segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Satélite europeu disponibiliza imagens em alta resolução da Terra – encontre sua casa

14.12.2015
Do portal da BBC BRASIL


ESA. O delta do rio Okavango, em Botswana, na África, se torna um oásis nesta época do ano pelo efeito de fortes chuvas. As dunas de Kalahari aparecem à esquerda em colaração rosa
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O Sentinel-2a, novo satélite de observação da União Europeia, entrou em operação.
Usuários podem agora, mediante um registro simples na internet, baixar qualquer imagem do planeta.
O satélite, que estava em teste desde seu lançamento, em junho, registra imagens da superfície em luz comum e infravermelha.
Suas imagens serão usadas por pesquisadores para acompanhar uma série de situações, do crescimento das megalópoles ao desenvolvimento das principais culturas de alimentos do mundo. Outro emprego promissor será em estudos climáticos.

ESA. A cidade de Swakopmund está coberta por nuvens na imagem, mas as dunas do deserto da Namíbia estão visíveis. O Sentinel-2a irá operar também com uma plataforma adicional, permitindo maior chance de observações diretas do solo
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A política de dados abertos da União Europeia permite que qualquer pessoa possa baixar e manipular as imagens do Sentinel.
E diferentemente de registros de satélites especializados, que são de difícil interpretação, as imagens coloridas do Sentinel-2a são simples.
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que controla o satélite, espera uma grande demanda pelas imagens.
Milhares de pessoas já se registraram para fazer downloads do Sentinel - a maioria estava interessada nos registros mais complexos de radar produzidos por outro equipamento da mesma família, o Sentinel-1a.
"Esperamos que a procura por dados do Sentinel supere todos os precedentes. Já está sendo algo nunca visto. Nunca tivemos tantos downloads", afirmou Volker Liebig, diretor de Observação da Terra na ESA.

ESA.O trabalho do Sentinel foi apresentado durante a Conferência do Clima de Paris, cidade retratada na imagem
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"É difícil estimar qual será a demanda para o Sentinel-2a, mas certamente será em petabytes." Um petabyte equivale a aproximadamente a 200 mil DVDs.
Imagens óticas (basicamente aquelas que podemos ver) são a pedra fundamental da observação da Terra, e aparecem cada vez mais em aplicativos móveis e na internet.
Um grande sucesso nessa área é a série do programa americano Landsat, que há mais de 40 anos fornece um registro contínuo das mudanças do planeta.

ESA.Incêndios florestais em Kalimantan, na Indonésia, responsáveis por problemas de poluição no Sudeste Asiático neste ano
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O Sentinel-2a terá um papel complementar ao Landsat, mas com maior capacidade - o que explica a estimativa de alta procura pelas imagens.
Os instrumentos do 2a são sensíveis a um maior número de espectros de luz, permitindo o discernimento de mais informações sobre a superfície. Também irão cobrir uma faixa maior de solo (290 km contra 185 km no Landsat). Suas imagens coloridas possuem ainda uma resolução de dez metros, contra 30 metros do sistema americano.
O Sentinel-2a ainda não opera em plena capacidade, mas especialistas avaliam que os primeiros registros já cumprem as expectativas de qualidade.

ESA O Sentinel-2a integra uma série de sensores da União Europeia e é gerenciado pela agência espacial do bloco
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Bianca Hoersch, da ESA, diz que ajustes de qualidade estão em curso, e que o download de um registro de 5 GB deverá demorar menos de dez minutos.
Quem planeja baixar imagens do satélite deverá ter memória suficiente no computador, pois os arquivos são pesados.
O próximo satélite da família Sentinel a ser lançado dentro do bilionário programa Copernicus da União Europeia é o 3a. O foco desse equipamento, que deverá ser lançado no próximo mês, será os oceanos.
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Fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151214_satelite_casa_tg

Racismo ostentação? Como operam os grupos que incitam ódio na internet

14.12.2015
Do portal da BBC BRASIL,11.12.15
Por Ricardo Senra - @ricksenra
Da BBC Brasil em São Paulo

Image copyrightGlobo I Reinaldo Marques

A investigação do Ministério Público de São Paulo sobre os ataques racistas à jornalista Maria Júlia Coutinho acabou revelando uma dinâmica até então desconhecida sobre como operam grupos por trás de crimes de ódio na internet.

À BBC Brasil, o promotor Christiano Jorge Santos, que conduz as investigações desde o início, disse que o principal trunfo da "Operação Tempo Fechado" foi identificar quem são e como se comportam os membros de grupos secretos que articulam comentários racistas ou homofóbicos no Facebook.

"A novidade é a confirmação que de que há grupos organizados. Não se trata de uma ação espontânea, que ganha volume em cadeia. São organizações criminosas com distribuição nacional, literalmente do Rio Grande do Sul ao Amazonas."

Até agora, 25 mandados de busca e apreensão foram realizados em oito Estados - Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A operação envolveu mais de 20 promotores de justiça ligados a grupos de combate ao crime organizado do MP, além de dezenas de policiais.

De acordo com Santos, os grupos atuam a partir de uma dinâmica de disputa e competição. Quanto maior for atenção midiática por conta dos ataques e maior for seu número de curtidas e compartilhamentos, maior é o prestígio entre os "rivais".

"Eles querem notoriedade, competem entre si e agem como gangues de pichadores, em que uma quer sempre aparecer mais do que a outra."

"Eles não sabem explicar o porquê do preconceito como estratégia de reconhecimento", prossegue o promotor. "Indagados, dizem apenas que usam 'humor negro'."

Aliciamento de menores

De acordo com Santos, que recebeu a reportagem em sua sala na 1ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, apenas três menores de idade foram identificados - dois deles confessaram participação nos ataques.

"Todas as atividades mais importantes, como o aliciamento de participantes e a coordenação dos grupos que fizeram os ataques, partiram de adultos", diz Santos.

Ele explica que os administradores dos grupos "pescam" novos membros em salas de batepapo e páginas com conotação racial. "Mesmo aquelas com tom aparentemente de brincadeira, como 'nega maluca'. Quem faz comentários racistas por ali é convidado pelos organizadores para participar de suas páginas. E ser convidado traz status."

Os suspeitos mapeados pelo Ministério Público são investigados por crimes de injúria qualificada, racismo, organização criminosa e, eventualmente, aliciamento de menores.

A investigação continua. "Puxamos o rabo do gato e veio um tigre", afirma. "Os primeiros suspeitos ouvidos entregaram muita gente."

"Há uma rotatividade muito alta. Os grupos aparecem, ganham notoriedade, e rapidamente são invadidos por infiltrados de grupos rivais, que os denunciam até que sejam apagados pelo Facebook", diz. "Aí tudo começa outra vez - mas os rastros para as investigações ficam."

Segundo o promotor, logo após os ataques à jornalista, os comentários dentro do grupo "pareciam comemoração de jogo de futebol".

"Detectamos até postagens dizendo que eles alavancaram a carreira da Maju, reivindicando para si a fama da apresentadora. É coisa de gente imatura, não parece o perfil de um neonazista, que quer fomentar ideias e reforçar uma ideologia", diz.

Ele ressalta, entretanto, que isso não minimiza o gesto dos grupos.

"A ação não deixa de ser perigosa, porque enceja o aumento de ideias preconceituosas e isso funciona como bola de neve. Os neonazistas, por investigações antigas nossas, costumam chamar pessoas com essa tendência para participar inclusive de homicídios ou agressões nas ruas."

'Pirâmide do racismo'

A reportagem indaga: "Além das figuras famosas, centenas ou milhares de negros anônimos são vítimas de racismo diariamente, online ou offline. Como a justiça tem encarado a questão?"

Segundo o promotor, o racismo não tem a atenção que merece em delegacias, promotorias e tribunais.

"Os procuradores, os juizes, os policiais, ainda não se sensibilizaram, a meu ver, da maneira adequada para o crime de racismo. Muitas vezes, dá-se mais atenção a delitos patrimoniais, sem violência, do que ao racismo. Em alguns países, entretanto, ele é considerado crime a humanidade."

Santos, que em 2004 conduziu uma investigação sobre racismo no extinto Orkut, questiona o próprio Ministério Público. "As cúpulas das instituições, falo especificamente da minha, o MP de São Paulo, têm que se estruturar melhor e não deixar que investigações como essa sejam ações isoladas, mas ações institucionalizadas", diz.

Ele prossegue: "Há uma pirâmide de base muito larga composta pelo número de crimes e um vértice muito estreito que é o número de condenações definitivas. São pouquíssimas no Brasil".

"No dia a dia, o racismo é praticado a cada minuto em cada bairro ou quarteirão. É um crime de pouca visibiliadde, que provoca ainda pouca sensibilização."

'Fakes' mapeáveis

Em julho deste ano, uma foto de Maju no perfil do Jornal Nacional foi alvo de dezenas de ofensas em julho deste ano.

"Macaca", "volta para a senzala", "fundo de frigideira", "tapete de mecânico" e "Estou vendendo essa escrava a R$ 200" foram alguns dos comentários - que geraram indignação entre internautas e colegas de emissora, que criaram a hashtag #SomosTodosMajuCoutinho em defesa da jornalista.

Além Maju, que apresenta a previsão do tempo no telejornal, as atrizes Taís Araújo e Sharon Menezes também foram alvo de ataques similares recentemente.

"Não sabemos se os ataques recentes a outras atrizes negras têm relação com esses grupos. É possível que sim, mas há chance de terem sido realizados por pessoas inspiradas na repercussão dos primeiros e da aparente impunidade aos autores."

"A investigação mostra que é possível chegar aos responsáveis, mesmo que escondidos atrás de fotos ou nomes falsos. Só um dos 12 investigados usava perfil verdadeiro. Temos métodos de investigação, provados neste caso."

Na quinta-feira, foram apreendidos computadores e smartphones nas casas e locais de trabalho dos 12 suspeitos de participar de ataques racistas à jornalista Maria Júlia Coutinho, em julho deste ano.

"A internet não é um oceano de impunidade", diz o promotor.

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Fonte:http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151211_salasocial_operacao_racismo_ostentacao

Depois do fiasco de domingo, o golpe ficou mais difícil

14.12.2015
Do portal BRASIL247
Por RIBAMAR FONSECA, Jornalista e escritor

Ribamar FonsecaAtribui-se ao general Charles De Gaulle a frase segundo a qual "o Brasil não é um país sério". A afirmativa, que na época causou indignação entre os brasileiros, parece confirmar-se com o panorama atual do país, onde os absurdos se tornaram normais, estarrecendo quem ainda usa o cérebro para pensar e ama este solo. É espantoso, por exemplo, que enquanto um ex-presidente vendilhão da pátria é incensado pela grande mídia como se fosse herói, outro ex-presidente, que tirou 40 milhões de brasileiros da pobreza e colocou o país entre as grandes potencias mundiais, é caçado como se fosse criminoso. É revoltante que se tente arrancar do poder, através de golpe traiçoeiro, uma presidenta legitimamente eleita que não cometeu nenhum crime. Será que o general francês tinha mesmo razão?

Na verdade, num país sério e democrata um candidato derrotado em eleições livres e limpas aceitaria a vontade do povo e não ficaria tumultuando a vida da Nação, criando um clima de instabilidade e insegurança e provocando recessão. O novo presidente argentino, por exemplo, foi eleito por uma diferença menor do que a registrada nas últimas eleições presidenciais brasileiras, mas o candidato derrotado, longe de contribuir para ampliar as dificuldades do seu país, não apenas cumprimentou o vitorioso como, também, se colocou à disposição para ajudar na solução dos problemas nacionais. Diante desse exemplo, o senador Aécio Neves e sua troupe deveriam envergonhar-se do mal que estão fazendo ao Brasil mas, felizmente ou não, vergonha é algo que só existe na cara de quem é sério e ama o seu país.

O povo brasileiro, ao contrário do que pensam os tucanos e companhia, não compactua com golpistas, como ficou bastante claro nas manifestações do último domingo. Apesar do apoio da mídia e da convocação nas redes sociais e de politicos, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique, o número de manifestantes no ato pro-impeachment foi tão pífio que a TV Globo fez malabarismos na tomada de imagens para mostrar público. Apenas uma pequena parcela de brasileiros ingênuos ainda se deixa influenciar pela mídia que, transformada em partido político, abandonou a sua missão de informar para atacar o governo todos os dias e perseguir Lula, pintando um quadro caótico do país. O saudoso Millôr Fernandes já dizia: "Acho que uma das grandes culpadas das condições do país, mais do que as forças que a dominam politicamente, é nossa imprensa. Repíto, apesar de toda a evolução a nossa imprensa é lamentavelmente ruim".

Ao convocar o povo para pedir o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente FHC disse que o impeachment "se impõe quando há desrespeito à Constituição e quando, simultaneamente, o governo perde sustentação na sociedade e perde apoio no Congresso". Em seu cinismo crônico ele fala como se o povo fosse idiota e não percebesse que quem desrespeita a Constituição é o seu partido, que quer conquistar o poder de qualquer maneira, tentando afastar a Presidenta sem nenhuma base legal. Dilma não apenas não desrespeitou a Constituição, o que já lhe teria custado o mandato por decisão do STF, como não perdeu sustentação na sociedade e no Congresso, onde tem aprovado todas as matérias do interesse do governo. Em sua senilidade, FHC deve achar que o povo é burro e cego, e não vê as manobras golpistas realizadas pelos tucanos com a participação do vice-presidente Michel Temer e do deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara.

Aliás, depois de desmascarado, Temer não mais se preocupou em esconder que vinha há tempos conspirando para derrubar Dilma e assumir a Presidência da República. E parece estar tão confiante na aprovação do impeachment que até já realiza reuniões reservadas com a cúpula tucana e outros partidos oposicionistas, além de empresários, para montar o seu ministério. O que surpreende é o cinismo e a hipocrisia dos conspiradores, entre eles Eliseu Padilha que, não conseguindo mais camuflar a traição ao governo que servia, exonerou-se do Ministério da Aviação para acompanhar o seu chefe. Eles trabalharam tão bem na conspiração que não despertaram suspeitas e prova disso é que Dilma confiou tanto neles que lhes entregou a articulação politica. Agora já se sabe que eles estavam articulando, mesmo, era o afastamento dela.

Diante do fiasco das manifestações de domingo último, que tirou dos golpistas o argumento do apoio popular, eles buscam agora uma nova alternativa para atingir seus objetivos. A nova estratégia é adiar a decisão do Congresso para depois do recesso, o que lhes daria mais tempo para a cooptação de novos deputados e trabalhar o desgaste do governo com a valiosa ajuda da mídia, contribuindo desse modo para o agravamento dos problemas com o aumento da inflação, o desemprego, a recessão. Para eles, pouco importa as dificuldades enfrentadas pelo povo, desde que conquistem o poder. A esta altura, no entanto, com o desmascaramento da trama para derrubar a Presidenta, mesmo que ela não tenha praticado nenhum crime, a tomada do Palácio do Planalto parece ter ficado mais difícil, pois a esmagadora maioria do povo brasileiro não mais se deixa enganar pelos falastrões, como FHC e Aécio Neves, nem pelo noticiário tendencioso da grande mídia.

Por outro lado, a já desmoralizada Câmara dos Deputados, sob o comando de Eduardo Cunha, não terá autoridade moral para conduzir um processo de julgamento da presidenta Dilma Roussef. Os golpistas, portanto, se quiserem continuar com o processo de impeachment terão primeiro de livrar-se de Cunha, cuja cassação é unanimidade entre a população. E se a própria Câmara não fizer essa cirurgia, através do seu conselho de ética, correrá o risco de ser mais uma vez desmoralizada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal determinando o afastamento do parlamentar da presidência da Casa. De qualquer modo, a decisão, parta de onde partir, deverá ocorrer antes do recesso, pois ninguém – nem a mídia, que se acumplicia com qualquer iniciativa destinada a derrubar o governo – aguenta mais ver Cunha, com todas as acusações que pesam sobre seus ombros, manipulando um contingente de mais de 500 deputados para manter-se no cargo e preservar o seu mandato.

Basta!
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/ribamarfonseca/209482/Depois-do-fiasco-de-domingo-o-golpe-ficou-mais-dif%C3%ADcil.htm

JACKSON RECEBE LIGAÇÃO DE TEMER, MAS MANTÉM APOIO A DILMA

14.12.2015
Do portal BRASIL247
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Fonte:https://www.brasil247.com/pt/247/sergipe247/209565/Jackson-recebe-liga%C3%A7%C3%A3o-de-Temer-mas-mant%C3%A9m-apoio-a-Dilma.htm

PSDB troca deputado anti-cunha por cunhista no Conselho de Ética?

14.12.2015
Do blog O CAFEZINHO
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Um internauta amigo nosso, de Recife, liga para nos alertar sobre um fato estranho.
Após visita de José Serra, senador pelo PSDB, um dos membros do Conselho de Ética da Câmara, o deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE), favorável à admissibilidade do processo contra Cunha, caiu doente e não vai mais poder votar.
A ausência súbita e oportuna de Betinho faz a balança pender para o presidente da Câmara, na votação do Conselho pela admissibilidade da denúncia contra Cunha.
O suplente do deputado é membro graduado da Força Sindical, entidade controlada por Paulinho da Força, o líder da tropa de choque de Eduardo Cunha.
Ou seja, Serra articulou para Betinho Gomes, anti-Cunha, ir ao estaleiro e ser substituído por um cunhista...
A cúpula do PSDB está agindo em favor de Eduardo Cunha?
Transcrevemos abaixo o depoimento escrito de nosso indignado amigo pernambucano:
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É público e notório o equilíbrio no conselho de ética entre os deputados pró admissibilidade e a tropa de choque de Cunha. Tamanho equilíbrio levou, recentemente, ao voto de minerva do presidente do conselho para desempate sobre proposta de adiamento da votação.
Na última sexta feira (11/12) o Senador José Serra veio ao Recife para uma agenda no palácio do Campo das Princesas
No dia seguinte o deputado federal Betinho Gomes, titular do PSDB no conselho de ética, publicamente a favor da continuidade do processo contra Cunha e filho do futuro presidente estadual do PSDB/PE é internado no Hospital Esperança com trombose parcial. Segundo o próprio deputado, o tratamento o retira do conselho durante a próxima semana que é a última antes do recesso parlamentar.
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Numa consulta ao site da câmara se observa que o suplente de Betinho Gomes é odeputado Bebeto do PSB/BA.
Não se sabe ao certo o posicionamento do deputado sobre o processo no conselho de ética, mas ao consultar a biografia do parlamentar pode-se supor algo a partir do fato dele ser Secretário Executivo Nacional da Força Sindical.
São muitas coincidências num momento tão delicado da política nacional. Não acha?
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/12/14/psdb-troca-deputado-anti-cunha-por-cunhista-no-conselho-de-etica/

Joana Monteleone e Adriano Diogo: O pato da Fiesp não tem nada de inocente; repetindo 64, entidade prega o golpe para colocar crise nas costas dos mais pobres

14.12.2015
Do blog VI O MUNDO

Na reportagem acima, a denúncia de uma testemunha: a Fiesp pagou em dólares a um general para mudar de lado e abandonar Jango

A Fiesp e a revolução dos patos
O Pato da Fiesp selou a aliança da federação com os golpistas de hoje e lembra o papel que os empresários tiveram na ditadura militar. O comentário é de Joana Monteleone e Adriano Diogo em artigo publicado por Painel Acadêmico, 13-12-2015.
Eis o artigo.
Na Avenida Paulista, alguns poucos paulistanos carregavam um gigantesco pato de borracha. O Pato faz parte de uma campanha da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) contra a volta da CPMF sobre as transações financeiras. Nos últimos meses ele tem frequentado não apenas a avenida Paulista, mas também as praias cariocas, a esplanada dos ministérios e outros cenários turísticos do país. Apesar do apoio massivo de publicidade e assessoria de imprensa, ninguém estava dando a menor bola para o Pato de borracha cego dos olhos.
Nas manifestações deste dia 13 de dezembro de 2015, no entanto, o pato da Fiesp acabou por se tornar símbolo do pedido de impeachment da presidenta Dilma. Esse movimento não tem nada de ocasional. Da mesma maneira que o ato convocado para hoje, 13 de dezembro, rememora o Ato Institucional número 5 que prendeu, torturou e assassinou os que se opunham ao regime ditatorial, o Pato símbolo do impeachment lembra a todos o papel da Fiesp no golpe militar – um papel do qual a Fiesp, pode-se ver hoje, se orgulha, quando deveria envergonhar-se.
Da mesma maneira que em 1964 a Fiesp pagou para que os golpistas se organizassem e derrubassem o presidente eleito João Goulart – comprando armas, alugando petroleiros, pagando viagens de oficiais das forças armadas –, hoje a Federação das Indústrias de São Paulo está aliada ao ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na tentativa de derrubar a presidente Dilma Rousseff. Com o Pato na rua, a aliança da Fiesp com os golpistas ficou mais do que clara – ficou evidente, óbvia, escancarada. Só não vê quem não quer.
As poucas pessoas que rodeavam o Pato não apenas sabiam dessa ligação espúria, mas a apoiavam e aplaudiam os feitos e o dinheiro gasto para planejar o golpe hoje curso. O Pato da Fiesp é o nosso Cavalo de Troia, traz dentro de si o que há de pior na política brasileira. Um Pato que não é só um Pato: todos os dias a Fiesp, contrariando a lei da cidade limpa, faz propaganda contra o governo federal, num show de luzes brega montado no próprio prédio pelo senhor Paulo Skaff. Prédio este, aliás, erguido com muitas facilidades governamentais na década de 1970, os anos mais sanguinários do regime militar.
Um dos aspectos menos conhecidos do golpe de 1964 foi a participação civil na derrubada do regime e a instauração da ditadura. O apoio de empresários, de boa parte do judiciário e da grande parte da classe média – sem falar da elite reunida em diversas entidades empresariais e institutos “de pesquisa” – e da mídia foi fundamental para dar legitimidade aos golpistas de então.
Foi a Fiesp, através do anticomunista descontrolado Henning Boilesen, quem montou o Centro de Integração Empresa/Escola em 1964, para domesticar ideologicamente trabalhadores. Em 1968, mais uma vez, foi o então presidente da Fiesp, Theobaldo de Nigris, ao lado de Luis Eulálio Bueno Vidigal, dono da Cobrasma, quem mandou a ditadura reprimir violentamente os trabalhadores em greve em Osasco, dando início ao clima político que desembocaria no AI-5.
Como em 1964, a tentativa de um golpe, ou de impeachment paraguaio da presidente Dilma, não se improvisa. E custa caro, muito caro. Também não custa lembrar que foi a Fiesp quem pagou um dos maiores centros de repressão e tortura do país – a Operação Bandeirantes, a Oban.
De inocente o Pato da Fiesp não tem nada.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/joana-monteleone-e-adriano-diogo-o-pato-da-fiesp-nao-tem-nada-de-inocente-repetindo-64-entidade-prega-o-golpe-para-colocar-a-crise-na-costa-dos-mais-pobres.html

Wagner: impítim é Golpe de perdedor Eles perderam nas urnas

14.12.2015
Do blog CONVERSA AFIADA, 13.12.15
Por Paulo Henrique Amorim 

Eles perderam nas urnas
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No G1:

Jaques Wagner diz que impeachment se torna 'golpe' se é só político

Chefe da Casa Civil criticou no Twitter movimentação de partidos da oposição.
Para ele, impeachment está sendo por quem não obteve maioria nas urnas.

O chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, utilizou nesta sábado (12) sua conta pessoal no microblog Twitter para criticar a tentativa da oposição – apoiada por parte do PMDB – de afastar a presidente Dilma Rousseff da Presidência. Na avaliação do petista, quando o impeachment se transforma em um processo "exclusivamente político", o que se tem é um "golpe".

O ministro ressaltou ainda na rede social que, embora esteja previsto na Constituição, o impeachment, na visão dele, nem sempre é um "instrumento legítimo para destituir um governante.

"Apesar de estar previsto no nosso ordenamento jurídico, o impeachment nem sempre é um instrumento legítimo para destituir um governante. Quando transforma-se em um processo exclusivamente político, o que se tem é um golpe. O dispositivo está sendo usado para satisfazer as ambições políticas daqueles que não conseguem obter maioria nas urnas", escreveu o chefe da Casa Civil no Twitter.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/wagner-impitim-e-golpe-de-perdedor

Francisco Luís: O que está de fato em jogo no impeachment de Dilma

14.12.2015
Do blog VI O MUNDO, 09.12.15

impeachment
Impeachment da Dilma: o que de fato está em jogo?
por Francisco Luís, especial para o Viomundo
Para além do “fla-flu partidário” e dos jogos de poder, o que está em jogo efetivamente na abertura de impeachment da presidenta Dilma Rousseff?
É isso que nós temos de nos perguntar. Neste momento, mais do que belas palavras e discursos devemos ver as práticas dos atores políticos.
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, é, de fato, a síntese de parte do parlamento brasileiro. Age acima de tudo e de todos para preservar seus esquemas de poder e interesses econômicos, no mínimo, suspeitos, e o Brasil que se dane.
A dita oposição se vale de tudo para rasgar a Constituição e tomar o poder por meio de um golpe, cassando o mandato da presidenta Dilma.  O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) pretende ainda afastar  o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), por ele ter assinado decretos da chamada “pedalada fiscal”.
Estamos no terceiro turno da eleição de 2014,  quando o  ‘menino mimado” Aécio Neves perdeu e, desde então, não aceita a derrota.
Todos nós sabemos que boa parte da crise econômica se deve à crise política e à ação de uma oposição que quer o poder a qualquer custo, mesmo que esse custo esteja destruindo o Brasil.
Desse modo, ouso dizer que o grande responsável pela crise econômica é a própria oposição, que caminha para o quanto pior, melhor. Devemos lembrar que este mesmo time já havia feito ao desencadear a chamada “guerra de expectativas” para quebrar a economia brasileira, com o apoio entusiasmado de setores da mídia.
Dilma, ao fazer o “ajuste fiscal” e trair a sua base social, também contribuiu para este quadro.
Mas os erros de Dilma não podem ser usados para passar por cima da Constituição e destruir o Brasil. Temos lado. E sempre escreverei em defesa do Estado de Direito, ainda mais em tempos em que o fascismo se assanha para conquistar o poder.
Não deixa de ser sintomático que Cunha pediu o impedimento da presidenta no momento em que poderia ser preso e que o governo conseguiria refazer sua base política, diminuindo, assim, a crise política e, consequentemente, a crise econômica no ano que vem.
Cunha preparou uma série de ilegalidades para dar continuidade a esse processo, como uma votação totalmente ilegal e secreta, como reconhece o ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O vice-presidente  Michel Temer não deveria ter se exposto e participado desta trama golpista. A pior marca para um político é ser traidor.  Que outros políticos poderão confiar na palavra de um traidor?
Dito isso, vamos ao que interessa aos pobres e oprimidos, ou seja, o que seria um governo desses golpistas.
Primeiro, aprovação da terceirização total da mão de obra e a precarização máxima do trabalho.
Terceiro, derrubar direitos duramente conquistados pelas minorias. Por exemplo,  o projeto que, na prática, retira o direito ao aborto legal para mulheres estupradas, condenando-as de um filho fruto da violência. Nesta área, a pauta conservadora seria aplicada com toda a força e ameaçaria vários avanços duramente conquistados.
Por isso, os que amam a democracia e não querem retrocesso só tem um caminho: a luta contra aqueles que não sabem perder uma eleição e desrespeitam diariamente a democracia.
O Estado de Direito é uma conquista que demorou mais de vinte anos para ser alcançada. Devemos defendê-lo contra pessoas que insistem em ganhar no grito e não no voto. Por isso, devemos espalhar pelas redes sociais a palavra de ordem:  “menos Cunha, mais direitos”.
 Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/francisco-luis-o-que-esta-de-fato-em-jogo-no-impeachment-de-dilma.html