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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O Brasil está na mira de Wall Street

10.12.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 
Por Sputnik Brasil

Ao comentar a situação político-econômica do Brasil, Moniz Bandeira afirma que 'Wall Street está por trás da crise brasileira'.

wikipedia
De acordo com o cientista político Moniz Bandeira, professor aposentado da Universidade de Brasília e que há mais de 20 anos vive em Heidelberg, na Alemanha, “o objetivo das ações externas contra o Brasil é quebrar a economia e comprar as empresas estatais a preço de banana”.

Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Moniz Bandeira fala das ameaças imperialistas e também das questões de ordem política relacionadas à possível instauração de um processo de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff. Para ele, está em curso um golpe no Brasil “que deve ser contido para não produzir graves consequências para a História do país”.
“É difícil precisar quais são os interesses”, diz o cientista político de Heidelberg. “Mas são interesses estrangeiros, eu creio, em grande parte, de Wall Street e através de outras entidades como The National Endowment for Democracy, USAID e outros que estão incentivando esse golpe no Brasil, aliados às forças internas da direita.”
Sputnik: O objetivo seria quebrar a economia e comprar as empresas brasileiras a preço de banana?
Moniz Bandeira: Exatamente, isso é verdade. Eles querem quebrar a economia brasileira – e é aí que eu vejo mais a ação de Wall Street – e comprar as empresas, como estão fazendo, a preço de nada, com o real desvalorizado a esse ponto.
S: Nós podemos acreditar, então, que o Brasil está na mira de Wall Street?
MB: Está na mira, claro, porque a questão não é só o Brasil, é internacional, é a luta contra a Rússia e a China, mas eles não podem muito contra a China. E querem derrubar a Rússia através da Síria e da Ucrânia. São duas frentes que os Estados Unidos abriram, porque a luta na Síria não é tanto por democracia, isso é bobagem, os EUA não estão se importando com isso. Eles querem mudar o regime para tirar a Base Naval de Tartus e também um ponto em Latakia, ambos da Rússia.
S: Voltando ao Brasil. O senhor entende que o país voltará a sofrer assaltos especulativos?
MB: É muito complicada a situação aí. Eu não estou certo de nada a respeito do Brasil, é muito difícil. Porque é muito difícil também dar um golpe – um golpe civil como eles querem. As Forças Armadas estão contra o golpe. Elas são um fator de resistência nacionalista no Brasil, assim como o Itamaraty.
S: O senhor disse que há órgãos no exterior financiando a grande mídia no Brasil. A mídia, ao pregar o golpe, facilita a entrada das grandes corporações internacionais em prejuízo das empresas brasileiras?
MB: Claro, sobretudo no setor de construção, que tem sido alvo principal desse inquérito, que, aliás, é inconstitucional, é tudo ilegal. O objetivo é destruir as grandes empresas brasileiras, as construtoras que são fatores de expansão mundial do Brasil, e permitir que entrem no mercado brasileiro as multinacionais americanas.
S: O senhor entende que as agências de inteligência dos EUA continuam a espionar a Presidenta Dilma Rousseff e as grandes empresas estatais do país?
MB: Claro, nunca deixaram de espionar. Espionam no Brasil e em todos os países. Se você ler meu livro “Formação do Império Americano”, publicado há dez anos, você verá como eu mostro isso documentado. Já no tempo de Clinton faziam isso. Não há novidade nenhuma na atuação dos EUA. Eu estudo essa questão dos EUA há muitos anos. Acompanhei de perto toda a problemática de Cuba. Estou com 80 anos, desde os meus 20 anos eu assisto a isso que eles fazem na América Latina.
S: O senhor fala em golpe em curso no Brasil. Qual a sua impressão, esse golpe pode ir avante?
MB: Tanto pode como não pode. As possibilidades são muitas. Ontem mesmo o Supremo Tribunal Federal tomou uma medida constitucionalmente correta, que foi anular essa comissão constituída na Câmara por meio de manobras. O que existe é uma luta de ratos e ladrões, um bando, uma gangue, montada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, contra uma mulher honrada e honesta como a Presidenta Dilma Rousseff, com todos os erros que ela possa ter cometido. Não há motivo legal nem constitucional para o impeachment.
S: A Presidenta Dilma Rousseff conseguirá superar todas essas dificuldades políticas e concluir o seu mandato em 31 de dezembro de 2018?
MB: É muito difícil avaliar a evolução da situação, porque ela é ruim internacionalmente. A situação internacional é muito ruim. Eu disse, em 2009, quando recebi o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia, que uma potência é muito mais perigosa quando está em decadência do que quando conquista o seu império, e os EUA são uma potência em decadência. São muito mais perigosos do que antes.  


Créditos da foto: wikipedia

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/O-Brasil-esta-na-mira-de-Wall-Street/4/35145

Representar ao MPF contra Cunha é obrigação cidadã como votar. Quem topa?

10.12.2015
Do BLOG DA CIDADANIA, 10.12.15
Por Eduardo Guimarães
bandido
Aliados de Eduardo Cunha conseguiram afastar o relator do processo contra ele no Conselho de Ética, Fausto Pinato (PRB-SP). A manobra pretende colocar no lugar de Pinato um de três deputados alinhados com o presidente da Câmara. Até que o novo relator seja escolhido, o Conselho de Ética fica paralisado.
Ao mesmo tempo, Cunha conseguiu que o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ), aliado de Dilma, fosse destituído da líderança do PMDB na Câmara.
Com essas manobras, o gangster que preside a Câmara vai construindo sua impunidade enquanto trata de empurrar naquela Casa processo ilegal que visa tirar o mandato de uma mulher de vida limpa, contra quem não existe uma única prova – e nem mesmo uma acusação formal – de ter cometido qualquer ato antiético.
Eis, portanto, a situação que se configura para a nação: um indivíduo contra quem pesam graves acusações, recheadas de provas materiais, pode estar para conseguir tirar o mandato LEGÍTIMO outorgado pelas urnas à presidente Dilma Rousseff enquanto, com uma bofetada no rosto de cada brasileiro, ameça a todos nós de ficar impune.
A cidadania está sendo esbofeteada. A mera hipótese de um criminoso ficar impune enquanto uma pessoa decente é punida constitui humilhação a cada um dos 200 milhões de brasileiros.
A cidadania nos impõe direitos e deveres. Entre os deveres dos cidadãos está, por exemplo, o de votar. É um ato cívico do qual alguns abrem mão, mas que a grande maioria dos brasileiros exerce por considerar uma obrigação. Afinal, os rumos da terra em que nascemos e vivemos é afetada pelos atos daqueles que chegam ao poder pelo voto popular.
Votar, porém, não é o único dever cívico que os cidadãos podem escolher se exercem ou não. A participação no processo político não se encerra com o mero digitar de alguns números na urna eletrônica. A mesma cidadania que nos concede deveres, cobra-nos mais.
O atentado à decência, à verdade, à justiça que Cunha pratica diariamente com um sorriso debochado no rosto exige que cada brasileiro se posicione da mesma forma como faz ao votar. Mas como posso me posicionar efetivamente, de forma a produzir consequências?, perguntará o leitor.
A senha para essa reação da sociedade ao deboche que Cunha nos dedica foi recentemente explicada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Há cerca de uma semana, quando do acolhimento por Cunha do processo de impeachment da presidente Dilma, o ministro, em entrevista ao UOL, explicou que a defesa do mandato dela se basearia em “3 vertentes”:
1) a tese do “desvio de poder” por parte de Eduardo Cunha;
2) o questionamento do rito processual adotado dentro da Câmara, inclusive no que diz respeito ao direito de defesa;
3) o mérito da ação de impeachment em si (a tese das pedaladas fiscais em 2015).
Dessas três teorias, apenas uma delas diz respeito diretamente à postura dos cidadãos; as outras duas cabem ao partido da presidente e à própria. Refiro-me à tese de “desvio de poder”.
Segundo o ministro da Justiça, “O crime de desvio de poder está na lei que permite ação popular. [lei 4717], Qualquer cidadão pode processar o presidente da Câmara na primeira instância, pois, nesse caso, não há a prerrogativa de foro”.
“Desvio de poder” é um conceito jurídico segundo o qual um governante não pode agir de maneira a desviar suas ações para finalidades que não estão estipuladas em lei. Ao ter reagido ao rompimento consigo anunciado por deputados do PT que anunciaram voto contra si no Conselho de Ética, o presidente da Câmara acolheu o pedido de impeachment não apenas por vingança, mas para desviar as atenções das acusações de que é alvo.
Trocando em miúdos: Cunha usou o cargo para dele se beneficiar.
A cada dia, o infame presidente da Câmara usa e abusa do cargo em benefício próprio. Não atua para aprovação de projetos ou leis, como deveria agir um parlamentar e, sobretudo, o presidente dos parlamentares; atua para se proteger e para se vingar.
A Presidência da Câmara foi transformada em instrumento para as vendettas e os interesses pessoais de um único homem. Ao arrepio da vontade e dos interesses da coletivididade.
Com as manobras desta quarta-feira, Cunha fez com que a Câmara dos Deputados se abstivesse de cumprir seu dever de tirar da Presidência daquela Casa um político contra quem pesam acusações gravíssimas.
Em seguida, o PSol e a Rede Sustentabilidade protocolaram uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo o afastamento de Cunha da Presidência da Câmara. Contudo, não é suficiente.
Como cidadão, sinto-me em falta com meu país. Conforme explicado pelo ministro da Justiça, eu, Eduardo, e você, leitor, temos a prerrogativa de representar contra Cunha. Diante do mal que ele está promovendo para o país, essa prerrogativa se transforma em obrigação.
Não importa quantas representações serão feitas à Procuradoria pedindo que esta peça à Justiça que tire Cunha daquela cadeira para que pare de usar seu cargo em benefício próprio. Cada uma dessas representações será um ato cívico como o de votar.
Quero ter em minha biografia que não fiquei indiferente ou omisso diante de um indivíduo que, além de roubar este país, ainda debocha dele e usa suas instituições como se fossem sua propriedade e de seus amigos (comparsas) sem ética.
Não sei quantos companheiros e companheiras estarão dispostos a assinar embaixo dessa representação, mas posso garantir a todos que cada cidadão que colocar seu nome embaixo de tal iniciativa estará prestando um serviço inestimável a centenas de milhões de brasileiros.
A “sua” ou a “nossa” representação pode não ser acolhida? Pode, claro. Pode ser alguma outra ou pode não ser nenhuma. A Procuradoria Geral da República ou o Supremo Tribunal Federal podem agir como a Câmara dos
Deputados e faltarem com seus deveres. Isso mudará o fato de que você, ao menos, cumpriu sua obrigação? Claro que não.
Se as instituições falharem, que falhem. Você, como cidadão, levará em sua biografia a honra de não ter se omitido, de não ter deixado de cumprir sua obrigação cidadã tendo condições e meios para fazê-lo.
Quais são os meios? Não é preciso dinheiro nem poder para representar à Procuradoria contra Cunha. Só é preciso vontade.
Nesse aspecto, mais uma vez este blogueiro se propõe a compor a peça jurídica e a postá-la nesta página para que quem quiser possa deixar seu apoio via comentário. Como sempre fiz aqui, para facilitar a representação será assinada só por mim.
Arcarei com a responsabilidade legal pela iniciativa, mas juntarei os nomes de quem a apoiar.
Desse modo, exorto cada pessoa que vier a ler estas palavras a se juntar a mim e a deixar seu nome em cobrança que será feita às autoridades para que tomem uma providência contra esse gangster debochado que está fazendo 200 milhões de brasileiros de palhaços.
Não se omita. Não deixe passar a oportunidade de mostrar aos Poderes Constituídos como age um cidadão de verdade. Se a Câmara dos Deputados não cumpre o seu dever, mostraremos àquela casa como agem homens e mulheres dignos da Cidadania Brasileira. Se o Legislativo é irresponsável, nós não somos.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/12/representar-ao-mpf-contra-cunha-e-obrigacao-cidada-como-votar-quem-topa/

Relator que contrariou Cunha diz que foi ameaçado e teve medo de morrer

10.12.2015
Do blog TIJOLAÇO, 09.12.15
Por FERNANDO BRITO

ameaca
Do Valor, agora há pouco, sobre o país do faroeste legislativo:
“Eu cheguei a pensar que eu poderia morrer, sim”.
Assim o deputado Fausto Pinato (PRB­SP), em seu primeiro mandato, resume as pressões que passou a sofrer desde que foi escolhido como relator do processo de cassação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), no Conselho de Ética da Casa.
Nesta quarta­feira, quando o parecer de Pinato pela abertura do processo iria ser votado no conselho, Cunha fez uma manobra junto à mesa diretora para destituir o deputado do cargo. Pinato afirmou que sofreu ameaças de morte e registrou um boletim de ocorrência confidencial junto à Secretaria de Segurança de São Paulo.
Diz que também fez uma representação ao Ministério da Justiça. Segundo ele, sua família estava usando um carro blindado e um policial militar passou a dormir em sua casa para fazer sua proteção.
“Fui abordado em aeroporto, o meu motorista foi abordado, recebi alguns recados em aeroporto de pessoas desconhecidas. Sofri todo tipo de pressão que você pode imaginar”, disse em entrevista à imprensa. E detalhou: “Falaram para pensar na minha família, que eu tinha filho pequeno, filha pequena, irmão pequeno”. Segundo ele, foi por causa das ameaças que o deputado resolveu apresentar antes do prazo seu parecer a favor da admissibilidade do processo contra Cunha. “Eu protocolei, sim, antes, porque eu fiquei com medo de morrer”, afirmou.
Ele declarou, contudo, que não tem como dizer de onde partiram as ameaças. Pinato disse ainda que os aliados de Cunha na Câmara, sem citar nomes, também lhe pressionaram, sugerindo “aconselhamentos” em favor do arquivamento. “Recebo recados dia e noite de que estaria brigando com um exército de 200 e tantos deputados”, contou.
A conclusão de Pinatto: “o único relator que consegue sobreviver hoje no Conselho de Ética é um relator que arquive o processo”
Viva a “normalidade institucional”, não é , Dr. Temer? Não é, Dr. Janot?
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/relator-que-contrariou-cunha-foi-ameacado-de-morte/

Dilma exonera vice-presidente da Caixa indicado por Cunha

10.12.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Ele era responsável pelas loterias federais e por fundos como o FGTS
dilma cunha.jpg
De Rose Andrade no face do C Af
Na Fel-lha:

Dilma exonera vice-presidente da Caixa indicado por Cunha

Em retaliação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a presidente Dilma Rousseff exonerou nesta quinta-feira (10) o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto.

O aliado de Cunha era responsável pelas loterias federais e por fundos como o FGTS.

A exoneração ocorre 15 dias após a deflagração do processo de impeachment por Cunha. Há apenas dois dias, Cleto havia sido reconduzido para representar a Caixa no comitê que avalia os investimentos do FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
(...)
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/dilma-exonera-vice-presidente-da-caixa-indicado-por-cunha

Cunha já perdeu

10.12.2015
Do portal BRASIL247
Por LULA MARQUES

Brasília- DF 2015 Foto Lula Marques/Agência 
LULA MARQUES: <p>Brasília- DF 2015 Foto Lula Marques/Agência PT Primeiro secretario da Câmara Beto Mansur lendo o pedido de impeachament ao lado de Eduardo Cunha.</p>PT Primeiro secretario da Câmara Beto Mansur lendo o pedido de impeachament ao lado de Eduardo Cunha.

Todas as votações do Conselho de Ética, formado por 21 deputados, têm empatado em dez a dez, situação em que o presidente é convidado a desempatar.

E todos os desempates de José Carlos Araújo têm sido em desfavor de Eduardo Cunha.

Eis porque um dos suplentes, Manoel Júnior, já entrou com requerimento de destituição dele da presidência.

Não preciso dizer qual é o lado de Júnior.

Como a decisão cabe à mesa diretora, a mesma que destituiu o relator por ter apresentado um relatório contra Cunha, é muito provável que Araújo seja o próximo a cair e alguém mais simpático a Cunha assuma a direção dos trabalhos.

No entanto, nem assim Cunha vai conseguir mudar o placar, pois, sentado ou não na cadeira de presidente, Araújo estará no conselho (ninguém pode ser afastado antes de se encerrar o mandato) e seu voto contra Cunha está mais do que definido.

Como sabe que dificilmente mudará esse placar, Cunha vai tentar adiar ao máximo qualquer decisão, usando de todos os artifícios que o regimento admite, e cujo sucesso será maior se o presidente for seu aliado, embora fora de seu bloco partidário.

Cunha já perdeu no conselho. Falta saber quando será anunciada a sua derrota.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/alex_solnik/208937/Cunha-j%C3%A1-perdeu.htm