sexta-feira, 18 de setembro de 2015

CPI: Lista da Odebrecht revela tucanos envolvidos em corrupção desde a década de 80

18.09.2015
Do blog ENTREFATOS, 17.09.15

O envolvimento da empreiteira Odebrecht em esquemas de corrupção remonta às décadas de 1970 e 1980

lista
O envolvimento da empreiteira Odebrecht em esquemas de corrupção, envolvendo políticos e manipulação de recursos públicos, remonta às décadas de 1970 e 1980. A grave denúncia foi feita pelo deputado Jorge Solla (PT-BA) à CPI da Petrobras, nesta quinta-feira (17), com base em farta documentação recebida pelo parlamentar de ex-funcionários da empresa. Entre os documentos constam recibos, ordens de pagamentos e registros de movimentações financeiras beneficiando agentes públicos que intermediaram as fraudes em contratos públicos.
“É uma verdadeira lista de obras públicas que sangraram o dinheiro da corrupção que alimentou políticos – governadores, deputados, senadores, ministros e dirigentes dos partidos – que, até hoje, devem estar usufruindo disso e se dizendo arautos da moralidade”, afirmou Jorge Solla.
O deputado frisou que a documentação contém identificação dos agentes públicos que receberam propina e que cada “parceiro” da empresa tinha um apelido que era usado nos registros dos pagamentos. Solla ressaltou que a lista quebra o “mito” de que não existia corrupção durante o regime militar encerrado em 1985. “Para aqueles que falam da ditadura como um tempo que não havia corrupção, essa é mais uma prova que os esquemas envolvendo grandes construtoras no Brasil, no exterior e o poder público ocorreram nas décadas de 70, 80, 90 e continua nos dias atuais”, lamenta o parlamentar.
Tucanos – O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), vice-presidente da CPI da Petrobras, figura na lista da Odebrecht com o apelido de “Almofadinha”. O tucano ocupou cargo na direção na Companhia de Eletricidade da Bahia (Coelba) e presidiu o Conselho do Vale do Paraguaçu, estatal que contratou a Odebrecht para construir a barragem Pedra do Cavalo, localizada a 120 Km da capital baiana e inaugurada em 1985.
Outro tucano graúdo que aparece na lista é o ex-senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e atual prefeito de Manaus, célebre por ter dito, em discurso no plenário do Senado, que daria uma “surra” no presidente Lula, ameaça à qual se somou ACM Neto (DEM), então deputado do PFL e hoje prefeito da capital baiana.
Segundo Jorge Solla, os documentos comprovam que parte dos pagamentos de propina aos agentes públicos, mesmo as obras no Brasil, seguiam a cotação do “dólar black”, que era comercializado ilegalmente no chamado “mercado negro”. O deputado disse ainda que os pagamentos eram feitos por ordem bancária e o banco autorizado para fazer a operação era o falido banco Econômico, que possuía fortes vínculos com o então PFL. O Econômico, acrescentou Solla, possuía uma agência dentro da sede da Odebrecht em Salvador.
Jorge Solla entregou todos os documentos originais ao coordenador da Policia Fazendária da Policia Federal, Braulio Cesar Galloni. Ao receber o material, o delegado informou que o material será anexado aos autos da operação Lava Jato. O parlamentar vai sugerir à CPI que solicite o compartilhamento das informações que a PF venha a apurar a partir desses documentos. Apesar disso, Solla não acredita em punição dos envolvidos.
“Entregamos toda a documentação à Policia Federal para que tudo seja apurado. Claro que, provavelmente, todos esses crimes estão prescritos, e esses criminosos não terão nenhuma penalidade. É mais uma denuncia vai ficar impune, como ocorreu com a lista de Furnas e a da Camargo Correia. Esta lista da Odebrecht pode seguir pelo mesmo caminho”, avalia.
“Está aí para provar a lista de Furnas, que envolveu 156 políticos, inclusive o Aécio Neves e vários deputados do PSDB e do DEM. Veio a lista da Camargo Correia com 239 obras no Brasil, tudo com recurso de corrupção repassado para agentes públicos. Agora, está aqui a Lista da Odebrecht que envolve inclusive obras no exterior (Peru e Angola), além de inúmeras obras aqui no Brasil”, complementou o parlamentar.
Solla também espera que a documentação contribua para alertar a população e mobilizar a sociedade para rejeitar o financiamento privado de campanhas eleitorais, elemento determinante da corrupção. “Não adianta dizer que é contra a corrupção e é a favor do financiamento privado de campanha eleitoral”, resumiu.
Escrito por: Redação
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Fonte:http://www.entrefatos.com.br/2015/09/17/cpi-lista-da-odebrecht-revela-tucanos-envolvidos-em-corrupcao-desde-a-decada-de-80/

MÍDIA, MENTE, DISTORCE E MANIPULA:Lula acusa Valor de “irresponsável”: Sem entrevista, atribui-lhe informações inverídicas

18.09.2015
Do blog VI O MUNDO, 17.09.15
Lula UNASUL 2
NOTA À IMPRENSA 
Lula desmente jornal Valor
da Assessoria de Imprensa do Instituto Lula
​São Paulo, 17 de setembro de 2015,
O texto publicado na edição de hoje do jornal Valor Econômico, intitulado “Lula pressiona Dilma a mudar política econômica”, não corresponde de forma alguma à verdade. Estranhamente, não houve contato da reportagem com o ex-presidente para checar as informações que foram publicadas, resultando em veiculação de supostas informações atribuídas a Luiz Inácio Lula da Silva, de forma irresponsável. A veiculação de especulações infundadas não contribui para o debate público e tem consequências negativas para o país. É desejável que o mais importante jornal de economia do Brasil não abra espaço para futricas.
Assessoria de imprensa do Instituto Lula
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/lula-desmente-valor-sem-entrevista-lo-atribui-lhe-informacoes-inveridicas.html

As causas da histeria golpista de Aécio

18.09.2015
Do BLOG DO MIRO, 17.09.15

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A histeria permanente de Aécio Neves - seu estado de alerta lembra o de um dobermann ouvindo barulho no portão - é sobretudo uma questão de timing, mais do qualquer outra coisa. Aécio é um homem apressado e acossado.

Ele abusou novamente de sua cantilena sublacerdista numa sessão de palestras de economistas ligados ao PSDB.

“Fomos acusados de pessimistas no passado. Agora mudam o termo e essas pessoas são chamadas de golpistas”, disse. “Golpe é usar dinheiro do crime para obter votos”.

“Hoje vimos uma presidente da República obcecada com o próprio fim do seu governo”, afirmou. O cenário, segundo ele, é “tenebroso”.

É tenebroso para Aécio porque ele precisa de novas eleições agora. Cada pesquisa de um instituto paraná da vida o enche de esperança, enquanto um relógio interno na moleira faz tique taque tique taque.

Num caso de impeachment de Dilma, e se Temer ficar, existe uma corrente que defende que o partido lhe dê sustentação política. E uma velha figura surge das trevas.

José Serra assinalou, num Roda Viva, que estaria pronto para servir a pátria com Michel Temer. “Como foi com o Itamar”, falou. Serra estaria investindo num posto de ministro. Dali, em 2018, lançaria sua candidatura a presidente - pelo PSDB ou mesmo o PMDB.

Para complicar ainda mais o meio de campo de Aécio, há Geraldo Alckmin, montado em São Paulo, locomotiva de seja lá o que Deus quiser. Alckmin já deixou claro que a crise é “governista” - portanto, Serra e os tucanos deveriam ficar de fora.

Num seminário em seu instituto, Fernando Henrique Cardoso resumiu o drama: “Um quer que a Dilma saia hoje. Outro, que tenha nova eleição. Outro, que ela fique até 2018. Até entendo que todo político tenha seus interesses pessoais, mas tem hora em que temos que entender que há algo maior em jogo, o país”.

É uma ironia que FHC, que vem fazendo de tudo para fomentar a instabilidade, incluindo sugerir a renúncia, declare que há algo maior em jogo. A não ser que ele esteja se referindo a pegar uma tela com Fernando Haddad.

O país, que nunca importou de fato, não passaria a importar agora.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/09/as-causas-da-histeria-golpista-de-aecio.html

Nanossatélite brasileiro entra em órbita e tem sinais captados no país

18.09.2015
Do portal da Agência Brasil, 
Por Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil
O nanossatélite brasileiro Serpens, desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com universidades, foi lançado a partir da Estação Espacial Internacional (Divulgação/Jaxa)
O nanossatélite brasileiro Serpens, desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com universidades, foi lançado a partir da Estação Espacial Internacional Divulgação/Jaxa





















nanossatélite brasileiro Serpens, desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com universidades, foi lançado na manhã de hoje (17) a partir da Estação Espacial Internacional. O lançamento do satélite foi feito pela Agência Espacial Japonesa (Jaxa). O artefato está em órbita a uma altitude de cerca de 400 quilômetros e funciona da forma prevista, sendo capaz de receber e devolver mensagens que podem ser baixadas de qualquer lugar do planeta.

Cerca de 30 minutos após o lançamento, o sistema foi ligado e as antenas do artefato liberadas, deixando o pequeno objeto pronto para se comunicar com a Terra. “Um radioamador brasileiro captou sinais e nos enviou. Decodificamos os sinais de identificação e comprovamos que é mesmo o Serpens”, comemorou o Diretor de Satélites da AEB, Carlos Gurgel. Ele explicou que o satélite tem uma assinatura única que permite a identificação.

“Agora, vamos colher mais dados e começar a trabalhar com ele. Por enquanto, estamos só rastreando”, disse Gurgel. O satélite deve ficar em órbita por cerca de 6 meses, tempo em que vai perdendo a velocidade até “cair”, sendo desintegrado após entrar na atmosfera terrestre.

Segundo Gurgel, a expectativa sobre o nanossatélite era grande, principalmente por parte dos estudantes universitários que participaram de todas as fases do projeto. “Estamos todos muito felizes com o resultado. Esta é a primeira leva de estudantes do cursos de engenharia aeroespacial que foram engajados em um projeto de verdade. Como o prazo limitado a 2 anos, eles puderam participar de todas as etapas”, afirmou.

O satélite é o primeiro do projeto Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites, um consórcio entre a AEB e universidades federais para o desenvolvimento de nanossatélites de baixo custo por estudantes universitários. O objetivo é capacitar profissionais e consolidar novos cursos de engenharia espacial no país.

Essa primeira missão do projeto Serpens está sendo coordenada pela Universidade de Brasília, mas a proposta é que as instituições envolvidas revezem a liderança. A previsão é que a Universidade Federal de Santa Catarina coordene o desenvolvimento do Serpens 2.

O nanossatélite custou cerca de R$ 800 mil, além dos gastos com o lançamento, cerca de R$ 3 milhões de reais, pois o Brasil não tem veículo lançador.

Edição: Maria Claudia
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2015-09/nanossatelite-serpens-entra-em-orbita-e-tem-sinais-captados-no