domingo, 22 de novembro de 2015

Estado Islâmico derrubou avião russo com bomba feita de lata de refrigerante

23.11.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 19.11.15

Estado Islâmico mostra foto de bomba improvisada que teria derrubado avião russo. Todas as 224 pessoas que estavam a bordo morreram no acidente

bomba estado islâmico lata refrigerante


Uma revista do Estado Islâmico divulgou uma foto nesta quarta-feira (18) do que afirma ser a bomba improvisada que derrubou um avião de uma companhia aérea russa sobre a península do Sinai, no Egito, no mês passado. Todas as 224 pessoas que estavam a bordo morreram no acidente.

A foto mostra uma lata de refrigerante Schweppes Gold e o que parece ser um detonador e um interruptor num fundo azul.

O grupo publicou ainda uma foto do que afirma serem passaportes que pertenciam a russos mortos “obtidos pelos combatentes da guerra santa”.

Não foi possível verificar imediatamente a autenticidade das fotos divulgadas online na revista Dabiq.

De acordo com o relato do grupo, a bomba foi plantada na aeronave no aeroporto de Sharm al-Sheikh. Segundo o Estado Islâmico, o plano inicial era derrubar um avião pertencente a um país participante da coalizão liderada pelos EUA. O grupo teria mudado de ideia quando Moscou iniciou sua própria campanha de ataques aéreos na Síria.

O grupo afirmou ainda que colocou a bomba no avião russo depois de descobrir uma brecha na segurança do aeroporto de Sharm al-Sheikh.

O Estado Islâmico anunciou também na revista ter matado um chinês e um norueguês mantidos reféns, mostrando fotos que pareciam ser de homens mortos com uma faixa dizendo “executados”.

Em sua edição anterior da Dabiq, o grupo havia dito que os dois reféns estavam “à venda”.

Reuters
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/11/estado-islamico-derrubou-aviao-russo-com-bomba-feita-de-lata-de-refrigerante.html

Clima de terror nos bastidores da Globo

23.11.2015
Do BLOG DO MIRO, 22.11.15 
Por Altamiro Borges


O império global parece que está ruindo. A cada dia, uma notícia pior do que a outra. As audiências definham, vitimando telenovelas, telejornais, os enfadonhos programas de entretenimento e até as transmissões monopolistas do futebol. Com a retração do Ibope, a tendência é de queda do bilionário faturamento em anúncios publicitários - mesmo com a continuidade do "mensalão" pago às agências, o sinistro Bônus de Volume (BV). Para piorar, a previsão de que a televisão digital finalmente irá ao ar até 2018 amedronta os donos da poderosa TV Globo, que temem o aumento da concorrência.


Isto não significa que os três filhos de Roberto Marinho estejam mais miseráveis. Pelo contrário. No ranking mundial da Forbes, os herdeiros do trono seguem como as maiores fortunas do Brasil. Já para os funcionários da emissora, alguns mais realistas do que o rei, o cenário é de tensão. Na quinta-feira passada (19), o site R7, pertencente à rival Record, informou que a TV Globo reduzirá os salários das suas "estrelas": "Donos dos maiores salários da Globo, o primeiro time de autores da emissora, papas da dramaturgia como Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Manoel Carlos e João Emanuel Carneiro, pode perder as suas regalias".

A apimentada reportagem aponta os motivos: "Enredos desgastados, erros e perdas de audiência da dramaturgia da Globo estão fazendo a direção da emissora rever os benefícios de alguns dramaturgos e, ao que tudo indica, o reinado inabalável dos 'autores estrelas' está chegando ao fim. Segundo fontes do canal, a intenção da Globo é investir cada vez mais em novos autores... Há os que defendam também uma equiparação de salários entre os dramaturgos da rede. Entre esse primeiro time de autores da Globo há quem receba mais de R$ 1 milhão por mês de salário. Entre outras estrelas do canal, somente Faustão e Galvão Bueno estão na casa desses salários milionários".

Ainda de acordo com matéria, "autores mais novos, que conseguem muitas vezes mais sucesso em audiência do que os já consagrados, recebem entre 10% e 20% desse valor, entre R$ 100 mil e R$ 200 mil mensais. A diferença é gritante. Isso sem contar que esse 'segundo time' costuma dar menos trabalho à emissora. Faz menos exigências, não briga por elenco e não sai distribuindo farpas em entrevistas e redes sociais. Outra regalia que está sendo cortada é o excesso de colaboradores. Alguns autores que recrutam até oito colaboradores que os ajudam a escrever uma novela. A ideia agora é que cada dramaturgo trabalhe com equipes mais reduzidas. Colaboradores estão sendo dispensados".

O clima de medo não atinge apenas as famosas telenovelas da TV Globo. No jornalismo, a situação é ainda pior. Cortes de salários e demissões também estão em curso. E eles não decorrem apenas das quedas de audiências dos telejornais. Diante da radicalização política no país, insuflada pela própria emissora, a famiglia Marinho parece que resolveu aumentar o controle e a censura na redação. Artigo de Daniel Castro, postado na semana passada no site Notícias da TV, revela a gravidade do quadro. Vale conferir a reportagem:

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Globo tem clima de terror com demissões após férias e plantões

Uma das empresas mais estáveis para se trabalhar, a Globo está passando por uma fase atípica. Um clima de terror se instalou nos bastidores do jornalismo da emissora nas últimas semanas, consequência de uma série de demissões após plantões e férias. Na última sexta-feira (13), a demissão de Sidney Rezende, um dos profissionais mais antigos da GloboNews, onde apresentava telejornais vespertinos, só ampliou a insegurança. Ele tinha contrato até fevereiro.

No jornalismo da Globo, a versão corrente é a de que Rezende foi dispensado do canal de notícias, após duas décadas e meia no grupo (ele foi fundador da rádio CBN, em 1991), por motivos políticos.

Rezende escreveu no Facebook e em seu site, na véspera da demissão, o texto "Chega de notícias ruins", em que aponta "cinismo no jornalismo" e uma "má vontade dos colegas que se especializaram em economia e política", que têm "obsessão em ver no governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência".

Embora em seu site Rezende também publique notas positivas sobre Os Dez Mandamentos e A Fazenda, carros-chefes da programação da Record, na Globo não há dúvidas que o "desabafo" político teria sido crucial para a demissão do jornalista. "Agora está todo mundo com medo de se manifestar politicamente", diz um experiente repórter da Globo. "A piada interna é de que isso é o terrorismo made in Globo".

A Globo nega que haja qualquer relação entre a demissão de Rezende e o texto crítico da mídia. A direção de jornalismo da emissora diz que só tomou conhecimento do texto após a publicação de seu teor pelo blog do jornalista Maurício Stycer, do UOL, no último final de semana.

A demissão de Rezende também aumentou a tensão na GloboNews. Foi o segundo apresentador afastado em um mês. No começo de outubro, como o Notícias da TV informou em primeira mão, o jornalista Eduardo Grillo, que emprestou sua voz para a primeira narração do canal de notícias, em 1996, foi demitido ao voltar de férias. Ele ancorava o Jornal das Dez, o JN da GloboNews.

Outros dois funcionários importantes foram demitidos após cumprirem plantão, causando comoção na equipe, porque a chefia teria esperado os profissionais terminarem o trabalho do fim de semana para então abrir mão deles. Foram os casos de Fabio Watson, havia quase 30 anos na casa, e de Happy Carvalho, a mais experiente produtora do canal.

Uma fonte na Globo, aguçada observadora dos bastidores da emissora, afirma que os nervos estão à flor da pele porque as pessoas estão percebendo que alguma coisa anormal está acontecendo, mas não se sabe direito se os motivos são políticos, pessoais, ou por cortes de custos ou mudança de filosofia. Falta clareza, resume ela, o que aumenta a sensação de insegurança.

A Globo reafirma que Eduardo Grillo foi dispensado, a pedido, para "cuidar dos negócios da família". E a emissora diz desconhecer demissões após plantões.

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Leia também:







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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/11/clima-de-terror-nos-bastidores-da-globo.html

Ação contra políticos donos de rádio e TV

22.11.2015
Do BLOG DO MIRO
Do site do Intervozes:

Entidades da sociedade civil defensoras do direito à comunicação e da democratização da mídia entregarão na manhã desta segunda-feira (23/11), ao Ministério Publico Federal (MPF), uma representação denunciando 32 deputados federais e oito senadores por serem concessionários de rádio e TV. A expectativa é de que o MPF, por meio de suas sedes estaduais, entre com ações para cancelar as licenças.

A ação se baseia no Artigo 54 da Constituição Federal, que proíbe congressista de firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público. Ainda, jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) confirma o entendimento: na Ação Penal 5301, o STF afirmou que os artigos 54, I, “a” e 54, II, “a” da Constituição contêm uma proibição clara que impede deputados e senadores de serem sócios de pessoas jurídicas titulares de concessão, permissão ou autorização de radiodifusão.

Segundo a Ministra Rosa Weber, “a proibição específica de que parlamentares detenham o controle sobre empresas (…) de radiodifusão” visou evitar o “risco de que o veículo de comunicação, ao invés de servir para o livre debate e informação, fosse utilizado apenas em benefício do parlamentar, deturpando a esfera do discurso público.”

As organizações da sociedade civil requerem que o Ministério Público Federal promova ações para cancelar as concessões, permissões e autorizações de radiodifusão outorgadas a pessoas jurídicas que possuam políticos eleitos como sócios ou associados. Além disso, exigem a responsabilização do Ministério das Comunicações pela falta de fiscalização do serviço público de radiodifusão.

Na última quinta-feira (19/11), o MPF de São Paulo já havia protocolado ação contra veículos de radiodifusão associados aos deputados federais Antônio Bulhões (PRB); Beto Mansur (PRB) e Baleia Rossi (PMDB), um indicativo de que concorda com o entendimento que políticos não podem ser concessionários de rádio e TV.

A representação é uma articulação das organizações da sociedade civil que compõe o Fórum Interinstitucional pelo Direito à Comunicação (Findac), que reúne procuradores federais, entidades da sociedade civil e institutos de pesquisa. Diversas outras entidades também assinam a representação, como apoio à iniciativa, solicitando que o MPF tome providências em relação aos parlamentares concessionários de radiodifusão nos diferentes estados brasileiros. Em 2015, o Findac recebeu o Prêmio República 2015 de Valorização do Ministério Público Federal, promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Agenda:

Entrega de representação contra os políticos donos da mídia
Local: Ministério Público Federal de São Paulo – Rua Frei Caneca, 1360 – Consolação, São Paulo
Horário: 10hs

Assinam a representação:

Artigo 19 (membro Findac)
Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé (membro Findac)
Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social (membro Findac)
Andi – Comunicação e Direitos
AJD – Associação Juízes para a Democracia
INESC – Instituto de Estudos Socioeconômicos
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
Levante Popular da Juventude
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/11/acao-contra-politicos-donos-de-radio-e.html

A força da lei: depois de O Globo, a Folha admite que deixou de informar a verdade

22.11.2015
Do blog TIJOLAÇO, 
Por Fernando Brito

vejalulinha
A necessidade de uma Lei de Direito de Resposta foi, de novo, provada ontem.
Poucas horas depois de o Instituto Lula anunciar que Fábio Luís, filho do ex-presidente Lula, iria pedir na Justiça o direito de responder à Folha de S.Paulo pela  matéria Lobista alvo da Zelotes é preso pela primeira vez em 30 anos , onde se repete a armação da Veja, de 2006, segundo a qual o lobista Alexandre Paes dos Santos, preso na Operação Lava-Jato, “cedia uma sala do escritório que construiu no Lago Sul para um dos filhos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis, trabalhar quando estivesse em Brasília.”, o jornal na versão eletrônica,  registrou num “erramos” que o cidadão ” recuou” da declaração.
É pouco, diante da verdade. Porque não apenas fez isso como foi condenado, junto com a Veja e o repórter Alexandre Oltramari fora condenados a pagar indenização a Fábio Luís por danos morais causados pela armação da revista.
Tal como fez O Globo, a Folha tenta “sair pela menor” com a correção pífia, para evitar ser humilhada com a publicação obrigatória dos fatos como eles são, e não como os publicou.
Ainda não sei como será feito no jornal impresso, pois escrevo no início da madrugada, mas é provável que siga o mesmo caminho.
Nem se o filho de Lula, diante dele, vá desistir da retratação na forma da lei.
Mas , antes e poucos dias depois da sanção da lei, já está provada, em exemplos práticos, a sua necessidade.
Provada, infelizmente, pelo comportamento dos jornais e pela covardia com que recuam de suas irresponsabilidades.
Porque, se se dedicassem a publicar verdades, e não mentiras, lutariam por elas em lugar de recuar de forma pusilânime.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/a-forca-da-lei-depois-de-o-globo-a-folha-admite-que-deixou-de-informar-a-verdade/

Pela segunda vez, tucanos 'reorganizam' ensino e jovens da periferia são mais atingidos

22.11.2015
Do portal da REDE BRASIL ATUAL, 20.11.15
Por  Cida de Oliveira
Há 20 anos, Covas fechou escolas nas regiões centrais e impôs a promoção automática. Fechar escolas na periferia, que oferecem ensino médio, desestimula o aluno e aumenta a evasão escolar
JORNALISTAS LIVRES/FACEBOOK
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Escola Fernão Dias Paes, em Pinheiros: resistência a um projeto que a longo prazo pode levar ao fechamento
São Paulo – Alvo de protestos de alunos desde que foi anunciada em 23 de setembro pelo secretário de Educação Herman Voorwald, a reorganização do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) prevê o fechamento de pelo menos 92 escolas e a extinção do ensino médio, principalmente noturno, em muitas unidades. Para professores e pesquisadores, o projeto atual, que deve ser implementado já a partir de 2016, é mais nefasto do que o primeiro, de 1995, no governo de Mário Covas. Seu vice era Geraldo Alckmin.
O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, que é professor de Geografia e Sociologia da rede estadual paulista, conta que a reorganização do também tucano Mário Covas fechou escolas nas regiões centrais das cidades. Já o projeto atual prevê a desativação de escolas nas periferias, em sua maioria unidades que oferecem ensino médio no período noturno. Além disso, muitas da escolas centrais que serão reorganizadas ou vão passar a atender somente ensino fundamental ou vão manter ensino médio em horários incompatíveis para muitos estudantes.
“Em médio prazo, a medida de Alckmin vai aumentar a evasão escolar. Ao ter de se deslocar para estudar em outros bairros ou mesmo municípios, como deverá acontecer principalmente nas cidades pequenas do interior, muitos estudantes vão acabar deixando a escola", diz Douglas.
O problema é grave, segundo ele, porque o ensino médio é hoje o principal gargalo da educação brasileira. Os currículos estão defasados, pouco atraentes e o estudante que chega a esta etapa têm uma formação deficiente no ensino fundamental. Como muitos não conseguem acompanhar os conteúdos, desistem da escola.
O abandono escolar, destaca Izzo, é outra face perversa do cerceamento ao direito à educação. "Com menos escolas oferecendo vagas perto do trabalho, nas regiões centrais, e em breve sem opção perto da casa dele, o aluno que precisa trabalhar terá muita dificuldade. Sem estímulo, vai abandonar a escola", diz.
Expulso do sistema educacional regular, terá ainda mais dificuldade para reingressar por falta de oferta de vagas. Para completar, estão sendo fechadas turmas de Ensino de Jovens e Adultos (EJA) em muitas escolas da periferia.  “A educação de jovens e adultos tem sido desmontada pelo governo com o fechamento de salas, sobretudo no período noturno. Com o fechamento de escolas que ofereciam EJA, os alunos vão acabar jogados de um polo para outro, mais longe, até que desistam novamente de estudar”, afirma.
Douglas lembra que a primeira reorganização, há 20 anos, deixou marcas profundas. “Com ela vieram o fechamento dos centros de formação de professores, a aprovação automática, que nada mais é que a política do desocupa banco para economizar, e a superlotação. Não houve nenhum avanço. E agora querem piorar o que já estava ruim”, diz o dirigente, destacando que as manifestações, crescentes, refletem a crise de credibilidade do governo “que mente descaradamente”, esconde informações da população e que não assume os graves problemas na educação, transportes, segurança e gestão da água.

Reorganização de Covas

Não se sabe ao certo quantas escolas foram fechadas a partir de 1995 em todo o estado. O professor da Universidade Federal de São Carlos Gilberto Cunha Franca, autor da tese Urbanização e Educação: Da escola de bairro à escola de passagem, defendida em 2010 na Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP, pesquisou as escolas desativadas quando foi baixado o chamado Programa de Reorganização das Escolas da Rede Pública Estadual, imposto pela então secretária da Educação Rose Neubauer.
Segundo ele, fala-se em 148 entre 1995 e 1996. Se forem consideradas as que o estado deixou de manter, transferindo para municípios, o número é de 864 apenas entre 1995 e 1999. No período, o número de professores caiu de 237 mil para 209 mil.
Na capital, os dados são mais precisos. Entre 1995 e 2007, os governos tucanos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra desativaram 34 escolas. Algumas foram transformadas em unidades administrativas da própria Secretaria da Educação ou em unidades da Polícia Militar.
Agora Alckmin quer transferir à prefeitura paulistana, sem consulta prévia, 25 prédios, a maioria em regiões periféricas ou de grande vulnerabilidade social. Apenas na favela de Paraisópolis serão duas, outras duas em conjuntos habitacionais populares, e outras distribuídas por Itaquera, Parada de Taipas, Pirituba, Jardim São Luis e Piqueri, entre outros bairros. Muitas dessas unidades ofereciam classes de suplência.
Um aspecto das reorganizações é a especulação imobiliária. "O governo de Covas extinguiu as escolas José Alves de Camargo Vila Mafra, na Vila Formosa, e a Martim Francisco, na Vila Nova Conceição. Os terrenos foram vendidos para a construção de prédios de alto padrão", diz Franca.
No alvo de Alckmin e Voorwald estão escolas como Fernão Dias Paes, em Pinheiros, e Padre Saboia de Medeiros, na Chácara Santo Antônio, ambos bairros muito valorizados. Embora não estejam na lista de escolas que serão fechadas – ou transferidas – como prefere o governo, aos poucos deixarão de receber novos alunos até a extinção dos cursos oferecidos e seu fechamento.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2015/11/reorganizacao-de-alckmin-e-nefasta-e-vai-aumentar-a-evasao-escolar-diz-dirigente-da-cut-1580.html

Dono da Globo e FHC voaram em avião oficial 'emprestado' por Aécio

22.11.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 20.11.15

FHC e Roberto Irineu Marinho estão entre os passageiros para quem Aécio Neves cedeu aeronaves oficiais do governo de Minas Gerais. Lista completa dos passageiros de Aécio traz informações ignoradas pela reportagem da “Folha de São Paulo”, que denunciou inicialmente o caso

Aécio aeronave FHC Minas Gerais
Quando noticiou o episódio, Folha omitiu que FHC era um dos passageiros da aeronave oficial cedida por Aécio Neves
O escândalo do uso indevido de aeronaves do governo de Minas Gerais pelo então governador Aécio Neves (PSDB) ganhou novos capítulos.
Denúncia publicada nesta quinta-feira (19), pelo portal DCMmostra a lista completa dos vôos de Aécio durante os sete anos e três meses de seu governo, entre 2003 e 2010, ao ter acesso por meio da Lei de Acesso à Informação.
A lista completa, no entanto, traz informações ignoradas pelas reportagens do jornal “Folha de São Paulo”, que denunciou o caso na época. Entre as novidades está a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).
O tucano usou os aviões e o helicóptero do governo de Minas em pelo menos dez ocasiões, sem a presença do governador Aécio Neves. A maioria em 2006 (três, uma delas com uma “comitiva”) e 2008. Em quatro viagens o pacote foi completo: de Belo Horizonte direto para São Paulo.
Roberto Irineu Marinho, um dos donos da “Globo”, foi de Belo Horizonte a Brasília em 11 de setembro de 2007. No dia seguinte, da capital mineira a Diamantina. Esteve acompanhado do então senador Sérgio Guerra, do PSDB. Todos a bordo das aeronaves públicas.
Consta nos documentos Aécio 1430 viagens ao todo, 110 com pouso ou decolagem do famoso aeroporto de Cláudio, construído nas terras do tio Múcio Toletino. A maioria dos trajetos feita de dois jatos, um helicóptero Dauphin e um turboélice pertencentes ao estado de Minas.
Pelo menos 198 vezes ele não estava a bordo. No entanto, um decreto de 2005 estabeleceu que esse equipamento destinaria-se “ao transporte do governador, vice-governador, secretários de Estado, ao presidente da Assembleia Legislativa e outras autoridades públicas” e serve “para desempenho de atividades próprias dos serviços públicos”.
Ex-presidente do partido, Guerra foi citado pelo delator Paulo Roberto Costa, no âmbito da operação Lava Jato. O ex-diretor da Petrobras afirmou ao Ministério Público Federal ter dado propina ao tucano fruto de corrupção na estatal, em 2009.

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Fonte:

FOLHA ERRA AO REPRODUZIR VEJA E 'LULINHA' PEDE DIREITO DE RESPOSTA

22.11.2015
Do portal BRASIL247

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A Folha de S. Paulo pode pagar caro por ter reproduzido uma mentira de Veja, numa reportagem sobre o lobista Alexandre Paes dos Santos; neste fim de semana, a família do ex-presidente Lula anunciou que irá pedir direito de resposta contra a publicação, que acusou equivocadamente Fabio Luis Lula da Silva; filho de Lula

247 – A Folha de S. Paulo pode pagar caro por ter reproduzido uma mentira de Veja, numa reportagem sobre o lobista Alexandre Paes dos Santos; neste fim de semana, a família do ex-presidente Lula anunciou que irá pedir direito de resposta contra a publicação; confira abaixo:

Folha reproduz mentira da Veja e família de Lula pede direito de resposta

21/11/2015 16:57 
A reportagem intitulada “Decano do Lobby”, subscrita por Rubens Valente e publicada nesta data (21/11/2015) pela Folha de S.Paulo, faz referência ao nome do nosso cliente Fábio Luis Lula da Silva no seguinte trecho: “Em 2006, elevoltou a noticiário ao confirmar para a revista ‘Veja’ que cedia uma sala do escritório que construiu no Lago Sul para um dos filhos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luis, trabalhar, quando estivesse em Brasília”.
Ao reproduzir como se fosse verdadeira o que foi publicado pela revista “Veja”, Rubens Valente voltou a propagar notória e reconhecida mentira para os leitores do jornal e para a sociedade.
De fato, logo após a citada publicação de “Veja”, em 2006 (edição n.º 1979), Alexandre Paes dos Santos disse à imprensa que não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Fábio Luis. Não bastasse, depois da publicação, promovemos em favor de Fábio Luis ação judicial contra Alexandre Paes dos Santos e a Editora Abril S/A, que edita a revista “Veja”. No curso da ação, Alexandre Paes dos Santos reafirmou que jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Fábio Luis.
Tal situação levou a Editora Abril a cometer um dos piores exemplos do mau jornalismo do país. A Editora juntou no processo uma gravação ambiental referente à conversa mantida entre o jornalista Alexandre Oltramari (repórter da “Veja”) e o Sr. Alexandre Paes dos Santos, na qual ambos combinaram uma versão para a elaboração de uma reportagem objetivando prejudicar o então candidato à reeleição presidencial Luiz Inácio Lula da Silva, pai de Fábio Luis.
Confiram-se alguns trechos daquela gravação ambiental que revelam a combinação levada efeito entre o repórter da revista “Veja” e o Sr. Alexandre Paes dos Santos para a elaboração da reportagem:
1 a matéria... a matéria... ela tem como foco ... e quem vai possivelmente...
2 [1/2] ....
1 ... pra capa da revista é o filho do presidente”.
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1. O segundo ponto que é... você tocou num ponto que é central, você disse assim: ‘ah, rapaz, isso aí é uma trolha do tamanho do mundo, é ano de eleição...’ ...
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1ai lá pelas tantas que eu vou ter que dizer: ‘olha, em Brasília eles dormiam no Palácio do Planalto, na Granja do Torto e chegaram até a despachar em alguma mansão-escritório em Brasília, numa área nobre da cidade’
2. hum, hum...
1é... e aí entra você, sei lá, dizendo... é... ou: ‘não quero falar nada’ ou talvez dizendo a verdade: ‘olha, eu disponibilizei um espaço...’...
2. [2/3]... tenho... eu tenho que pensar nisso aí, porque isso aí vai ser difícil, é a abertura pra porrada... se eu tivesse cinquenta fins-de-semana (...) ... pô, pau na máquina!
1. pensa nisso, porque eu acho que isso não é abertura pra porrada, eu acho que isso aí é uma... dique de contenção que você ergue, na medida que as cartas estão na mesa:‘recebi sim, trabalharam aqui algum... vieram algumas vezes...’...
Em conseqüência dessa conduta — que revela nítida armação para a elaboração de uma reportagem —, o Sr. Alexandre Paes dos Santos foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo a reparar os danos morais impostos ao nosso cliente Fábio Luis em virtude da publicação. A Folha de S.Paulo tem conhecimento dessa condenação e já publicou tal notícia (http://m.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1389595-justica-condena-empresario-por-chamar-filho-de-lula-de-idiota.shtml?mobile), não sendo justificável o erro cometido por Rubens Valente. Aliás, o Acórdão proferido pelo TJSP também está disponível na Rede Mundial de Computadores (http://s.conjur.com.br/dl/dano-moral-lulinha-voto-vencedor.pdf), o que torna o erro inescusável.
Reafirmamos que o nosso cliente Fábio Luis Lula da Silva não conhece e jamais manteve qualquer relação pessoal ou profissional com Sr. Alexandre Paes dos Santos. Ao contrário, este último já foi condenado pela Justiça por dizer inverdades a respeito do nosso cliente. Em virtude do erro indesculpável de Rubens Valente, faremos pedido de retificação na forma da Lei Federal nº 13.188, de 11 de novembro de 2015.
Cristiano Zanin Martins
Da Teixeira Martins Advogados

Link de referência:


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/206230/Folha-erra-ao-reproduzir-Veja-e-'Lulinha'-pede-direito-de-resposta.htm