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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

FILHO DE LULA PROCESSA GLOBO E JARDIM: MENTIRAM

23.10.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/202246/Filho-de-Lula-processa-Globo-e-Jardim-mentiram.htm

Em novo livro, FHC confirma que é o pai do Petrolão. Detalhe: Roberto Marinho “escolhia” os ministros

23.10.2015
Do portal BRASIL29

RobertoFHC

Documentos provam que a corrupção na Petrobras começou no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, mas quem está combatendo é o atual governo da presidente DilmaRousseff

O livro “Diários da Presidência”, do ex-presidente tucano FHC, narra fatos sobre seus anos como dirigente máximo da nossa república e precisa “urgentemente” ser anexado aos autos da operação Lava Jato.
Entre outras revelações, o ex-presidente relata ter sido alertado, em 16 de outubro de 1996, que ocorria um “escândalo” dentro da Petrobras. Quem o alertou foi o dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, nomeado pelo ex-presidente para o conselho de administração da estatal.
Nunca é demais lembrar que hoje seu próprio partido, o PSDB, chama as denúncias de corrupção dentro da estatal de “petrolão”…. 
E tem mais: No governo de Fernando Henrique Cardoso, quem nomeava ministros era Roberto Marinho, dono da Globo
No primeiro  volume dos diários, FHC afirma ter nomeado um alto funcionário do Ministério das Comunicações em 1995 após consultar Marinho a respeito de três indicações. Um desses nomes foi escolhido secretário-executivo pelo então titular da pasta, Sérgio Motta.
O trecho da livro, reproduzido na reportagem da Folha, diz o seguinte: “Eu próprio [FHC], depois de ter pedido uma informação ao Roberto Irineu Marinho a respeito de três pessoas competentes da área, pedi ao [ministro] Eduardo Jorge que as entrevistasse”, afirma o tucano. “Passei os nomes ao Sérgio Motta [1940-98]. O secretário-executivo escolhido pelo Sérgio [Renato Guerreiro] é um desses três.”
“O então presidente, por iniciativa dele, quis conhecer a minha opinião sobre três nomes para uma posição técnica”, afirma Marinho na nota enviada à Redação.
(com informações da RedeBrasilAtual e blog Amigos do Presidente Lula)
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Fonte:http://br29.com.br/em-novo-livro-fhc-confirma-que-e-o-pai-do-petrolao-detalhe-roberto-marinho-escolhia-os-ministros/

Golpismo judicial não descansa

23.10.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Carlos Eduardo, editor assistente do Cafezinho

sergio_moro
O que se percebe é que nos últimos dias o golpe parlamentar parece ter minguado, enquanto o golpe pela via judicial ganha força – de forma discreta. Por isso mesmo, pode ter muito mais impacto. 

Um leitor do blog nos enviou uma análise perspicaz do jornalista Rodrigo Vianna, publicada na Revista Fórum, que compartilho logo abaixo.
É estarrecedor ver o STF acuado diante dos desmandos do juiz Sergio Moro. De onde vem todo esse poder? E por quê Teori Zavascki e outros ministros do supremo parecem tanto temer Moro? São perguntas ainda à espera de respostas.
Como o Miguel do Rosário, editor do Cafezinho, sempre fala: "a política brasileira é uma caixinha de surpresas". E a metáfora futebolística cabe perfeitamente no cenário atual. A política brasileira não dá descanso para aqueles que a acompanham, todo dia surge uma novidade, e ficar a par de todos os acontecimento é quase impossível.
Quando o golpe parlamentar da oposição parecia finalmente derrotado, eis que o golpe judicial avança.
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Golpe parlamentar minguou, mas golpe judicial avança: Lula é o alvo do juiz de camisas negras
por Rodrigo Vianna, na Revista Fórum 
O retorno de Henrique Pizzolato ao Brasil, o bloqueio das contas de Eduardo Cunha na Suíça e a nova convocação da seleção de Dunga acabaram por deixar em segundo plano um fato que pode ser decisivo para o desfecho da crise política no Brasil: o STF negou habeas corpus que pedia a liberação de Marcelo Odebrecht, dono de empreiteira preso há quatro meses pelo juiz das camisas negras – Sérgio Moro.
Advogados que acompanham de perto a Operação Lava-Jato observam a decisão como a senha que Moro esperava: ele agora começará a mover as peças em direção do rei no tabuleiro. Moro quer Lula preso. Sempre quis. Ou, na pior das hipóteses (para Moro), Lula estará solto mas desmoralizado.
Na narrativa megalomaníaca estabelecida pelo juiz das camisas negras, Lula seria o Bettino Craxi brasileiro. Craxi era o líder do Partido Socialista Italiano, e se tornou o grande alvo da operação Mãos Limpas.
Moro vai testando as jogadas no tabuleiro. Se o STF o desautorizasse, expedindo habeas corpus para presos de primeira grandeza (como é o caso de Odebrecht), o juiz talvez não se arriscasse agora a chegar até Lula. Mas o STF parece temer Moro. Foi essa a senha emitida.
“Com a decisão de Teori, aguarde para a semana que vem, ou no mais tardar a outra, a prisão do empresário Bunlai e também do filho de Lula”, diz ao blogueiro um advogado que atua na defesa de empresários atingidos pela fúria de Moro.
O blogueiro, a princípio, duvida da tese do advogado: “Moro vai prender o filho, você acha?”
“Sim, vai prender o filho, pois tem medo da reação de prender o pai. A estratégia é maquiavélica: esvazia o argumento de que é uma prisão política, arrasa o Lula e ainda o desmoraliza”, diz o advogado, que em outros momentos trouxe a este blogueiro análises certeiras, sempre baseadas em fatos e não em desejos dele (leia aqui outro texto que teve como fonte o mesmo advogado).
Moro estaria nesse momento tomando o pulso do STF. Lembremos que, no passado recente, o ministro Gilmar Mendes desautorizou o juiz de primeiro grau Fausto de Sanctis, relaxando por duas vezes a prisão do banqueiro Daniel Dantas. Sanctis, depois, foi triturado pela máquina midiática aliada a Gilmar Mendes.
Moro sabe que não corre o mesmo risco, mas era preciso saber até onde vai a coragem de Teori e de outros ministros do Supremo. Pelo visto, não vai até o ponto de desautorizar de maneira enfática o poderoso juiz de Curitiba.
De onde vem o poder de Moro? Certamente, não é apenas o poder comum de que se investe um juiz de primeiro grau. Sobre o julgador das camisas negras, há muitas teorias. Há quem o veja como um ser dotado de mentalidade salvacionista e algo messiânica (“tenho a missão de combater a corrupção”); outros o percebem como emissário de um poder maior, quiçá instalado até fora do país.
O que não se pode negar é que há uma “operação de inteligência”, procurando casar as decisões judiciais, com a pauta midiática e as manifestações de rua.
Não é à toa que o boneco inflável de Lula ganhou as ruas nos últimos meses. Trata-se de operação casada, calculada milimetricamente.
Não foi Moro que inflou os bonecos, dirão alguns. Mas basta seguir a articulação que une a Globo, Moro e estranhos personagens (como o jovem Chequer, formado nos Estados Unidos) para o centro das articulações golpistas: logo se vislumbrará que o juiz é parte de uma articulação mais ampla.
Moro sabe que o caminho para chegar a Lula passa pelo empresário Bunlai. Este não leva diretamente ao ex-presidente, mas pode mover as peças – primeiramente – em direção à família do líder petista.
“Pessoalmente, isso quebraria mais o Lula do que se fosse ele mesmo preso“, diz o advogado, que revela também: “vários [empresários e advogados] me dizem que a pergunta sobre ele [Bunlai] tem surgido para todos que estão negociando delação premiada“. É a forma de se chegar ao filho de Lula. Por enquanto, há apenas manchetes sem substância, mas vai-se estabelecendo a narrativa. AS decisões de Moro dependem dessa narrativa – externa aos autos.
O cenário se parece muito com 1954, quando Carlos Lacerda tratava o filho de Vargas como “o filho rico do pai dos pobres”. Nem isso mudou na sintaxe dos que se opõem ao trabalhismo e pregam o golpe.
A UDN ameaçava levar o filho de Vargas preso ao Galeão – onde a Aeronáutica conduzia seus inquéritos, como se fosse um estado paralelo. O presidente reagiu, com o suicídio.
O Galeão de 2015 fica em Curitiba. O juiz das camisas negras tem como objetivo final um líder que talvez não possua a dimensão trágica de Vargas. Mas que lutará até o último momento.
O que se percebe é que nos últimos dias o golpe parlamentar parece ter minguado, enquanto o golpe pela via judicial ganha força – de forma discreta. Por isso mesmo, pode ter muito mais impacto.
Lembremos que foi Lula quem articulou a reação que pôs o governo Dilma de novo em pé. Se Lula for alvejado, ainda que indiretamente, através do filho, todo o campo que se mantem de forma frágil em torno de Dilma, ficará mais vulnerável.
O jogo não está jogado, mas as peças se movem em direção ao rei.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/10/23/golpismo-judicial-nao-descansa/