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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Beluzzo: a elite brasileira não reconhece nosso povo

02.12.2015
Do blog TIJOLAÇO, 21.09.15
Por FERNANDO BRITO

apartbeluzzo
Tempos atrás,  Saul Leblon, na Carta maior, relembrava que Sergio Buarque de Holanda antevia, em 1936, “as raízes de um Brasil insulado em elites indiferentes ao destino coletivo”, onde o engenho “era um Estado paralelo ao mundo colonial”.
Ninguém desfruta 388 anos de escravidão impunemente, escreveu.”Os alicerces do engenho ficaram marmorizados no DNA cultural das nossas elites: nenhum compromisso com o mundo exterior, exceto a pilhagem e a predação; usos e abusos para consumo e enriquecimento”.
O artigo de Luiz Gonzaga Beluzzo, na Carta Capital, faz uma reflexão amarga sobre a ressurgência deste sentimento, quase umapartheid atávico, que nos retira ainda a condição de nação, porque é uma partição interna própria das colônias esta falta de identidade.
Os “dois Brasis”, a “Belíndia”, o “Primo Rico e o Primo Pobre”, o “horror a pobre” podem ser balelas na economia, mas são realidade nas superestruturas ideológicas da sociedade brasileira. E isso contamina, com me ensina o mestre Nílson Lage, até mesmo parte de sua pseudo-esquerda, mesmo diante dos perigos de ruptura da trajetória democrática e inclusiva recente, acha que se deve cuidar das  pequenas vitória das “minorias”, enquanto a maioria se arrebenta.

Um certo Brasil

Luiz Gonzaga Beluzzo, na Carta Capital
U
m grande e velho amigo tem o hábito de estender a mão, cumprimentar e conversar com os funcionários ao chegar à sua empresa. Pergunta pela família, quer saber dos filhos, os pequenos, os adolescentes e os crescidos. Brinca com os torcedores adversários nas derrotas de seus times e até mesmo ironiza os fanáticos da sua banda futebolística.



 
“Essa maneira” revela muito mais do que um abraço. O abraço e seu reconhecimento, mais o reconhecimento do que o abraço, revelam as entranhas de um certo Brasil. Os habitantes desse país dentro do País não veem as pessoas.  As pessoas, gente, humanos, eles e elas, aqueles que começaram a aparecer nos aeroportos, nos supermercados, nos shopping centers, percebem que os de cima sentem que “eles não são o que nós somos”. Não conseguem reconhecer o outro. Convivem no mesmo território, mas não frequentam a mesma sociedade. Querem dizer: eles não são nossos semelhantes. São nossos servidores. 


A rejeição também foi mais ampla porque essas formas de consciência social contaminaram vastas camadas das classes médias: desde os “novos” proprietários, passando pelos quadros técnicos intermediários até chegar aos executivos assalariados e à nova intelectualidade formada em universidades estrangeiras ou mesmo em escolas locais que se esmeram em reproduzir os valores do individualismo agressivo. Isso para não falar do papel avassalador da mídia
Numa dessas, estendeu a mão para cumprimentar o jardineiro recém-chegado. Ele cuidava das orquídeas e bromélias espalhadas à frente do edifício da diretoria. Diante da mão estendida, o jardineiro mostrou as mãos sujas de terra e sacudiu os braços em um gesto de frustração. Meu amigo não desistiu: abraçou o artesão da natureza. O trabalhador ficou surpreso e no almoço com os companheiros não se cansava de dizer: nunca havia sido tratado “dessa maneira”. 
Na onda de louvação das virtudes do mundo globalizado, a rejeição ao “nacional” atingiu camadas profundas das almas excelentes. A nova rejeição é mais profunda porque, de forma devastadora, erodiu os sentimentos de pertinência à mesma comunidade de destino, suscitando processos subjetivos de diferenciação e desidentificação em relação aos “outros”, ou seja, à massa de pobres e miseráveis que “infesta” o País. E essa desidentificação vem assumindo cada vez mais as feições de um individualismo agressivo e antirrepublicano. 
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/beluzzo-a-elite-brasileira-nao-reconhece-nosso-povo/

Presidenta da CUT-MG é convocada para depor na Assembleia Legislativa por causa de artigo que publicou no Viomundo

02.12.2015
Do blog VI O MUNDO
Mariana e Bia Cerqueira-001
Presidenta da CUT é convocada pela ALMG por criticar atuação de políticos no caso de Mariana
A presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, foi convocada para prestar esclarecimentos sobre “referentes às acusações feitas” à comissão extraordinária das Barragens, criada pela Assembleia Legislativa de Minas para acompanhar o caso do rompimento da barragem de rejeitos Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana.
A proposta inicial era a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os crimes da mineração, mas, por falta de assinaturas e devido ao período de recesso parlamentar, foi criada a comissão, que tem realizado audiências públicas e se propõe a recolher elementos sobre o assunto.
Beatriz criticou o “convite” da Assembleia. “Aqui em Minas Gerais continua a máxima do PSDB e amigos de que ‘quem fala a verdade merece castigo’! Ou uma tentativa de intimidação! Pelo menos é o que pensam os deputados estaduais da Comissão especial que “investiga” o crime da Samarco/Vale/BHP que aprovaram hoje um “convite” para que eu preste esclarecimentos sobre o artigo que escrevi! A idéia original era que eu fosse “convocada”. Estou aguardando ansiosamente o dia! Tenho muito mais a dizer! Ou a escrever!”, disse.
Em artigo assinado no Portal ViomundoBeatriz criticou a demagogia dos políticos, em audiência pública realizada em Mariana, no dia 17 de novembro. “Após 12 dias do rompimento das duas barragens de rejeitos da Samarco/Vale/BHP, em Mariana, a Assembleia  Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou a primeira audiência pública, em Belo Horizonte, para debater o assunto. Em tese, seria o momento para que deputados estaduais ouvissem os atingidos pela tragédia e órgãos do governo e de fiscalização colhessem informações para os trabalhos da Comissão Especial recém-criada. Mas a audiência se transformou na mais demagógica atividade protagonizada por nossos políticos.  Era uma audiência conjunta com a Câmara dos Deputados.  Mas estes, após tirar fotos, dar entrevistas à imprensa e falar primeiro, foram embora”, disse, na abertura do texto.
O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, também citado no requerimento da ALMG, ainda não foi notificado. Seu presidente, Kerison Lopes, diz que não entendeu o motivo da convocação, mas afirma que comparece à reunião “com prazer”. “Será uma  oportunidade de denunciar o absurdo que continua sendo cometido no caso da Samarco/Vale. O silêncio, o impedimento das apurações, o abandono às famílias que foram prejudicadas direta e indiretamente pelo crime ambiental”, afirma Kerison.
Ele considera um absurdo a convocação de Beatriz, que estava exercendo seu direito de liberdade de expressão.
Sind-UTE processado por criticar governo tucano
Em outubro do ano passado, sete diretores do Sind-UTE/MG, entre eles Beatriz Cerqueira, foram processados por veicularem uma campanha denunciado a situação da educação no estado. A coligação “Todos por Minas”, encabeçada pelo PSDB, entrou com 17 ações contra o sindicato, alegando “propaganda eleitoral negativa”.
 Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/presidenta-da-cut-mg-e-convocada-para-depor-na-assembleia-legislativa-por-causa-de-artigo-que-publicou-no-viomundo.html

Gilmar, quem pagou o banner da Veja? "Agora a gente sabe" que é...

02.12.2015
Do blog CONVERSA AFIADA, 01.12.15
Por Paulo Henrique Amorim
banner revista veja
Da colona de Ilimar Franco, no Globo:

"Ministro (sic) do STF critica (sic) petistas"

Em entrevista, o Ministro (sic) Gilmar Mendes (líder da bancada tucana no STF - PHA) declarou:

- A presidente Dilma disse que 'faremos o diabo para ganhar'. E o ex-presidente Lula que 'eles não sabem do que somos capazes de fazer para ganhar as eleições'. Agora a gente sabe."

PT acusou Gilmar e Moro de parcialidade incompatível com a toga.

E os dois se calaram!

Moro responde, de certa forma, quando vai à solenidade em que é beatificado pela Veja.

E quando reage com um Não Vem ao Caso, diante da mais remota possibilidade de incriminar um tucano!

Jamais!


Gilmar, segundo o PT, é cínico, mentiroso, notório adversário do PT e conspurca a toga.

Ou seja, faz por merecer o patrono, o Príncipe da Privataria.

Não é à toa que o Fernando Brito, ao ler o Face do Fernando Morais,  se lembra dele, esse imparcial juiz do Tribunal Superior Eleitoral:


Fernando Morais publica algo hoje, em seu Facebook, que deveria interessar ao Ministro Gilmar Mendes, tão preocupado em provar que “dinheiro espúrio” foi usado na campanha eleitoral.

Lembram desse banner gigante, de plástico, com cinco metros de altura, que chegou a todo o Brasil simultaneamente com a edição da Veja, na antevéspera da eleição da Dilma, no ano passado? pois é: essa promoção milionária foi feita pela Abril, uma empresa que está da mão para a boca, vendendo o almoço para comprar o jantar.

Pois o Eufracto, um tatu-peba que circula pelo bairro, apareceu aqui no meu escritório e fez um vazamento seletivo: a fase atual da Operação Lava Jato, diz ele, já descobriu quem pagou a impressão, distribuição e logística de exibição do banner em todo o país, em tempo recorde.

Será que tem nota fiscal? Ou será que foi o “dindinho” Dedé?
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/gilmar-quem-pagou-o-banner-da-veja