de jornalismo engajado, partidário e tendencioso, Merval Pereira é um candidato muito competitivo, talvez imbatível. Apesar da concorrência forte na praça, ele leva importante vantagem sobre os e as colegas que trabalham em outros veículos da imprensa brasileira.
 
Ele conta com a credencial de servir a uma das principais escolas de manipulação da opinião pública, que é a Rede Globo. O funcionário da família Marinho pratica o mau jornalismo, se é que se pode classificar aquele colunismo binário de opinião como jornalismo.  
 
No Jornal das Dez exibido pela Globo News no dia de 12/01, ao comentar a revelação da propina de 100 milhões de dólares recebida pelo governo FHC, Merval produziu a diretriz editorial da Rede Globo que passou a ser seguida por toda a mídia oposicionista: abafar no noticiário toda informação sobre propina recebida durante os governos do PSDB, e noticiar somente a parte do depoimento do Nestor Cerveró que menciona a corrupção que continuou mesmo depois do fim dos governos tucanos e adentrou o período petista.  
 
Merval desdenhou a revelação de propina recebida pelo governo FHC, entendendo não existir nenhuma prova na delação do ex-diretor. Como artifício para diminuir a importância da cópia do depoimento de Cerveró encontrado no escritório do senador Delcídio Amaral, Merval disse que a citação a FHC estava num suposto “rascunho” que seria uma anotação para ajudar a memória do próprio Cerveró, mas que a revelação nem sequer consta do depoimento [?!], porque – segundo Merval – o ex-diretor corrupto, que foi nomeado pelo governo FHC para exercer cargo de comando na Petrobrás, não tem provas [sic].  

Mas, quanto ao trecho da delação de Cerveró que incrimina os adversários do PSDB, Merval não se fez de rogado e disse enxergar provas, indícios, evidências “contundentes”, testes de DNA, impressões digitais etc.  
 
O Merval não tem solução. Além de repisar a falácia de que as doações eleitorais recebidas por Aécio são limpas e legais enquanto as recebidas por Dilma são sujas e criminosas, ele agora se supera na arte da manipulação dizendo que Cerveró mente quando acusa o PSDB, porém fala a verdade quando incrimina o PT.  
 
Este colunista é uma das principais vozes públicas da Rede Globo. No curso da Lava Jato, ele e a emissora constroem uma narrativa parcial, recortada e selecionada da realidade que esconde a verdade. Merval atua como advogado de defesa do PSDB e, ao mesmo tempo, promotor de acusação do PT. Falta-lhe imparcialidade e isenção. A corrupção do PSDB, assim como toda a corrupção descoberta, independentemente da autoria, não pode ser abafada [ler aqui], como faz o condomínio policial-jurídico-midiático de oposição, do qual Merval é um dos porta-vozes.
 
A censura e a seleção de fatos que serão ou não noticiados é procedimento recorrente na Rede Globo. Desde o início da cobertura da Lava Jato, a corrupção na época do FHC é censurada no noticiário.
 
No início de 2015 Pedro Barusco, outro corrupto que também foi nomeado para cargo diretivo na Petrobrás no governo FHC, delatou o esquema de propinas existente na empresa pelo menos desde 1997, na jovialidade do primeiro mandato de FHC. Organizando a estratégia de contenção da verdade, a diretora da Central Globo de Jornalismo, Silvia Faria, baixou a seguinte ordem interna na emissora: “Assunto: Tirar trecho que menciona FHC nos VTs sobre Lava a Jato. Atenção para a orientação Sergio e Mazza: revisem os vts com atenção! Não vamos deixar ir ao ar nenhum com citação ao Fernando Henrique” [Jornal GGN, 08/02/2015].
 
A manipulação político-ideológica do noticiário para atacar adversários convertidos em inimigos é um padrão de comportamento histórico da ultra-direita. Nos anos 1950 e 1960, a mídia com seus loquazes difamadores [Carlos Lacerda é o melhor exemplar desta espécime] empreendeu campanhas de desestabilização e radicalização política que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas em 1954 e na instalação da ditadura civil-militar em 1964.
 
A falsificação da realidade, a eliminação do contraditório e a estigmatização de adversários são práticas totalitárias que adubam o terreno do ódio e da intolerância, e que abrem caminho para a fascistização da sociedade.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/merval-e-advogado-de-defesa-do-psdb-e-promotor-de-acusacao-do-pt

Mino denuncia a conspiração da PF

15.01.2016
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Rolando Lero é tão incompetente quanto vaidoso


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Conversa Afiada reproduz editorial de Mino Carta, de CartaCapital:

Conspiração policial

Vazamentos de informações sigilosas para a mídia nativa provam que a polícia trabalha a favor dos interesses da casa-grande

Já tivemos um exército de ocupação, convocado pela casa-grande em 1964. O gendarme indispensável ao golpe, a favor dos senhores com a bênção, não somente metafórica, de Tio Sam. De mais de uma década para cá, somos forçados a colher fortes indícios de que contamos com uma polícia para cuidar dos interesses da minoria privilegiada.

Aquelas Forças Armadas derrubaram o governo. Esta polícia, ou pelo menos alguns de seus núcleos, conspira contra o governo. O tio do Norte está aparentemente mais distante, mas não desgosta de um satélite em lugar de um país independente.

A postura conservadora da caserna, em momentos diversos francamente reacionária, sempre arcou com um papel poderoso, quando não decisivo, na história do Brasil.

Hoje, graças também a um comando firme e responsável, mantém a atitude correta na moldura democrática, a despeito dos esforços da mídia nativa para oferecer eco a vozes discordantes de reduzido alcance. A defesa do status quo ficou para a Polícia Federal?

A PF não foi treinada para a guerra, dispõe, porém, de armas afiadas para conduzir outro gênero de conflito, similar àquele da água mansa que destrói pontes.

Um dos instrumentos usados para atingir seus objetivos com a expressão de quem não quer coisa alguma é o vazamento, a repentina revelação de fatos do seu exclusivo conhecimento, graças ao fornecimento de informações destinadas ao segredo e, no entanto, entregue de mão beijada e por baixo do pano a órgãos midiáticos qualificados para tanto, sem descaso quanto à pronta colaboração do Ministério Público.

Na manhã de terça 12 sou atingido pela manchete da Folha de S.Paulo: "Cerveró liga Lula a contrato investigado pela Lava Jato". O delator, diz o texto, declara ter sido premiado com um cargo público pelo então presidente da República por quitar "um empréstimo de 12 milhões de reais considerado fraudulento pela Lava Jato".

Logo abaixo, com título em corpo bem menor em duas colunas, o jornal informa que o mesmo Cerveró "cita Renan Calheiros". Finalmente, no mesmo corpo e extensão de texto, anuncia-se: "Delator fala em propina sob FHC".

Incrível: na mesma manhã, o Estadão me surpreende ao se referir apenas ao envolvimento do governo de Fernando Henrique. O jornalão, é evidente, não foi beneficiado pelo vazamento de todo o material disponível.

O Estadão redime-se aos olhos dos leitores no dia seguinte e na manchete declama: "Cerveró cita Dilma". E no editorial principal da página 3, sempre fatídico e intitulado "No reino da corrupção", alega a abissal diferença entre o envolvimento de Lula e de FHC.

Em relação a este "a informação é imprecisa, de ouvir dizer". No caso de Lula, a bandalheira é óbvia e desfraldada. Patéticos desempenhos do jornalismo à brasileira. Inúmeros leitores não percebem, carecem da sensibilidade do quartzo e do feldspato.

Nada surpreende neste enredo, próprio de um país medieval, indigno da contemporaneidade do mundo civilizado e democrático. O vazamento de informações sigilosas tornou-se comum há muito tempo nas nossas tristes latitudes, como diria Lévi-Strauss.

Mesmo assim, seria interessante descobrir as razões desta conspirata policial. Inútil, está claro, dissertar a respeito dos comportamentos da mídia. Dos seus donos, o mesmo pensador belga observava: "Eles não sabem como são típicos".

O cargo de diretor da PF é da exclusiva competência do Palácio do Planalto, que o subordina ao seu ministro da Justiça, no caso, José Eduardo Cardozo.

Foi ele quem indicou o delegado Leandro Daiello, aquele que em julho passado proclamou, a bem da primeira página do Estadão: "A Lava Jato prossegue, doa a quem doer". E a quem haveria de doer?

Nos bastidores da PF, Cardozo é apelidado de Rolando Lero, personagem inesquecível criado por Chico Anysio, o parlapatão desastrado que diz muito para não dizer coisa alguma.

Tendo a crer que Cardozo aplica seu lero-lero em cima da presidenta Dilma e consegue deixar tudo na mesma. De fato, o nosso ministro é tão incompetente no posto quanto vaidoso.

Achou, porém, em Daiello o parceiro ideal. O homem foi capaz de tonitruar ameaças, dentro da PF, contudo, carece de verdadeira liderança. A situação resulta, em primeiro lugar, dessas duas ausências.

Da conspirata em marcha, vislumbro de chofre três QGs, em recantos distintos. Número 1, escancarado, em Curitiba, onde três delegados dispõem da pronta conivência do Ministério Público e da vaidade provinciana do juiz Sergio Moro, tão inclinado a se exibir quando os graúdos lhe oferecem um troféu.

Os representantes locais da polícia não hesitaram, ainda durante a campanha eleitoral, em declinar suas preferências pelo tucanato, sem omitir referências grosseiras a Dilma, Lula e PT. De onde haveriam de sair os vazamentos se não desses explícitos opositores chamados a ocupar cargos públicos?

Há algo a se apontar no Paraná: a falta de liderança, também ali, de superintendente. Não é o que se dá em São Paulo, onde o chefão recém-empossado decidiu prender um filho do presidente Lula na mesma noite da festa de aniversário do pai, debaixo do olhar indiferente de Cardozo e Daiello. Diante de cenas como essa, o arco-da-velha desmilingue.

O novo superintendente substituía outro da mesma catadura, brindado por serviços prestados por uma das mais cobiçadas aditâncias, como se diz na linguagem policial, em embaixadas localizadas nos mais aprazíveis recantos, Paris, Roma etc.

As aditâncias fazem a felicidade de alguns, destacados delegados, espécie de prêmio à carreira. Tal seja, talvez, o sonho do superintendente em Belo Horizonte, que se distingue sinistramente por seus desmandos em relação ao governador Fernando Pimentel.

Passou por cima da lei e do decoro para torná-lo seu perseguido em nome de uma autoridade de que carece, como é fácil provar.

Até que ponto haveria um comprometimento político e ideológico entre esses policiais e os partidos da oposição? Vale imaginar que, egressos da chamada classe média, alimentem o descabido ódio de classe de quem acaba de sair do primeiro, ínfimo degrau, e atingiu um patamar levemente superior.

Donde, ojeriza irreversível em relação àqueles que nutrem preocupações sociais. Existem, também, claramente detectáveis, umas tantas rusgas, a soletrar a diferença salarial entre delegados e advogados da União, consagrada a favor destes pela presidenta.

É possível, entretanto, que quem vaza informações sigilosas não se dê conta das consequências? Os conspiradores atuam à vontade, com o beneplácito silencioso dos chefes.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/mino-denuncia-a-conspiracao-da-pf

A História da Bíblia e dos Cristãos - Documentário Completo

15.01.2016
Do canal no YOUTUBE do Pastor Hafner, 18.03.13

Excelente documentário sobre a História da Bíblia e dos Cristãos. Vale a pena assistir!



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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=zr1W9FV2yIw

RACISMO NA GLOBO REVOLTA ALUNOS E PROFESSORES

15.01.2016
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/213441/Racismo-na-Globo-revolta-alunos-e-professores.htm