quinta-feira, 30 de junho de 2016

#TireAsMãosDaNossaGEAP – Trabalhadores denunciam tentativa de desmonte da Geap em ato

30.06.2016 
Do portal da FENADADOS
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Os beneficiários da Geap Saúde realizaram, na manhã desta quinta-feira (30), o #TireAsMãosDaNossaGEAP, ato em defesa do plano de autogestão. Organizada pela Fenadados, a CNTSS e a Condsef, a mobilização ocorreu em frente ao Ministério do Planejamento, em Brasília. Além de membros das entidades organizadoras, também estiveram presentes representantes da CUT, Fasubra, Anasps, SINDPD-DF, Sindsprev-PE e Sindsep-DF.
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“Denunciamos a tentativa deste governo golpista de acabar com um plano de autogestão que estava ampliando o seu compromisso com bem-estar de seus assistidos, permitindo que pessoas de várias faixas etárias tenham acesso a serviços de saúde dignos por valores acessíveis”, comenta a secretária da Mulher Trabalhadora da Fenadados, Socorro Lago.
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O governo interino de Michel Temer tem atuado na contramão do processo de recuperação e saneamento da entidade que vinha sendo desenvolvido pelos trabalhadores desde o início deste ano. Uma das primeiras ações do Governo Temer foi destituir da presidência do Conselho Administrativo da operadora um representante dos trabalhadores, ou seja, dos beneficiários da Geap Saúde. Esta mudança havia equilibrado a correlação de forças entre os representantes dos servidores e do governo no Conselho, fortalecendo o compromisso social da GEAP na condução de seus planos de saúde.
O Governo Michel Temer anulou ainda a revisão do reajuste das mensalidades de 37,55% para 20%, medida que havia possibilitado a permanência de vários servidores nos planos de saúde da operadora. Hoje, cerca de 600 mil beneficiários não têm condições de arcar com o aumento abusivo das mensalidades. Além disso, demitiu vários funcionários da Geap Saúde, inclusive alguns com estabilidade garantida em acordo coletivo.
“Queremos saber as razões e os interesses deste governo golpista para desmontar a Geap Saúde, que é privada e 100% da sua receita vem dos beneficiários, quase 80% corresponde às mensalidades descontadas diretamente dos salários dos trabalhadores”, diz a diretora da Fenadados, complementando: “como deixamos claro no material que distribuímos, acabar com a Geap significa deixar milhares de pessoas e até famílias sem atendimento à saúde”.
A secretaria das Mulheres Trabalhadoras destaca ainda que a Fenadados continuará atuando em defesa da Geap. “Continuaremos na luta para reverter a situação da Geap e sempre em favor daqueles que historicamente sustentaram a operadora e são seus verdadeiros donos: os beneficiários”, conclui Socorro Lago.
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Fonte:http://fenadados.org.br/artigo/ver/id/4902/0/tireasmaosdanossageap__trabalhadores_denunciam_tentativa_de_desmonte_da_geap_em_ato

CARDOZO: ‘PROVAMOS QUE DILMA É INOCENTE’

30.06.2016
Do portal BRASIL247

Antonio Cruz/Agência Brasil: <p>Brasília - José Eduardo Cardozo, advogado da presidenta afastada Dilma Rousseff, fala à imprensa ao chegar na Comissão Processante do Impeachment (Antonio Cruz/Agência Brasil)</p>
José Eduardo Cardozo, advogado da presidenta afastada Dilma Rousseff, fala à imprensa ao chegar na Comissão Processante do Impeachment (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Em entrevista coletiva nesta tarde, o advogado da presidente eleita Dilma Rousseff, José Eduardo Cardozo, afirmou que o processo de impeachment no Senado provou que não houve dolo por parte dela nas irregularidades apontadas pela acusação; "Eu queria provar e nós provamos", disse; Cardozo voltou a afirmar que pode ir ao Supremo Tribunal Federal questionar a decisão; "Podemos ir ao Supremo no momento certo. Eu quero a absolvição da presidente no Senado. Eu não quero no meu país a pecha de que a Justiça vai corrigir os erros do Senado"


BRASÍLIA (Reuters) - O ex-ministro José Eduardo Cardozo, que representa a presidente afastada Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira, 30, que o processo de impeachment no Senado provou que não houve dolo por parte dela nas irregularidades apontadas pela acusação e repetiu que irá "oportunamente" ao Supremo Tribunal Federal.

De acordo com Cardozo, a perícia feita por técnicos e os depoimentos de diferentes técnicos do governo, mostrando que a presidente não foi avisada de que poderia haver incompatibilidade da edição de decretos de gastos suplementares com a meta fiscal, provam que não houve crime. "Eu queria provar e nós provamos", disse a jornalistas.

Cardozo afirma ainda que não vai neste momento ao STF porque quer a absolvição da presidente no Senado.

"Podemos ir ao Supremo no momento certo. Eu quero a absolvição da presidente no Senado. Eu não quero no meu país a pecha de que a Justiça vai corrigir os erros do Senado", afirmou.

Cardozo informou ainda que não há definição se Dilma irá pessoalmente ou enviará um representante à seu depoimento da comissão de impeachment do Senado, marcado para o dia 6 de julho. "Fiquei de conversar com a presidente depois da apresentação da perícia", disse.

Sobre a possibilidade de convencer senadores da tese de inocência da presidente, disse acreditar que a grande maioria dos senadores "tem a razoabilidade como parâmetro".

"Se alguns estão contaminados pela ação política e querem o golpe, acho que nem todos o querem", afirmou.

(Por Lisandra Paraguassu)
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/241430/Cardozo-%E2%80%98Provamos-que-Dilma-%C3%A9-inocente%E2%80%99.htm

quarta-feira, 29 de junho de 2016

RACISMO: Aposentada cospe em delegada e produtora negras em Brasília

29.06.2016
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Em supermercado, aposentada cospe e xinga produtora: “negra do cabelo ruim, negra nojenta e mal educada”. Encaminhada para a delegacia, se deparou com uma delegada negra, voltou a dar cusparada e disse que não gostava de negros. Foi presa em flagrante

racismo aposentada delegada produtora negra
Uma produtora audiovisual de 38 anos denunciou um ataque racista em um supermercado em Brasília nesta terça-feira (28/6). Elizabete Braga registrou ocorrência na Polícia Civil alegando ter sido xingada e cuspida por uma servidora aposentada do Ministério das Relações Exteriores.
De acordo com a Polícia Civil, a confusão começou quando a mulher de 77 anos se aproximou da produtora na fila do mercado e disse que estava observando o cabelo dela de longe, e gostaria de saber se era uma peruca.
Incomodada, Elizabete pediu para a senhora não tocar seu cabelo. A idosa reagiu com agressão verbal. Disse não gostar de pessoas negras porque elas são, na opinião dela, mal educadas. Ainda disparou uma série de ofensas, como “preta safada” e “preta sem educação”.
Os insultos continuaram no estacionamento do mercado, ainda segundo a vítima. A servidora foi até o carro de Elizabete quando ela se preparava para deixar o local e cuspiu nos pés da produtora. A senhora ainda tentou agredir a produtora fisicamente dizendo que era “faixa preta de Karatê”. Após o ocorrido, a vítima decidiu chamar a polícia.
Encaminhada à Delegacia, a servidora negou ter insultado Elizabete e passou a desrespeitar a delegada de plantão, também negra, que conduzia o flagrante. Ela tocou o cabelo da autoridade policial e, ao ser repreendida, declarou que “não tocaria mais porque não queria sujar as mãos”.
“Não gosto de negros”, disse, ainda, a aposentada, que cuspiu no chão em direção à policial. A aposentada foi autuada pelos crimes de injúria racial e racismo e recolhida a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde permanece à disposição da Justiça.
Elizabete publicou um relato do caso em sua página do facebook:
Hoje, 28/6/16, mais um caso de racismo contra mim. Eu estava no caixa do atacadista Super Adega, quando uma senhora, ao perguntar se meu cabelo era uma peruca ou de verdade, tocou meu cabelo. Gentilmente pedi para que não tocasse em meu cabelo. A resposta dela? “PRETA SAFADA! PRETA MAL EDUCADA! ISSO É FORMA DE ME RESPONDER?” Na continuação das ofensas, disse que minha mãe não havia dado educação à uma preta tão sem educação, que ela até poderia ter gente da África na família dela, mas que ela não gosta de gente preta – tudo sem educação.
Disse, ainda, que a garota do caixa é uma negrinha bonitinha, mas que eu sou uma negrinha feia (e está longe de ser essa a questão aqui). Disse que pelas minhas ações – de não deixar ela ir embora antes que a polícia chegasse – mostrava que eu sou uma puta, “você só pode ser uma puta, isso mesmo, uma puta, com esse comportamento” (se ser puta também significa reivindicar direitos, sim, sou puta, fico puta de raiva e corro atrás). Chamou-me de gentalha e perguntou ao segurança como deixavam mulheres como eu entrar no supermercado. Ah! Ainda cuspiu duas vezes em minha direção.
Daquelas cusparadas que se dá quando se quer mostrar desprezo por alguém. Ainda ostentou uma carteira de identificação dela (a famosa carteirada) do Ministério das Relações Exteriores, se dizendo DIPLOMATA e disse: “com quem você pensa que está falando? Ligar para a polícia não vai dar em nada!”.
Consegui a identificação dela e testemunhas. Fui à Delegacia de Repressão aos Crimes de Discriminação Racial etc, na DPE, e registrei ocorrência. A mulher foi chamada, as testemunhas consultadas e pimba! Prisão em FLAGRANTE POR RACISMO! Não satisfeita, a mulher ofendeu racialmente e, também, cuspiu na delegada – SIM, BAFÃO! C-U-S-P-I-U na delegada.
Não creio que fique muito tempo presa. Talvez só esta noite. Mas que sirva de alerta para os RACISTAS de plantão:

RACISTAS NÃO PASSARÃO!


**** Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/06/aposentada-cospe-em-delegada-e-produtora-negras-em-brasilia.html

terça-feira, 28 de junho de 2016

A sede de poder do Ministério Público

28.06.2016
Do blog O CAFEZINHO
Por Pedro Breier, correspondente policial do Cafezinho
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O Ministério Público não cansa de mostrar os dentes na verdadeira guerra em curso entre as esferas de poder brasileiras, muito embora o MP seja na verdade um órgão do Estado e não um poder totalmente independente. Se antes do afastamento de Dilma da presidência o órgão recebia os aplausos dos deputados e senadores golpistas - afinal, a Lava Jato foi a grande propulsora do apoio do exército de zumbis midiáticos ao impeachment -, após a tomada do poder pela oposição a lua de mel acabou e deu lugar a uma luta sangrenta pela hegemonia do poder no Brasil pós-golpe.
O pacote anticorrupção apresentado pelo MP demonstra claramente os objetivos da instituição. Apesar de ser papel constitucional do Ministério Público a defesa da ordem jurídica, ou seja, da Constituição, o tal pacote proposto pelos procuradores é uma tentativa de corromper a Constituição, com ataques diretos a garantias fundamentais que todos temos em teoria (sabemos que na prática o sistema penal é classista e racista) frente ao poder punitivo do Estado. Vale a pena a leitura deste artigo do professor e jurista Lenio Luiz Streck, onde ele faz uma análise crítica das propostas do MP de aumentar a musculatura do Estado policial através da relativização da presunção de inocência, fragilização do Habeas Corpus e outros ataques a direitos fundamentais.
A inclusão de uma "caixinha" de 10% ou 20% nos acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas na Lava Jato, a ser gerida pelos próprios promotores, é outra demonstração da sede de poder do MP. Aqui as muito pertinentes ponderações do Fernando Brito sobre a tal "caixinha", no Tijolaço.
Sendo o Ministério Público o órgão responsável pela acusação nos processos criminais, fica claro que os procuradores querem essas mudanças para terem cada vez menos limites legais em sua atuação. Ou seja: rifamos os direitos do indivíduo frente ao poder avassalador da face punitiva da máquina estatal em nome do combate à corrupção. O velho 'os fins justificam os meios', que já levou a humanidade a resultados desastrosos.
Os delírios de poder do Ministério Público por vezes chegam às raias do ridículo: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, comparou ontem a resistência ao avanço da Lava Jato no meio político às dificuldades para a abolição da escravatura no país. Messianismo pouco é bobagem.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2016/06/28/a-sede-de-poder-do-ministerio-publico/

Bibliologia- Introdução à Bíblia

28.06.2016
Do canal YOUTUBE da ETCOM, 21.04.2015



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Fonte:https://www.youtube.com/watch?list=PLESZEC96rpHnZT5OlQ_KF1iyGzUM3LaH3&v=diCHSNvuBxw

DRAMA DA GEAP CONTINUA NO JUDICÁRIO

28.06.2016
Do portal BLASTINGNEWS, 27.06.16
Por ERNESTO KOBA
600 mil vidas aguardam decisão judicial sobre reajuste na Geap em guerra de liminares.
Disputa judicial se arrasta na GEAP e prejudica usuáriosO cabo de guerra entre o Governo Interino, de um lado, e Sindicatos e assistidos, do outro, prossegue. A Geap Autogestão em Saúde, fundada em 1945, assiste cerca de 600.000 vidas e é uma das mais importantes operadoras de planos de saúde do Brasil, atendendo servidores públicos federais ativos e aposentados, seus familiares e dependentes.
A GEAP definiu, em novembro do ano passado, um aumento de 37,55% para 1º de fevereiro deste ano. Tal aumento provocou enorme insatisfação entre os assistidos, que buscaram a guarida das suas entidades sindicais representativas para tentar reduzir este índice. Além de uma chuva de ações judiciais, a medida provocou a saída de assistidos que não tinham como custear o plano com a nova tabela, bem superior ao 13,55% de reajuste dos planos regulados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Vários sindicatos obtiveram liminares que impuseram a redução do aumento para 20%, após o qual o Conselho Administrativo da GEAP recuou e aceitou reduzir o índice para 20% acompanhando as decisões judiciais.
Ocorre que, após a posse do Governo Interino, a Casa Civil entrou com uma ação contra as mudanças no Conselho Administrativo e pelo retorno do aumento de 37,55%, obtendo, da juíza federal Katia Balbino de Carvalho Ferreira, da 3ª Vara do Distrito Federal, no último dia 15, uma liminar. Na mesma decisão, a magistrada destituiu o atual presidente do Conad/Geap, Irineu Messias de Araújo, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), e nomeou em seu lugar Laércio Roberto Lemos de Souza, funcionário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que demitiu toda a diretoria executiva e assessores da empresa, contratando novos profissionais. 
As entidades sindicais conseguiram reverter o aumento mais uma vez, porém, no dia 23, a Advocacia-Geral da União restabeleceu o índice maior de 37,5%, alegando que a redução do aumento representaria uma queda na arrecadação de R$ 50 milhões ao mês, necessário para o governo federal.
Na próxima quinta-feira, dia 30, haverá um ato em frente ao Bloco K do Ministério do Planejamento, em defesa da GEAP, organizado por entidades sindicais, que questionam a ingerência política do governo interino em um plano de saúde que deveria ser de livre autogestão. Afirmam, também, que mais de 1/3 de aumento nos planos em um cenário onde o reajuste dos servidores federais será de 5,5%, é condenar boa parte dos usuários, de baixa renda e acima dos 59 anos, a abandonar a GEAP.
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Fonte:http://br.blastingnews.com/economia/2016/06/drama-da-geap-continua-no-judicario-00987245.html

quinta-feira, 16 de junho de 2016

GOVERNO TEMER TOMA À FORÇA GESTÃO DA GEAP SAÚDE

16.06.2016
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/238634/Governo-Temer-toma-%C3%A0-for%C3%A7a-gest%C3%A3o-da-Geap-Sa%C3%BAde.htm

terça-feira, 7 de junho de 2016

GOLPISTAS QUEREM ENTREGAR O PRÉ-SAL PARA OS GRINGOS:No Boston Globe, Rapoza anuncia a “venda do século”: Para as multinacionais, lei que exclui Petrobras do pré-sal “é mais sexy que uma festa de Carnaval”

07.06.2016 
Do blog VI O MUNDO

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Da Redação
Por mero acaso, um articulista de nome Rapoza escreveu o texto. Uma coincidência significativa.
Rapoza trabalhou no Brasil para o Wall Street Journal/Dow Jones entre 2004 e 2010.
Rapoza agora trabalha para a Forbes.
Rapoza reproduz, portanto, o modo de pensar dos grandes executivos do petróleo norte-americanos, que salivam de olho no pré-sal.
Rapoza, no diário norte-americano Boston Globeanuncia a venda do século.
É a venda do pré-sal a interesses estrangeiros.
Rapoza reproduz os mesmos argumentos entreguistas de José Serra, o corretor.
A Petrobras foi quebrada pelo PT. Pouco importa que os delatores mais importantes na Operação Lava Jato digam que o esquema de corrupção na estatal começou no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o tucano Delcídio do Amaral ganhou uma diretoria na estatal.
Pouco importa que a crise da Petrobras tenha relação direta com a vertiginosa queda internacional do preço do petróleo.
Pouco importa que a Petrobras seja vítima.
Pouco importa que a estatal brasileira tenha desenvolvido, graças a injeção de dinheiro público, todas as tecnologias de exploração em água profundas que agora pode ceder aos gringos, como uma prestadora de serviços de luxo.
Pouco importa que ao Brasil não interesse necessariamente acelerar o ritmo da produção de petróleo, o que beneficia especialmente os grandes consumidores internacionais de petróleo, Estados Unidos e China, ao pressionar para baixo o preço do barril.
Rapoza identifica com clareza a oportunidade e não tergiversa: “For Big Oil, this law is sexier than a Carnaval party”.
Para Big Oil, as grandes petrolíferas internacionais, “esta lei é mais sexy que uma festa de Carnaval”.
Fica implícito que alguém vai se foder na jogada. Certamente não são a Chevron, a Exxon, a BP e outras.
Rapoza reproduz frase da entrevista do CEO da Shell em 2015: “No momento, esta [o pré-sal] é provavelmente a área mais excitante da indústria do petróleo. Já estamos no Brasil, estamos felizes… mas queremos mais”.
Rapoza prevê que Michel Temer e José Serra, o autor da lei que retira da Petrobras a participação de 30% em todos os campos do pré-sal, serão capazes de cumprir o compromisso de ampliar a participação de estrangeiros na maior descoberta petrolífera das últimas décadas.
Ele vibra pelo fato de que a Petrobras poderá inclusive vender a participação que já detém em poços de águas profundas.
É o sonho de qualquer comprador. Um campo de petróleo sem qualquer risco: basta abrir a torneira e faturar com a riqueza alheia.
“O petróleo pertence ao Brasil”. Segundo Rapoza, é o que dirão alguns. Ele discorda: “A Petrobras já exporta petróleo. E o governo brasileiro lucra com as exportações”.
Rapoza, obviamente, não entra nos pormenores: se o governo brasileiro poderia lucrar mais ou menos dependendo do ritmo de produção que ditasse no pré-sal.
Ele também não menciona que o golpe pretende eliminar a obrigatoriedade de conteúdo nacional.
Isso é absolutamente necessário para acelerar a produção a custos mais baixos, que é o que buscam as Sete Irmãs: o compromisso delas é zero com o Brasil e 100% com os acionistas privados.
O pré-sal, assim, vai repetir o minério de ferro de Carajás: ritmo de exploração ditado de fora, um crime de lesa Pátria segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto.
Graças à lei Kandir, de Fernando Henrique Cardoso, o imposto sobre exportação de produtos não industrializados é zero.
No caso do minério de ferro, o Pará fica com alguns empregos gerados localmente, com o giro do comércio local e com os buracos da destruição ambiental. O grosso do lucro é internacional.
Feito aconteceu com o manganês da serra do Navio.
Para completar a ironia, tivemos no mesmo dia a versão do Raposa em O Globo: o diário brasileiro publicou de forma entusiasmada que a Petrobras corre o risco de perder uma ação de U$ 10 bilhões para investidores dos Estados Unidos, por conta da Operação Lava Jato.
Nem Rapoza, nem os irmãos Marinho, destacam que a estatal brasileira foi vítima de um esquema de corrupção, que começou no governo FHC e terminou agora.
As perdas dos acionistas da Petrobras são quase que exclusivamente atribuídas à corrupção, não à vertiginosa queda do preço internacional do petróleo.
Rapoza e O Globo parecem sintonizados na mesma missão: convencer os brasileiros de que o pré-sal é um fardo tão pesado que seria melhor se livrar dele entregando às multinacionais.
O objetivo de fundo do golpe sempre foi este: conquistar o pré-sal.
Rapoza e O Globo cantam vitória de forma entusiasmada.
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