Pesquisar este blog

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

A receita de Marina para ganhar os holofotes da imprensa.

09.01.2015
Do blog DÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 08.01.16
Boba ela não é: Marina
Boba ela não é: Marina

Fui ao Twitter ver o que se estava falando de duas mulheres que foram notícia estes dias: 
Lu Alckmin e Marina Silva.

A primeira pela orgia aérea, os copiosos voos em aeronaves patrocinadas pelo contribuinte paulista. A segunda pelas declarações golpistas.

Batata.

Nada de novo sobre a senhora Alckmin. O tuíte destacado era um artigo meu de dois dias atrás. Globo, Veja, Estadão, a própria Folha que deu a nota: nada.

Um abuso de tal magnitude dos recursos públicos não é notícia para a imprensa.
Marina, em compensação, estava, e está, em todos os lugares. Parecia uma estrela de rock.

Isso mostra duas coisas.

Um: notícia, na versão peculiar da imprensa brasileira destes tempos, é tudo que seja negativo para o PT.

Dois: Marina pode ser golpista, confusa, prolixa e assaltada por um crônico autovitimismo. 

Mas tonta não é.

Ela sabe que a fórmula infalível para conseguir os holofotes de jornais e revistas, hoje, é defender o golpe.

Você vai aparecer na primeira página dos jornais, terá destaque nas revistas, falará a rádios e emissoras de tevê.

É a palavra mágica. Duas meras sílabas: golpe.

Veja o que aconteceu com Joaquim Barbosa. Enquanto ele disse tudo que os barões da mídia queriam que ele dissesse, teve tratamento de rei.

Bastou sair um pouco do roteiro e passou a ser ignorado como um frentista do interior. Em sua conta no Twitter ele defendeu vigorosamente, por exemplo, o fim do financiamento por empresas de campanhas eleitorais.

Atacou, também, a oposição por sustentar Eduardo Cunha, o rei dos corruptos. No início de outubro de 2015, ele escreveu no Twitter: “Contra o presidente de uma das casas do Congresso há acusações de crimes graves, mas ele é apoiadíssimo pelo PSDB!”

Note duas coisas na eloquência tosca, mas sincera, de JB: uma é o superlativo apoiadíssimo. Eduardo Cunha, sublinhou, era mais que apoiado por FHC, Aécio e sequazes. Era apoiadíssimo.  A outra é a exclamação.

Bem, tente achar JB em jornais e revistas. Se ele quiser voltar a ser notícia, vai ter que dizer, como antes, o que Marinhos, Frias et caterva desejam que ele diga.

É uma troca que funciona assim: eu dou a você notoriedade, e com ela você pode ganhar dinheiro com palestras, livros, o que for. E você me dá opiniões que me ajudem a destruir meu inimigo.

Quem se estrepa com isso é a sociedade.

Marina falou em cassação pelo TSE. Em minha busca no Twitter, a primeira menção era da Veja.

Até o site ultrarreacionário Antagonista, de Diogo Mainardi, noticiou o rompante golpista de 
Marina. (Quem for ao Twitter de Eduardo Cunha vai reparar que ele retuíta com frequência o Antagonista. Cunha e Mainardi: tudo a ver.)

De novo: Marina pode ser tudo, mas tonta não é, ainda que muitas vezes pareça.
*****
Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-receita-de-marina-para-ganhar-os-holofotes-da-imprensa-por-paulo-nogueira/

Em BH, jornalista descobre que é do “tipo que rouba supermercado”

08.01.2016
Do blog VI O MUNDO, 06.01.16
Captura de Tela 2016-01-06 às 12.41.33
Hoje descobri que sou o tipo de gente que rouba o DIA Supermercado!
Ao passar na rua da Bahia avistei um supermercado novo e resolvi entrar para comprar duas lâmpadas.
Quando cheguei na porta fiquei em dúvida e perguntei ao segurança onde era a entrada já que de um lado havia uma roleta e do outro os caixas.
O segurança que se chama Nivaldo olhou pra mim com seus olhos azuis de cima abaixo e gritou agressivamente que era para eu colocar a minha bolsa no guarda volume, o supermercado parou, funcionários e clientes voltaram a atenção para nós (sempre pensei que tiraria de letra uma situação dessas, mas queria que o chão se abrisse pra eu pular dentro).
Eu respondi que não foi essa a pergunta que o fiz, e o perguntei porque que eu deveria guardar minha bolsa já que todas as mulheres que os meus olhos alcançavam no interior da loja estavam com suas respectivas bolsas.
Ele me perguntou em alto e em bom som se eu não sabia ler apontando para um painel que estava na parede com mais de 50 frases e uma delas dizia: Proibida a entrada com bolsas, sacolas e mochilas.
Nisso um outro cliente passou a roleta com bolsa e entrou na loja sem que o segurança o abordasse. Rodei a roleta e o segurança tirou o cassetete da cintura para me intimidar, mesmo com medo perguntei a ele se ele achava que eu iria roubar a loja.
Ele olhou pra mim e falou bem alto “é esse tipo de gente que rouba aqui todos os dias”.
Pensei em virar as minhas costas e ir embora, mas fui até a encarregada da loja que se chama Luciane e relatei o ocorrido a ela e disse que ele me constrangeu e me ameaçou com o cassetete.
Ela me disse que isso já havia ocorrido outras vezes e que ela só estava esperando outra pessoa reclamar para pedir a substituição do mesmo. Aí não aguentei.
Solução da história fomos parar na delegacia eu e ela para fazer um B.O. de constrangimento, calúnia e ameaça, tudo isso levou três horas e meia.
Descobri hoje que jornalista e publicitária é o tipo de gente que rouba o DIA Supermercado. #‎nenhumDIAéDIAderacismo‬
*****
Eu que me achava tão forte e tão preparada para enfrentar uma situação dessas senti que a dor é tão cruel que dá vontade de pedir ao condutor: Para a vida que eu quero descer, mas não, não sou eu que devo descer. Mesmo com toda humilhação que nos sujeitam não podemos nos calar. Temos que gritar bem alto (mesmo que com lágrimas nos olhos): aqui não racista! Obrigada à todos que compartilharam o ocorrido, obrigada à todos que deixaram um recado carinhoso em inbox para me consolar.
Começar 2016 com o racismo mais presente como nunca é inaceitável, mas agradeço à todas as pessoas que me apoiaram com carinho e atenção nesse momento tão difícil ( e não foram poucas) .
Os principais sites de noticias falaram sobre o fato o R7, G1, Jornal O Tempo, jornal Estado de Minas dentre outros. Os racistas estão lá a comentar.
Peço que deem uma lida nas matérias.
A luta contra o racismo continua, não sou a primeira e infelizmente não serei a última…
Leia também:
*****
Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/em-bh-jornalista-descobre-que-e-o-tipo-que-rouba-supermercado.html

A politicalha antinacional de um “promotor-vazador”

08.01.2016
Do blog TIJOLAÇO, 24.10.15

vira
Aguardam-se, segunda-feira, as providências do Dr. Rodrigo Janot contra o procurador (ir)responsável pelo esdrúxulo inquérito que corre na seção do Distrito Federal.
Uma simples investigação de “possibilidade” de ter havido tráfico de influência de Lula em favor de empresas brasileiras no Exterior está sendo tratada como uma brincadeirinha e o dever funcional de sigilo, salvo se caracterizada alguma transgressão à lei.
Depois de ter fornecido a relação da palestras e seus patrocinadores – espontaneamente oferecida por Lula, embora se trate de contratos privados – agora está difundindo os telegramas diplomáticos, o que é um abuso inominável, porque são sigilosos e com essa natureza foram entregues ao MP.
Os países têm interesses e os nossos na Venezuela não são poucos.
Mesmo com o déficit comercial brasileiro no ano passado, nossa balança de exportações e importações com aquele país foi superavitária em  US$ 3,45 bilhões. Os negócios de empresas brasileiras por lá somam US$ 20 bilhões.
O que se pretende que o Brasil faça com a Venezuela, a chute?
Depois alegam que é preciso ser “pragmático” e não “ideológico” nas relações exteriores.
Engraçado é que, na mesma matéria, menciona-se sem nenhum escândalo que os EUA vetem a venda de aviões brasileiros com tecnologia embarcada pertencente à empresas norte-americanas. O que é isso, senão “ideologia”? Acaso os venezuelanos não podem comprar aeronaves com a mesmíssima tecnologia da Rússia ou da China?
Onde está o pecado em reconhecer que haverá boa vontade do Congresso paraguaio com uma medida justa, que é pagar o preço real pela energia de Itaipu? Será que temos de agir com os paraguaios como agiu D. Pedro II, que substituiu Caxias no comando de nossas tropas porque patrono do nosso Exército não quis, depois de tomada a capital Assunção, dar curso a uma operação de extermínio total, afinal entregue ao genro imperial, o malsinado Conde D”Eu?
Geisel, com a ajuda do embaixador Ítalo Zappa, negociou o apoio às jovens e revolucionárias repúblicas africanas libertadas de Portugal, todas lideradas por esquerdistas, e deu ao Brasil uma projeção na África que, até então, era zero.
Será que Geisel era “bolivariano” ou outra sandice do gênero?
E mais, a matéria deixa claríssimo que os negócios do Brasil com a Venezuela seguiriam mesmo sem a entrada daquele país no Mercosul, demonstrando que a intenção de Lula – e a brasileira – era de fortalecer um bloco regional, muito mais que fechar qualquer tipo de negócio.
E, portanto, sem contratos que pudessem gerar benefícios pessoais ao ex-presidente, embora certamente tragam muitos aos interesses do nosso país.
Coisa que, ao que parece, não interessa muito ao promotor-vazador, que troca seus deveres funcionais pelo desejo de insultar Lula por ser o que ele não é: alguém que deseja o sucesso do Brasil.
****
Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/a-politicalha-antinacional-de-um-promotor-vazador/

FHC carrega um general golpista no peito

08.01.2016
Do blog CONVERSA AFIADA, 07.01.16  

Florestan não o reconhecia mais...
florestan e fhc
Florestan lhe foi útil para subir na carreira (acadêmica). Depois...
A partir do twitter do Emir Sader, o Conversa Afiada reproduz artigo de Laurez Cerqueira:


No discurso de despedida de Fernando Henrique Cardoso, do Congresso Nacional, antes da posse para o exercício do seu primeiro mandato, estava no meio dos parlamentares, elegantemente vestido, sentado na cadeira de sempre, como um aluno disciplinado, já bastante debilitado pela doença hepática, segurando uma bengalinha, o Professor Florestan Fernandes, reeleito por São Paulo.

Fernando Henrique o viu no plenário. Pediu licença ao senador Humberto Lucena, que presidia a sessão, disse que quebraria o protocolo para cumprimentar uma pessoa.

Desceu os degraus do alto da Mesa, embrenhou-se entre os parlamentares que o assediavam calorosamente, postou-se frente ao mestre e o abraçou. Florestan desejou-lhe boa sorte e êxito no governo.

No final daquele momento, como que movido por um lampejo de confiança no ex-aluno, Florestan disse a Fernando Henrique: “Veja bem, Fernando: não crio gatos. Crio tigres”.

Disse isso sob forte emoção, certamente lembrando-se de que ele teria sido um dos professores mais influentes na formação acadêmica dele.

Foi num bar em São Paulo que Florestan conheceu Fernando Henrique, ainda rapazinho, em dúvida sobre que curso faria na universidade.

Florestan teve uma conversa impactante com ele, falou sobre a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, sobre o curso de sociologia, e da importância de se formar sociólogos nas nossas universidades para ajudar nos estudos, nas pesquisas, sobretudo no desenvolvimento do pensamento e na interpretação do Brasil pelos próprios brasileiros.

Foi com base nessa conversa que Fernando Henrique decidiu fazer o exame para cursar sociologia na USP. Florestan foi professor dele, orientador no mestrado e no doutorado.

Ficaram tão amigos que Fernando Henrique mudou-se para a mesma rua que morava o mestre para conviver, frequentar a biblioteca e ouvi-lo mais. Florestan o tinha em alta consideração fraterna e intelectual.

Aquele momento da cerimônia de posse foi marcante para Florestan, mais marcante ainda a decepção com o rumo dado por Fernando Henrique ao governo, que apenas se somou a outras decepções políticas acumuladas ao longo da carreira do ex-aluno presidente. Mas nada disso abalou a relação pessoal e o respeito que tinham um pelo outro.

Em 1996, Fernando Henrique havia dado um golpe na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que estava sendo debatida na Câmara, sob a coordenação do então deputado Florestan Fernandes, com apoio do Fórum Nacional de Educação.

Numa articulação comandada pelo seu vice-presidente Marco Maciel, ele aprovou no Senado o projeto de lei do governo tornando regimentalmente prejudicado o projeto de LDB da Câmara, que acabou sendo arquivado.

Esse fato deixou Florestan indignado e decepcionado, por ter sido colocado por terra anos de debate e de construção democrática, com a participação da sociedade, de uma proposta de educação que provocaria uma transformação profunda no país.

Dias depois, numa conversa sobre o golpe da LDB, ele sentado, tirou os óculos de hastes e lentes grossas, colocou-os sobre a mesa, passou os dedos nas sobrancelhas de fios compridos, e disse, referindo-se a Fernando Henrique, com todo o cuidado que tinha no trato com as pessoas: “É… Fernando está ficando politicamente irreconhecível”.

O mundo girou e hoje Fernando Henrique rola ladeira abaixo numa decadência ética inimaginável. Lidera a tentativa de um golpe parlamentar contra a Presidenta Dilma e contra a ordem institucional da República, sem o menor constrangimento público, mesmo sabendo que ela é uma mulher íntegra, honesta, de conduta ética ilibada, e que contra ela não há nenhum indício de crime de responsabilidade.

A impressão que passa é que Fernando Henrique guarda um general golpista dentro dele. Tudo indica que é um general integrante da UDN, que andava incubado e agora aflorou.

Parece muito com o que tentou derrubar Getúlio Vargas, Juscelino Kubitscheck, ajudou a eleger Jânio Quadros e derrubou João Goulart.

Em matéria de falta de constrangimento público, de aridez interna, ele e Eduardo Cunha se parecem. Não sentem vergonha do que estão tramando. Aliás, estão juntos na empreitada do “golpe paraguaio” no Brasil.

O fato é que o golpe não vai acontecer, porque a sociedade está com a democracia e vai defender a ordem institucional vigente.

Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Cunha e Michel Temer entrarão para a história, mas pela porta dos fundos e farão parte da ala dos golpistas onde estão Carlos Lacerda, os generais Castelo Branco, Costa e Silva, Médice, Geisel, Figueiredo e outros políticos que não toleram a democracia.

Na ala da história onde está Florestan Fernandes, seguramente Fernando Henrique não estará.
****
Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/fhc-carrega-um-general-golpista-no-peito

Briga por verba reflete a briga contra Dilma na PF

08.01.2016
Do blog MARCELO AULER REPÓRTER
Por Marcelo Auler

A chiadeira dos delegados federais na suposta defesa do orçamento da instituição para 2016 na verdade esconde um jogo político grande e acirrado. Há de tudo um pouco, mas o principal mote de muitas das reclamações, em especial de um grupo cujo tamanho não é possível ainda mensurar, é a briga política contra o governo de Dilma Rousseff, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, Lula e o Partido dos Trabalhadores.
POstagem feita
Em 15 de março, um grupo de delegados federais já demonstrava o desrespeito com a presidente e a falta de comando e liderança no DPF.
Logo, se constata que o que existe é uma briga política, pois muitas das críticas partem de pessoas as quais, embora se apresentem como defensoras da instituição, no fundo estão fazendo campanha política com interesses variados. Algumas delas, campanha direta contra o governo.
Basta verificar várias postagens que circularam durante 2014 e 2015 no Facebook dos delegados de Polícia Federal,como a da foto ao lado, que rola na rede social desde março passado, bem antes de se saber do corte orçamentário
Até hoje, como declarou Cardozo na quarta-feira (06/01), não faltaram recursos. Por isso, ele cobra do superintendente do Paraná, Rossalvo Ferreira Franco, explicações sobre o pedido de verba extra feito ao juiz Sérgio Moro para compras de peças de carro e pagamento da luz.
O pedido pode ter sido indevido, com base no Manual de Bens Apreendidos, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme mostrou Fernando Brito em A “doação” de Moro para a PF: “embora não seja apropriado”?, no blog Tijolaço.com.br. Ele foi além e descobriu que apesar de requisitar R$ 172 mil ao juiz, a SR/DPF/PR dispunha de verba orçamentária, duas vezes maior – R$ 409 mil -, para estas despesas. Isto Brito mostrou na reportagem Dr. Moro, desculpe, erramos. Não eram R$ 202 mil em peças para carros da PF , eram R$ 409 mil.
Na quarta-feira, o ministro Cardozo falou que a prova maior de que não falou verba no Paraná foi a devolução, por parte da superintendência, de R$ 3 milhões que não foram utilizados no exercício de 2015.
Na briga política entre delegados e o governo Dilma, o Sindicato dos Delegados do Paraná e a Associação Nacional dos Delegados Federais emitiram nota na tarde desta quinta-feira (07/01), de solidariedade ao superintendente do DPF naquele estado. Mais uma vez se apegam à Operação Lava Jato para passarem a ideia de que o governo do PT está contra combaterem a corrupção. As duas entidades desmentem o ministro garantindo que a Superintendência não devolveu dinheiro algum e a Delegacia de Foz de Iguaçu terminou o exercício com um rombo de R$ 2 milhões. Com isso, justificam o dinheiro pedido ao juiz.
Algumas das transgressões disciplinares da carreira de polícia federal
Algumas das transgressões disciplinares da carreira de polícia federal
Assim, demonstrado que a aceitação do mencionado montante não se deu em razão de má gestão ou malversação do dinheiro público, na medida em que é notório que o Delegado de Polícia Federal Rosalvo Ferreira Franco e sua equipe estão realizando um trabalho exemplar em prol da população brasileira, mormente no combate à corrupção, as entidades signatárias vêm à público reafirmar seu incondicional apoio a estes no sentido de repudiar qualquer ato falacioso que vise denegri-los ou a qualquer integrante da Polícia Federal”, encerra a nota.
Desrespeito ao regulamento – As desavenças entre delegados e governo do PT são antigas, Muitas delas começaram após a saída do primeiro diretor do DPF no governo Lula, Paulo Lacerda. Mas se exacerbaram nos últimos anos, após os escândalos do Mensalão e da Lava Jato. Desde então as postagens dos delegados no Facebook deixaram de ser mero exercício do direito à liberdade de opinião para passarem a atropelar o previsto no Decreto Nº 59.310, de 23 de  setembro de 1966, Trata-se do Regimento Jurídico da Carreira que estipula deveres e direitos dos policiais federais.
Estas postagens, não apenas desrespeitam autoridades e atos administrativos (parágrafo primeiro do Art. 364) como também podem ferir, dependendo da interpretação, o parágrafo XII do mesmo artigo que proíbe “valer-se do cargo, com o fim ostensivo ou velado, de obter proveito de natureza político-partidária para sim ou para outrem” (veja quadro). O que tem faltado no DPF na gestão do diretor geral Leandro Daiello Coimbra e também pelo ministro Cardozo, é comando e liderança.
Em uma das postagens no Facebook delegados comparam o ministro da Justiça ao Bozó
Em uma das postagens no Facebook delegados comparam o ministro da Justiça ao Bozo
Impunidade gera abusos - A atual direção e o ministro deixaram impunes fatos como o ocorrido na véspera das eleições de 2014. Na época, um grupo de delegados da Lava Jato postou no Facebook mensagens criticando o governo Dilma, sua candidatura e apoiando Aécio Neves. Foi campanha política pura, mas nada aconteceu aos seus autores. Talvez por medo da direção geral de punir delegados que estavam nas páginas do noticiário com heróis pelas prisões da Operação Lava Jato.
Da mesma forma como nada aconteceu quando começaram a surgir denúncias de irregularidades na SR/DPF/PR. Foram várias, do grampo ilegal instalado na cela de Alberto Youssef, ao vazamento de um rascunho da delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, quando ele estava na carceragem da superintendência. Passam ainda pelo grampo no fumódromo, pelo vazamento seletivo de informações para jornalistas escolhidos a dedo, pelo uso de celular por Youssef na cela, pela apresentação de uma sindicância que hoje se tem como inverídica diante dos fatos já levantados, pelo falso testemunho de delegados diante de um juiz federal entre outras.
cardozo cachorrinho de Lula
Na página dos delegados da Polícia Federal, em 19 de agosto, foi reproduzida charge em que o ministro Cardozo é visto como cachorrinho de Lula.
A liberalidade foi como um sinal verde. E a página do Facebook, como mostram alguma postagem que o blog recebeu, mais do que crítica à política do governo, passou ao deboche das autoridades, entre elas a presidente Dilma, como na foto no alto desta postagem, e o ministro Cardozo, nas fotos, acima, em que ele foi tratado como palhaço, e ao lado, com uma charge em que é tratado como cachorro de Lula.
Quando a briga não é para derrubar o governo é por aumento de salários, em uma velha disputa que delegados federais travam para se equipararem aos membros do Ministério Público Federal.
Sobrou para Paula Rousseff - Nessa disputa, atingiram até a filha da presidente Dilma Rousseff, Paula Rousseff Araujo, que, em 2003 – bem antes, portanto, de a mãe ser escolhida para suceder Lula – foi aprovada em concurso no Ministério Público do Trabalho – carreira que faz parte do Ministério Público Federal.
Entre seus colegas, pelo que o blog ouviu de uma procuradora do trabalho, ela é respeitada como séria e dedicada. Ainda assim, virou alvo das críticas de delegados, por conta do velho anseio de serem equiparados à carreira do MPF.
filha de dilma
O salário de Paula, a filha de Dilma, procuradora do Trabalho concursada, foi exposto como se fosse um benefício pessoal e favorecimento.
Em uma reprodução de postagens, o delegado Armando Rodrigues Coelho Neto, aposentado, com um trabalho elogiável a favor das rádios comunitárias e pessoalmente bastante crítico aos que defendem o impeachment da presidente, levou à pagina dos delegado federais o valor do salário de Paula, com o comentário: “maior que um DPF com 30 anos de serviço. Isso é salário moral? #issonãoémoral”.
A remuneração dela é a da categoria: procuradores do trabalho. Mas, por ser maior que o dos delegados, gera o movimento de protesto como se fosse um salário específico, beneficiando-a por ser filha de quem é.
Apoio da Maçonaria - Na verdade, há de tudo nesta discussão em torno do orçamento da Polícia Federal. Em alguns casos, a preocupação com a falta de verba em, si, pode não ser o mote maior.
Apela-se também para todo o tipo de denúncia. E para todos os tipos de aliança. Como, por exemplo, os Maçons do Brasil, que defendem abertamente o impeachment da presidente, a derrubada do PT e de Lula, considerados comunistas.
Eles, inclusive, prometem um ato em 19 de fevereiro quando estarão no Congresso Nacional para protestar contra a corrupção e, obviamente, endossar o coro pró-impeachment.
Face DPF 21 Dilma Maços
A delegada Tânia Prado levou para a página dos delegados no Facebook o apoio da Maçonaria que defende o impeachment da presidente.
Ressalte-se que muitos delegados e policiais federais – como o superintendente do Paraná, Rosalvo -, são maçons. Outros, ao menos, parecem apoiados por eles. A delegada Tânia Prado, diretora regional em São Paulo da Associação Nacional dos Delegados da PF e uma das articuladoras da mobilização da categoria contra o que classificam de ‘sucateamento’ da corporação, por exemplo, aparece nas páginas dos maçons e leva as postagens deles para a dos delegados federais, como ao lado.
Já na página “Avança Brasil Maçons BR” uma postagens mostra e-mail da superintendência em Brasília. Nele, no dia 22 de dezembro, o setor de logística comunicou que zerou a cota de combustível do ano e que o atendimento rotineiro voltará a acontecer a partir de 1 de janeiro.
Trata-se de documento interno da Polícia que vazou. Serviu para mais uma propaganda de que o governo Dilma estaria cortando verbas da Polícia Federal. Esquecem apenas que ele se relaciona ao orçamento de 2015, previsto em 2014 e executado durante os onze meses e vinte e dois dias do ano que terminaria nove dias depois, dos quais cinco praticamente feriados e fins de semana.
maçoms apoiando
Na página dos maçons,o e-mail interno da Superintendência de Brasília virou propaganda contra o governo.
O e-mail não diz que não haverá mais combustível, pois admite que podem ocorrer situações de urgência. Alerta apenas que nesses casos – e se houvesse operação ou alguma diligência, certamente seria uma delas – “deverão se apresentadas ao Exmo. Superintendente Regional para autorização do atendimento”.
Mas a postagem dos maçons fala em “desmanche da PF após o corte do orçamento”. Corte programado para o orçamento de 2016 e que, portanto, nem sequer aconteceu – nem se sabe se acontecerá. Mas já é apontado como responsável por uma situação excepcional, ocorrida em dezembro, no final do exercício financeiro. E que em momento algum paralisou a superintendência de Brasília. Muito menos a Polícia Federal como um todo. Ou seja, não passou de mais uma típica propaganda contra o governo, feita com base em documento vazado de dentro da superintendência.
Por isso é que é preciso muito cuidado ao se deparar com a campanha que esbraveja por conta dos cortes do orçamento que foi previsto, mas ainda não ocorreu. Na verdade, pode estar havendo uma grande manipulação. Afinal, com servidores assim, dispensa-se oposição partidária.
*****
Fonte:http://www.marceloauler.com.br/briga-por-verba-reflete-a-briga-contra-dilma-na-pf/#more-2066

O fim do seu “reinado” nefasto está próximo, senhor Eduardo Cunha

08.01.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
cunha capa
Prezado senhor,
Quem lhe escreve é apenas e tão-somente uma das cerca de duas mil pessoas que, no dia 9 de dezembro do ano passado, tiveram a honra de, no Blog que edito, tornarem-se signatárias de pedido à Procuradoria Geral da República, via representação popular, para que o senhor seja retirado da Presidência da Câmara dos Deputados.
Como se o senhor não soubesse…
Uma semana depois, senhor Cunha – e não me darei ao desfrute de usar a forma de tratamento que o seu mandato e o seu cargo concedem porque o senhor não os respeita -, exatamente no dia 16 de dezembro, estava eu em Brasília, prestes a protocolar na Procuradoria a representação em tela, quando tive a notícia de que a Polícia Federal vasculhou a sua residência em busca dos elementos necessários a livrar o país de um deboche, de uma agressão a cada um de seus cidadãos, ou seja, da sua Presidência na Câmara.
cunha 1
Mais três dias se passaram e o procurador-geral da República, doutor Rodrigo Janot, emitiu medida cautelar, interposta no Supremo Tribunal Federal, cujo teor fala por si mesmo.
cunha 2
As razões expostas pelo PGR nessa medida cautelar para o pedido de seu afastamento, senhor Cunha, são quase tão estarrecedoras quanto a sua postura inaceitável de permanecer no cargo que ocupa.
1 – PRÁTICA DE VÁRIOS CRIMES.
2 – PROMOÇÃO E INTEGRAÇÃO DE ORGANIZAÇÃOCRIMINOSA.
3 – OBSTRUÇÃO E EMBARAÇAMENTO DE INVESTIGAÇÕES.
O mais grave de todos esses elementos é a obstrução e o embaraçamento das investigações que o senhor, mancomunado com grande parcela do PMDB, com a totalidade do PSDB e com outros partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff estão praticando ao proporem um golpe parlamentar contra uma mandatária legitimamente eleita e contra quem não pesa uma só das provas testemunhais e materiais que pesam contra si.
O pedido de impeachment que o senhor acolheu e que cerca de metade da Câmara dos Deputados apoia nada mais é do que uma tentativa de tirar a presidente do cargo para que o seu colega de partido, Michel Temer, interrompa as investigações da Polícia Federal, as quais ela apoiou desde o início mesmo contra seus próprios interesses políticos e os de seu partido.
Não é por outra razão, senhor Eduardo Cunha, que o procurador-geral da República, na peça que dirigiu ao STF, chama o senhor e os seus comparsas de “delinquentes”, como mostra o trecho do documento reproduzido abaixo:
EDUARDO CUNHA, diretamente ou por meio de seus aliados, vem se valendo das prerrogativas do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados para pressionar testemunhas e, assim, tentar evitar que as investigações que correm contra si e outros delinquentes se desenvolvam segundo o devido processo”
Se juntarmos as palavras grifadas no trecho da representação do PGR reproduzidas acima, ficaria assim:
Eduardo Cunha vem se valendo das prerrogativas do cargo para pressionar testemunhas e tentar evitar investigações contra si e outros delinquentes
E mesmo assim o senhor não deixa o cargo.
Há, portanto, que usar a lei para conseguir aquilo que o senhor não tem o bom senso de fazer. E o cerco está se fechando, senhor Cunha.
Na última quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal autorizou a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal, de sua mulher, Cláudia Cruz, de sua filha, Danielle Dytz da Cunha, além de pelo menos três empresas ligadas à sua família.
O senhor está prestes a ser indiciado pelo Supremo por suspeita de ter mantido contas secretas no exterior com recursos desviados de negócios da Petrobras na África.
Parte dos dados fiscais já foram enviados pela Receita Federal aos procuradores que atuam na Lava Jato e embasaram o pedido de busca e apreensão na sua residência no último dia 15 de dezembro, na residência oficial do presidente da Câmara, o que envergonha este país diante do mundo, senhor Eduardo Cunha.
E o senhor não tem o bom senso de renunciar.
Receita Federal já identificou indícios de aumento patrimonial do senhor que é incompatível com os rendimentos da sua família, senhor Cunha. Rendimentos que totalizam R$1,8 milhão entre 2011 e 2014.
E o senhor não tem o bom senso de renunciar.
O pior não é isso, senhor Cunha. O pior é que existam tantos parlamentares que o apoiam porque acreditam que se o senhor permanecer no cargo conseguirá derrubar a presidente Dilma Rousseff para que seu colega de partido e vice-presidente da República ponha termo às investigações.
Concluo esta missiva, meu senhor, manifestando confiança em que o seu “reinado” nefasto está no limiar do fim. O cerco se aperta e o senhor sabe muito bem que as decisões que o STF está tomando ao lhe ter dado 10 dias para se defender e ao determinar a quebra dos seus sigilos prenunciam que seu afastamento será determinado.
Uma vez fora da Presidência da Câmara, meu senhor, estará frente a frente com a lei da qual o senhor debochou, à qual o senhor afrontou, a qual o senhor tentou barrar. Acabou, senhor Eduardo Cunha.
Por que lhe escrevo tudo isso, então? Por que não posso deixar de lhe dizer que o senhor enfrentaria com uma réstia de dignidade tudo que tem pela frente se, pelo menos a esta altura, tivesse o bom senso de reununciar antes que seja “renunciado” pelo STF. Talvez o senhor não acredite no que estou afirmando, mas, em breve, irá acreditar.
****
Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/01/o-fim-do-seu-reinado-nefasto-esta-proximo-senhor-eduardo-cunha/