segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Reflexos da Lei Anticorrupção no mercado nacional

04.01.2016
Do BLOG DE JAMILDO
Por Brunna Quinteiro, advogada do escritório Serur Advogados.
 
 
Em vigor desde janeiro de 2014 e regulamentada em março do ano passado, a Lei Anticorrupção (12.846/13) inova ao dispor sobre a responsabilização civil e administrativa das pessoas jurídicas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública nacional e estrangeira, impedindo uma prática muito comum no passado: a imputação da conduta ilícita a determinado funcionário. Ainda novo para a realidade nacional, o dispositivo vem motivando uma mudança de cultura nas empresas brasileiras, com a criação de mecanismos internos de prevenção de atos ilícitos.
 
A questão ganhou relevo no mundo corporativo, sobretudo, porque não se restringe ao detalhamento das práticas dos atos lesivos, mas também impõe sanções como a aplicação de multa de 0,1% a 20% do faturamento bruto da corporação que pratique corrupção. Além disso, a adoção de ferramentas internas de prevenção é incentivada pela Lei, que prevê como atenuante na aplicação das sanções “a existência de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e a aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta no âmbito da pessoa jurídica”.
 
É nesse cenário que cresce no mercado local a criação dos setores decompliance”, do inglês to comply”, que significa estar em conformidade com as regras internas e externas. Nessas áreas, profissionais são responsáveis por atuar de forma a preservar a ética empresarial, evitando a necessidade de aplicação das indesejáveis sanções. Mais comum no cenário internacional, o setor de compliance promove alterações na estrutura administrativa das empresas.
 
Assim, as transformações registradas com a vigência da lei vão além da criação de setores específicos, incluindo a instituição e o incentivo ao uso de canais de denúncia de irregularidades no ambiente de trabalho, a criação e o fortalecimento de um Código de Ética para os funcionários, além de treinamentos envolvendo conceitos como “integridade” e “ética”. Destaca-se também realização da chamada due dilligence para fornecedores, ação que verifica o cumprimento das leis de anticorrupção antes do fechamento de negócios.
 
Até mesmo organizações não governamentais têm adotado tais medidas como forma de evitar que o desvio de recursos ou o mau uso do poder comprometa os valores da instituição. A crescente adoção dessas ações preventivas pelas pessoas jurídicas evidencia a importância de uma mudança cultural que deve atingir todos os níveis hierárquicos das corporações no Brasil, revelando, ainda, os anseios de uma sociedade que está atenta à necessidade de maior transparência nas relações público-privadas.
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Fonte:http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/01/04/reflexos-da-lei-anticorrupcao-no-mercado-nacional/

Quando a beleza dói

04.01.2016
Do portal da REVISTA  CARTACAPITAL, 11.04.2014
Por  Vivi Whiteman 

O que leva adolescentes a espancar uma colega por ser bonita? 

Reprodução/Acervo Pessoal
Foto da aluna agredida
Aluna foi agredida por ser "muito bonita"

Em seu livro “A História da Beleza” (2004), o sociólogo e historiador francês Georges Vigarello traça um panorama de como a ideia do que significa “ser bonito” mudou ao longo dos séculos.

Na conclusão de seu trabalho, Vigarello afirma que, no fluxo das transições e características específicas das “belezas” de diferentes épocas, os caminhos atuais estariam ligados a um sentimento geral, o da conquista de um certo “bem-estar”. E é aí onde mora o bote da cobra.

“O mal-estar pode surgir como consequência onde o bem-estar se impõe como critério final. O nosso mundo solta um lamento, instalando um incômodo difuso, enquanto se consagra mais do que outros, e como nunca, em promessa de beleza”, escreve ele. Mas o que isso quer dizer e o que tem a ver com nossas experiências atuais com o conceito de beleza?

Nesta semana, uma jovem de 15 anos foi espancada por duas colegas dentro da escola que frequentam no interior de São Paulo. Terminou com um traumatismo craniano e um rosto cheio de hematomas. As agressoras já tinham feito ameaças anteriores: queriam cortar os cabelos da moça, ela “pagaria” em algum momento.

A menina, segundo testemunhas, incluindo seu próprio pai, estaria provocando um certo desequilíbrio na turma pelo fato de ser bonita. Colegas deram entrevistas dizendo que, além de gata, ela era também “metidinha”, do tipo que “se acha”. Apanhar por ser bonita? Por “ostentar” beleza?  Pois é.

Voltamos a Vigorello. Se a “promessa do mundo” (ou seja, se o sucesso de uma vida, de uma existência)  pode ser alcançada via beleza, se a beleza é uma das chaves para essa felicidade prometida, faz sentido que uma novata cuja beleza chame a atenção não apenas cause inveja, mas seja vista como uma verdadeira ameaça dentro de um grupo já formado. É uma questão de dominação e poder.

É claro que a história das agressoras, seu perfil pessoal e psíquico, ou seja, suas condições individuais, devem ser levados em conta nesse caso. O que não quer dizer que o episódio não possa ser visto sob luzes mais gerais.

Um dos alunos filmou a agressão. Os alvos principais são o rosto e os cabelos. Não apenas Vigorello, mas tantos outros que já se debruçaram sobre o assunto, identificam os traços faciais e os cabelos como grandes focos de atenção femininos. Belos pares de olhos e madeixas bem cuidadas já inspiraram canções, imagens e versos dos maiores gênios da  música, da pintura e da literatura.

Atualmente, continuam nos altares das megastores de cosméticos e nos comerciais de TV e revistas. Um rosto sem rugas, sem marcas, “maçãs” firmes, olhos de gato. Fios longos, hidratados, esvoaçantes, que a atriz ou a modelo balançam na tela, hipnotizando a consumidora, envolvida numa mentira sincera que ela adora levar pra casa toda vez que vai ao supermercado.

Rostos marcados, queimados, cabelos tosados como forma de humilhação são abundantes não só na ficção como na realidade. E são castigos tipicamente femininos. Não se trata da tortura em si, mas da marca da beleza roubada.

Do culto ao rosto e à higiene chegando à beleza de e para consumo do século 20 (considerando nesta última todas as mudanças trazidas pela sistematização da moda e o império da chamada imprensa feminina), os contos da beleza certamente têm personagens masculinos, mas são protagonizados por mulheres. São elas, virgens, rainhas, santas, damas, estrelas de cinema, intelectuais e periguetes o foco desse joguinho de amor e ódio.

Embora viva se esquivando de sua responsabilidade nesse sentido – seja via silêncio seja via campanhas perversas que promovem o aumento do pior tipo de competição passivo-agressiva, enquanto vendem sorrisos e papinhos furados sobre diversidade –,  a indústria da imagem de moda tem depositado muita lenha nessa fogueira. E fatura ainda mais quando o circo pega fogo.

O próprio Vigarello, já em 2004, quando o livro foi lançado, fala sobre o outro lado da lorota das “escolhas individuais”, queridinha absoluta do marketing hoje em dia.

A ciranda dupla da publicidade funciona primeiro num sentido. Primeiro gira o discurso de que a tendência é escolher “o melhor para você”, “ser quem você é”, "aceitar sua verdade" e todo tipo de sedução libertadora. Mas o Lado B é outro. É nele que gira a ideia de que existem vários caminhos, mas todos eles são regidos pelas mesmas exigências finais. No fim do disco, é bom que você use o sistema que mais te “agrade” para controlar seu peso, sua pele, seus cabelos, seus músculos etc.

Quem não apresenta os resultados esperados sente a porrada da exclusão. Isso vale até mesmo para aquelas que chegam a lugares olímpicos contemporâneos, como as capas de revista. A cantora Adele ou a atriz e roteirista Lena Dunham podem até ganhar capas da “Vogue”, mas são fotografadas em close ou do peito pra cima. São rostos aceitáveis, sustentados por feitos intelectuais (cantar, fazer uma série de sucesso, etc), mas não são corpos “apresentáveis” numa capa, espaços reservados para as silhuetas das magras.

Nos mitos gregos, as deusas arquitetavam vinganças das mais violentas contra “azinimigas”. E essas inimigas não raro eram mortais tão belas que os demais humanos ousavam compará-las aos seres divinos. Aparência é poder. Indo mais longe, mesmo uma olhadinha na evolução e no mundo animal mostram a verdade dessa afirmação.

Quando deslocamos esse tipo de conflito para um ambiente como uma escola cheia de adolescentes, o quadro fica mais assustador do que o habitat de feras (o filme teen “Meninas Malvadas” faz um ótimo trabalho comparando uma “high school” com uma selva).

Meninas e meninos no auge da pipoca hormonal. Superestimulados pela TV, pelas revistas, pelo noticiário de celebridades. Competindo loucamente por atenção, viciados em exposição, celulares em punho.

Eis que aparece uma “ave” que se destaca pela beleza e por se orgulhar dessa beleza, gostar de chamar a atenção, de usufruir do bem-estar de corresponder ao padrão de sucesso estético. Não há nada de inocente aí: existe um grande prazer envolvido, e esse prazer também inclui o gosto de estar “acima” dos demais.

Do outro lado, porém,  duas garotas que se sentem “desfavorecidas”, realmente humilhadas por esse privilégio da colega, resolvem reagir e eliminar a ameaça, submetê-la ao controle da força, já que perderam na arena da beleza.

Controle, mais uma vez, aparece como palavra-chave. Ela está inclusive nos rótulos de produtos: “controle de frizz”, “controle de oleosidade”, “age control”, “damage control”, “celulite control” etc. E você, veja que maravilha, é “livre” para escolher qual potinho de controle vai botar no armário.

Evidente que nada justifica o espancamento, evidente que não se deve arrumar desculpas furadas para defender as agressoras, nem fingir que tudo não passou de uma briguinha infantil isolada. Pelo contrário. Elas devem conhecer as consequências de seus atos, devem responder por eles. Mas isso não basta.

Também não se trata do velho jogo de gritar com indignação e apontar culpados.  A ditadura da magreza, as editoras e suas divas made in Photoshop, os padrões, todo mundo adora malhar os Judas de sempre. É um esporte perverso, aliás, quase um passatempo que faz parte da própria indústria. As próprias revistas que divulgam padrões depois os criticam. É uma fórmula e tanto.

Talvez seja o caso de examinar, como aconselha Vigorello, os mecanismos de narração dessa história da beleza contemporânea. Ou seja, quem é que conta essa história, quem é o dono do roteiro?

Mas como identificar os autores e redistribuir os papeis de uma maneira menos cínica? A resposta passa pela educação e também pela escola.

Vaidade e beleza (e suas relações com a ideia de poder) são assunto para filósofos e outros pesquisadores desde o mundo Antigo. São também temas sérios para empresários e seus empreendimentos, dos bilionários da beleza aos magnatas da mídia. No entanto, nas casas e escolas, pontos de maior atrito da vida social, são tratadas como temas menores, como besteira, simples questão de consumismo ou mera futilidade, como "conversa de mulherzinha".

E quando a pressão explode na carne de meninas de 15 anos, os adultos covardemente se perguntam “Oh, estaríamos de volta à Idade das trevas?”, “Oh, de onde vem tanta selvageria?”.  A resposta está logo ali, do outro lado do espelho. Que tal dar uma olhadinha?
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/quando-a-beleza-doi-1898.html

De um leitor, sobre manchete da Folha desta quinta: “Uma das mais tendenciosas que já vi. Mentirosa. Típica para ser usada em horário eleitoral”

04.01.2016
Do blog VI O MUNDO, 31.12.15
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da Redação
Quando se imagina que a Folha de S. Paulo já decaiu tudo o que era possível, descobrimos que estamos enganados.
Neste 31 de dezembro, o jornal de Otavinho Frias publicou no caderno Mercado a reportagem intitulada Só Venezuela raciona mais que Brasil.
Um leitor estarrecido nos mandou o recorte acima com os seguintes comentários:
Manchete mentirosa-002
Alguém discorda?
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/de-um-leitor-uma-das-manchetes-mais-tendenciosas-que-ja-vi-mentirosa-tipica-para-ser-usada-em-horario-eleitoral.html

INSS: Instituto abre concurso com 800 vagas para Técnico do Seguro Social e 150 para Analista

04.01.2016

Os salários iniciais são de R$ 4,8 mil e R$ 7,4 mil, respectivamente. Inscrições vão até 22 de fevereiro
Da Redação (Brasília) – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abriu concurso público para o preenchimento de 950 vagas em carreiras da autarquia: 800 são de nível médio para Técnico do Seguro Social e 150 para Analista do Seguro Social, destinadas exclusivamente a graduados em Serviço Social. Os salários iniciais são de R$ 4.886,87 e R$ 7.496,09, respectivamente.
O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe) é a banca examinadora responsável pela seleção. O edital pode ser acessado no Diário Oficial da União e no site do Cespe.
As inscrições estarão abertas de 4 de janeiro a 22 de fevereiro de 2016 no site do Cespe. A taxa será de R$ 65,00 para o nível médio e R$ 80,00 para o nível superior. Os locais e horários de realização das provas deverão ser divulgados no final do mês de abril e a data provável das provas é 15 de maio.
Conforme a legislação, do total, 5% das vagas são reservadas para pessoas com deficiência e 20% para os que se declararem negros. As oportunidades para preenchimento das vagas alcançam todas as 27 unidades da federação.
Os aprovados serão convocados, de acordo com a classificação, para escolha da Agência da Previdência Social (APS) em que serão lotados, considerando a Gerência-Executiva do INSS – que abrange uma região que compreende um ou mais municípios – escolhida pelo candidato no momento da inscrição, observando também o interesse da Administração Pública. O concurso terá validade de um ano e poderá ser prorrogado, uma única vez, pelo mesmo período.
Informações para a imprensa
(61) 3313-4138
Ascom/INSS
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Fonte:http://www.previdencia.gov.br/2015/12/inss-instituto-abre-concurso-com-800-vagas-para-tecnico-do-seguro-social-e-150-para-analista/

GRATIDÃO A DEUS: Uma Oração para o Ano Novo

04.01.2015
Do blog INTERNAUTAS CRISTÃOS
Por  Trevin Wax*

uma-oracao-para-o-ano-novo


Senhor Deus Todo-poderoso,
eu entendo que nada posso fazer sem Tua ajuda,
por isso peço que me permitas, por Tua graça, cumprir Tua vontade.

Dá-me graça para fazer o que quer que seja
que traga maior glória e honra para Ti,
prazer e proveito para mim,
e vida e amor para os outros.

Ajuda-me a contar os meus dias,
gastando o meu tempo sabiamente,
vivendo minha vida com todas as minhas forças enquanto eu ainda tiver fôlego.

Humilha-me no conhecimento de que sou o principal dos pecadores;
quando eu ouvir falar dos pecados de outros,
ajuda-me a não olhar para eles com orgulho,
mas a olhar para mim mesmo com vergonha,
confessando meus próprios pecados a Ti.

Quando eu passar por dificuldades e provações,
faze-me lembrar das dores do inferno
das quais Tu já me livraste.

Coloca pessoas no meu caminho que precisem da minha ajuda,
e dá-me um espírito compassivo e generoso.

Enche meu coração de um amor tal
que eu jamais faria qualquer coisa com espírito de vingança,
nem perderia a paciência com os que estão ao meu redor.
Prende minha língua quando eu for tentado a falar mal de outros.

Obrigado pelo Evangelho e pela esperança da glória.
Ajuda-me a viver à luz destas verdades a cada dia da minha vida,
de forma que quando o tempo da minha morte chegar,
descansarei seguramente em Ti,
e Tu serás mais glorificado em mim. 

Em nome de Cristo...

Adaptado por Trevin Wax a partir das 21 primeiras resoluções de Jonathan Edwards.
Fonte: Bom Caminho


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Fonte:http://www.internautascristaos.com/textos/artigos/uma-oracao-para-o-ano-novo

Pré-Sal: quem desdenha quer vender. Baratinho, quase doado…

04.01.2016
Do blog TIJOLAÇO, 20.12.15
Por FERNANDO BRITO

monteiro
Ontem à tarde, postei aqui algumas reflexões sobre a crise provocada pelos preços do petróleo e a advertência de que havia gente “se aproveitando disso para ver se convence os trouxas de que o petróleo não é mais o “ouro negro” e consegue que o entreguemos de mão-beijada”.
Não deu tempo nem de esfriar: O Globo sai hoje com um editorial dizendo que “o pré-sal pode ser um patrimônio inútil”.
Com o petróleo barato e os altos custos da extração no pré-sal (uma mentira, que tenta confundir o volume de investimento – alto – com o custo de produção, baixo, pela quantidade de petróleo que gera, com médias perto de 30 mil barris diários) para concluir que “foi erro crasso do lulopetismo, movido a ideologia, suspender por cinco anos os leilões, a fim de instituir o modelo de partilha no pré-sal, com alta intervenção do Estado”.
Perdemos, porque deixamos de atrair, bilhões de dólares, dizem.
Das duas, uma: ou O Globo nos crê burros por não entregarmos por uns poucos bilhões aquilo que vale trilhões ou crê que as multinacionais do petróleo são mais asininas ainda, porque pagariam bilhões por um “patrimônio inútil”.
Não há nada de novo entre os vendilhões do Brasil.
Há dois anos postei e posto de novo o que imaginava Monteiro Lobato, nos anos 40, quando teimavam em dizer que o Brasil não tina petróleo e ele se dedicava, à falta de muitos adultos que o acreditassem, explicar para as crianças o que seria do Brasil quando estes facínoras forem, afinal, desmascarados.
Em seu “O Poço do Visconde” deu o nome de “caxambueiros ” aos que descriam de nossa capacidade de explorar petróleo. E conta que o povo pegou estes marotos e “os fez passear pela cidade com caraças de burro na cabeça — e no fim da passeata os jogou na lama dos mangues para serem comidos pelos sururus”.
Que me perdoem os “politicamente corretos”, mas ainda é pouco para quem vende a sua pátria.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/pre-sal-quem-desdenha-quer-vender/