quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Santayana: só não vê quem não quer

06.01.2016
Do blog TIJOLAÇO,05.01.16
Por FERNANDO BRITO

salvador
Mauro Santayana, que vem de longe e enxerga longe nos seus 60 anos de jornalismo, dá o recado: é bom o tucanato colocar as barbas de molho, porque o mais de ano de histeria que promoveram, como se viu nas pesquisas, não lhes deu a condição de franco favorito em 2016.  A transferência da política para os tribunais e da sua argumentação para o poder dos procuradores e dos delegados de polícia pode fazer o que não era ainda possível – pelo personagem e pelo ainda restrito processo de politização do STF – com Joaquim Barbosa.
Moro não é dado a chiliques como Barbosa. É silencioso, obstinado e traça planos de longo prazo, como se vê em seu sonho cultivado por mais de uma década e expresso em artigos muito detalhados – de repetir no Brasil a Operação Manu Puliti italiana. Tem o poder incontestável, até agora, e é só querer para que lhe surjam as bases para uma aventura eleitoral.
Mídia não faltará.

A oposição e os “salvadores da pátria”

Mauro Santayana
As divulgação de “acusações” de delatores “premiados” contra os senadores Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Fernando Collor e Aécio Neves vêm corroborar o que afirmamos recentemente em O impeachment, a antipolítica e a judicialização do Estado
A criminalização da política, na tentativa e na pressa de retirar o PT do Palácio do Planalto por outros meios que não os eleitorais, iria descambar para a condenação, paulatina, geral e irrestrita, da atividade como um todo.
Esse é um processo que parece estar focado, além de, principalmente, no PT, também nos partidos ou candidatos que possam fazer sombra, no campo adversário ao do governo, ao projeto messiânico de um “novo Brasil” que está sendo engendrado à sombra da ambição e do deslumbramento das forças surgidas da “guerra contra a corrupção” e da “Operação Lava-Jato”.
A entrevista da semana passada, com o procurador Deltan Dalagnoll, na primeira página do Correio Braziliense  e a capa da retrospectiva de Veja, com a cara fechada do Juiz Sérgio Moro, com o título de “Ele salvou o ano” (a segunda, se não nos enganamos) que – será por mera coincidência? – lembra a capa da mesma revista com o rosto de Fernando Collor, com o título de “O caçador de Marajás”, publicada muito antes de ele anunciar-se candidato a presidente da República – são emblemáticas do que pode vir a ocorrer – do ponto de vista midiático – nos próximos três anos.
Só os cegos, os surdos, ou os ingênuos, não estão entendendo para que lado começa a soprar – quase como brisa – o vento – ou melhor, para tocar que tipo de música está começando a se preparar a banda.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/33190-2/

ASSASSINO CRUEL: A mente perturbada do acusado pela morte do indiozinho. Por Renan Antunes de Oliveira, de Imbituba

06.01.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 05.01.15

Matheus: fortes evidências contra ele
Matheus: fortes evidências contra ele
A polícia de Santa Catarina prendeu Matheus de Ávila Silveira, acusado de matar o indiozinho kaingang Vítor Pinto na rodoviária de Imbituba, no sul de Santa Catarina.
Ele é um desempregado de 23 anos, paciente de um posto de saúde municipal. Não conseguia ficha para psiquiatra e relaxava na medicação.
Seu perfil no Facebook, sob o codinome Moxa Zombiie, indica uma mente perturbada. Numa imagem, ele homenageia os adoradores das trevas. Parentes dizem que ele é viciado em drogas e alcoólatra. Vivia na rua. No ano passado tentou matar os pais a facadas.
O crime ocorreu na antevéspera do ano novo. Imagens da vigilância do terminal mostraram o incidente e ajudaram na identificação do suposto autor.
Vítor estava com a mãe em frente à rodoviária, cerca de meio-dia. Vitor brincava embaixo de uma árvore quando um homem se aproximou. Chegou sorrindo, disse a mãe. Passou a mão na cabeça de Vítor, retirou um estilete do bolso e cortou sua garganta. Depois partiu.
O rosto do criminoso não estava nítido, mas as roupas o denunciaram, diz a polícia.
Segundo o delegado Rogério Taques, Matheus confessou o crime aos PMs que o prenderam na noite seguinte, véspera do ano novo. Ele foi abordado por policiais que procuravam suspeitos com a descrição dele, enquanto vagava pelas ruas do bairro Nova Brasília.
O delegado Rafael Giordani pergunta quais as chances de outro brasileiro com o mesmo tipo físico e vestindo as mesmas roupas estar na mesma cidade. Seriam como ganhar na mega da virada, ele mesmo responde.
Vítor foi enterrado em sua aldeia, em Chapecó, no Oeste catarinense.
Na delegacia, Matheus teria alternado a confissão com negativas e falas desconexas, possivelmente por estar sob efeito de drogas. O delegado Giordani disse que não viu conotação racial no crime.
Além da tese matemática das chances de autoria, o delegado disse que está convencido da culpa de Matheus porque ele dispõe de imagens diferentes daquelas exibidas pelas TVs, mais nítidas. As da TV foram tiradas do sistema de vigilância por um celular, com qualidade mais baixa.
Familiares que viram o vídeo teriam confirmado a identidade dele.
O que sobrou do pequeno índio
O que sobrou do pequeno índio
O delegado disse que não tem dúvidas da autoria porque a roupa e a mochila do homem que aparece nas imagens atacando a criança no colo da mãe são as mesmas que Matheus usava no momento da prisão.
A polícia fez uma busca na casa dos pais e encontrou objetos que seriam provas. O delegado Giordani ainda não concluiu o inquérito, o que promete fazer até a semana que vem.
No domingo (3), o pai, o portuário aposentado Dai Silveira, e a mãe Marise, funcionária da malharia Ferju da BR101, não quiseram dar entrevista defendendo o filho.
Dona Marise se distanciou dele: “Matheus não mora mais aqui”. A confortável casa deles fica num bairro com uma vista espetacular do porto de Imbituba.
A familia está devastada com a identificação de Matheus pela polícia como o matador . Nas conversas todos o culpam, mesmo que ele não tenha assumido nada ainda.
Escrevo este texto a 200 metros da casa dos pais, na cozinha de uma tia onde Matheus passou anos felizes e viveu como um menino normal até completar a oitava série no Colégio Caice, há oito anos.
Falam sobre ele tios, primas e o namorado de uma delas, todos muito próximos, todos chorando em algum momento da conversa. Os pais de Matheus tinham acabado de sair, com rumo ignorado.
A prima mais próxima diz o que acha que foi que transformou o primo: seu próprio sofrimento em família e na escola.
“Era um menino maravilhoso, amoroso, nunca tivemos problemas, mas de repente ele se transformou. Foi vítima de bullying na escola e de violência em casa, por sua opção pelo estilo emo. De um momento para outro passou a andar vestido de preto e começou a usar drogas.”
Ela disse que os problemas começaram quando os colegas o chamaram de ‘viadinho’, lá na oitava série.
Ainda a prima: “O irmão dele ficou furioso e batia nele por causa de sua opção. Naquele momento eu não o via como gay, ele até pegava uma colega minha”. Uma tia acrescenta: “Ele nunca se assumiu”.
A página de Ávila no Facebook contém coisas estranhas como esta
A página de Ávila no Facebook contém coisas estranhas como esta
A menina chora e conta que “na própria casa ele era vítima de discriminação. O irmão e o pai não aceitavam o comportamento dele. O irmão batia nele até na rua, uma humilhação pública”.
Um tio também chora ao falar do sobrinho, apelidado Teto: “Aos poucos ele foi se afastando da família, por causa das agressões físicas e verbais.” Para o tio “ele não tinha carinho de pai, de mãe. Os dois só brigavam, entre eles e com ele”.
Os familiares contam o episódio mais grave de violência familiar, quando Matheus, supostamente cansado depois de quase sete anos de agressões, finalmente reagiu. Teria sido em junho do ano passado. Ele estava armado com faca.
Ele foi preso e, ao voltar, para casa, expulso dela pelos pais. Dali em diante se tornou um pária na família e passou a viver na rua.
O conselho tutelar já o tinha em seus registros como vítima de bullying e violência dos colegas na escola.
A tia disse que Matheus ainda mantinha seu próprio quarto na casa dos pais, às vezes podia tomar um banho ou trocar de roupa. “Mas eles não o queriam lá, a mãe sempre o expulsava”. Ela reproduziu um comentário escutado em família dando conta de que a rejeição ao filho teria aumentado “depois que ele foi visto beijando outro menino”.
Ainda a tia: “Cada vez que ele tentava ficar em casa era uma gritaria e uma xingação. Ele não vinha mais nos procurar, nós que estávamos tão perto, e quando não tinha onde ir, ficava vagando pela cidade”.
O tio continua chorando: “Agora querem (os pais) tirar a responsabilidade de suas costas, mas eles nunca deram carinho para este menino, nem quiseram assumir o tratamento dele”.
Uma prima conta que ele foi paciente da doutora Beatriz, no posto de saúde, que o encaminhou para um colega que tentou tratá-lo de “problemas mentais”, mas que depois o redespachou para o Capes (centro de ajuda a drogados), sem sucesso: “Ninguém quis acompanhar o tratamento dele de forma correta”.
A prima mais chegada mostra uma foto de Matheus no álbum de família, tirado em sua (dela) festa de 15 anos: “Veja que menino bonito”!
Sarah, uma vizinha ruiva, mais nova do que Matheus, diz que “fora de casa ele era um cara normal, muito legal”. Ela conta que no ano passado ele até “trabalhou como empacotador de um supermercado.
As primas dizem que o amam, mas que ele ficou insuportável porque “estava viciado em álcool e drogas, todo tipo delas, além das más companhias”. Estes seriam os drogados e os bêbados da praça central da cidade.
Não se sabe como, mas segundo a tia ele conseguiu entrar num pequeno grupo satânico da cidade (menos de 40 mil habitantes fora da temporada de vereaneio).
De emo a satânico, sua página do face traz algumas postagens pesadas. Os policiais buscaram ali alguma prova definitiva do crime, mas só encontraram pirações do jovem.
A tia conta que nos últimos tempos ele “falava sozinho”. Uma prima diz que a tia (mãe dela) pediu à mãe de Matheus para tratá-lo deste sintoma, mas que não conseguiram ficha para psiquiatra no sistema de saúde.
A prima mais próxima conta que os problemas maiores de comportamento dele se agravaram de 2014 para cá. A tia insistia com a mãe para que o levasse ao médico, “mas ela não fez nada e está aí o resultado”.
Uma prima e o primo que foram à delegacia para reconhecer a identidade dele no momento da prisão disseram que ele tentou suicídio na cela, mastigando e engolindo a esponja de um colchão.
A tia conta que antes disso ele já tentara se matar tomando medicamentos. Ela não lembra direito quando foi, mas acha que foi depois da briga em família de junho do ano passado: “Era um sinal de que ele precisava de ajuda”. Agora é a tia que chora.
O namorado da prima, um bombadão, está furioso com os pais de Matheus, a quem conhece deste o início de seus problemas de comportamento. Ele afirma que o primo postiço “sempre foi louco” e que “deve pagar pelo que fez”.
A tia diz que “não adianta querer condená-lo, todos nós queremos que ele pague pelo que fez, mas ele pode ser recuperado”.
Desde a prisão Matheus está numa cela isolada, para protegê-lo dos detentos que, no caso de morte de crianças, costumam justiçar o assassino.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-mente-perturbada-do-acusado-pela-morte-do-indiozinho-por-renan-antunes-de-oliveira-de-imbituba/

SARTORI RECHAÇA GOLPE E PEDE A VOLTA DA CPMF

06.01.2016
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/212201/Sartori-recha%C3%A7a-golpe-e-pede-a-volta-da-CPMF.htm

Médicos precisam repensar seus valores, antes que seja tarde

06.01.2016
Do portal BRASIL247
Por Renato Rovai*

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De tempos em tempos surgem denúncias envolvendo esquemas de corrupção ou denúncias de cobranças indevidas envolvendo médicos em diversos cantos do Brasil. A última operação neste sentido foi realizada há poucos dias, no dia 2 de janeiro. A operação de nome Desiderato, teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa que desviava verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ação aconteceu em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina e foram cumpridos sete mandados de condução coercitiva, oito de prisão temporária, além de 21 mandados de busca e apreensão e 36 de sequestro de bens e valores.

De acordo com a Polícia Federal, produtos pagos pelo SUS eram desviados por cardiologistas para fins privados. Esses médicos ainda se beneficiavam de acordos com as empresas fornecedoras de materiais hospitalares e recebiam propina.

A investigação apontou que eram simuladas cirurgias e que as próteses não utilizadas eram desviadas e utilizadas em procedimentos nas clínicas de propriedade dos membros do grupo.

O problema simbólico dessa investigação é que ela não é um caso isolado. Ao contrário, se o leitor fizer uma busca no Google com palavras de denúncias de corrupção e de cobranças indevidas envolvendo profissionais de medicina, ficará chocado.

Todos os médicos são corruptos? Evidente que não. A maior parte deles trabalha duro e em condições precárias. Mas espalha-se a sensação de que essa categoria, que tem entre as suas atribuições a de zelar pela vida do paciente com a maior ética possível, tem se tornado cada dia mais mercantilista. E de menor espírito público.

Os esquemas de corrupção em procedimentos, compras de medicamentos e em bular horários de trabalho, incluindo casos de manufaturas de dedos de silicone para bater o ponto são recorrentes.

Mas há outro tipo de corrupção, em geral praticada de forma individual pelo profissional, e cujas denúncias abundam. Relatos de médicos que solicitam pagamentos extras pra realizar procedimentos pelo SUS são abundantes. Algo como se um professor dissesse que só ensinaria até a tabuada do quatro com o salário que recebe. E que o resto só se o pai lhe pagasse um valor à parte.

O paciente e seus familiares, em geral fragilizados, quando podem aceitam a chantagem e tocam a vida para a frente sem denunciar o crime.

As entidades médicas sabem que isso é comum. Mas não tratam do tema, porque na categoria se construiu o entendimento de que como o governo paga pouco para os procedimentos, essa solução se torna natural.

Ou seja, naturalizou-se a corrupção.

Ao mesmo tempo os médicos se organizaram como nunca para enfrentar o programa Mais Médicos, do governo federal. Que pode ter seus defeitos, mas que ampliou o atendimento em áreas onde não se conseguia resolver problemas básicos de saúde por ausência de profissionais da área.

Não se trata de jogar nas costas do médico o problema da saúde no Brasil. Que, aliás, também não é algo vinculado à corrupção, como alguns insistem em dizer. No Brasil, gasta-se muito pouco per capita com a saúde. Nosso principal problema é de orçamento e fontes de financiamento. E a despeito disso, o país ainda tem um atendimento universal de nível médio.

Na lógica da Belindia, não somos uma Bélgica, mas estamos muito mais longe de ser uma Índia.

Esses casos coletivos e individuais de corrução envolvendo médicos deveriam ser o centro das atenções de suas entidades organizativas, mas não são. A opção tem sido o silêncio. Se o leitor for aos sites dessas entidades, não vai encontrar nada sobre o tema. Nada sobre, por exemplo, a Operação Desiderato.

Ao fazer isso, o recado que se dá é que não se trata de algo importante. E que não há nada o que explicar. Num primeiro momento pode funcionar. E ajudar o assunto a sair de pauta. Mas se o olhar buscar um ponto mais ao longe, ficará claro que esse tipo de postura contribuirá para desgastar cada vez a imagem do profissional da medicina. Que já foi muito mais respeitado no Brasil.

*Renato Rovai é editor da Revista Fórum
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/renatorovai/212227/M%C3%A9dicos-precisam-repensar-seus-valores-antes-que-seja-tarde.htm

GOLPISTA E MENTIROSO:FHC apresenta sua plataforma política e econômica: o golpe e a mentira!

06.01.2015
Do portal BRASIL247
Por Davis Sena Filho

FÁBIO TEIXEIRA: RJ - ACRJ/FHC - ECONOMIA - O ex-presidente da República e presidente do   Instituto FHC, Fernando Henrique Cardoso, é   o convidado de honra do tradicional Almoço   do Empresário, realizado pela Associação   Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), nesta   qua
Todo mundo sabe e compreende que o ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — é vaidoso e também rancoroso, porque inconformado com seu governo fracassado, e, consequentemente, muito pior do que o Governo do petista Lula, que, a despeito de suas falhas e equívocos, tornou-se um sucesso reconhecido internacionalmente, bem como pelo povo brasileiro, que desde os tempos de Getúlio Vargas e João Goulart não era beneficiado pelo Estado brasileiro, que se tornou um agente estritamente dedicado aos interesses da burguesia, dos donos do dinheiro — da casa grande.

FHC — o Príncipe da Privataria — continua a trilhar por veredas tortuosas, apesar dos seus 84 anos e experiência política e social suficiente para compreender que um golpe contra uma mandatária que nunca cometeu crimes de responsabilidade tem um preço a ser cobrado, sendo que a conta do grão-tucano, o principal ideólogo do golpismo que acontece no Brasil, é alta, porque certamente seu nome irá para a lixeira da história.

Fernando Henrique é o que se poderia dizer ser um intelectual de prateleira, como o são os "especialistas" de prateleiras da Globo News e da CBN, sempre prontos e dispostos a deitar falação sobre qualquer assunto que possa se transformar em uma espada para ferir o Governo Trabalhista de Dilma Rousseff, a ter ainda como alvo constante o ex-presidente Lula, o operário que, recorrentemente, deu lições de políticas públicas aos doutores, historicamente inócuos quando governam o Brasil e insipientes quando se trata de cuidar do povo.

Fernando Henrique se tornou octagenário, mas ao que parece a vida não lhe ensinou quase nada, mesmo sabendo dos tempos de ditadura militar contra a qual o tucano de passado marxista fazia oposição, a ser liderado por políticos como Ulysses Guimarães e Franco Montoro, dois dos líderes do MDB depois PMDB, até que uma dissidência no final dos anos 1980 levou os paulistas e seus associados de outros estados a fundarem o PSDB, um partido criado para ser de centro-esquerda, mas que se tornou a principal referência política da direita brasileira, inclusive das facções mais reacionárias e atrasadas deste País.

Grupos conservadores, a exemplo do mercado financeiro, dos latifundiários e dos magnatas bilionários de imprensa, sendo que a existência desses últimos é a pior coisa que pode acontecer a um País, a uma sociedade, por se tratar de gente que controla, manipula, distorce e mente quando se trata de informar a população sobre os fatos e as realidades. Enfim, verdadeiros criminosos que jamais foram processados quanto mais julgados.

Contudo, Fernando Henrique, há mais de 20 anos, pulou a cerca em direção à casa grande. Hoje, o tucano do PSDB (existem tucanos no DEM, PPS, PROS, Rede, PP, SD) é um dos próceres da direita golpista, que se recusa, desde outubro de 2014, a descer do palanque, além de apostar no golpe, sem se preocupar se a conta vai ser alta, porque parte importante da sociedade organizada não vai deixar barato, e, por sua vez, sairá às ruas para protestar e enfrentar os golpistas.

Fernando Henrique deveria, como líder da oposição, juntamente com Aécio Neves e seus áulicos do golpe, apresentar propostas para o povo brasileiro, em busca do desenvolvimento do Brasil. Entretanto, pedir esse procedimento por parte do tucano seria demais. Impossível. É que eu acabei de lembrar que a direita brasileira, da qual FHC faz parte, não tem e nunca teve projeto de País e programas governo. Por isto a iniquidade desses grupos de direita, a ter a liderá-los o PSDB.

Há poucos dias, Fernando Henrique Cardoso soltou mais uma de suas pérolas. O sociólogo, que não entende nadica de nada de povo e de Brasil, o que se torna por si só uma grande contradição, afirmou, no programa dedicado aos coxinhas que se consideram chiques e descolados — o Manhattan Connection, da Globo News, que {Dilma Rousseff} "não precisa de empurrão, se cair, Dilma cai sozinha".

Ledo engano do Príncipe da Privataria. O golpe já foi derrotado antes de terminar 2015. FHC sabe disso. Na verdade, ele quer manter em chamas a fogueira do golpismo, que já está a chegar às suas cinzas, como um corpo cremado. Somente os pseudos do Manhattan para dar voz ao golpismo barato praticado pela direita brasileira, que se recusa a aceitar os resultados das eleições e a inclusão social que aconteceu nos governos petistas de Lula e Dilma.

O tucano emplumado com seu eterno ar propositalmente blasé, o que causa frisson nos colonizados do Manhanttan Connection, que desprezam o Brasil e fazem caras de paisagens para os graves problemas sociais que ocorrem no primeiro mundo, desde as questões raciais e de imigrações até realidades duras como as guerras e a falta de moradias, a fome, a violência e a pobreza, como ficou evidente no caso do furacão Katrina, que varreu o litoral sul dos Estados Unidos, a atingir, em cheio, a cidade de Nova Orleans e municípios circunvizinhos.

Essa gente da imprensa "cheirosa", como bem definiu a jornalista Eliane Cantanhêde, profissional ligada ao status quo, que certa vez comentou que a convenção do PSDB estava surpreendentemente cheia, mas cheia de povo. Só que de um povo "cheiroso". FHC é este tipo de político, conforme a ótica extraviada de Cantanhêde e dos jornalistas provincianos e colonizados do Manhattan, que desconhecem as realidades do Brasil e não se importam, de forma alguma, com a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.

Essa gente politicamente pequena achou muito engraçado e pertinente os devaneios golpistas de Fernando Henrique, que só é levado a sério pelos empregados das Organizações(?) Globo envolvidos com os interesses políticos e econômicos do oligopólio de comunicação da famiglia Marinho. Uma família midiática que sempre foi contrária aos interesses dos trabalhadores, às conquistas trabalhistas, como demonstrou, sem dúvidas, por intermédio do editorial de domingo com o título de "Tosco", um texto medíocre e intelectualmente... Tosco!

Tosca é a mentalidade dos Marinho e de seus porta-vozes que mais uma vez se insurgiram contra o aumento do salário mínimo, que foi para R$ 880,00, acima da inflação e com ganho real de mais de 72% em dez anos. No passado, esses magnatas bilionários também foram contra o 13º salário, sempre a apostar no caos, a distorcer e a mentir sobre as realidades que se apresentam. Enfim, essa gente é contra o Brasil, o trabalhador e a favor de seus interesses e de seus sócios internacionais e nacionais.

FHC é uma vergonha nacional. Aos 84 anos joga a sua já medíocre biografia na lixeira. Político veterano, que conhece a história recente do Brasil, Fernando Henrique jamais poderia apostar em golpes, a prejudicar a economia do Brasil e se juntar a gângsters de imprensa, que se pudessem retornariam aos tempos da escravidão. Volto a dizer: não há nada mais atrasado e mais tosco do que o empresariado dos meios de comunicação privados. Nada. Nem os gigolôs de vacas são como eles, bem como os banqueiros, que já nasceram moralmente sujos.

Disse aos jornalistas, o golpista tucano de idade avançada e pouco juízo, tanto que vendeu o Brasil e o quebrou três vezes: "Sou otimista para recompor uma situação política no Brasil, três a cinco anos. E completou, na maior cara de pau: "O risco maior na América Latina é esse populismo (...) tomara que o Brasil se livre disto. (...) Renúncia, retomada da liderança presidencial em novas bases ou, sendo inevitável, impeachment ou nulidade das eleições".

FHC é um completo irresponsável, e, convenientemente, desmemorizado. Ele apelou para o golpe total, sem máscaras e tergiversações. O sociólogo que não entende patavinas de povo, agora assume o golpismo descarado, a esquecer, todavia, que seus governos foram péssimos, pois quebraram o Brasil três vezes, os juros atingiram os píncaros da falta de respeito, estatais como a Petrobras foram sabotadas para que se pudesse vendê-las mais barato, bem como a infraestrutura do Brasil, como portos, aeroportos, estradas de ferro e rodovias ficaram em petição de miséria.

Além disso, praticamente não havia programas sociais que mantivessem as crianças nas escolas e garantissem a segurança alimentar delas, além de os índices de pobreza, miséria e fome serem altos, o que envergonhava o País perante o mundo. Por seu turno, nossas reservas internacionais estavam na lona quando Lula assumiu o poder. Havia problemas em todos os setores, e FHC — o Neoliberal I —, político cooptado pelo establisment, saiu do poder com baixos índices de aprovação.

Tempos sombrios para o povo brasileiro, que nem ao emprego tinha acesso. Uma era terrível, que até para botar carne em cima da mesa era difícil. Os governos de Lula e Dilma criaram mais de 20 milhões de empregos, e agora Dilma enfrenta uma crise, que é mundial, mas que vai ser debelada, porque o nome desta crise se chama imprensa, notadamente as Organizações(?) Globo. No Rio, agora e neste momento, estão a visitá-lo quase um milhão de turistas.

Restaurantes, bares e lanchonetes cheios. Shoppings cheios. Aeroportos e rodoviárias abarrotados de gente, mas a tecla insidiosa da crise é sem fim nas televisões, jornais e revistas dos magnatas bilionários, golpistas que odeiam o Brasil e seu povo. Tratam todo mundo como idiota, como o faz também setores partidarizados da Justiça, do MP e da PF. Só que ninguém é idiota. Nem o FHC com seu golpismo barato e irresponsável. FHC apresenta sua plataforma política e econômica: o golpe e a mentira! É isso aí.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/davissena/211999/FHC-apresenta-sua-plataforma-pol%C3%ADtica-e-econ%C3%B4mica-o-golpe-e-a-mentira!.htm

A estupidez é uma praga mundial e a mídia a dissemina

06.01.2016
Do blog TIJOLAÇO
Por FERNANDO BRITO 

brutalidade
Quase escrevi, ontem, sobre a onda de comentários na rede sobre a sujeira em Copacabana e as bobagens que, por isso, se dizia sobre a inferioridade do povo brasileiro por isso. Claro que vi também as outras, com que se respondeu a este “viralatismo”, mostrando que é imundície pós reveillon é universal e ri muito com o twitter do Guga Chacra, ótimo comentarista internacional do Estadão sobre o fato de pessoas irem para a virada do Ano Novo de fraldas pela falta de banheiros na Times Square, em Nova York.
Depois, fiquei pensando em quanta bobagem se faz com este “politicamente correto” que deseduca, cria divisões entre as pessoas e, pior, cria com isso ódio e intolerância. Vira o espelho do preconceito, uma imagem igual e invertida.
Aí leio as reportagens sensacionalistas sobre o assassinato da criança em Santa Catarina e sobre seu suposto assassino.
E uma bobajada sobre ele ter sido morto por ser índio e que o rapaz que o teria matado fez por ser “emo”, homossexual, “satanista”e “drogado”.
Não é que não matemos indiozinhos no Brasil.
Matamos muitos.
Nem falo das orgulhosas conquistas bandeirantes, Brasil adentro.
Falo de hoje, em que os matamos de fome, porque foram empurrados para as piores terras, onde vivem miseravelmente, matamos de doenças transmissíveis para as quais não têm resistência e não têm médicos,  matamos pela perda de identidade cultural de suas famílias, de desestruturação que faz grassar o alcoolismo. É verdade que ainda morrem alguns a bala, por jagunçadas que, felizmente, são cada vez mais raras, embora existam.
E não se vê tanta cobertura jornalística ou indignação com isso.
O menino Vítor Pinto não morreu porque era Kaingang, morreu porque os Kaingang são pobres e pobres saem para mercadejar seu artesanatos ou quinquilharias e ficam nas rodoviárias, como  lá estava sua mãe a amamentá-lo.
Assim como o rapaz que o matou (se for mesmo ele)   o fez porque é um doente mental – isso amplificado por uma patologia familiar –  e  não porque é gay, “emo” ou usa roupas pretas, ou acaso tinha uma tatuagem “demoníaca” ou de “zumbi” pelo corpo. Se fosse assim, teríamos legiões de assassinos entre os jovens do Rio ou de São Paulo, onde estas bobagens se contam aos bocados em braços, pernas, costas e peitos.
Barbaridades assim sempre aconteceram e o preconceito e a descriminação funcionam como combustível para isso, agora devidamente amplificados por uma mídia e um radicalismo onipresentes. Houve casos conhecidos, como o da “Fera da Penha“, em que uma mulher descobriu que o amante era casado e, seu desequilíbrio mental se exponenciou com os ciúmes e o fato de “ficar mal-falada” e a levou a matar uma das filhas dele, de quatro anos de idade.. Outros, desconhecidos, íntimos, como o de uma tia-avó minha que, nos anos 30, deu “o mau passo”, teve de fugir da “roça” e, mesmo com o abrigo de minha avó, depois de ter a criança, bebeu formicida e morreu.
Cada um de nós deve refletir humildemente e sempre praticar o gesto de por-se no lugar de outro. Quando vi o “babado” de uma cantora reclamando no palco, em pleno show, de um possível assédio de seu marido a outra, imediatamente me veio a ideia  do que seria se os papéis estivessem invertidos, e fosse um cantor que expusesse, ao microfone, a sua mulher ou namorada que estivesse  conversando – ou mais que isso, não importa –  com um D. Juan barato…
Não é preciso falar de quão estúpido e baixo seria fazer isso publicamente com uma mulher.
Vivemos a era da intolerância e onde o “barraco”, a brutalidade, os conceitos “absolutos” passaram a ser instrumentos de marketing pessoal e até político.
É por isso que estão lá em cima as chamadas, lado a lado, da homepage do Valor Econômico, agora de manhã, com as imagens de Barack Obama,emocionado no ato  de apresentação de sua proposta de reduzir – só um pouquinho – o comércio de armas nos EUA e Donald Trump  anunciando outro muro para os mexicanos pobres e uma espada para  o o “Estado Islâmico” que vai sangrar o pescoço de todos os muçulmanos.
É com elas que volto ao início, à sujeira em Copacabana que não é tão diferente da sujeira em Times Square.
A estupidez é uma microcefalia mundial, uma zica, e seu “aedes egypt” é um sistema de mídia que se alimenta da brutalidade.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/33212-2/