quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Internautas que espalharam boatos sobre filho de Lula são chamados a depor

12.11.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 15.04.14
Por Najla Passos, no site Carta Maior:

Internautas foram intimados pela justiça após espalharem mentiras sobre filho de Lula, como a que ele seria dono de castelo e tinha negócios com a Friboi. Entre os acusados está Daniel Graziano, gerente financeiro do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC)

boato filho lula mansão fazenda castelo

A Operação Lava Jato inaugurou no Brasil não apenas uma nova forma de se conduzir investigações criminais, com prejuízos para o amplo direito de defesa e o devido processo legal, como denunciam os juristas. Cunhou também uma nova forma de se fazer jornalismo, no qual o compromisso ético com a veracidade das informações prestadas fica condicionado ao acaso das probabilidades matemáticas. 

Trata-se de um ‘fazer jornalístico’ que funciona como uma espécie de ‘roleta russa’, aquele jogo de vida ou morte em que se coloca apenas uma bala no revólver, gira o tambor e dispara contra a têmpora, com resultados imprevisíveis. 

Na prática, o jornalista descola uma fonte qualquer na Polícia Federal, Ministério Público ou Judiciário, que o abastece com ‘vazamentos seletivos’ sistemáticos sobre a dita maior operação contra a corrupção do país. Como as investigações são sigilosas e os processos correm sob segredo de justiça, ele fica limitado para checar procedência, cruzar dados, ver o ‘preto no branco’. E como o tempo não dá trégua e a concorrência é real, simplesmente publica a informação tal como lhe foi repassada. 

Na maioria das vezes, ninguém sai ‘ferido’. Mas, tal como na roleta russa, há aquele momento em que a arma dispara e faz alguma vítima. 

O 'erro' de O Globo

Parece ter sido o que aconteceu com a manchete de capa publicada pelo jornal O Globo em 11/10 que, quase um mês depois, obrigou a publicação a surpreender seus leitores com uma “errata” na capa do jornal, na edição do último domingo (8). 

Note-se que o jornal O Globo é aquele com tanta dificuldade de reconhecer um “erro que levou quase 50 anos para admitir o óbvio: não deveria ter apoiado à ditadura que cassou a democracia, calou parlamento e imprensa crítica, torturou e matou milhares de brasileiros.

“Baiano diz que pagou contas do filho de Lula”, era a manchete em questão, estampada em cinco das seis colunas do jornal. Logo abaixo, uma foto posada exibia o autor da façanha, o jornalista Lauro Jardim, que deixara a coluna Radar da revista Veja e estreava na publicação da família Marinho naquele mesmo dia, com toda pompa e circunstância. 

No texto, Jardim narrava que Fernando Baiano, um dos principais operadores do esquema de propinas da Petrobrás, afirmara, em delação premiada, que pagara uma dívida de R$ 2 milhões de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Para bom entendedor, envolvia o filho do ex-presidente mais popular do país com a prática de crime de corrupção passiva.

A notícia se alastrou como pólvora pelo conjunto da imprensa. Sustentou manchetes não só nos veículos das Organizações Globo, mas também nos dos seus comparsas de redação virtual, digamos, concorrentes. Lulinha negou. Baiano, também. A própria Justiça acabou desmentindo que tal acusação constasse na delação premiada do operador. Mas o estrago já estava feito. 

Em 23/10, o filho de Lula entrou com ações judiciais, penal e cívil, contra o jornal e o jornalista. Pouco dias depois, em 5/11, o Congresso aprovou o projeto do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que disciplina o direito de resposta, revogado em 2009 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que não acolheu a Lei de Imprensa que vigia no país desde 1967 como constitucional. 

O jornal, então, publicou aquilo que chamou de errata também na primeira página, mas em espaço reduzido, de apenas uma coluna, sem o mesmo destaque da manchete anterior. O texto foi curto e seco. “Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, não foi citado pelo lobista Fernando Baiano na delação que fez na Operação Lava-Jato. O GLOBO, na coluna de Lauro Jardim do dia 11 de outubro, 'errou' ao dizer que Baiano afirmara ter dado R$ 2 milhões para pagar contas de Lulinha. Na verdade, Baiano não citou o nome e disse que o também lobista e pecuarista José Carlos Bumlai é que pediu o dinheiro alegando que seria para uma nora de Lula”. 

‘Errata é um avanço, mas não resolve’

Professor aposentado da Faculdade de Jornalismo da UnB, Venício Lima acredita que a publicação da errata é um avanço, porque significa o reconhecimento do erro. “Certamente, é o resultado antecipado da aprovação pelo Congresso da lei que regulamenta o direito de resposta e que, agora, aguarda sanção presidencial”, avalia. O professor, no entanto, não acredita que ela resolva o problema. 

De acordo com ele, todos os manuais de jornalismo - incluindo o do próprio O Globo - apresentam instruções de como proceder em caso de erros, porque a profissão, como qualquer outra, está sujeita a eles. Venício ressalta, porém, que essas instruções não contemplam episódios como este. Isso porque não foi uma notícia rotineira, mas a manchete de capa de uma edição de domingo, proveniente da coluna de estreia de um jornalista renomado. E o que é pior: não configura ato isolado. 

“Qualquer pessoa que esteja acompanhando o noticiário político da grande mídia no Brasil nesses últimos meses, verá que o tema desse ‘Erramos’ é reiterado, diário, cotidiano. Todo dia tem alguma coisa que vem de um vazamento de uma investigação da Polícia Federal, ou de um vazamento de um procedimento judicial em segredo de justiça, que é passado sistematicamente para alguns veículos e para alguns jornalistas. Não se trata de um equívoco como aqueles que são contemplados nos manuais de jornalismo. Fica difícil de acreditar até mesmo que seja só um equívoco. É uma conduta sistemática”, denuncia. 

Para o professor, a dificuldade de reparação do dano está relacionada também ao fato de que a notícia, embora publicada primeiro em O Globo, foi replicada por centenas de outros jornais, inclusive os dois principais jornais brasileiros, a Folha de São Paulo e o Estadão. “A correção não é suficiente, porque o tamanho do dano causado não pode ser reparado por um erramos de um mês depois que não é reproduzido nos inúmeros outros canais de informação que reproduziram a informação incorreta”, afirma.

‘Errata não impede condenações’

Ex-presidente da OAB-RJ, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) concorda que a errata não é suficiente para evitar que o jornal seja condenado penal e civilmente pela manchete anterior. “A nota não teve o mesmo destaque da matéria, não resultou de acordo entre as partes e o principal: não explicou as razões que induziram o jornalista ao erro, já que não há mais controvérsias de que a matéria relatada é inexistente e, portanto, uma notícia falsa”, esclarece.

Segundo ele, a errata não atende nem mesmo às exigências previstas pela futura lei do direito de resposta, como a questão da proporcionalidade e, por isso, não deve inviabilizar um resultado favorável à vítima nas decisões judiciais. “A matéria que incriminou o filho do ex-presidente Lula foi a manchete do jornal. A errata, não”, compara. 

Para o deputado, a admissão do erro é prática incomum no histórico do veículo e, por isso, demonstra grande preocupação do seu departamento jurídico com o episódio “É possível que seja uma tentativa de se precaver da ação judicial já impetrada pelo Lulinha contra o jornal e contra o jornalista que assina a matéria. Mas não é suficiente para evitar a condenação de ambos”, reitera. 

De volta à roleta russa

O professor Venício Lima alerta que a conduta que resultou na manchete falsa contra o filho do Lula não é prática só de O Globo, mas tem caracterizado o jornalismo político no Brasil nos últimos meses, especialmente após as eleições de 2014. Por isso, é uma questão grave que ameaça o direito à informação, principalmente no país que abriga um dos maiores oligopólios de mídia do mundo.

“A pauta da grande mídia brasileira tem priorizado esse ‘vazamento seletivo’. E um vazamento seletivo que tem origem. Porque o problema não é só da imprensa também. É do conluio entre imprensa e setores da Policia e do Judiciário que alimentam permanentemente esse tipo de notícia. Algumas até se provam verdadeiras depois de divulgada. Outras não. Isso é uma questão muito séria”, denuncia. 

Para ele, o problema é agravado pela incapacidade histórica dos setores populares brasileiros de construir um esquema alternativo de informação, que pudesse fazer face a esse oligopólio consolidado. “A melhor solução seria criar um sistema que servisse de alternativa de informação para a população e contrabalançasse o viés que tem caracterizado a cobertura jornalística do sistema dominante. Essa é a questão de fundo”, avalia. 

Para o professor, é imperativo que todos os setores que defendem a pluralidade da mídia apoiem o sistema público de imprensa, que ainda é embrionário no Brasil, mas pode vir a se constituir na imprensa alternativa que o país tanto necessita. A curto prazo, porém, a única solução que o especialista vê para o problema é fazer valer a lei recém aprovada pelo Congresso. 

“O direito de resposta é um princípio universal, regulado no mundo todo. Mas aqui sofreu uma oposição sistemática das entidades que representam os oligopólios, sobretudo da Abert, que atende os interesses das organizações Globo”, esclarece ele, que torce pela sanção imediata da matéria pela presidenta Dilma Rousseff.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/04/internautas-que-espalharam-boatos-sobre-filho-de-lula-sao-chamados-depor.html

“Musa das manifestações” vira atração em bordel de Goiás

12.11.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Conhecida como "musa da direita" ou "musa das manifestações", por aparecer sem roupa durante os protestos que pediam o impeachment de Dilma Rousseff, Juliana Isen se apresentará em um bordel de Goiânia. "Ser de direita é não gostar do PT", define-se

musa manifestação roupa dilma impeachment
Juliana Isen ficou conhecida como “musa da direita” após tirar a roupa em manifestações que pediam o impeachment de Dilma
Conhecida como “musa da direita”, após mostrar os seios nas manifestações deste ano contra o governo da presidente Dilma Rousseff na Avenida Paulista, a empresária do ramo de fitness Juliana Isen vai se apresentar nesta quinta-feira 12 em Goiânia, na Estância MM, uma das mais antigas casas de shows e strip-tease da capital.
O local é famoso pela circulação de scort-girls (garotas de programa). A consumação (ou couvert) para assistir ao show de Ju Isen é de R$ 55, com entrada a partir das 14h.
Após mostrar os seios nas manifestações, onde colou em um dos mamilos o adesivo “Fora, Dilma”, e tirou fotos entre manifestantes e policiais, Juliana posou para a Revista Sexy e participou de ensaios para a Revista Ego. Em entrevista, resumiu sua ideologia: “Ser de direita é não gostar do PT” (relembre aqui).
Talvez por ser declaradamente antipetista, um dos out-doors convidando para a apresentação de Ju Isen em Goiânia tenha sido colocado na Rua 115, no Setor Sul, ao lado do Diretório Metropolitano do PSDB na capital de Goiás.
O mesmo anúncio convida para o show da “musa das manifestações” nos dias 12 e 13 de novembro e para a apresentação de Rosara Ferreira, Miss Bumbum, nos dias 19, 20 e 21 de novembro.
Desde a derrota nas urnas, em outubro de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) tem se utilizado de todos os expedientes para derrubar a presidenta Dilma.
Aécio permitiu que o partido que preside ampliasse relações com grupos de extrema-direita, como aqueles que querem a volta da ditadura, são contra o aborto em mulheres vítimas de estupro ou mesmo com tipos burlescos como o “Batman do Leblon” e a “Musa das Manifestações”.
Marcus Vinícius, 247
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/11/musa-das-manifestacoes-vira-atracao-em-bordel-de-goias.html

O pedido de ‘desculpa’ de Lilian Witte Fibe ao filho de Lula

12.11.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Lilian Witte Fibe pede ‘desculpa’ por noticiar (e comemorar) falsa informação sobre o filho de Lula. Retratação da jornalista, no entanto, não convenceu internautas. No início da semana, o ator Tonico Pereira, da TV Globo, havia cobrado explicações de Witte Fibe

Lilian Witte Fibe filho Lula
(Pragmatismo Político)
No último fim de semana, o jornal O Globo pediu desculpaspor noticiar a informação de que o lobista Fernando Soares, mais conhecido como Fernando Baiano, disse em sua delação premiada ter destinado R$ 2 milhões a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula. O responsável por publicar a mentira foi o colunista Lauro Jardim, recém-demitido da revista Veja.
“A coluna errou ao publicar essa informação no dia 11 de outubro. No texto, afirmou-se que constava da delação de Baiano um relato em que ele dizia ter gastado R$ 2 milhões para pagar despesas pessoais de Lulinha. Baiano não mencionou Lulinha e, pelo nome, não apontou qualquer familiar de Lula como beneficiário de dinheiro desviado da Petrobras”, publicou o colunista.
Depois da retratação do jornal, o ator Tonico Pereira, 67 anos, da TV Globo, usou o seu perfil no Facebook (ver abaixo) para cobrar explicações de Lillian Witte Fibe, jornalista que participa do quadro ‘Meninas do Jô’ e que também noticiou a falsa informação sobre o filho do ex-presidente metalúrgico. Na ocasião, Witte Fibe falou sobre o episódio em tom de comemoração e escreveu uma nota ‘indignada’ contra Lula e o seu filho.
“Você também vai pedir desculpas ao filho do Lula?”, questionou Tonico. “Será que no próximo ‘Programa do Jô’, no quadro ‘As Meninas do Jô’, a senhora Witte Fibe vai admitir que errou?”, completou.

“Desculpa!”

Pressionada nas redes sociais, a jornalista publicou no Twitter um pedido de “desculpas” que não convenceu os seus seguidores.
“Correção importante. Delator da Lava Jato não menciona Fabio, filho de Lula. Desculpa!”, escreveu a jornalista.
Internautas questionaram a discreta manifestação de Witte Fibe. “Mas o pedido de desculpas deveria ser na mesma proporção da calúnia que a senhora alimentou, não?”, indagou Louise Caroline.
“É necessário ter responsabilidade quando se acusa alguém, pois o estrago pode não ter conserto. A ânsia não pode preceder a prudência”, observou Wendel.
“Jornalista que tranforma devaneio em fato e informa o que não sabe é como um médico querendo operar a fimose de um tomate”, escreveu Enio de Souza.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/11/o-pedido-de-desculpa-de-lilian-witte-fibe-ao-filho-de-lula.html

GLOBO ENQUADRA AÉCIO E MANDA PSDB BAIXAR A BOLA

12.11.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/204856/Globo-enquadra-A%C3%A9cio-e-manda-PSDB-baixar-a-bola.htm

Tucanos deveriam tomar cuidado com Cunha

12.11.2015
Do  BLOG DO MIRO
Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O “quero o divórcio” do PSDB para Eduardo Cunha não é bem assim.

A tentativa de “limpar a cara” tucana vai ter mais efeitos que se pensa, e péssimos para eles

Primeiro, porque está evidente para a opinião pública que o fazem porque Cunha perdeu sua função, a de ser o instrumento para derrubar Dilma.

A articulação que resultou na reforma ministerial tirou-lhe uma das mãos.

As contas na Suíça abalaram suas pernas.

Sobrou só a que usa a caneta para definir o que se vota ou não na Câmara.

E o olhar de Górgona de sua cabeça prestes a ser cortada, capaz de petrificar quem venha de espada em seu pescoço.

E Cunha vai usá-lo, até porque sabe onde estão os estoques de “carne enlatada” de muitas figuras “moralistas”.

Não duvidem que ele mande emitir sinais de que está disposto a fazer se abrirem algumas das latas, que podem exalar cheiro de podre.

Fará, se precisar evitar uma debandada no que lhe resta de tropa, que todos sabem com o que foi formada.

Precisa receber sinais de que é “brincadeirinha” tucana, sobretudo quanto aos votos no Conselho de Ética, sua primeira batalha.

E “brincadeirinha” é algo que deixa nervoso o baixo clero que se garantia com a “cobertura” tucana.

Esta história de “mudança de estratégia” é boa para conversar com os colunistas. Na turma do “fundão” do Congresso o papo é outro, muito outro.

Cunha está se afogando e afogado puxa para o fundo quem dá bobeira perto dele.

PS. Terá sido o efeito “carne enlatada” que fez Paulo Roberto Costa “lembrar” ontem, depois do 222.428º depoimento que o tal Fernando Baiano sempre falava de encontros que teria mantido com Renan Calheiros? Baiano, depois da delação sobre Cunha, é outro inservível…
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/11/tucanos-deveriam-tomar-cuidado-com-cunha.html

Mercado pressiona PSDB a abandonar golpismo

12.11.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

BRASÍLIA, DF, 17.04.2013: PROMESSÔMETRO/DEM – O presidente e do líder do DEM na Câmara, senador José Agripino Maia (DEM-RN), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), durante apresentação do “promessômetro”, com um levantamento mostrando que o governo de Dilma Rousseff não entregou 74% das promessas previstas para 2011 e 2012.    (Foto: Pedro Ladeira /Folhapress)
A matéria da Folha disfarça, mas o que ela quer dizer, no fundo, é que o mercado - ou seja, os agentes econômicos - não vê mais possibilidade de golpe paraguaio ou hondurenho, e quer que o PSDB aceite, de uma vez, a derrota nas urnas, abandone a obsessão golpista e ajude o Brasil a sair da crise.
É um pito público, e esperemos que o PSDB tenha lucidez suficiente para acatar a sugestão.
A reportagem fala ainda que o próprio eleitorado tucano se cansou disso. As últimas pesquisas eleitorais mostram que o PSDB não está sequer faturando politicamente com essa estratégia.
Aécio Neves tem 15% de votos seguros, contra 23% de Lula, segundo o Ibope, e o candidato tucano para a prefeitura de São Paulo, capital do tucanistão, está em último lugar, segundo o Datafolha.
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Na Folha.
Pressionado, PSDB abre 'janela de negociação' com o governo federal
Por Daniela Lima, de Brasília
12/11/2015 02h00
Pressionado por setores do mercado financeiro e por parte de seu eleitorado, o PSDB vai "abrir uma janela de negociação" com o governo federal em torno de projetos considerados vitais pelo Planalto para evitar o aprofundamento da crise econômica.
Com o aval do senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional da legenda, líderes do partido iniciaram a guinada nesta semana. A discussão sobre os termos para a aprovação da DRU (Desvinculação de Receitas da União) inaugurou a nova fase, mas os tucanos já debatem outras propostas.
Membros da cúpula do PSDB no Senado esperam que o partido vote em peso pela manutenção dos vetos da presidente Dilma Rousseff à chamada pauta-bomba –cujas medidas, se aprovadas, podem elevar em até R$ 63 bilhões os gastos públicos.
A mudança coincide com o início do diálogo entre aliados do Planalto e os principais nomes da oposição. No Senado, o líder do governo, Delcídio Amaral (PT-MS), tem mantido contato permanente com Aécio e José Serra (PSDB-SP), por exemplo.
Houve ainda uma rápida conversa, em caráter reservado, entre Aécio e o ministro Jaques Wagner (Casa Civil). Os dois se reuniram em um restaurante de Brasília há cerca de 15 dias, segundo aliados.
No PSDB, a versão corrente é de que o encontro ocorreu por acaso e que a fala de Aécio foi "rápida e genérica".
Procurado pela Folha, o senador justificou a nova postura do partido: "Não vamos fazer o que o PT fez com a gente", afirmou. "Não acredito que esse governo tenha capacidade de retomar o crescimento da economia, mas não seremos nós a agravar o caos em que o PT mergulhou o Brasil."
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/11/12/mercado-pressiona-psdb-a-abandonar-golpismo/

PSDB BUSCA UM NOME PARA 'MORALIZAR' O GOLPE

12.11.2015
Do portal  BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/204855/PSDB-busca-um-nome-para-'moralizar'-o-golpe.htm

Bastidores de uma tragédia: Os relações públicas da Samarco dão uma surra no Estado brasileiro, que sucumbe ao poder econômico

12.11.2015
Do blog  VI O MUNDO, 09.11.15
O rio do Carmo, 50 quilômetros abaixo de onde as barragens romperam!
por Luiz Carlos Azenha
A mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP Billiton, teve um lucro líquido de R$ 2,8 bilhões em 2014. Ou seja, limpinhos!
Como se sabe, o Brasil é uma “mãe” para as mineradoras. A Agência Pública fez uma reportagem interessante a respeito, quando Marina Amaral perguntou: Quem lucra com  a Vale?
O “pai” das mineradoras é Fernando Henrique Cardoso. Em 1996, com a Lei Kandir, isentou de ICMS as exportações de minérios!
O que aconteceu com a Vale, privatizada a preço de banana, é o mesmo que se pretende fazer com a Petrobras: colocar a empresa completamente a serviço dos acionistas, não do Brasil.
O que isso significa?
Auferir lucros a curto prazo, custe o que custar.
A questão-chave está no ritmo da exploração das reservas minerais.
Num país soberano, o ritmo é ditado pelo interesse público. É de interesse da população brasileira, por exemplo, inundar o mercado com o petróleo do pré-sal, derrubando os preços? Claro que não.
Quem lucra, neste caso, são os países consumidores. Os Estados Unidos, por exemplo. Portanto, quando FHC privatizou parcialmente a Petrobras, vendendo ações na bolsa de Nova York, ele transferiu parte da soberania brasileira para investidores estrangeiros. Eles, sim, querem retorno rápido. Querem cavar o oceano às pressas, até esgotar o pré-sal. É a dinâmica do capitalismo!
O Brasil é um país sem memória. Não se lembra, por exemplo, do que aconteceu na serra do Navio, no Amapá. Uma das maiores reservas de manganês do mundo foi esgotada porque interessava aos esforços dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ficamos com o buraco e a destruição ambiental…
Obviamente, não é um problema brasileiro. Fui pessoalmente às famosas minas de diamante de Serra Leoa, na África, que mereceram uma visita da rainha Elizabeth. Investiguei o entorno. O local de onde sairam bilhões de dólares em diamantes não tinha rede de esgoto, nem de distribuição de água.
O mesmo está acontecendo neste exato momento com o coltan, do Congo, um mineral utilizado pela indústria eletroeletrônica. A exploração do coltan financia uma guerra interminável de milicias, que exportam o mineral para a Bélgica praticamente de graça!
Serra Leoa, Congo, Brasil…
Infelizmente, estamos no mesmo nível.
Como denuncia seguidamente o Lúcio Flávio Pinto, o ritmo da exploração do minério de ferro de Carajás é um crime de lesa-Pátria.
Por que haveria de ser diferente nas reservas de Minas Gerais?
A economia do estado, tanto quanto a brasileira, ainda é extremamente dependente da exportação de commodities. À Vale interessa produzir rápido, derrubar o preço a qualquer custo para apresentar lucro no balanço.
Infelizmente, a elite brasileira até hoje se mostrou incapaz de formular um projeto soberano de país. Isso vale para PSDB, PT e todos os outros, como ficou evidente na tragédia de Mariana.
Não podemos culpar a mineradora Samarco pela tragédia antes de uma investigação independente e rigorosa. Mas, será que ela vai acontecer?
Do prefeito de Mariana ao senador tucano Aécio Neves, passando pelo governador petista Fernando Pimentel, todos deram piruetas para salvaguardar a Samarco. Pimentel deu uma entrevista coletiva na sede da mineradora!
Enquanto isso, milhões de metros cúbicos de lama desceram o rio do Carmo e chegaram ao rio Doce.
A Samarco diz que a lama é inerte, ou seja, não oferece risco à saúde.
Numa situação ideal, não caberia à Samarco dizer isso — com reprodução martelada em todos os telejornais da Globo.
O familiar de um desaparecido comentou comigo que, na Globo, as vítimas da tragédia não tinham rosto…
A Vale, afinal, é grande patrocinadora.
Espanta é que os governos federal, estadual e municipal, que em tese deveriam atuar de forma independente — em nome do interesse público — não o façam.
A primeira providência em um país civilizado seria uma análise de emergência na lama, para determinar se ela oferece algum risco à saúde.
Afinal, milhões de brasileiros podem entrar em contato com os rejeitos, seja nas margens dos rios, seja através da água consumida.
Além disso, o tsunami de lama carregou corpos humanos e de animais por uma longa extensão, de centenas de quilômetros.
No entanto, a não ser pelo esforço de relações públicas da Samarco, as pessoas afetadas, como testemunhei pessoalmente, estão totalmente no escuro.
Mais adiante, outras questões importantes vão surgir.
O rio do Carmo foi completamente destruído, de ponta a ponta. Quem vai pagar a conta? O Estado brasileiro ou a Samarco?
A Samarco fez o que se espera de uma empresa privada, que pretende minimizar os impactos sobre si do desastre ambiental que produziu.
De forma competente, acionou seu esquema de relações públicas para deixar no ar a ideia de que o rompimento de duas barragens foi consequência de um terremoto.
Transferiu os desabrigados para hoteis, evitando a ebulição de centenas de pessoas que, conjuntamente, poderiam conjurar contra uma empresa da qual sempre desconfiaram.
Conversei com os sobreviventes de Bento Rodrigues: todos sempre acharam um exagero o crescimento vertical, contínuo, da barragem, para guardar mais e mais lama.
Segundo eles, a Samarco começou a comprar novas áreas de terra porque pretendia construir uma outra barragem, mais próxima do povoado, para dar conta do armazenamento dos rejeitos.
Que a Samarco cuide de seus interesses é parte do jogo.
O espantoso é ver a captura do Estado brasileiro, em todas as esferas, pelo interesse privado.
Basta uma consulta às pessoas comuns, que vivem sob as barragens de rejeitos — que se contam às centenas em Minas — para que elas denunciem: as empresas aumentam indefinidamente as cotas, sem transparência, sem qualquer consulta pública, sem planos de resgate de emergência, sem um básico sinal sonoro para dar o alerta em caso de acidente.
É bem mais barato que construir uma nova barragem, certo? Lembrem-se: estas empresas estão a serviço do lucro de seus acionistas e a maioria deles não mora em Mariana, provavelmente nem mora no Brasil.
Minas Gerais, acossada pela crise econômica, sucumbe à lógica das mineradoras: como denunciou o leitor Reginaldo Proque, está tramitando na Assembleia Legislativa um projeto para simplificar o licenciamento ambiental, de autoria do governo Pimentel.
Em resumo, os desabrigados das margens do rio do Carmo fazem o papel, em carne e osso, da crise de representação da política brasileira.
Ninguém os ouve, nem consulta.
Quando muito, são sobrevoados por helicópteros que “representam” um Estado servil ao poder econômico.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/bastidores-de-uma-tragedia-os-relacoes-publicas-da-samarco-dao-uma-surra-no-estado-brasileiro-que-sucumbe-ao-poder-economico.html