sexta-feira, 4 de setembro de 2015

E AGORA, AÉCIO? Aécio recebeu R$ 35 milhões de empresas citadas na Lava Jato

04.09.2015
Do blog Brasil29,10.02.15

Eivoceai

As investigações da Polícia Federal de que empreiteiras citadas na operação Lava Jato depositaram dinheiro de esquemas de desvios na Petrobras em contas legais de campanha eleitoral, abertas e fiscalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), põem em dúvida a procedência do financiamento político do PSDB, DEM e PSB.

O sistemático vazamento seletivo feito pela grande mídia esconde a verdade. Pelo menos é o que aponta levantamento feito pela Agência PT de Notícias no período pós-prestação de contas eleitoral (28 de novembro). Foram encontrados R$ 35,77 milhões em doações ao senador tucano Aécio Neves, candidato derrotado no segundo turno (26 de outubro) pela presidente Dilma Rousseff.
Esse valor foi encontrado somando-se item por item as doações declaradas no portal do TSE por instituições hoje conhecidas por integrarem o cartel conhecido como “clube das empreiteiras”, responsável pelo esquema de desvios junto com doleiros e ex-diretores da Petrobrás, como Paulo Roberto Costa, que cumpre prisão domiciliar. Doações de caixa dois não estão consideradas pelo levantamento.
No total, o candidato à presidente pelo PSDB arrecadou, conforme o levantamento, R$ 222,92 milhões em doações legais na campanha eleitoral 2014. O dinheiro das empreiteiras doado a Aécio Neves corresponde a 16% desse total.
O levantamento apontou que o diretório nacional do PSDB recebeu R$ 174,29 milhões em doações e o comitê nacional financeiro para presidente do partido, outros R$ 201,25 milhões.
A soma dos dois – R$ 598,47 milhões – não pode ser considerada como definitiva porque partes dos recursos transitaram entre uma conta (do partido) e outra (do comitê) sem identificar o autor da doação. Ou seja, pode haver, sob a identificação da origem como “comitê financeiro do partido”, mais dinheiro das empreiteiras não explicitado ao TSE pela conta “comitê para presidente”.
O “clube” é formado, segundo os levantamentos da Lava-jato, pelas empreiteiras Camargo Correa, UTC, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix e Toyo Setal.
Apoio do clube a Alckmin
O governador reeleito por São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, foi, na oposição, um dos maiores beneficiários de doações do “clube”. Ele obteve cerca de R$ 8,5 milhões das empreiteiras, do total de mais de R$ 40,5 milhões arrecadados individualmente para a campanha ao governo paulista.
Pimenta da Veiga, o tucano derrotado na eleição ao governo de Minas Gerais pelo petista Fernando Pimentel, recebeu quase R$ 3,9 milhões do “clube”. No total, Veiga arrecadou R$ 40,4 milhões. O senador José Serra (PSDB-SP) arrecadou R$ 2,53 milhões do grupo denunciado à Justiça. No total, Serra obteve R$ 10,7 milhões em arrecadação eleitoral.
O ex-governador mineiro Antonio Anastasia, sucessor de Aécio, em 2011, foi eleito senador graças a quase R$ 1 milhão em doações do grupo de empreiteiras, de um total de R$ 18,1 milhões que conseguiu arrecadar.
O antecessor de Marina Silva na candidatura socialista, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, obteve R$ 1,27 milhão das empreiteiras. Até falecer em um acidente de avião, em agosto, o TSE havia registrado para Campos doações totais no valor de R$ 17,6 milhões. Marina só recebeu R$ 48,5 mil de um montante de R$ 43,95 milhões arrecadados para o PSB.
(Fonte: Agência PT de Notícias)
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Fonte:http://br29.com.br/ei-voce-que-ta-gritando-por-impeachment-sabia-que-eu-tambem-recebi-r-35-milhoes/

Caso Unimed Paulistana: para especialista, falência mostra omissão da ANS

04.09.201
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 03.09.15
Por Sarah Fernandes, da RBA
Por problemas financeiros, a Unimed Paulistana foi obrigada ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar a transferir seus beneficiários a outra operadora em até 30 dias
RAFAEL NEDDERMEYER/ FOTOS PÚBLICAS
Unimed Paulistana
Em nota, a agência afirmou que monitora o desempenho financeiro do mercado
São Paulo – Especialistas em saúde pública e privada defendem que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) falha ao não regular o mercado dos convênios médicos, possibilitando que as operadoras incluam mais beneficiários do que a rede credenciada teria capacidade de atender. No limite, a chamada “omissão” da agência leva a casos extremos, como a alienação compulsória da carteira de beneficiários da Unimed Paulistana, que tem 744 mil usuários, anunciada ontem (2).
“A ANS tem sido omissa com a regulação do mercado, com a identificação dos problemas. O caso da Unimed não ocorre de um dia para o outro. Havia muitos sinais que o atendimento estava ruim. Ela tem problemas de monitorar e tomar as medidas necessárias. Agora o que deve fazer é acompanhar essa transição, para garantir os direitos dos usuários”, defende o professor do Departamento de Medicina Preventiva da USP, Mário Scheffer, que é integrante da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
Em nota, a agência afirmou que “monitora e continuará monitorando o desempenho econômico-financeiro do mercado, sempre orientando o mercado e tomando as medidas necessárias em caso de detecção de desequilíbrios”. Segundo o texto, a cada trimestre a ANS recebe informações contábeis de todas as operadoras e, com base nelas, é monitorado o desempenho econômico-financeiro de cada uma.
“A ANS possui diversas ferramentas de atuação preventiva, tais como a mediação de conflitos, a suspensão da comercialização de planos, o programa Olho Vivo, o Índice de Reclamações e seus monitoramentos (econômico e assistencial). Ocorre que, necessariamente, o monitoramento econômico precisa ser feito por meio de relatórios enviados pelas operadoras com base em suas contabilidades. O envio desses relatórios periódicos ocorre de acordo com padrões internacionais quanto ao conteúdo e periodicidade”, diz o texto.
Leia também:
A cooperativa médica Unimed Paulistana foi obrigada pela ANS a transferir seus beneficiários a outra operadora por problemas financeiros, em 30 dias. Até lá, terá a obrigação de manter a assistência completa a todos os usuários até que a transferência seja concluída. Os beneficiários devem continuar pagando os boletos normalmente, até para garantir direito à migração. Até que a transferência seja concluída, o usuário não poderá encontrar dificuldades para agendar consultas, realizar exames ou passar por serviços de urgência.
A chamada “alienação compulsória” foi estabelecida após o Ministério da Saúde entender que a operadora está quebrada financeiramente e sem capacidade de operação. A Unimed Paulistana informou, em nota enviada ontem, que “o atendimento à carteira em vigor continua normalizado” e que “já está comunicando clientes, corretoras e cooperativas sobre a decisão da ANS”.
“O que estamos percebendo em locais de alta taxa de pessoas é uma tendência dos planos de saúde de venderem mais do que a capacidade da rede credenciada. No caso da Unimed, somou-se um problema de dívida e de descredenciamento da rede”, diz Scheffer. “E isso passa por um problema da ANS, de incapacidade de acompanhar de perto e com rigor os planos de saúde que estão com problema.”
Ligia Bahia, professora no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ) e integrante da rede Plataforma Política Social, concorda. “Há uma falha no controle da saúde suplementar por parte da ANS. O uso de barreiras na entrada é insuficiente. A agência não deveria deixar existir comercialização desse jeito: planos muito baratos, muito restritivos, com coberturas pouco abrangentes e com possibilidade de inadimplência grande”, diz. “Os sintomas de falência da Unimed estavam dados. Foi um processo lento, que poderia ter sido mais rápido. O consumidor será prejudicado. Por mais que se tente minimizar um impacto, haverá alguma alteração na rede de assistência.”
De acordo com a ANS, é necessário, por lei, dar a oportunidade de a empresa corrigir os problemas econômicos. “Portanto, a ANS age em tempo oportuno, em observância às leis vigentes, utilizando-se de todas as ferramentas de monitoramento preventivo, bem como na decretação do regime especial de direção fiscal” diz. “A evolução positiva ou negativa de qualquer operadora é de exclusiva responsabilidade das decisões tomadas pela sua própria administração.”
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2015/09/caso-unimed-paulistana-para-especialista-falencia-mostra-omissao-da-ans

Lava Jato encontra digitais tucana e PF pede investigação de Anastasia

04.09.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 03.09.15

PF encaminha ao Supremo dados novos sobre caso de Anastasia na Lava Jato

A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o prosseguimento da investigação sobre o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), ao contrário do que havia decidido o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em agosto, Janot solicitou ao relator do inquérito, ministro Teori Zavascki, que arquivasse o inquérito sobre o tucano. O pedido ainda está sob análise. Os ministros do STF têm adotado como norma, há alguns anos, arquivar inquéritos quando o pedido é feito pelo procurador-geral.

O delegado da PF que cuida da apuração, Thiago Machado Delabary, pediu nesta terça (1º), a Teori, mais 60 dias para concluir a investigação, pois chegaram à PF informações novas sobre o caso.

A investigação concentra-se, agora, em duas casas em Belo Horizonte cujos endereços foram obtidos a partir do depoimento prestado pelo ex-agente da PF Jayme Alves de Oliveira Filho. Careca, como era conhecido, fazia entregas de dinheiro a mando do doleiro Alberto Youssef.

Em depoimento, ele disse ter entregado R$ 1 milhão, em 2010, a uma pessoa que identificou, por foto, como o então candidato ao governo de Minas. Em depoimentos posteriores, porém, ele não confirmou a declaração.

O senador sempre rechaçou a acusação e disse desconhecer o policial e o doleiro.

No primeiro depoimento, Careca descreveu o percurso que fez para chegar à casa onde teria entregado o dinheiro.

Com base nesse relato, a PF identificou um imóvel que era ocupado, em 2010, por um servidor público, falecido em 2013, que trabalhou na Assembleia de Minas e no gabinete de um deputado da base de apoio de Anastasia. O ex-morador, para a PF, teve "fortes laços com o meio político" do Estado, "bem como com aliados políticos do senador".

A PF também averiguou os antigos donos do mesmo imóvel e chegou a outros nomes integrantes do "grupo de sustentação política do senador".

A PF recebeu ainda uma comunicação do gabinete da presidente Dilma Rousseff, que encaminhou e-mail recebido de uma moradora de MG que pedia atenção da Presidência para outro endereço "nas imediações" da casa apontada pela PF. A Presidência encaminhou os dados como "correspondência de cidadã" para o Ministério da Justiça, que os remeteu à PF.Embora a autora pedisse anonimato, o nome dela é identificado na denúncia, encaminhada ao Ministério da Justiça e à PF. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a denunciante já trabalhou na secretaria de Planejamento do governo de Minas Gerais, ainda na gestão tucana, encerrada em 2014.

O jornal apurou que procuradores não tinham conhecimento da denúncia encaminhada ao Planalto ao pedirem o arquivamento das investigações.

Após a chegada dos novos documentos da PF ao Supremo no início desta semana, o gabinete de Zavascki deu vista ao caso novamente ao Ministério Público, para manifestação. Investigadores admitem, reservadamente, a possibilidade de "fatos novos" prorrogarem a apuração sobre Anastasia.

Mesmo após pedido de Janot, o caso ainda não foi arquivado, pois depende de um despacho do ministro Teori Zavascki.

No relatório da PF são citados dois endereços para a suposta casa onde o dinheiro teria sido entregue ao senador. Ambos no bairro de Belvedere, em Belo Horizonte, distantes cerca de 800 metros. Além da residência apontada pela denunciante, em uma primeira apuração, a PF chegou a um imóvel que pertenceria a um funcionário da Assembleia Legislativa de Minas.

No relatório, é sugerida "a existência de relevantes vínculos entre os atuais e antigos moradores da residência localizada na Av. José Maria Alkimim, 876, bairro Belvedere, Belo Horizonte/MG, e o grupo de sustentação política do senador Antonio Augusto Junho Anastasia".

O delegado da PF pediu a Teori que o inquérito seja devolvido a Rodrigo Janot para que ele "ratifique ou não sua promoção de arquivamento".Com informações de agencia de notícias

Notinha do Lauro Jardim da Veja: Casa em que Careca teria levado dinheiro seria de prima de Aécio Neves 

Os tucanos estão estranhando o pedido da PF para que avance a investigação contra Antonio Anastasia, conforme mostrou hoje a Folha de S. Paulo. A estranheza é causada por um fato objetivo: a nova casa em que o policial Careca teria levado dinheiro seria de uma prima de Aécio Neves, Tânia Guimarães Campos.

A descoberta desta segunda casa pela PF só foi possível graças e um e-mail que foi anexado ao inquérito.

A mensagem foi enviada em janeiro por uma moradora de Minas Gerais para o Gabinete Pessoal de Dilma Rousseff e apontava uma casa onde o agente Careca supostamente teria entregado dinheiro em Belo Horizonte.

A casa a que a PF chegou a partir da descrição é de Tânia e fica na Rua Eurico Dutra, no Belvedere, bairro de Belo Horizonte.

Outra casa, a que a PF chegou a partir do depoimento de Careca, é completamente diferente da primeira e fica na Rua José Maria Alckimin, no mesmo bairro, mas não se parece com a outra.
Por Lauro Jardim

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/09/lava-jato-encontra-digitais-tucana-e-pf.html

Janot que arquivou caso Anastasia – que PF quer reabrir – também é “petista”?

04.09.2015
Do BLOG DA CIDADANIA, 03.09.15
Por Eduardo Guimarães
JANOT X GILMAR
Em entrevista recente de Gilmar Mendes ao jornal O Estado de São Paulo – que figura como doador não-declarado de mais de 150 mil reais à campanha de Aécio Neves –, o ministro do TSE e do STF acusou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de praticar “advocacia partidária” em favor do PT por arquivar investigação sobre a campanha eleitoral de Dilma.
Caiu o mundo sobre a cabeça de Janot por ter acatado parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, que, no último dia 30, divulgou nota de esclarecimento dizendo que não encontrou irregularidades em contratos e serviços executados pela gráfica VTPB.
Em 13 de agosto, a Procuradoria arquivou o pedido de investigação feito por Gilmar. Janot escreveu:
É em homenagem a Sua Excelência [Gilmar Mendes], portanto, que aduzimos outro fundamento para o arquivamento ora promovido: a inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas – exagerados – do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores.
Ao dizer que Janot pratica “advocacia partidária”, Gilmar deu a senha para o linchamento do Procurador Geral da República por uma legião de tarados que quer arrumar qualquer desculpa para derrubar a presidente da República e empossar quem ela derrotou na eleição do ano passado.
O fato, porém, é que tanto a campanha de Dilma quanto a de Aécio dificilmente serão flagradas por uma investigação isenta, porque nenhum deles seria idiota de cometer ilícitos eleitorais deliberados em um momento de caça às bruxas na política brasileira.
Tanto a dezena e meia de inconsistências eleitorais apontadas pelo TSE na campanha de Aécio quanto o caso da gráfica VTPB padecem de inconsistências técnicas que podem ser facilmente sanadas e explicadas.
Um petista mais exaltado, porém, poderia fazer as mesmas acusações a Janot por conta da recente notícia de que a Polícia Federal pediu ao STF a reabertura da investigação sobre o ex-governador de Minas Antonio Anastasia.
Segundo a PF, no último dia 27 de agosto o procurador-geral da República pediu ao STF o arquivamento da investigação [contra Anastasia] por falta de provas, mas, segundo investigadores da PF, Janot teria tomado essa decisão “sem aguardar a conclusão das diligências da PF”, determinadas pelo ministro Teori Zavascki.
Ora, ora… Como seria fácil fazer uma ilação sobre um possível viés tucano de Janot, pois a PF afirma ter evidências fortes contra Anastasia.
O material enviado pela PF ao Supremo tem origem em uma denúncia feita por uma “cidadã comum” ao gabinete pessoal da Presidência da República, em janeiro deste ano. Na denúncia, a autora descreve uma residência na qual um dos mensageiros do doleiro Alberto Youssef teria efetuado um pagamento em dinheiro a um político que a PF investiga se é Anastasia.
A denúncia relaciona o endereço descrito pelo ex-policial federal Jayme Alves de Oliveira (conhecido como Careca) para suposta entrega de dinheiro a pessoa “parecida” com o tucano a um imóvel pertencente a um engenheiro de Belo Horizonte.
Embora a autora pedisse anonimato ao Palácio do Planalto, o nome dela é identificado na denúncia, encaminhada ao Ministério da Justiça e à PF.
O jornal O Estado de São Paulo apurou que a denunciante já trabalhou na secretaria de Planejamento do governo de Minas Gerais, ainda na gestão tucana, encerrada em 2014.
No relatório da PF, são citados dois endereços para a suposta casa onde o dinheiro teria sido entregue ao senador. Segundo o jornal, ambos no bairro de Belvedere, em Belo Horizonte, distantes cerca de 800 metros.
Além da residência apontada pela denunciante em uma primeira apuração, a PF chegou a um imóvel que pertenceria a um funcionário da Assembleia Legislativa de Minas. No relatório, é sugerida “a existência de relevantes vínculos entre os atuais e antigos moradores da residência localizada na av. José Maria Alkimim, 876, bairro Belvedere, Belo Horizonte/MG, e o grupo de sustentação política do senador Antonio Augusto Junho Anastasia”.
Mas Janot mandou arquivar a denúncia contra Anastasia, certo? Então ele é “tucano”?
Se formos buscar “evidências” contra a gráfica que prestou serviços à campanha de Dilma, dirão que ela não tinha funcionários registrados e que no local que figura no contrato social da empresa não há uma gráfica.
Nem contra Anastasia, nem contra a campanha de Dilma pesam mais do que suposições com base em fatos que podem ser explicados.
No caso da gráfica que prestou serviços a Dilma, por exemplo, pode-se argumentar que Gilmar Mendes desconhece a prática da terceirização. Um empresário que queira trabalhar para campanhas eleitorais podem subcontratar prestadores de serviços e entregar o material.
Alguém acha que sabendo que mídia, PF, MPF, TSE e adversários estariam fiscalizando cada um de seus passos, Dilma concordaria com o gasto de 27 milhões com uma gráfica fantasma? Quem seria tão estúpido?
Janot vem tendo uma atuação muito correta. Não se deixa intimidar nem quando acusa nem quando absolve. Não acusa e absolve ninguém sistematicamente com um viés, como Gilmar Mendes, quem, JAMAIS, incomodou um tucano e se dedica, exclusivamente, a atender aos interesses do PSDB nas duas Cortes que integra (TSE e STF).
O Ministério Público Federal é um órgão autônomo. Não integra o Judiciário brasileiro. Ao contrário do que dizem alguns jornalistas tucanos, Gilmar não é superior de Janot. Ele pode expedir uma decisão judicial determinando que a Procuradoria investigue o que já investigou?
Essa é uma questão que ainda vai dar mais pano para manga, mas o fato é que a decisão da PF de pedir continuidade de investigação contra o tucano Anastasia após Janot ter pedido ao mesmo STF para arquivar o processo mostra que o procurador-geral da República pode até estar errado ao arquivar investigações contra petistas e tucanos, mas age assim sem viés político.
Que Gilmar Mendes aprenda com Rodrigo Janot que para cobrar isenção de alguém é preciso ser isento, coisa que atos, palavras e biografia do ministro do STF e do TSE não lhe permitem dizer que tem. Não é Janot que pratica “advocacia partidária”, é Gilmar que pratica uma escancarada “magistratura partidária”, para dizer o mínimo, do mínimo, do mínimo.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/09/janot-que-arquivou-caso-anastasia-que-pf-quer-reabrir-tambem-e-petista/

SABOTAGEM CONTRA O BRASIL: MÍDIA TAMBÉM DEVERIA FAZER MEA CULPA PELA CRISE

04.09.2015
Do portal BRASIL247, 03.09.15

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/195482/M%C3%ADdia-tamb%C3%A9m-deveria-fazer-mea-culpa-pela-crise.htm

Senado proíbe doação eleitoral de empresa. Cunha e Gilmar Mendes terão trabalho…

04.09.2015
Do blog TIJOLAÇO, 
Por FERNANDO BRITO 

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O Senado votou proposta que proíbe a doação de empresas a candidatos.

Ainda assim, a decisão é melhor do que o absurdo que existe hoje e que Eduardo Cunha ameaça “constitucionalizar” na Câmara.

Não é ainda esta PEC que foi submetida aos senadores, mas é um sinal evidente de que ela terá dificuldades imensas de ser aprovada no Senado.

A decisão ainda não significa a moralização total do processo eleitoral, porque os empresários, como pessoas físicas, poderão financiar candidatos, mas isso é infinitamente menos do que o dinheiro carreado pelas empresas às campanhas.

E, embora eu e você tenhamos um voto – igual e tão importante quanto o de qualquer um – não temos milhares nem milhões de reais para dar a um partido ou candidato e ajudá-lo a vencer.

A votação, apertada (36 a 31 votos pela vedação das doações empresariais), deixou a nu a posição dos falsos moralistas, que acusam as doações feitas ao PT de serem propina disfarçada, enquanto as suas são puras e castas.

Aécio Neves, José Serra, Aloyzio Nunes, Ronaldo Caiado, Cassio Cunha Lima e outras vestais do demotucanato, todos votaram para que as empresas pudessem continuar despejando fortunas nas eleições. (veja aqui como votou cada senador)

O argumento era a hipocrisia de que, sem poder doar legalmente, as empresas contribuiriam pelo “caixa-dois”.

Como se o “caixa-dois” não existisse hoje e, pior, seja encoberto a partir de  doações contabilizadas.

O tema vai continuar ardendo, por uma única e simples razão: o fato de Gilmar Mendes ter “sentado em cima” de uma votação já decidida pelo Supremo, que proclama o obvio: empresa não tem ideologia nem cidadania que lhe habilite a ter candidato e influir em eleições.

Empresa é feita para ganhar dinheiro e se participa da escolha dos eleitos será sempre para este fim que investirá neste ou naquele.

E se o faz é um crédito que espera seja devolvido com juros e muito lucro.

É , porém, com todos os limites, a esperança que possa sair algo aceitável do parlamento brasileiro, que tem se tornado um jardim fecundo de podridões.


Quem sabe, apesar de Cunha e Gilmar, a democracia brasileira possa se livrar do pântano de dinheiro onde se sufocou.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=29386

Casa caiu para Gilmar: gráfica “fantasma” também prestou serviços ao PSDB

04.09.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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Gilmar anda pedindo, ou melhor, exigindo, histericamente, ao procurador geral da república, Rodrigo Janot, para abrir investigação contra a campanha de Dilma.
Janot mandou arquivar da primeira vez, Gilmar voltou a carga, xingando o procurador, e fez novo pedido. É o estilo clássico Eduardo Cunha & Aécio: não aceita perder.
O argumento principal de Gilmar seria uma "gráfica fantasma" contratada pela campanha de Dilma.
A informação lhe foi repassada por blogueiros demitidos da Veja.
Só que os ditos blogueiros, pelo jeito, não apuraram direito a informação. E Gilmar também não parece se interessar por detalhes. Sua função é preparar o golpe, ponto.
A casa de Gilmar Mendes, porém, acaba de cair por terra.
O blog da Rede Brasil Atual descobriu documentos que provam que a tal gráfica fantasma também andou assombrando os comitês de campanha de Aécio e José Serra, que contrataram seus serviços.
Ou seja, não é nenhuma gráfica fantasma.
Gilmar também precisa explicar porque não se interessa pela denúncia do TSE, de que sumiram alguns milhões de reais da campanha de Aécio Neves, especialmente os milhões doados por empresas envolvidas na operação Lava Jato.
E tem uma outra notícia para Gilmar. A Polícia Federal pediu ao PGR para investigar melhor o pupilo de Aécio, o senador Antonio Anastasia porque descobriu que a casa que o policial Careca usou para pagar propinas pertencia a uma prima de Aécio Neves, Tânia Guimarães Campos.
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Gráfica que Gilmar Mendes quer investigar prestou serviços ao PSDB
Inspirado em "notícia reveladora" de blogueiros da revista "Veja", ministro pediu nova investigação das contas de campanha de Dilma. Mas esqueceu de incluir campanhas de Serra e Aécio em suas suspeitas
por Helena Sthephanowitz, para a RBA - publicado 03/09/2015 16:13
Uma má apuração de um blog de jornalistas demitidos da revista Veja, acusando uma gráfica que prestou serviços à campanha de Dilma 2014 de ser "empresa fantasma", serviu de base a um novo pedido de investigação contra a campanha. O ministro Gilmar Mendes, integrante de Supremo Tribunal Federal (STF) e também do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já havia tido um pedido recusado pela Procuradoria-Geral da República por falta de consistência na acusação.
Depois da notícia, Mendes voltou a acionar o procurador-geral Rodrigo Janot para que reabrisse o caso.
A razão para o arquivamento anterior era simples: a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior, no mesmo ano de 2014, prestou serviços também à campanha de José Serra (PSDB) e de Aécio Neves (PSDB). Em 2012 foi fornecedora de campanhas de vereadores do PSDB, PMDB e PSD. E antes ainda, em 2010 trabalhor para diversos candidatos e partidos.
Os fatos comprovam que jamais se tratou de uma "empresa fantasma", e o ministro Gilmar Mendes parece ter apenas acreditado, voluntariamente ou não, na "barrigada" (como é chamada a informação errada no jargão jornalístico) dos blogueiros.
Mendes deveria ter pedido a seus técnicos do Tribunal Superior Eleitoral uma simples consulta ao histórico da VTPB e suas relações com muitos dos partidos políticos do país. Essa consulta é disponível e fácil a qualquer internauta com mais de 8 anos de idade.
Segundo a "apuração" dos referidos blogueiros, ignorando as prestações de contas de 2010 e 2012, a empresa, aberta em 2008, teria atividade de "banca de jornais" até 25 de julho de 2014, quando alterou seu contrato social para incluir – clara e transparente – serviços gráficos em suas atividades.
Nas palavras dos influentes blogueiros, ao menos sobre a formação da opinião do ministro Gilmar Mendes: "No dia 14 de agosto de 2014, apenas 19 dias depois da alteração do objeto social, a VTPB emitiu a primeira nota para a campanha de Dilma Rousseff, no valor de 148 mil reais".
Esquecerem de avisar ao ministro que cinco dias antes de emitir a primeira nota fiscal para a campanha de Dilma, a mesma gráfica emitiu uma nota de R$ 200 mil – no dia 7 de agosto de 2014 – para o Comitê Financeiro para Senador da República PSDB-SP, cujo candidato foi José Serra. Outras 39 notas foram emitidas para a campanha de Serra.
Outras seis notas foram emitidas em setembro e outubro de 2014 para o Comitê Financeiro Nacional para Presidente da República PSDB-BR, cujo candidato foi Aécio Neves.
Se houve ou não irregularidades no fato de a empresa não registrar explicitamente em suas atividades econômicas serviços gráficos antes de 2014 é algo que pode ser questionado no âmbito regulatório empresarial, mas não no âmbito eleitoral.
Antes dessa modificação no registro de atividades da empresa, a campanha de José Serra a prefeito de São Paulo em 2012 usou os serviços da gráfica. A VTPB emitiu 21 notas fiscais para o PSDB, sendo 20 delas para o Comitê Financeiro para Vereador PSDB-São Paulo, e uma para o Comitê Financeiro para prefeito PSDB-São Paulo.
Mas isso também os "jornalistas" esqueceram de contar ao ministro Gilmar Mendes.
psdb-sp_2012
vtpb_serra_aecio
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/09/03/casa-caiu-para-gilmar-grafica-fantasma-tambem-prestou-servicos-ao-psdb/