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domingo, 13 de dezembro de 2015

OBESIDADE ABDOMINAL. POR QUE AS MULHERES (E OS HOMENS) GANHAM BARRIGA NA MEIA IDADE

14.12.2015
Do portal BRASIL247, 13.12.15

 (photo: )

Na menopausa, uma enzima desencadearia o armazenamento das gorduras. Mas as causas principais da gordura permanecem: alimentação desequilibrada e fala de exercício físico.

 Por Damien Mascret - Le Figaro
 Na menopausa, a distribuição das gorduras se modifica no corpo das mulheres: menos nas coxas ou nas nádegas e mais no abdômen, dando origem ao que os médicos chamam de obesidade abdominal. É uma injustiça flagrante, mas isso pode mudar em breve. Pesquisadores americanos publicaram no último número da revista internacional “Diabetes”,  com comprovação em ratos, que uma enzima, a ALDH1A1,  talvez seja a chave do mistério. Quando esta enzima é removida em um rato geneticamente modificado, mesmo sendo uma fêmea submetida a uma dieta rica em gorduras, ela não engorda. Por isso, o sonho de bloquear a enzima encontra uma primeira chance de se tornar realidade.
Existem dois tipos de obesidade abdominal: a que se produz logo abaixo da pele, a obesidade subcutânea, considerada menos perigosa para a saúde e a que se produz em profundidade até o fundo da barriga, a obesidade visceral, que desempenha um papel importante em muitas doenças, incluindo o diabetes, as doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer (cólon, mama). Antes da menopausa, a atividade da enzima responsável pela obesidade visceral é dificultada por hormônios femininos.
No último mês de junho, o Prof. Jorge Plutzky e sua equipe de Harvard (Estados Unidos) destacaram também na revista Nature Medicine as implicações terapêuticas da enzima ALDH1A1 na plasticidade dos adipócitos, as células que armazenam gorduras. A universidade de Ohio, por sua vez, já testou com êxito as células sem ALDH1A, inseridas no abdômen do rato, de modo a promover o consumo de gorduras.
Podemos extrapolar isso a partir dos ratos para as mulheres? A médica Ouliana Ziouzenkova, professora de nutrição na Universidade de Ohio (Estados-Unidos), que lidera essas pesquisas, revelou seu otimismo ao Le Figaro: «Por um lado, a enzima ALDH1A1 é expressa do mesmo modo nas mulheres e nos ratos. Por outro lado, as mulheres obesas têm mais enzimas que aquelas com peso normal.»
Reduzir as calorias
Esquematicamente, o organismo tem duas opções no que diz respeito às gorduras trazidas pela alimentação: ou ele as queima ou as armazena. A equipe de Ziouzenkova descobriu porque o corpo feminino queima menos gordura na menopausa: «Com o fim do bloqueio da ALDH1A1, as células adiposas começam a armazenar gorduras em vez de queimá-las », ela explica. Para a Dra. Juliane Berdah, ginecologista, endocrinologista e nutricionista em Paris, é, sobretudo, o local de armazenamento que muda, com a idade, as gorduras se distribuem mais facilmente na cintura abdominal.
E os homens? Também eles gradualmente fabricam cada vez mais gordura abdominal, subcutânea e visceral com a idade, uma vez que nos dias de hoje os idosos costumam ter dieta muito rica aliada à falta de atividade física. Com isso, as diversas enzimas da família ALDH nunca são neutralizadas devido à ausência de estrogênios.
«Todo mundo está à procura do medicamento que vai retirar a gordura da barriga e estes trabalhos são interessantes. Mas é preciso ter cuidado, pois até agora estamos trabalhando com ratos, e não com pessoas humanas», observa a Dra. Juliane Berdah. Ela  recorda que «sozinha, a atividade física já permite purificar a gordura visceral ». Outra pergunta levantada pela especialista: «A ALDH1 é uma enzima encontrada em todo o organismo, não sabemos o que pode acontecer se tentarmos bloquear a enzima no abdômen.»
A mesma preocupação é colocada pelo Prof. Jean-Michel Lecerf, do Instituto Pasteur e do Hospital Universitário de Lille: «Há muitos outros sistemas enzimáticos, hormonais e metabólicos envolvidos na obesidade. É interessante tratar especificamente a obesidade abdominal, mas não podemos concluir isso muito rapidamente. Por enquanto, recomenda-se especialmente reduzir as calorias em sua totalidade e ser fisicamente ativo.»
Exercício físico, um trunfo importante
O ganho de peso excessivo não é inevitável. As mulheres têm um trunfo importante para evitá-lo: o exercício físico regular. «As mudanças corporais associadas à idade são evitáveis através da manutenção de uma atividade física regular, explica a Dra. Berdah. Um desses estudos mostrou que as mulheres que estão na menopausa há uns dez-doze anos e que continuam a jogar tênis, são mais magras e musculosas do que as sedentárias. Elas mantêm seu peso, sua massa muscular e sua silueta. Neste estudo, as sedentárias têm 8 kg a mais, com uma localização de gordura principalmente na parte abdominal.» A atividade física regular não serve apenas para melhorar a morfologia. Ela permite reduzir o risco cardiovascular, a osteoporose e tem efeito protetor contra o câncer de mama 
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/saude247/saude247/209391/Obesidade-abdominal-Por-que-as-mulheres-(e-os-homens)-ganham-barriga-na-meia-idade.htm

Com apoio dos tucanos, deputado do PP quer tirar 23 milhões do Bolsa Família

13.12.2015
Do blog  VI O MUNDO
Por Altamiro Borges
Captura de Tela 2015-12-13 às 15.41.41Bolsa Família na mira dos neoliberais
O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator-geral do Orçamento da União para 2016, confirmou na sexta-feira (11) que manterá em seu parecer final a proposta de corte de R$ 10 bilhões dos recursos que serão destinados ao Bolsa Família no próximo ano.
O drástico arrocho, que visa garantir as metas do superávit primário – nome fictício da reserva de caixa para pagar juros aos banqueiros — representa uma redução de 35% nos R$ 28,2 bilhões que já estavam previstos pelo governo.
O relatório final, que penaliza milhões de famílias que necessitam do auxílio e beneficia uma minoria de rentistas, será apresentado na próxima terça-feira (15) e deve ser votado pela comissão já no dia seguinte.
“Estudei muito o Bolsa Família e posso afirmar que há espaço para esse corte sem prejudicar nenhum brasileiro que precise do programa”, disse o parlamentar em coletiva para a imprensa.
Para ele, que repete a cantilena dos banqueiros e dos neoliberais nativos, “o fundamental é manter o equilíbrio fiscal”. O governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social, já alertou sobre os efeitos nocivos deste corte.
Segundo estudos, ele retirará do programa 23 milhões de pessoas, das quais 8 milhões recairiam na pobreza extrema. Do total afetado, a pasta estima que 11 milhões sejam menores de idade e, desse montante, 3,7 milhões voltariam à miséria.
Apesar destes dados assustadores, as bancadas do PSDB, DEM e PPS já sinalizaram que votarão favoravelmente ao relatório de Ricardo Barros.
Os tucanos, por exemplo, nunca esconderam a sua rejeição elitista a este programa de transferência de renda. Em 2006, o então senador Arthur Virgílio – hoje prefeito de Manaus – chegou a afirmar que o Bolsa Família era uma “esmola eleitoreira”.
Em 2011, seu colega de bancada, o senador paranaense Álvaro Dias, declarou que o programa “não tira ninguém da miséria” e “estimula a preguiça”.
Na campanha eleitoral do ano passado, o cambaleante Aécio Neves preferiu esconder essa posição elitista, temendo perder votos.
Oportunista, o presidenciável derrotado do PSDB até propôs o reajuste do benefício.
Agora, para desgastar o governo Dilma, em especial num momento de dificuldades econômicos, os rentistas e os seus representantes no parlamento têm mais um motivo para atacar o Bolsa Família, um programa reconhecido mundialmente por retirar milhões de pessoas da miséria.
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MDS é contra corte no Programa Bolsa Família
enviado por Cris Rodrigues
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) reitera ser impossível cortar parcela da dotação do Bolsa Família no Orçamento de 2016 sem provocar um gravíssimo retrocesso social no país, com impacto inclusive nos indicadores de saúde e educação.
O corte de R$ 10 bilhões do Bolsa Família, proposto oficialmente hoje pelo relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR), retira 23 milhões de pessoas do programa de transferência de renda, das quais 11 milhões de crianças e adolescentes de até 18 anos de idade. Esse corte colocaria em risco conquistas como a superação da extrema pobreza, aumento da frequência escolar e redução da mortalidade infantil.
A boa gestão do Bolsa Família é reconhecida e elogiada no país e no exterior. O relator distorce informações da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a existência de famílias beneficiárias com renda superior aos R$ 154 por pessoa, valor que garante o acesso ao programa. A própria CGU reconhece que os cruzamentos de dados empreendidos pelo ministério e a atualização dos cadastros são rotinas que mantêm o Bolsa Família com foco nos mais pobres.
O relator diz que a regra de permanência não tem amparo legal. Mais uma vez, não está correta a afirmação. A regra está prevista no artigo 21, § 1º do decreto nº 7.013/2009, que foi editado com base no artigo 2º, § 6º da Lei nº 10.836/2004. O percentual de saque dos beneficiários do Bolsa Família está acima do verificado em outros programas sociais. Por que o ataque somente ao Bolsa Família?
Não são apenas as famílias beneficiárias que perdem com eventuais cortes. O dinheiro do Bolsa Família ajuda a movimentar a economia de Estados e municípios. Todos perdem.
Assessoria de Comunicação Social
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Veja também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/com-apoio-dos-tucanos-deputado-do-pp-quer-tirar-23-milhoes-do-bolsa-familia.html

Impeachment regido por Cunha faz Congresso parecer cassino de filme de gangsters

13.12.2015
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
Por  Helena Sthephanowitz

Impeachment é coisa séria demais para ser tratado como jogada política, muito menos com esperteza para salvar corruptos e trapaça golpista, mas é assim que o presidente da Câmara tem trabalhado por Helena Sthephanowitz 
ANTONIO AUGUSTO / CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Jandira Feghali (PCdoB-RJ) discute com Cunha sobre o rito do processo e protesta contra o voto secreto
Impeachment é coisa séria demais para ser tratado como jogada política, muito menos com esperteza para salvar corruptos e trapaça golpista. Mas é assim que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e as lideranças de oposição comandadas pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) vem operando, o que tem produzido no Congresso Nacional cenas dignas de um cassino em filme de máfia.
Na segunda-feira (7), uma cena inacreditável: usufrutuário confesso de contas clandestinas na Suíça, o poderoso Eduardo Cunha conduzia a reunião de líderes partidários para formar a Comissão Especial do Impeachment. A nação via estarrecida Eduardo Cunha sentado na cabeceira da mesa, conduzindo os trabalhos. Tudo em nome de uma institucionalidade cada vez mais difícil de entender sob a ótica do cidadão comum.
Se um guarda de trânsito tiver um inquérito administrativo aberto contra si por suposta cobrança de propina, ele será afastado da função de cobrar multas enquanto o processo estiver em apuração. Com o presidente da Câmara dos Deputados nada acontece e ainda continua operando politicamente no comando de um processo da magnitude de um impeachment – e com métodos semelhantes aos que o levou a ser denunciado.
No processo de escolha dos 65 deputados membros da comissão de impeachment, os líderes partidários indicaram, em sua maioria, parlamentares legalistas com tendência a serem contra derrubar a presidenta no golpe. Configurava-se uma derrota política para os planos de Cunha e da oposição. Inconformados com o desfecho resolveram virar a mesa e anular o processo de escolha que eles próprios haviam se comprometido a seguir. Cunha, em parceria com a oposição, interrompeu o "jogo" na hora em que estavam perdendo e disseram que começariam de novo no dia seguinte. E começariam do zero, com a oposição apresentando outra chapa.
Lembrou aqueles filmes de máfia onde, quando alguém começa a ganhar no cassino, o dono mafioso interrompe o jogo e leva quem esta com sorte "para conversar a sós com os gangsters em uma sala fechada". Não é a primeira vez que ao perder votações Eduardo Cunha interrompe o processo legislativo, anula o que fora decidido e começa de novo, até ganhar.
A cartada de Cunha matou dois coelhos com uma cajadada só. Além "trapacear" o jogo do impeachment na hora em que estava perdendo, ao jogar o desfecho para terça-feira (8), matou a votação contra si pela quarta vez na reunião do Conselho de Ética que abriria processo de quebra de decoro parlamentar, empurrando com a barriga por mais um dia. É cada vez mais forte o mau cheiro de acordo da oposição para salvar Cunha da cassação em troca do apoio ao impeachment.
Na sessão de terça-feira, Cunha, em parceria com a oposição, tirou as cartas da manga que não faziam parte do baralho na véspera. Primeiro acatou a chapa oposicionista não prevista inicialmente para decidir em votação no plenário qual das chapas seria a Comissão Especial do Impeachment. Depois impôs que a votação seria secreta, um escárnio depois da votação aberta no caso da prisão do senador Delcídio do Amaral.
Depois de muito tumulto e notória falta de legitimidade, no voto secreto imposto por Cunha, a chapa oposicionista venceu.
De novo lembrou aqueles filmes de máfia, onde quem foi levado "para conversar a sós em uma sala fechada com os gangsters" saiu dali combinado que perderia tudo o que ganhou na próxima cartada.
Pausa para uma observação: a vitória de Cunha e Aécio foi de pirro, pois mesmo com voto secreto ficaram longe de conseguir número suficiente que exigiria uma votação do impeachment para valer.
Como não dá para as instituições da República funcionarem à imagem e semelhança de jogos em cassinos de mafiosos, o PCdoB entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o que considerou ilegalidades e trapaças políticas perpetradas por Eduardo Cunha e seus aliados. O ministro Edson Fachin, do STF, acolheu liminar na noite de terça (8) e proibiu a instalação da comissão especial parcialmente eleita por voto secreto, o que suspende todo o processo de impeachment. O julgamento em definitivo será feito por todos os ministros do STF no dia 16.
Não resta mais dúvidas de que Eduardo Cunha e a oposição transformam uma crise política em crise institucional e agrava a crise de representatividade. O povo brasileiro perde os últimos laços de representatividade que via no Congresso Nacional, com uma Câmara conduzida por Eduardo Cunha, com uma oposição que se diverte com jogatina política como jogadores inveterados que só pensam em seus ganhos e perdas pessoais nas suas apostas políticas.
O povo já não se enxerga nem na parte boa do Congresso, sufocada pela agenda imposta pela parte ruim. Cinco jovens foram fuzilados por engano por policiais do Rio. Nenhum era parente de deputado, nem usufrutuário de dinheiro na Suíça. Nenhum era playboy e nenhum era bandido. Estavam comemorando o primeiro salário de Roberto, jovem aprendiz em um supermercado. Todos pretos, pobres e honestos. Suas famílias merecem atenção de parlamentares para fazer alguma coisa que acabe com esse tipo de matança, que aflige toda mãe brasileira com filhos jovens, principalmente se forem pobres. Mães grávidas estão preocupadíssimas com o Zika vírus. Só vimos a presidenta Dilma se ocupar do assunto mobilizando governadores para montar uma operação de guerra contra o mosquito. Com todas as dificuldades econômicas mundiais, Dilma está inaugurando conjuntos habitacionais para quem não tem a casa própria. Enquanto isso, no Congresso só se olha para o próprio umbigo, e ainda se pratica a política do quanto pior para o povo, melhor para as ambições de poder dos caciques da oposição.
Parte do parlamento, resolveu castigar o povo porque não votou em Aécio Neves em 2014. Aliás, o mesmo castigo que aplicariam se o povo tivesse votado no tucano. Vota contra o trabalhador, contra direitos das crianças, vota para concentrar renda, legisla em causa própria e em causa de financiadores de campanha poderosa, aumentam o teto salarial de si mesmos. Brincam de golpe, brincam de impeachment – sim, é brincadeira pedir impeachment inventando que "pedalada" seja motivo –, agem como gangues de rua em disputa por território, só que em uma versão de "bacanas" do colarinho branco. Em comum o desprezo pelo povo aterrorizado, em um caso com balas perdidas nas ruas, no outro com pautas legislativas antipopulares. Exercem a política como jogadores de pôquer se divertindo em cassino, e jogam como trapaceiros que burlam até as regras do jogo, recorrendo à truculência quando começam a perder.
Se a oposição pensa em despertar a ira popular nas ruas pelo impeachment, deveria contar até dez. Falta quórum de deputados honestos que tenham moral para julgar uma presidenta honesta sobre quem não conseguem encontrar nenhum ilícito por mais que tenham vasculhado. E sobram alvos da ira popular sentados neste júri.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/12/impeachment-regido-por-cunha-faz-congresso-parecer-cassino-de-filme-de-gangsters-1878.html

Era uma vez um impeachment

13.12.2015
Do portal BRASIL247
COLUNISTAS
Por Alex Solnik*

:
Se sem rua não tem impeachment, como disse o próprio Cássio Cunha Lima hoje foi decretado o seu fim. Os organizadores (?) pensaram que seria o começo, o nascimento, mas foi o enterro. Hoje o impeachment foi enterrado.

   Malgrado a meia dúzia de gatos pingados sem nenhuma ideia do que seja isso ter levado seus filhos de três anos às ruas, a maioria da população brasileira não quer saber mais de impeachment por vários motivos: 1) o primeiro é que não há um motivo forte, determinante e isso quem diz não são os petistas nem os esquerdistas, são  experts até de direita, como o ex-ministro Delfim Netto e o ex-governador Claudio Lembo; 2) as tais pedaladas fiscais usadas como pretexto não têm a mínima consistência, como diz Delfim Netto hoje ao El País “no Brasil se pratica pedalada desde Dom João VI”; 3) as pessoas já se tocaram que as questões politico-jurídicas têm que ser resolvidas no âmbito jurídico-político e não nas ruas; 4) a continuação do impeachment só traz prejuízos ao país e aos brasileiros pois quanto mais instabilidade política menos investimentos externos e menos investimentos internos o que vai agravar a situação do emprego e da retomada do crescimento; 5) as pessoas já perceberam que se Dilma cair em seu lugar virá a turma do Temer e do Cunha com as consequências que ninguém quer pagar para ver; 6) o mais importante agora é afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados a fim de ser retomada a ordem democrática, sem pressões indevidas, manobras escusas e chantagens; 7) o país precisa de tranquilidade para recuperar o tempo perdido nesse debate estéril que nos paralisou em 2015.

   A percepção de que não cabe impeachment e seu esvaziamento galopante está na cara. Em todas as grandes capitais o número de manifestantes vem decrescendo desde o primeiro protesto, em março de 2014, aos dois seguintes, em agosto e outubro e ao de hoje. Por isso é bobagem justificar o fiasco de hoje com desculpas como “foi muito em cima” ou “estamos perto do Natal”. Quem quer impeachment intensamente quer a qualquer hora do dia ou da noite. O público não compareceu porque percebeu que quem ganha com isso é Cunha, é Temer, é Bolsonaro, é Marco Feliciano, é Paulinho da Força e pouca gente gostaria de tomar um café com algum deles.

   O público não compareceu porque a maioria dos brasileiros sabe que esse impeachment é uma tentativa de golpe porque não é um impeachment natural, imperioso, um impeachment que se impõe por si só, como o do Collor.

   O público já percebeu que é um impeachment dividido e duvidoso. E, como todo mundo sabe, in dubio pro reu.

   Sugiro que seja cancelada a manifestação contra o impeachment marcada para o próximo dia 16. Não precisa mais. O impeachment foi enterrado. A não ser que os organizadores queiram usá-la como missa de sétimo dia.

*Alex Solnik é jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. É autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão", "O domador de sonhos" e "Dragonfly" (lançamento janeiro 2016).
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/209392/Era-uma-vez-um-impeachment.htm

PROCESSO DO IMPEACHMENT: A terceira praga, o aedes brasiliensii

13.12.2015
Do portal do OBSERVATÓRIO DE IMPRENSA, 12.12.15
Por  Alberto Dines, na edição 880

Os latinistas divergem: poderia ser brasiliensiumbrasiliensisbrasilii. Injusto generalizar o nome do odiento mosquito e estendê-lo ao país onde se estabeleceu há mais de um século. Mais apropriado singularizar, batizar o “coisa ruim” com nome próprio.
Talvez aedes cunhensii? A verdade é que o nome Eduardo Cunha conseguiu o milagre de superar nosso contumaz facciosismo e se tornou irrestrito, universal, suprapartidário, igualmente abominado pela esquerda e direita. Oitenta por cento dos brasileiros atribuem a ele os males que atormentam atormentam. Se o impedimento da presidente da república é, felizmente, questão controvertida, portanto reversível — a necessidade de afastar o presidente da Câmara dos Deputados é ponto pacífico, unanimidade imediata.
Mesmo os tucanos com a sua orgânica propensão para as dúvidas estão convencidos de que a simples presença de Cunha compromete e macula o processo político por inteiro. Então por que se enreda o PSDB cada vez mais em suas ardilosas e indecorosas manobras?
Ser ou não ser, eis a questão, propôs Shakespeare, porem nossos hamletianos de plantão não se deram conta de que uma vergonhosa chantagem — como foi a abertura do processo de impeachment da Presidente – compromete vitalmente qualquer jogada tática por mais que se cultive o oportunismo como ferramenta política.
Se ao longo da sua história o PSDB sempre proclamou que os fins não podem justificar os meios, agora está moralmente impedido de embarcar numa aventura engendrada por um kamikaze que não se incomoda em desempenhar o papel de patife-mor. O partido que empunhou a bandeira da ética para desligar-se do viciado PMDB, não pode agora colocar-se a seu serviço. Nem a imprensa a ele atrelada pode ignorar seu papel na formação de uma nova geração de políticos e novas mentalidades.
Como apostar as fichas em Michel Temer, aliado habitual do PSDB paulistano nos embates com Orestes Quércia e, não obstante, parceiro do PT em troca de uma vice-presidência decorativa durante um mandato inteiro?
Quem garante que numa eventual transferência para o palácio do Planalto o atual ocupante do Jaburu não converta o seu semi-presidencialismo à la française, num híbrido com todos os defeitos do presidencialismo e nenhuma das vantagens do parlamentarismo?
E se, porventura, a presidente Dilma acatar os conselhos de José Sarney e armar um cronograma que permitirá entregar ao sucessor ou sucessora um regime integralmente parlamentarista — não seria uma alternativa menos arriscada, sem vencidos nem vencedores, com chance de produzir um sistema mais elaborado, sobretudo sem os inevitáveis sobressaltos de um traumático impeachment?
aedes brasileiro – ou fluminense — precisa ser apeado imediatamente do poder. Para confrontar sua megalomania, melhor que seja humilhado, como costumava fazer o presidente Geisel com os generais que não obedeciam às suas determinações. Este inseto é um perigoso vetor para inúmeros vírus – alguns com letalidade ainda desconhecida – capaz de infectar e empestar qualquer ambiente ou ser vivo.
É a terceira praga que jogam sobre nós (depois da catástrofe de Mariana e o surto de microcefalia). Se não for prontamente erradicada seremos obrigados a purgar as outras se, te.
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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/crise-politica/a-terceira-praga-o-aedes-brasiliensii/

UM DEMOCRATA NO PASSADO, UM GOLPISTA NO PRESENTE: SERRA, DO PALANQUE DA UNE AO GOLPE

13.12.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/209378/A-viagem-de-Serra-do-palanque-da-UNE-ao-golpe.htm