segunda-feira, 23 de novembro de 2015

BLOG DA HELENA: QUEM 'PARIU' CUNHA NA CÂMARA QUE O EMBALE

24.11.2015
Do portal BRASIL247, 23.11.15

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/206417/Blog-da-Helena-Quem-'pariu'-Cunha-na-Câmara-que-o-embale.htm

Prêmio para a obscenidade

23.11.2015
Do portal BRASIL247, 20.11.15
Por WASHINGTON LUIZ DE ARAÚJO, Jornalista

Rogério Alves/TV Senado: 
Rogério Alves/TV Senado:

Quem já ouviu falar em premiar a mediocridade  agora pode constatar a premiação à má fé e  ao descaso público. Tudo em nome da ganância. Recentemente, Geraldo Alckmin recebeu um prêmio da Câmara dos Deputados pela gestão hídrica em São Paulo. Todos sabem que o governador tucano privilegiou o abastecimento financeiro dos acionistas da Sabesp e deixou o Estado em completa seca. Outra premiada é a Samarco, empresa da Vale do Rio Doce, responsável pela maior tragédia ambiental brasileira, o rompimento da barragem na cidade mineira de Mariana.

Desde 2004, os tucanos já vinham sendo alertados de que se não houvesse investimentos em novos reformatórios a seca seria digna dos estios nordestinos. Alckmin preferiu culpar São Pedro, e alguns dos nobres deputados acreditaram. Deu no que deu: virou piada.

Pena que uma piada à custa da população, principalmente daqueles que moram na periferia, pois o racionamento em São Paulo também é seletivo, para ficarmos com uma palavra da moda, sendo aplicado ,sobretudo, nas áreas mais pobres.

Lembremos que a Samarco, empresa responsável pela maior tragédia ambiental brasileira, o rompimento da barragem no subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG), foi premiada por cinco vezes, sendo consecutivamente nos últimos três anos, pela Revista Exame. A premiação mais recente ocorreu no início de julho de 2015.

Os "reconhecimentos" poderiam se justificar pela  competência em fazer dinheiro, caso tudo não fosse Rio Doce abaixo, com 62 milhões de metros cúbicos de lama tóxica. (veja aqui o tamanho da desgraça num link do Jornal GGN).

A Vale, dona da Samarco juntamente com a mineradora anglo-australiana BHP Billiton, distribuiu, somente no ano passado, R$ 10 bilhões para os seus acionistas. Aliás, quem pesquisar no Google verá uma lista enorme de reportagens destacando esses dividendos. Dinheiro para acionista é a pauta principal quando se fala em Vale. Dá impressão de que querem jogar na nossa cara o tempo todo: "Tá vendo como a privatização deu certo?"  Deu certo, sim, mas para os acionistas, e deu errado, e põe errado nisso, para os trabalhadores e moradores de Mariana e de todas as cidades ribeirinhas do Rio Doce até chegar ao mar.

Nas reportagens sobre a premiação da Samarco pela Revista Exame só se fala em conquistas  financeiras.    Em nenhum momento o aspecto da  segurança da barragem foi considerado um "quesito".

A premiação em nada compensará o número de mortos e o prejuízo ambiental. Estão, realmente, pouco preocupados, os responsáveis por esses prêmios. A Revista Exame, pelo jeito, jamais pisou no barro de Mariana para verificar se a obra da barragem de Bento Rodrigues estava tão segura ao ponto de sua empresa ganhar "medalha".  Tampouco os deputados federais que outorgaram a Alckmin o prêmio por gestão hídrica colocaram seus sapatos engraxados com esmero na lama do reservatório da Cantareira. Se fossem, também, dariam o prêmio da mesma forma. A lama que eles propiciam é de outro tipo.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/washingtonluizdearaujo/206050/Pr%C3%AAmio-para-a-obscenidade.htm

Cunha e os anjos decaídos do DEM e do PSDB

23.11.2015
Do portal BRASIL247, 15.10.15
Por VONEY MALTA

Após a decisão do STF sobre o rito de abertura de processo de impeachment definido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), somada às informações de contas secretas dele e dos seus familiares, os aliados das tramas do DEM e do PSDB não se entendem.

Aliás, Cunha e o seu exército de anjos decaídos do PSDB e do DEM estão desnorteados e divididos sobre os rumos a serem seguidos. Os dois partidos não se entendem quando o assunto é proteger, ou não, Cunha da cassação.

E tudo começou quando as duas siglas, entre outros partidos, decidiram, no sábado (17) , publicar uma nota defendendo, de forma muito suave, o afastamento dele da presidência. Essa iniciativa jogou o desesperado aliado dos decaídos no colo do governo.

O que Eduardo Cunha busca, agora, em conversas com caciques do PMDB e com representantes do governo, é proteção na Comissão de Ética para não ter o seu mandato cassado. Negocia-se que ele deixe o comando da Casa, mas preserve o mandato de deputado federal.

O DEM e o PSDB, especialmente estes dois e os líderes do golpismo e suas lideranças, caso do senador Aécio Neves, desembarcam arranhados dessa história que ajudou o País a sofrer ainda mais com a crise econômica política.

Mas o PT, caso faça o acordo com Eduardo Cunha, será importante para o momento político atual, cujo objetivo é reconstruir o entendimento com a base aliada, de acordo com o pragmatismo necessário para o momento. No entanto, irá sofrer mais um rasgão na sua imagem política já desgastada com o Mensalão, Petrolão, enfim.

Ou seja, também poderá integrar, se já não está, o time dos anjos decaídos da política nacional.

Enquanto isso, Marina, Serra e Alckmim seguem afastados da contaminação provocada pela política brasileira atual, não têm sofrido desgaste porque não se expõem na trama golpista, além de atuarem com propostas de equilíbrio.

Já com Aécio, este tem assinado o seu fim enquanto candidato na eleição presidencial. Ele é o principal líder opositor, estrategista de todo este momento. Desse carimbo ele não tem como se livrar.

Alguns tucanos defendiam que o partido deveria ter atuado como oposicionista, mas alertando e propondo e aprovando projetos e propostas que ajudassem a debelar a crise política que alimenta a econômica. Isso não ocorreu.

E Aécio fica assim carimbado. Ele, os atuais e futuros decaídos de Cunha.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/voneymalta/201043/Cunha-e-os-anjos-deca%C3%ADdos-do-DEM-e-do-PSDB.htm

Fernando Henrique, o cínico, pede renúncia de Cunha

23.11.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por FERNANDO BRITO
cinico
Fernando Henrique sobre a permanência de Eduardo Cunha na Presidência da Câmara, há menos de duas semanas, dia 10 de novembro:
“O afastamento se dá depois que é culpado, antes não. Apenas abre a investigação.
O mesmo FHC, hoje:
“Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil renunciaria ao cargo”, mas, “não tendo, vai ter que ser renunciado”.
13 dias. Nenhuma prova adicional, a não ser as toneladas que já então pesavam sobre o sujeito que, com os votos em massa do PSDB e do Dem passou o ano inteiro a criar crises para o Governo.
Não é preciso mais do que piscar os olhos e ver a razão de Cunha ter virado “ponto de honra” para príncipe da tucanagem.
Não tem mais serventia para o impeachment.
Ou para o golpe, que não lhe sai da cabeça, ao ponto de dizer que é “Aécio quem vai resolver problemas do Brasil“, quando faltam ainda três anos para a eleição.
A moralidade tucana é assim, simples marquetagem. Agora, inviabilizado o impeachment, empurram os otários a, em nome da queda de Cunha (que não tem como acontecer dentro da legalidade – salvo por decisão improvável do STF – antes do recesso) paralisarem a Câmara dos Deputados e fazer caducarem as MP do ajuste fiscal e não serem votadas as decisões encaminhadas como projeto de lei.
É tão cínico que estão provocando o efeito inverso: todos estão percebendo que é uma jogada mais do que rasteira, indigna de um homem que já foi Presidente da República, já idoso o suficiente para não chafurdar neste tipo de lama oportunista.
Não se aplica a FHC frase “Greta Garbo, quem diria, acabou no Irajá” por absoluta injustiça com a Greta Garbo e com o Irajá, subúrbio de gente trabalhadeira aqui do Rio.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/fernando-henrique-o-cinico-pede-renuncia-de-cunha/

E se fosse a lama da Petrobras na praia de Ipanema?

23.11.2015
Do portal da REDE BRASIL ATUAL
PorAlceu Luís Castilho

Impacto da barragem destruída causa uma "Escola Base" às avessas. Imprensa brasileira perde ímpeto acusatório quando casos emblemáticos envolvem as elites econômicas 

Lama
Lama liberada com o rompimento de barragens em Mariana (MG) chegou ao mar do Espírito Santo

A maior catástrofe ambiental do século 21 no Brasil ganha novo ícone com a chegada da lama da Samarco (Vale, BHP) no Oceano Atlântico. Mas quem se importa com a avalanche gosmenta de resíduos na Praia de Regência, no Espírito Santo? Em um litoral que o biólogo André Ruschi define como “a Amazônia marinha do planeta“? Pouco após a barragem da mineradora se romper, no dia 5, houve quem perguntasse, diante da desatenção inicial da grande imprensa: “E se fosse com a Petrobras?” Cabe agora atualizar a pergunta: “E se essa lama estivesse chegando na Praia de Copacabana? Ou Ipanema, Leblon, Barra? Ganharia a capa de Veja?”
As revistas seguem alienadas. Tivemos três fins de semana após o crime socioambiental, ocorrido no dia 5 de novembro. Nem por isso o tema mereceu alguma manchete de Veja, Época ou IstoÉ. Claro que o tema está lá, mas de forma protocolar. Os jornais até acordaram um pouco, diante da viralização do tema na internet. E estão cumprindo (ainda que em fragmentos, com peças isoladas de um quebra-cabeças) parte de sua função. As nossas revistas panfletárias, porém, não estão interessadas em contar à nossa classe média distraída – mas contar com todas as letras – que estamos diante de um dos episódios mais emblemáticos deste nosso capitalismo sôfrego, particularmente inconsequente. E violento.
Sim, as mineradoras fazem estragos por todo o mundo. Inclusive a Vale e a BHP, as maiores ao lado da Rio Tinto. O que não nos impede de constatar que as nossas publicações tipicamente vestais (essas que fazem capas sobre corrupções específicas de grupos políticos específicos) estejam tratando o caso de Mariana de forma secundária, como se fosse um detalhe – um desastre renovável. A Globo multiplicou os minutos sobre as mortes na França e parece sem fôlego para manter a catástrofe brasileira no noticiário. Mas não é só isso. Há um problema de postura. Não veremos o William Waack espumando por causa dos povoados arrasados e das espécies extintas. Não veremos analistas econômicos conectarem as vidas destruídas de pescadores (ou camponeses) à doce vida dos sócios da Vale.
E, portanto, no que se refere ao ambiente, o jornalismo brasileiro ganha a sua Escola Base. Mas às avessas: por falta de acusação, por falta de ímpeto de não somente constatar a responsabilidade da Samarco (Vale, BHP), mas constatar com a capacidade exclamativa que demonstra em outras situações. E sem que haja esforço de costurar uma narrativa maior, de questionar um sistema predador, que libera nossos recursos naturais para o saque bilionário por um punhado de empresas, livres para acumular (com fartas isenções fiscais) e poluir. Sem que se nomeie com todas as letras o partido – o PMDB – que controla o setor da mineração no país, amplamente financiado pelas próprias mineradoras. Quantas vezes o leitor ouviu o nome do PMDB em meio a essa lama toda?
Demonizações seletivas
A Escola Base foi aquele caso em São Paulo em que donos de uma escola infantil foram acusados de abuso sexual. A imprensa foi histérica a respeito (imaginem se o acusado fosse o dono de uma rede gigantesca de escolas privadas) e teve de fazer, tempos depois, um mea culpa: eles eram inocentes. Um mea culpa que simplesmente não é feito em relação aos linchamentos diários, espalhados por todo o país, de acusados – pobres, negros – de outros tipos de crime. A imprensa brasileira ainda é protagonista de espetáculos medievais de demonização de indivíduos, satanizações de acusados que servem também para justificar o tratamento excludente a grupos sociais inteiros. “Eles que não invadam nossa praia”.
E, no entanto, essa imprensa não se move (ou se move em círculos, sem ser incisiva) quando os suspeitos ou criminosos têm colarinho branco, CNPJ e gigantescas equipes de marketing. Briga com o porteiro, nunca com o patrão. Nossa elite não será algemada nem tratada como escória. Nem que seja ela a responsável por poluição ambiental e roubo de terras, destruição de biomas e especulação financeira assassina, nem que patrocine a crise, seja ela mesma a crise, nem que ela seja notoriamente atrasada (ou mais despudorada) em relação às demais elites do capitalismo mundial – porque ainda mais cínica e impune. Os cárceres estarão cada vez mais entupidos dos pequenos traficantes de drogas. Teremos 1 milhão de presos, 1 milhão de inimigos convenientes.
Estamos no país onde a ministra da Agricultura vai à Ásia e se deslumbra com mármores e tapetes, em uma missão oficial para promover o agronegócio brasileiro, esse agronegócio primo da mineração predadora, ambos a esmagar as florestas restantes, os povos indígenas e as populações tradicionais. E lá estava ela na Índia, toda alegre e intensa, vendendo as supostas maravilhas de uma nova fronteira agrícola, a do Matopiba (Maranhão-Tocantins-Piauí-Bahia), onde a família Marinho tem terras e onde o Cerrado ganha sua destruição diária, com o aval de governo e oposição, sem holofotes, sem proteção legal, sem lama, sem espetáculo – sem uma narrativa, uma cobertura diária que ao menos coloque em dúvida esse modelo, essa lógica.
Uma das coisas mais curiosas da imprensa brasileira a serviço da plutocracia é que ela não se dá conta de nossos rombos socioambientais nem quando o PT também deixa ali sua assinatura, nem quando o governo federal que fustigam tenha papel importante nessa destruição. A não ser que pretendam desprestigiar uma estatal. Porque o que querem é apenas colocar outro grupo político no poder, uma espécie de política de substituição de destruições, de preferência sem algum verniz compensatório, alguma inclusão em meio à implosão. É por isso que as próximas capas da Veja vestirão como presidiários apenas aqueles que a revista julgar convenientes; nunca os plutocratas com pedigree. Latifundiários da comunicação a minimizar a dor de multidões e a sacralizar o ódio das minorias. Em nome de seus pais, de seus filhos e apesar da lama no mar do Espírito Santo.
Alceu Luís Castilho é jornalista e autor do livro “Partido da Terra – como os políticos conquistam o território brasileiro”
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2015/11/e-se-fosse-a-lama-da-petrobras-na-praia-de-ipanema-4657.html

Dr Moro, o Youssef sabia mesmo de tudo?

23.11.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Lewandowski não vai ao Congresso do Barão de Itararé!
capa da veja
O Paulo Nogueira ponderou, com razão, que o Não Vem ao Caso - onde já se viu o cara da Odebrecht querer denunciar o Farol de Alexandria? - não poderia ir à festa  da indústria de revistas (em estado terminal) e ser saudado pelo dono da Abril.

Gianca, aquele que o pai chamava de "bonzinho".

Dono da Editora que, segundo o Nassif, está sob a suspeita de produzir uma falência esquisita, ao transferir ativos sãos para empresa de que é sócio e deixar os ativos contaminados no colo da Abril, já putrefata, faz tempo.

(Quem vai posar para a última Playboy? Alguma delegada aecista da Vara de Guantánamo?)

Será verdade o que diz o Nassif ?

O Dr Moro sabia disso?

Ou não lê o Nassif?

E agora, como fica essa capa da Veja - o Lula e a Dilma sabiam de tudo, hein, Dr Moro?

Essa capa é uma patranha histórica.

Nas 8.908 delações do tri-delator Youssef, que se conhece do Banestado, em alguma dessas delações ele confirmou a "informação"?

Essa "informação" foi excretada numa edição antecipada da Veja, para dar tempo de o jornal nacional transformar detrito sólido de maré baixa em Chanel #5.

E eleger o Aecím, como pretendiam os delegados aecistas.

Com isso, nessa latrina em que a Veja e o jornal nacional se banhavam, foram deslocados oito pontos percentuais de votos da Dilma para o Aecím, segundo entrevista do prefeito Haddad!

Só na Grande São Paulo.

Oito pontos!!!

Imaginem o estrago que fez no resto do Brasil.

(Menos em Minas, onde o Aecím perdeu no primeiro e no segundo turno.)

Ou seja, a Veja e o jornal nacional cometeram um crime eleitoral.

(Deixa pra lá, amigo navegante, que a Presidenta Dilma não tenha até hoje processado a Veja, como prometeu no ultimo dia de campanha. Também, quem manda ter o  na Justiça. Não é isso? Sofre porque quer.)

O Nao Vem ao Caso recebeu um premio da Globo e, agora, outra honraria da Veja.

Onde é que nós estamos, amigo navegante?

Até onde vai a audácia?

Até onde vai sentimento da impunidade?

E o silencio cúmplice do Supremo Tribunal Federal!

Já imaginaram se o Lewandowski fosse ao Congresso do Barão de Itararé que vai se realizar em Belo Horizonte?

Vendido!

Parcial!

Lulo-petista!

Qual será a próxima capa do detrito sólido de maré baixa, para comemorar o premio ao Dr Moro?

Foi o filho do Lula quem detonou a barragem de Vale!

POW!

Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/dr-moro-o-youssef-sabia-mesmo-de-tudo

Empresa favorece prima de Aécio

23.11.2015
Do blog MEGACIDADANIA

A mansão da prima é doaçãoDocumentos divulgados no twitter comprovam que Tânia Campos, a prima de Aécio, mora em mansão doada por empresa.

A “Casa de Pedra”, em BH, foi onde teria sido entregue propina ao protegido de Aécio, o senador tucano Anastasia.


A mansão da prima é doação dcts

O trabalho colaborativo de internautas é muito importante para que se possa realizar uma ampla investigação nesta relação de favorecimento explícito.

FONTES:

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Fonte:http://www.megacidadania.com.br/empresa-favorece-prima-de-aecio/

A moda do mea-culpa e o Direito de Resposta

23.11.2015
Do portal  OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 20/11/15 
Por Alberto Dines, na edição 877

Ninguém viu, se viu não reparou, se reparou não se espantou e sequer se deu ao trabalho de vibrar. No alto da capa do domingo, 8 de Novembro, uma chamada curta e rara em nossa imprensa:
“O Globo errou. Lulinha não foi citado na delação premiada de Fernando Baiano.”
A informação errada foi publicada um mês antes, nas primeiras aparições da badaladissima coluna de Lauro Jardim (p. 2). O jornal assumiu o erro do jornalista. É obrigação.
Na sexta, seguinte, 13/11, foi a vez da “Folha” reforçar o novo paradigma reconhecendo na capa seu erro em texto sobre mortes causadas pela PM paulista (publicado dias antes, em 9/11). A errata do jornalão paulistano – explicitada e destacada em página interna quase inteira — foi mais enfática no interior do jornal do que a do jornalão carioca, mas o “Globão” foi mais apelativo ao chamar mais atenção para o próprio equívoco. O que é muito bom, sobretudo quando se torna regra geral e aplicada tanto a figuras de pés-de-chinelo como a filhos de ex-presidentes.
Não se pretende aqui comparar as diversas maneiras de pedir desculpas ao leitorado, muito menos de verificar o grau de acerto de dois tipos de denúncias, a brasileiríssima modalidade do jornalismo investigativo em pílulas & colunas e o propriamente dito, formatado como o resto do jornal.
O que se pretende aqui é apenas o registro da estranha multiplicação de um procedimento antes tão raro e a frequência com que de repente passou a ser usado. No caso do vistoso mea-culpa do “Globo” chama também a atenção o silêncio das publicações que costumam acompanhar cegamente as informações veiculadas pelos grandes veículos. Quantas colunas especializadas em pílulas denuncistas espalhadas pelo país reproduziram sem qualquer verificação a informação da recém-inaugurada coluna do “Globo” e quantas tiveram a decência de admitir o erro?
A incipiente moda destes vistosos mea-culpa tem certamente origem na sanção presidencial (em 11//11) do PL/141 oriundo do Senado que oficializa o Direito de Resposta. Percorridos todos os trâmites legislativos agora só poderá ser questionado no STF.
As entidades corporativas da indústria da comunicação já começaram a esbravejar e espernear, em alguns casos com razão porque o Direito de Resposta previsto em artigo da Constituição Federal só poderia ser corrigido através de uma Emenda Constitucional.
A legalidade da tramitação do PL 141 também poderia ser questionada porque na sua recente passagem pela Câmara Federal teve ostensivos empurrões do presidente da casa, Eduardo Cunha, companheiro de partido do autor do PL, senador Roberto Requião (PMDB-PR), tão admirador da nossa imprensa quanto aquele.
O encadeamento de mal-entendidos a respeito do Direito de Resposta começaram em Abril de 2009 quando o STF acolheu o pedido para a revogação da funesta Lei de Imprensa, considerada a última porção do lixo autoritário herdada da ditadura militar. Encaminhada a questão ao colegiado alguns magistrados insurgiram-se contra sua anulação total lembrando os riscos de um vácuo legal. O Ministro Marco Aurélio de Mello, chegou a declarar que a supressão imediata e integral da Lei de Imprensa produziria “uma Babel”. Este observador foi um dos que, na ocasião, advertiu para os perigos da pressa, sobretudo quando seus apóstolos pareciam concentrados ao lado das corporações de empresas de mídia. Venceu a impaciência aliada à obsessão pseudo-liberal, anti-reguladora. Venceu o “simbolismo” de fingir que a ditadura foi definitivamente varrida.
Seis anos depois, eis a Babel formalmente instalada no auge de uma das mais graves crises institucionais desde o fim da República Velha, onde partidos e parlamentares – inclusive o deputado Eduardo Cunha, um dos padrinhos do P/L 141 –, acossados por denúncias formais de corrupção e quebra de decoro, só pensam em impor limites ao incomodo trabalho da imprensa.
Porém, ao qualificar o novo Direito de Resposta como “mordaça” jornais e jornalistas, só aumentarão o caos – ou a Babel – estimulando indignações deletérias e reacendendo debates neste momento impertinentes e secundários.
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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/a-moda-do-mea-culpa-e-o-direito-de-resposta/

A deslegitimação de governos populares é recorrente na história brasileira

22.11.2015
Do portal da Agência Carta Maior, 20.11.15
Por Maria Rita Loureiro

Não é a primeira vez que grupos conservadores no Brasil se mobilizam para impedir a existência de um partido de base popular.

Paulo Pinto
Assistimos, hoje, ao processo sistemático e concertado de criminalização dos dirigentes do PT e a desqualificação da competência do governo de Dilma em conduzir as políticas econômicas.  Procura-se, com isso, destruir o único partido político de base popular que assumiu o poder nesse país e que ousou realizar, mesmo de forma muito tímida, políticas de redução de suas seculares desigualdades sociais.
 
Por que a deslegitimação política do PT representa um traço estrutural na ordem social brasileira? Porque não é a primeira vez, e muito provavelmente não será a ultima, que grupos conservadores no Brasil se mobilizam para impedir a existência de um partido de base popular - não tutelado e com vínculos orgânicos com a classe trabalhadora. Como Faoro já mostrou, “o processo histórico brasileiro é recorrente e repetitivo, é uma sucessão de retornos de formas e de tempos que não passam de recondicionamentos de outros tempos”.
 
Vale relembrar alguns exemplos: o primeiro foi o que levou à ilegalidade do Partido Comunista em 1948, em plena ordem democrática, com base em argumentação jurídica bastante controversa, mas aceita então pelo STF. Portanto, legitimada juridicamente. O mais significativo é que isso ocorreu no Brasil enquanto outros países da América Latina, mesmo no contexto da Guerra Fria, mantinham seus partidos comunistas legalizados. 
 
O segundo exemplo se refere à própria ascensão eleitoral de Vargas, em 1950. Mesmo seu trabalhismo autoritário era intolerável para as classes dominantes. Vale citar uma declaração de Carlos Lacerda, em seu jornal a Tribuna da Imprensa, lançando uma provocação histórica às Forças Armadas, quando Getulio estava prestes a se tornar candidato à presidência da república na sucessão de Dutra.   
 
“O Sr. Getulio Vargas, senador, não deve ser candidato. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar” (Biografia de Getulio, de Lira Neto, vol. 3 p.188). 
 
Como Vargas, nos anos 50, o governo do PT hoje, sessenta anos depois, também não pode governar. Essa memória nos ajuda a compreender em grande parte a crise política atual.
 
Há ainda outro ponto comum nesses dois momentos repetitivos da história brasileira: a elevação do salário mínimo, crucial no processo de redução das desigualdades sociais: da mesma forma que agora, os governos Lula e Dilma, elevaram sistematicamente o salário mínimo em termos reais (ajudando inclusive  a alimentar o ódio contra o governo por parte da classe média, que quer ser “diferenciada” dos pobres), é importante relembrar que a campanha de Lacerda “contra o  chamado mar de lama que atinge o Palácio do Catete” cresceu exatamente depois da elevação histórica de 100% do salário mínimo pelo governo Vargas em 1º maio de 1954.
 
O que resultará desse processo de destruição do PT? A despolitização da sociedade, a desqualificação da vida política, o retrocesso da ordem democrática e das conquistas sociais trazidas pela Constituição de 1988 que começaram, ainda que timidamente, a serem efetivadas pelas políticas sociais mais recentes. Pensem na frase que aparece nos discursos de certos economistas: “A Constituição de 1988 não cabe no PIB brasileiro”. 
 
Mais ainda, o que está em jogo nesse momento é a capitulação mais completa do governo frente ao chamado “poder de fogo do mercado”. É o retrocesso da política externa brasileira, orientada por iniciativas como o banco dos BRICS e pela maior autonomia frente às potências hegemônicas e às suas corporações internacionais. E a possível reversão do sistema de partilha na exploração do pré-sal pela Petrobrás. É também o retrocesso na cooperação política e econômica entre países e forças democráticas de esquerda na América Latina.   
 
Por fim, cabe alertar aos partidos de esquerda que imaginam recolher no futuro os espólios do PT: os exemplos históricos aqui trazidos permitem dizer que nada lhes garantem que eles também não serão objeto, se alcançarem o poder, do mesmo processo de aniquilamento que o PT hoje está sofrendo.
 
Socióloga e professora da área de Administração Pública e Governo da FGV/SP 
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-deslegitimacao-de-governos-populares-e-recorrente-na-historia-brasileira/4/35026

DOAÇÕES ELEITORAIS:Aécio está ‘mudo e calado’ porque recebeu R$ 35,7 mi de empresas da Lava Jato, diz PT

22.11.2015
Do BLOG DO ISMAEL MORAIS, 29.11.2014

aecio-mente

O candidato do PSDB à  Presidência, senador Aécio Neves (MG), arrecadou R$ 222,92 milhões em doações na última campanha eleitoral. Desse total, R$ 35,77 milhões, pouco mais de 16%, saíram de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, no âmbito das denúncias de corrupção e pagamento de propinas que envolvem a Petrobrás.

Os dados foram obtidos com base nas prestações de contas eleitorais das campanhas, divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em sua página na internet.

O levantamento feito pela Agência PT de Notícias mostra também que, somado o valor doado ao candidato à  Presidência com as doações ao diretório nacional do PSDB (R$ 174,29 milhões) e ao comitê nacional financeiro para presidente do partido, no valor de R$ 201,25 milhões, o caixa partidário reuniu R$ 598,47 milhões. Ou seja, mais de meio bilhão de reais.

No primeiro levantamento feito pela reportagem, há uma semana, com base nos dados parciais de início de setembro divulgados pelo TSE, Aécio Neves registrava apenas R$ 4 milhões em doações das construtoras Odebrecht e OAS.

Na prestação de contas final, outros quase R$ 31,8 milhões foram incorporados à  arrecadação do candidato tucano. O atual levantamento registra doações também das associadas Queiroz Galvão, UTC e Andrade Gutierrez.

Todas integram o clube vip! do esquema de corrupção !“ como os próprios denunciados se referiam, em grampos autorizados pela justiça, ao grupo de empreiteiras que detém o controle das obras da estatal por meio de formação de um cartel.

O esquema foi denunciado pelo ex-diretor Costa após fechar acordo de delação premiada com a Justiça Federal do Paraná.

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Fonte:http://www.esmaelmorais.com.br/2014/11/aecio-esta-mudo-e-calado-porque-recebeu-r-357-mi-de-empresas-da-lava-jato-diz-pt/

NOVO ESCÂNDALO AÉREO DE AÉCIO PODE ESQUENTAR CASO CLÁUDIO

22.11.2015
Do portal BRASIL247, 22.11.15

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/206248/Novo-esc%C3%A2ndalo-a%C3%A9reo-de-A%C3%A9cio-pode-esquentar-caso-Cl%C3%A1udio.htm