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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MP 696/15 CRIA NOVO MINISTÉRIO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL(MTPS)

05.10.2015
Por Irineu Messias

Carlos Eduardo Gabas e Miguel Rossetto
Ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas,   transmitirá  amanhã, o cargo para o Miguel Rossetto que assumirá o novo Ministério do Trabalho e Previdência Social(MTPS). Gabas continuará no novo Ministério, como Secretário Especial de Previdência Social.

A presidenta Dilma Roussef, criou o novo Ministério do Trabalho e Previdência Social(MTPS). A medida Provisória(MP) 696/15,(clique aqui e leia a MP) que criou este novo Ministério, foi publicada no Diário Oficial da União(DOU) do dia 02 de outubro de 2015.
O novo Ministério terá em sua estrutura duas Secretarias Especiais. Uma delas será ocupada pelo agora, ex-ministro Carlos Eduardo Gabas; A outra, por José Lopez Feijó, que antes era assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República. Ele será Secretário Especial do Trabalho.

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Durante nossa greve, nos reunimos com José Lopez Feijó(primeiro á esquerda) na Secretaria Geral da Presidência da República, que agora assume a Secretaria Especial do Trabalho.

A cerimônia de posse do Ministro Miguel Rosseto, será amanhã ás 11h, na Esplanada dos Ministérios, Bloco F. A CNTSS/CUT, em breves dias, amanhã mesmo irá solicitar, ao novo Ministro, uma audiência para debater sobre novo Ministério e sobre ás temáticas da categoria, principalmente no diz respeito às questões funcionais e salariais. Uma outra reunião também será solicitada ao novo Secretário Especial da Previdência com o mesmo objetivo.

Miguel do Rosseto, assume o novo Ministério  do Trabalho e Previdência Social
Miguel do Rossetto, assume amanhã,  o novo Ministério do Trabalho e Previdência Social

Recomendamos calma aos servidores e que, em breve ,  a Confederação juntamente com a ANASPS e os sindicatos estaduais irão se reunião para debater com os servidores sobre a estrutura e o funcionamento deste novo Ministério, e claro, sobre as questões funcionais e salariais.
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Fonte:https://crpsjuntasderecursos.wordpress.com/2015/10/05/medida-provisoria-69615-cria-novo-ministerio-do-trabalho-e-previdencia-socialmtps/

A honestidade de um Procurador da República:”Auxílio-moradia? Não posso me deliciar nesse deslavado jabá”

05.10.2015
Do portal BRASIL29

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Confira o desabafo “sarcástico” do procurador Davy Lincoln Rocha. Ele já impressiona pelo título do texto que circula pelas redes sociais: “Tomara que Deus não exista!”.
A partir de uma crítica generalizada à situação do país, o procurador ataca o benefício extra-salarial de R$ 4.300,00 que ele e milhares de magistrados brasileiros estão para receber:
“Tomara, mas tomara mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.” Leia na íntegra:

Tomara que Deus não exista!

“Brasil, um país onde não apenas o Rei está nu. Todos os Poderes e Instituições estão nus, e o pior é que todos perderam a vergonha de andarem nus. E nós, os Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos o vergonhoso privilégio de recebermos R$ 4.300,00 reais de “auxílio moradia”, num país onde a Constituição Federal determina que o salário mínimo deva ser suficiente para uma vida digna, incluindo alimentação, transporte, MORADIA, e até LAZER.
A partir de agora, no serviço público, nós, Procuradores da República, e eles, os Magistrados, teremos a exclusividade de poder conjugar nas primeiras pessoas o verbo MORAR. Fica combinado que, doravante, o resto da choldra do funcionalismo não vai mais “morar”. Eles irão apenas se “esconder” em algum buraco, pois morar passou a ser privilégio de uma casta superior.
Tomara que Deus não exista… Penso como seria complicado, depois de minha morte (e mesmo eu sendo um ser superior, um Procurador da República, estou certo que a morte virá para todos), ter que explicar a Deus que esse vergonhoso auxílio-moradia era justo e moral.
Como seria difícil tentar convencê-Lo (a Ele, Deus) que eu, DEFENSOR da Constituição e das Leis, guardião do princípio da igualdade e baluarte da moralidade, como é que eu, vestal do templo da Justiça, cheguei a tal ponto, a esse ponto de me deliciar nesse deslavado jabá, chamado auxílio-moradia.
Tomara, mas tomara mesmo que Deus não exista, porque Ele sabe que eu tenho casa própria, como de resto têm quase todos os Procuradores e Magistrados e que, no fundo de nossas consciências, todos nós sabemos, e muito bem, o que estamos prestes a fazer.
Mas, pensando bem, o Inferno não haverá de ser assim tão desagradável como dizem, pois lá, estarei na agradável companhia de meus amigos Procuradores, Promotores e Magistrados. Poderemos passar a eternidade debatendo intrincadas teses jurídicas sobre igualdade, fraternidade, justiça, moralidade e quejandos. Como dizia Nelson Rodrigues, toda nudez será castigada!”
DAVY LINCOLN ROCHA
Procurador da República
Joinville SC
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Fonte:http://br29.com.br/a-honestidade-de-um-procurador-da-republicaauxilio-moradia-nao-posso-me-deliciar-nesse-deslavado-jaba/

Jurista afirma à Folha: impeachment da Dilma é golpe, sim

05.10.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário
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O jurista Marcelo Lavenerè, autor do pedido de impeachment contra Collor, finalmente foi entrevistado pela Folha. Há tempos que repórteres procuravam Lavenerè para saber sua opinião sobre o impeachment da presidenta Dilma. Como ele respondia que eram casos diferentes, e dizia que não via elementos para aplicar um processo similar contra Dilma, os repórteres perdiam o interesse na entrevista.
Há alguns semanas, ele foi entrevistado pelo Brasil 247 e afirmou isso.E agora, um órgão da grande imprensa corporativa, a Folha, publica uma entrevista bastante esclarecedora com ele.
Falta agora a Globo fazer o mesmo e entrevistá-lo para o Jornal Nacional e o Fantástico.
Lavenerè é bastante claro:  reprovação de contas no TCU não justifica impeachment
O golpe parlamentar armado por Eduardo Cunha, que aprovou em tempo recorde as contas de todos os governos passados (nunca tinham sido sequer avaliadas!) para limpar o caminho para decidir sobre as contas de Dilma, não vai dar certo porque lhe falta base jurídica e política.
Impeachment do jeito que querem fazer, e com as movimentações que estão fazendo, tem cheiro de golpe, sim, diz o jurista.
Golpe de quem perdeu nas urnas e não aceita o resultado.
Desde o final das eleições de 2014, os perdedores sinalizam que não aceitam os resultados.
A economia do Brasil está sendo prejudicada. A imagem do Brasil no exterior está sendo conspurcada por esses espasmos de republiqueta de banana de setores da oposição.
Abaixo, trechos mais importantes da entrevista.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/10/05/jurista-afirma-a-folha-impeachment-da-dilma-e-golpe-sim/

Protesto em velório de ex-presidente do PT decreta falência moral do país

05.10.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
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Próximo do funeral do ex-presidente do PT José Eduardo Dutra, em Belo Horizonte, um carro passou rápido e jogou papéis criticando o PT; um dos panfletos diz ‘petista bom é petista morto’, e, em um outro, a frase ‘só faz cagada’ sobre foto de Dilma sentada em um vaso sanitário.
Fonte do Blog diz que a chapa do veículo foi anotada.
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Além disso, as pessoas da foto acima foram ao velório do petista agredir Lula.
Não se pode atribuir a grupos isolados esse horror. Essas pessoas só fazem o que fazem porque o país vem condescendendo com esse tipo de comportamento.
Um criminoso perigoso ser alvo de um ataque como esse já seria uma selvageria porque ele mesmo, morto, não seria vitimado. Os agredidos seriam seus familiares, mesmo que nada tivessem que ver com as atitudes do falecido.
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Essa falta de limites é culpa de todos nós que vimos tolerando esse tipo de gente sem reação.
A continuar a tolerância com esse tipo de fera humana, a violência moral e retórica logo se transformará em violência física. Não que está já não ocorra, mas ainda é isolada. Porém, a continuidade da impunidade dessa gente a tornará generalizada.
Os facínoras que cometeram esse ato vil, desumano, chocante, tiveram suas imagens registradas. Se a família de Dutra não os processar e se a Justiça não os condenar, um limite perigoso terá sido ultrapassado.
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Nenhum outro tipo de violência poderá ser descartado após um ato como esse. E a pregação de que “petista bom é petista morto” é apologia a violência sem a menor sombra de dúvida.
Querem saber de quem é a culpa por isso? Horas depois da morte de José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, da BR Distribuidora e do PT, Veja o acusou de participar da concepção do chamado ‘petrolão’ (confiraaqui).
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A acusação foi feita com base numa suposta delação do político Pedro Corrêa, no momento em que Dutra não está mais aqui para se defender.
Eis o ovo da serpente.
PS: se este fosse um país civilizado, a ação penal contra esses vermes deveria ser de iniciativa do Ministério Público.
PS 2: assino embaixo da opinião do leitor e acadêmico Marcos Dantas via Twitter: “Si vis pacem, para bellum”. Tradução: se queres paz, prepara-te para a guerra
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PS 3: A polícia militar de Minas Gerais diz que vai investigar quem são os responsáveis pelos panfletos, a partir da identificação do veículo usado no ato de hostilidade
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/10/protesto-em-velorio-de-ex-presidente-do-pt-decreta-falencia-moral-do-pais/

O ódio político e o vilipêndio a Dutra

05.10.2015
Do portal BRASIL247
Por Tereza Cruvinel

:

Não é preciso ser sociólogo para constatar que há algo de patológico numa sociedade que viola o tabu da morte e permite que o ódio político invada as cerimônias fúnebres.  O respeito aos mortos não é apenas um mandamento cristão mas um pressuposto da civilização. Na hora da morte devemos ser ainda mais reverentes para com aqueles que acabam de sair da vida. A lembrança do que foram e do que fizeram ainda está muito vívida mas deles mesmos resta um cadáver que não fala, que não pode se manifestar nem se defender. Ofender um morto no funeral é de uma covardia atroz. Foi o que alguns manifestantes fizeram hoje em Belo Horizonte no velório do ex-senador, ex-presidente da Petrobrás e do PT José Eduardo Dutra. Ademais, procurando sempre ajustar-se aos tempos e  à Cultura, o Código Penal atualmente prevê o crime de ofensa aos mortos, no qual estariam incursos os ofensores de Dutra.

Os manifestantes  jogaram panfletos que diziam “Petista bom é petista morto“. Isso é uma pregação perigosa.   “Lula, amigo seu nem morto”.  Num deles a presidente Dilma Rousseff aparece sentada em um vaso sanitário sob a frase "só faz cagada" e um 7%, referência a seu último índice de aprovação. Outro cartaz dizia "Fora Lula, fora PT. A nação está cansada de vocês”. Um dos manifestantes foi o aposentado Cipriano de Oliveira, de 60 anos que justificou: “impróprio é criar o mensalão e o petróleo”.

O  ex-deputado federal Virgílio Guimarães, que estava no velório, disse que a liberdade de expressão faz parte das democracia mas cobrou respeito. “Tudo tem limite. Além do desrespeito, estes cartazes incitam ao crime”. Se petista bom é petista morto, numa adaptação do que pregava o esquadrão da morte  sobre os bandidos, daqui a pouco vamos ter linchamento de petistas.

Leio que a família e o PT devem reagir judicialmente. É necessário.  O artigo 212 do Código Penal  refere-se ao crime de vilipêndio aos mortos, assim entendido como a prática de aviltar, ofender,  tratar com desprezo ou de forma desrespeitosa os restos mortais daquele que se foi, de forma a ofender diretamente à sua memória.  O artigo 209 tipifica também como crime a perturbação de cerimônia fúnebre.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/199660/O-%C3%B3dio-pol%C3%ADtico-e-o-vilip%C3%AAndio-a-Dutra.htm

SAMPAIO, LÍDER DO GOLPE, ASSUME A DEFESA DE CUNHA

05.10.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/199720/Sampaio-l%C3%ADder-do-golpe-assume-a-defesa-de-Cunha.htm

Nardes, do TCU, extrapolou e deve ser afastado

05.10.2015
Do portal BRASIL247
Por Paulo Moreira Leite

Jonas Pereira/Agência Senado: <p>Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, concede entrevista. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado</p>

Jonas Pereira/Agência Senado: Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, concede entrevista. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Impossível prever qual será o efeito prático do pedido de afastamento de Augusto Nardes da função de relator do julgamento das contas de 2014 do governo Dilma Rousseff.

É possível que não aconteça nada.

Mas é possível que o pedido contribua para diminuir o grau de hipocrisia de um debate dominado pelo interesse político de enfraquecer Dilma e alimentar artificialmente a abertura de um processo de impeachment sem a menor base jurídica.

Há muito tempo Augusto Nardes – um ex-deputado que iniciou carreira na Arena da ditadura, nunca fez autocrítica nem se afastou dessa área política – exibe o comportamento arrogante de quem não se sente obrigado a manter sua opinião sob reserva, como determina a Lei Orgânica da Magistratura, que deve ser cumprida mesmo num tribunal que cumpre função de assessoria do Congresso, como é o TCU.

Se havia alguma dúvida, Nardes se encarregou de dizer o que pensa com toda clareza possível numa entrevista à rádio Estadão, quinta-feira passada: “As contas presidenciais sempre foram aprovadas com ressalvas pelo TCU nos últimos 80 anos e ninguém tinha coragem de mudar esse quadro. Nós aqui não somos a Grécia, que tem a Europa para salvá-la. Nós mesmos temos que resolver os problemas do Brasil.”

Nós sabemos que o argumento da “coragem de mudar” tanto pode servir para justificar transformações positivas na história de um país como para alimentar gestos de pura demagogia com palavras heroicas. A questão é saber o que está em debate.

Eu acho que a "coragem de mudar", hoje, implica no afastamento de Nardes. O relator extrapolou – mesmo pelos padrões de tolerância aceitáveis num tribunal onde antigos políticos são escalados para julgar o que fazem os atuais políticos – sem romper ligações e amizades correspondentes. 

As objeções contra as contas de Dilma em nada se diferem de críticas e ressalvas que foram apontadas na contabilidade de outros governos e consideradas regulares pelo próprio TCU, o que já permite lembrar do princípio constitucional segundo o qual “não há crime sem lei anterior que o defina.”

As chamadas pedaladas são um fenômeno banal desde 1994, num tipo de contrato de operação entre a União e a Caixa Econômica que já foi auditada e aprovada pelo plenário do tribunal em 2009 e que nem de longe pode ser acusada de ajudar a maquiagem financeira.  

Ao contrário que se costuma insinuar, o governo e os bancos públicos mantêm, por contrato, uma conta-suprimento que, se positiva, rende juros para o governo; se negativa, remunera a Caixa.

Se houvesse interesse em levar em conta as informações oficiais disponíveis para uma discussão produtiva, em vez de tentar alimentar de qualquer maneira a pressão contra o governo, o debate teria sido encerrado em julho, quando Luís Inácio Adams, advogado geral da União, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, participaram de uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos.

Ali, foi demonstrado – com números jamais contestados nem desmentidos – que a Caixa pagou juros positivos à União ao longo dos últimos 21 anos. Também se recordou que o saldo foi de R$ 290 milhões em 1994 – o maior em termos valores reais, quando se leva em conta a inflação, ficou em R$ 296 milhões em 2005, o maior depois da posse de Lula – e fechou em R$ 141,6 milhões em 2014.

Como se isso não bastasse, em voto no acordão 992/2015, também lembrado aos presentes na audiência, o ministro relator José Mucio Monteiro disse com toda clareza que:

“É preciso ressalvar que não seria razoável classificar como operações de credito meros atrasos de curtíssimo prazo no repasse de recursos ao Tesouro, previstas e com condições estipuladas contratualmente (o grifo é meu) como no caso dos programas sociais pagos por intermédio da Caixa Econômica.”


A questão, mais uma vez, é política. O debate não envolve questões de contabilidade mas quem tem direito de uso sobre recursos disponíveis pelo Tesouro. Vamos reconhecer o essencial: nunca se achou necessário questionar a conta-suprimento quando ela servia aos interesses de sempre que se movem pelo Estado brasileiro.

Decidiu-se transformá-la num problema quando passou a ser utilizada para atender os programas sociais que melhoram a sorte dos mais pobres que, em outubro de 2014, garantiram uma quarta vitória consecutiva a Lula-Dilma em eleições presidenciais. As preocupações com anos recentes crescerem por uma razão previsível: os programas sociais também cresceram.

Alguma novidade?

Sim.

Qualquer que seja sua opinião sobre os programas sociais e mesmo sobre a consistência das explicações do governo, há uma questão anterior.

Um juiz não pode antecipar seu voto. É a lei e deve valer para todos.

Políticos profissionais que resolveram vestir a toga de magistrados na hora da aposentadoria também têm obrigação de submeter-se a ela.

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/199620/Nardes-do-TCU-extrapolou-e-deve-ser-afastado.htm

Intelectuais dizem não ao Golpismo

05.10.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

Representantes das mais variadas profissões se unem em defesa da democracia
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A partir da Caros Amigos:

Intelectuais lançam manifesto para barrar avanço conservador

Representantes das mais variadas profissões se unem em defesa da democracia


Um grupo de intelectuais das mais variadas profissões e sem vínculos político-partidários lançaram um manifesto em defesa da democracia para barrar o avanço do conservadorismo no país. "É imprescindível buscar alternativas para resistir ao ataque da direita e ao golpismo, em defesa da ampliação dos direitos sociais, dos direitos de cidadania e dos interesses nacionais", diz trecho do texto divulgado. Leia a seguir o manifesto na íntegra e veja quem o assina.

"Em frente! Resistir, avançar, transformar

Passados quase trinta anos da retomada da nossa vida democrática, o cenário político que se vai construindo é extremamente preocupante. Presenciamos, hoje, um quadro regressivo que tem como matriz o avanço da direita conservadora, respaldado num sistemático programa de desqualificação das esquerdas e de suas bandeiras tradicionais. As forças progressistas, que até recentemente, desempenhavam um papel relevante no cenário político nacional, recuaram para uma posição meramente defensiva.

1. Escalada conservadora

No decorrer dos últimos doze anos, alterou-se profundamente o quadro histórico de desigualdade da sociedade brasileira por meio de uma série de conquistas: maior redistribuição de renda, com melhoria nas condições de vida de grandes parcelas da população, acesso de milhões de jovens ao ensino superior, afirmação de direitos de cidadania, além da reorientação positiva do Brasil no cenário internacional. Entretanto, a esse quadro de conquistas relevantes sobrepuseram-se graves problemas, decorrentes da crise financeira internacional, dos equívocos na condução da política econômica e, sobretudo, dos desvios éticos, que tradicionalmente eram associados às elites que detinham a hegemonia do poder político no país.

Na onda do conservadorismo que avança no plano internacional - com graves repercussões para a democracia na América Latina - a direita brasileira, tirando proveito, à exaustão, do contexto de crise, mobiliza seu poder econômico, político e de produção simbólica e explora as ocorrências, com todas as conhecidas distorções, que passaram a associar as forças de esquerda, indistintamente, à corrupção e à negação da política regida pela ética dos princípios.

Além disso, a mentalidade conservadora, disseminada na sociedade, encontra plena expressão e instrumento no Congresso Nacional, que vem impondo uma agenda de ações regressivas, tais como a diminuição da maioridade penal, a mudança na forma de demarcação das terras indígenas, a limitação da liberdade dos grupos LGTB, a precarização das relações de trabalho e a aprovação manipulada de uma Reforma Política contrária aos interesses da maioria da população. A atuação das duas instâncias legislativas contribui decisivamente para o aviltamento da cidadania e mesmo dos demais poderes da República. Ressalte-se que os presidentes da Câmara e do Senado tornaram-se duas figuras de proa no exercício do poder discricionário, erigidos como guardiães da ética, a despeito da natureza polêmica de seus currículos políticos.

Amplificando a ação da direita, no plano institucional e na sociedade, os meios de comunicação divulgam, de maneira articulada, a imagem do caos político e da falência das “utopias da esquerda”, constituindo-se no principal veículo de demonização do governo federal e das administrações compromissadas com as políticas voltadas para os interesses populares. Isso resulta, em parte, da falta de empenho do governo, e de setores da esquerda, para avançar na luta pela democratização dos meios de comunicação, entendendo que, assim agindo, seria possível conquistar as simpatias da grande mídia.

A "aposta" na crença de que o confronto ideológico seria ganho apenas ocupando a máquina do Estado, alimentando o apetite dos bancos, desonerando as grandes empresas, renunciando à execução da reforma agrária, ao diálogo com os movimentos sociais e sindicais, revelou o tamanho do equívoco político pelo qual estamos dramaticamente pagando a conta.

2. Resistir e avançar

Diante dessa conjuntura regressiva, que conduziu o conjunto das forças de esquerda ao imobilismo e ao isolamento, é imprescindível buscar alternativas para resistir ao ataque da direita e ao golpismo, em defesa da ampliação dos direitos sociais, dos direitos de cidadania e dos interesses nacionais.

É com esse propósito que constituímos um grupo de cidadãos e cidadãs, com ou sem vínculos partidários, com militância política no campo da esquerda, com opiniões convergentes em relação às questões que marcam a atual conjuntura nacional e com o propósito de promover ações que façam frente ao retrocesso em curso.

3. Nossas propostas:

- Temos como perspectiva somar esforços, com outras iniciativas progressistas, visando à criação de uma agenda comum de eventos e a inserção numa frente de esquerda, com o objetivo de resistir ao atraso e avançar no aprofundamento da democracia.

- Repudiamos todas as formas de autoritarismo, cujas raízes históricas remontam ao nosso passado escravista e que permanecem latentes na sociedade brasileira, manifestando-se nos momentos de avanço de conservadorismo político e expressando-se em atos de intolerância e discriminação, que atentam contra a própria Constituição Federal, em seu artigo 5º.

- Defendemos a legalidade democrática, que significa, hoje, férrea oposição ao golpismo e ao revanchismo eleitoral.

- Defendemos a democracia participativa, o que implica a ampliação dos direitos de cidadania, em todos os níveis, para além do exercício do voto, na definição de prioridades orçamentárias relativa à moradia, saúde, educação, segurança e cultura, no interesse da maioria da população. Implica, ainda, a intervenção dos cidadãos na política, por meio de referendos, plebiscitos e projetos de lei de iniciativa popular.

- Defendemos a democratização dos meios de comunicação (contra o monopólio da informação pela mídia hegemônica), a criação de redes de comunicação popular (por meio de sindicatos, organizações da sociedade civil e dos movimentos sociais) e o pleno acesso da cidadania às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

- Repudiamos, veementemente, qualquer atentado à soberania nacional, no que concerne às nossas riquezas naturais, em particular as reservas de petróleo e a própria Petrobrás. Além disso, defendemos a inserção independente do país na política internacional, com destaque para a solidariedade e integração aos países da América Latina.

- Defendemos a ética na política e repudiamos a corrupção, em todas as suas modalidades, as concessões clientelistas, resultantes de acordos políticos nas diversas instâncias institucionais (o tradicional "toma lá, dá cá"), além do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, responsável por grande parte do controle privado da política.

- Condenamos a criminalização e punição seletivas das ações ilícitas, que vem sendo feitas pelo poder judiciário, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, com amplo respaldo da mídia e de parcelas da sociedade.

Em síntese, entendemos que é imperioso resistir ao conservadorismo e ao retrocesso em marcha no país, avançar nas conquistas sociais e transformar as próprias práticas da esquerda brasileira.

Assinam:

*Aderbal Magalhães -Professor aposentado Instituto de Química/Unicamp

* Alai Garcia Diniz - Professora aposentada UFSC - Florianópolis, SC

*Alejandra Rojas C. - Professora Universitária - Federal da Fronteira Sul

*Alípio Freire - Jornalista

*Alvina Rosa de Jesus - Agricultora aposentada - BA

*Adilson Citelli - Professor Universitário

*Amanda Vizoná - professora e cientista política

*Ana Beatriz Rinaldi Rego - Cientista Social e Agente Educacional na Fundação CASA

*Ana Gravito Prata - Artista Plástica

*Ana Maria Estela Caetano Barbosa - Professora

*Andrea M. A. C. Loparic - Professora aposentada Unicamp/USP

*Andrea Túbero - Socióloga e Terapeuta Junguiana

*André Biagioni - Servidor Público

*André Lázaro - Professor da UERJ

*Antonio José Guimarães - Jornalista

*Antonio Othon Rolim - Funcionário Público federal aposentado

*Ary Normanha - Gráfico

*Aytan Sipahi - Médico

*Beatriz Bíssio - Professora do IFCS/UFRJ

*Beatriz H. M. Citelli - Professora aposentada

*Bela M. Sister - Psicanalista. Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae

*Bruno Dunley - Artista Plástico

*Carlos Pereira dos Santos - Eletricista - SP

*Carlos Silveira - Economista

*Carolina Simoes Galvanese - Sociologa - SP

*Ceci Juruá - Economista

*Cecília Azevedo Lima Collares - Profa. Associada, Faculdade de Educação- Unicamp

*Célia Cassis - Jornalista e Editora

*Celso Frederico - Professor Universitário

*Cezar Canato, Professor Universitário - Araraquara SP

*Chico Alvim - Poeta

*Clara Alvim - Professora e Critica Literária

*Cleuza Maria da Cunha Bettoni - Professora Universitária

*Cloves de Castro - Metalúrgico Aposentado - Fórum de Ex-Presos Políticos do Est. de S. Paulo

*Corinta Maria Grisolia Geraldi - Professora Doutora Aposentada/Unicamp

*Daniel Gesualdo de Oliveira - Ator e Representante comercial - SP

*Denise Arins - Bacharel em Direito

*Diana Dias da Silva - Enfermeira - SP

*Eduardo José Siqueira Barbosa - Administrador de Empresas

*Epitacio Brunet Paes - Professor

*Eva Magalhães - Professora aposentada - Instituto de Química/Unicamp

*Eva Tereza Skavzuka - Médica pediatra e sanitarista

*Evandro Vieira Ouriques - Coordenador do Núcleo de Estudos Transdiciplinares de Psicopolítica e Consciência - Escola de Comunicação UFRJ

*Flávia Cristina da Silva - Psicóloga (Servidora Pública) - SP

*Francis Gomes Vale - Advogado e Diretor Cinematográfico (CE)

*Georgia Kyriakakis - Professora

*Geraldo Moreira Prado - Professor Universitário - PPGCI-IBICT/UFRJ

*Gilson M. Modesto - Projetista

*Gonzalo Vecina - Professor Assistente da FSP/USP

*Guilherme Sipahi - Professor Universitário / USP São Carlos

*Gustavo Sénéchal de Gofreddo - Professor da PUC/RJ

*Halter Maia de Almeida Jr - Maestro

*Hamilton Mendes Rocha - Produtor Audiovisual

*Helena Nosek - Arquiteta e Urbanista

*Helena S. P. do Carmo - Professora de Artes

*Helenita Sipahi - Médica

*Helio Leite de Barros - Professor de Filosofia aposentado

*Horacio Calligaris Galvanese - Arquiteto SP

*Isabel Sipahi - Designer

*Ivani de Brito - Professora

*Janete Frochtengarten - Psicanalista

*João Matheus Bolito - Vereador em Rincão e estudante de Ciências Sociais - FCL - Unesp Araraquara

*João Pedro Dias - Professor da UERJ

*João Túbero Silva - Estudante de Ciências Sociais - Unesp Araraquara

*João Wanderley Geraldi - Professor Titular Aposentado/Unicamp

*Jorge Grinspum - Professor

*José Carlos Mariano do Carmo - Professor Universitário Senac - Florianópolis - SC

*José Guilherme Pereira Leite - Professor da Escola da Cidade

*Jovane Pereira dos Santos - Promotor de Vendas - BA

*Junko Yamanaka - Jornalista Aposentada

*Lalo Leal - Jornalista e Professor

*Lana Nowikow - Jornalista

*Laura Vinci - Artista Plástica

*Leandro Lamano - Professor

*Leonice de Lourdes Balthazar Marão - Professora da Faculdade, Ciência e Artes Dom Bosco, SP

*Leopoldo Nosek - Psicanalista

*Liliana Carneiro - Farmacêutica

*Lucia Koch - Artista

*Luizete Guimarães Barros - Professora Universitária, UEM

*Luis Carlos Soares Madeira Domingues - Pesquisador, FIOCRUZ

*Luiz Carlos Oliveira - Corretor de Imóveis - BA

*Luiz Roncari - Professor Universitário

*Magda Barros Biavaschi - Desembargadora aposentada - TRT4 e Pesquisadora do CESIT/Unicamp

*Magnólia Pereira dos Santos - Cuidadora

*Marcela Cristina Evaristo - Mestre em Linguística. Secretaria Municipal de Educação

*Maria Aparecida A. Moyses - Professora Titular de Pediatria- Unicamp

*Maria Aparecida Rolim - funcionária pública estadual aposentada

*Maria Beatriz Assunção da Rocha e Silva - Artista Plástica

*Maria Célia Pereira dos Santos - Chefe de Cozinha - SP

*Maria Cristina Ocariz - Psicanalista. Coordenadora da Clínica do Testemunho Instituto Sedes Sapientiae

*Maria Helena Simoes Paes - Professora

*Maria Inês de Almeida Madeira - Aposentada

*Maria Isabel Iório Soncini - Professora - São Paulo-SP

*Maria Ribeiro do Valle - Professora de Sociologia - FCLAr UNESP

*Maria Victoria Benevides - Socióloga e Professora Universitária- USP

*Marina Galvanese - Historiadora

*Mario Augusto Jakobskind - Jornalista

*Mario Martini - Educador

*Marisa Greeb, Sociopsicodramatista

*Mateus Araujo - Professor de cinema

*Michiko Shiroma de Carvalho – Socióloga Pesquisadora

*Milton Bellintani - Jornalista e Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política

*Nadja Leite - Pedagoga

*Neide T. Maia Gonzalez - Professora Senior junto ao DLM/FFLCH- Usp

*Neusa Maria Mendes Borges - Professora - São Paulo

*Odair Dias Gonçalves - Físico, Prof. Associado do Instituto de Física da UFRJ

*Nair Yumiko Kobashi - Professora da Escola de Comunicações e Artes - USP

*Paula S. Trindade – Psicanalista, Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae

*Paulo Bacellar Monteiro - Artista Plástico

*Paulo Pasta - Artista Plástico

*Pedro Diniz Bennaton - Diretor e Professor de Teatro

*Regina Helena Oliveira Martins - Socióloga

*Renata M. Datrino - Cientista Social

*Rita de Cássia - Médica - BA

*Rita Sipahi - Advogada

*Roberto Amaral - Cientista político, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB

*Roberto Martins Rodrigues - Advogado e Professor Universitário - CE

*Rodrigo Andrade - Artista Plástico

*Rodrigo Bivar Marquese - Artista Plástico

*Rodrigo Furtado Costa - Sociólogo e Professor Universitário - UEMG Frutal

*Rosa Godoy - Professor Universitária

*Rubens Miranda - Administrador de Empresas e Advogado

*Sandra Rachidi Marão - Professora Universitária aposentada - Ubatuba SP

*Sara Müller - Artista Plástica

*Sérgio Sister - Artista Plástico

*Solano Morales - Programador

*Sonia Irene Silva do Carmo - Professora Universitária aposentada UNESP

*Takao Amano, Advogado

*Tarcisio Geraldo Faria - Jornalista

*Teodoro Buarque de Hollanda - Sociólogo

*Teresa Cristina Telarolli - Socióloga e Coordenadora de Projetos

*Tiago Mesquita - Professor e Critico de Arte

*Toni Venturi - Cineasta

*Valdir Pereira dos Santos - Encanador - SP

*Valdizar Pinto do Carmo - Jornalista aposentado

*Vania Chene - Arquiteta

*Vera Soares - Física e Militante Feminista

*Vicente Roig - Advogado

*Vilma Arêas - Escritora

*Vivaldo Barbosa - Ex-Deputado Federal Constituinte

*Zaqueu Augusto de Carvalho – Advogado"
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/intelectuais-dizem-nao-ao-golpismo