quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Máfia de bancos globais manipulou moeda brasileira

18.11.2015
Do blog CONVERSA AFIADA, 17.11.15
Por Paulo Henrique Amorim

Cartel internacional roubou US$ 50 bilhões em exportações! 
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Por sugestão do Vasco, navegante de longo curso:

de José Casado, O Globo

Grandes empresas industriais e exportadoras brasileiras decidiram ir à Justiça contra alguns dos maiores bancos globais. Durante seis anos, essas instituições financeiras manipularam um dos principais indicadores econômicos do Brasil — a taxa de câmbio, preço-chave para contratos de comércio e investimentos.

— Empresas e governo pagaram uma conta pesada demais, e estamos falando de centenas de bilhões — diz o empresário Roberto Giannetti da Fonseca, presidente do Conselho Empresarial de América Latina. — Aqui, em 2011, os negócios com derivativos cambiais chegaram a 24 bilhões de dólares por dia.

Entre 2007 e 2013, 30 operadores de bancos estrangeiros conspiraram para influenciar o câmbio do real em relação ao dólar. Combinaram cotações falsas, compartilharam lucros de 30% e dados sigilosos de clientes. Dividiam-se em dois grupos de chat: um autodenominava-se "A Máfia", outro identificava-se como "O Cartel".


Representavam Citigroup, Bank of America, Barclays, Deutsche, HSBC, Merril Lynch, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Royal Bank of Canada, Nomura, Tokyo-Mitsubishi, Royal Bank of Scotland, Standard, Credit Suisse e UBS.

Estão sob investigação no Brasil, nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Cinco (JP Morgan, Citigroup, Barclays, RBS e UBS) já admitiram culpa em processos nos EUA. As primeiras multas americanas somam US$ 6,4 bilhões.

A investigação brasileira é comandada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O Cade aceitou acordo proposto pelo suíço UBS que, em julho, confessou, entregou provas contra outros bancos e delatou 30 pessoas físicas envolvidas na fraude do câmbio do real.

A Associação Brasileira de Comércio Exterior decidiu participar da ação conduzida pelo Cade: — Estamos levantando subsídios para um processo —, conta José Augusto de Castro, presidente. — Essa manipulação ajudou a destruir a nossa estrutura. Somente em vendas de produtos manufaturados perdemos US$ 50 bilhões e a chance de criar dois milhões de empregos.

A trama para supervalorizar a moeda brasileira incentivou importações. Até 2005 o país tinha 17 mil empresas de exportação e 22 mil de importação. Ano passado contavam-se 19 mil exportadoras contra 44,3 mil importadoras.

A especulação, favorecida pela taxa recorde de juros, deixou o país no lado oposto das nações industrializadas: no Brasil, o volume de negócios diários no mercado futuro de câmbio passou a ser cinco vezes maior do que no mercado de cambio à vista. Segundo o banco dos bancos centrais (BIS), o real se tornou a segunda moeda mais negociada no mercado futuro internacional. Só perde para o dólar.

Em recente audiência no Senado, um diretor do Banco Central, Aldo Mendes, minimizou os efeitos da conspiração sobre o real, apesar da confissão de participantes como o UBS. Mendes não admitiu falhas na vigilância e considerou impossível a manipulação da taxa de câmbio (Ptax) no Brasil:

— Nosso modelo é o melhor que existe.

— Ele mentiu ao Senado — diz Giannetti da Fonseca. — As provas estão no Cade, entregues, em confissão, por um dos participantes.

Castro complementa:

— Fiscalizar seria a obrigação do BC, que nada fez.

Para os empresários, durante seis longos anos o "cartel" e a "máfia" ajudaram a desindustrializar o Brasil. Só o Banco Central não viu.
Em tempo: liga o Vasco:

- O que me deixa em pânico é que o CADE é subordinado ao zé da Justiça. Corre-se o risco de o CADE só apurar alguma coisa depois de o zé descobrir quem grampeou o mictório do Youssef !
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/mafia-de-bancos-globais-manipulou-moeda-brasileira

Evangélicos Pentecostais: A Religião Mais Negra do Brasil

18.11.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE, 17.11.15
Por MARCO DAVI DE OLIVEIRA

POR QUE OS NEGROS FAZEM OPÇÃO PELO PENTECOSTALISMO?

 A Religião Mais Negra do Brasil apresenta uma crítica bastante oportuna às igrejas evangélicas não pentecostais, que, em geral, fazem suas opções pastorais e eclesiásticas pelas elites e apresentam grande dificuldade de criação de linguagem, estratégias missionárias e espaços litúrgicos que estejam em sintonia com a realidade de vida das pessoas negras. Mesmo valorizando o contexto pentecostal, favorável à expressiva participação de negros no país, o autor não nos oferece uma interpretação ingênua ou romântica dessa realidade. Ao contrário, ele também nos mostra as contradições, as formas de fundamentalismo, a manutenção de estigmas de inferioridade e de cultura do branqueamento presentes nesse contexto. De fato, pensar a Igreja não é tarefa das mais simples […] Há no interior das igrejas e nas suas fronteiras com a sociedade inúmeras experiências de ações afirmativas que marcam o campo da negritude no país. Em boa parte das vezes, tais iniciativas estão encobertas, fragmentadas e sem visibilidade. A leitura deste livro é um bom ponto de partida para maior sensibilização humana e política, para vencermos diversas formas de preconceito e discriminação no Brasil.

*Claudio de Oliveira Ribeiro, professor de teologia e ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.
 A Religião Mais Negra do Brasil
Falar de racismo, preconceito, políticas de ações afirmativas é algo raro nas igrejas evangélicas. A edição atualizada de A Religião Mais Negra do Brasil mostra por que a igreja pentecostal se tornou uma espécie de opção para os negros brasileiros. E também responde a outras perguntas inquietantes:
– Como é tratada a cultura negra no segmento evangélico?
– Por que ainda se demoniza a herança africana?
– Qual é o futuro da relação do negro com a igreja evangélica brasileira?
Ao contrário do que parece ocupar o imaginário popular – especialmente dos evangélicos –, a religião com o maior número de negros não são as religiões de origem africana, mas os pentecostais.
A Religião Mais Negra do Brasil está na “ordem do dia”. A sua leitura é um bom ponto de partida para maior sensibilização humana e política, para vencermos diversas formas de preconceito e discriminação no Brasil.
 – *Claudio de Oliveira Ribeiro, professor de teologia e ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.
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Fonte:http://ultimato.com.br/sites/religiao-mais-negra-brasil/