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domingo, 11 de outubro de 2015

As explicações de Aécio para o dinheiro das empreiteiras em sua campanha

11.10.2015
Do portal JORNAL GGN
Por LUÍS NASSIF

 
Não se espere de Aécio Neves qualquer contribuição ao debate de ideias. Como reconhecem seus próprios apoiadores, é incapaz de sustentar qualquer discussão sobre qualquer tema nacional. No máximo, repete bordões sobre economia e tamanho do Estado.
 
Sua entrevista ao Estadão (veja aqui) confirma esse diagnóstico. É incapaz de uma ideia sequer sobre o futuro do país. Só senso comum e considerações sobre o momento mais apropriadas a mesas de bar.
 
Suas alegações sobre as contribuições à sua campanha são deboches.
 
A primeira alegação é de que ele nada tem a ver com a Petrobras. Coloca o chapéu de burro nos leitores do jornal e se exime de explicar as obras que UTC, Andrade Gutierrez e outras receberam no seu governo. A começar da Cidade Administrativa.
 
A segunda alegação é de que “muitos dos que nos doaram o fizeram para se ver livre da extorsão do PT”.
 
Com essas afirmações, Aécio não demonstra a menor solidariedade com todos aqueles que se incumbiram de criar uma blindagem para ele, a começar do seu conterrâneo, Procurador Geral da República Rodrigo Janot.
 
O PGR não aceita uma denúncia de propinas de Furnas, apresentada com riqueza de detalhes pelo doleiro Alberto Yousseff  – que teve todas as demais acusações aceitas no acordo de delação. E mantém na gaveta uma inquérito sobre uma conta de Aécio aberta em Linchenstein, em nome de uma offshore de Cayman. Como o próprio Ministério Público se refere a Eduardo Cunha, o único objetivo de uma conta aberta em nome de uma offshore é esconder a titularidade da conta e a origem dos recursos.
 
Na gaveta do PGR, desde 2010 está guardado um inquérito contra Aécio – aberto por três procuradores da República que hoje integram o staff do PGR, no bojo de uma investigação em escritório de doleiro no Rio.
 
Em respeito a tanta consideração, Aécio poderia poupar o PGR de entrevistas como esta que, pela desfaçatez, obriga o blog a voltar novamente ao tema e cobrar de Rodrigo Janot o desengavetamento do inquérito.
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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/as-explicacoes-de-aecio-para-o-dinheiro-das-empreiteiras-em-sua-campanha

O que sabe Eduardo Cunha sobre o PSDB?

11.10.2015
Do BLOG DA CIDADANIA,
Por Eduardo Guimarães
cunha capa

Segundo a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, no período compreendido entre junho de 2006 e outubro de 2012 o deputado federal pelo PMDB do Rio de Janeiro Eduardo Cosentino da Cunha “Solicitou para si e para outrem e aceitou promessa de vantagem indevida” no valor total de 40 milhões de dólares.

A propina derivaria de intermediação de Cunha para que ocorresse contratação pela Petrobrás de fornecimento de navios-sonda do estaleiro coreano Samsung Heavi Indústries ao custo de mais de um bilhão de dólares.

Como todos sabem, até ontem esses movimentos que pedem o impeachment de Dilma Rousseff apoiavam Cunha afirmando que através de seu “probo” líder político estariam “combatendo a corrupção do PT”.

cunha 1

Recentemente, parte dessa vultosa propina a Cunha foi encontrada na Suíça e nos Estados Unidos em nome de familiares dele. A Procuradoria tem documentos que comprovam que esses recursos milionários encontrados nas contas dessas pessoas não têm explicação quanto à origem, o que torna praticamente irrefutável a tese de que são recursos ilegais.

Dificilmente esses grupos devem ter lido a denúncia da Procuradoria contra Cunha – para quem não leu, basta clicar aqui e aqui. Se esses analfabetos políticos tivessem lido, não diriam as bobagens que dizem.

Como todos também sabem, porém, são grupos movidos por questões ideológicas que não têm nada que ver com corrupção. Apesar de haver dinheiro de origem obscura financiando esses movimentos, a massa que os compõe é formada por hordas de inocentes uteis, gente de baixo nível intelectual, apesar das contas bancárias gordas.

Muito diferentes, porém, seriam os motivos da oposição a Dilma Rousseff, PSDB à frente. Sob o discurso hipócrita de “combate a corrupção”, tucanos e demos, sobretudo, estariam sustentando Cunha por julgarem que só ele, na Presidência da Câmara, seria capaz de fazer o que fosse necessário para derrubar o atual governo.

Por essa razão, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), afirmou ao Estadão, na segunda-feira passada, que seu partido pretendia aguardar mais informações sobre a existência de contas bancárias na Suíça em nome de Cunha para deixar de apoiá-lo. “Seria leviano da minha parte afirmar que ele [Cunha] está envolvido. Ele tem o benefício da dúvida”, disse Sampaio.

Contudo, esse cenário começou a mudar ao longo da semana passada.

Apesar do silêncio da grande mídia sobre Cunha – devidamente destacado pela ombusman da Folha -, novas revelações sobre dinheiro de propina encontrado no exterior fizeram explodir nas redes sociais uma onda de revolta contra ele poucas vezes vistas. Durante a semana, este blogueiro postou uma piada sobre o presidente da Câmara no Facebook que viralizou de uma forma impressionante.

cunha 2

No Twitter, a hashtag #CunhaNaCadeia tornou-se a segunda mais repercutida em todo o mundo.

Definitivamente, a mídia não tem mais poder de interditar assunto algum.

O apoio a Cunha pela oposição demo-tucana e pelos movimentos pró-impeachment, portanto, já começa a ficar inviável, de modo que esses grupos políticos já ensaiam dizer que não são mais “milhões de Cunhas”.

A oposição demo-tucana chegou a emitir uma nota “mela-cueca” sobre o presidente da Câmara que não convenceu nem mesmo apoiadores do PSDB como o blogueiro da Globo Ricardo Noblat, quem, em postagem recente, afirmou que A oposição finge pedir o afastamento de Eduardo Cunha.

Diz Noblat:

“Não é nota de adversários, mas de admiradores de Eduardo, sinceramente preocupados com o seu futuro. Nada cobram pelas denúncias que o atingem, sequer se referem a elas (…)A nota é para satisfazer os formadores de opinião que cobram mais decência da parte da oposição”.

Quando um antipetista como Noblat escreve algo assim, é bom a oposição ter cuidado.

Porém, neste domingo a Folha de São Paulo publicou artigo do colunista Janio de Freitas – decano do colunismo político brasileiro e um dos jornalistas mais respeitados do país – que insinua que o apoio renitente da oposição a Cunha, apesar do desgaste político que gerou a PSDB e DEM, pode ter razões bem menos político-ideológicas, por assim dizer.

Na coluna intitulada Vozes da Moralidade, Janio explica que PSDB e DEM têm duas motivações distintas para submeterem-se ao desgaste de apoiar alguém contra quem pesam denúncias tão graves e tão cheias de provas.

Vamos a elas (by Janio de Freitas):

1 – “Os taradinhos do impeachment preservam o presidente da Câmara porque esperam dele que instale a ação para a derrubada de Dilma e não têm pudor de dizê-lo. Aécio Neves não foi sugerir a Eduardo Cunha que se licenciasse coisa nenhuma, se nem disfarçou o desejo de que seja poupado para encaminhar o processo. O 1aquilo1 em que esses taradinhos só pensam não é aquilo, é o impeachment”

2 – “A outra vertente de proteção peessedebista a Eduardo Cunha veio dos mais velhos que ainda influem no partido. São remanescentes do governo Fernando Henrique. Ou seja, do escândalo das privatizações causado por grampos telefônicos que levaram à saída forçada de ministros e de outros do governo, comprometidos com fraudulências surpreendidas pelas gravações”

Bingo!

A razão número 1 não é forte o suficiente para fazer o PSDB submeter-se ao desgaste de apoiar alguém tão enrolado quanto Cunha – o PSDB vem dando mais apoio a Cunha que o partido dele, o PMDB, no qual não faltam vozes eminentes pedindo sua cabeça. Qualquer outro presidente da Câmara que sucedesse Cunha poderia dar vazão ao processo, pois todos sabemos que o PT não terá força para impedir que algum outro tipo de Cunha seja colocado no lugar daquele que for tirado.

O restante do artigo de Janio de Freitas explica melhor por que o colunista acha que o PSDB não tem coragem de agir contra Cunha da mesma forma que age contra Dilma, que não tem em seu desfavor nem um milionésimo por cento do que há contra o presidente da Câmara: o colunista acha que Cunha tem informações que podem complicar os tucanos.

Confira, abaixo, o trecho final da coluna de Janio de Freitas na Folha de São Paulo em 11 de outubro de 2015.

“Confrontado de repente com uma pergunta sobre a origem das fitas, o general Alberto Cardoso, da Casa Militar, disse que foram encontradas sob um viaduto em Brasília. A verdade era outra. A maior parte dos procedimentos para as privatizações transcorreu no Rio, sede das empresas e do BNDES, além das extensões de ministérios também envolvidos, como Indústria e Fazenda. Tudo se passava, portanto, nos domínios territoriais e operacionais de Eduardo Cunha, presidente da Telerj, a telefônica estatal do Rio, no governo Collor e até a posse de Itamar Franco.

Logo, nada de extraordinário que, pelas investigações ou por dedução, o circuito fechado do governo Fernando Henrique desse as gravações como obra de Eduardo Cunha, que em anos recentes já fora dado como responsável por grampos em série. No seu “diário” de presidente, Fernando Henrique refere-se a Eduardo Cunha deste modo, transcrito da revista “piauí” pela Folha: “O Eduardo Cunha foi presidente da Telerj, nós o tiramos de lá no tempo do Itamar porque ele tinha trapalhadas, ele veio da época do Collor”. Esse “nós” é invenção da vaidade. Fernando Henrique estava indo para Relações Exteriores e nada teve com a exoneração rápida de Eduardo Cunha, decidida e feita por Itamar. Sem sequer considerar trapalhadas, mas, como muitas outras demissões, por ser ligado a PC Farias.

Gravações clandestinas não começam no exato momento comprometedor da conversa. Quem as instalou pode fazer coleções de conversas, personagens e assuntos. E quem sabe que gravações podem trazer-lhe complicações, diretas ou indiretas, não ousa contra o possível colecionador. A não ser quando o veja batido, esvaído, inerte. Como muitos têm esperado ver Eduardo Cunha, para lembrar-se de que são grandes defensores da moralidade. Privada e pública.

Mas não só de grampeamentos se fazem coleções biográficas. Como ex-presidente da Telerj, Eduardo Cunha sabe –e ninguém duvide de que também comprove– que a estatal dava dinheiro a políticos. Quantias fixas. Mês a mês. Por nada.

E Eduardo Cunha não só investigou. Também pagou. Se vai cobrar, ainda não se sabe”.

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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/10/o-que-sabe-eduardo-cunha-sobre-o-psdb/

Globo estreia Lauro Jardim, ataca Lulinha e mostra todo seu jornalismo de esgoto

11.10.2015
Do blog PALAVRA LIVRE
Por Davis Sena Filho
O Globo, como toda a imprensa de negócios privados e alma golpista, na verdade ataca o Lulinha para atingir o Lula, virtual candidato do PT às eleições presidenciais de 2018.
Lauro Jardim começou “com tudo” o seu ciclo no O Globo. Ou melhor, Jardim continua a fazer no jornal da famiglia Marinho o que sempre fez na Veja: fofoca, maledicência, meias verdades e notinhas que funcionam como mini torpedos para desqualificar e desconstruir os adversários de seus patrões, os magnatas bilionários monopolistas de todas as mídias cruzadas e que, historicamente, sabotam e boicotam mandatários de esquerda, são porta-vozes dos interesses da plutocracia e combatem, a ferro e fogo, a emancipação do povo brasileiro e a independência do Brasil.

Antes, Lauro Jardim se submetia aos interesses dos Civita, e, agora, está a soldo dos Marinho, que há 13 anos tratam as lideranças petistas na condição de inimigas de seus interesses ideológicos e econômicos, bem como o PT é considerado por essa gente apátrida e entreguista, mas politicamente imperialista, como um partido que tem de ser extinto, como retiraram a alma do combativo e tradicional PTB, de Getúlio Vargas, João Goulart e Leonel Brizola, que hoje é dominado por políticos oportunistas e conservadores, que colocam a sigla à venda e a serviço dos interesses da direita brasileira — a casa grande de índole escravocrata.

Lauro Jardim mostra ao seu “novo” patrão para o que veio. E começa com uma informação que ainda não é fato real ou verdade acontecida, pois suposta informação do lobista Fernando Baiano, velho conhecido do PSDB e do PMDB, que “abriu o bico” para sair da cadeia ao acusar o Lulinha, filho do ex-presidente Lula, alvo constante da direita brasileira, que há 13 longos anos repercute boatos e maledicências de que ele é “ladrão”, porque “dono” de quase tudo o que tem no Brasil, sendo que conseguiu ficar bilionário, tal qual a famiglia Marinho na ditadura militar, atual patroa de Lauro Jardim, no decorrer do Governo Lula.

Um absurdo, pois os vazamentos do MP do batman Dellagnol, da Vara do juiz Sérgio Moro, dos delegados aecistas são crimes e, portanto, pessoas antirrepulicanas, que deveriam responder por seus vazamentos e afastadas sumariamente de seus cargos e funções, porque tomaram partido, tem lado, são moralmente e politicamente seletivas e compactuam com os interesses golpistas, ou seja, apostam na ilegalidade constitucional, além de aliadas da oposição liderada pelo PSDB. Inaceitável, sem dúvida, que funcionários públicos vazem informações, porque decidiram, a seus bel-prazeres, tornarem-se políticos sem votos e, por sua vez, sem a posse de mandatos.

Ridículo, sendo que, certamente, Lauro Jardim está a jogar para o público, causar confusão para desinformar, com sua notinha mequetrefe e rastaquera, publicada neste fim de semana na capa do panfleto de direita, O Globo, pasquim ultraconservador e useiro e vezeiro em fomentar maledicências, e, consequentemente, dar combustível às acusações que serão propositalmente dimensionadas no Congresso e pela “boca” desenfreada da imprensa comercial e privada (privada nos dois sentidos, tá?), no decorrer de toda semana que vem. Notícias que farão de Lulinha bucha de canhão.

Até aposto, inclusive, que os parlamentares golpistas, que vicejavam sob o guarda-chuva do também golpista e já hoje cadáver político, Eduardo Cunha, serão capazes de pedir até uma CPI do Lulinha, porque a verdade, nua e crua, é que essa gente de direita está desesperada por não controlar o orçamento federal e muita mais ainda com a dura realidade de ter de enfrentar novamente uma virtual candidatura Lula, em 2018. As ilações não comprovadas da imprensa burguesa, como a nota mequetrefe de Lauro Jardim, são um desserviço ao jornalismo de informação e investigativo, bem como uma ode ao jornalismo de esgoto, tão a caráter da imprensa imperialista e proprietária da casa grande.

Certamente, o propósito dessa lama toda publicada na capa de O Globo tem a intenção de fazer com que o público pense que Lula deixou seu filho à vontade para roubar. Perceba, só, a política rasteira e o jornalismo de quinta categoria elaborado pela imprensa alienígena, que, na verdade, tal notícia do Lauro Jardim não é comprovada, pois apenas permite que se tenha dúvidas sobre o caráter e a honestidade do Lulinha. Absurdamente os patrões das mídias estão envolvidos até o pescoço com a desconstrução moral de Lula e por isso não medem consequências para derrotá-lo em 2018. E nada acontece com esses coronéis midiáticos, que são muito piores que os coronéis antigos dos sertões brasileiros.

Realmente é o fim da picada a imprensa irresponsável e de negócios privados deste País, cujos empregados que escreveram matérias moralmente danosas estão sendo processados pelo ex-presidente Lula. Eles estão obcecados e, com efeito, tratam de destruir a imagem do presidente mais popular e o mais conhecido internacionalmente na história do Brasil. Retaliação pura e diretamente aplicada na veia. Processe a imprensa mercantilista e veja no que dá? Retaliação, manipulação e mentira!

Quem mandou o PT em 13 anos no poder não efetivar o marco regulatório para as mídias no Brasil. Aí dá nisso. Empregados de patrões midiáticos a fazer o jogo sujo de seus interesses sem serem praticamente chamados a responder por seus crimes de injúria, calúnia e difamação. Magnatas bilionários de imprensa que há muito tempo deveriam estar a responder nas barras dos tribunais pelos seus crimes, a começar pelo apoio à ditadura militar, bem como responder duramente pelos crimes de sonegação de impostos, tráfico de influência, contrabando de equipamentos, empréstimos a bancos estatais não pagos e acusações a seus inimigos políticos sem provas por intermédio de seus meios de comunicação, que são verdadeiros instrumentos de dominação do mercado e dos trustes sobre o povo brasileiro.   

A resumir: para a direita brasileira, que está a morrer de medo de ser presa pela Polícia Federal sob o comando do Ministério da Justiça, que responde diretamente ao Palácio do Planalto, onde ocupa a cadeira da Presidência da República a presidenta Dilma Rousseff, do PT, derrotar o Governo e impedir o Lula de ser presidente é também uma estratégia de escapar da cadeia. E por quê? Porque os únicos governos que prenderam megaempresários, políticos e funcionários públicos de alto escalão foram os governos de Lula e Dilma. Ponto.

Os mandatários petistas nomearam procuradores-gerais e não um engavetador-geral, como era conhecido o procurador de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, cujo desgoverno privatista e entreguista não prendeu ninguém. Pelo contrário, os processos eram, sistematicamente, engavetados. A verdade é que muita gente da oposição está a morrer de medo de ser presa, porque vai ter uma hora que o MP, a PF e os juízes de tribunais superiores terão de se debruçar também no que concerne à corrupção dos governos tucanos, bem como já existem inúmeros processos e denúncias contra os políticos do PSDB e do DEM que haverão de sair das gavetas para serem analisados e, por seu turno, seus autores e réus, julgados.

Um dia esse processo haverá de acontecer, porque a Justiça de um Estado de Direito sempre haverá de dar satisfação à Nação e não apenas a uma casta social rica e protegida por setores do Estado nacional que ainda não se democratizaram, pois tratam suas responsabilidades como se fossem uma concessão ao povo, quando a verdade é que se trata de obrigação à sociedade, que paga altos salários para que esses funcionários públicos cumpram com as leis e respeitem a cidadania. Tais realidades que, absurdamente, muitos servidores arrogantes e sem noção do que é republicano não cumprem.

Contudo, temos mais um roteiro meticulosamente programado para colocar o Lulinha no olho do furacão e com isso atingir o ex-presidente Lula, virtual candidato do PT, com chances reais de se eleger. Lauro Jardim, um dos áulicos da famiglia Civita, dona da Veja, semanário de extrema direita também conhecido como a Última Flor do Fascio, está acostumado a praticar o jornalismo de ilações, presunções e que se baseia, no caso de Lulinha, em delação premiada do lobista Fernando Baiano, que preparou sua cama para dormir livre da cadeia e incluiu, supostamente, de acordo com a nota de Lauro Jardim, o filho do Lula em crimes de corrupção. A verdade é que a nota de Jardim se parece mais com um danoso e espinhento factoide.

A mídia de alma golpista e amante de recursos do Estado publica, em suas manchetes garrafais, o disse me disse do delator, mas sem provas. O delator vai ser solto, em novembro, mas Jardim faz uma ressalva: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o aliado até então da imprensa de mercado e do PSDB para dar um golpe paraguaio em Dilma, “não falou nada arrasador” contra o chefe de um Poder da República que tem, comprovadamente, contas no exterior sem terem sido declaradas ao Fisco.

Contra Eduardo Cunha, o delator não disse nada muito forte, segundo Lauro Jardim. Em compensação, contra o Lulinha o dedo duro pegou pesado, porque para a imprensa de negócios privados o PT e o Governo Trabalhista são ladrões, enquanto no lado demotucano todos o são santos, verdadeiros anjos, vítimas de quatro derrotas eleitorais do perverso PT, e por causa dessa realidade atroz não podem perder a quinta, porque antes das eleições a casa grande quer jogar no tapetão e, com efeito, chegar ao poder por meio de um golpe vergonhoso, a diminuir o Brasil a uma República das bananas, bem como efetivar um processo de amnésia coletiva contra o povo, no que é relativo a ele lembrar de suas conquistas ocasionadas pelo desenvolvimento social e econômico que o Brasil vivenciou nos últimos 13 anos.

Aliás, fazer o povo esquecer suas conquistas nos períodos dos governos petistas é uma das metas draconianas da direita brasileira, até porque a burguesia não tem projeto de País e programas sociais para apresentar ao povo, o que é muito natural, afinal, e todo mundo sabe disso, inclusive os mortos, os recém-nascidos e os extraterrestres, a casa grande brasileira nunca pensou o Brasil, quanto mais desenvolvê-lo.

A resumir: a burguesia deste País é pária internacional e se notabiliza por se sentir satisfeita em pegar as esmolas e as sobras que a plutocracia internacional concede, contanto que seja fiel aos seus interesses de corporações colonialistas e imperialistas. É de sentir indignação, revolta, ira, nojo e náusea de tanta pusilanimidade, subserviência, subordinação e entreguismo desses grupos dominantes e de passado escravocrata que infernizam o Brasil e seu povo em um tempo de 513 anos.

O jornalismo de O Globo já era de péssima qualidade editorial. Há muito tempo tal jornal parou de editar um jornalismo sério. Porém, a famiglia Marinho se esmerou, e agora o jornalismo editado e publicado pelas Organizações(?) Globo se equivale ao da revista Veja, ou seja, o diário de Irineu Marinho praticará, agora com mais ênfase, o verdadeiro e inenarrável jornalismo de esgoto. Aposto que depois de jogarem o nome de Lulinha na lama, nada, como em outros muitos casos, será comprovado.


Somente cabe ao Lulinha processar o jornal O Globo, assim como os jornalistas que transformam seus ofícios em máquinas de moer reputações. Lauro Jardim disse que (...) ”Espero continuar a fazer, com prazer, o que tenho feito nos últimos anos”. Com certeza, o jornalista teve uma “ótima e profícua” escola na fascista Veja, e, sem sombra de dúvidas, continuará a fazer o que ele sempre fez. Quem viver verá. É isso aí.
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Fonte:http://davissenafilho.blogspot.com.br/2015/10/globo-estreia-lauro-jardim-ataca.html

Nardes recebeu R$ 1,6 mi com fraude fiscal:RBS, afiliada da Globo, pagou R$ 11,9 milhões

11.10.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 10.10.15

 Documentos da operação Zelotes mostram ligação do ministro com consultoria
Os pagamentos coincidem com a vitória da RBS em um processo no Carf.

Documentos apreendidos pela Operação Zelotes, obtidos pela Folha, revelam que o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes ainda era um dos donos da empresa Planalto Soluções quando ela fechou uma parceria com uma das principais firmas de consultoria envolvidas no escândalo do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

A firma que contratou a empresa de Nardes é a SGR Consultoria, pertencente ao ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, alvo da investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre compra de decisões no órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que analisa recursos contra multas.

Relator das contas da presidente Dilma Rousseff no TCU, Nardes foi sócio da Planalto até maio de 2005. Seu sobrinho Carlos Juliano ainda é sócio da empresa.

A SGR é investigada por atuar em prol da RBS, grupo de mídia do Rio Grande do Sul, que disputava no Carf a possibilidade de reduzir multas aplicadas pela Receita.

De acordo com os investigadores da Zelotes, em 2011 a RBS pagou R$ 11,9 milhões para a SGR, que repassou R$ 2,55 milhões à Planalto entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012. Os pagamentos coincidem com a vitória da RBS em um processo no Carf.

Segundo os investigadores, e-mails enviados pela secretária da SGR ao dono da empresa que citam pagamentos a "Tio" indicam que Nardes foi remunerado com R$ 1,6 milhão e Carlos Juliano, com R$ 900 mil por terem feito a ponte entre a RBS e a SGR.

O ministro tem dito que desconhece os supostos depósitos. Ele argumenta que deixou a Planalto em 2005 e "não assinou nada com a RBS". O grupo de mídia também nega relações com a Planalto e diz não ter autorizado que a SGR subcontratasse outras firmas.

Os documentos mostram que a RBS Administração e Cobrança contratou a SGR no dia 2 de março de 2005. Pela RBS, assinou o atual deputado federal e então vice-presidente jurídico e institucional da empresa, Afonso Motta (PDT-RS). Dias depois, em 21 de março, a SGR subcontratou a Planalto, que na época usava o nome de N&P Consultoria Empresarial, mas tem o mesmo número de CNPJ.

A saída de Nardes do quadro societário da Planalto só ocorreu em 2 de maio de 2005, 42 dias após o contrato com a SGR, segundo outro documento, enviado à Folha pela própria assessoria do ministro.

O subcontrato entre Planalto e SGR, intitulado de "parceria", descreve que a empresa dos Nardes atuaria em favor da RBS, chamada de "contratante principal", no papel de "administração de passivo fiscal e tributário".

O Ministério Público Federal do DF pediu que a Justiça Federal enviasse ao Supremo Tribunal Federal os autos sobre Nardes e o deputado Motta, que têm foro privilegiado.
Informações da Folha
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/10/contrato-reforca-elo-de-nardes-com.html

OS GOLPISTAS DO TCU: Leandro Fortes: A farsa do TCU exige reação política à altura e não o republicanismo barato

11.10.2015
Do blog VI O MUNDO, 08.10.15
Por Leandro Fortes
LM_TCU_Foto_Lula_Marques_07102015_009Brasília- DF 07-10-2015 Foto Lula Marques/Agência PT  Sessão do TCU
O TCU apenas cumpriu uma tarefa encomendada pelos tutores da oposição, alguns dos quais presentes ao julgamento, como os deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Rubens Bueno (PPS-PR) e Mendonça Filho (DEM-PE). Fotos: Lula Marques, Agência PT, via Fotos Públicas
A CADELA UDENISTA ESTÁ NO CIO
por Leandro Fortes
Aquilo não foi um julgamento, porque o TCU não é um tribunal, mas um cartório de políticos aposentados e apadrinhados de ocasião – alguns lá colocados pelo PT, diga-se de passagem.
O TCU é um apêndice do Poder Legislativo com estafetas de luxo autoproclamados “ministros” por conta de uma herança colonial provinciana.
Ao recomendar a reprovação das contas de Dilma, o TCU apenas cumpriu uma tarefa encomendada pelos tutores da oposição, que precisam voltar ao comando dos cofres públicos, ainda que com suas marionetes de sempre alçadas ao poder.
Pelo voto, perceberam, essa missão tornou-se quase impossível, ainda mais depois da decisão do STF que decretou inconstitucional as doações empresariais para campanhas eleitorais.
Sem falar na indigência das lideranças de direita, que oscilam entre os surtos fascistas da turma de Bolsonaro e a inoperância legislativa dos tucanos.
A solução foi voltar às origens, aos sobreviventes da Arena, aos herdeiros do udenismo lacerdista.
À tigrada.
Apostam, ainda, no envenenamento diário da mídia e na sobrevida de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, no que já pode ser classificado como a mais espúria aliança política da República desde o golpe de 1964.
Essa farsa do TCU, embalada numa fachada técnica cafajeste e hipócrita, exige uma reação política à altura, e não esse republicanismo barato que transformou os políticos do PT em clientes clandestinos de hospitais e restaurantes, Brasil afora.
Exige um grande e decisiva mobilização social e política, com todos os aliados dos movimentos sociais, com as forças democráticas, e não apenas de esquerda, que estão enojados com esse movimento golpista bancado, como de costume, pelos barões da mídia e pela escória fisiológica da política nacional.
Exige a voz das massas, de grandes lideranças populares e de políticos que não têm medo de enfrentar a manada e o senso comum.
Políticos como Lula, Ciro Gomes e Roberto Requião.
Exige uma nova Dilma Rousseff e um novo Partido dos Trabalhadores.
Exige um novo Brasil.
leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/leandro-fortes-a-farsa-do-tcu-exige-reacao-politica-a-altura-e-nao-o-republicanismo-barato.html

Senador Agripino Maia (DEM) pediu avião emprestado à OAS

11.10.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Agripino Maia foi coordenador de Campanha de Aécio
O presidente da empreiteira OAS, Leo Pinheiro, condenado a 16 anos de prisão sob acusação de envolvimento no esquema investigado na Lava Jato, aceitou emprestar um jato particular a pedido do presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), uma das principais figuras da oposição.

O pedido foi feito em janeiro de 2014 por Agripino. Ele solicitou a aeronave não para para uso próprio, mas para seu suplente na época, João Faustino, que precisava ir de Natal para São Paulo.Pinheiro aceitou o pedido e disponibilizou o avião, mas a viagem não aconteceu porque Faustino morreu pouco depois de leucemia.

A troca de mensagens com o pedido do senador foi encontrada em celular de Leo Pinheiro apreendido durante a Operação Lava Jato. Elas fazem parte do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga Agripino Maia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Apesar da viagem não ter se realizado, os investigadores avaliam que está explícita a relação de troca de favores e vantagem indevida entre o empreiteiro e o senador.

As mensagens analisadas pela Polícia Federal que fazem parte da investigação também trazem indícios, segundo os investigadores, de que o senador pode ter recebido propina por ter ajudado na liberação de recursos do BNDES para a construção do estádio Arena Dunas, em Natal, que foi feito pela OAS.

Segundo a Procuradoria, Agripino teria conseguido a liberação de dinheiro junto ao BNDES e, em contrapartida, a empreiteira doou R$ 500 mil ao diretório nacional do DEM nas eleições de 2014.

Como a Folha revelou, o Coaf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, também identificou operações suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador.

Coaf detectou depósitos em dinheiro feitos a Agripino Maia de forma fragmentada e sem identificação dos depositantes. O montante total é de R$ 169,4 mil. Foram também feitos depósitos com identificação ao senador.

Entre eles está um de R$ 95 mil, em espécie, feito por um motorista do Senado. Outra servidora fez quatro depósitos fracionados de R$ 9.000, segundo as investigações.

O senador Agripino Maia (DEM-RN) confirmou que pediu emprestado um jato particular ao então presidente da empreiteira OAS Leo Pinheiro para o uso de João Faustino, seu suplente em 2014. A notinha esta na Folha
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/10/senador-agripino-maia-dem-pediu-aviao.html

TSE aprovou R$ 10 mi de Caixa-2 para FHC

11.10.2015
Do BLOG DO MIRO
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:


A severidade com que o Tribunal Superior Eleitoral e o Tribunal de Contas da União tratam a presidente Dilma sugere que esses Tribunais seriam uma espécie de “guardiões da moralidade”. Porém, matéria da Folha de São Paulo publicada em 2000 mostra que hoje, no Brasil, mais do que nunca vale a máxima “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”.

Peguemos o caso do TSE, por exemplo. O histórico daquela Corte em termos de cumplicidade com uso de dinheiro ilegal em campanhas eleitorais é revoltante por si só, mas ao acolher justamente pedidos de investigação do PSDB contra o PT – no caso, sobre contas de campanha de Dilma –, a Corte esbofeteia a sociedade, ainda que esta não saiba.

Tomemos, por exemplo, a conduta do TSE em relação a um enorme escândalo que marcou a primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso, segundo matéria do jornal Folha de São Paulo de 19 de novembro de 2000, ainda durante o governo tucano.

O jornal descobrira que uma planilha eletrônica da primeira eleição de FHC à Presidência mostrava que pelo menos R$ 8 milhões deixaram de ser declarados por sua campanha ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na ocasião.

Em 2000, documentos sigilosos do comitê financeiro de Fernando Henrique Cardoso mostraram que a campanha da reeleição, em 1998, recebeu no mínimo R$ 10,120 milhões em doações carreadas para uma contabilidade paralela. Os recursos não declarados à Justiça Eleitoral foram descritos em 34 registros existentes na principal planilha. Eles indicaram que o comitê de FHC recebeu pelo menos R$ 53,120 milhões – mais do que os R$ 43 milhões declarados oficialmente ao TSE.

No mesmo ano, outra planilha descoberta pela imprensa também informou que esse expediente não era novidade no comitê tucano. Uma extensa lista com quase 300 empresas relacionava 53 nomes de doadores cujas contribuições não foram incluídas na prestação de contas entregue ao TSE. Somados, esses colaboradores deram R$ 8 milhões para o caixa-dois da campanha de Fernando Henrique Cardoso em 1994.

Ou seja, FHC fez caixa 2 escancaradamente em suas duas eleições para presidente, tudo foi provado e o TSE não disse um A.

Ah, mas contra Dilma há “delação premiada” a sustentar as investidas do TSE. É mesmo? Ora, quando se descobriu que FHC usou caixa 2 em suas duas campanhas a presidente, também houve delação. Só que não foi premiada. Um ex-ministro do governo tucano acusou formalmente FHC de ter feito caixa 2 e nada aconteceu.

Em 2000, o já ex-ministro de Fernando Henrique Cardoso aceitou falar sobre o assunto. Durante três horas, José Eduardo Andrade Vieira, também ex-banqueiro (Bamerindus) e ex-senador (1991-1999), prestou depoimento ao Ministério Público, em Londrina, e confirmou o uso de um caixa-dois na campanha presidencial de 1994.

Ao explicar o funcionamento da arrecadação de fundos naquela eleição, Andrade Vieira disse: “Quando o empresário ou colaborador não deseja aparecer, para permanecer no anonimato, contribui com recursos financeiros em espécie para a campanha eleitoral”.

Andrade Vieira afirmou que “o candidato Fernando Henrique Cardoso acompanhava pessoalmente o volume de recursos financeiros arrecadados na campanha de 1994″. O ex-ministro confirmava, num depoimento formal, o que vinha dizendo nos últimos três meses.

Ainda em agosto, Andrade Vieira disse, num telefonema gravado, que ele próprio acompanhou um de seus executivos – João Elísio Ferraz de Campos, então presidente da Bamerindus Seguradora – numa entrega de dinheiro clandestino ao comitê de campanha de FHC.

A postura do TSE que se vê hoje contra Dilma não é produto de melhora daquela Corte, mas de piora. Porque ser austera com alguns e leniente com outros é pior do que ser leniente com todo mundo, pois significa que o Estado está sendo usado para perseguições políticas, o que sugere, até, que pode haver um complô para prejudicar a presidente da República.

Note-se que as campanhas eleitorais pioraram muito, do início do século XXI para cá. A campanha eleitoral do ano passado apresentou custo total de R$ 5,1 bilhões, segundo levantamento feito nas despesas declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral. Em 2014, este foi o total gasto da campanha de todos os candidatos a deputado, senador, governador e presidente.

Se comparado com o financiamento eleitoral total calculado pela ONG Transparência Brasil desde 2002, trata-se do maior valor da série – já corrigido pela inflação. Há 12 anos, foram gastos R$ 792 milhões na campanha em geral, para todos os cargos supra descritos.

Ninguém acredita que esse aumento exponencial dos gastos em campanhas eleitorais não tenha se feito acompanhar de mais caixa 2, mais dinheiro sujo, mais procedimentos ilegais em geral. Contudo, a única postura verdadeiramente severa do TSE com alguma campanha se limita à de Dilma Rousseff. E nada mais.

Essa talvez seja a maior prova de que está em curso, no Brasil, um golpezinho de Estado travestido de um arremedo claro de processo legal. Para ver quão parcial têm sido Cortes como o TSE ou o TCU basta olhar o histórico dessas Cortes.

O caso das “pedaladas” fiscais no TCU é uma piada. Diante do fato escandaloso de que o expediente de usar recursos de bancos oficiais para cobrir um furo episódico de caixa – o que o Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe, sob algumas circunstâncias – foi usado por TODOS os antecessores de Dilma, o Tribunal alega que esses antecessores usaram “menos” a prática.

Mal comparando, é como se um Tribunal interpretasse que se pode cometer assassinato uma vez por ano, mas se cometer duas vezes vira crime. É hilariante. Ou, então, o sujeito pode roubar até um valor xis; se roubar um centavo acima disso, é crime.

Claro que Dilma não roubou coisa alguma. Ela apenas mandou bancos pagarem benefícios do Bolsa Família e de outros programas sociais antes de repassar o dinheiro aos bancos oficiais. Porém, esses bancos tinham dívidas com o governo, de modo que ficou tudo por isso mesmo. Foi um encontro de contas, e nada mais.

Porém, se não pode fazer com 10 milhões, não pode fazer com 5 milhões. Ou pode fazer ou não pode. O que o TCU e o TSE estão fazendo em relação a Dilma Rousseff é dizerem, ao fim e ao cabo, que se for tucano pode, se for petista, não pode. É pior do que os Tribunais não fazerem nada contra ninguém, pois estão usando a lei ao seu bel prazer.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/10/tse-aprovou-r-10-mi-de-caixa-2-para-fhc.html

REQUIÃO EXPLICA POR QUE NÃO HAVERÁ GOLPE NO PAÍS

11.10.2015
Do portal BRASIL247, 09.10.15
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/parana247/200382/Requi%C3%A3o-explica-por-que-n%C3%A3o-haver%C3%A1-golpe-no-Pa%C3%ADs.htm

Somos milhões de Cunhas

11.10.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 09.10.15
Por Izaías Almada, Blog da Boitempo

Somos uma mistura de cidadãos como o “Marrudo” e um pouco como o Ernesto, fiscal da prefeitura. Querem ver?

somos milhões de Cunhas Eduardo
Penso que há bons anos não via uma frase sintetizar tão bem o estágio político e civilizacional de boa parte da sociedade brasileira. A faixa estendida durante uma das últimas manifestações contra o governo, mirando alvo esquerdista – mais especificamente os governos do ex-presidente Lula, da atual presidente e o Partido dos Trabalhadores – foi de uma precisão mais que cirúrgica, e porque não dizer profética, sobre as entranhas de um país que, desde a sua colonização, continua a se revelar perverso, covarde e hipócrita. Atirou no que viu e acertou no que não viu. A cordialidade brasileira é um mito para inglês ver.
E não adianta alguém dizer que estou generalizando, que é um exagero, porque é exatamente isto o que estou fazendo: generalizando. Chega de bom mocismo, hipocrisia e do jogo do faz de conta. O vandalismo e as frases excretadas em folhetos atirados no funeral de ex-presidente da Petrobrás José Eduardo Dutra há poucos dias não me deixam mentir.
Saímos das margens da ditadura de fato para nadarmos até a outra margem, a da democracia consentida, feita de uma justiça mais do que cega e de discursos ocos de justiça social. De análises feitas em cima da perna e de uma inacreditável esperança de “união do país” pela democracia, dos lugares comuns como “o Brasil é maior que a crise que enfrenta” e coisas do gênero.
Somos uma mistura de cidadãos como o “Marrudo” e um pouco como o Ernesto, fiscal da prefeitura. Querem ver?
01 – Marrudo, cujo nome verdadeiro ninguém sabia ao certo, era exímio caranguejeiro. Tão exímio que, na sua última proeza, conseguiu esconder numa velha garagem da zona norte da cidade um Nissan Sentra, ano 2014, sem que os vizinhos dessem por isso. Esperou três meses para tirar o carro da garagem, tendo tomado o cuidado de trocar-lhe as placas. Por experiência própria e até por discretos contatos em delegacias de bairros sabia ser três meses o tempo mais do que suficiente para o dono do veículo surrupiado receber o dinheiro do seguro.
No dia de estrear o novo carrão, Marrudo acordou cedo, engoliu o café às pressas e foi até a papelaria comprar o adesivo especial que escolhera para colocar no vidro traseiro do carro. Aí pelas dez e meia da matina, com o coração palpitando, ligou a máquina, abriu a porta da garagem com cuidado e saiu sem muito estardalhaço de casa. No vidro de trás o adesivo vistoso refletia a confiança e a fé de seu novo dono: PRESENTE DE DEUS.
02 – Tão logo se aposentou, o “seu” Napoleão, com a ajuda da mulher Diná, montou a sonhada lojinha de doces e salgados para os lados de Vila Formosa, onde a máquina de fazer café, novinha em folha, era o orgulho dos donos. Inaugurada a lojinha, a freguesia foi aparecendo, inclusive o fiscal da prefeitura, de nome Ernesto, há trinta anos como fiscal, servindo a vários partidos de diferentes prefeitos. Passou para ver “se estava tudo em ordem”. E estava.
Para não perder a viagem, o tal Ernesto, pediu uma “contribuição” para a inspeção feita, no que foi logo contestado pelo dono. Com jeito o fiscal encontrou logo a maneira delicada de dizer que, se não recebesse a contribuição, viria alguém para aplicar uma multa ao estabelecimento. “Nós, os fiscais, somos uma família há muitos anos e dessa o senhor não escapa”, sentenciou. E saiu porta afora. Dona Diná, que ouvira a conversa, sentou-se ao lado do marido e desabafou: “é isso aí, só podia ser com um prefeito do PT… Tudo ladrão”.
Perceberam, não, irmãos? Que tal orar num templo de seiscentos milhões de reais, ou até em outro mais simples, bater no peito e levantar as mãos para os céus? Apontar o dedo para a corrupção alheia e fazer aquela carinha “de não tenho nada a ver com isso”. Ou de “Deus ajuda a quem cedo madruga”. Como alguns milhões de outros brasileiros que se têm na conta de bem informados, Marrudo, “seu” Napoleão e dona Diná, adoram a novela das oito e o Jornal Nacional. O Faustão, o Fantástico, o BBB… Mas vamos adiante.
03 – A senadora Marta Suplicy, descontente com o rumo tomado pelo Partido dos Trabalhadores ingressa no PMDB e em solenidade no Congresso, ao lado dos presidentes das duas casas legislativas, ambos do PMDB, afirma que irá combater firmemente a corrupção no país. Nada como a coerência, a abnegação e a convicção ideológica da maioria dos nossos representantes no Congresso Nacional. No caso, a luta de classes um dia acabaria vindo à tona.
04 – Jurandir, que graças ao hábito de só ir para a cama por volta das três da madruga depois de umas latinhas de cerveja, ganhara o carinhoso apelido de “vigilante noturno”.
Considerava Fernandão seu melhor amigo, desde que este lhe proporcionara ir trabalhar como free-lance numa produtora de filmes publicitários. Fernandão era um entre vários produtores da Cosmopolitan Filmes e Vídeos Ltda., encarregado, entre outras tarefas, de conseguir locais para filmagens e contratação de modelos. Várias vezes fora aconselhado a abrir sua própria firma para dar notas fiscais de seus cachês. Teimoso, Jurandir disse que comprava suas notas e não queria complicações com contadores. Resolvia tudo o mais rápido possível. Como muitos à sua volta o Fernandão gostava de dizer: “pagar imposto para que? Não ganho nada com isso e os políticos é que metem a mão na grana…”.
A senhora Marta Suplicy, veterana política e sexóloga paulista, e o Fernandão sabem onde metem os bedelhos, com certeza. Sempre ao lado do bem, a senadora não iria trocar de partido se não soubesse que a troca continuaria a lhe granjear louvores pelos seus esforços contra a corrupção, os chamados desvios do seu antigo partido. Afinal, nem todo dinheiro enviado para a Suíça poderá ser considerado um dinheiro “sujo”.
Sob “certos aspectos”, grande parte da elite econômica brasileira já introjetou na sociedade, através de seus principais porta-vozes na imprensa, e isso desde o final do império pelo menos, que existe uma “corrupção do bem” e uma “corrupção do mal”. E, portanto, transferir conceitos para frases como “bandido bom é bandido morto” para “petista bom é petista morto” é apenas uma questão de tempo e loquacidade. Impressiona, sobremaneira, o silêncio do Ministério da Justiça.
Natural que se construísse também no país uma “justiça para o bem” e outra “justiça para o mal”. Justiça para o bem é aquela que solta ‘habeas corpus’ em 48 horas para meliantes de gravata Hermés, que deixa nas gavetas do judiciário alguns processos que irão prescrever num prazo previsto e favorecerão construtores de aeroportos em causa própria, mas com dinheiro público. Justiça que partidariza a própria justiça e, nos últimos anos, transformou o STF num anfiteatro de peças e shows, alguns deles impróprios a menores de idade, deixando de lado a discrição com a qual devem se comportar os mais altos magistrados da nação. Já não tão altos assim, é verdade… Justiça para o bem é essa que tem a qualidade moral do governador de São Paulo que torna secretos por 25 anos os documentos do ‘metrolão’ paulista. Documentos secretos de uma obra pública? Estranho, não?
Justiça para o mal é aquela que vê – além de negros, pobres, nordestinos e algumas minorias – comunistas e petistas para todos os lados. Ou bolivarianos, como gostam de dizer alguns que não entendem nada de bolivarianismo. Justiça para o mal é aquela que permite a um delegado da PF (não confundir com Prato Feito) abrir processo contra uma faxineira que comeu um de seus bombons sem autorização. É aquela justiça que prende petistas por “ouvir dizer”, julga-os e os condena mesmo sem provas, mas não investiga bandidos com contas secretas na Suíça, por exemplo. Ou o Banestado, ou Furnas, ou a Privataria, ou, ou, ou… Que não vê nada de mais em juízes relatarem e julgarem processos em que têm interesses pessoais em jogo.
E assim caminha o Brasil nesse já quase final do ano de 2015. Entre a irresponsabilidade política da direita, esse ajuntamento de intolerantes que resolveu achincalhar com a constituição do país em nome de uma democracia que ninguém sabe qual é, e a inabilidade da esquerda, até o momento, para enfrentar essa intolerância e os desatinos que se cometem diariamente. Desatinos de um moralismo que nada mais faz do que tentar esconder os dejetos mal cheirosos da desigualdade social que já dura entre nós há mais de quinhentos anos.
É verdade: somos milhões de Cunhas. Pena que a maioria de nós não tenha contas na Suíça ou outros paraísos fiscais, não é mesmo?
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/10/somos-milhoes-de-cunhas.html