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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

TRAIDORES DA DEMOCRACIA QUEREM GOLPE DE ESTADO: Parlamentares de oposição oficializam movimento pró-golpe

10.09.2015
Do blog  O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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Antes de reproduzir a notícia publicada há pouco no site da Câmara, conto uma novidade.
Ontem o Cafezinho entrevistou o cientista político Fabiano Santos. Ainda estou transcrevendo a conversa, que ficou bem longa e completa. Posso adiantar apenas que ele afirmou que há uma contestação legítima à falta de capacidade política do governo de... governar. Falta criatividade, falta coragem de mexer nas peças que não estão funcionando, e mostrar um plano de superação à sociedade.
Mas ele se mostrou especialmente irritado com as movimentações em prol da ruptura com a legalidade democrática.
"A história vai cobrar isso dessas lideranças. E não vai demorar, não", advertiu Fabiano.
É evidente, para o cientista, que o impeachment não é a solução, pela simples razão de que isso apenas vai aprofundar a crise política e econômica.
Não é agregando mais um fator de instabilidade que ganharemos estabilidade.
Setores sociais não vão aceitar a ruptura. E um novo governo, sem a chancela eleitoral, não terá legitimidade.
E se decidirem por novas eleições, neste momento, menos de um ano após as últimas eleições, qual o sentido disso?
Para aproveitar um momento político desfavorável ao governo?
O modus operandi Cunha agora será usado também em eleição presidencial?
Perdeu eleição, faz de novo, até ganhar?
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Partidos da oposição e da base lançam movimento pelo impeachment de Dilma
Movimento conta com representantes do PSDB, do PSC, do DEM, do PPS, do SD, do PMDB e de outras siglas
Partidos da oposição e alguns deputados da base aliada lançaram, nesta quinta-feira (10), o Movimento Parlamentar Pró-Impeachment. A ideia dos parlamentares é recolher assinaturas junto à sociedade e entre os deputados para iniciar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. O movimento conta com um site - www.proimpeachment.com.br - onde está disponível um abaixo-assinado com essa finalidade.
As razões apontadas para o impeachment são as chamadas “pedaladas” nas contas públicas, o abuso de poder econômico pelo governo de Dilma, a suspeita de uso de dinheiro ilícito na campanha presidencial de 2014 e a crise de governabilidade.
Segundo o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), Dilma Rousseff não tem condições de conduzir o Brasil pelos próximos três anos e meio. Ele afirmou que os parlamentares também têm o dever de ouvir a população insatisfeita com o governo.
“Como é que a gente traz para dentro do Congresso esse sentimento de indignação da sociedade brasileira? Iniciando o processo de impeachment, porque o afastamento dela é desejável por mais de 70% da sociedade brasileira”, afirmou Sampaio em nome do PSDB, do PSC, do DEM, do PPS e do Solidariedade (SD) e de deputados de outras siglas, entre esses alguns do PMDB.
Renúncia ou impeachment
Representando o PMDB no movimento, o deputado Jarbas Vasconcelos (PE) disse que a saída de Dilma do governo é inevitável. Segundo ele, ou Dilma renuncia ou o processo de impeachment será aberto. “É importante que o meu partido, o PMDB, tome consciência disso e suas bancadas, aqui na Câmara e no Senado da República assumam isso. É importante para dar o exemplo aos outros partidos.”
Os diversos parlamentares que participaram do lançamento do movimento, no Salão Verde da Câmara, acusaram o PT de ter trabalhado sempre em prol de um projeto de poder. “Hoje, dia 10 de setembro, é o dia que nós vamos começar a libertar o Brasil desse desgoverno corrupto, que infelizmente ainda está comandando os destinos do nosso País”, afirmou o líder do PSC, deputado André Moura (SE).
PT defende Dilma
Vice-líder do PT, o deputado Pedro Uczai (SC) avaliou que o movimento da oposição faz parte da democracia, mas que deve respeitar os brasileiros que votaram em Dilma. Ele disse ainda que a impopularidade de um governo não é crime.
“Temos dificuldade econômica, que tem de ser superada e enfrentada por quem está governando o País, como o governador está governando o seu estado; como o prefeito o seu município. Portanto, não ao golpe à democracia”, afirmou o petista.
Para Uczai, o impeachment não é solução para os problemas econômicos do País.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Newton Araújo
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/09/10/parlamentares-de-oposicao-oficializam-movimento-pro-golpe/

Rebaixamento é ruim, mas não é a tragédia pintada

10.09.2015
Do portal BRASIL247
Por Hélio Doyle

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É ruim o Brasil ter tido o grau de investimento rebaixado? Claro que é. É a tragédia que estão pintando? Claro que não. Ninguém de bom senso pode repetir como seu o discurso político feito pelo ex-presidente Lula em Buenos Aires, negando qualquer importância ao rebaixamento. É verdade que a Standard & Poor´s é suspeitíssima e corrupta, basta lembrar as falcatruas dessa agência reveladas há poucos anos – e que a levaram a condenações nos Estados Unidos por ter provocado perdas a investidores – e o fato de dar dado alto grau a um banco que logo faliu. Mas o todo poderoso mercado a leva em consideração, e isso é ruim para quem é rebaixado.

O fato se tornou tragédia porque é, para a oposição de direita que quer derrubar a presidente Dilma Rousseff, um ingrediente a mais para atingir seu objetivo. Não é à toa que os jornalões estamparam manchetes dignas do início de uma guerra e jornalistas e analistas alinhados aos oposicionistas se atiçaram para bater mais ainda no governo. O rebaixamento não impede o país de se recuperar com as medidas certas e adequadas. Não impede sequer que receba investimentos.

A S&P, como é chamada na intimidade do mercado, está dando sua contribuição ao golpe brando contra o governo, e isso está sendo muito bem aproveitado pela oposição. É ingenuidade achar que a agência trabalha sem nenhum componente político em suas avaliações, além daqueles que realmente importam à avaliação que faz – como as reais dificuldades de coesão do governo e de entendimento entre o Executivo e o Legislativo.

O governo, agora, precisa reagir, e com competência. As primeiras respostas parecem positivas, mas se continuar demonstrando vacilações e falta de rumo, dará ainda mais munição à oposição. Boa parte do Congresso, Eduardo Cunha à frente, não tem a menor intenção de ajudar a superar a crise, pois o que quer é a renúncia ou o impeachment de Dilma. A outra parte precisa sentir que a derrubada da presidente não é o melhor caminho para o país.

Dilma voltou a dizer que não renuncia. Se continuar errando e a pressão aumentar, porém, a situação vai ficar muito ruim para ela, e Michel Temer já está pronto para assumir e fazer o grande acordo nacional com os partidos. Mesmo que isso signifique, como querem os tucanos, o compromisso de o PMDB não apresentar candidato em 2018.

O golpe branco continua em marcha. A S&P pode ter dado uma ajuda, mas pode também ter mexido com o governo para levar a uma reação para sair das cordas. Ainda há tempo, mas bem curto.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/heliodoyle/196364/Rebaixamento-%C3%A9-ruim-mas-n%C3%A3o-%C3%A9-a-trag%C3%A9dia-pintada.htm

Galeano massacra Standard & Poor

10.09.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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Vale a pena assistir esse curto e demolidor depoimento de Eduardo Galeano, o grande escritor falecido meses atrás, sobre as agências de risco, em especial a Standard & Poor, especializadas em "arruinar o mundo", para, com isso, ganhar fortunas.
Essas agências seguem, naturalmente, a lógica imperialista, a qual o Brasil continua submetido, embora menos do que há uns 15 anos.
De fato, é um tanto ridículo que um punhado de operadores de mercado, com um histórico de erros e fraudes que já deviam lhes ter conduzido, há tempos, para as barras dos tribunais, continuem distribuindo notas aos países, e prejudicando suas economias e populações.

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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/09/10/galeano-massacra-standard-poor/#more-31694

O rebaixamento é um alívio para o governo

10.09.2015
Do portal da Agência Carta Maior
Por Jeferson Miola

O governo deveria aproveitar a oportunidade para refundar a política econômica, liderando um chamado nacional para a retomada do desenvolvimento.

reprodução
O rebaixamento da classificação de crédito do Brasil é, naturalmente, uma notícia incômoda para o governo. Mas também é um fator de alívio, como aquele espinho minúsculo encravado no pé e que, uma vez removido, permite caminhar sem mancar.
 
A oposição e a mídia oposicionista, compreensivelmente, fazem um escarcéu; pintam o fim do mundo; tratam como a escala no purgatório da passagem para o inferno.
 
A vida real e terrena, entretanto, não condiz com esse alarmismo. O carnaval político-midiático serve apenas para desestabilizar ainda mais o ambiente político-institucional e para assanhar a insaciável orgia especulativa. E é pretexto para a agitação golpista do impeachment.
 
Nem uma besta cairia na esparrela da “revoada incontrolável” de investidores e investimentos sérios para fora do Brasil. Qualquer ser humano em estágio elementar de consciência sabe que a saúde macroeconômica do Brasil é muito maior que esta dificuldade momentânea – só em reservas cambiais, são mais de 370 bilhões de dólares. O Brasil está longe da tragédia alardeada pelos cínicos que, quando governaram, não conseguiram elevar a classificação do país para nação com grau de investimento, como Lula logrou fazer em 2008.
 
O rebaixamento é um fator de alívio da pressão política; com ele, desaparece a espada de Dâmocles que chantageia o governo com a ameaça da perda do grau de investimento.
 
O rebaixamento é a última profecia da crise econômica provocada pela agenda e pelo discurso do ajuste que não conseguiu, aliás, entregar nenhuma das suas promessas: a inflação subiu, os juros são pornográficos, o desemprego é crescente, a economia paralisada e contraída, a arrecadação em queda, desinvestimento, PIB negativo e, agora, caída para o grau especulativo.
 
A notícia do rebaixamento, neste sentido, encerra o ciclo de surpresas econômicas. É a última novidade bombástica que faltava surgir. O repertório do debate político, daqui em diante, será a redundância dos problemas econômicos bem conhecidos.
 
O governo chegou, finalmente, no pior lugar que poderia ter chegado. A partir de agora, o preço a pagar e o castigo político terá pouca variação. A popularidade do governo será idêntica com um déficit orçamentário tanto de 0,5% como de 1%, 2% ou de 3%.
 
Para a estabilidade política e institucional, entretanto, é preferível suportar um déficit administrável no curto prazo, do que cortes nos orçamentos obrigatórios das áreas essenciais. O comprometimento das verbas do SUS, do FIES, Bolsa Família, MCMV, Pronatec, Prouni, emprego etc, lançará o governo em rota de colisão contra o principal pilar da sua legitimidade, justo no momento que necessita apoio popular para frear a marcha golpista.
 
A continuidade da recessão, a piora das condições de emprego e cortes nas áreas sociais poderá comprometer a legitimidade da presidente Dilma e a capacidade de resistência popular para a preservação do seu mandato legítimo.
 
Há um estoque de remédios eficientes para combater o déficit orçamentário. Um deles, por exemplo, seria a tributação justa de 71 mil ricaços que retêm R$ 1,2 trilhões de patrimônio líquido e que desfrutam da isenção de imposto de renda concedida pelo FHC em 1997. Dessa fonte, viriam aproximadamente 80 bilhões de reais por ano.
 
No Brasil, a tributação de grandes fortunas e heranças é ridícula. Se fosse equiparada à média da praticada na maioria dos países do mundo, geraria outros 40 bilhões de reais.
 
Outro remédio seria a cobrança da dívida ativa de mais de 1,4 trilhões de reais devidos ao erário por empresas e sonegadores que abusam de filigranas jurídicas de um sistema legal que favorece a privatização do Estado através da sonegação e da corrupção.
 
Um quarto medicamento poderia ser oferecido pela Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário. Essas instituições, tão céleres e contundentes na Lava Jato, poderiam proceder identicamente na chamada Operação Zelotes, que investiga o sistema de corrupção engendrado por grupos empresariais e de mídia com funcionários do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda. O erário poderia recuperar, por aí, os R$ 19 bilhões [três vezes o montante da Lava Jato] que, estima-se, foram sonegados mediante o pagamento de propinas.
 
Antes de cortar gastos sociais, o governo dispõe de várias alternativas para enfrentar o desequilíbrio transitório das finanças. A austeridade não é um remédio, mas um veneno que agrava o ciclo vicioso da economia.
 
O governo deveria aproveitar a oportunidade para refundar a política econômica, liderando um chamado nacional para a retomada do desenvolvimento com medidas concretas de estímulo à produção, ao consumo, ao emprego, aos investimentos e à recuperação econômica.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/O-rebaixamento-e-um-alivio-para-o-governo/7/34454

Kakay desanca Moro e os lavadores a jato!

10.09.2015
Do blog CONVERSA AFIADA

Quem precisa desses heróis?
charge bessinha tucanos zelotes
Amigo navegante sugeriu a publicação desse irretocável artigo do Kakay, um dos melhores advogados de um país que precisa de certos "heróis ", "heróis" que se assemelham aos que aplicavam as leis nas cortes nazistas.

FOLHA de SÃO PAULO


"Só uso a palavra para compor meus silêncios." Manoel de Barros

Triste o país que precisa de pretensos heróis, salvadores da pátria e pregadores da moralidade. É inadmissível que alguém, um juiz, um membro do Ministério Público ou da polícia, venha dizer que detém o monopólio do combate à corrupção. Todo cidadão de bem –jornalista, advogado, dona de casa– quer um país sem o flagelo da corrupção, que degenera o tecido social e leva a mais desigualdades.

Ninguém detém o monopólio da virtude de ser honesto. Cada um de nós tem um papel importante no processo de amadurecimento democrático, no aperfeiçoamento do Estado de Direito.

Diante do momento que vivemos, são estas algumas das perguntas que tenho feito Brasil afora: que tipo de país queremos depois desse enfrentamento? Queremos um país em que o processo se dê a qualquer custo? E, ainda, sem as garantias do devido processo legal? Sem o respeito ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência? Onde a prisão seja a regra, não a exceção, como em todo país civilizado?

Queremos um país em que um juiz tenha jurisdição nacional e diga que tem bônus de muitas prisões ainda, pois na Itália decretaram 800 prisões na Operação Mãos Limpas? Onde um procurador da República tem a ousadia de confessar que a prisão é uma forma de obter a delação e que, mesmo assim, nada tenha sido feito contra ele?

Queremos um país em que o Ministério Público e a Polícia Federal incentivem a espetacularização do processo penal ao promoverem coletivas de imprensa a cada fase da operação, com exposição cruel, desumana, desnecessária e ilegal das pessoas investigadas?

Queremos um país no qual a acareação entre delatores seja permitida sem que um ou outro seja preso ou perca os benefícios da colaboração premiada? Ora, se foi necessária a acareação, significa que um dos delatores mentiu e que a verdade, a base de toda delação, tem que ser restabelecida. A acareação significa, portanto, que nem o próprio Ministério Público acredita na versão que sustenta a acusação.

Que país queremos? Um país em que a delação seja feita, na maioria das vezes, sob absurda pressão, sem prestigiar o ato voluntário previsto na lei? Um país no qual o processo penal esteja sendo levado a efeito sem que o advogado tenha o direito mínimo de conhecer a plenitude das provas? Até mesmo com a criminalização da defesa, como se esta fosse um mal necessário?

Fica a reflexão: que país queremos que saia desse oportuno confronto? Um país com a preservação das garantias individuais e dos direitos constitucionais? Com o devido processo legal como regra das ações da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário?

Um país com o princípio constitucional da ampla defesa efetivamente garantido, e não sob o prisma formal? Com o respeito ao direito de não exposição do investigado e de não condenação prévia?

Queremos um país sem heróis, mas onde se cumpram as leis e a Carta? Um país unido, onde as pessoas saibam que hão de se combater as mazelas e que a forma de combatê-las é o que distingue um país civilizado da barbárie institucionalizada? Eu quero o bom combate!

Como diria Fernando Pessoa, "arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?".

ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO, o Kakay, 57, é advogado criminalista. Defendeu Alberto Youssef na Operação Lava Jato
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/kakay-desanca-moro-e-os-lavadores-a-jato

Em deserto de sal na Bolívia, turistas parecem caminhar no céu

10.09.2015
Do portal do UOL
Por   UOL, em São Paulo

As chuvas formam um espelho d'água fantástico no Salar do Uyuni
  • As chuvas formam um espelho d'água fantástico no Salar do Uyuni
Conhecida por suas montanhas nevadas, sítios arqueológicos milenares e folhas de coca, a Bolívia é um país que também abriga o maior deserto de sal do mundo, o Salar do Uyuni.
Ocupando uma área de 12.000 km², e localizado a mais de 3.500 metros de altura, o salar apresenta paisagens que fascinam turistas do mundo inteiro: com seu solo salino branco completamente plano, que parece se estender ao infinito, o local proporciona oportunidades ideais para visões e fotos surreais. 
Pedro Travassos/Creative Commons
E que tal este pôr do sol visto no Salar do Uyuni, na Bolívia?
Na época das chuvas, entre dezembro e março, as águas formam um espelho sobre o deserto de sal, refletindo perfeitamente as nuvens no solo do lugar. Ao andar pela área, o viajante sente que está caminhando no céu. No resto do ano, a seca faz com que o chão do salar adquira um interessante aspecto árido, que lembra um cenário extraterrestre. 
Os tours pela região costumam ser longos e cansativos, mas compensam o esforço: a maioria dos passeios, feito com veículos 4x4, começa na vila de Uyuni (a 740 km de La Paz) e, antes de chegar ao deserto de sal, passam por um cemitério de locomotivas que fica na saída da cidade.
Getty Images
Lagoas com flamingos marcam as paisagens que rodeiam o Salar do Uyuni
No caminho, os viajantes visitam uma ilha repleta de cactos (alguns com mais de 1.000 anos) no meio do salar e, nos arredores, lagoas coloridas recheadas de flamingos e cercadas por lindas montanhas. A Laguna Colorada, com sua água avermelhada, é um dos pontos altos do roteiro. Piscinas naturais de águas termais e gêiseres também fazem parte desse roteiro ideal para quem gosta de aventura. 
E para os que gostam de tirar fotos inusitadas, não faltam boas oportunidades: o horizonte do Salar do Uyuni "encolhe" as pessoas que aparecem em segundo plano nos retratos, possibilitando brincadeiras como a da fotografia abaixo.  
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Fonte:http://viagem.uol.com.br/noticias/2015/09/10/em-deserto-de-sal-na-bolivia-turistas-caminham-no-ceu-conheca-o-passeio.htm

DESESPERO DA OPOSIÇÃO: A oposição e seu boneco de vento

10.09.2015
Do portal Agência Carta Maior
Por Marcelo Danéris

Em tempos de indignação seletiva contra a corrupção, nada mais natural que ficar a sombra de um boneco, que talvez seja uma versão do 'Cavalo de Tróia'.  

Alan Sampaio
A oposição e alguns segmentos conservadores comemoram o sucesso do Pixuleco, boneco inflável que representa o ex-presidente Lula como presidiário. 

Nada mais simbólico. O boneco ocupa o vazio de quadros políticos da oposição capazes de conquistar os corações conservadores. Nem o Aécio de papelão animava. Revestido de preconceitos e pré-julgamentos, ao lado das faixas pedindo a volta da ditadura, blogs que incitam a violência contra a presidenta, defesa de golpes, impeachment, o boneco acabou por compor melhor a imagem desta sinfonia desafinada.

Nas paradas do último dia 7 de setembro, tudo murchou. Até o boneco! Muito significativo, considerando que para além do discurso de intolerância, de ódio e criminalização do Lula, sem qualquer prova ou acusação, a oposição até o momento não apresentou ao país um programa, sequer uma boa ideia para o Brasil. O Pixuleco, assim, é sua melhor expressão, síntese de uma oposição ao governo Dilma, ao Lula e ao PT, pouco mais significativa que um boneco de vento mal enjambrado, pior remendado. Em tempos de indignação seletiva contra a corrupção, de delatores e presos de uma única operação em andamento, de criminalização de apenas um partido, de silêncio e procrastinação de investigações como Zelotes, Trensalão tucano, Mensalão mineiro, nada mais natural que ficar a sombra de um boneco. Receio que seja, na verdade, uma versão brasileira do “Cavalo de Tróia”.

Enquanto a sociedade busca saídas para a crise, empresários se mobilizam, movimentos sociais defendem seus direitos, o governo debate alternativas, a oposição tem como principal agenda política amplificar discursos de ódio, promover o terrorismo econômico, rebaixar a autoestima dos brasileiros e conspirar por um golpe institucional, com ações no Congresso e no TSE.

Deixa escapar um detalhe: o que pretende colocar no lugar, com que programa? Parece que isto não importa muito aos seus principais interlocutores, ficará para um segundo momento, caso consigam levar a cabo sua tentativa de derrubar uma presidenta legitimamente eleita antes de completar o primeiro ano do seu mandato. Não há nada dentro do boneco, como não há nas panelas de uma elite que se mobiliza por um ódio ideológico irracional.

No entanto, a sociedade deve estar atenta. Não nos deixemos enganar por certa desorganização programática da oposição e dos representantes do reacionarismo nacional, estes tratam de fazer emergir, na esteira da crise e da instabilidade da base do governo, planos antes inconfessos, subterrâneos. Terceirização do trabalho nas atividades fins, redução da maioridade penal, financiamento empresarial para partidos, rejeição da criação de conselhos participativos, criminalização da política, são bons exemplos do avanço de uma agenda conservadora no país. Entre bonecos, retrocessos legislativos e golpismos, o melhor para o Brasil é seguir pelos caminhos da democracia.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-oposicao-e-seu-boneco-de-vento/4/34455

Rodrigo Vianna: Globo aposta no caos político, e também afunda; empresa dos Marinho foi rebaixada pela S&P

10.09.2015
Do blog VI O MUNDO
Por Antonio Barbosa Filho
irmãos Marinho e Merval
Merval e os irmãos Marinho: acadêmicos do caos podem afundar na crise política que ajudam a fomentar
setembro 10, 2015 18:59 ATUALIZADO
Saiu na Folha, mas Otavinho Frias ainda não confirmou se vai comprar a Globo na bacia das almas:
“A S&P também reduziu os ratings de outras seis empresas, com perspectiva negativa: Ambev, Globo Comunicação e Participações, Multiplan, Ultrapar, Votorantim Participações, Votorantim Industrial e Votorantim Cimentos.”
da Folha de S. Paulo
Um dia depois de retirar o selo de bom pagador do Brasil, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de 31 empresas brasileiras. Dessas, 24 também perderam o grau de investimento.
Entre elas, destacam-se as estatais Petrobras e Eletrobras. A petroleira teve a sua nota reduzida de “BBB-” para “BB” nesta quinta-feira (10), com perspectiva negativa. A nota da Petrobras está um grau abaixo do rating do Brasil, que nesta quarta foi cortado para “BB+”.
Já a estatal de energia teve seu rating rebaixado para “BB+”, mesmo nível da nota soberana do Brasil. A perspectiva também é negativa.

As alterações nos ratings das estatais estão diretamente relacionadas ao rebaixamento do Brasil. No caso da Eletrobras, a agência avalia que uma ajuda do governo à empresa “é quase certa”. Por essa razão, ela procurou equalizar o rating da companhia com o soberano.

A mesma explicação é válida para o rating dado à Itaipu Binacional, que também recebeu nota BB+.
Empresas da área de infraestrutura e energia também perderam o selo de bom pagador. São elas: Comgás, Coelce, Elektro, Taesa, Neoenergia, Atlantia Bertin, Arteris, CCR e Ecorodovias e subsidiárias dessas companhias, totalizando as 24.
Para a S&P, as distribuidoras de energia e as concessionárias de rodovias ficam mais vulneráveis se a qualidade de crédito soberana se enfraquece de forme significativa. A agência cita o risco de potencial controle de tarifas e uma deterioração na disponibilidade de crédito.
A S&P também reduziu os ratings de outras seis empresas, com perspectiva negativa: Ambev, Globo Comunicação e Participações, Multiplan, Ultrapar, Votorantim Participações, Votorantim Industrial e Votorantim Cimentos.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/rodrigo-vianna-globo-aposta-no-caos-e-tambem-afunda-empresa-dos-marinho-foi-rebaixada-pela-sp.html

Os lobinhos do Lobão. Os meninos que os pais decidem que será “miamês”

10.09.2015
Do blog TIJOLAÇO, 08.09.15
Por Fernando Brito

miames
Há 250 anos, Marx escreveu que os proletários não têm pátria, como forma generosa de expressar que, independentemente do país em que viviam, os trabalhadores eram capazes de uma solidariedade humana que superava fronteiras.

Hoje, essa afirmação serve, talvez, para definir as elites que não têm qualquer identidade com seu povo e que são capazes, até,  de dar pequenos “golpes” para que seus filhos escapem à vergonha de serem “inferiores” como pensam eles que são os brasileiros.

Mães que, grávidas, vão dar à luz em Miami, apoiada em máfias médicas dirigidas por brasileiros emigrados, para que seus filhos tenham, de nascença, a cidadania norte-americana.

Que virem “Lobões” de berço, afinal.


Não é sobre crianças que, por acaso, acabem nascendo no exterior, o que seria normal.

É sobre coisas como uma agência de traficância de cidadania chamada ” “Ser mamãe em Miami”.

De gente que vende e de gente que compra o direito de transformar uma criança em “miamês”, um apátrida, um cidadão flutuante que vai decidir ser é isto ou aquilo conforme lhe paguem ou ofereçam oportunidades.

Meus filhos, nascidos aqui, não são melhores nem piores que qualquer criança nascida em qualquer parte do mundo.

Uma criança não tem pátria quando morre numa praia turca por descaso, crueldade ou indiferença de qualquer nação do mundo.

Mas quando uma criança nasce em qualquer parte do mundo por “negócios”, ah, que pena, dão-lhe um berço mais frio que aquelas areias turcas.

Porque transformam sua vida num negócio e se há algo que as vidas não devem e não podem ser é um negócio.

PS. O rostinho do menino foi preservado por este blog. Ele é um brasileirinho, igual a todos os brasileirinhos de todas as cores e de todas as rendas, igual a todas as crianças do mundo, e merece respeito.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=29493

Oposição dissemina o ódio na sociedade

10.09.2015
Do BLOG DO MIRO, 09.09.15

Por Dayane Santos, no site Vermelho:

Há alguns anos, colunistas e jornais da grande mídia reclamavam que a direita não assumia seu posto oficialmente. A choradeira era porque, diante da rejeição nas urnas, ninguém queria dizer que era de “direita”, o que deixava parte da elite conservadora a vagar como uma mula sem cabeça. 

Em 2011, por exemplo, o jornal O Estado de S. Paulo escalou uma pesquisadora norte-americana do Centro de Estudos David Rockefeller da Universidade de Harvard, Frances Hagopian, para tentar convencer o PSDB a sair definitivamente do muro e assumir o posto de paladinos da direita. Sob o título “PSDB precisa assumir-se como partido de centro-direita”, a professora dizia: “Acredito que eles [os tucanos] podem se destacar nesse espaço de centro-direita, se tiverem coragem para fazer isso”. A professora norte-americana afirmava que os tucanos deveriam “mostrar o que fizeram” durante a gestão do FHC (1995-2002) e “ser fiéis a si mesmos”.

A realidade não permitia que o PSDB seguisse tal conselho. Donos de uma política neoliberal, sua gestão só trouxe desemprego, arrocho salarial, quebradeira da indústria, privatização que infelicitou e causou danos ao povo brasileiro. Até mesmo durante a campanha eleitoral, os tucanos escondiam FHC debaixo da mesa para não queimar o filme já desgastado.

Eleição de Lula

As profundas transformações promovidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde que tomou posse, em 2003, intimidaram a direita conservadora, representante da elite que se incomodava com a ascensão da população mais pobre, que agora tinha mais renda, mais direitos e dividia alguns espaços na Casa Grande.

A vitória nas urnas pela quarta vez consecutiva do campo progressista não foi digerida pela oposição. “No fundo, 2014 é um ano que não acabou para a oposição, nos fizeram entrar no pós-eleição no terceiro turno continuado”, disse o ministro da Casa Civil, Aloisio Mercadante. "Eu participei da coordenação das últimas sete eleições presidenciais, perdi três. A oposição perdeu quatro sucessivas, 12 anos de derrota. Não foi fácil para gente e não é fácil para eles. Temos uma responsabilidade imensa de preservar os valores democráticos, as instituições. Significa reconhecer a vontade da maioria. Acabou a eleição, acabou", completou o ministro, evidenciando o grau de polarização política que contaminou as instituições.

Derrotados, os tucanos buscam o caminho mais reacionário e tentam se aproveitar da crise econômica. Na política, defendem e votam em pautas como a terceirização de atividades-fim, o financiamento empresarial das campanhas eleitorais, redução da maioridade penal, legislação repressora para a comunidade LGBT, entrega da exploração do pré-sal aos cartéis internacionais.

Discurso da intolerância

No discurso, o partido arregimenta em torno da campanha do ódio com o objetivo de retirar de qualquer maneira o seu desafeto político do poder porque obteve 54 milhões de votos nas urnas. Gritam contra a corrupção, mas erguem a bandeira da intolerância.

Matéria publicada pelo El País, nesta segunda-feira (7), descreve Vitor Otoni, presidente da juventude do PSDB do Espírito Santo, que divulga mensagem nas redes sociais vestindo trajes militares, boné e óculos escuros, apontando uma arma para o além, afirma: “Podem vir Evo Morales, (Nicolás) Maduro, MST, e os esquerdopatas do cão, estamos prontos para a guerra”.

O comportamento de Otoni não é uma atitude isolada dentro do PSDB. Há poucos dias circulou mensagem do advogado Matheus Sathler Garcia, filiado ao PSDB e foi candidato a deputado federal pelo Distrito Federal, em que dizia que “arrancaria a cabeça” da presidenta Dilma. “Assuma seu papel, tenha humildade para sair do nosso país, porque, caso contrário, o sangue vai rolar, e não de inocentes. […] Com a foice e com o martelo, vamos arrancar sua cabeça e pregar, e fazer um memorial para você”, disse.

A produção de um boneco inflável do ex-presidente Lula em trajes de presidiário perambulando pela cidade é outro exemplo dessa campanha de ódio. Danem-se os fatos, pois sem nenhuma investigação ou fato que possam incriminar Lula, a direita destila seu ódio contra aquele que foi o presidente mais bem avaliado da história do Brasil.

Povo é a principal vítima

Mas engana-se quem acredita que essa campanha de intolerância da oposição, apoiada pela imprensa, se limite aos partidos. Ela afeta a toda a sociedade.

A dubladora Mariana Zink foi alvo dessa intolerância criminosa. Após sair de um jogo no complexo de futebol society Playball Ceasa, em São Paulo, no último dia 3, a jovem foi abordada por dois homens que, aparentemente, se incomodaram com o fato de ela não ter respondido às suas abordagens e de estar vestindo um moletom com estampa de estrelas.

“Sofri provavelmente a maior opressão e humilhação pública que eu possa me lembrar. Tudo porque cometi o terrível e grande crime de usar esse moletom ‘comunista’ da Adidas”, relatou a jovem em matéria publicada no site Dibradoras.

Segundo ela, um dos homens perguntou: “Me diz uma coisa, esse seu moletom aí é de estrela por quê?”. Ela seguiu em silêncio e o homem insistiu: “Não vai me dizer que é do PT? Era só o que faltava! Alguém usar as estrelas do PT, eu odeio o PT. Você é muito bonita pra usar essas estrelas”.

A jovem respondeu: “Não, não é do PT. Mas e se fosse?”. Foi o que bastou para, como ela mesma descreveu, “soltar o monstro da jaula” e partir para cima de Mariana. “Sua filha da puta comunista, o Brasil tá nessa merda de crise por causa de pessoas como você, sua comunista filha da puta. Vai para a puta que pariu, sua vaca...”, esbravejou o mostro.

“Ele surtou. O bar estava cheio de outros amigos dele, que começaram a rir e a gritar junto e eu fiquei com medo. Então sai porque estava sozinha, porque tenho 1,58 de altura, porque sou mulher. É muito fácil ser o machão de 50 anos rico, vir brigar com a menina de 27 anos, que desde o começo estava com a cabeça abaixada. Ninguém fez nada”, afirmou Mariana.

E conclui: “Não foi engraçado, não foi uma brincadeira. Aquele ódio era tão verdadeiro. E é tão comum. Cheguei em casa chorando, me sentindo impotente. Esse ódio disfarçado de justiça hoje chegou diretamente até mim. Sigo me perguntando de que lado estão os ‘homens de bem’ e de quais lados estamos falando”.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/09/oposicao-dissemina-o-odio-na-sociedade.html?spref=tw

CARDOZO: MOVIMENTO PRÓ-GOLPE É ANTIDEMOCRÁTICO

10.09.2015
Do portal BRASIL247, 09.09.15
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/196197/Cardozo-movimento-pr%C3%B3-golpe-%C3%A9-antidemocr%C3%A1tico.htm

MP da Suíça vieram ao Brasil buscar documentos do propinão tucano

10.09.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE, 06.09.15


Suíça leva documentos dos casos Alstom, Siemens e Lava Jato. A imprensa aliada do PSDB, escondeu
 Um procurador do Ministério Público e um analista financeiro da Suíça passaram duas semanas no Brasil em busca de informações e documentos dos casos Alstom e Siemens, escândalos que atingem gestões do PSDB em São Paulo, e da Lava Jato

Os investigadores retornaram a Genebra levando cópias de documentos e relatos de testemunhas que podem abastecer suas investigações via cooperação jurídica internacional. No âmbito do Caso Siemens a missão não foi completa.

Os suíços queriam ouvir o depoimento do executivo Arthur Teixeira, indiciado pela Polícia Federal no inquérito do cartel de trens que operou em São Paulo entre 1998 e 2008 - governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. A PF atribui a Teixeira o papel de lobista do cartel dos trens em São Paulo. Teixeira, porém, se recusou a responder as indagações dos suíços. Ele nega ser lobista.O procurador e o perito suíços vieram a São Paulo munidos de dois pedidos de assistência jurídica internacional, um para o Caso Alstom, outro para o Caso Siemens.

Os investigadores não incluíram em sua pauta os depoimentos dos delatores do cartel dos trens Everton Reinheimer e Jean Malte Orthman - ex-diretores da multinacional alemã que fez acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão antitruste do governo federal, em maio de 2013, e revelou toda ação do cartel.

Reinheimer e Orthman apontaram à Polícia Federal a estrutura hierárquica de empresas corruptoras. Reinheimer indicou, em seus depoimentos, os nomes de deputados federais que se teriam beneficiado de propinas de multinacionais, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou essa parte da delação por não encontrar provas de corroboração.

Inicialmente, os investigadores suíços estiveram em Curitiba, base das investigações sobre o esquema de propinas que se instalou na Petrobras entre 2004 e 2014.Eles foram recebidos por integrantes da força-tarefa da Lava Jato a quem a Suíça, também pela via cooperação, disponibilizou documentação bancária fundamental para o cerco a empreiteiros, operadores de propinas, doleiros, políticos e ex-dirigentes da estatal petrolífera.

Depois, o procurador do Ministério Público da Confederação Helvética e o perito chegaram a São Paulo. Promotores de Justiça do Ministério Público Estadual e procuradores da República (Ministério Público Federal) os acompanharam.

Eles também foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo Marco Fernando Elias Rosa, chefe do Ministério Público do Estado. Essa reunião serviu para estreitar a cooperação entre o Ministério Público de São Paulo e a Procuradoria suíça.

Os suíços participaram, inclusive, de audiências na Justiça Federal e tomaram os depoimentos de pelo menos cinco testemunhas e alvos dos capítulos emblemáticos da corrupção e conluio que alcançaram período de administrações tucanas - o processo contra 11 investigados no Caso Alstom e o inquérito do Caso Siemens com 33 indiciados pela Polícia Federal.

O Caso Alstom teve origem em uma investigação na Suíça, de onde foram enviados dados que municiaram o Ministério Público Federal brasileiro - em 2013, a 6ª Vara Criminal da Justiça Federal acolheu denúncia da Procuradoria da República e abriu ação penal contra onze alvos que, entre 1998 e 2003, nos governos Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, teriam praticado corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, ex- dirigentes da Alstom e lobistas pagaram R$ 23,3 milhões de propina, em valores atualizados até 2013, para conseguir aditivar um contrato de fornecimento de equipamentos para três subestações de energias do Estado.

O alvo maior do Caso Alstom chama-se Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo afastado do cargo em agosto de 2014 por ordem judicial em ação civil movida pelo Ministério Público de São Paulo.

Robson Marinho foi chefe da Casa Civil do governo do tucano Mário Covas, entre 1995 e 1997. Pelas mãos de Covas, seu padrinho político, Marinho foi nomeado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

A Promotoria sustenta que ele recebeu na Suíça US$ 2,7 milhões em propinas da multinacional francesa, entre os anos de 1998 e 2005 (US$ 3,059 milhões em valores atualizados para 2014). Os ativos estão bloqueados.

Marinho não está entre os onze réus da ação da 6ª Vara Criminal Federal porque no plano criminal detém foro privilegiado perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Corte onde corre investigação penal contra o conselheiro de Contas afastado.

Os agentes suíços também acessaram arquivos do Caso Siemens, a investigação sobre o cartel de trens que operou em São Paulo entre 1998 e 2008 (governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin), segundo a Polícia Federal.

Em dezembro de 2013, a PF concluiu essa investigação e enviou à Justiça Federal inquérito com 33 indiciados por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de cartel e crime licitatório.

Entre os indiciados estão servidores públicos, doleiros, empresários e executivos de multinacionais do setor que teriam participado de conluio para obter contratos do Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

No inquérito da PF, o senador José Serra (PSDB), ex-governador de São Paulo, intimado para depor como "investigado", não foi indiciado. A PF não identificou ligação do tucano com o cartel, nem com crimes transnacionais (lavagem de dinheiro e evasão).

Serra foi citado por um ex-executivo da Siemens, Nelson Marchetti, segundo o qual o então governador paulista, em 2008, o teria advertido para que a multinacional alemã não entrasse com ação na Justiça contestando a contratação da espanhola CAF na licitação para compra de 384 carros da CPTM. Serra desmentiu o executivo. As informações são da Agência Estado Conteúdo

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/09/mp-da-suica-vieram-ao-brasil-buscar.html