terça-feira, 15 de setembro de 2015

Nora de J. Hawilla, corrupto confesso, exige que governo “pare de roubar”

15.09.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Isabella Fiorentino utilizou a sua conta pessoal no Facebook para fazer um desabafo. Disse que o governo é “um lixo” e que “rouba milhões”. No entanto, a apresentadora do SBT excluiu de seus protestos virtuais o sogro José Hawilla, réu confesso em esquema de corrupção milionário da Fifa

J. Hawilla Isabela Fiorentino
Isabella Fiorentino ao lado do sogro J. Hawilla — réu confesso no escândalo da Fifa. A empresária e apresentadora disse estar indignada com o ‘roubo do governo’, mas nenhuma palavra sobre o esquema envolvendo o seu sogro. Moralidade seletiva?

A empresária Isabella Fiorentino, apresentadora do programa Esquadrão da Moda, do SBT, utilizou sua página no Facebook para criticar o mandato de Dilma Rousseff.
Em um post sobre a bebê Sofia, que morreu na última segunda-feira (14) após quase dois anos de tratamentos médicos, ela disse que o governo é “um lixo” e que “rouba milhões” que “‘deveria’ ir pra saúde e educação”.
No entanto, conforme informações do blog do jornalista Juca Kfouri, Fiorentino exclui de seus protestos virtuais o sogro José Hawilla, um dos principais pivôs da investigação sobre a Fifa que já resultou na prisão de sete cartolas – entre eles, o ex-presidente da CBF José Maria Marin.
Fiorentino é casada com o também empresário Stefano Hawilla, cujo pai é dono da Traffic, a maior empresa de marketing esportivo da América Latina, e da TV TEM, uma das afiliadas da Rede Globo. J. Hawilla, como é mais conhecido, colabora com o FBI desde 2013, depois que um diálogo entre ele e outro envolvido no escândalo de corrupção foi gravado pela polícia norte-americana.
Segundo a Folha de S. Paulo, em dezembro de 2014, Hawilla firmou acordo com a Justiça pelo qual se declara réu confesso e se comprometeu a pagar US$ 151 milhões. Hawilla foi proibido pelo próprio FBI a sair de Miami.
“A isso se chama cinismo, hipocrisia, indignação seletiva, ou quem ela pensa que engana?”, escreveu Kfouri sobre a postagem da apresentadora.
*****
Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/nora-de-j-hawilla-corrupto-confesso-exige-que-governo-pare-de-roubar.html

Só 11 presidentes que o país elegeu terminaram o mandato

15.09.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
presidentes
Em tempos de arreganhos golpistas, vale lembrar que o golpismo é uma praga nacional que fez este país vagar errático pelo século XX, perdendo o bonde da história várias vezes em função da interrupção de projetos nacionais que, mesmo não sendo os melhores, dão rumo a uma nação.
Ruptura institucional custa caro e o Brasil só não se tornou uma das maiores potências econômicas e sociais do mundo porque uma elite étnica e econômica diminuta comandou todas essas rupturas e nos fez pagar alto preço ao impedir a consolidação de nossa democracia.
Nos dias que correm, assistimos a mais um capítulo da velha novela antidemocrática brasileira que exibiu a derrubada de quase metade dos presidentes que o país elegeu pelo voto direto.
Desde 1889, quando foi instaurada a República, até 2015, o Brasil foi comandado por 42 presidentes. Porém, apenas 18 foram eleitos pelo povo e só 11 terminaram seus mandatos.
A lista abaixo só inclui os presidentes que chegaram ao poder através de eleições diretas e exclui os que chegaram ao poder por ser vice-presidentes, após saída do cargo pelos titulares.
1 – Prudente de Morais (1894 – 1898) foi o terceiro presidente a governar o país no regime republicano e o primeiro eleito pelo voto direto. Ele concluiu o mandato.
2 – Campos Sales (1898-1902) foi o quarto e também concluiu o mandato.
3 – Rodrigues Alves (1902 – 1906), o quinto, também concluiu o mandato
4 – Afonso Pena (1906 – 1909), o sexto, morreu antes de concluir o mandato, sendo sucedido por Nilo Peçanha, que terminou o ano de mandato que falou a Pena.
5 – Hermes da Fonseca (1910 – 1914), o sétimo, concluiu o mandato.
6 – Venceslau Brás (1914 – 1918), o oitavo, concluiu o mandato
7 – Rodrigues Alves (1919), o nono, elegeu-se novamente em 1918, mas faleceu antes de tomar posse.
8 – Arthur Bernardes (1922 – 1926), o décimo, elegeu-se em 1922 após os interinos Delfim Moreira e Epitácio Pessoa terem preenchido a vaga deixada por Rodrigues Alves. Concluiu o mandato.
9 – Washington Luís (1926 – 1930), o décimo-primeiro, concluiu o mandato.
10 – Júlio Prestes (1930), o décimo-segundo, elegeu-se em 1930 mas não tomou posse por conta de um golpe de Estado (revolução de 1930).
11 – Eurico Gaspar Dutra (1946 – 1951) foi o décimo-terceiro presidente a se eleger pelo voto popular após uma década e meia, durante a qual Getúlio Vargas preponderou. Concluiu o mandato.
12 – Getúlio Vargas (1951 0 1954), o décimo-quarto, matou-se no terceiro dos quatro anos de mandato após uma campanha difamatória que lembra em muito a que se vê contra Dilma Rousseff e que foi tentada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
13 – Juscelino Kubitschek (1956 – 1961), o décimo-quinto, concluiu o mandato.
14 – Jânio Quadros (1961), o décimo-sexto, renunciou pouco após assumir.
15 – Jango Goulart (1961 – 1964), o décimo-sétimo, foi deposto por golpe de Estado
16 – Fernando Collor (1990 – 1992), o décimo-oitavo, foi deposto pelo Congresso
17 – Fernando Henrique Cardoso (1995 – 2002), o décimo-nono, concluiu o mandato
18 – Luiz Inácio Lula da Silva (2003 – 2010), o vigésimo, concluiu o mandato.
Dilma Rousseff não está relacionada porque não concluiu o segundo mandato e está sob ameaça de impeachment, o que a faria integrar a lista de presidentes eleitos legitimamente e que não concluíram seus mandatos por golpe ou fatalidade.
A lista acima, porém, revela como a democracia brasileira é fraca. Em 126 anos de vida republicana, apenas 11 presidentes conseguiram concluir mandatos outorgados pelo povo. 40% dos eleitos não concluíram seus mandatos, e um-quinto deles deixaram o cargo por razões políticas.
O número mais impressionante, é o seguinte: o povo brasileiro escolheu apenas um-quarto dos presidentes que já o governaram. 75% dos presidentes que o país teve governaram sem mandato popular, por uma razão ou por outra.
O estudo acima revela que poucas vezes o poder de Estado emanou do povo, no Brasil. Por conta disso, tirar do poder mais um presidente legitimado pelo tão raro voto popular significaria um golpe mortal em nossa rala democracia.
******
Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/09/so-11-presidentes-que-o-pais-elegeu-terminaram-o-mandato/

Dilma vai fundir pastas do Trabalho e da Previdência

15.09.2015
Do BLOG DO FERNANDO RODRIGUES
Por Fernando Rodrigues

Tendência é PDT perder a vaga, que ficará com o PT

ManoelDia-CarlosGabas-Fotos-FabioRodriguesPozzebom-23abr2015-e-ValterCampanato-26jun2015-AgenciaBrasil
 (da esq. para a dir.) Manoel Dias (PDT), do Trabalho, e Carlos Gabas (Previdência). Um deles sai.

A presidente Dilma Rousseff pretende recriar o Ministério do Trabalho e da Previdência Social. Essa pasta já existiu algumas vezes.
Durante a ditadura militar, houve um Ministério do Trabalho e da Previdência Socialaté 1974, quando foi divididos em dois –uma pasta para o Trabalho e outra para a Previdência.
Depois de 16 anos, em 1990, foi recriado o ministério unificado pelo então presidente Fernando Collor de Mello. Durou até 1992, quando Itamar Franco, que sucedeu Collor, separou novamente Trabalho e Previdência Social –situação que perdura até este ano de 2015.
Hoje, a Previdência Social é ocupada por Carlos Gabas, ligado ao PT. O Trabalho tem como titular Manoel Dias, do PDT.
A intenção de Dilma é deixar o novo Ministério do Trabalho e da Previdência Social com Carlos Gabas. Ou seja, o PDT perderia a vaga.
A presidente prometeu em agosto que faria uma reforma para reduzir, pelo menos, 10 dos atuais 39 ministérios.
A petista disse a aliados que pretende finalizar as fusões e extinção de pastas antes de viajar para Nova York, no dia 25, quando vai para os Estados Unidos participar da sessão de abertura da 70ª Assembleia Geral da ONU.
REAÇÃO DO PDT


O líder do PDT no Senado, Acir Gurgacz, de Rondônia, disse estar ciente da intenção da presidente Dilma Rousseff a respeito da fusão das pastas do Trabalho e da Previdência Social. Ele afirma que até já fez a mesma sugestão em reuniões a respeito do Orçamento de 2016.

Apesar de pessoalmente favorável à ideia, Gurgacz informa que não houve ainda uma orientação ou discussão dentro do PDT sobre como se daria esse processo, relata o repórter do UOL Mateus Netzel.
“Fica a critério da presidenta se esse novo ministério vai ficar com PT ou com o PDT. Nós vamos respeitar. Não vamos para a oposição. Tem que haver cortes. O que não pode é cortar investimentos”, diz Gurgacz.
O líder do PDT no Senado é relator da receita da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2016. Nesta 5ª feira (17.set.2015) ele vai receber os estudos da consultoria de Orçamento sobre possíveis novas fontes de receita.
O líder do PDT na Câmara, o deputado André Figueiredo, do Ceará, afirma que o partido já comunicou à presidente Dilma Rousseff que o Ministério do Trabalho estava a disposição. O partido está rompido com o governo. A petista pediu que o PDT ficasse com a pasta até a reforma ministerial, para não aprofundar a crise política.
O fato é que o PDT já há algum tempo não participa de reuniões relevantes com governo. A bancada pedetista na Câmara (hoje com 19 deputados) já atua de maneira independente do Planalto desde começo de agosto. Não faz, entretanto, oposição ostensiva. Se houver uma votação de impeachment presidencial, o PDT decidiu –pelo menos neste momento– fechar questão contra o afastamento de Dilma.
André Figueiredo se diz pessoalmente favorável à fusão das pastas do Trabalho e da Previdência Social.
“Para nós não interfere muito. Temos validade determinada dentro da estrutura ministerial. Talvez seja o momento adequado de o PDT deixar o governo”, declara o líder pedetista na Câmara.
“O ministério do Trabalho hoje está esvaziado de atribuições e de recursos. Hoje só exerce funções de fiscalização do trabalho e do emprego. As políticas ativas já não estão mais lá”, diz André Figueiredo.
OUTROS MINISTÉRIOS


Não está clara ainda como será a reforma ministerial a ser anunciada por Dilma antes do final de setembro.

O que se sabe, por enquanto:
1) Banco Central Advocacia-Geral da União: os titulares têm hoje status de ministro e devem continuar, diferentemente do que estava inicialmente nos planos iniciais da reforma;
2) Ministério da Cultura e Ministério do Esporte: Dilma gostaria de incorporar essas pastas à da Educação. Mas há resistências.


No caso da Cultura, muitos protestos começam a chegar ao Planalto por parte de petistas ligados ao setor.

E no caso do Esporte, essa pasta é ocupada pelo pastor licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus George Hilton, ligado ao PRB, um partido de 20 deputados na Câmara e fiel aliado ao Planalto.


3) Secretaria de Assuntos Estratégicos: com a saída ontem (14.set.2015) de Mangabeira Unger, a pasta será extinta.
4) Secretaria de Relações Institucionais (SRI) Gabinete de Segurança Institucional (GSI): os ocupantes dessas secretarias devem perder o status de ministro.
5) Secretaria da Aviação Civil Secretaria de Portos: podem virar um ministério único ou serem incorporadas ao Ministério dos Transportes.
6) Secretaria da Micro e Pequena Empresa: deve ser incorporada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Como o titular dessa secretaria é Guilherme Afif Domingos, há grande resistência do PSD (partido do ministro e de Gilberto Kassab).
7) Ministério do Desenvolvimento Agrário: ocupado pelo petista Patrus Ananias, deve ser fundido com o Ministério do Desenvolvimento Social, comandado por Tereza Campello.
8) Ministério da Pesca e Aquicultura: comandada por Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), essa pasta pode ser fundida ao Ministério da Agricultura. Mas ainda não se sabe como fazer para acomodar o filho do senador em outro cargo no governo.
*****
Fonte:http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2015/09/15/dilma-vai-fundir-pastas-do-trabalho-e-da-previdencia/

LÍDERES DO CONGRESSO FAZEM MANIFESTO PRÓ-DILMA

15.09.2015
Do portal BRASIL247

:

Presidentes do PMDB, PCdoB, PP, PSD e PROS assinaram nesta terça-feira 15 um manifesto em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff; documento será entregue pessoalmente a Dilma na reunião que ocorre hoje no Palácio do Planalto com líderes da base aliada; líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) disse que a presidente está "100% forte no cargo" e criticou movimentos da oposição que, desde o início do segundo mandato, vêm buscando fundamentos para abertura de um processo de impedimento do governo; o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, defendeu o pacote de medidas anunciado ontem pelo governo e o mandato de Dilma; "Não podemos macular o fortalecimento e a imagem da nossa democracia com ações que não estejam compatíveis com a legalidade"

Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil

PMDB, PCdoB, PP, PSD e PROS assinaram nesta terça-feira 15, durante café da manhã na Câmara dos Deputados, um manifesto em defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff. O documento será entregue pessoalmente a Dilma na reunião que ocorre nesta manhã no Palácio do Planalto com líderes da base aliada.

Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) disse que a presidenta está "100% forte no cargo" e criticou movimentos da oposição que, desde o início do segundo mandato, vêm buscando fundamentos para abertura de um processo de impedimento do governo. Há cinco dias, quatro partidos de oposição lançaram um manifesto virtual a favor da saída de Dilma. "Tenho a percepção de que eleição se disputa até as 17h do dia do pleito, após isso tem que se respeitar o resultado das urnas, pode se fazer oposição e críticas, mas tem que respeitar o mandato."
O deputado ainda afirmou que a tramitação, no Congresso, das últimas medidas anunciadas pelo Planalto, incluindo a possibilidade de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), não será simples. Ele classificou as propostas de "tema espinhoso", mas disse que o Legislativo não pode abrir mão de discutir uma solução para a situação econômica do país. "As medidas são no intuito de reorganizar as finanças públicas e fazer com que o país volte a crescer. A economia, neste momento, estagnou-se e é preciso esse movimento para que retome sua trajetória de crescimento."
Democracia
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que é fundador e presidente nacional do PSD, também defendeu os anúncios. "Neste momento, o governo fez o que tinha que fazer: cortar o máximo possível e criar receitas que nos permitam o equilíbrio e superávit em 2016", afirmou. Kassab destacou que um momento de dificuldade não pode tirar a legitimidade dos votos que elegeram Dilma. "Não podemos macular o fortalecimento e a imagem da nossa democracia com ações que não estejam compatíveis com a legalidade, com o funcionamento das instituições que é hoje o grande patrimônio que a sociedade tem."
O presidente do PT, Rui Falcão, que também participou do café da manhã, comparou o documento a um ato de defesa da democracia, mas garantiu que não é um movimento para impedir a ação da oposição no Congresso. "[A oposição] tem direito de fazer o que quiser, mas aqui vamos nos manifestar também para mostrar para sociedade brasileira que não é por que alguém acha que o governo não vai bem que tem o direito de retirar o mandato à força."
Oposição
Há cinco dias, quatro partidos de oposição – PSDB, PPS, DEM e Solidariedade – lançaram um movimento para pedir o impeachment de Dilma. Por meio de um site, o grupo reúne assinaturas para a petição virtual em defesa do afastamento da petista do Planalto. A oposição usou, como base do discurso, um pedido de abertura de processo contra Dilma apresentado pelo jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT.
Leia, abaixo, a íntegra do manifesto, assinado nesta manhã pelos presidentes do PT, Rui Falcão, do PMDB, Valdir Raupp, do PSD, Gilberto Kassab, e do PCdoB, Luciana Santos, bem como pelos líderes na Câmara do PMDB, Leonardo Picciani , do PSD , Rogério Rosso, do PCdoB, Jandira Feghali, a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB), o vice-presidente nacional do PROS, Moacir Bicalho, e o deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB).
Declaração em Defesa da Democracia e do Mandato Popular
Nós, representantes dos partidos que dão sustentação ao governo legítimo e democrático da presidenta Dilma Rousseff,
CONSIDERANDO que a presidenta Dilma Rousseff tomou posse, há pouco mais de oito meses, para um mandato de quatro anos, após vencer um pleito democrático, limpo e livre;
ASSINALANDO que é dever cívico, constitucional e democrático da presidenta da República honrar o mandato a ela concedido pelo povo brasileiro até o seu final;
ENFATIZANDO que o cumprimento do mandato obtido legitimamente nas urnas significa, sobretudo, respeito ao voto popular, base de qualquer democracia digna desse nome;
LAMENTANDO, contudo, que, desde a apuração dos resultados das urnas, forças políticas radicais, que exibem baixo compromisso com os princípios democráticos, venham se dedicando diuturnamente a contestar e questionar o mandato popular da presidenta Dilma Rousseff, utilizando-se dos mais diversos subterfúgios políticos e jurídicos, que vão desde o absurdo e inédito questionamento da urna eletrônica, lisura do pleito até a tentativa de criminalização de práticas orçamentárias em um contexto de crise fiscal e utilizadas por vários governos no passado, incluindo a contestação intempestiva das contas de campanha previamente aprovadas na justiça eleitoral;
CONSIDERANDO que tal processo se constitui numa clara e nova forma de golpismo, a qual, embora não se utilize mais dos métodos do passado, abusa dos mecanismos solertes das mentiras, dos factóides e das tentativas canhestras de manobras pseudo-jurídicas para afrontar o voto popular e a democracia;
COLOCANDO EM RELEVO que, embora manifestações populares que expressem anseios e insatisfações sejam legítimas, elas não podem servir de escusa torpe e oportunista para que invistam contra o mandato legítimo da presidenta, pois a ordem constitucional brasileira sabiamente impõe processo rigoroso e fundamentos jurídicos muito sólidos para a recepção de contestações de mandatos populares;
SALIENTANDO, ademais, que, num regime presidencialista, a legitimidade do mandato é dada exclusivamente pelas urnas, não podendo ficar ao sabor de pesquisas de opinião que retratam uma conjuntura econômica adversa e impactada pelo crise internacional associada a volatilidade de uma crise política artificialmente cevada por aqueles que se recusam a reconhecer sua derrota na última eleição;
OBSERVANDO, a esse respeito, que o principal entrave ao reequilíbrio das contas públicas e à consequente retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, como é o desejo de todos os brasileiros, reside no atual clima político deteriorado, gerado pelo golpismo que tenta se impor sobre a governabilidade e que dissemina sentimentos de insegurança, pessimismo e intolerância política por toda a sociedade;
CONVICTOS de que a presidenta Dilma Rousseff, cidadã incontestavelmente proba, honrada e dedicada, de forma integral, a trabalhar pelo bem do Brasil, fez avanços notáveis em seu governo para promover o combate à corrupção, ao fortalecer as instituições de controle e ampliar a transparência da administração pública, algo que seus críticos nunca fizeram;
CERTOS, do mesmo modo, de que a presidenta Dilma Rousseff, a qual enfrenta, desde o início de seu primeiro mandato, a pior crise mundial desde a Grande Depressão de 1929, esteve e está sinceramente empenhada, como o ex-presidente Lula, na promoção do desenvolvimento econômico com eliminação da pobreza e redução das desigualdades, processo até aqui exitoso, pois resultou na extinção prática da miséria e na ascensão social de 40 milhões de brasileiras e brasileiros, o que demonstra que os acertos desses governos progressistas foram muito superiores aos seus erros; e
CONSIDERANDO, por último, que é chegada a hora de todas forças sociais e políticas efetivamente comprometidas com o Brasil e sua democracia reafirmarem sua inestimável e bem-vinda contribuição para que o país supere suas atuais dificuldades e retome, o mais rapidamente possível, o desenvolvimento econômico e social, num ambiente de paz, reconciliação e respeito incondicional aos princípios democráticos;
DECLARAMOS:
I. Nosso firme e decidido apoio ao mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff, que se extinguirá somente em 31 dezembro de 2018;
II. Nosso mais veemente repúdio a toda forma de retrocesso democrático, que tente deslegitimar e encerrar de forma prematura o mandato popular conquistado, de forma limpa, em pleito democrático;
III. Nosso entendimento de que o Brasil demanda a superação do atual clima político deteriorado, o qual coloca sérios obstáculos à governabilidade e à recuperação econômica, dissemina a insegurança, o pessimismo, a intolerância e o ódio político pela sociedade, bem como envenena a democracia do país, duramente conquistada com a luta incansável de gerações de brasileiros;
IV. Nossa absoluta convicção de que o Brasil e sua democracia são muito maiores que as dificuldades econômicas e políticas que enfrentamos, e que o país superará, em breve, todos os entraves à retomada do desenvolvimento econômico e social, preservando e aprofundando o processo democrático do qual todos os brasileiros se orgulham e se beneficiam;
V. Nosso sincero convite a todas as forças políticas responsáveis do Brasil, que não apostam no "quanto pior melhor" ou não se omitem diante dos incapazes de apresentar propostas, a que dêem sua bem-vinda contribuição para que o país se reencontre no caminho do crescimento econômico, da justiça social, da soberania e do crescente aprofundamento de sua bela e jovem democracia.

******

Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/196959/L%C3%ADderes-do-Congresso-fazem-manifesto-pr%C3%B3-Dilma.htm

GOVERNADORES APOIAM DILMA E INVIABILIZAM GOLPE

15.09.2015
Do portal BRASIL247

******
Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/196883/Governadores-apoiam-Dilma-e-inviabilizam-golpe.htm

Carta de uma senhora a seu ex-escravo, e a resposta indignada de um homem livre

15.09.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 12.09.15
Por Oksana Guerra, Takoaki

Jarm Logue escravo eua carta
Jarm Logue (reprodução)
Em 1834, Jarm Logue, então com 21 anos (a foto acima é de alguns anos mais tarde), conseguiu roubar o cavalo de seu mestre e escapar da vida de escravidão em que havia nascido. Infelizmente, sua mãe, irmão e irmã ficaram para trás.
26 anos depois, ele havia se estabelecido em Nova York, aberto inúmeras escolas para crianças negras, começado a sua própria família e se tornado um reverendo e famoso abolicionista, além de autor de uma autobiografia, quando recebeu uma carta da esposa de seu antigo dono, exigindo US$ 1000.
Essa carta, e sua resposta furiosa, podem ser lidas abaixo. Nota: depois de escapar da escravidão, Logue mudou seu nome para Jermain Wesley Loguen. (Fonte: A escravidão nos Estados Unidos; Imagem: JW Loguen)
Maury Co., Estado do Tennessee,
20 de fevereiro de 1860.
Para Jarm:
– Tomo minha caneta para escrever-lhe algumas linhas, para que você saiba o quanto estamos bem. Eu estou aleijada, mas eu ainda consigo me movimentar. O resto da família está bem. Cherry está tão bem como de costume. Escrevo-lhe estas linhas para que você saiba a situação em que estamos, em parte em consequência de sua fuga e roubo da Old Rock, nossa bela égua. Embora tenhamos conseguido a égua de volta, ela nunca mais teve o mesmo valor depois de você levá-la; e como agora necessito de alguns fundos, eu decidi vender você; e eu recebi uma oferta por você, mas não considerei adequado aceitá-la. Se você me enviar mil dólares e pagar pela velha égua, eu vou desistir de todas as queixas que tenho contra você. Escreva-me logo que você ler essas linhas, e diga se vai aceitar minha proposta. Em consequência de sua fuga, tivemos que vender Abe e Ann e doze hectares de terra; e eu quero que você me envie o dinheiro para que eu possa resgatar a terra vendida, e no recebimento da quantia de dinheiro acima nomeada, vou enviar-lhe o seu recibo de venda. Se você não cumprir com o meu pedido, eu vou vendê-lo para outra pessoa, e você pode estar certo de que não vai demorar muito tempo para as coisas mudarem para você. Escreva-me, logo que você receber essas linhas. Dirija sua carta a Bigbyville, Maury County, Tennessee. É melhor atender ao meu pedido.
Eu soube que você é um pregador. Como o povo do sul é tão ruim, é melhor vir e pregar para seus velhos conhecidos. Eu gostaria de saber se você lê a Bíblia. Se sim, você pode dizer o que será do ladrão se ele não se arrepender? E, se a um cego guiar outro cego, qual será a consequência? Penso que seja desnecessário dizer muito mais que isso por ora. Uma só palavra é suficiente para o sábio. Você sabe onde o mentiroso tem sua parte. Você sabe que nós criamos você como criamos nossos próprios filhos; que nunca foi abusado, e que, pouco antes de fugir, quando o mestre perguntou se você gostaria de ser vendido, você disse que não iria deixá-lo por ninguém.
Sarah Logue.
———————-
Syracuse, NY, 28 de março de 1860.
MRS. SARAH LOGUE:
– Sua carta de 20 de Fevereiro foi devidamente recebida, e agradeço-lhe por ela. Um longo tempo passou desde que eu ouvi de minha pobre e velha mãe, e fico feliz em saber que ela ainda está viva, e, como você diz, “tão bem como de costume”. O que isso significa, eu não sei. Gostaria que você tivesse dito mais sobre ela.
Você é uma mulher, mas, se tivesse o coração de uma mulher, você nunca teria me insultado dizendo que vendeu meus únicos remanescentes irmão e irmã, porque eu não me submeti ao seu poder de converter-me em dinheiro.
Você diz que vendeu meu irmão e irmã, ABE e ANN, e 12 hectares de terra, porque eu fugi. Você tem a inefável maldade de me pedir para voltar a ser sua miserável propriedade, ou em lugar enviar-lhe 1.000 dólares para que você possa resgatar a terra , mas não para resgatar meus pobres irmão e irmã! Se fosse para lhe enviar o dinheiro seria para reaver meu irmão e minha irmã, e não para você conseguir terra. Você diz que está aleijada, e sem dúvida você diz isso para que eu sinta pena, pois você sabe que eu sempre fui suscetível nessa direção. Eu sinto muito por você, do fundo do meu coração. Todavia, estou indignado além do que as palavras podem expressar, que você possa ser tão cruel a ponto de rasgar em pedaços os corações que eu tanto amo; que você esteja disposta a nos empalar e crucificar sem qualquer compaixão, por seu pobre pé ou perna. Mulher miserável! Saiba que eu valorizo ​​minha liberdade, para não falar de minha mãe, irmãos e irmãs, mais do que todo o seu corpo; mais, na verdade, do que a minha própria vida; mais do que todas as vidas de todos os donos de escravos e tiranos que existem sob o Céu.
Você diz que recebeu ofertas para me comprarem, e que você me venderá se eu não lhe enviar US$ 1000, e no mesmo fôlego e quase na mesma frase, diz: “você sabe que nós criamos você como criamos nossos próprios filhos”. Mulher, você criou seus próprios filhos para o mercado? Você os criou para o pelourinho? Você os criou para serem conduzidos acorrentados em fileiras como animais? Onde estão os meus pobres irmãos e irmãs sangrando? Você pode dizer? Quem foi que os enviou a campos de açúcar e algodão, para serem chutados, algemados, chicoteados, gemerem e morrerem; onde nenhum parente pudesse ouvir seus gemidos, ou sentir compaixão perante seu leito de morte, ou acompanhar seu funeral? Mulher miserável! Você diz que você não fez isso? Então eu respondo, seu marido fez, e você aprovou, e a carta que você me enviou mostra que seu coração aprovou tudo. Você devia se envergonhar.
Mas, por falar nisso, onde está o seu marido? Você não fala dele. Deduzo, portanto, que ele está morto; que ele foi pagar sua grande conta, com todos os seus pecados contra a minha pobre família sobre sua cabeça. Pobre homem! Foi encontrar os espíritos do meu pobre povo, humilhado e assassinado, em um mundo onde a Liberdade e a Justiça são MESTRES.
Mas você diz que eu sou um ladrão, porque eu levei a velha égua comigo. Você não entende que eu tinha mais direito sobre a velha égua, como você a chama, que MANNASSETH LOGUE teve sobre mim? É um pecado maior eu roubar o seu cavalo, que ele me roubar do berço da minha mãe? Se vocês acreditam que eu perdi todos os meus direitos pelo que fiz, não é certo deduzir que vocês perderam todos os seus direitos sobre mim pelo que fizeram? Você precisa aprender que os direitos humanos são mútuos e recíprocos, e que se você tomar a minha liberdade e vida, você perde o seu próprio direito à liberdade e à vida. Diante de Deus e do Paraíso, existe alguma lei para um homem que não serve para todos os outros homens?
Se você ou qualquer outro especulador sobre o meu corpo e os direitos quiser saber o quanto valorizo os meus direitos, terão que vir até aqui e impor as mãos sobre mim para me escravizar. Você acha que me aterroriza apresentando a alternativa de dar o meu dinheiro a você ou entregar o meu corpo para a escravidão? Então saiba que recebi sua oferta com desprezo indizível. A proposta é uma afronta e um insulto. Eu não vou ceder nem mesmo um fio de cabelo. Eu não vou respirar sequer um fôlego mais curto para me salvar de suas perseguições. Eu vivo em meio a um povo livre, que, agradeço a Deus, simpatiza com os meus direitos e os direitos da humanidade; e se os seus emissários e vendedores vierem aqui para me re-escravizar, e escaparem do vigor intrépido do meu próprio braço direito, eu confio que meus fortes e bravos amigos, nessa Cidade e Estado, serão os meus salvadores e vingadores.
Atenciosamente,
JW Loguen
___________
Leia aqui o original.
******
Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/09/carta-de-uma-senhora-a-seu-ex-escravo-e-a-resposta-indignada-de-um-homem-livre.html

A Folha deveria lembrar-se do “Correio da Manhã” ao fazer editoriais

15.09.2015
Do blog TIJOLAÇO,13.09.15 
Por Fernando Brito
editoriais

Em 1964, dois editoriais do Correio da Manhã – “Fora!” e “Basta!” – foram as clarinadas da mídia para o golpe militar que depôs João Goulart.

Como agora, o massacre dos jornais era incessante e generalizado – embora houvesse, então, a Última Hora dissonante deste coro.

Correio, como a Folha, era o jornal da classe média e, como ela, o que tinha em suas páginas vários dos mais prestigiosos intelectuais – Carlos Drummond de Andrade. Carlos Heitor Cony, Otto Maria Carpeaux, entre outros.

Arrastado para o “conto do golpe democrático”, o jornal abriu fogo pesado contra o governo legítimo (legitimidade que fora confirmada um ano antes, no plebiscito que devolveu poderes presidenciais a Jango).

E parido o filho troncho do autoritarismo, não tardou a sentir que o menino não só usava a farda como, também, os dentes e as garras.

Perdeu o que seu “inimigo” não lhe negava – a publicidade governamental – e o aliado usou sem pejo, ameaçando, inclusive, os empresários privados que anunciavam por lá.

Sua dona, Niomar Muniz, viúva de Paulo Bittencourt, deixou o jornal ir para a oposição, com episódios que ficaram na história,como o que narra o fotógrafo Amicucci Gallo :

“[…] e tinha uma escola, o Castelo Branco ia visitar a escola meio… inaugurar a escola. […]. Quando eu passei numa sala, por onde ele tinha que entrar, tinha o quadro negro, estava escrito assim, “animais úteis” […] letras garrafais, bem vistas. E eu fiquei dentro da sala. O repórter, desesperado […] “anda, vai chegar o presidente!”, e eu “Daqui eu não saio!”. Ele não entendeu nada, porque eu não queria falar porque eu não saía dali. Até que ele entrou na sala… e quando ele passou pelo quadro eu , eu pá-pá-pá [barulho da máquina fotográfica]. No dia seguinte, quando ele abriu aquela foto dele, “animais úteis”…

A ditadura que, a pretexto da “democracia” o  Correio ajudara  a implantar, explodiu-lhe uma bomba em 1968, prendeu D. Niomar em janeiro de 1969 e, meses depois, tomou-lhe o próprio jornal, obrigada a vender para Maurício Alencar, irmão do ex-governador Marcelo Alencar e representante de uma empreiteira, a Companhia Metropolitana de Construções, por sua vez ligada às pretensões presidenciais de Mário Andreazza, como seria, nos seus estertores, outro título usurpado da imprensa brasileira: aÚltima Hora, tirada de Samuel Wainer e, como o Correio, objeto de uma longa agonia.

Que durou, ao menos, para que eu tenha o orgulho, mesmo assim, de ter na minha carteira profissional aquele nome que pertence tanto à História que nenhum arranjo pôde retirar sua mística.

Folha, que na época se serviu do golpe para comprar a Última Hora paulista na bacia das almas, deveria se lembrar do que acabou acontecendo com este tipo de ultimato.

A praga, não é raro, tem a mania de voltar-se contra o praguejador.
*****
Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=29573