terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Na manchete, delator Cerveró “liga Lula a contrato”; lá embaixo, “fala em propina sob FHC”, que hoje equivale a R$ 650 mi

12.01.2016
Do blog VI O MUNDO
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Governo FHC recebeu US$ 100 milhões de propina da Petrobras, diz Cerveró
SEG, 11/01/2016 – 19:11
O vazamento só ocorre após busca em gabinete do senador petista Delcídio Amaral, onde documentos citando o ex-presidente tucano foram apreendidos. Cerveró ainda cita o envolvimento do ex-presidente argentino Carlos Menem
Jornal GGN – O ex-diretor da área Internacional da Petrobras e um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato, Nestor Cerveró, disse que uma das negociações envolveu uma propina de US$ 100 milhões ao governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2003), ou 650 milhões em reais atualizados.
As informações são parte de um resumo do depoimento que Cerveró prestou ao MPF antes de fechar seu acordo de delação premiada. Só vieram à tona com o mandado de busca e apreensão no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MS), no dia 25 de novembro — entre os documentos, estava esse resumo.
O acordo de delação premiada de Cerveró com os procuradores foi acertado no dia 18 de novembro, a nível de última instância, nas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) para os detentores de foro privilegiado, e não com a equipe do juiz de primeira instância do Paraná, Sergio Moro.
O vazamento de que a venda da petrolífera Pérez Companc envolveu propina ao governo FHC de US$ 100 milhões, ocorreu somente após a apreensão de investigadores no gabinete do senador petista Delcídio Amaral, ex-líder do governo no Senado.
À época, suspeitava-se que o parlamentar estava tentando impedir o acordo de Cerveró, obstruindo investigações e com o oferecimento de dinheiro para a família do ex-diretor da estatal. Delcídio continua detido em Brasília.
O documento ainda inclui o envolvimento de Oscar Vicente, principal operador do ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999), que teria se beneficiado com US$ 6 milhões.
“A venda da Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador de Menem e, durante os primeiros anos de nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobrás na Argentina”, disse Cerveró.
“Cada diretor da Perez Compancq recebeu 1 milhão de dólares como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente 6 milhões. Nos juntamos a Perez Compancq com a Petrobras Argentina e criamos a PESA (Petrobras Energia S/A) na Argentina”, contou o ex-diretor já condenado na Lava Jato.
De fato, a estatal sob o comando do presidente Francisco Gros comprou 58,62% das ações da Pérez Companc e 47,1% da Fundação Pérez Companc, em outubro de 2002, representando um total de US$ 1,027 bilhão de remessa para a então maior empresa petrolífera independente da América Latina.
Em fevereiro do último ano, Fernando Henrique Cardoso disse que a corrupção da Petrobras começou com o PT. “Trata-se de um processo sistemático que envolve os governos da presidente Dilma (que ademais foi presidente do Conselho de Administração da empresa e ministra de Minas e Energia) e do ex-presidente Lula. Foram eles ou seus representantes na Petrobras que nomearam os diretores da empresa ora acusados de, em conluio com empreiteiras e, no caso do PT, com o tesoureiro do partido, de desviar recursos em benefício próprio ou para cofres partidários”, havia afirmado.
Agora, FHC defendeu que declarações “vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobrás já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.
PS do Viomundo: A manchetona da Folha diz respeito a suposta transação, envolvendo pagamento de empréstimo de R$ 12 milhões do PT, que resultou na nomeação de Cerveró à diretoria da Petrobras pelo ex-presidente Lula.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/escolhas-verbais-delator-cervero-liga-lula-a-contrato-investigado-mas-apenas-fala-em-propina-sob-fhc-que-hoje-equivale-a-r-650-milhoes.html

QUEM MANIPULOU A FOLHA?

12.01.2016
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/213030/Quem-manipulou-a-Folha.htm

Tratamento a Lula e FHC no caso Cerveró revela que estamos em uma ditadura

12.01.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
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Dois ex-presidentes foram citados pelo ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, preso pela Operação Lava Jato e que fechou acordo de delação premiada. Cerveró já mandou o ex-lider do governo no Senado, Delcídio Amaral, do PT, para a cadeia. Agora, acusa dois ex-presidentes de envolvimento com propina.
Não provou nada contra nenhum dos dois, mas, como todos estão vendo, a mídia parece acreditar que Cerveró mente quando fala sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e fala a verdade quando acusa Lula.
A imagem no alto da página vale mais do que um editorial, do que um tratado sobre política. A tese que a montagem da primeira página da Folha desta terça-feira (12) contém diz exatamente essa tese maluca, de que só se pode acreditar na parte das acusações do delator que se referem ao PT, como se as acusações contra os dois ex-presidentes não fossem igualmente graves.
A denúncia foi feita na segunda-feira 11 pelo jornal Valor Econômico e ficou fora dos destaques dos grandes portais de internet durante todo o dia. Só foi aparecer nas primeiras páginas dos grandes jornais no dia seguinte, com a diferença de tratamento que se vê na imagem acima.
Alguma novidade? Nenhuma. Dá para acreditar em alguma das acusações de Cerveró? Até que ele apresente provas de suas acusações, não. Porém, a mera leitura das matérias sobre as acusações do ex-diretor da Petrobrás contra os dois ex-presidentes revelam dúvida quanto as acusações de Cerveró a a um e certeza nas feitas contra outro ex-presidente.
Não há uma explicação lógica para essa diferença de tratamento porque ela não existe. A conclusão de que esses grandes meios de comunicação querem ver uma acusação ter consequência e a outra ser ignorada é uma conclusão inescapável.
Está aí, para o mundo ver, o golpe político em curso no Brasil. É descarado, desavergonhado, flagrante.
Nenhum brasileiro correto haverá de querer abafamento de qualquer investigação. Nem contra um ex-presidente, nem contra o outro. Mas se for para investigar um e não investigar o outro, aí não dá para admitir. Então não investiguem ninguém.
Se neste país as suspeitas contra um lado são investigadas e contra o outro são abafadas, não estamos mais vivendo em uma democracia. Isso é o que ninguém pode aceitar mais. Só nas ditaduras que alguns têm licença para cometer atos ilícitos e outros, não.
O Brasil vai deixando de ser uma democracia a cada passo da Operação Lava Jato. Os principais expoentes do PSDB na atualidade foram citados na Operação Lava Jato e a mídia antipetista ainda concede a eles espaço para acusarem adversários por problemas com a Justiça que os dois lados têm.
É um deboche. A sociedade brasileira não pode mais aceitar uma coisa dessas. Órgãos de Estado responsáveis pelas investigações de corrupção estão sendo usadas para um golpe político contra alguns e para acobertar corrupção de outros.
Cabe ao Judiciário provar que não segue a lógica da mídia. Se der a esses casos tratamentos diferentes como a mídia faz, estará consolidada uma ditadura no país e, na verdade, haverá que discutir como livrar o país desse regime de força que está se revelando, um regime que usurpa a lei e a aplica conforme a sua conveniência.
E como se lida com uma ditadura? Essa é a questão que os democratas terão que discutir nos próximos meses.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/tratamento-a-lula-e-fhc-no-caso-cervero-revela-que-estamos-em-uma-ditadura/

Com medo de perder ainda mais força, Temer se afasta de golpistas pró-impeachment

12.01.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Carlos Eduardo

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Análise Diária de Conjuntura - Manhã - 12/01/2016
As delações da Lava Jato continuam pautando a grande mídia. E vice-versa. A grande mídia continua pautando a Lava Jato.
Mas a profusão de delações sem prova, vazadas seletivamente, para os mesmos jornais, e com um timing calculado, tem desprestigiado cada vez mais a investigação. 
A tentativa desesperada de recriar um ambiente de crise política não está dando certo. O esforço se dá porque se entende que o recesso parlamentar, ao tirar o impeachment da pauta, dá oportunidade para o governo assumir a iniciativa e propor pautas propositivas. Isso não pode acontecer. A crise tem de continuar. Esse é um imperativo para uma mídia decadente.
A tal "onda conservadora", que estaria prestes a varrer a política latino-americana, revela-se senão uma falácia, ao menos um exagero.
Há, naturalmente, desgaste dos governos progressistas, incluindo o do Brasil.
O que há é um esforço desonesto do partido político da elite, representado pelas mídias corporativas, de insuflar, junto à população mais pobre, seus preconceitos mais vulgares, com um objetivo político.
Esse foi o esforço por trás do fortalecimento de Eduardo Cunha.
Ao fazê-lo, porém, a mídia mobiliza um apoio efêmero de um setor da população, mas irrita a classe média liberal, a mesma que a mídia tinha conseguido mobilizar contra o PT.
Os interesses e a características da sociedade brasileira são por demais diversificados e complexos para serem totalmente dominados por algum grupo político. Essa é principal vacina que a nossa democracia oferece contra os usurpadores da soberania popular.
No Globo de hoje, lemos notícias, dadas quase de má vontade, sobre o declínio político de Michel Temer e de todos os golpistas dentro do PMDB, ao mesmo tempo em que a ala anti-golpe do partido, liderada por Renan Calheiros, no Senado, e Leonardo Picciani, na Câmara, ganham cada vez mais desenvoltura.
Todos os sinais indicam que esta ala antigolpe emergirá com muito mais força após o recesso.
Leonardo Picciani, além do apoio maciço que tem dos deputados fluminenses, estaduais e federais, em virtude da influência sobre eles do governador Pezão e do prefeito Eduardo Paes (ambos são pilares anti-golpe dentro do PMDB), está articulando agora o apoio do PMDB mineiro, que está rachado.
Em Minas, o governador Fernando Pimentel tem folgada maioria na Assembléia Legislativa, bons índices de aprovação popular, e acaba de registrar uma grande vitória política sobre as conspirações midiático-judiciais: a Procuradora Geral da República se manifestou contra o indiciamento de Pimentel, numa investigação conduzida por um dos núcleos tucanos da PF, em Minas Gerais, contra o governador. Mesmo se a PF o indiciar, será um indiciamento com menos força, e com mais possibilidade de ser derrubado no Supremo Tribunal Federal (STF).
A vitória fortalece Pimentel e, com isso, faz com que ele possa participar, com mais assertividade, da luta política para disciplinar o PMDB mineiro, derrotando a ala golpista aliada de Eduardo Cunha e Aécio Neves.
Com Minas e Rio sob controle, o PMDB antigolpista poderá ajudar o governo Dilma a esmagar o impeachment, cuja votação foi marcada para março, e fazer o país reencontrar a estabilidade.
As mesmas reportagens informam que Michel Temer, vice-presidente, afastou-se das articulações pró-impeachment, com medo de perder a presidência do PMDB.
Mas essa presidência já está bastante comprometida, e o novo presidente do partido deverá ser Renan Calheiros.
O Globo de hoje publica um editorial (sob o banner da Petrobrás, anunciante quase único do jornal) em que revela seu desconforto com o novo trunfo do governo: após ter pago as pedaladas, o governo deu um drible extraordinário nos urubus da recessão, porque esse pagamento liberou uma montanha de crédito novo para os bancos públicos, que poderão ajudar a alavancar a economia brasileira este ano.
O Globo, viciado em crise e em golpe, está desesperado com a possibilidade do governo destravar os investimentos públicos, reativar o crédito e fazer a economia voltar a crescer.
Imersos numa campanha apocalíptica violentíssima, os barões da mídia não querem saber de recuperação. O exemplo de Macri, na Argentina, porém, já mostrou que tudo não passa de uma grande farsa política.
Se o PSDB voltasse, via golpe, a governar o país, todas as pautas negativas seriam derrubadas, e os jornalões voltariam a noticiar coisas boas, oferecendo esperança e soluções.
Outro trunfo do governo são as sobras de 2015, ano em que, quiçá por conta da crise política, bilhões de reais já aprovados não foram executadas para áreas estratégicas, como a infra-estrutura urbana.
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É um dinheiro que servirá para irrigar a economia brasileira este ano, sem risco de sobrecarregar as contas públicas, visto que já está aprovado.
O varejo brasileiro teve um ano relativamente ruim, segundo a Serasa Experian, com queda de 1%.
Mas queda de 1% não é nenhum fim de mundo. Os jornais carregam na comparação que já ficou gasta: pior resultado desde 2002. Só que em 2002, a retração foi de 4,9%.
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A melhor notícia dos últimos dias é a disposição do governo de reativar o Conselhão, e mais ainda a de que ele será reformado, com a inclusão de nomes ligados à ciência e às novas tecnologias.
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Embora as perspectivas ainda sinalizem dificuldades econômicas para este ano, quase todas elas estão concentradas no primeiro semestre. Para o segundo semestre, há grande expectativa de início da recuperação econômica, que refletiria já num razoável crescimento econômico em 2017.
Até junho, todos os golpismos deverão ser esmagados, inclusive pela iminência de novas eleições, livres e democráticas, e só isso servirá de grande ajuda para a reativação da economia.
Eu quero acreditar, portanto, que podemos ter algumas surpresas boas até o fim do ano. Os urubus do mercado e suas previsões podem se frustrar.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/01/12/com-medo-de-perder-ainda-mais-forca-temer-se-afasta-de-golpistas-pro-impeachment/

O suicídio político da mídia brasileira, por André Araújo

12.01.2016
Do portal JORNAL GGN
Por ANDRE ARAUJO

Por André Araújo
A um País acostumado com capas abjetas da revista VEJA, nada mais deveria surpreender, mas a desta semana chocou pelo caráter asqueroso, escatológico, torpe. Colocar prisioneiros em fotos de penitenciária, alguns executivos importantes de importantes empresas, outros políticos com História expressiva, faz lembrar as fotos do Marechal Witzleben com a calça sem cinto a cair e ele, um homem de 80 anos, segurando, poses para humilhar tiradas no tribunal nazista que julgou os autores do atentado von Stauffenberg de julho de 1944.
O procedimento é completamente fascista, de mau gosto, baixo nível, cheirando a vômito. A GLOBONEWS exibe uma vinheta de propaganda fazendo alusão extremamente elogiosa à Lava Jato, onde aparecem algemas e grades de prisão, com um fundo sonoro de frases de efeito e palavras de ordem em tom melodramático, tudo canastronice vulgar, gesto laudatório à campanha anti-corrupção, logo a organização mais profundamente envolvida no País com as máfias do futebol em todos os seus níveis, com vultuosos processos por sonegação fiscal em andamento errático e escorregadio nas instâncias da Receita Federal.  Será que o Departamento de Justiça americano, tão celebrado, não viu nada sobre Globo no CASO FIFA? Se estão atrás da CBF, e parece que estão, irão bater na Globo, que tal um processo no DofJ para ver como se maneja o tema "corrupção" na Globonews e aí veremos se aparece vinheta de saudação às campanhas contra corruptos ou será que o mundo do futebol, um dos "mainstreams" da Rede Globo, é limpíssimo como água de fonte?
Tampouco tem honestidade inatacável jornais que nem de leve tangenciam o "Truste da Carne" que tirou a carne bovina da mesa dos pobres porque obteve tal concentração de mercado que paga o que quiser ao criador e cobra o que quiser do consumidor. Não tocam no assunto porque o Truste de Carne é campeão absoluto de anúncios nos jornais usando como garota propaganda uma das estrelas do jornalismo da Globo em anúncios exagerados de duas páginas para vender mortadela e comprar proteção.
A imprensa pratica preparativos de suicídio porque levanta o altar da pátria para as corporações improdutivas em promoção de seus atos para liquidar com a economia produtiva, aquela que anuncia nas mídias e que sustenta inclusive a burocracia improdutiva, pois é a única que produz, as demais corporações só gastam e consomem.
Parte da culpa cabe ao próprio mundo empresarial, que continua patrocinando anúncios nos veículos algozes do sistema capitalista brasileiro, por exemplo a Braskem, presidida por Marcelo Odebrecht, continua anunciando na Globo que escracha seu chefe e o persegue com grande satisfação.
Os processos de delação se multiplicam em progressão geométrica, um delata dez, que delatam cem e ninguém mais escapa, nomes  de longa tradição de vida pública são ameaçados de delação e a ameaça já vai para o escracho na imprensa sem que a vítima saiba do que se trata, é o MÁXIMO da irresponsabilidade de quem vaza e de quem publica o vazamento.
Não há PaÍs algum do planeta que possa ser governado em qualquer regime dentro desse ambiente exclusivamente punitivo ao infinito. Se todos os celulares do PaÍs Forem grampeados, 50 milhões de brasileiros podem ser processados, conversas em privado costumam ser livres de condicionantes sociais, econômicos ou políticos, dentro de uma mesma família, se todas as conversas forem grampeadas se darão possivelmente brigas, separações, injúrias, rompimentos.
Essa operação que só existe pelo amparo incondicional da midia, VEJA e GLOBO  à frente, está à luz dos olhos de quem não seja cego, destruindo a economia do Pais. O alvo já não é mais corrupção, é o Poder. Alguns de seus porta vozes dizem com a maior candura que as empresas podem desaparecer porque os engenheiros e operários estão aqui no Brasil, como se estes sozinhos colocados em um ônibus e despejados na Amazônia pudessem construir a hidroelétrica de Belo Monte sem ter uma empresa forte por trás, empresa essa que leva décadas para montar e não se improvisa.
Muitas das conversas degravadas são próprias do mundo político, troca de favores existem nesse mundo em todos os Estados membros da ONU. Um empresário pedir um favor a um Governador se faz todo dia nos EUA, Indonésia ou Vietnam, porque o espanto?  O mundo real, fora das apostilas, se move assim ou vão querer mudar o mundo a partir do Brasil? A mídia magnifica, amplifica, insinua, intui exclusivamente maldade como se o dia a dia de um político fosse composto por aves marias e salve rainhas, como se os frequentadores de seus gabinetes fossem sacristãos e carmelitas descalças para espargir o gabinete com água benta. Ou será que em outros templos do aparelho judiciário não se trocam favores, remoções, cursos no exterior a custa do Erário, promoções, ninguém favorece ninguém?
A mídia deixou de exercer qualquer juízo crítico sobre abusos e ilegalidades, certas aberrações jurídicas, figuras exóticas que aparecem e depois somem , incensa "mocinhos" e demoniza os da economia produtiva pintados como malfeitores, como se fossem o capeta em pessoa, deleitando-se e espojando-se nas cenas de homens em fardamento de guerra com armas pesadas prendendo cidadãos pacatos em casa, a perguntar-se se vão com a mesma exibição em zonas perigosas onde existe algum risco de vida.
Sempre defendi a absoluta liberdade de mídia, aqui mesmo no blog, contra artifícios como Ley de Medios e quejandos, mas vejo que estou defendendo quem não merece defesa. Essa mídia perdeu noção de limites, a capa da VEJA foi o fim da linha, não merece ser defendido quem não exerce a profissão com um mínimo de dignidade.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/o-suicidio-politico-da-midia-brasileira-por-andre-araujo

PEDRO CORRÊA DELATOU A COMPRA DA REELEIÇÃO DE FHC

12.01.2016
Do portal BRASIL247

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Preso em Curitiba, Pedro Corrêa, que foi presidente nacional do PP e terminou condenado à prisão tanto no 'mensalão' como no chamado 'petrolão', diz ter contado tudo o que sabe desde que foi eleito deputado pela primeira vez, em 1978, pela Arena; segundo o colunista Ancelmo Gois, as histórias passam pela reeleição do ex-presidente tucano FHC, em referência ao escândalo de 1997; votos dos parlamentares foram negociados por R$ 200 mil para aprovar a emenda constitucional que permitia a reeleição; Pedro Corrêa também prometeu delatar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), já citado na Lava Jato por dois delatores, o doleiro Alberto Youssef e o entregador de propinas 'Ceará'

247 – A delação de Pedro Corrêa, que foi presidente nacional do PP e terminou condenado à prisão tanto no 'mensalão' como no chamado 'petrolão', tem como um dos alvos a reeleição do ex-presidente tucano FHC, em referência ao escândalo de 1997. É o que afirma o colunista Ancelmo Gois, do Globo.

O ex-deputado diz ter contado tudo que sabe desde que foi deputado pela primeira vez, em 1978, pela Arena. As histórias passariam pelos votos dos parlamentares negociados por R$ 200 mil para aprovar a emenda constitucional que permitia a reeleição do tucano.

Pedro Corrêa também prometeu delatar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), já citado na Lava Jato por dois delatores: o doleiro Alberto Youssef e o entregador de propinas Ceará (leia mais). Jato por dois delatores: o doleiro Alberto Youssef e o entregador de propinas Ceará (leia mais).
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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/212931/Pedro-Corr%C3%AAa-delatou-a-compra-da-reelei%C3%A7%C3%A3o-de-FHC.htm

A corrupção do PSDB não pode ser abafada

12.01.2016
Do portal da Agência Carta Maior
Por Jefferson Miola

É uma exigência democrática - e não só jurídica - que os US$100 milhões de propina não sejam abafados pelo condomínio policial-jurídico-midiático

reprodução
Um fato de alta significação política e judicial foi guardado em segredo pelo Ministério Público Federal [MP].


Nestor Cerveró, um dos ex-diretores corruptos da Petrobrás, em depoimento prestado ao MP em outubro de 2015, revelou que o governo FHC recebeu 100 milhões de dólares de propina por negócios feitos na Argentina em 2002.  

É perturbador lembrar que este mesmo depoimento do Cerveró, quando vazou naquela época, selecionou a parte que incriminava o governo Dilma, mas ocultou a revelação do esquema de corrupção implantado na Petrobrás pelo governo do PSDB. Isto deixa clara a partidarização e a seletividade do vazamento.  




Esta nova denúncia de propina no período dos governos tucanos foi desvendada de maneira acidental. A descoberta só foi possível porque cópia do depoimento de Cerveró ao MP, que teoricamente seria protegido por segredo de justiça, foi encontrada junto com os documentos apreendidos no escritório do senador Delcídio Amaral. É difícil saber se, não fosse esta circunstância acidental, algum dia o assunto viria à tona.  

Como Delcídio conseguiu obter o depoimento de Cerveró é uma incógnita, e merece rigorosa apuração. E por que o senador, que foi diretor da Petrobrás nomeado por FHC no governo tucano, não denunciou as propinas pagas ao governo tucano, está longe de ser um mistério.  

Ocultar um crime pode ser considerada uma ação tão grave quanto o crime cometido. É difícil acreditar que autoridades que dizem conduzir as investigações da Lava Jato com diligência e preciosismo processual, tenham prevaricado. O MP, a PF e os juízes coordenados por Sérgio Moro certamente dissiparão qualquer dúvida de que não agem com parcialidade e seletividade para incriminar os governos do PT. 

É uma exigência democrática – e não só jurídica – que este crime não seja abafado pelo condomínio policial-jurídico-midiático de oposição, como foram abafadas todas as denúncias anteriores que revelaram a origem da corrupção na Petrobrás nos governos do FHC e do PSDB.

Faria bem à democracia brasileira se nossa sociedade recebesse sinais claros das “autoridades justiceiras” que coordenam a Lava Jato – os procuradores do MP, os policiais da PF e os juízes do Judiciário – de que serão instalados inquéritos para apurar toda a corrupção do país, e não só a parte que convém politicamente apurar – justamente aquela que ataca adversários ideológicos.

Quando a Ordem Jurídica de um país é quebrada pelo casuísmo processual unicamente para perseguir inimigos, a República é derrotada, e então cede lugar a um “Regime”. Na Alemanha dos anos 1920 e 1930, o nacional-socialismo magnetizou a sociedade alemã com o Regime defensor dos ideais da raça pura, intolerante, odiosa, de olhos azuis, domiciliada em Higienópolis e adestrada na USP.

O Brasil, afinal, chegou ao século 21. Seria penoso regressarmos àqueles tempos arcaicos em que existia um Engavetador-Geral da República obediente ao Príncipe e sua corja; em que a Polícia Federal era desmantelada e adestrada para não investigar. Naqueles tempos, enfim, em que a Suprema Corte tinha a representação de um líder do governo do Príncipe.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-corrupcao-do-PSDB-nao-pode-ser-abafada/4/35310

FATOS E FOTOS: A compra de votos na reeleição de FHC..

12.01.2016
Do BLOG DO MIRO, 
Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:



O DCM anuncia seu novo projeto de crowdfunding: a história da compra de votos na reeleição de Fernando Henrique Cardoso. O caso foi devidamente abafado. Por quê? Quem eram os personagens? Como foi operado? Qual o papel de FHC? Como a história sumiu da imprensa?

Destacamos novamente o jornalista Joaquim de Carvalho para o trabalho. Joaquim é autor da séria de reportagens sobre o Helicoca e a sonegação da Globo na compra dos direitos da Copa de 2002.


“Em abril de 1997, eu trabalhava na revista Veja como subeditor de Brasil e tinha entre minhas fontes Paulo Maluf, que havia terminado seu mandato de prefeito de São Paulo poucos meses antes, com uma alta taxa de popularidade”, diz Joaquim.

“Tinha conseguido eleger o sucessor e era visto como pré-candidato a presidente da República. Nessa condição, era fonte obrigatória de todo jornalista que cobre política. Maluf me disse que só teria alguma chance na disputa a presidente se a emenda da reeleição não passasse. Ele falou” ‘O governo comprou os votos de que precisava’”. Maluf deu uma dica: “Se você quer contar como os votos foram comprados, comece pelos deputados do Acre”.


Algumas semanas depois, o jornalista Fernando Rodrigues publicou na Folha de S. Paulo o conteúdo das fitas que uma fonte sua, a que deu o nome de Senhor X, havia gravado em conversas com dois deputados federais. E eles eram de onde? Acre.

As conversas eram escandalosamente reveladoras da compra de votos. Os deputados confessavam que haviam recebido R$ 200 mil reais (R$ 894.451,70, em valores corrigidos pelo IGP-M) para votar a favor da emenda, num esquema que era chefiado pelo então ministro Sérgio Motta, já falecido, homem de confiança de FHC e sócio dele numa fazenda em Minas Gerais.


O Senhor X era Narciso Mendes, empresário e ex-deputado constituinte. Seu advogado dizia que havia mais 16 fitas sobre o mesmo tema, com outras gravações, além das que estavam em poder de Fernando Rodrigues.

As redações esqueceram Narciso Mendes, o Senhor X, e nunca mais o procuraram. O DCM quer voltar a esse episódio e contar tudo. Vamos falar com Narciso, com os demais envolvidos explicar como foi a operação e como tudo foi sutilmente atirado para debaixo do tapete.
Se até Paulo Maluf se impressionou, imagine-se o que se poderá encontrar revolvendo a lama do período. É um assunto premente e que continua atual, especialmente em tempos de golpes paraguaios de paladinos da moralidade.

Contamos com você.

Abraço.


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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/01/a-compra-de-votos-na-reeleicao-de-fhc.html

Alexandre Tambelli: Por que Aécio é blindado até de denúncias inquestionáveis e nunca investigado?

12.01.2016
Do blog VI O MUNDO, 11.01.16
FHC, Aécio, Marin e Del Nero
POR QUE AÉCIO NEVES NUNCA É INVESTIGADO?
por Alexandre Tambelli, nos comentários
Infelizmente, é preciso dizer que há dois pesos e duas medidas na cobertura da Imprensa brasileira diante de notícias concretas e desabonadoras envolvendo políticos dos mais diversos partidos.
Uma notícia concreta do senador Delcídio Amaral do PT tentando safar seu nome de uma delação premiada na Lava-Jato, querendo subornar o delator vira manchete garrafal de primeira página de todos os jornais e telejornais da grande imprensa capitaneada pela Rede Globo, Folha, Estadão, Revista Veja, etc. . E o senador vai preso em poucas horas.
Várias notícias concretas do senador Aécio Neves do PSDB (Tucano) ficam escondidas em pé de página dos jornais da grande imprensa ou são, simplesmente, ignoradas e não levam sequer a uma abertura de inquérito para apuração delas, como são as delações de Youssef e agora dos 300 mil que teria recebido o senador dito pelo delator Ceará e o senador sequer é afastado de suas funções, jamais cogitasse, e o Judiciário faz de conta que não houve nenhuma notícia concreta.
Por que esta distinção de postura?
Simples a resposta.
Aécio é aliado da grande imprensa capitaneada pela Rede Globo, trabalha ideologicamente para defender os interesses das elites rentistas e os interesses privados da mídia que o defende.
Interesses que se casam: rentismo (mercado financeiro), Rede Globo (maior fortuna do País, avaliada em 26 bilhões de reais) e PSDB (partido que Governa em aliança com estes dois grupos).
É só pensar nas assinaturas milionárias, por parte dos governantes de Estado aliados da grande imprensa, em São Paulo, das revistas: VejaÉpoca, dos jornais: Estadão e Folha, depois entregues nas escolas e repartições estaduais e associar o fato a uma outra palavrinha: blindagem.
O político aliado da grande imprensa faz uma troca: você me preserva de seu noticiário e eu compro suas publicações, anuncio, quando ocupante de cargo do Executivo, com exclusividade em seus meios de comunicação e eu defendo seus interesses.
Blindado até de denúncias inquestionáveis e com comprovação.
Imaginemos esta situação num País onde bem mais de 80% dos meios de comunicação defendem uma mesma Ideologia e tem como aliado central na Política um partido político chamado PSDB, também conhecido com a alcunha de Tucano.
Há condições de o Judiciário abrir inquérito contra um tucano graúdo como Aécio Neves?
A resposta está aqui.
Várias denúncias sempre arquivadas, porque o membro do Judiciário teme a grande imprensa!
Imaginemos o Poder de assassinar sua reputação que há na simples ação de mandar apurar uma denúncia contra Aécio Neves?
A insegurança jurídica é enorme.
Dar uma sentença em favor de uma condenação a Aécio Neves, o candidato com mais votos da Elite rentista e dos meios de comunicação hegemônicos?
O Brasil não deveria ser refém dos meios de comunicação hegemônicos.
Infelizmente, é.
E isto é prejudicial à nossa Democracia e à Justiça.
Por isto que se torna necessário uma quebra do monopólio da informação e comunicação, hoje, nas mãos de não mais que 10 famílias no Brasil e que professam uma mesma ideologia da qual Aécio Neves é figura central da engrenagem ideológica (modelo de sociedade e economia) que querem impor ao País.
Somente realizando uma Democratização dos meios de comunicação, para retirar estes monopólios, para impedir a propriedade cruzada (que é a presença de jornal, rádio e TV de uma mesma empresa numa mesma cidade – por exemplo: TV Globo, O Globo e rádio CBN e rádio Globo – na cidade do Rio de Janeiro) garantiremos mais Democracia na Imprensa e no Judiciário.
Imaginemos uma cidade onde toda a informação que a população recebe está nas mãos de um único grupo de comunicação? Ele faz o que bem entender certo? Denuncia quem quer, noticia o que quer, até pode blindar acusações concretas contra si (contra o detentor – dono – da propriedade cruzada).
A propriedade cruzada é proibida nas democracias mais avançadas do Mundo. Nos Estados Unidos não existe propriedade cruzada dos meios de comunicação. É considerada uma ameaça à Democracia.
Imaginemos o quão ditatorial é a voz única de um meio de comunicação.
Dois pontos adviriam da Democratização dos Meios de Comunicação:
1) O equilíbrio do noticiário com várias vozes e ideologias, o que daria força (respaldo) para o Judiciário fazer o seu papel sem medo de ter o Magistrado um assassinato de sua reputação e por buscar tornar a Justiça um local de igualdade, onde todos possam ser denunciados, investigados e punidos se comprovada a denúncia.
Afinal, a voz única da grande imprensa se transformaria em muitas vozes.
E a tentativa de assassinato de reputação de um Magistrado, Político ou qualquer cidadão seria bem menor, quase inexistente, pois, outros meios de comunicação dariam voz ao acusado para se defender, expor sua opinião aos fatos relatados. E o cuidado com a informação precisa seria valorizado.
Imaginemos um meio de comunicação ser desmascarado por mentiras constantes. Ele não resistiria por muito tempo, certo?
Haveria opinião pública plural e não opinião publicada e população refém dela.
E adviria:
2) A condição de existir o contraditório, ou seja, todas as vozes da sociedade com direito a falar e ter opinião e esta fala e opinião chegar aos nossos ouvidos.
E no caso das denúncias, via Imprensa, contra um Político, tanto do PT como do PSDB existiria a chance de defesa do acusado, de se ouvir a sua voz na imprensa em situação de igualdade e de formarmos uma opinião pública plural e crítica, capaz de nos levar a um entendimento mais completo dos fatos denunciados e chegarmos a um juízo de valor próprio.
Jamais assistiríamos a esta situação, onde políticos do PT são condenados: previamente, em manchetes garrafais com ou sem comprovação dos fatos noticiados, via meios de comunicação hegemônicos, sem sequer terem o direito de defesa da acusação imputada a eles, de expor sua versão aos fatos e a esta situação, onde, políticos do PSDB, como o senador Aécio Neves, viram nota de rodapé nos jornais, revistas e telejornais, quando aparece uma denúncia contra eles e se dão os microfones e as páginas impressas da grande imprensa para a sua defesa de imediato e eles dizerem sempre as mesmas versões em relação à denúncia:
É mentira do delator. (Quando o delator fala do PT é tudo verdade)
Tudo não passa de desvio de foco da Lava-Jato.
Denúncia fabricada por petistas para esconder a corrupção do PT, já comprovada como sendo a maior de todas as corrupções.
Etc.
Para terminar.
Pensemos juntos!
Como um Juiz pode se sentir seguro de ir contra os meios de comunicação hegemônicos capitaneados pela Rede Globo & Cia., se estes querem impor uma decisão judicial que seja a mais benéfica para eles e seus aliados na economia e na política e contra seus adversários na Política?
No mensalão do PT, a opinião publicada teve tanta força de atuação, que José Dirceu foi condenado sem provas concretas, importaram até a teoria do domínio do  fato: utilizada apenas para condenação de crimes de guerra (os generais de Hitler), os generais da antiga Alemanha Oriental e de ditadores como Alberto Fujimori do Peru, o que não era o caso, aqui.
A teoria do domínio do fato foi criada, lá na Alemanha pós Segunda Guerra Mundial para se chegar aos mandantes dos crimes de guerra, afinal, de maneira bem simplória, o soldado (comandado) é quem atira, mas quem manda atirar são os generais; no Peru, quem mandou matar opositores à Fujimori foi o próprio Ditador.
O Poder da opinião publicada dos mais de 80% de meios de comunicação hegemônicos e pedindo a condenação dos petistas 24 horas por dia, que acabou transposta para o brasileiro comum, contribuiu, decisivamente, para que houvesse condenação de José Dirceu sem provas concretas.
24 horas de noticiário, sem contraditório, sem ouvir a voz e defesa dos acusados e dos seus defensores pela condenação, nos mais de 80% de meios de comunicação hegemônicos da grande imprensa capitaneados pela Rede Globo & Cia., não poderiam dar outro resultado:
A condenação.
O que resultou na célebre frase da Ministra Rosa Weber do STF:
Não há provas contra Dirceu, mas vou condenar José Dirceu porque a Literatura Jurídica me permite.
Imaginemos o medo da magistrada de ir contra a opinião publicada que se misturou com a opinião pública?
Por que foi possível esta célebre frase?
A resposta fica para cada um dar. Faça uma reflexão própria. Sem intermediação de ninguém.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/alexandre-tambelli-por-que-aecio-e-blindado-ate-de-denuncias-inquestionaveis-comprovadas-e-nunca-e-investigado.html