quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Aecím está frito. Delação de Youssef vale!

27.08.2015
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

 O STF aceita o que Youssef disse sobre propina de Furnas


No G1:



MAIORIA DO STF REJEITA PEDIDO PARA ANULAR DELAÇÃO DE YOUSSEF




Executivo alegou que doleiro quebrou acordo anterior de colaboração.
Maioria dos ministros sequer aceitou tipo de ação ajuizado por Erton Fonseca.


A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira (27) um pedido apresentado por Erton Medeiros Fonseca, diretor afastado da Galvão Engenharia e investigado no escândalo da Petrobras, para anular o acordo de colaboração do doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato e as provas colhidas a partir de suas declarações.

Durante a sessão, os ministros consideraram que os relatos feitos numa delação são insuficientes para condenar uma pessoa e, por isso, o acordo não poderia ser contestado por ela. “O acordo de colaboração, como negócio jurídico personalíssimo, não vincula o delatado e não atinge diretamente sua esfera jurídica”, afirmou ministro Dias Toffoli, relator do caso, nesta quarta (26), quando o julgamento foi iniciado.

O pedido questionava a homologação da delação, feita em dezembro do ano passado, pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos relacionados à Lava Jato no STF. Na peça, a defesa de Fonseca alegava que o doleiro quebrou um acordo de delação premiada anterior, firmado no caso Banestado e, portanto, não era uma pessoa de confiança para colaborar novamente com as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

“O Ministério Público induziu em erro o ministro Teori Zavascki ao omitir taxativamente que, sete dias antes de ser celebrado acordo com Alberto Youssef, o acordo anterior tinha sido quebrado por outro magistrado”, afirmou, ainda durante a sessão desta quarta, o advogado José Luís de Oliveira Lima.

(…)


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/08/27/aecim-esta-frito-delacao-de-youssef-vale/

Comando Nacional de Greve da CNTSS/CUT divulga orientação para que instâncias estaduais realizem assembleias com os trabalhadores

27.08.2015
Do portal da CNTSS/CUT
Por José Carlos Araújo*

O Comando Nacional de Greve da CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social encaminhou nesta quinta-feira, 27/08, orientação aos comandos estaduais para que realizem na segunda-feira, 31/08, assembleias para avaliação dos possíveis desdobramentos e passos do movimento grevista.

A Nota enviada aos Estados reitera que a proposta enviada pelo governo federal não dialoga com a pauta apresentada pelas entidades sindicais. O Comando Nacional informa que permanecerá em Brasília buscando contatos com parlamentares e autoridades do Executivo Federal para tentar melhorar as propostas do governo federal.

O texto também chama a atenção para a unidade do movimento. Desta forma, a CNTSS/CUT continua trilhando o caminho da construção do diálogo com a Fenasps - Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social.

Abaixo também disponibilizamos novamente a íntegra dos ofícios do MPOG - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão encaminhados, em 26/08, com as propostas para a pauta de reivindicações dos servidores do INSS - Instituto Nacional do Seguro Social e da Previdência Social e Trabalho.  

Veja abaixo a íntegra da nota enviada pelo Comando de Greve. 



*Assessoria de Imprensa da CNTSS/CUT
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Fonte:http://www.cntsscut.org.br/destaques/2543/comando-nacional-de-greve-da-cntss-cut-divulga-orientacao-para-que-instancias-estaduais-realizem-assembleias-com-os-trabalhadores

Waldir Pires: Oposição repete tática usada contra Getúlio e Jango e revela descompromisso com a democracia

27.08.2015
Do blog VI O MUNDO, 26.08.15
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Oposição a Dilma é a mesma de 1954 e 1964, diz Waldir Pires
Waldir Pires foi o último membro do Governo de João Goulart a sair do Palácio do Planalto, ao lado de Darcy Ribeiro, durante a deflagração do Golpe Militar de 1964, que instalou no Brasil uma ditadura de mais de 20 anos.
Advogado e professor universitário, Waldir ocupava, na época, o cargo de consultor-geral da República e viu de perto a que ponto pode chegar a fúria da oposição brasileira em relação a governos com perfil popular.
Prestes a completar 89 anos, o homem que viveu os principais momentos da história recente do país ocupa agora uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador (CMS), com a eleição pelo PT em 2012. Acompanha atento o cenário nacional da política e, como testemunha ocular da história, tem feito comparações entre a oposição ao governo da presidenta Dilma Rousseff e as oposições de 1964 e 1954 – esta última é a que tentou derrubar o presidente Getúlio Vargas.
Em uma entrevista ao jornal A Tarde publicada no último domingo (23/8), Waldir afirmou que partidos como o PSDB, DEM e setores do PMDB, principais opositores, encarnam a antiga UDN (União Democrática Nacional), legenda que se tornou um símbolo da oposição a governos populares. “É uma repetição da UDN, partido conservador, elitista e antipopulista. Inclusive nos discursos [mar de lama, corrupção generalizada…]”, afirmou.
E acrescentou: “É uma coisa profundamente udenista, que nunca admitiu como conflito natural de duas forças, que disputam o poder e têm tais os quais projetos, tais os quais posições individualizadas. É uma tentativa de extirpar o poder. O poder não pode ser suprimido, pode ser combatido politicamente, mas não suprimido”.
As táticas utilizadas contra a presidenta são as mesmas, segundo o vereador. “É uma busca de, pelo controle e a possibilidade de chegar à imprensa [detêm grande parte da mídia e dela se utilizam], insistirem em estabelecer um processo de deposição da presidente da República, eleita pelo voto direto da população. Se o governo tem esse ou aquele setor negativo, é um combate a ser feito. Mas não com a promoção da deposição”, continuou.
Apesar de lamentar as tentativas de derrubada do governo, que considera “nocivas e antidemocráticas”, Waldir Pires acredita que, diferente de 54 e 64, os setores mais conservadores não conseguirão tirar Dilma do poder. “A democracia é o debate, quem está no poder pelo voto popular tem que se respeitado”.
Ao finalizar a entrevista, o vereador disse que a postura da oposição, de pedir o impeachment da presidenta, é nociva e desnecessária ao País e que, ao mesmo tempo, revela o “não-compromisso que eles nunca tiveram com a história do País e com a democracia”.
Da Redação
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/waldir-pires-taticas-da-oposicao-a-dilma-sao-as-mesmas-de-1954-e-1964.html

Historiador impede linchamento, enquanto policial assistia ao massacre

27.08.2015
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 26.08.15
Por Mamapress, no site Geledés

A sociedade brasileira, apesar dos avanços econômicos, ficou muito a dever ao aprendizado para a cidadania e a defesa dos direitos humanos.

reprodução
Um ladrão estava encurralado na Rainha Elizabeth com Nossa Senhora de Copacabana, sábado, 18h30. 

Ensanguentado, levava porrada de saradões, mulheres, velhos. De passagem, o historiador Joel Rufino, 74 anos, exibiu a carteira de diretor de comunicação do TJ e impediu o massacre. Um policial civil armado assistia sem se meter.
 
Nosso amigo, o historiador Joel Rufino dos Santos não poderia fazer por menos ao se ver diante de uma cena de barbárie perpetrada por uma corja de rufiões saradões e senhoras “de classe” que, sob o olhar complacente e incentivador de um policial civil, linchavam um ladrão em plena Princesinha do Mar,  como o bairro de Copabacana é chamada pelos poetas:
 
Joel Rufino reagiu. Interferiu, se meteu no meio do banho de sangue e salvou a vida do rapaz. Impediu com seu ato de coragem civil mais uma execução sob tortura em praça pública de uma pessoa humana em nosso País.
 
Todos nós sabemos os riscos pessoais que corre qualquer cidadão ao enfrentar uma turba enfurecida desejosa de fazer justiça com as próprias mãos. A maioria das pessoas prefere passar ao largo para não ter aborrecimentos.
 
A sociedade brasileira, apesar dos avanços econômicos, ficou muito a dever ao aprendizado para a cidadania e a defesa dos direitos humanos.
 
Mesmo com seus 74 anos de idade e seu corpo franzino, Joel Rufino agiu sem olhar os riscos que corria. É uma exemplo a ser seguido por todos os jovens que não desejam se omitir diante de cenas de barbárie que testemunhem.
 
Com um simples gesto, perigoso, mas singelo, meu amigo Joel traz um alento para todos nós brasileiros e brasileiras, que ainda acreditamos que a dignidade e a integridade de cada cidadão, infrator ou não, é para ser respeitada e protegida.
 
Vale a pena ser gente brasileira quando temos amigos com esta coragem carinhosa para com todos que nos cercam.
 
Saiba  um pouco mais sobre o cidadão Joel Rufino dos Santos:
 
Filho de pernambucanos, Joel nasceu no ano de 1941 em Cascadura, subúrbio carioca.
 
Desde criança se encantava com as histórias que a sua avó Maria lhe contava e as passagens da Bíblia que ouvia. Junto com os gibis, que lia escondido de sua mãe, esse foi o tripé da paixão literária do futuro fazedor de histórias. Seu pai também teve um papel nessa formação presentando-o com livros que Joel guardava em um caixote.
 
Ainda jovem mudou-se com a família para o bairro da Glória e pouco depois entrou para o curso de História da antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, onde começou a sua carreira de professor, dando aula no cursinho pré-vestibular do grêmio da faculdade.
 
Convidado pelo historiador Nelson Werneck Sodré para ser seu assistente no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), conviveu com grandes pensadores e foi um dos co-autores da História Nova do Brasil, um marco da historiografia brasileira.
 
Com o golpe de 1964, Joel, por sua militância política, precisou sair do Brasil asilando-se na Bolívia, depois no Chile. Com o exílio, não só interrompeu a sua vida acadêmica como também não participou do nascimento do seu primeiro filho, que se chama Nelson em homenagem ao seu mestre e amigo.
 
Voltando ao Brasil, viveu semiclandestino e foi preso 3 vezes. Na última, cumpriu pena no Presídio do Hipódromo (1972-1974). As cartas, muitas, que escreveu para Nelson foram, mais tarde, publicadas no livro Quando eu voltei, tive uma surpresa, considerado o melhor do ano (2000) para jovens leitores.
 
Com a aprovação da Lei da Anistia, foi reintegrado ao Ministério da Educação e convidado a dar aulas na graduação da Faculdade de Letras e posteriormente na pós-graduação da Escola de Comunicação, UFRJ. Obteve da Universidade os títulos de "Notório Saber e Alta Qualificação em História” e “Doutor em Comunicação e Cultura”. Recebeu também do Ministério da Cultura a comenda da Ordem do Rio Branco por seu trabalho pela cultura brasileira.
 
Como escritor, Joel é plural. Escreveu inúmeros livros para crianças, jovens e adultos. Ficção e não ficção. Ensaios, artigos, participação em coletâneas. Recebeu, como autor de livros para crianças e jovens, vários prêmios, tendo sido finalista do Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil.
 
Joel é casado com Teresa Garbayo dos Santos, autora do livro Conversando com casais grávidos. Nelson e Juliana são os seus filhos. Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria os netos queridos. (fonte: Página Joel Rufino dos Santos)
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Direitos-Humanos/Historiador-impede-linchamento-enquanto-policial-assistia-ao-massacre/5/34343

Como se urde um golpe, versão 2.1

27.08.2015
Do blog TIJOLAÇO, 26.08.15

inquisicao

Na minha interpretação pessoal, com base no que sei e do que vi, o que se passa no Brasil é uma versão do golpe de estado de 1964 adaptada a novas circunstâncias.

O golpe é dado por um segmento de uma corporação, Corporações agem em conjunto embora contradições internas porque é de sua natureza não se fragmentar.

Em 1964, era uma fração do Exército acrescida de alguns comandos pagos em dinheiro – São Paulo, Pernambuco – após a desativação da provável resistência da Marinha por via da infiltração de agentes para uma ação subversiva de falsa bandeira. A articulação foi feita por um grupo de multinacionais americanas, acompanhadas por grupos locais, representados todos pelo Ipes, de Golbery do Couto e Silva, e por uma organização financiada pela CIA, o Ibad, de Ivan Hasslocker. A cobertura foi dada pela imprensa, parte mobilizada desde o primeiro momento na conspiração, parte cooptada por pressão econômica ,e parte levada a apoiar o movimento na sua etapa final (estes veículos – Correio da ManhãDiário de Notícias do Rio de Janeiro, além daTV Excelsior e da Última Hora, que não apoiaram o golpe – não sobreviveriam nos anos seguintes). O discurso ideológico contou com o coro da cúpula da Igreja Católica, de tradição integrista, assustada pela postura revolucionária que descobria nos documentos do Concílio Vaticano II e, em particular, na encíclica Mater et Magistra, de João XXIII.

O golpe atual está sendo dado por parte de outra corporação, a jurídica, em suas vertentes promotora (procuradoria) e julgadora, com apoio de forças policiais de idêntica formação e de segmentos de governos estaduais oposicionistas. Para a articulação, foram contratados agentes em várias organizações subversivas, coordenadas aparentemente pelo Instituto Millenium. A ação é exercida por remanescentes do governo liderado por um colaborador notório, Fernando Henrique Cardoso, com destaque para indicados por ele e seu grupo para cargos vitalícios em cortes jurídicas e para-jurídicas.

A imprensa, reduzida a um oligopólio obediente, desempenha o papel de desinformar e mobilizar. O discurso ideológico já não tem a mesma ressonância na liderança católica – a própria Igreja Católica perdeu importância política no processo histórico de ocupação cultural do país pelos Estados Unidos – mas numa série de igrejas comercias de implantação recente ocupa esse espaço. Os conspiradores contam com a paralisia das Forças Armadas, dadas suas contradições internas, a percepção de sua fragilidade diante do poderio militar externo associado ao golpe e a ação renitente de veteranos núcleos de direita, herdeiros daquele representado por Olímpio Mourão Filho, veterano militante integralista que comandava a guarnição de Juiz de Fora em 1964.

O objetivo, amplo e diversificado, das várias matrizes financeiras e ideológicas mobilizadas, compreende a entrega do petróleo e de riquezas minerais estratégicas ainda preservadas ao capital externo; a internacionalização da Amazônia mediante a autonomia de “nações” indígenas e reserva da região para exploração futura; incorporação e anulação da base industrial, redução e multinacionalização da base agrícola que, ambas, competem no mercado internacional; liquidação da estrutura de assistência social ampla do Estado e sua substituição pela caridade para os pobres,em benefício da exploração comercial; redução do movimento trabalhista a ação residual incorporada à nova esquerda radical, universalista e trotskista, de viés comportamental (Nota do Tijolaço: e, portanto, não trabalhista), cuja inviabilidade a torna inócua; e desmonte de qualquer frente latino-americana de resistência à ocupação imperial.

Corrupção, agora como então, é mero pretexto de uso propagandístico. É sistêmica e preservá-la uma condição para o controle da máquina política que dará forma e continuidade ao golpe.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=29250

MÍDIA CORRUPTA:Globo e UOL tentam salvar Aécio

27.08.2015
Do portal da AGÊNCIA CARTA MAIOR, 26.08.15
Por  VI O MUNDO

O Jornal Nacional não incluiu as falas sobre Aécio e Sérgio Guerra em sua reportagem e o portal da Folha blindou o PSDB.

reprodução
Em seu depoimento à CPI da Petrobras, hoje [25], o doleiro Alberto Youssef confirmou acusação que havia feito anteriormente segundo a qual o hoje senador Aécio Neves recebeu dinheiro de propina no esquema de Furnas.

Também foi repetida a denúncia de que o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, já falecido, recebeu R$ 10 milhões para trabalhar contra a criação de uma CPI da Petrobras.

O Jornal Nacional não incluiu as falas sobre Aécio e Guerra em sua reportagem. Preferiu focar em Antonio Palocci e Dilma Rousseff, ambos petistas.

Deu uma nota sobre o assunto, sem imagens, depois da reportagem - enfatizando a defesa do senador tucano.



O UOL colocou os nomes de Aécio e Guerra no título ao chamar o assunto no twitter, mas no site logo mudou a manchete: Delatores Youssef e Costa mencionam repasse de propina a tucanos (veja a denúncia do Esforçado no twitter).

Ou seja, o presidente do PSDB se tornou apenas mais um “tucano”, logo ele que lidera a tentativa de aprovar o impeachment de Dilma Roussef.

A reportagem do portal da Folha blinda o PSDB. Termina com uma nota oficial que sugere que um deputado petista forçou Youssef a repetir a acusação:

“Como já foi afirmado pelo advogado de Alberto Youssef e, conforme concluiu a Procuradoria Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF), as referências feitas ao senador Aécio Neves são improcedentes e carecem de quaisquer elementos que possam minimamente confirmá-las.

Não se tratam de informações prestadas, mas sim de ilações inverídicas feitas por terceiros já falecidos, a respeito do então líder do PSDB na Câmara dos Deputados, podendo, inclusive, estar atendendo a algum tipo de interesse político de quem o fez à época. Em seu depoimento à Polícia Federal, conforme a petição da PGR, Youssef afirma que: “Nunca teve contato com Aécio Neves” (página 18) e que “questionado se fez alguma operação para o PSDB, o declarante disse que não” (página 20).

Na declaração feita hoje, diante da pressão de deputados do PT, Yousseff repetiu a afirmativa feita meses atrás: de que nunca teve qualquer contato com o senador Aécio Neves e de que não teve conhecimento pessoal de qualquer ato, tendo apenas ouvido dizer um comentário feito por um terceiro já falecido.

Dessa forma, a tentativa feita pelo deputado do PT Jorge Solla, durante audiência da CPI que investiga desvios na Petrobras, buscou apenas criar um factoide para desviar a atenção de fatos investigados pela Polícia Federal e pela Justiça e que atingem cada vez mais o governo e o PT.”


Antes de reproduzir a nota do PSDB, o texto do UOL incluiu o seguinte parágrafo:


Em março deste ano, Aécio negou participação no esquema de Furnas. “A chamada lista de Furnas - relação que contém nomes de mais de 150 políticos brasileiros de diferentes partidos - é uma das mais conhecidas fraudes políticas do País e já foi reconhecida como falsa em 2006 pela CPMI dos Correios”, disse o tucano em nota. Segundo a nota, a “lista de Furnas” surgiu em 2005 como “tentativa de dividir atenção da opinião pública” em meio à revelação do mensalão.

O que faltou dizer é que a Lista de Furnas passou por uma perícia da Polícia Federal, que confirmou que ela não foi forjada - o que em si não atesta a veracidade do conteúdo.

Porém, dados contidos na Lista foram confirmados por investigação da promotora Andréa Bayão Pereira.

Quando o procurador-geral da República Rodrigo Janot descartou investigar o ex-candidato do PSDB ao Planalto na Operação Lava Jato, este site publicou: Ao livrar Aécio de inquérito, Janot desconheceu denúncia de promotora sobre caixa 2 em Furnas.

Parte do depoimento original de Youssef sobre Aécio é confirmada pelo conteúdo do inquérito. Segundo Youssef, a propina era paga pelo empresário Airton Daré, dono da empresa Bauruense, fornecedora de Furnas. O doleiro ouviu de Daré e do ex-deputado José Janene, do PP, que o destinatário do dinheiro era o então deputado federal Aécio Neves. PP e PSDB “compartilhavam” uma diretoria de Furnas, segundo Youssef.

Se a mídia brasileira não destacou o depoimento de Youssef hoje, como denunciaram internautas, o mesmo não fez a Agência Reuters:






Créditos da foto: reprodução
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Globo-e-UOL-tentam-salvar-Aecio/4/34338

Blogueiro da Folha faz promotor da Lava Jato queimar a língua.

27.08.2015
Do blog TIJOLAÇO, 25.08.15
Por Fernando Brito

banestado

Que a Justiça o Brasil é morosa – sem trocadilho – todo mundo sabe.

Que ela “funciona” – mesmo que este “funcionar” seja ficar parada  – muito melhor para os ricos que para os pobres, idem

Só que o Dr. Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, usa hoje, em artigo na Folha,  um exemplo da morosidade da Justiça o escândalo do propinoduto no Rio de Janeiro – no qual fiscais da receita estadual praticavam fraudes e mandavam o dinheiro para o exterior – que ainda não teve solução e nem a devolução dos bloqueados na Suíça, sem se “lembrar” que acontece o mesmo no processo do Banestado, que prescreveu, entre outras demoras, pelo tempo em que ficou encalhado justamente com o Ministério Público Federal.

Frederico Vasconcellos, em seu blog especializado em Justiça na mesma Folha, mostra, com dados e datas  (veja na ilustração) o que aconteceu:

O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça em maio de 2009. Uma semana depois, os autos foram para a PGR. Ficaram mais de um ano no Ministério Público Federal: de 28 de maio de 2009 a 18 de agosto de 2010Em março 2013, o STJ reconheceu a prescrição de crimes cometidos por diretores e gerentes do Banestado, condenados por evasão de divisas –R$ 2,4 bilhões– e gestão fraudulenta.

A prescrição de crimes financeiros, pela dificuldade de apuração, é um problema mundial. Nos Estados Unidos, o prazo de prescrição (cinco anos) só começa a contar a partir do momento em que um órgão público descobre e denuncia um crime financeiro. Mas só há seis anos, quando um juiz recusou-se a decretar a prescrição de um crime cometido além dos cinco anos, mas descoberto ainda dentro do prazo.

Há mil maneiras de evitar a prescrição da punibilidade destes crimes e sem deixar de garantir o direito amplo ao recurso e reexame das acusações: suspensão da prescrição desde a data do oferecimento da denúncia, execução em separado das penas pecuniárias daquelas privativas de liberdade e , sobretudo, controle dos prazos de manifestação das partes e aquilo que já é permitido e usado nos tribunais – a decretação do caráter repetitivo ou protelatório do recurso, com a imposição de multa e, até, da tipificação como litigância de má-fé.

É fácil e cômodo usar o “espírito de linchamento” criado em operações como a Lava-Jato para eliminar o direito à ampla defesa.

O problema deste “julgamento antecipado”é que ele se espalha por toda a sociedade e para os agentes do Estado na aplicação da lei.

E aí, para não “perder tempo”, a polícia detem logo os “suspeitos” como fez no ônibus carioca que em que, este final de semana, um grupo de jovens negros ia para a praia.

Não que eles fossem criminosos, mas provavelmente eram pu, se não eram, seriam logo: vê-se  pela cor e pelos modos gaiatos.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=29217

MÍDIA SELETIVA, É MÍDIA CORRUPTA: A seletividade da mídia em matéria de denúncias

27.08.2015
Do blog de JUREMIR MACHA DA SILVA

Vamos falar claro? Em bom português? A mídia deita e rola na manipulação.
Tratemos da coisa em dois planos: regional e nacional.
Regional. No Rio Grande do Sul, a verdade é a seguinte:
1) Sartori tem dinheiro para pagar o funcionalismo em dia, mas não quer usar. O dinheiro é dos depósitos judiciais. A Assembleia Legislativa autoriza. O judiciário abriu mão dos juros. Sartori não quer usar. Por quê? Para jogar o funcionalismo contra a população e forçar os deputados a aprovar aumento de impostos, alteração da previdência e, mais tarde, privitizações.
2) Sartori está apostando na política do quanto pior, melhor.
3) Sartori está se lixando para o funcionalismo no plano imediato.
Só o Correio do Povo, a Record-RS e a Rádio Guaíba estão mostrando isso.
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No plano nacional, em CPI, os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff ficaram frente a frente.
Costa disse que mandou Yousseff dar dinheiro para a campanha de Dilma.
Yousseff negou. E foi mais longe: garantiu que outro delator vai esclarecer o caso.
De quatro, confirmou que deu dinheiro para Sérgio Guerra, então presidente do PSDB, abafar uma CPI.
Na mesma onde, confirmou que José Janene lhe disse que Aécio Neves recebeu dinheiro de Furnas.
Devastador.
O MP não investiga.
A mídia minimiza.
O Jornal Nacional, da Globo, dispensou a voz de Yousseff nessa acusação. William Bonner justificou Aécio.
A manipulação é descarada.
As capas da grande mídia entregam tudo.
Nenhuma palavra sobre Aécio no Estado de Minas
Nenhuma palavra sobre Aécio no Estado de S. Paulo.

Folha de S. Paulo.

Nenhuma palavra sobre Aécio na Zero Hora.

Nenhuma palavra sobre Aécio no site da Veja.
Nenhuma palavra sobre Aécio no Globo.

Record e Correio do Povo fizeram jornalismo.




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Fonte:http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=7525

Youssef confirma o crime da 'Veja'

27.08.2015
Do BLOG DO MIRO, 26.08.15
Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:



Pouca gente notou uma coisa.

O depoimento de ontem do doleiro Youssef desmascarou o crime jornalístico da Veja às vésperas das eleições.

Lembremos.

A Veja deu no sábado, um dia antes do turno decisivo, uma capa em que afirmava que Dilma e Lula sabiam de tudo no escândalo da Petrobras.

Era uma afirmação amparada exatamente em Youssef.

Pela gravidade da acusação e pelo tom peremptório do texto, o leitor era induzido a acreditar que Youssef tinha evidências poderosas, como conversas gravadas ou coisa do gênero.

Mas não.

O que se viu ontem é que Youssef estava palpitando como qualquer transeunte.

Ele usou a expressão “no meu entendimento”. Trazido para o português coloquial, Youssef disse que estava por fora, e arriscava um palpite.

No contexto, ele poderia dizer sem provocar surpresa: “Não sei de nada, e se alguém souber por favor me avise.”

A declaração cândida de ignorância sobre a eventual participação de Lula e Dilma na roubalheira foi transformada criminosamente pela Veja numa peça cabal de incriminação.

Foi uma agressão não apenas a Dilma e Lula, mas também à democracia.

Quantas pessoas sobretudo em São Paulo, onde a revista montou uma operação de guerra contra Dilma e a favor de Aécio, não foram influenciadas pela falsa revelação?

É um episódio tão sinistro quanto a edição desonesta pela Globo do debate entre Collor e Lula, em 1989.

A única diferença é que então o crime compensou. Collor venceu. Agora, não compensou. Aécio perdeu.

Jamais a Globo pagou o preço pela trapaça, a não ser pelo lado moral, o que é muito pouco.

O mesmo tende a se repetir agora com a Veja.

Dilma, no fragor dos acontecimentos, disse na televisão que processaria a revista.

Mas cadê o processo?

Dilma deveria se inspirar em Romário, que reivindica uma edição de 75 milhões de reais por uma conta fajuta na Suíça que a revista inventou para ele.

Citei outro dia o jurista alemão Rudolf von Ihering, um inovador do século 19. Ihering consagrou a ideia de que, quando você for vítima de injustiça, tem o dever de procurar reparação, e não apenas o direito.

Dever porque é um serviço que se presta à sociedade.

Ihering mostrou que a Justiça só avança quando as pessoas lutam pelos seus direitos.

Lula tem feito isso ao processar quem o calunia e difama.

Não é uma luta fácil no Brasil. Gentili acusou Lula de forjar o atentado ao Instituto Lula, e foi intimado a esclarecer na Justiça a acusação.

O juiz conseguiu entender que ali havia uma piada, numa interpretação de texto peculiaríssima.

Não é fácil, repito, procurar justiça no Brasil, mas é imperioso fazê-lo. Em algum momento decisões absurdas como a que favoreceu Gentili serão insustentáveis.

Não sei o que terá feito Dilma recuar da promessa de acionar a Veja.

Mas foi um erro.

A impunidade estimula outros crimes, ao passo que o enfrentamento, como o de Romário, previne futuras delinquências.

Youssef, involuntariamente, revelou o crime da Veja.

Mas tudo indica que a revista não será cobrada por isso.

É uma pena para o país.

Quem sabia de tudo eram os donos e os editores da Veja. E mesmo assim seguiram em sua mentira brutal e, tudo indica, impune.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/08/youssef-confirma-o-crime-da-veja.html