quinta-feira, 21 de abril de 2016

Operação Golpe: Lava Jato mostra a que veio

21.04.2016
Do portal da Agência Carta Maior, 17.04.16
Por Tatiana Carlotti

Com a agenda do país em mãos, a Lava Jato vem pautando a mídia com seus vazamentos seletivos, dando ritmo à marcha do golpe.


                                                          Rovena Rosa / Agência Brasil
Rovena Rosa / Agência Brasil

Duas semanas após a vitória da presidenta Dilma Rousseff, em 26 de outubro de 2014, a Operação Lava Jato dava início à fase “Juízo Final”, com uma escalada de prisões provisórias, seguidas de delações premiadas e vazamentos seletivos à imprensa.

Até agora, segundo o site do Ministério Público Federal, foram 64 prisões preventivas, 70 prisões temporárias e 5 prisões em flagrante; 117 conduções coercitivas; 49 acordos de delação premiada e 179 pessoas acusadas criminalmente, em 1ª. instância. (Confiram aqui os dados).

Das 28 fases da Operação, 14 aconteceram em 2015, uma a cada mês no primeiro semestre e duas por mês no segundo, com exceção de outubro. Neste 2016, já foram seis novas fases; três apenas em março, mês em que aqueceu a reação contra o golpe.

Com a agenda do país em mãos, a Lava Jato vem pautando a mídia com seus vazamentos seletivos, dando ritmo à marcha do golpe, programado para este domingo, dia 17 de abril, quando será votado o pedido de impeachment, sem crime de responsabilidade, da presidenta Dilma Rousseff.

“Quero ver a Dilma sangrar”

A declaração do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), “não quero o impeachment, quero ver a Dilma sangrar” (VALOR, 09.03.2015), sintetiza o espírito de 2015. A palavra de ordem? Parar o país.

Ainda está para ser esmiuçado o impacto da prisão dos executivos das maiores empresas do setor de construção civil, em novembro de 2014, paralisando um setor estratégico na geração de empregos no país. E, obviamente, a responsabilidade da mídia que vem promovendo um ataque sistemático contra a Petrobras.

A narrativa da corrupção sistêmica na estatal, por exemplo, foi o mote do Jornal Nacional, em 14 de janeiro de 2015, quando a Lava Jato inaugurava sua 8ª. fase, prendendo Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da estatal (JN, 14.01.2015). Quatro dias depois, a Folha incensava o relatório da auditoria interna da Petrobras, estimando a perda de US$ 3,2 bi em Abreu e Lima (FSP, 18.01.2015).

A pressão para que a estatal divulgasse o valor da corrupção, como se isso pudesse ser medido, aqueceu os noticiários. Em 29 de janeiro, a mesma Folha estampava: “Petrobras desiste de divulgar perdas com corrupção, e ações recuam 11,2% (FSP, 29.01.2015).

No dia seguinte, as investigações da Lava Jato eram mencionadas como justificativa para agência de risco Moody´s rebaixar a nota da estatal. (Terra, 30.01.2015).

Dois pesos, duas medidas

O conluio Lava Jato e mídia teve grande impacto na consolidação da narrativa do impeachment em 2015. No dia em que Aldemir Bendini tomava posse da presidência da Petrobras, a mídia incensava a delação de Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, incriminando o PT. O problema é que Barusco citava o recebimento de propina em 1997 durante o governo FHC.

Na edição do Jornal Nacional em 6 e 7 de fevereiro, é patente o esforço para diferenciar o que seria recebimento de propina no governo FHC, apontado como um deslize individual do delator; e o recebimento de propina nos governos petistas, apresentado como uma ação sistêmica em um esquema de corrupção implantado pelo PT na estatal (JN, 06.02.2015 e JN, 07.02.2015).

Barusco, inclusive, demonstra o mesmo esforço em diferenciar o recebimento de propina na era tucana e na era petista, em dois momentos do seu depoimento à CPI da Petrobras, destacado pelo Jornal Nacional, em março de 2015 (JN, 10.03.2015 e 11.03.2015). O cuidado do delator é sintomático. Com a citação do governo FHC, cresceu a pressão para que a Lava Jato e a CPI da Petrobras incluíssem os governos tucanos em suas investigações.

Em vão.

Criada em 5 de fevereiro de 2015, por Eduardo Cunha, à frente da Câmara dos Deputados (OGLOBO, 05.02.2015), a CIP da Petrobras junto à Lava Jato turbinou a agenda política, ora com depoimentos, ora com delações e informações vazadas sobre as investigações.

O fato é que no mesmo dia em que a CPI foi criada, a Operação deslanchava sua nona fase, com foco na Diretoria de Serviços da Petrobras e na BR Distribuidora.

A precisão no timing ganhou 18 minutos no Jornal Nacional. Na pauta do dia: a nova fase da Lava Jato, o depoimento de João Vaccari Neto, a delação de Barusco, a criação da CPI na Câmara, o depoimento de testemunhas sobre a OAS e, também, a queda das ações da Petrobras (JN, 05.02.2015).

No timing das manifestações populares

O timing da Lava Jato também se faz notar na agenda de mobilizações populares que tomaram as ruas do país, a partir de março de 2015.

Quinze dias antes da primeira manifestação pró-impeachment, a mídia trazia reportagens sobre pedaladas fiscais, tentando justificar a adoção do impeachment (G1, 06.04.2016). Também era incensado no período, a quebra de sigilo dos políticos investigados pela Lava Jato, uma solicitação do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

Uma semana antes da manifestação, o Jornal Nacional dedicou 40 minutos, distribuídos em nove reportagens sobre os parlamentares citados na lista. Uma dessas reportagens, inclusive, traz um longo detalhamento sobre a estrutura da suposta organização criminosa, disseminando como verdade a narrativa da investigação, antes mesmo dela ser concluída (JN, 07.03.2015).

A ação foi eficaz. Durante o pronunciamento da presidenta Dilma, em 8 de março, acontecia o primeiro panelaço contra o governo. No dia 13 de março, manifestantes em defesa da democracia e da Petrobras promoveram várias manifestações no país. No domingo, 15 de março, foi a vez dos defensores do golpe, com direito à convocação prévia e cobertura em tempo real da Rede Globo.

Um dia após a manifestação da direita, a Lava Jato deslanchava uma nova fase, prendendo novamente o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque. No Jornal Nacional daquela noite, 17 minutos foram destinados a seis reportagens sobre a Lava Jato, entremeadas por imagens e declarações sobre a manifestação pró-impeachment daquele domingo (JN, 16.03.2015).

A sincronia entre as fases e vazamentos da Lava Jato e as manifestações também se fez notar no mês de abril. Dois dias antes do ato pró-impeachment, a Lava Jato mirava no Ministério da Saúde e na Caixa Econômica Federal, também prendia provisoriamente, e com ampla cobertura da mídia, os ex-deputados André Vargas (sem partido), Luiz Argolô (Solidariedade) e Pedro Corrêa (PP).

Mesmo assim, a manifestação contra o governo, no dia 12 de abril, contou com metade do público estimado nas ruas (CC, 12.04.2015). A injeção de ânimo não tardou: em 15 de abril, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, era levado para Curitiba, com vasta cobertura da mídia.

Enquanto isso…

A Petrobras continuava sendo bombardeada nos jornais. Em abril de 2015, O Globo conseguiu a façanha de manter a estatal em suas manchetes, praticamente, durante uma semana:

“Petrobras recebe socorro de R$ 9 bi e vende plataformas” (18.04.2015); “Petrobras escondeu US$ 8 bi da fiscalização” (19.04.2015); “Petrobras paga por equipamento inútil” (20.04.2015); “Levy: balanço marcará reconstrução da Petrobras” (21.04.2015); “Estatal admite corrupção de R$ 6 bi e prejuízo de R$ 21 bi” (23.04.2015); “Petrobras admite até vender fatias do pré-sal” (24.04.2015).

Em meados de maio, registrou-se no país um forte desemprego na construção civil: corte de 50 mil vagas nos primeiros três meses de 2015; e de 250 mil postos de trabalho, em 12 meses. (FSP, 17.05.2015). Entre maio e junho, enquanto os presidentes da Odebrecht e executivos da Andrade Gutierrez eram presos, as dívidas das empresas fornecedoras da Petrobras chegavam a 1.400%. Entre as 27 empresas impedidas de fazer contratos com a estatal por conta da Lava Jato, 21 constavam na lista de devedoras (FSP, 06.06.2015).

Em 28 de julho, o setor energético entrou no alvo da Operação, levando à prisão do almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear. Em artigo publicado aqui, na Carta Maior, o economista J. Carlos de Assis apontava que a prisão do almirante, “um arquivo vivo de tecnologia” era um “risco para a segurança nacional e para a Defesa” do país. (leia mais).

Nesse período as manobras em prol do impeachment avançavam tanto na Câmara dos Deputados, quanto no TSE. Em julho, inclusive, o TCU reprovava as contas do governo Dilma, algo inédito desde a era Vargas (OGLOBO 08.07.2015).

Criminalização

Em 3 de agosto, a Lava Jato prendia o ex-ministro José Dirceu, que estava cumprindo pena em regime domiciliar. No Jornal Nacional, foram dados 13 minutos à ação da PF, batendo na tecla de que Dirceu era o “instituidor” do esquema de corrupção na estatal. No dia seguinte, mais dois minutos incensando a prisão do ex-ministro (JN, 03.08.2015 e 04.08.2015).

Uma nova manifestação contra o governo Dilma aconteceu no dia 16 de agosto. No dia seguinte, a Lava Jato deslanchava outra fase, com a prisão do ex-vereador do PT de Americana, Alexandre Correa de Oliveira Romano. Em 20 de agosto, a manifestação em defesa da democracia dava sua resposta contra o golpe, em 32 cidades, em 24 estados do país e o DF.

A reação veio no dia seguinte, com o pedido de abertura de investigação sobre a campanha de Dilma (OESP, 21.08.2015). O pedido era do ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o mesmo que votaria contra a proibição do financiamento privado de campanhas, bradando que veto a doações privadas era um golpe petista (FSP, 16/09/2015).

Perseguição a Lula

A partir de outubro, o ex-presidente Lula entrou – publicamente – na mira da Lava Jato e do Ministério Público de São Paulo. Naquele mês, o Estadão destinou quase metade de suas manchetes ou chamadas de capa para colar a imagem de corrupto ao ex-presidente.

Em 26 de outubro, véspera do seu aniversário de 70 anos, a Operação Zelotes realizava uma busca e apreensão na empresa de Luis Cláudio Lula da Silva. A mídia levantava, também, todas as suspeitas possíveis em torno das palestras do ex-presidente.

No mês seguinte, o empresário José Carlos Bumlai era preso em mais uma fase da Lava Jato. Nos jornais daquele dia, o nome de Bumlai simplesmente desaparecia das manchetes. Bumlai era substituído por “amigo do Lula”.

A prisão do então senador Delcídio do Amaral, em 26 de novembro, também contou com cuidadosa edição nos jornais. Um exemplo é a imagem utilizada pela Folha, em seu impresso no dia 27 de novembro, para ilustrar a manchete “Delcídio diz que agiu por ´questão humanitária´”. Ao invés de uma foto do senador, o que se via era uma foto do ex-presidente Lula com a legenda: “o ex-presidente Lula, que fez críticas ao senador Delcídio do Amaral”.

Em 8 de dezembro, Cunha tentava instituir, com voto secreto, uma comissão de impeachment composta por uma chapa anti-Dilma, durante uma tumultuada sessão na Câmara. Ele também defendia que a presidenta Dilma fosse afastada, assim que a maioria votasse pelo impeachment na Câmara, sem passar pelo Senado. A manobra foi barrada pelo STF (BBC, 8.12.2015).

A estratégia e a série de acusações contra Cunha, réu no STF, reverberou nas redes sociais. No dia 14 de dezembro, a manifestação pró-impeachment levava poucas pessoas às ruas. Como de praxe, dias depois, a Lava Jato vazava novo material contra Bumlai com farta cobertura na mídia.

A Operação também deslanchava uma nova fase, com busca e apreensão na casa de Eduardo Cunha e de ministros do Governo Dilma.

Com palavras de ordem como “Não vai ter Golpe” e “A saída é pela esquerda”, a manifestação em defesa da democracia, no dia 16 dezembro, passou seu recado para os golpistas e, também, para o governo. No dia seguinte à manifestação, o STF anulava a votação secreta da Comissão de Impeachment na Câmara.

Um respiro?

Dez dias depois, a Folha sinalizava o que seria 2016 com a manchete “Depoimentos ligam Lula a reforma de imóvel da OAS” (FSP, 27.12.2015).

Rasgando a Constituição

Desde o início de 2016, o golpe e a prisão do ex-presidente Lula foram os principais temas da mídia. Entre janeiro e março, sincronizados, os promotores do Ministério Público e da Lava Jato tentaram arrastar o ex-presidente para a prisão.

A fragilidade das acusações – dele ser proprietário de um sítio em Atibaia e de um apartamento no Condomínio Solares, no Guarujá – transparecia até mesmo nas reportagens que tentavam incriminá-lo. A revista Época chegava a afirmar que tratava-se do “mais próximo que Lula esteve de ser investigado como beneficiado por uma empresa que desviou recursos da Petrobras” (Época, 29.01.2016).

Municiando a tentativa de impeachment no TSE, em 15 de fevereiro, o juiz Sérgio Moro encaminhava um documento ao Tribunal, presidido por Gilmar Mendes, dizendo ter a comprovação do pagamento de propinas para doações eleitorais. Ele também aconselhava o acolhimento de delações premiadas como prova.

Na cobertura do Jornal Nacional sobre o documento, William Waak sintetizava a que veio a Lava Jato: “provar que o dinheiro roubado é o dinheiro oficial de campanha” (JN, 16.02.2016). Sete dias depois, em nova fase, a Lava Jato prendia “provisoriamente” o publicitário da campanha da presidenta Dilma, João Santana e sua mulher.

Foco em Delcídio

Em 3 de março, a PF vazava para a revista Isto É a delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), envolvendo a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula (IstoÉ, 3.03.2015). No dia 4 março, nas bancas de jornal de todo o país as manchetes reverberavam a delação do ex-senador (Confiram aqui as manchetes):

“Ex-líder do governo liga Dilma e Lula à Lava Jato, e oposição pede renúncia” (Folha), “Delação de Delcídio põe Dilma no centro da Lava-Jato” (O Globo); “Delcídio acusa Dilma e Lula na Lava-Jato e agrava crise política” (Estadão).

O propósito foi revelado nas primeiras horas dia. Naquela manhã, o ex-presidente Lula era conduzido coercitivamente, sem intimação prévia, a prestar depoimento na sede da PF, no aeroporto de Congonhas. A espetacularização da ação e a suspeita em torno de uma possível prisão de Lula em Curitiba (leia mais aqui) insuflaram a reação contra o golpe.

Em coletiva à imprensa naquela tarde, o ex-presidente escancarava o flagrante abuso de poder da Lava Jato e o golpe em curso no país. Juristas e profissionais do Direito, movimentos populares e lideranças sociais, artistas e intelectuais, personalidades e entidades do brasil e do exterior vieram à público se manifestar contra a ação da Lava Jato. As mobilizações em defesa da democracia se alastraram.

A reação não tardou: no dia 10 de março, o MP-SP pedia a prisão provisória do ex-presidente Lula, apesar de reconhecer a inexistência de provas no próprio pedido de detenção. Um pedido, aliás, que virou chacota nas redes sociais. Naquela noite, o Jornal Nacional destinou mais de 20 minutos sobre o caso, incluindo, a coletiva dos promotores de São Paulo e uma palestra do juiz Sérgio Moro negando ter motivações ou ligações com partidos políticos (JN, 10.03.2016).

No dia 13 de março, com farto apoio da mídia, acontecia outra manifestação pró-impeachment. A manchete superlativa da Folha no dia seguinte é autoexplicativa: “Ato Anti-Dilma é o maior da história” (FSP, 14.03.2015). Durante o ato, porém, uma surpresa: Aécio Neves e Geraldo Alckmin foram hostilizados pelos manifestantes.

Defesa da Legalidade Democrática

Com a ameaça de prisão do ex-presidente e a escalada do impeachment na Câmara, a reação contra o golpe se acendeu no Brasil e no exterior. Atos, encontros, debates, manifestos e abaixo assinados vêm denunciando, desde então, a ameaça contra a legalidade democrática no país.

Em meio a isso, em um verdadeiro tudo ou nada, a Operação Lava Jato tornou pública várias conversas telefônicas pessoais do ex-presidente e de seus familiares. Entre elas, um telefonema com a presidenta Dilma Rousseff que, tudo indica, estava sendo grampeada na Presidência da República.

É sintomático que a conversa tenha sido vazada, em 16 de março. No mesmo dia em que Lula havia aceitado o pedido da presidenta para chefiar a Casa Civil.

No dia 18 de março, milhares de pessoas, em todos os cantos do Brasil, saíram às ruas em defesa da Democracia. As Organizações Globo reagiram trazendo em sua edição do Jornal Nacional, uma entrevista exclusiva com Delcídio do Amaral, repisando suas declarações contra Lula e a presidenta Dilma (JN, 19.03.2016).

Em menos de 24 horas da posse de Lula, o ministro Gilmar Mendes entrava em cena, suspendendo a nomeação, com base nas conversas telefônicas vazadas pelo juiz Sérgio Moro.

No dia 23 de março, o ministro Teori Zavascki (STF) tirou da alçada do juiz Moro todas as investigações sobre o ex-presidente Lula, criticando-o publicamente pela divulgação das conversas telefônicas. No mesmo dia, o juiz de Curitiba vazava uma planilha com nomes de 316 políticos de 24 partidos que receberam doações de campanha da empreiteira, entre 2010 a 2014, incluindo membros da oposição.

No dia 31 de março, atos e manifestações mostraram a força da mobilização contra o golpe no país. No dia seguinte, a Lava Jato inaugurava uma nova fase, a chamada Carbono 14, prendendo o empresário Ronan Maria Pinto e o ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, trazendo à pauta a morte do ex-prefeito Celso Daniel, em 2002. É o tudo ou nada na tentativa de criminalização do PT.

No dia 11 de abril, o Jornal Nacional destinou 16 minutos à instalação da Comissão de Impeachment na Câmara (OGLOBO, 11.04.2016). Para este domingo, a Rede Globo promete um espetáculo na cobertura do da votação do impeachment.

Mas o verdadeiro espetáculo já está acontecendo: vigílias, atos, eventos culturais, debates, panfletagens contra o golpe estão sendo realizadas em todo o país desde o começo da semana. Em São Paulo, a concentração em defesa da Democracia será no Vale do Anhangabaú, a partir das 10h.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Operacao-Golpe-Lava-Jato-mostra-a-que-veio/4/35975
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