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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A farsa de Lobão e a Lei Rouanet

22.12.2015
Do BLOG DO MIRO, 
Por Tico Santa Cruz, em sua página no Facebook:


Que Lobão gosta de latir como um cão feroz, todo mundo sabe, fala, esbraveja, acusa…

Mas…

Fiz uma pesquisa sobre sua relação com a Lei Rouanet, que ele GRITA como sendo "A mortadela que os artistas recebem para defender o Governo", mas pouca gente sabe que LOBÃO TEVE UM PROJETO APROVADO PELA LEI ROUANET.

  
Diz ele que a ESPOSA, através da Produtora que ambos tem como sócios, aprovou o projeto de 2 MILHÕES "sem ele saber"

(Mesma lábia de muitos políticos que nunca sabem de nada - Não é o que você diz?).

E querendo meter o fodão (desculpem o termo) ele "SE RECUSOU A RECEBER".

Recusou uma ova, provavelmente ninguém quis investir nesse projeto.

Lobão, esse papo furado você usa com essa gente que te segue e que você engana.

Para que uma produtora onde ambos sejam sócios aprovar um projeto como esse é preciso que os sócios assinem o projeto e tenham CIÊNCIA do que estão fazendo.

Você realmente vai querer que a gente acredite que você - LOGO VOCÊ QUE SABE DE TUDO - 

Não sabia do projeto de 2 milhões que sua esposa APROVOU DA LEI ROUANET?

Mete essa para outros, para cima de mim não vai colar.

Retirei trechos de duas entrevistas que o Lobão deu - uma da folha de São Paulo e outra do site Whiplash.net para que fique atestado o "argumento ***Eu não sabia*** de Lobão.

Você é um hipócrita e mentiroso.

Está representando muito bem essa gente que acredita em você.


NÃO SABIA DOS 2 MILHÕES APROVADOS PELA SUA ESPOSA PARA SEU PROJETO DA LEI ROUANET?

CONTA OUTRA!!!!!!!

DIVULGUEM A FARSA DE LOBÃO

"Eu não sabia"…. ahã


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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/12/a-farsa-de-lobao-e-lei-rouanet.html

Gadelha e Requião: A casa caiu! Senado, STF, STJ e TCU se beneficiaram de decretos de suplementação que dão origem ao pedido de impeachment de Dilma

22.12.2015
Do blog VI O MUNDO, 16.12.2015

Requião 1
Na segunda-feira 14, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) antecipou no twitter a bomba que estava a caminho
A contradição fundamental do pedido de impeachment: erro de todos ou imperativo constitucional?
por Hipólito Gadelha Remígio[1] e Roberto Requião[2], enviado por Gustavo Santos
O pedido de impeachment assinado pelo Dr. Hélio Bicudo e outros baseou-se em duas alegações: (i) de que a presidenta da República teria editado decretos ilegais, e (ii) de que teria contraído empréstimos sem a devida autorização legal.
O Presidente da Câmara acatou o pedido, limitando-se à questão da edição dos decretos destinados à abertura de créditos suplementares, entendendo, quanto às demais matérias, que não “há indícios suficientes da sua participação direta”.
A denúncia diz que os gastos foram autorizados sem levar em conta a meta de superávit primário (economia feita anualmente para pagar juros da dívida pública) e que o governo sabia que não poderia ser cumprida.
Os decretos autorizam o governo a ampliar gastos federais em R$ 2,5 bilhões durante o ano de 2015. Na denúncia foram apontados seis decretos assinados pela Presidenta, quatro deles no dia 27 de julho e outros dois no dia 20 de agosto.
Conforme a denúncia, a emissão de tais decretos afrontaria dispositivos das leis orçamentárias de 2014 e de 2015 que condicionavam “as alterações promovidas na programação orçamentária” à compatibilidade “com a obtenção da meta de resultado primário estabelecida para o exercício”.
Não tendo sido a meta obedecida, entenderam os denunciantes que a conduta se enquadraria no crime previsto no inciso (ou número) 6 do art. 10 da Lei do Impeachment:
6) ordenar ou autorizar a abertura de crédito em desacordo com os limites estabelecidos pelo Senado Federal, sem fundamento na lei orçamentária ou na de crédito adicional ou com inobservância de prescrição legal;
O exame do processo de abertura de créditos suplementares demonstra, todavia, que a responsabilidade não é apenas dela.
As LDOs têm determinado que “As propostas de abertura de créditos suplementares autorizados na Lei Orçamentária de 2015, (…), serão submetidas ao Presidente da República, acompanhadas de exposição de motivos que inclua a justificativa e a indicação dos efeitos dos cancelamentos de dotações” (art. 40 da LDO para 2015).
Determinam, ainda que “As propostas de abertura de créditos especiais e suplementares, em favor dos órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público da União, deverão ser encaminhadas à Secretaria de Orçamento Federal” (art. 41).
Disso resulta que cabe aos órgãos requerentes (quando de outros Poderes) encaminhar as propostas de suplementação à SOF, que sobre eles não exerce qualquer juízo de mérito. Daí a SOF elabora os respectivos decretos, para serem assinados pela Presidenta, que, em razão do princípio da separação de poderes, igualmente não exerce juízo de mérito.
O exame dos decretos a que se refere a denúncia demonstra que no primeiro deles há seis suplementações destinadas ao TCU, ao Senado, ao STF e ao STJ, entre outros órgãos do Judiciário, conforme quadro abaixo:
No ano de 2014, sobre o qual o TCU insurgiu-se, pronunciando parecer pela irregularidade das contas em razão da emissão de decretos que igualmente violavam a meta fiscal, foi verificada a mesma prática, e com volumes ainda bem mais significativos.
O mesmo ocorreu com o STF, a Câmara e do Senado.
Não se pode desconhecer que há créditos orçamentários que apenas registram os gastos que decorrem de obrigações constitucionais ou legais e que exigem dotações com valores correspondentes a suas necessidades.
Trata-se do cumprimento do princípio da continuidade da Administração Pública, que impera sobre o orçamento.
Se o TCU teve seu funcionamento não interrompido – e isso lhe propiciou produzir um parecer contra as contas do governo em 2014 – esse fato, em parte, deve-se à suplementação por meio de decretos que a própria Corte de Contas alvejou como ilegais.
Esse argumento, por si só, demonstra que a edição daqueles decretos era imperiosa, até para o TCU, a Câmara dos Deputados, o Senado e o STF, que foram beneficiários desses recursos por um imperativo constitucional em um procedimento que nunca haviam questionado.
[1] Bacharel em Direito e em Ciências Contábeis, Mestre em Contabilidade, Consultor de Orçamentos do Senado Federal, Subchefe de Gabinete do Senador Roberto Requião.
[2] Roberto Requião é senador, no terceiro mandato. Foi governador do Paraná em três mandatos, prefeito de Curitiba e deputado estadual. É graduado em direito e jornalismo com pós-graduação em urbanismo.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/gadelha-e-requiao-a-casa-caiu-senado-stf-stj-e-tcu-se-beneficiaram-de-decretos-de-suplementacao-que-dao-origem-ao-pedido-de-impeachment-de-dilma.html#at_pco=smlwn-1.0&at_si=5679f1825d951007&at_ab=per-2&at_pos=0&at_tot=1

Pedaladas não são roubo nem corrupção; pelo menos 17 governadores praticam

22.12.2015
Do blog MUDAMAISCONGRESSO

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Não se deixe enganar. O impeachment é um instrumento previsto na Constituição, mas só em casos que encontram lastro na lei. O impeachment de Fernando Collor se baseou em denúncias de corrupção feitas por seu irmão Pedro Collor que levaram a um investigação por uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O acusado de ser seu “testa de ferro”, PC Farias, foi encontrado morto em circunstâncias bastante controversas, gerando até hoje especulação acerca do laudo oficial que indica suicídio.
A proposta de impeachment de Dilma recebida por Eduardo Cunha se baseia em “pedaladas fiscais” feitas pela edição de alguns decretos em 2015. As pedaladas NÃO tem nada a ver com corrupção. Os Decretos presidenciais foram a utilização de recursos públicos (dinheiro do Estado) para a manutenção do Judiciário, do Legislativo, Ministério Público da União, e de políticas públicas de Educação, Previdência Social, Trabalho e Emprego, Cultura, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Cidades , Transportes, Integração Nacional, Aviação Civil e de Portos e de Encargos Financeiros da União. Ou seja, a Presidenta Dilma estava fazendo seu trabalho, investindo recursos públicos para evitar que a crise mundial atingisse os direitos da população. E vejam que o dinheiro não foi usado apenas pelo Executivo, mas também se referiu as transferências legais feita para o Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público da União, Estados e Municípios. Ou seja, Dilma estava investindo para garantir seus direitos e até mesmo outros poderes foram beneficiados com esses recursos. Além disso, quando o PLN 05/2015 foi aprovado, os gastos foram autorizados.
E tem mais: 17 governadores “pedalaram” recentemente. Eles são de diferentes partidos. Alguns, como Dilma, tentaram apenas ajustar as contas do Estado para manter tudo em funcionamento, mas outros afetaram diretamente o direito à saúde da população. Vamos também defender o impeachment de todos eles? Vale repetir, impeachment não é um instrumento para ser usado quando você simplesmente não gosta do governo. Em todos os estados, há uma grande parte da população que não gosta desses governadores, mas nem por isso vemos a população defendendo que o mandato deles seja interrompido.

Veja a lista:
Camilo Capiberibe/PSB-AP (2014) Servidores públicos conseguem empréstimos com juros mais baixos justamente porque bancos e instituições financeiras sabem que o Estado descontará o valor devido dos salários e as pagará diretamente. Só que não! No Amapá, o Estado descontou as parcelas de crédito consignado dos servidores e não repassou o dinheiro aos bancos.
Só em empréstimos de servidores da saúde, o governo passado descontou dos salários, e reteve, mais de R$ 11 milhões. Algumas financeiras e bancos ficaram mais de 3 meses sem repasse. Outras, que emprestavam dinheiro para servidores de várias secretarias, ficaram sem os repasses do Estado no período de agosto a novembro de 2014.
Leia mais sobre esse assunto em:


José Melo/PROS-AM (2014) O governador José Melo “pedalou” ao usar dinheiro dos fundos de Fomento ao Turismo e a Interiorização do Desenvolvimento (FTI) e de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Desenvolvimento Social do Estado do Amazonas (FMPEs) para pagar despesas correntes, como água, luz, telefone e de fornecimento de produtos dessas áreas. Ele mudou nas últimas semanas de 2014 a finalidade de fundos voltados para o turismo e microempresas e aprovou uma lei retroativa que permitiu gastar dinheiro dessas fontes com o item “administração”.
Leia mais sobre esse assunto em:


 Jaques Wagner/PT-BA (2014) Empurrou gastos de 328 milhões com terceirizados para a contabilidade do ano seguinte.
Leia mais sobre esse assunto em:


Cid Gomes/PDT-CE (2014) No Ceará, o superávit, ou seja, a manutenção de um saldo positivo de dinheiro em caixa, que dá estabilidade e confiabilidade ao Estado, é feito por meio de pedaladas.
Desde 2011, ao menos, o Ceará abate os investimentos do cálculo do resultado primário, a economia feita para o pagamento de juros da dívida, contrariando os critérios previstos pela Secretaria de Tesouro Nacional (STN). Assim, a Fazenda estadual consegue passar a impressão de que conseguiu gastar menos no período. Em 2014, o governo cearense recorreu a uma alternativa considerada inédita. Usou recursos classificados como saldo excedente do superávit primário de 2013 (o valor que ficou acima da meta) para evitar um déficit – o Estado informou ter obtido um saldo primário de R$ 455,3 milhões.
O dado positivo, porém, só havia sido alcançado graças à prática de descontos dos investimentos. Na análise do balanço de 2014, a relatora do processo no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Soraia Victor, ajustou o número divulgado pelo governador Cid Gomes (Pros). Excluindo os dois artifícios, o Ceará teria incorrido num déficit de R$ 1,5 bilhão. Revisões feitas para o resultado dos três anos anteriores, quando só o desconto dos investimentos havia sido usado, também transformaram em déficits os superávits obtidos em dois períodos.
Rodrigo Rolemberg/PSB-DF (2015) No GDF, o Governador resolveu mexer no dinheiro dos aposentados e pensionistas para pagar salários. Diz ele que ninguém será prejudicado. Será? O GDF deixará de depositar mensalmente R$ 240 milhões para os servidores do regime tradicional do Iprev e usará esse dinheiro para pagar os salários em dia.



Renato Casagrande/PSB-ES (2014) O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está apurando a prática de “pedalada fiscal” no cálculo dos gastos com pessoal dos órgãos públicos no Espírito Santo. Desde o ano de 2012, a corte vem adotando uma metodologia que lança as despesas com inativos, inclusive, dos demais poderes, nos limites de gastos do Executivo. Somente no exercício de 2013, foi apurada uma diferença de R$ 167,06 milhões.
Sem o ajuste, as despesas com pessoal do TJES foi de R$ 688,44 milhões no ano passado, o que daria 5,83% da RCL, ultrapassando o limite prudencial. No caso do Ministério Público, o gasto total com pessoal foi de R$ 239 milhões – equivalente a 2,02% da RCL –, porém, a conta que valeu para efeitos do cálculo da LRF teve o abatimento de R$ 44,12 milhões a título das despesas não computadas, o que garantiu o atendimento a todos as “réguas” da lei.
Marconi Perilo/PSDB-GO  o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Goiás, Celmar Rech, admitiu que o governo goiano fez uma grande pedalada para fechar suas contas de 2014, o que acabou deixando a descoberto quase R$ 1,5 bilhão na conta centralizadora do estado.
O relatório do TCE sobre as contas de 2014 aponta saldo negativo do Tesouro Estadual com a conta centralizadora no montante de R$ 1,492 bilhão.
O procurador do Ministério Público de Contas do Estado de Goiás (MPC-GO), Fernando Carneiro, garantiu que as pedaladas fiscais verificadas no fechamento do último mandato de Marconi Perillo, em 2014, e identificadas pelo próprio Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO), são muito graves.

Aécio Neves e Antônio Anastasia/PSDB-MG (2003-2014) O  Ministério Público Federal (MPF) ingressou com Ação Civil Pública contra o Estado de Minas Gerais por descumprimento da Emenda Constitucional 29/2000, que fixou a obrigatoriedade de aplicação do percentual mínimo de 12% do orçamento em ações e serviços de saúde pública, como atendimentos de urgência e emergência, investimentos em equipamentos e obras nas unidades de saúde, acesso a medicamentos e implantação de leitos
De acordo com a ação, o governo estadual, por 10 anos, entre 2003 e 2012, descumpriu sistematicamente preceitos legais e constitucionais, “em total e absurda indiferença ao Estado de Direito”, efetuando manobras contábeis para aparentar o cumprimento da EC 29.
Na prática, “R$ 9.571.062.581,53 (nove bilhões, quinhentos e setenta e um milhões, sessenta e dois mil reais e cinquenta e três centavos) deixaram de ser aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Estado de Minas Gerais”, quantia que, em valores atualizados, ” corresponde a um desfalque de R$ 14.226.267.397,38″.


Simão Jatene/PSDB-PA (2014) O Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou diversas irregularidades no programa Assistência Farmacêutica Básica (AFB), nas gestões do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, e do governador do Pará, Simão Jatene. Dentre as irregularidades, está a falta de repasse de mais de R$ 1,8 milhão, verba enviada pelo Governo Federal ao Governo Estadual e que deveria ter sido empregada para a compra de remédios para a população. Esse recurso, que não foi pago por Jatene, inclui, principalmente, a compra de insulina para diabéticos.
As informações estão no relatório de auditoria nº 025.954/2014-8, disponível no site do TCU, e são referentes ao período que vai de janeiro de 2013 a setembro de 2014. Os auditores do TCU verificaram se os recursos repassados pelo Governo Federal estavam sendo geridos de forma eficiente. O principal objetivo é evitar o desperdício e assegurar a oferta apropriada e suficiente de medicamentos nas unidades básicas de saúde do País.
Beto Richa/PSDB-PR (2014) O Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas do Paraná (MPC-PR) afirma que o governo de Beto Richa (PSDB) cometeu “pedaladas fiscais” no ano de 2014. O governo estadual havia previsto no orçamento que terminaria o ano com superávit de R$ 2,3 bilhões, mas acabou fechando 2014 com déficit de R$ 177,9 milhões.
A “pedalada fiscal” está, de acordo com o MPC-PR, na alteração da meta fiscal de 2014 por meio de um projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa apenas em abril de 2015. O governo Beto Richa possui uma ampla base de apoio no Legislativo, o que permitiu a aprovação do texto sem dificuldades. Dilma aprovou a revisão da meta no mesmo ano fiscal, Bet Richa só no ano seguinte. Dilma o fez para manter investimentos, segundo o MPC-PR Beto Richa não cumpre os investimentos mínimos exigidos por lei em saúde há quatro anos, deixando deu de aplicar R$ 1,29 bilhão em saúde, entre os anos de 2011 e 2014. O déficit, afirmam os promotores, “ocasiona dano social com nefasta consequência para o funcionamento global do sistema de saúde público paranaense”.
Saiba mais:


Wellington Dias/PT-PI (2014) Servidores públicos conseguem empréstimos com juros mais baixos justamente porque bancos e instituições financeiras sabem que o Estado descontará o valor devido dos salários e as pagará diretamente. Só que não! No Amapá, o Estado descontou as parcelas de crédito consignado dos servidores e não repassou o dinheiro aos bancos. Mas o Piauí também tem adotado a prática de atrasar a o repasso do credito consignado para manter dinheiro em caixa.

Pezão/PMDB-RJ (2014) A Promotoria de Tutela Coletiva do Ministério Público do Rio de Janeiro recebeu uma representação feita pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL), que aponta para supostas “pedaladas” fiscais do governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do ex-governador Sérgio Cabral.
De acordo com Freixo, o corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) já havia se posicionado contrário à aprovação das contas, no início do ano. Segundo os auditores, o estado realizou despesas sem prévio empenho, ou não previstas no orçamento, no último quadrimestre de mandato, como determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. O valor chega a R$ 1 bilhão. Mesmo assim, os sete conselheiros do TCE não seguiram a recomendação dos auditores e as aprovaram por unanimidade.
Quanto ao total apurado das obrigações contraídas sem prévio empenho (R$ 967.729.366,97), destacam-se três obrigações contraídas pela Rio trilhos no montante de R$ 671.548.624,54, responsáveis por aproximadamente 70% do total”, diz trecho da representação.
Segundo Freixo, no começo do ano, o corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) tinha se posicionado contra a aprovação das contas de 2014. De acordo com os auditores, a reprovação ocorreu por causa da realização de despesas não previstas no orçamento. Elas foram feitas no último quadrimestre do mandato do governador Luiz Fernando Pezão.
Relatório assinado por 20 auditores do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) acusa o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e seu antecessor, Sérgio Cabral (PMDB), de terem praticado uma “pedalada fiscal” ao omitir uma dívida de R$ 1 bilhão do governo estadual em 2014.
A omissão da dívida fez com que o governo contabilizasse um superávit de R$ 122,7 milhões ao final do ano passado. Se o débito tivesse sido incluído, o resultado seria um déficit de R$ 878 milhões.
José Ivo Sartori/PMDB- RS (2015) O governador Sartori tem apoio de ampla maioria dos deputados estaduais por isso conseguiu aprovar lei que autoriza o pagamento do 13º salário por empréstimo a servidores públicos.. De acordo com o texto, o servidor contrai o empréstimo para receber seu 13º salário e o Executivo se compromete a fazer o pagamento.
Saiba mais:


Raimundo Colombo/PSD-SC (2014) Em Santa Catarina, os auditores identificaram, nas contas de 2014, um montante de R$ 1,3 bilhão em cancelamentos de despesas liquidadas – serviços prestados e mercadorias compradas pelo Estado e pendentes de pagamentos.
Os cálculos do TCE mostram que o governo teria fechado o ano com um déficit orçamentário de R$ 918 milhões e, não com um superávit de R$ 382 milhões, como foi informado, se o compromisso já tivesse sido honrado. “O cancelamento de uma despesa liquidada consiste em ato extraordinário e, como tal, deve estar devidamente justificado para evitar dúvidas sobre os resultados apresentados”, afirma o relatório.


Geraldo Alckmin/ PSDB-SP (2014) PEDALADAS DE ALCKMIN PREJUDICAM SAÚDE
Hospitais de câncer e entidades sem fins lucrativos arrecadam recursos há anos por meio de doação de notas pelos contribuintes; em 2014 entidades receberam R$ 10,8 milhões, mas em 2015 o Governo diminuiu o percentual e atrasou o repasse mantendo o dinheiro em caixa para dar uma impressão de superávit.  Essa é uma espécie de pedalada fiscal paulista – guardar o dinheiro de despesas em caixa para protelar pagamentos e fechar as contas de um ano com saldo maior, o chamado superávit.


Jackson Barreto/PMDB-SE (2014) Quer adotar o mesmo esquema do Rio Grande do Sul. Os servidores tiram o 13 por empréstimo e depois ele paga aos servidores o valor e os juros. O Estado não pode tomar dinheiro emprestado do Banese, porque ele é o maior acionista, por isso está utilizando o servidor para fazer. Então, pode chamar de outro nome, mas o Estado está tomando dinheiro emprestado do Banese, forçando o servidor a fazer isso, porque o servidor não tem outra alternativa”, disse
Projeto de Lei Complementar (PLC) 116/2015 chegou à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), propondo o parcelamento da segunda parte do 13º salário dos servidores em seis vezes
A opção dada pelo governo para o servidor, que esse ano já não teve reajustes, e se endividou nos últimos meses com o atraso no pagamento dos salários, é de antecipar o décimo através de um empréstimo bancário. Os juros e encargos para tal operação, calculados em 12,42% em cada parcela, seriam pagos pelo Estado em forma de “abono salarial”.

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Fonte:https://mudamaiscongresso.wordpress.com/2015/12/21/pedaladas-nao-sao-roubo-nem-corrupcao-pelo-menos-17-governadores-praticam/

A resposta musical do Chico Buarque aos provocadores tucanos

22.12.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por   

paraalvarinho
O único sentimento negativo que havia em minha geração em relação ao Chico Buarque era o certo ciúme que nós, homens, sentíamos pelo fato de que todas as nossas namoradas-mulheres-amigas serem apaixonadas por ele, platonicamente.
Aliás, acho que nem ciúme era, era inveja…
Por isso, nada mais surpreendente do que ver um grupo de tucanos ir fazer provocações gratuitas ao nosso maior compositor do século 20 – talvez junto com Noel, mas com um rebuscamento poético que o meu adorado poeta da Vila não pode ter, morrendo tão novo –  na saída de um restaurante na Zona Sul do Rio.
Aliás, um grupo integrado, entre outros, pelo  filho do playboy outonal Álvaro Garnero, o que mais discute com Chico. Sobrinho do notório Mario Garnero e dono do Brasilinvest. Entre no Google, não vou nem explicar.
(retificação: um leitor atento acaba de me avisar que cometo um erro geracional. É o filho do playboy, Alvaro Garnero Filho quem está no grupo. O qual ficou conhecido por um vídeo onde Ronaldo “Fenômeno”, visivelmente aecizado, é beijado e mordido por ele e reclama: “para, Alvarinho”. Pura poesia, como se vê)
Coisa idiota, de gente que não deu ao mundo 0,0001% do que Chico já deu e que por isso, merecia ser respondida com uma música dele próprio, dizendo o que o seu líder Aécio Neves deveria fazer com a presidenta que se elegeu, com mais votos que ele, coisa que o neto de Tancredo jamais aceitou.
Portanto, abaixo, o vídeo da provocação a Chico e a letra e música da resposta que sugiro aos aecistas e seu herói derrotado.

Não é por estar na sua presença
Meu prezado rapaz
Mas você vai mal
Mas vai mal demais
São dez horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz

Eu não queria jogar confete
Mas tenho que dizer
Cê tá de lascar
Cê tá de doer
E se vai continuar enrustido
Com essa cara de marido
A moça é capaz de se aborrecer

Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
E atrás dessa mulher mil homens, sempre tão gentis
Por isso para o seu bem
Ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem

Não sei se é para ficar exultante
Meu querido rapaz
Mas aqui ninguém o aguenta mais
São três horas, o samba tá quente
Deixe a morena contente
Deixe a menina sambar em paz

Não é por estar na sua presença
Meu prezado rapaz
Mas você vai mal
Mas vai mal demais
São seis horas o samba tá quente
Deixe a morena com a gente
Deixe a menina sambar em paz
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/a-resposta-musical-do-chico-buarque-aos-provocadores-tucanos/

O Menino e o Chico vitimas do mesmo ódio de classe

22.12.2015
Do BLOG DO PROF. JÚLIO SOSA
Postado por 

 Fosse o ocorrido com o Chico Buarque um caso isolado, já seria deprimente, por tudo o que ele represente como artista e cidadão para esse país. Desnecessário seria dizer ser ele um gênio como compositor, cantor e escritor. Também seria desnecessário afirmar, fosse esse um país que cultivasse a memória, o quanto o Chico foi importante na luta pela democracia nos anos duros da Ditadura Civil e Militar, de 1964 a 1985. Mas o lastimável fato do Chico ter sido interpelado, na saída de um restaurante no Rio de Janeiro, de forma ofensiva por causa de suas posições políticas está inserido em grave contexto de cultivo ao ódio, que em 2015 ganhou ares de loucura insana no país.
Chico na saída de Restaurante 21/12

            O que vivemos no Brasil atualmente é o mais descarado ódio de classe que sempre foi escondido no país sobre a forma mentirosa de que aqui se vive harmoniosamente. Mentira. Bastou um governo progressista, com todos os equívocos que ocorreram conceder alguns direitos básicos ao povo da senzala para a casa grande sair do armário e mostrar todo o seu ódio de classe que fica cada vez mais latente e perigoso.

            A radicalização politica tem sido levada ao extremo por uma oposição à direita que tem demonstrado que seu único projeto viável a exclusão do outro. Tudo alimentado por uma mídia golpista que dialoga, diretamente, com uma classe média que defende a manutenção dos privilégios dos ricos e ataca os direitos aos pobres, escolha errônea de uma classe média que não se vê como classe trabalhadora.

            A destruição do adversário como prática política abre o espaço para que entulhos autoritários no país percam a vergonha de se mostrar em público e escancarem e verbalizem seus ódios de classe, suas posições fundamentalistas e, perigosamente, conservadoras. Não há espaço para a convivência com a contrariedade. Numa democracia plena, não bastam que as instituições garantam voz a maioria, é preciso, acima de tudo, que a contradição radical de interesses e diversidade de identidades seja reconhecida como legitima e ouvida no processo decisório.

            Não se trata aqui de defender a pessoa do Chico Buarque, até porque ele tem argumentos, conhecimento e arcabouço histórico suficiente para contra-atacar aquele bando de playboy, que se acharam no direito de interpela-lo, por ele exercer livremente a sua cidadania política. O Chico tem minha solidariedade com ele, mas ele não me preocupa.
            Neste mesmo Rio de Janeiro, no último dia 13 de dezembro, no domingo das manifestações que defendiam o golpe contra a Presidenta Dilma o ódio que se voltou contra o Chico Buarque, atacou um menino negro, de 12 anos de idade, acusado de ter furtado um celular, embora depois de revistado nada tenha sido encontrado com ele, ficou durante intermináveis minutos sendo agredido física e verbalmente, por um bando de adultos sedentos de ódio. São chocantes as cenas dos vídeos que circulam pela internet, deste episódio. Em determinado momento uma mulher grita, desvairadamente, que é “preciso metralhar o menino”. O ódio visível nos olhos daquelas pessoas não deixa dúvida que fariam isso mesmo se fosse possível. Leia Aqui

Menino agredido covardemente por manifestantes 
contrários a Presidenta Dilma. RJ 13/12/15

            A crise política provocada por um governo que tem se mostrado fraco, politicamente, e uma oposição à direita golpista e irresponsável, que jamais aceitou a derrota eleitoral de 2014, chegou ao extremo. As posições fundamentalistas defendidas abertamente por formadores de opiniões como jornalistas, pastores, deputados tem sido o combustível para demonstrações de ódio que beiram o fascismo. Todos os monstros saíram do armário. A Casa Grande pretende impor sua vontade custe o que custar. E os que, politicamente, pretendem usurpar o poder, se utilizam desse ódio para gerar uma convulsão social e politica que justifiquem o golpe e a derrubada do poder. Porém, nada lhes garantem que terão o controle das feras que eles alimentaram e soltaram pelo país.

            O triste ano de 2015, na sua, quase, saideira, vivenciou o episódio com o Chico, por ser ele quem é, ganhará a justa repercussão, porém, o menino negro do Rio agredido física e verbalmente, será esquecido, como boa parte da juventude,  a maioria negra, assassinada no país.

            Quando se fala que a revolta da elite que ataca o PT, não é provocada pelos erros do partido, e sim, motivada pelo ódio de classes, falamos isso não por exercício de retórica, mas por consciência histórica e política. Temos uma elite reacionária, conservadora, escravocrata, burra e acostumada ao privilégio. Essa elite não admite que o filho da empregada doméstica, que até pouco tempo era quase uma escrava na casa do patrão, possa frequentar a mesma universidade do seu filho. Essa elite ataca o sistema de cotas por considerar que o negro ainda deveria ser escravo. Tudo isso disfarçado na falsa ideia que sempre se vendeu no país: no Brasil não há ódio de classe, não há preconceito racial; Casa Grande e Senzala vivem em harmonia. 
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Fonte:http://www.profjuliososa.com.br/2015/12/o-menino-e-o-chico-vitimas-do-mesmo.html

PSDB acusou governo federal de fazer o que o PSDB fez: matar CPI depois de propina de R$ 10 milhões a presidente do partido Sergio Guerra

22.12.2015
Do blog VI O MUNDO
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Da Redação
O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.
É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.
“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.
Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?
A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.
Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.
Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:
1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.
2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.
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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.
4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.
5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?
6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.
O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.
Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal. 
Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.
Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações. 
A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.
Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.
No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.
Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).
Se é certo que o PT age igualzinho aos outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?
As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.
Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.
PS do Viomundo: Quais campanhas foram irrigadas pelos R$ 10 mi do Guerra? Existe punição no Congresso por obstruir investigações às custas de dinheiro sujo?
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/desorganizada-corrupcao-na-petrobras-comecou-no-primeiro-mandato-de-fhc-e-rendeu-frutos-ao-psdb-ate-2010.html