segunda-feira, 19 de outubro de 2015

SERRA, O TRAIDOR: Contra o golpe fiscal na democracia brasileira

19.10.2015
Do portal da AGÊNCIA CARTA MAIOR, 16.10.15

O senador José Serra, fundamentado em dados técnicos completamente equivocados, propõe um projeto antinacional sem qualquer debate público.

Marcos Oliveira / Agência Senado
Um projeto de resolução do Senado Federal (PRS nº 84/2007), da maior gravidade para a democracia brasileira, pode ser aprovado brevemente, sem qualquer debate público. O senador José Serra é o responsável por emenda a esse projeto que pretende definir limites draconianos para a dívida pública da União, de modo a forçar a obtenção de superávit fiscais primários em torno de 3% do PIB por vários anos.
 
 
A manobra regulamenta a Lei de Responsabilidade Fiscal sem discussão pública e passa por cima das leis orçamentárias futuras, inutilizando o debate democrático sobre o valor dos recursos que devem ser transferidos dos impostos dos brasileiros para os portadores da dívida pública. Tais credores assegurariam, por pelo menos os próximos quinze anos, uma política econômica caracterizada por uma austeridade ainda mais profunda do que a realizada em 2015.  
 
As consequências sobre o crescimento econômico, a justiça social e a própria arrecadação de impostos são deletérias. Significaria perenizar a crise econômica por que hoje passamos.
 
O próprio impacto recessivo da austeridade atual já obrigou a uma mudança no projeto de resolução. Há apenas um mês, propôs-se a definição de um limite muito menor para a dívida pública do que o valor verificado atualmente: uma razão de 4 vezes entre a Dívida Consolidada Bruta e a Receita Corrente Líquida, que estava, em julho de 2015, em cerca de 5,6 vezes. A diferença exigiria, considerando o valor da arrecadação tributária atual, a realização de um esforço fiscal de R$ 1,05 trilhão (um pouco mais de um trilhão e cinquenta bilhões de reais) ou 18% do PIB!
 
 
Em 15 de outubro, o projeto passou a admitir que a razão entre a Dívida Consolidada Bruta e a Receita Corrente Líquida deve subir a 7,1 nos próximos cinco anos. No entanto, exige que se reduza a 4,4 nos dez anos seguintes até 2030. Apenas para dar uma ideia do esforço em valores atuais, a redução envolveria cerca de 30% do PIB em apenas dez anos!
 
A enormidade desse valor representaria um peso insuportável para a política fiscal e para a própria economia: a elevação abrupta da meta de superávit primário impediria o crescimento econômico. De nada adianta diluir o esforço fiscal em 15 ou 10 anos como propõe o projeto. Um esforço fiscal bastante inferior a esse valor foi planejado para 2015, o que agravou a recessão e levou a uma queda da arrecadação tributária em termos reais.
 
O pior é que o projeto se fundamenta em argumentos tecnicamente equivocados. O projeto acusa o Banco Central de financiar o déficit público, cometendo crime de responsabilidade através de uma “pedalada” proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso supostamente ocorreria através das operações compromissadas realizadas pelo Banco Central para garantir o alcance da meta para os juros SELIC definida pelo Comitê de Política Monetária, o COPOM.
 
 
Isso é uma acusação grave, que repete equívoco de estudo feito pela Tendências Consultoria em 2013, já cabalmente refutado em nota pública do Banco Central. Se a justificativa técnica envolve uma denúncia de crime de responsabilidade, ela não deveria estar melhor fundamentada tecnicamente e envolver amplas audiências públicas sobre o tema?
 
Como o projeto inclui os títulos públicos usados pela política monetária e pela política de aquisição de reservas cambiais na definição do limite da dívida pública, sua aprovação forçaria o Banco Central a resgatar os títulos públicos com emissão de moeda, e vender reservas cambiais, com consequências tenebrosas sobre a inflação e a taxa de câmbio.
 
Em suma, o projeto engessaria as políticas fiscal, monetária e cambial do país, a partir de uma compreensão tecnicamente equivocada das relações entre o Tesouro Nacional e o Banco Central. Muito provavelmente engessaria o crescimento econômico necessário não apenas para gerar os empregos de que a sociedade brasileira carece, mas até mesmo para pagar a dívida pública.
 
Tamanha irresponsabilidade não pode resultar de um simples projeto de resolução que não será discutido pela Câmara dos Deputados nem poderá ser vetado pela Presidência da República, e que não foi sequer debatido pela sociedade brasileira. É urgente realizar esse debate para evitar a tragédia anunciada.
 
 


Maria da Conceição Tavares – UNICAMP/UFRJ
Carlos Lessa - Economista - UFRJ
Vagner Freitas - Presidente da CUT
Paul Israel Singer - Economista - USP
Marcio Pochmann – Economista - UNICAMP, Presidente da Fundação Perseu Abramo e membro do Fórum21
Niemeyer Almeida Filho – UFU – Presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) 
Pedro Paulo Zahluth Bastos – Economista - UNICAMP e membro do Fórum 21 
Ricardo Bielschowsky - Economista - UFRJ
Eduardo Fagnani - Economista - UNICAMP e membro do Fórum21
Ceci Vieira Juruá – Economista e membro do Fórum21
Pedro Rossi – UNICAMP e membro do Fórum21
Carlos Pinkusfeld Monteiro Bastos Economista – UFRJ
Mayra Juruá - Economista e membro do Fórum21
Paulo Kliass – Economista - EPPGG e membro do Fórum21
Julio Gomes de Almeida – Economista - UNICAMP 
Raul Pont - Economista e membro do Fórum 21
Hildete Pereira de Melo – Economista - UFF
Celia de Andrade Lessa Kerstenetzky - Economista - UFF
Jaques Kerstenetzky - Economista  - UFRJ
Maria de Lourdes Rollemberg Mollo – Economista - UNB
Esther Bemerguy de Albuquerque - Economista e membro do Fórum21
Francisco Lopreato - Economista - UNICAMP
Fernando Monteiro Rugitsky - Economista - USP
Carlos Aguiar de Medeiros - Economista - UFRJ 
Lena Lavinas - Economista - UFRJ
Valéria Moraes - economista e Jornal Brasil Popular
Rodrigo Octávio Orair - Economista e pesquisador do IPEA e PNUD
Alfredo Saad Filho – Economista - SOAS – Universidade de Londres
João Sicsú - Economista - UFRJ
José Carlos de Assis - Economista UFRJ
Ladislau Dowbor - Economista - PUC/SP e membro do Fórum21
Jorge Mattoso - Economista - Unicam
Róber Itturiet Ávila - Economista - UNISINOS/RS e membro do Fórum21
José Luís Fiori - Cientista Político, Pesquisador e Professor - UFRJ
Venicio A. de Lima - UNB e CEBRAS-UFMG e membro do Fórum21
José Gomes Temporão - Médico sanitarista - Ex-Ministro da Saúde do Governo Lula
Fernando Morais - Escritor e jornalista
José Carvalho de Noronha - Médico Sanitarista, consultor do CEBES - RJ
Alfredo Bosi - Universidade de São Paulo 
Marilena Chauí - Universidade de São Paulo
Celso Amorim - Embaixador
Andre Singer - USP
Maria Victoria de Mesquita Benevides - Socióloga e professora da USP
Saturnino Braga - Presidente do Centro Celso Furtado
Rosa Furtado - Diretora do Centro Celso Furtado
Tarso Genro - Ex-governador RS e membro do Fórum 21
Samuel Pinheiro Guimarães - Embaixador e membro do Fórum 21
Anivaldo Padilha – Presidente do Fórum 21 
Altamiro Borges – Jornalista e Secretario Geral do Fórum 21 
Joaquim Ernesto Palhares - Advogado e Secretario Geral do Fórum 21 
Wagner Nabuco – Jornalista e membro do Fórum 21 
Francisco Fonseca - Professor da FGV-SP e PUC-SP
Lincoln Secco - Professor de História da USP
Reginaldo Nasser - Departamento de Relações Internacionais da PUC/SP
Ricardo Musse - Sociólogo da Universidade de São Paulo
Gilberto Bercovici - advogado - USP  
Jacques Távora Alfonsin - Advogado - UNISINOS/RS
Sebastiao Velasco e Cruz – UNICAMP e membro do Fórum21
Juarez Tavares - Professor Titular da UERJ, Professor Visitante de Frankfurt e Subprocurador-Geral da República
Reginaldo Moraes - Filosofia na Universidade de São Paulo
Francisco Carlos Teixeira da Silva - Professor titular da UFRJ
Walquíria Leão Rego - UNICAMP - e membro do Fórum21
Rubem Murilo Leão Rego - UNICAMP e membro do Fórum21
Leonardo Avritzer - Cientista Social - Universidade Federal de Minas Gerais 
Antonio Lassance – Cientista Político, pesquisador do IPEA e DIEST e membro do Fórum21
Igor Felippe – Jornalista e membro do Fórum21
Luis Nassif - Jornalista
José Luiz Del Roio - Militante Político e membro do Fórum21
Laurindo Leal Filho - USP e membro do Fórum21
Rodrigo Vianna - Jornalista e membro do Fórum21 
Flavio Wolf Aguiar - escritor, jornalista e professor da USP
Guilherme Boulos - MTST
Maria Inês Nassif - Jornalista e membro do Fórum21
Breno Altman - Jornalista
Fábio Sá e Silva - Advogado e membro do Fórum21
Gonzalo Berrón - Cientista Político e membro do Fórum21
Laymert Garcia dos Santos - Comunicação - Universidade de São Paulo
Kiko Nogueira - Jornalista
Ricardo Maciel Kobaiachi - Ativista de Direitos Humanos e membro do Fórum21
Ana Melo Moraes - Coordenadora Nacional do MST e membro do Fórum21
Beto Almeida - TV Cidade Livre, Jornal Brasil Popular
José Augusto Valente - Engenheiro, Jornal Brasil Popular e membro do Fórum21
Osvaldo Maneschy - Jornalista, Jornal Brasil Popular
Elton Faxina - Jornalista - UFPR e Jornal Brasil Popular
Maria Auxiliadora César - Assistente Social e socióloga - Jornal Brasil Popular
Romário Schettino - Jornalista, Jornal Brasil Popular e membro do Fórum21
Jacy Afonso de Melo - Federação dos Bancários e membro do Fórum21
Valter Xéu - Jornalista, diretor e editor de Pátria Latina
Maria Luiza Franco Busse - Instituto Casa Grande
Maria Rita Loureiro - Professora da FEA e FGV/SP e membro do Fórum21
Helena Iono - Editora e produtora de TV
Erick Vargas da Silva - Historiador
Joaquim Soriano - Diretor da Fundação Perseu Abramo
Laura Carvalho - Economista
Pedro Estevam Serrano - PUC/SP
Rosa Maria Marques - Economista - PUC/SP e membro do Fórum21
Marcos Dantas - Comunicação URFJ
Gilberto Maringoni - Professor de Relações Internacionais da UFABC
Tania Bacelar - Cientista Social - Universidade de Paris I
Bernardo Cotrim - Secretário de Formação do PT/RJ e membro do Fórum21
Laura Tavares - Clacso Brasil e membro do Fórum 21
*Irineu Messias, sindicalista
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Contra-o-golpe-fiscal-na-democracia-brasileira/4/34756

CRISE HUMANTIÁRIA: Número de crianças desacompanhadas em busca de asilo cresce quase 50% na Inglaterra em 1 ano

19.10.2015
Do portal OPERA MUNDI, 18.10.15
Por Rachel Costa | Canterbury (Reino Unido) 

Em Kent, porta de entrada do país para quem vem do continente europeu, chegada de crianças e adolescentes sozinhos, sem a companhia de um adulto, mais que dobrou nos últimos seis meses

“Eu estou no meio. Minha expressão não é nem alegre nem triste”, diz a tira de papel fixada sobre a aquarela, na parede da organização não governamental KRAN, na cidade de Canterbury, no condado inglês de Kent. No painel sob a mensagem é possível ver pintado o perfil de um rapaz negro dividindo o quadro em duas partes: de um lado o mapa da Eritreia e uma escola, de outro, o do Reino Unido e a catedral de Canterbury, um famoso ponto na cidade turística inglesa.
O jovem eritreu Sam*, autor do desenho, é um dos mais de 770 adolescentes que chegaram a Kent sozinhos, sem a companhia de um adulto, em busca de asilo. Só nos últimos seis meses, o número de jovens no condado na mesma situação de Sam mais que dobrou, consolidando Kent como o principal receptor desses adolescentes dentro da Inglaterra e gerando uma demanda inesperada para as organizações locais. No total, entre 2014 e 2015, foram feitos 2.168 pedidos de asilo na Inglaterrra por menores de 18 anos - um aumento de 46% em relação ao período anterior.
Rachel Costa / Opera Mundi
Jovem atravessa ponte sobre rio Stour em Kent; condado é o que mais recebe jovens desacompanhados na Inglaterra

“Estamos recebendo muitos pedidos de atendimento que não damos conta de atender”, lamenta Jessica Maddocks, porta-voz para a KRAN, sigla em inglês para Rede de Ação pelos Refugiados de Kent, em entrevista a Opera Mundi.  A instituição, que mantém programas educacionais para mais de 100 adolescentes, é uma das que tem feito o que pode para dar resposta à demanda cada vez maior de meninos e meninas desacompanhados. Além de fazer-se sentir nos números, a crise migratória também tem gerado mudanças no perfil dos jovens que chegam. “Antes nunca tínhamos recebido sírios”, diz a porta-voz.
Dentro da pequena sala de aula mantida pela instituição na região industrial de Cantebury, onde o desenho de Sam* ocupa uma das paredes, perguntas sobre a jornada são proibidas. É uma maneira sutil de ajudar esses meninos e meninas a superar o passado e focar no futuro, que, embora longe da violência da guerra, está distante de ser um tempo de segurança.
Rachel Costa / Opera Mundi
Desenhos de crianças e adolescentes assistidos pela KRAN, sigla em inglês para Rede de Ação pelos Refugiados de Kent 

Ponto de chegada
Um estudo realizado pela Universidade de Brighton mostrou que, se somados, o condado de Kent e o distrito de Croydon, na região metropolitana de Londres, reúnem um terço dos adolescentes sozinhos em busca de abrigo na Inglaterra. “O Children Act de 1989 diz que o cuidado é de responsabilidade da primeira autoridade local na qual a criança ou adolescente busca auxílio”, explica Joanna Wilding, uma das pesquisadoras responsáveis pelo levantamento, que será publicado em sua íntegra no fim de outubro.
A busca por Kent explica-se pela posição geográfica do condado: é ele a parte do território mais próxima à Europa continental. No ponto mais estreito do Canal da Mancha, apenas 33 quilômetros separam Inglaterra e França. É também em Kent que desemboca o Eurotunel e é por essa ligação, fazendo a travessia escondidos em caminhões de carga, que a maior parte desses meninos e meninas consegue entrar na Grã-Bretanha, oriundos dos campos de refugiados em Calais.
De acordo com as contagens do grupo Calais Migrant Solidariety, apenas neste ano ao menos 15 pessoas morreram na tentativa de fazer a travessia pelo túnel que liga os dois países, várias delas adolescentes.
Rachel Costa / Opera Mundi

Aqueles que prosperam no intento, ao descer dos caminhões em que se esconderam, geralmente estão em Kent ou Croydon. “A determinação do Children Act é importante para evitar que eles fiquem abandonados até encontrar uma autoridade local que se responsabilize por eles. Entretanto, também leva a grandes concentrações em alguns pontos, o que torna mais difícil para essas crianças acessar os serviços necessários”, avalia Wilding.
Em Kent, o governo local recentemente fez um apelo a David Cameron, primeiro-ministro britânico, pedindo por um reforço de 5,5 milhões de libras no orçamento para o atendimento aos jovens desacompanhados que não param de chegar.
Uma das medidas já tomadas para tentar conter a crescente demanda foi a transformação de uma antiga casa de repouso em centro de passagem para abrigar esses jovens. Com capacidade para até 40 pessoas, o espaço recebeu seus primeiros moradores no fim de setembro. Não sem gerar descontentamento em grupos da extrema direita local, que iniciaram uma campanha contra a iniciativa por considerar os jovens refugiados “um risco aos alunos da escola primária vizinha ao centro”.
Novos desafios
Reações despropositadas de grupos organizados são apenas uma das questões que esses adolescentes precisam enfrentar em sua nova vida. O processo de acolhimento, não raro, é repleto de obstáculos e de incertezas. “Tenho momentos de felicidade, de tédio, de coisas boas e de coisas más… Minha vida é mista aqui”, diz a mensagem de outro rapaz da Eritreia, também atendido pela KRAN. 
Isso porque pôr os pés na Inglaterra, ao contrário do que muitos deles imaginam, não significa o direito de se estabelecer no país em definitivo. Como mostram as estatísticas do próprio Home Office, órgão local para o controle da imigração, a maior parte das decisões favoráveis aos adolescentes desacompanhados lhes permite viver no Reino Unido somente até completar 18 anos, e não o direito de permanecer indefinidamente no país.

Cidadãos da UE que moram no Reino Unido se preparam para possível saída britânica do bloco

Extrema-direita usa maus-tratos a animais como justificativa para racismo e xenofobia na França

Rachel Costa / Opera Mundi

"Bem-vindo a Canterbury": na cidade, chegada das crianças e adolescentes não-europeus em busca de asilo divide opiniões

Entre julho de 2014 e junho de 2015, esses vistos provisórios corresponderam a 91% das decisões positivas do órgão (aquelas em que o pedido não é recusado). Isso significa que, ao completar a maioridade, esses jovens terão de recorrer novamente ao órgão para pedir a extensão do direito de permanecer no país, o que nem sempre tem um final feliz.
Portas fechadas
Um levantamento recente feito pelo Bureau de Jornalismo Investigativo britânico mostrou que, nos últimos seis anos, 605 jovens afegãos que chegaram ao País sem suas famílias foram extraditados após completar a maioridade. “A perda do direito de viver no Reino Unido após os 18 anos é algo que acontece com regularidade. Infelizmente”, conta Jessica Maddocks.
Algumas histórias reunidas pela organização Children's Society, uma das principais instituições de defesa de crianças e adolescentes no Reino Unido, dão uma ideia dos impactos dessa política. Entre os vários casos atendidos pela ONG, houve uma jovem que recebeu uma conta de mais de mil libras após ter de recorrer ao serviço de emergência de um hospital público. A equipe que a atendeu considerou que, por ter o visto vencido, ela não teria o direito de usar os serviços médicos mantidos pelo governo. Outro rapaz, após completar os 18 anos, teve cancelado o atendimento psicoterapêutico que recebia para superar os traumas causados pelo passado de violência.
Joanna Wilding, que teve contato com diversos adolescentes em busca de refúgio na Inglaterra durante sua pesquisa, diz que, de modo geral, a recepção após a entrada no país influencia muito a maneira como eles se sentem. “A impressão que tive foi a de que a situação corrente impacta mais sobre o bem-estar deles que as experiências que eles viveram durante o caminho. Se eles se sentem seguros agora, eles se sentem felizes. Já quando eles seguem sem se sentir seguros, eles demonstram estar ainda angustiados”, resume a pesquisadora.
Reprodução
Desenho de um dos jovens assistidos pela organização KRAN

À deriva
A situação de Kent pode ser definida como a ponta visível de um imenso iceberg sob o qual se escondem os milhares de meninos e meninas que se encontram espalhados pelos países europeus em busca de refúgio. O perfil tem se tornado cada vez mais frequente, de acordo com membros da organização Médicos Sem Fronteiras.
Isolada por água de todos os lados e sem uma política específica que lhes facilite o acolhimento, a Grã-Bretanha acaba por ser um ponto de difícil acesso para a maior parte dos refugiados. As últimas estimativas, divulgadas em junho deste ano, mostram que o Reino Unido foi responsável por apenas 4,4% de todos os pedidos de asilo recebidos por estados membro da União Europeia entre o segundo semestre de 2014 e o primeiro de 2015.
Isso tem aumentado a pressão para que o país assuma mais responsabilidades, em especial com relação aos jovens. “A organização Save the Children tem defendido a ideia de que o governo britânico aceite 3.000 crianças e adolescentes desacompanhados que hoje estão em outros países europeus”, informa um dos porta-vozes da Children's Society. Até agora, entretanto, falta uma resposta contundente do gabinete do primeiro-ministro.
*Nome fictício.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/41986/numero+de+criancas+desacompanhadas+em+busca+de+asilo+cresce+quase+50+na+inglaterra+em+1+ano.shtml

"Estou com Cunha. Nosso negócio é derrubar a Dilma", diz Paulinho da Força

19.10.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 16.10.15

Nem mesmo a divulgação do passaporte e da assinatura de Cunha, usados para a abertura de contas secretas na Suíça, serviram para mudar a posição de Paulinho da Força, que, assim como Cunha, também é réu no STF. "Estou com ele para o que der e vier", disse o líder da Força Sindical
Paulinho da Força Eduardo Cunha
Paulinho da Força (dir) é presidente da Força Sindical (divulgação)
Um dos principais aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado federal Paulinho da Força (SDD-SP) disse, em entrevista à “Folha de S.Paulo“, que está com o presidente da Câmara dos Deputados “para o que der e vier” e que as novas descobertas “não mudam em nada” sua posição pessoal de apoio ao peemedebista.
O parlamentar do partido Solidariedade admitiu que seu objetivo principal é acelerar a abertura de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara.
“O nosso negócio é derrubar a Dilma. Nada nos tira desse rumo”, disse Paulinho da Força.
Sobre as especulações de que o Planalto e o ex-presidente Lula estariam trabalhando para que Cunha não fosse afastado da presidência da Casa por conta das sucessivas denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro, o deputado afirmou que “o governo não cumpre o que fala”.
“O governo bate nele porque sem ele não tem impeachment. E isso só me faz ficar onde estou. Nada muda ou nos tira desse rumo”, concluiu.

Juras de amor

Ainda em agosto, logo após Eduardo Cunha ser denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, Paulinho da Força organizou um evento para prestigiar o presidente da Câmara.
Paulinho, mais uma vez, deu demonstrações tocantes de amizade desinteressada. Algumas de suas frases:
. “Cunha guerreiro do povo brasileiro” — esta, entoada com a plateia
. “Você é a pessoa mais correta que eu já encontrei na vida”
. “Você é um herói”
. “Você tem coragem de enfrentar os poderosos”
. “Cunha é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”
com Jornal do Brasil e DCM
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/10/estou-com-cunha-nosso-negocio-e-derrubar-a-dilma-diz-paulinho-da-forca.html

Jornalista alerta: Se Cunha for preso e assinar delação,vai arrastar metade do congresso junto

19.10.2015
Do blog BRASIL29,16.10.15

Cunhadelacao

suposto pedido de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), feito no último sábado (10) por líderes do PSDB,DEM e PPS é mais uma fraude descarada plantada pela oposição “acéfala” que assola o Brasil.

(Patrícia Carvalho para o BR29)
Aliás, diga-se de passagem, é a oposição mais incompetente que temos acompanhado desde os anos 70.
Essa ação desastrosa de marketing foi toda planejada por Aécio Neves, Carlos Sampaio, Agripino Maia e vários outros comparsas da direita conservadora.
Foi mais uma jogada de principiante e um golpe inábil da direita, em parceria com a mídia golpista, tendo como objetivo confundir a população brasileira. Tudo não passou de encenação. Ninguém do PSDB ou mesmo de seus partidos aliados querem ver Eduardo Cunha na cadeia. Cunha sabe muita coisa sobre o PSDB e o DEM!
Cunha é um político inteligente,ardiloso,dono de muitos segredos no meio político e pode, a qualquer momento, implodir mais da metade do Congresso Nacional com denúncias de corrupção em série.
Onde estão os líderes de oposição que gritam bravamente pelo impeachment da presidente Dilma nas redes sociais como se fossem os donos da verdade? Porque não estão gritando FORA CUNHA ?
Dilma, ao contrário de Cunha, não tem nenhuma denúncia contra sua pessoa. Dilma não tem carros importados de milhares de dólares, não possui imóveis de alto padrão no Rio de Janeiro, não possui contas numeradas na Suíça e, principalmente, não recebeu propina de nenhum empresário envolvido na operação Lava-Jato, conforme já foi dito por vários delatores que passaram pelo crivo seletivo do juíz Sérgio Moro.
Porque os bravos leões da oposição não fazem o mesmo escarcéu com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha?
Mesmo com provas documentais enviadas pelo MP da Suíça contra o presidente da Câmara, a oposição se cala e enfia o rabo entre as pernas.
Cunha já avisou: “Não vou sozinho. Vou carregar muita gente comigo”. E é por esse motivo que os machões da direita se transformam em “gatinhos” diante das ameaças de Cunha.
Queremos Cunha na cadeia sim! A prisão do presidente da Câmara poderá desencadear uma limpeza nos políticos corruptos que se infestaram como ratos nas dependências do Congresso e do Senado.
Com Eduardo Cunha preso, o próximo passo seria um acordo de delação premiada com o MP.
Cunha sabe muita coisa, conhece muito podre da política brasileira. E já avisou […] vai levar muita gente junto com ele e arrastar muitos congressistas.
E que leve mesmo. Seja petista, seja peemedebista, seja tucano, enfim, seja lá quem for. 
O povo brasileiro clama por isso!
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Fonte:http://br29.com.br/jornalista-alerta-se-cunha-for-preso-e-assinar-delacaovai-arrastar-metade-do-congresso-junto/

Intelectuais divulgam manifesto em apoia a presidente Dilma

19.10.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 16.10.15

Intelectuais reuniram-se nesta sexta-feira, 16, no Núcleo de Estudos de Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP) para divulgar um manifesto contra as iniciativas para afastar a presidente Dilma. O documento chama impeachment de aventura que abriria um período de vale-tudo no cenário político nacional.

"Seria extraordinário retrocesso dentro do processo de consolidação da democracia representativa, que é certamente a principal conquista política que a sociedade brasileira construiu nos últimos trinta anos", diz o texto. O documento também mostra que  movimentos pró-impeachment procuram um pretexto para interromper um mandato de Dilma 

"Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidente Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime", diz o  manifesto. "O que vemos hoje é uma busca sôfrega de um fato ou de uma interpretação jurídica para justificar o impeachment. Esta busca incessante significa que não há nada claro. Como não se encontram fatos, buscam-se agora interpretações jurídicas bizarras, nunca antes feitas neste país. Ora, não se faz impeachment com interpretações jurídicas inusitadas", completa.

O texto diz  ainda que as tentativas parecem uma estratégia para implantar no País um "pseudoparlamentarismo". "Goste-se ou não, o regime vigente, aprovado pela maioria do povo brasileiro, é o presidencialista."

Entre os signatários está curiosamente um ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Sérgio Pinheiro, que comandou a Secretaria de Direitos Humanos de 2001 a 2003, no segundo mandato do tucano na Presidência.

 Outro ex-ministro de FHC, Miguel Reale Júnior, que esteve à frente da pasta da Justiça em 2002, é um dos três signatários do processo de impeachment

Além de Pinheiro, assinam o manifesto contra as tentativas de impeachment Roberto Amaral, ex-dirigente do PSB que rompeu com a direção do partido para apoiar Dilma, e outras figuras que vêm se mobilizando em apoio à legitimidade do governo.

 Entre elas estão a filósofa Marilena Chauí, o escritor Fernando Morais, o sociólogo Antonio Candido, o cientista político André Singer, o advogado Flávio Konder Comparato, o jurista Dalmo Dallari e o historiador Alfredo Bosi.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/10/intelectuais-divulgam-manifesto-em.html

Ombudsman detona mentiras da Folha e Globo sobre Lulinha

19.10.2015
Do blog O CAFEZINHO, 18.10.15
Por Miguel do Rosário
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Globo e Folha deram manchetes garrafais, na primeira página, para suposta delação de Fernando Baiano contra filho de Lula.
Para variar, era mentira.
A "bomba" foi a estreia do colunista Lauro Jardim no Globo.
Que surpresa: a primeira matéria de Jardim para o Globo foi uma mentira sobre Lula.
É muito fácil ganhar emprego no Globo: prove que sabe mentir sobre Lula, prove que é capaz de qualquer coisa, de qualquer mentira, desde que seja contra Lula ou PT.
Quem diz é a ombudsman da própria Folha de São Paulo, Vera Guimarães.
***
OMBUDSMAN DETONA FOLHA NO CASO 'LULINHA'
Para a jornalista Vera Guimarães Martins, "a Folha já foi além das tamancas na última sexta (16) ao cravar a manchete 'Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula'. Primeiro, porque não foi isso que Fernando Baiano disse"; segundo ela, trata-se do problema de "títulos 'esquentados': o impacto inicial não correspondido deixa a reportagem com cara de bala de festim"
18 DE OUTUBRO DE 2015 ÀS 07:18
247 - A jornalista Vera Guimarães Martins, Ombudsman da Folha de S. Paulo, critica o jornal pela forma como deu a reportagem "Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula" na última sexta-feira 16.
"A Folha já foi além das tamancas na última sexta (16) ao cravar a manchete 'Delator diz ter repassado R$ 2 mi para nora de Lula'. Primeiro, porque não foi isso que Fernando Baiano disse", observa Vera.
"O lobista declarou ter repassado o dinheiro a José Carlos Bumlai, que teria pedido em nome de uma das noras de Lula. Só com isso, não é possível saber se o pecuarista foi pombo-correio ou se usou o valioso nome do amigo para inflar seu butim", explica.
Segundo ela, trata-se do problema de "títulos 'esquentados': o impacto inicial não correspondido deixa a reportagem com cara de bala de festim". Ela destaca o comentário de um leitor que chamou o episódio de "disse-me-disse".
O nome de Fabio Luis Lula da Silva, um dos filhos de Lula, foi citado pelo jornalista Lauro Jardim como beneficiário de R$ 2 milhões, segundo delação de Fernando Baiano. Os advogados de Fábio Luis prometeram acionar o jornalista e o jornal O Globo pelo fato de o nome do cliente não ter sido citado nenhuma vez na delação. Depois, Lauro Jardim mudou a versão, dizendo que os R$ 2 milhões teriam sido pagos à esposa de Fabio Luís (leia mais).
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/10/18/ombudsman-detona-mentiras-da-folha-e-globo-sobre-lulinha/

Potal IG rompe contrato e retira site de Paulo Henrique Amorim do ar

19.10.2015
Do portal BRASIL29, 18.10.15

pha181015

Pressão tucana? O site Conversa Afiada tem incomodado muito “peixe-grande” nos últimos tempos. Seria esse o motivo do rompimento do contrato?

O jornalista Paulo Henrique Amorim confirmou por telefone, no final da tarde de terça-feira, que foi demitido pelo portal IG por fax, informou Luiz Carlos Azenha, do site VioMundo.
Amorim relatou foi informado, por volta das 17 horas, por fax, que o portal não renovaria o contrato, que vence no dia 31 de dezembro deste ano. No fax, o IG menciona uma cláusula no contrato que daria ao portal o direito de tirar o site do ar dentro do prazo de 60 dias que antece o fim do contrato.
Paulo Henrique Amorim disse também que não poderia gravar entrevista por não ter consultado seu advogado. O jornalista disse que não foi informado do motivo que levou à decisão do IG.
“Paulo Henrique Amorim, que também é repórter da TV Record, é crítico tanto de José Serra quanto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”, lembrou Vi o Mundo, que também informou:
Dentro de duas horas vai entrar no ar um novo site de Paulo Henrique Amorim. O endereço será http://www.paulohenriqueamorim.com.br.
Mino Carta retira blog do IG

Nesta quarta-feira, Mino Carta, diretor da revista Carta Capital, decidiu retirar seu blog do portal IG, em solidariedade a Paulo Henrique Amorim.
Mino Carta fez sua despedida: “Meu blog no iG acaba com este post. Solidarizo-me com Paulo Henrique Amorim por razões que transcendem a nossa amizade de 41 anos. O abrupto rompimento do contrato que ligava o jornalista ao portal ecoa situações inaceitáveis que tanto Paulo Henrique quanto eu conhecemos de sobejo, de sorte a lhes entender os motivos em um piscar de olhos. Não me permitirei conjecturas em relação ao poder mais alto que se alevanta e exige o afastamento. O leque das possibilidades não é, porém, muito amplo. Basta averiguar quais foram os alvos das críticas negativas de Paulo Henrique neste tempo de Conversa Afiada”.
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Fonte:http://br29.com.br/potal-ig-rompe-contrato-e-retira-site-de-paulo-henrique-amorim-do-ar/