sexta-feira, 29 de julho de 2016

Movimentos pró impeachment disputarão eleições com recursos suspeitos

29.07.2016
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
golpistas capa

Lideranças dos movimentos favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff mudaram o discurso contra partidos políticos e se filiaram a siglas de oposição para buscar neste ano mandatos de vereadores. O Movimento Brasil Livre lançará 123 candidatos em 23 estados por PSDB, Partido Novo, DEM, PSD, PSC e PPS.
O líder do movimento, o colunista da Folha de S. Paulo Kim Kataguiri, viajará o país apoiando as candidaturas do MBL. ““Estamos nos filiando a esses partidos para disputar a eleição, mas a ideia é que, como existe a bancada evangélica, formemos uma bancada liberal independente”.
O movimento Vem Pra Rua irá seguir a mesma linha liberal do MBL. O coordenador de Goiás, Johnny Santos, diz que, atendendo a manifesto feito nas redes sociais, lançou-se candidato a vereador de Goiânia pelo PPS.
Uma das principais apostas do DEM para a eleição para a Câmara de São Paulo é o autoproclamado “estudante” Fernando Holiday, do MBL (Movimento Brasil Livre). Ele ganhou espaço nas inserções do partido no horário gratuito destinado às siglas.
Em junho, o líder do DEM na Câmara dos Deputados, Pauderney Avelino (AM), deslocou-se para São Paulo apenas para participar da festa junina do MBL e prestigiar o pré-candidato a vereador (vide foto no alto da página).
Oriundo do movimento ruralista — presidiu a União Democrática Ruralista (UDR) durante a Constituinte —, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) é um dos parlamentares mais próximos dos movimentos de rua e diz que os incentiva a participar da política representativa.
“Devemos a eles essa mobilização da população contra a corrupção, a favor do impeachment. Mas não adianta só ir para a rua, tem que buscar dar consequência aos pleitos com um mandato eletivo”, diz Caiado.
Muitos ainda não se deram conta de que, neste ano, as campanhas eleitorais serão muito diferentes do que foram nas últimas décadas. A proibição de financiamento empresarial a campanhas e a Lava Jato mudaram diametralmente o jogo.
Em tese, as campanhas ficarão mais baratas sem o aporte dos recursos das empresas. Mas se para a esquerda isso é verdade, para a direita não será bem assim.
Esses movimentos golpistas que deverão conseguir muitos mandatos eletivos em todo país são conhecidos por, até hoje, ninguém saber de onde vieram os fartos recursos que obtiveram para organizar manifestações gigantescas pelo golpe contra Dilma Rousseff.
É neste ponto que o Blog faz uma denúncia.
Movimentos como Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line, entre outros, planejariam obter recursos eleitorais via doações de pessoas físicas, como agora a lei determina, mas ocultando ilegalidades como uso generalizado de laranjas para doarem recursos em seus nomes para esses candidatos.
Funcionaria assim: grandes empresários abasteceriam um grande número de laranjas e estes fariam “doações de pessoas físicas”, como agora quer a lei sobre financiamento de campanhas eleitorais.
Será impossível partidos de esquerda enfrentarem essa estratégia. Além estarem enfraquecidos eleitoralmente pela conjuntura político-econômica e até pelo golpe contra Dilma, ainda por cima seus candidatos terão imensas dificuldades para obter recursos.
Matéria recente da revista Carta Capital que deu conta de que a esquerda está sendo superada com força pela direita na internet mostra que candidatos de partidos progressistas deverão ter forte dificuldade para obter financiamentos eleitorais.
golpistas 1

A matéria informa, por exemplo, que sites de esquerda estão tendo dificuldade de obter curtidas no Facebook por conta de desmobilização do público de esquerda. Ora, se há dificuldade de obter uma mera curtida ou compartilhamento, que dirá obter doações eleitorais para candidatos – e, neste ano, se cada cidadão não colocar a mão no bolso para doar aos seus candidatos, eles não terão chance na disputa.
Nesse contexto, urge que as pessoas comecem a pensar na eleição deste ano, pois será a base para a eleição de 2018. O Brasil elegerá prefeitos e vereadores em mais de cinco mil municípios pelo país afora e será dessa eleição que se formará o caldo de cultura para daqui a dois anos.
Enquanto a direita está partindo para o pleito deste ano com novidades como os fascistinhas da foto no alto da página, a esquerda está desmobilizada e sem ter o que oferecer de novo em um momento em que a sociedade está a exigir renovação.
É preciso refletir muito profundamente sobre essa situação. Do contrário, o impeachment de Dilma pode ter sido só o começo da construção de um espectro político esmagadoramente conservador que primará por retirada de direitos e concessão de privilégios a poucos.
Você, cidadão progressista, de esquerda, militante de direitos humanos, pelo direito de mulheres, negros, homossexuais, trabalhadores, não pode se omitir, não pode deixar  sua obrigação para o vizinho.
O eleitor de esquerda precisa se preparar para se tornar doador de campanhas eleitorais e até para se candidatar a vereador, sobretudo, que é onde a direita mais aposta suas fichas. Do contrário, vamos entregar este país a adoradores da ditadura militar e outros bichos.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2016/07/movimentos-pro-impeachment-disputarao-eleicoes-com-recursos-suspeitos/

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A maldição do golpe dos corruptos

19.06.2017
Do BLOG DO MIRO, 28.07.16
Por  Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:



Não importa a votação final do Senado, Dilma já foi absolvida pela história e os golpistas condenados.

Ficou cabalmente provado que ela não cometeu o crime que lhe foi imputado na peça infame do impeachment.

Dilma não pedalou.

Ficou cabalmente provado, igualmente, que seu afastamento foi um golpe cínico, canalha, despudorado da plutocracia corrupta e predadora.

O objetivo em nenhum momento foi combater a corrupção. Isso serviu apenas de pretexto, como em 54 com Getúlio e 64 com Jango.

Se quisessem erradicar a corrupção, jamais o maestro do golpe teria sido Eduardo Capone Cunha e nem o beneficiário principal Michel 6% Temer.

A finalidade era conquistar o Estado por outro meio que não os votos e, uma vez feito isso, estabelecer um governo destinado a favorecer os plutocratas. Para tanto, programas sociais foram sendo postos no lixo mesmo sem Temer ser efetivado.

Temer. FHC. Aécio. Serra. Famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita, ao lado de seus comentaristas e editores de alto poder de famulagem. Sérgio Moro. Gilmar Mendes. O STF no conjunto.

Todas os nomes listados acima, apenas alguns entre tantos, são a escória destes tempos dramáticos para a democracia brasileira. E assim a posteridade os reconhecerá: seus filhos e netos haverão de se envergonhar de seu papel no golpe plutocrata.

Com Dilma é o oposto.

Ela foi claramente vítima de homens corruptos, ricos e inescrupulosos.

Não teve chance de governar desde que iniciou o segundo mandato que garantiu graças a 54 milhões de votos.

Foi imediatamente perseguida. Caçada. Aécio e FHC contestaram os votos das formas mais sujas possíveis. Em seu jornalismo de guerra, a mídia crucificou Dilma. A Lava Jato e Sérgio compuseram um circo infernal. No Congresso, Eduardo Cunha, com seus métodos de gangster, inviabilizou qualquer possibilidade de Dilma passar medidas que pudessem fazer frente à crise econômica.

Não bastasse isso, a esquerda acusou Dilma injustamente de colocar em prática um programa conservador.

Ora, ora, ora.

Estes dois meses de Temer mostraram o que é, efetivamente, uma plataforma conservadora. Mesmo nas cordas, Dilma não mexeu nas ações sociais que tiraram milhões de brasileiros da miséria nos últimos anos.

Temer está fazendo o que Aécio teria feito caso fosse vitorioso.

A posteridade reparará mais esta injustiça contra Dilma: a da esquerda míope, que tradicionalmente, na história, facilita os golpes da direita.

É uma desgraça nacional, do ponto de vista das coisas concretas, ver um projeto thatcherista ser imposto aos brasileiros quando o mundo avançado já renegou o legado de Margaret Thatcher.

O thatcherismo foi responsável pelo crescimento vertiginoso da desigualdade social nos últimos 30 anos, com seus pilares francamente a favor dos ricos.

Nem os herdeiros de Thatcher, os conservadores britânicos, ousam falar em seu nome para a sociedade. Não existe uma única estátua de Thatcher na Inglaterra. É sábido que, se erguida hoje, será derrubada amanhã.

E mesmo assim Thatcher inspira os responsáveis pela economia brasileira. Um país já tão desigual se tornará ainda mais injusto.

Dilma, repito, já foi absolvida e os golpistas condenados.

Caso o golpe seja efetivado em agosto, Dilma cairá de pé, maior do que jamais foi. E os golpistas ganharão de joelhos, condenados ao desprezo eterno dos brasileiros.
*****
Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/07/a-maldicao-do-golpe-dos-corruptos.html

A maldição do golpe dos corruptos

28.07.2016
Do BLOG DO MIRO
Por  Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:


Não importa a votação final do Senado, Dilma já foi absolvida pela história e os golpistas condenados.

Ficou cabalmente provado que ela não cometeu o crime que lhe foi imputado na peça infame do impeachment.

Dilma não pedalou.

Ficou cabalmente provado, igualmente, que seu afastamento foi um golpe cínico, canalha, despudorado da plutocracia corrupta e predadora.

O objetivo em nenhum momento foi combater a corrupção. Isso serviu apenas de pretexto, como em 54 com Getúlio e 64 com Jango.

Se quisessem erradicar a corrupção, jamais o maestro do golpe teria sido Eduardo Capone Cunha e nem o beneficiário principal Michel 6% Temer.

A finalidade era conquistar o Estado por outro meio que não os votos e, uma vez feito isso, estabelecer um governo destinado a favorecer os plutocratas. Para tanto, programas sociais foram sendo postos no lixo mesmo sem Temer ser efetivado.

Temer. FHC. Aécio. Serra. Famílias Marinho, Frias, Civita e Mesquita, ao lado de seus comentaristas e editores de alto poder de famulagem. Sérgio Moro. Gilmar Mendes. O STF no conjunto.

Todas os nomes listados acima, apenas alguns entre tantos, são a escória destes tempos dramáticos para a democracia brasileira. E assim a posteridade os reconhecerá: seus filhos e netos haverão de se envergonhar de seu papel no golpe plutocrata.

Com Dilma é o oposto.

Ela foi claramente vítima de homens corruptos, ricos e inescrupulosos.

Não teve chance de governar desde que iniciou o segundo mandato que garantiu graças a 54 milhões de votos.

Foi imediatamente perseguida. Caçada. Aécio e FHC contestaram os votos das formas mais sujas possíveis. Em seu jornalismo de guerra, a mídia crucificou Dilma. A Lava Jato e Sérgio compuseram um circo infernal. No Congresso, Eduardo Cunha, com seus métodos de gangster, inviabilizou qualquer possibilidade de Dilma passar medidas que pudessem fazer frente à crise econômica.

Não bastasse isso, a esquerda acusou Dilma injustamente de colocar em prática um programa conservador.

Ora, ora, ora.

Estes dois meses de Temer mostraram o que é, efetivamente, uma plataforma conservadora. Mesmo nas cordas, Dilma não mexeu nas ações sociais que tiraram milhões de brasileiros da miséria nos últimos anos.

Temer está fazendo o que Aécio teria feito caso fosse vitorioso.

A posteridade reparará mais esta injustiça contra Dilma: a da esquerda míope, que tradicionalmente, na história, facilita os golpes da direita.

É uma desgraça nacional, do ponto de vista das coisas concretas, ver um projeto thatcherista ser imposto aos brasileiros quando o mundo avançado já renegou o legado de Margaret Thatcher.

O thatcherismo foi responsável pelo crescimento vertiginoso da desigualdade social nos últimos 30 anos, com seus pilares francamente a favor dos ricos.

Nem os herdeiros de Thatcher, os conservadores britânicos, ousam falar em seu nome para a sociedade. Não existe uma única estátua de Thatcher na Inglaterra. É sábido que, se erguida hoje, será derrubada amanhã.

E mesmo assim Thatcher inspira os responsáveis pela economia brasileira. Um país já tão desigual se tornará ainda mais injusto.

Dilma, repito, já foi absolvida e os golpistas condenados.

Caso o golpe seja efetivado em agosto, Dilma cairá de pé, maior do que jamais foi. E os golpistas ganharão de joelhos, condenados ao desprezo eterno dos brasileiros.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2016/07/a-maldicao-do-golpe-dos-corruptos.html

LULA RECORRE À ONU CONTRA ABUSO DE PODER DE MORO

28.07.2016
Do portal BRASIL247

:
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma petição na Organização das Nações Unidas, argumentando violação dos direitos humanos na condução da Operação Lava Jato; Lula recorreu ao advogado especializado em direitos humanos Geoffrey Robertson, que ficou conhecido por defender Julian Assange, fundador do Wikileaks; Robertson acusa o juiz Sérgio Moro de abuso de poder e diz que o caso vai expor o problema da prisão preventiva e das condenações "injustas" no Brasil, que são feitas baseadas em confissões de suspeitos que só querem sair da prisão; "Este sistema viola os direitos humanos fundamentais e já foi condenado por órgãos da ONU", diz o advogado

Do Infomoney - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com uma petição na ONU (Organização das Nações Unidas) em que alega violação dos direitos humanos na condução da Operação Lava Jato, que tem ele como um dos alvos. De acordo com informações do jornal The Telegraph, Lula recorreu ao advogado especializado em direitos humanos Geoffrey Robertson, que ficou conhecido por defender Julian Assange, fundador do Wikileaks, o ex-boxeador Mike Tyson e o autor indiano Salman Rushdie. O jornal afirma que Lula pode ser preso e ofuscar os Jogos Olímpicos Rio-2016.
O advogado alega abuso de poder pelo juiz federal Sergio Moro, que é responsável pelas investigações na Operação Lava Jato. Robertson destaca que os telefones do ex-presidente, os de sua família e de advogados foram grampeados. "As transcrições, bem como o áudio das conversas, estão sendo liberados para uma imprensa hostil. O juiz está invadindo sua privacidade e pode prendê-lo a qualquer momento e, em seguida, pode ser julgado sem um júri", disse ele.
Segundo o advogado, na Inglaterra, "nenhum magistrado poderia agir dessa maneira. O juiz ainda tem o poder de deter os suspeitos infindamente na prisão até que confessem. Há uma barganha. Este sistema viola os direitos humanos fundamentais e já foi condenado por órgãos da ONU".
De acordo com Robertson, o caso vai expor o problema da prisão preventiva e das condenações "injustas" no Brasil, que são feitas baseadas em confissões de suspeitos que só querem sair da prisão. Para ele, as investigações são essencialmente importantes para o combate à corrupção, apenas se ocorrer de forma justa. O Telegraph ressalta que Lula, que presidiu o Brasil entre 2003 e 2010, foi alvo de condução coercitiva em março de 2016, na fase Aletheia da Lava Jato.
Cabe lembrar que, na semana passada, o Ministério Público Federal do Distrito Federal apresentou à Justiça de Brasília denúncia contra Lula, o ex-senador Delcídio do Amaral, o pecuarista José Carlos Costa Bumlai, André Esteves (ex-controlador do banco BTG Pactual) e mais 3 pessoas. Eles são acusados de agirem irregularmente para atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
Os demais acusados são: Diogo Ferreira Rodriguez (ex-chefe de gabinete de Delcídio), Edson Siqueira Ribeiro Filho (ex-advogado de Nestor Cerveró) e Maurício Barros Bumlai (filho de José Carlos Bumlai). O caso já havia sido denunciado pelo Procurador Geral da República (PGR), Rodrigo Janot, em dezembro do ano passado, mas, em decorrência da perda de foro privilegiado de Delcídio do Amaral, e também pelo fato de o crime ter ocorrido em Brasília, a denúncia foi enviada à Justiça Federal do DF.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/246383/Lula-recorre-%C3%A0-ONU-contra-abuso-de-poder-de-Moro.htm

quarta-feira, 27 de julho de 2016

ROGER MOREIRA, FASCISTA E CONTRA NORDESTINOS: Roger Moreira ataca nordestinos após divulgação de pesquisa presidencial

27.07.2016 
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 26.07.16

roger moreira nordestinos ultraje rigor

Vocalista da banda Ultraje a Rigor se revolta com nordestinos após divulgação de pesquisa que aponta a liderança de Lula para a eleição presidencial de 2018. O cantor ainda bateu boca com internautas depois de receber mensagens de repúdio e insistiu na tese xenofóbica

Roger Moreira, 59, vocalista da banda Utlraje a Rigor, foi duramente repreendido por internautas após publicar, em sua conta oficial doTwitter, uma mensagem ofensiva aos nordestinos. 

Ao reproduzir uma matéria que tratava da liderança do ex-presidente Lula na última pesquisa Datafolha para a eleição presidencial, o cantor atribuiu o fato ao “alto número de ignorantes no Nordeste”. Apesar de receber diversas mensagens de repúdio, o músico ignorou as críticas e insistiu na tese. “O País continuará estagnado enquanto houver,
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/07/roger-moreira-ataca-nordestinos-apos-divulgacao-de-pesquisa-presidencial.html

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Brasil visto pela ótica penal

25.07.2016
Do portal JORNAL GGN, 07.04.16

Na entrevista que concedeu ao Brasilianas, o procurador e Ministro da Justiça Eugênio Aragão teceu muitas críticas ao que ele chamou a visão penal de mundo, a ideia de que todos os problemas de um país se resolvem com a identificação e a punição do criminoso, deixando de lado outras formas de controle e às preocupações com os efeitos sobre a economia (http://migre.me/ts0dc).
Para quem quiser estudar a formação política da atual geração de procuradores penais, a palestra do procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, na Amcham (Câmara Americana do Comércio), é um documento precioso (http://migre.me/tpn6c).
Segundo ele, o PT tinha um projeto “abstratamente bonito”, mas junto com ele veio um “projeto de poder”. Alvíssaras! Descobriu que partidos políticos têm projetos de poder. Provavelmente recolheu exemplos de governantes que implantaram boas medidas sem dispor de um projeto de poder na grande obra de ciência política “Os Contos de Andersen”.
Muito mais que defender Lula ou Dilma, há pelo menos um terço do país saindo às ruas, manifestando-se nas universidades, nas academias, nos fóruns jurídicos, em defesa desse projeto. Para o procurador, “as pessoas se apegam ao sonho naufragado e se esquecem que existem outras opções para a frente”. 
Com a autoridade intelectual conferida pela Lava Jato, Carlos Fernando transformou a complexidade da análise política em auto de fé, no bem contra o mal. Aliás, essa simplificação é comum no raciocínio policial, seja de jornalistas, delegados ou procuradores. Mas deixou nítido o viés político-partidário da operação.
Para não se sentir inferiorizado na Amcham, admitiu que era uma pessoa que estava “mais à esquerda”, chegou a votar em Brizola e Lula - E? E?, indagariam os cultivadores da objetividade anglo-saxã -, mas “mudou um pouco”, depois que foi estudar nos Estados Unidos. 
Certamente não aprendeu nos Estados Unidos que empresas significam muito mais que o patrimônio pessoal do dono, que se constituem em um conjunto de conhecimentos, estruturas, pessoas, empregos, tecnologia que precisam ser preservadas. Portanto, são ativos nacionais.
Preservar empresas não significa  preservar seus controladores. Mas significa meramente assimilar que crimes são cometidos por pessoas físicas, não jurídicas.
A temporada norte-americana não livrou o procurador da síndrome de Inquisição que sempre marcou a cultura brasileira, à esquerda e à direita: a de que empresas onde se praticou a corrupção, assim como livros que investiram contra os dogmas de fé, precisam ser queimadas para não propagar o pecado.
Em compensação, transformou a Procuradoria Geral da República no principal aliado da geopolítica norte-americana para o desmonte da diplomacia comercial brasileira. 
Um e-mail de Alexandrino Alencar, da Odebrecht, solicitando a Lula que interviesse junto ao governo mexicano, foi apresentado como prova do tráfico de influência de Lula em favor de empresa brasileira.
Segundo a última revista Época (http://migre.me/tpQNM), o e-mail foi enviado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. 
Tanto o Departamento de Justiça quanto a Procuradoria Geral da República brasileira sabem que a defesa de empresas nacionais no exterior é uma atividade inerente ao exercício da Presidência. 
A tentativa de criminalização confirma o pacto entre ambas as instituições – antecipado há meses pelo GGN – visando reforçar as estratégias geopolíticas norte-americanas.
Mais cedo ou mais tarde, o Ministério Público Federal terá que explicar seu papel nesse jogo profundamente antinacional, que vai muito além do penalismo .
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/o-brasil-visto-pela-otica-penal

sexta-feira, 22 de julho de 2016

FRAUDES ELEITORAIS NA AMÉRICA LATINA: Como hackear uma eleição

19.06.17
Do portal BLOOMBERG*, 31.03.16
Por Jordan Robertson, Michael Riley, e Andrew Willis**

Andrés Sepúlveda afirma ter alterado campanhas eleitorais por oito anos na América Latina.

sepul
 Fotografia por John Arredondo/Bloomberg Businessweek

Pouco antes da meia-noite Enrique Peña Nieto anunciou a sua vitória como o recém-eleito presidente do México. Peña Nieto foi um advogado e milionário de uma família de prefeitos e governadores. Sua esposa foi a atriz de telenovelas. Lucia radiante como ela foi coberta com confetti vermelho, verde e branco na sede do Partido Revolucionário Institucional, ou PRI, que havia governado há mais de 70 anos antes de ser destronado em 2000. Ao devolver o poder ao PRI na noite julho 2012 Peña Nieto prometeu reduzir a violência relacionada com as drogas, combater a corrupção e dar início a uma era mais transparente na política mexicana.

Dois mil milhas (3.200 quilômetros), em um apartamento no bairro de classe alta de Chico Navarra, em Bogotá, Andrés Sepúlveda estava sentado em frente de seis telas de computador. Sepulveda é colombiano, muito robusto, com a cabeça raspada, cavanhaque e uma tatuagem de um código QR com uma chave de criptografia na parte de trás de sua cabeça. No seu pescoço que estão escritas as palavras "</ head>" e "", um acima do outro em uma alusão escuro para a codificação. Sepulveda assistiu a uma transmissão ao vivo da celebração da vitória de Peña Nieto, à espera de uma declaração oficial sobre os resultados.

Quando Peña Nieto ganhou Sepulveda começou a destruir provas. Ele buracos perfurados em unidades flash USB, discos rígidos e telefones móveis, é calcinado seus circuitos de microondas e, em seguida, esmagado com um martelo. Ele esmagou documentos e jogou-os no vaso sanitário, juntamente com servidores alugados claras anonimamente na Rússia e na Ucrânia, utilizando Bitcoins. Ele perturba a história secreta predominante de uma das campanhas mais sujas na América Latina nos últimos anos.

Sepulveda, 31, diz que ele viajou por oito anos em todo o continente manipular as principais campanhas políticas. Com um orçamento de US $ 600.000, o trabalho feito para a campanha de Peña Nieto foi de longe o mais complexo. Ele liderou uma equipe de seis hackers que roubaram estratégias de campanha, manipulados redes sociais para criar falsos sentimentos de excitação e zombaria e instalados spyware na sede de campanha da oposição, tudo a fim de ajudar a Peña Nieto, candidato de centro-direita, para conseguir uma vitória. Naquela noite de julho, ele uncorked garrafa após garrafa de cerveja Negra Columbus na celebração. Como de costume na noite da eleição, ele estava sozinho.

A carreira de Sepulveda começou em 2005, e seus primeiros trabalhos foram foram menores - consistiu principalmente modificar campanhas e websites violam os bancos de dados adversários com informações sobre seus doadores. Ao longo dos anos ele montou equipes foram espionagem, roubo e difamação representando campanhas presidenciais na América Latina. Seus serviços não eram barato, mas o espectro era amplo. US $ 12.000 por mês, um cliente contratou uma equipe que poderia cortar em telefones inteligentes, sites falsos e clonar e enviar e-mails e mensagens de texto em massa. O pacote premium, a um custo de US $ 20.000 por mês, também incluiu uma ampla gama de intercepção digitais, ataque, e decodificação defesa. Empregos foram cuidadosamente lavado através de vários intermediários e assessores. Sepulveda disse que é possível que muitos dos candidatos que ajudou não estavam cientes de seu papel. Só conheci alguns.

Suas equipes trabalharam em eleições presidenciais na Nicarágua, Panamá, Honduras, El Salvador, Colômbia, México, Costa Rica, Guatemala e Venezuela. As campanhas mencionadas nesta história foram contactados por porta-vozes correntes e antigos; qualquer exceto o PRI do México e do Partido Nacional Avanço da Guatemala, ele se recusou a comentar.

Como uma criança, ele testemunhou a violência das guerrilhas marxistas na Colômbia. Adulto juntou direito emergente na América Latina. Ele acreditava que suas atividades como um hacker havia táticas mais diabólicas daqueles que se opõem, como Hugo Chávez e Daniel Ortega.

Muitos dos esforços de Sepulveda não valeu a pena, mas não tem vitórias suficientes para dizer que tem influenciado moderna liderança política latino-americana, tanto quanto qualquer outra pessoa no século XXI. "Meu trabalho era acções de guerra suja e operações psicológicas, propaganda preto, rumores, finalmente, todo o lado escuro da política que ninguém sabe existe, mas todo mundo vê", diz ele sentado em uma mesa de plástico pequena em um pátio fora localizado profundamente nos escritórios altamente vigiado do procurador-geral da Colômbia. Atualmente servindo uma sentença de 10 anos para os crimes de uso de software malicioso, conspiração para cometer dados de criminalidade, estupro e de inteligência ligados ao cortar eleições de 2014. Colômbia concordou em ter a versão completa dos fatos, pela primeira vez na esperança de convencer o público que foi reabilitado e voltar a reduzir sua sentença.

Geralmente, ele aponta, foi na folha de pagamento de Juan José Rendón, um consultor político que vive em Miami e foi listado como o Karl Rove da América Latina. Rendon nega ter usado Sepulveda por qualquer ato ilegal e categoricamente refuta a versão que deu Sepulveda Bloomberg Businessweek sobre seu relacionamento, mas admite conhecê-lo e contratou-o para projetar websites. "Se você falou com ele pode ter sido uma ou duas vezes em uma sessão em grupo em que, no site", diz ele. "Em qualquer caso, fazer coisas ilegais. Há campanhas negativas. Eles não gostam, tudo bem. Mas se é legal eu vou. Eu não sou um santo, mas eu não sou um criminoso "(destaca que apesar de todos os inimigos que ele tem acumulado ao longo dos anos por causa de seu trabalho em campanhas, nunca foi enfrentado qualquer acusação criminal). Embora política Sepulveda era destruir todos os dados após a conclusão de um trabalho, ele deixou alguns documentos com membros de sua equipe hackers e outras pessoas de confiança como um segredo "apólice de seguro".

Sepulveda deu Bloomberg BusinessWeek e-mails que, segundo ele, mostram conversas entre ele, Rendon Rendon e consultoria sobre hacking e ataques cibernéticos avanços relacionados com campanhas. Rendon diz que e-mails são falsos. Uma análise realizada por uma empresa de segurança informática independente mostrou que uma amostragem de e-mails que examinaram parecem ser autênticos. Algumas das descrições de Sepulveda sobre suas atividades são consistentes com relatos publicados de eventos para várias campanhas eleitorais, mas outros detalhes não puderam ser verificadas de forma independente. Uma pessoa que trabalhou na campanha no México e que pediu para não citar confidenciais por medo de sua segurança, em grande parte confirmou a versão do Sepulveda sobre o seu papel e Rendon nesta eleição.

Sepulveda disse que em Espanha oferecidos vários cargos políticos que teriam rejeitado por ser muito ocupado. Questionado sobre se a campanha presidencial norte-americana está sendo alterada, a resposta é inequívoca. "Estou cem por cento certo de que é", diz ele.


Sepulveda cresceu em meio à pobreza em Bucaramanga, oito horas ao norte de Bogotá de carro. Sua mãe era uma secretária. Seu pai era um ativista e ajudou os agricultores a procurar melhores produtos para crescer coca, assim que a família mudou-se constantemente por causa de ameaças de morte de traficantes de drogas. Seus pais se divorciaram e aos 15 anos, depois de ter falhado na escola, onde seu pai mudou-se em Bogotá e usou um computador pela primeira vez. Mais tarde, ele se matriculou em uma escola local de tecnologia e através de um amigo que ele conheceu lá ele aprendeu a programar.

Em 2005, o irmão mais velho de Sepulveda, publicitário, ajudou em campanhas parlamentares, um partido alinhado com o então presidente da Colômbia Alvaro Uribe. Uribe foi um dos heróis dos irmãos, um aliado dos EUA, que reforçou o exército para lutar contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Durante uma visita à sede do partido, Sepulveda tirou seu laptop e começou analisando a rede do campus sem fios. interceptado facilmente computador Rendon, estrategista de partido, e baixou a agenda Uribe e seus próximos discursos. Sepulveda disse que Rendon ficou furioso e contratou-o ali mesmo. Rendon diz que isso nunca aconteceu.

Durante décadas, as eleições foram manipuladas na América Latina e não ganhou, e os métodos foram bastante direta. eleições locais responsáveis ​​pela adulteração distribuído a partir de pequenos aparelhos para descontar em troca de votos. No entanto, na década de 1990 reformas eleitorais espalhados por toda a região. Os eleitores eram impossíveis de falsificar cartões e identificação apartidistas entidades encarregado das eleições foram feitas em vários países. A campanha moderna eleição, ou pelo menos uma versão com a qual a América estava familiarizado, tinha vindo para a América Latina.

Rendon já havia lançado uma carreira de sucesso que os críticos - e mais de uma demanda - foi baseado no uso de truques sujos e espalhar boatos. (Em 2014, Carlos Mauricio Funes, ex-presidente de El Salvador, acusado Rendón de orquestrar campanhas de guerra suja na América Latina. Rendon processado na Flórida por difamação, mas o tribunal rejeitou o caso afirmando que não poderia processar Funes por seus atos oficiais). Filho de ativistas pela democracia, estudou psicologia e trabalhou em publicidade antes de aconselhar os candidatos presidenciais em sua Venezuela nativa. Em 2004, depois de acusar o então presidente Hugo Chávez, da fraude eleitoral, ele deixou voltou para casa e nunca mais.

Sepulveda diz que seu primeiro emprego como um hacker era infiltrar-se o site de uma Uribe rival, roubar um banco de dados de e-mails e enviar aos usuários mensagens em massa com informações falsas. Ele recebeu US $ 15.000 em dinheiro por um mês de trabalho, cinco vezes mais do que ganhava em seu trabalho anterior como um web designer.

Rendon, que era dono de uma frota de carros de luxo, usando relógios chamativos e gastou milhares de dólares em ternos costurados, deslumbrado Sepulveda. Como Sepulveda, Rendon era um perfeccionista. Ele esperava que seus funcionários veio a trabalhar cedo e ir embora tarde. "Ele era muito jovem, fez o que eu gostava, eu era pago bem e estava viajando, era o trabalho perfeito." Mas mais do que qualquer outra coisa, as suas políticas de direita concordou. Sepulveda diz que viu Rendon como um gênio e mentor. budista devoto praticante de artes marciais, de acordo com o seu próprio website, Rendon cultivado uma imagem de mistério e perigo, vestindo apenas roupas pretas em público e até mesmo ocasionalmente usando a roupa de um samurai. Em seu site chamado o "mais bem pagos, mais temido e os mais solicitados e eficiente" estrategista político. Sepulveda ser parcialmente responsável por isso.

Rendon, disse Sepulveda, notou que os hackers poderiam integrar plenamente em operação política moderna, a realização de ataques de publicidade, a oposição a investigar e encontrar maneiras de suprimir a participação de um adversário. Quanto Sepulveda, sua contribuição foi entender que os eleitores confiar mais no que eles acreditavam que eram as expressões espontâneas de pessoas reais em redes sociais que os especialistas que aparecem na televisão ou jornais. Eu sabia que era possível criar contas falsas e tendências em redes sociais, tudo a um preço relativamente baixo. Ele escreveu um software, agora chamado de Predator Redes Sociais, para gerenciar e executar um exército virtual de contas de Twitter falso. O software permitiu-lhe mudar rapidamente nomes, imagens de perfil e biografias para atender qualquer circunstância. Com o tempo ele descobriu que manipular a opinião pública foi tão fácil como mover as peças em um tabuleiro de xadrez, ou em suas palavras ", mas quando eu percebi que as pessoas acreditam mais no que diz Internet do que a realidade Eu descobri que 'tinha o poder "para fazer as pessoas acreditar em quase tudo".

A cabeça de Sepulveda
A cabeça de Sepulveda. Tattoo acima é um código QR com uma chave de criptografia.
De acordo com Sepulveda, ele recebeu seu salário em dinheiro, metade com antecedência. Ao viajar usado um passaporte falso e estava hospedado sozinho em um hotel longe dos membros da campanha. Ninguém podia entrar no seu quarto com um telefone inteligente ou câmera.

A maioria das obras foram acordados em pessoa. Rendon Sepulveda entregou uma folha com nomes objetivos, e-mails e telefone. Sepulveda levou a lâmina para o hotel, introduziu os dados em um arquivo criptografado e, em seguida, queime o papel e jogou-o no vaso sanitário. Se Rendon necessário para enviar um e-mail, ele usou linguagem cifrada. "Dê Petting" significava para atacar; "Ouvir música" significava para interceptar telefonemas de um alvo.

Rendon e Sepulveda tentou não ser vistos juntos. Eles se comunicavam através de telefones criptografados substituídos a cada dois meses. Sepulveda disse que enviados diariamente relatórios de progresso e relatórios de inteligência de contas de e-mail descartáveis ​​a um intermediário na empresa de consultoria Rendon.

Cada trabalho culminou com uma sequência específica de destruição, codificados por cores. No dia da eleição, Sepulveda destruir todos os dados classificados como "vermelho". Estes foram os arquivos que podem mandá-lo para a prisão e que tinham estado em contacto com eles telefonemas e interceptado e-mails, listas de vítimas de hackers e relatórios confidenciais elaborados para campanhas. Todos os celulares, discos rígidos, drives flash USB e servidores de computador foram destruídos fisicamente. informações "Yellow" menos sensíveis - agendas de viagem, formas de salários, planos de angariação de fundos - foram armazenados em um dispositivo de memória de criptografia é entregue a campanhas para uma revisão final. Uma semana depois, também ela seria destruída.

Para a maioria dos empregos Sepulveda reuniu uma equipe e operado a partir de casas alugadas e apartamentos em Bogotá. Ele tinha um grupo de 7 a 15 hackers foram rotativo e provenientes de diferentes partes da América Latina, aproveitando as diferentes especialidades da região. Na sua opinião, o brasileiro desenvolver o melhor malware. Venezuelanos e equatorianos são especialistas em sistemas e software de varredura de vulnerabilidades. Os argentinos são artistas quando se trata de interceptar telefones celulares. Os mexicanos são principalmente hackers mas especialistas falam demais. Sepulveda chegou a eles apenas em emergências.

Estas obras adiada por um par de dias a vários meses. Em Honduras, Sepulveda defendeu o sistema computacional e de comunicação do candidato presidencial Porfirio Lobo Sosa de hackers contratados por seus oponentes. Na Guatemala, digitalmente ele interceptou dados de seis caracteres do campo da política e negócios e diz que deu a informação para Rendon em drives USB criptografados que deixaram nos pontos de segredos de entrega. (Sepulveda disse que este era um pequeno trabalho para um cliente Rendon ligada ao direitista Partido Avanço Nacional (PAN). O PAN disse que nunca mais contrato Rendon e diz que ele não tem conhecimento de quaisquer actividades que diz Sepulveda). Na Nicarágua em 2011, Sepulveda atacou Ortega, que apresentou o seu terceiro mandato presidencial. Em uma das poucas ocasiões em que ele trabalhou para outro cliente e não para Rendon, se infiltrou na conta de email de Rosario Murillo, da esposa e porta-voz-chefe para a comunicação do governo Ortega, e roubou uma riqueza de segredos pessoais e governamentais.

Na Venezuela, em 2012, impulsionado por sua aversão à Chavez, a equipe colocar de lado sua cautela habitual. Durante a campanha de Chávez para concorrer a um quarto mandato presidencial, Sepulveda postou um vídeo no YouTube anónima que remexeu no e-mail de uma das pessoas mais poderosas na Venezuela, Diosdado Cabello, então presidente da Assembleia Nacional. Ele também deixou o seu círculo apertado de hackers confiáveis ​​e mobilizou Anonymous, o grupo de hackers ativistas para atacar o site de Chávez.

Trabalho  sujo

Colômbia

Ele apoiou a reeleição de Álvaro Uribe como presidente, de 2006; As eleições parlamentares de 2006; falhou campanha Óscar Iván Zuluaga à presidência nas eleições de 2014

Alvaro Uribe
Honduras
Ele apoiou Porfirio Lobo Sosa, eleito presidente em 2009

Porfirio Lobo Sosa
Nicarágua
Contra Daniel Ortega em 2011

México
Ele apoiou Enrique Peña Nieto, por um período de três anos

Enrique Peña Nieto
Venezuela
Contra Chávez e Maduro em 2012 e 2013

Costa Rica
Ele apoiou Johnny Araya, falhou o candidato presidencial do Partido de Libertação Nacional de centro-esquerda nas eleições de 2014

Panamá
Ele apoiou Juan Carlos Navarro, candidato presidencial de centro-esquerda Partido Revolucionário Democrático nas eleições de 2014.

Juan Carlos Navarro

Após o ataque Sepúlveda para a conta de Twitter de cabelo, Rendon teria parabéns. "Você é notícia :)", escreveu em um e-mail em 09 de setembro de 2012 anexado um link para uma história sobre a falha de segurança. Sepúlveda deu vislumbres de dezenas de e-mails e vários de o hacker originais escritos mails slang ( "Possuído!" Ler um e-mail, referindo-se ao fato de ter comprometido a segurança de um sistema) que mostram que, durante novembro de 2011 e setembro 2012 o governo Sepúlveda enviou longas listas de sites que tinham se infiltrado em várias campanhas a um membro sênior da empresa de consultoria Rendon. Duas semanas antes da eleição presidencial na Venezuela, Sepúlveda enviou capturas de tela mostrando como ele havia se infiltrado no website Chávez e como poderia ativar e desativar a vontade.

Chávez ganhou a eleição, mas morreu de câncer cinco meses depois, o que levou a realizar uma eleição extraordinária em que Nicolas Maduro foi eleito presidente. Um dia antes Maduro proclamou sua vitória, Sepulveda invadiu sua conta no Twitter e publicou alegações de fraude eleitoral. O governo da Venezuela culpou "conspiradores fora hacks" e internet deficientes em todo o país por 20 minutos.

No México, o domínio técnico de Sepulveda ea grande visão de uma máquina política implacável Rendon totalmente convergente, impulsionado pelos vastos recursos da PRI. Os anos sob o governo do Partido da Ação Nacional do presidente Felipe Calderon, PAN) foram atormentado por uma guerra devastadora contra os cartéis de drogas, o que fez seqüestros, assassinatos e decapitações em vias públicas eram atos comuns. Em 2012 se aproximou, o PRI deu o entusiasmo juvenil de Peña Nieto, que tinha acabado de terminar o seu mandato como governador.

A Sepulveda não gostava da ideia de trabalhar no México, perigoso envolver-se no país de domínio público. Mas Rendon o convenceu a fazer breves passeios desde 2008 e muitas vezes voando em seu avião particular. Durante um trabalho em Tabasco, no Golfo do México sufocante, Sepulveda invadiu um chefe político que acabou por ter links para um cartel de drogas. Depois que a equipe de segurança Rendon tomou conhecimento de um plano para assassinar Sepulveda, este passou a noite em um blindado van Suburban antes de retornar à Cidade do México.

Na prática, o México tem três principais partidos políticos e Peña Nieto enfrentou dois adversários direita e esquerda. À direita, o PAN havia nomeado Josefina Vazquez Mota, o primeiro candidato do partido à presidência. À esquerda, o Partido da Revolução Democrática (PRD), eleito Andrés Manuel Lopez Obrador, ex-prefeito da Cidade do México.

As primeiras sondagens lhe deu 20 pontos à frente de Peña Nieto, mas os seus apoiantes não iria correr riscos. equipamentos Sepúlveda instalado Malware em roteadores no comando do candidato do PRD permitindo-lhe telefones interceptores e computadores de qualquer um que usou a rede, incluindo o candidato. Ele fez ações semelhantes contra Vazquez Mota do PAN. Quando as equipes dos candidatos a preparar discursos políticos, Sepúlveda teve acesso às informações assim que os dedos de quem escreveu o discurso tocou no teclado. Sepúlveda tinha conhecimento das reuniões futuras e programas de campanha antes de os membros de cada equipe.

Dinheiro não era problema. Sepulveda uma vez gastou US $ 50.000 em software high-end da Rússia interceptado rapidamente telefones da Apple, BlackBerry e Android. Ele também passou uma soma significativa na melhor falso perfis do Twitter, perfis que foram mantidos pelo menos um ano, o que lhes deu uma patina de credibilidade.

Sepulveda administrada milhares de falsos perfis deste tipo e usou as contas para fazer a discussão girava em torno de questões como o plano de Peña Nieto para acabar com a violência relacionada ao tráfico de drogas, inundando as redes sociais com vistas usuários real, eles responderiam. Para tarefas menos nuances, ele tinha um exército maior de 30.000 contas de Twitter automatizados que realizaram publicações para gerar tendências na rede social. Uma das tendências em redes sociais que se espalham pânico começou, sugerindo que quanto mais se Lopez Obrador nas pesquisas, mais peso cairia. Sepulveda sabia a respeito da moeda foi uma grande vulnerabilidade. Eu tinha lido em uma das notas internas campanha pessoal próprio candidato.

Eles forneceram Sepulveda e sua equipe quase tudo artes digitais escuros podem oferecer a campanha de Peña Nieto ou aliados locais importantes. Durante a noite da eleição, ele fez computadores chamar milhares de eleitores no estado estratégica e competitiva de Jalisco, em 3h00, com mensagens pré-gravadas. Chamadas parecia vir de campanha do candidato a governador populares Enrique Ramirez Alfaro esquerda. Isto irritou os eleitores 'Esse foi o pensamento e Alfaro perdeu por uma margem estreita. Em outra corrida para governador, Sepulveda criado falso Facebook contas homens homossexuais que reivindicam para apoiar um candidato católico conservador que representa o PAN, manobra projetado para alienar os seus apoiantes. "Eu sempre suspeitei que havia algo errado", disse Gerardo Priego candidato para saber como a equipe tratadas redes sociais Sepulveda na campanha.

Em maio, Peña Nieto visitou o Universidad Iberoamericana na Cidade do México e foi bombardeado com slogans e vaiado pelos estudantes. O candidato desconcertada retirou com os seus guarda-costas para um edifício adjacente, e de acordo com algumas mensagens de mídia social se escondeu em uma casa de banho. As imagens foram um desastre. Lopez Obrador reuniu.

O PRI conseguiu se recuperar depois de um dos assessores de López Obrador foi gravado pedindo um homem de negócios de US $ 6 milhões para financiar a campanha do seu candidato, que estava com falta de fundos, que supostamente violaram a lei mexicana. Embora o hacker diz ignorar a origem dessa gravação em particular, Sepulveda e sua equipe tinha interceptado comunicações Luis Costa Bonino conselheiro durante meses. (Em 2 de fevereiro de 2012, Rendon I enviar três e-mails e números de telefone de Costa Bonino em um e-mail intitulado "Trabalho"). A equipe de Sepulveda desativado o site pessoal do consultor e dirigido a jornalistas para um site clonado. Há eles publicaram o que parecia ser um extenso escrito por Costa Bonino, sutilmente levantou dúvidas sobre se as suas raízes uruguaios México violado as restrições à participação estrangeira nas eleições defesa. Costa Bonino deixou a campanha de alguns dias mais tarde. Recentemente, ele disse que não sabia que estava sendo espionado, só não sei como. Eles são parte do trabalho na América Latina: "Ter um telefone cortado pela oposição não é uma novidade. Na verdade, quando eu campanha, parto do princípio de que tudo o que falar ao telefone será ouvido pelos adversários ".

A assessoria de imprensa se recusou a comentar Peña Nieto. Um porta-voz PRI disse que o partido não tem conhecimento de que Rendon tinha servido para a campanha Peña Nieta ou qualquer outra campanha do PRI. Rendon diz que ele já trabalhou em nome de candidatos do PRI no México por 16 anos, de agosto de 2000 até à data.

Fotógrafo: Comércio / PRESS GDA / ZUMA
Juan José Rendón
Juan José Rendón, assessor político.

Em 2012, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, sucessor de Uribe, inesperadamente iniciou negociações de paz com as FARC, na esperança de acabar com uma guerra de 50 anos. Furioso, Uribe, cujo pai foi morto por guerrilheiros das FARC, formou um partido e um candidato independente apoiado Oscar Ivan Zuluaga, que se opunha ao diálogo.

Rendon, que trabalhava para Santos, Sepulveda queria fazer parte de sua equipe, mas este último recusou. Considerou que a prestação de Rendon para trabalhar com um candidato que apoiou um acordo de paz com as FARC era suspeito traição e o assessor estava deixando o dinheiro fora mais forte do que os seus princípios. Sepulveda disse que a ideologia era a sua principal motivação, então veio o dinheiro, e se o seu pedido tinha sido rico, poderia ter ganhado muito mais hacking em sistemas financeiros, em vez de eleições. Pela primeira vez, ele decidiu opor-se seu mentor.

Sepulveda se associou a equipe oposição e se reportava diretamente ao chefe da campanha Zuluaga, Luis Alfonso Hoyos. (Zuluaga nega qualquer conhecimento de hacking, Hoyos não pôde ser encontrado para comentar o assunto). Sepulveda disse que, juntos, traçaram um plano para desacreditar o presidente para mostrar que os guerrilheiros estavam envolvidos no tráfico de drogas e da violência, apesar de falar de um acordo de paz. Depois de alguns meses, Sepulveda tinha cortado os telefones e contas de e-mail de mais de 100 militantes, incluindo o líder Rodrigo Londoño FARC, também conhecido como Timoshenko. Depois de fazer uma pasta grossa sobre as FARC, que incluiu provas de como o grupo suprimidos os votos dos agricultores em áreas rurais, Sepulveda concordou em acompanhá-Hoyos a estudos de um programa de notícias de TV em Bogotá e apresentar provas.

Talvez não tenha sido um trabalho muito inteligente tão teimoso e tão pública contra um partido no poder. Um mês depois, Sepulveda fumou um cigarro na varanda de seu escritório em Bogotá, quando viu se aproximar de um comboio de veículos da polícia. Quarenta agentes técnicos Unidade de Investigação do Instituto da Colômbia vestindo preto invadiu seu escritório e o prenderam. Sepulveda disse que seu descuido na estação de TV é o que levou à sua prisão. Ele acha que alguém lhe deu de distância. No tribunal, ele usava um colete à prova de balas e foi cercado por guardas. Na parte de trás dos homens que detinham fotografias judiciais de sua família e passou os dedos em suas gargantas, simulando cortar seus pescoços, ou colocar as mãos em suas bocas dando a entender que eles devem manter em silêncio ou enfrentar as consequências. Abandonado por seus antigos aliados, ele acabou se declarar culpado de espionagem, pirataria e outros crimes em troca de uma sentença de 10 anos.

Três dias depois de chegar ao La Picota prisão em Bogotá, ele visitou o dentista e foi emboscado por homens com facas e navalhas, mas foi resgatado pelos guardas. Uma semana depois, os guardas acordou-o e levou-o rapidamente a partir de sua cela, dizendo que tinha informações sobre um plano para matá-lo com uma pistola silenciada enquanto ele dormia. Após a Polícia Nacional interceptado telefonemas que eles perceberam um novo enredo, ele foi enviado para a solitária em uma prisão de segurança máxima localizada em uma área reduzida do centro de Bogotá. Dorme com um cobertor e uma jaqueta à prova de balas ao lado de sua cama por trás de portas à prova de bombas. Guarda vai ver a cada hora. Como parte de seu acordo judicial, ele diz que se tornou uma testemunha do governo e ajuda os pesquisadores a avaliar possíveis casos contra o ex-candidato e seu estrategista Hoyos Zuluaga. As autoridades emitiram um mandado de prisão contra Hoyos, mas de acordo com informações da imprensa colombiana ele fugiu para Miami.

Quando Sepúlveda trata de reuniões com os promotores no bunker, na sede da Procuradoria-Geral da Colômbia, viajando em um comboio armado inclui seis motocicletas que cruzam o capital para 60 milhas por hora e recolher os sinais de telefones celulares como trânsito para bloquear rastreamento de seus movimentos ou detonar bombas ao longo do caminho.

Em julho de 2015, Sepúlveda sentou-se em um pequeno pátio central do Bunker, um café e uma garrafa térmica e serviu-se de um maço de cigarros Marlboro. Ele diz que quer contar a sua história, porque as pessoas não sabem a extensão do poder exercido por hackers em eleições modernas ou conhecimentos especializados necessários para detê-las.

*Traduzido do Espanhol para Português, pelo Google Translator
**Com Carlos Manuel Rodríguez y Matthew Bristow
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Fonte:http://www.bloomberg.com/features/2016-como-manipular-una-eleccion/