quinta-feira, 20 de agosto de 2015

"Não vai ter golpe", gritam manifestantes anti-impeachment

20.08.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Ato em defesa da democracia reúne 40 mil pessoas em São Paulo, de acordo com estimativa da Polícia Militar. Organizadores falam em 75 mil. Manifestantes que ocupam a avenida paulista gritam "Fora Cunha" e "não vai ter golpe".

manifestantes impeachment dilma
Manifestação anti-impeachment em São Paulo nesta quinta-feira (Imagem: Mídia Ninja)
“Que bonito. É muito diferente do último domingo”, afirmou a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, diante de um público estimado pela PM-SP em 40 mil pessoas, que deixava o Largo da Batata, no bairro paulistano de Pinheiros, em direção à região da Avenida Paulista. Organizadores falam em 75 mil pessoas.
A líder estudantil compara a manifestação de hoje (20), apoiada por mais de 50 entidades ligadas a movimentos populares “por mais direitos, por avanços e sem retrocessos” com os protestos que chamou de “golpistas” promovidos por organizações que pregam a derrubada do governo Dilma. “Viemos defender a democracia. Intervenção militar acontece todos os dias nas periferias deste país, matando pretos e pobres.”
Carina não deixou de acentuar críticas à condução da política econômica e ao ajuste fiscal: “O governo federal tem de estar mais conectado com o povo. Viemos trazer a agenda da juventude, dos trabalhadores, dos direitos sociais. O ajuste fiscal já retirou R$ 10 bilhões da educação.”
A “indignação seletiva” dos protestos de domingo passado foi observada por Guilherme Boulos, do MTST. “Estamos aqui para rechaçar esse moralismo seletivo de quem foi à Avenida Paulista dizer que é contra a corrupção, mas aplaude Eduardo Cunha e Aécio Neves”, disse, referindo-se ao presidente da Câmara, que acaba de ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República por crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, e ao senador tucano e presidente do PSDB.

25 Estados e o DF

Manifestações em apoio à presidente Dilma Rousseff aconteceram em ao menos 25 Estados e no Distrito Federal nesta quinta-feira (20).
golpe impeachment manifestantes paulista
(Imagem: Folhapress)
Os nomes mais criticados nos protestos foram os do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi denunciado formalmente pela Procuradoria Geral da República nesta quinta-feira por denúncia de propina; e do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, cuja política econômica tem reduzido benefícios dos trabalhadores.
Os atos do dia são uma resposta dos movimentos de esquerda às manifestações ocorridas no domingo (16) em todo o Brasil, com o principal objetivo de reivindicar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
com informações de RBA
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/08/nao-vai-ter-golpe-gritam-manifestantes-anti-impeachment.html

GLOBO MANIPULA EM FAVOR DE FHC: O outro texto de Época que sumiu: FHC cobra U$ 50 mil por palestra

20.08.2015
Do blog VI O MUNDO
FHC
sugerido pelo leitor Horatio Nelson, que diz que o texto sumiu do site da Época, só dá para encontrar no cache do Google:

Fernando Henrique S/A
Ex-presidente viaja pelo mundo, cobra US$ 50 mil por palestra e prepara inauguração de instituto com seu nome
DAVID FRIEDLANDER E LEANDRO LOYOLA, na revista Época, em 23/04/2004
O ex-professor, senador, ministro e presidente da República Fernando Henrique Cardoso agora é uma celebridade. Desde que deixou o Palácio do Planalto, no ano passado, FHC já faturou cerca de R$ 3 milhões dando palestras para empresários e intelectuais, no Brasil e no exterior.
Está escrevendo um livro sobre seu governo, que deverá ser publicado ainda neste ano. Sua próxima grande tacada será o lançamento do Instituto Fernando Henrique Cardoso, no dia 22, em São Paulo.
Montado com luxo, mas sem ostentação, o lugar foi criado para preservar na História a memória de seu governo e de sua obra acadêmica. Aos 72 anos, depois de oito anos das delícias e pesadelos da Presidência, Fernando Henrique está levando um vidão.
Transforma fama em dinheiro, faz política quando bem entende e viaja duas vezes por mês para o exterior para exercitar seus dotes intelectuais. E prova que não sonha em voltar à Presidência da República.
Até agora se sabia apenas vagamente das atividades de FHC fora do governo. Ele só aparece viajando e, de vez em quando, falando de política. A novidade é que longe do público o ex-presidente virou atração no mundo empresarial e já é um dos conferencistas mais bem pagos do mundo. Cobra US$ 50 mil (cerca de R$ 150 mil no Brasil) – preço livre de impostos, hospedagem e passagem aérea, gastos que ficam por conta do cliente.
No Brasil, ninguém cobra mais caro. ‘O critério foi pedir metade do que Bill Clinton (ex-presidente dos Estados Unidos) cobra’, diz George Legmann, o agente que cuida das palestras e dos direitos autorais dos livros de Fernando Henrique. Da metade do ano passado para cá, foram 22 conferências, seis delas em outros países. Contrataram os serviços do ex-presidente a AmBev, a Medial Saúde, os bancos Pátria e Santander (este em Madri), a ACNielsen e o Banco Central do México, entre outros.
FHC exige uma conversa pessoal com o cliente antes da conferência. São encontros de meia hora, apenas para combinar o tema. O ex-presidente tem falado sobre globalização, educação e ética. Além dos eventos de empresas, seu mercado abrange também as universidades. No exterior elas pagam honorários fixos, entre US$ 10 mil e US$ 20 mil. ‘No Brasil eu faço de graça. As universidades aqui não têm dinheiro para isso’, afirma.
FHC custa caro porque é uma raridade: tem vasto preparo acadêmico, contatos internacionais e uma extensa experiência política. ‘FHC é visto como um estudioso do Brasil, tem categoria para fazer grandes projeções e os empresários acreditam que ele pode ajudar a decifrar melhor o governo’, explica Luís Fernando Lopes, economista-chefe do banco Pátria.
Fernando Henrique fica incomodado quando o assunto é dinheiro. Notório pão-duro, ressalta que recebe apenas aposentadoria proporcional como professor da USP e que ex-presidente não tem pensão. Tergiversa quando alguém pergunta sobre os honorários das palestras e não conta quem está bancando o Instituto Fernando Henrique Cardoso. A compra de um andar e dois subsolos que pertenciam ao Automóvel Clube, no Centro de São Paulo, custou R$ 900 mil e a reforma já ficou em cerca de R$ 3 milhões.
Para implantar o instituto e depois mantê-lo, FHC calcula que precisa de R$ 30 milhões. Tem cerca de R$ 15 milhões, boa parte arrecadada entre empresários que admiram o que ele fez no governo.
Alguns desses contribuintes formaram um grupo que doou R$ 1 milhão por cabeça. O dinheiro chega em parcelas mensais na Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que administra o fundo. ‘O rendimento mensal será usado para sustentar o instituto ao longo do tempo’, explica José Expedito Prata, diretor do IFHC, que estima os custos em R$ 150 mil por mês.
A idéia do instituto foi inspirada no que fazem os presidentes americanos. Uma equipe de historiadores cuida das 330 mil peças do acervo do ex-presidente. São documentos da Presidência, de seu tempo no Senado, livros, presentes e arquivo pessoal, guardados num subsolo que parece o cofre-forte de banco, com controle de temperatura e umidade. A idéia é preservar a memória do ex-presidente para que sua história possa ser consultada no futuro.
Além disso, uma equipe de assessores vai coordenar a realização periódica de seminários nacionais e internacionais para discutir temas da atualidade. No futuro, todo o material e o dinheiro do fundo serão doados à Universidade de São Paulo (USP).
A inauguração do instituto será uma festa grandiosa. Se todos os convidados vierem, vai ser preciso chamar o Exército para cuidar da segurança: estão confirmadas as presenças de figurões da política mundial como o ex-presidente americano Bill Clinton, o francês Lionel Jospin, os portugueses Mário Soares e Antonio Guterrez. De Clinton, ele é muito próximo.
No ano passado, Alberto Neves, presidente da Compuware no Brasil, assistiu a uma palestra de Clinton nos Estados Unidos. Na saída, deu a sorte de poder trocar algumas palavras com o ex-presidente americano. Ao dizer que era brasileiro, ouviu o seguinte: ‘Tem um homem que eu admiro muito no Brasil. É inteligente, íntegro e honesto’. Neves pensou logo em Pelé, mas Clinton completou: ‘É o ex-presidente Fernando Henrique’. Há duas semanas, num evento de empresários em Comandatuba, na Bahia, Neves relatou a história a FHC.
Na semana passada, enquanto sua esposa, Ruth, viajava com as netas para Buenos Aires, FHC embarcou para Nova York. Participou de reuniões na Fundação Rockefeller, na ONU e deu aula na Universidade de Princeton. FHC viaja duas vezes por mês para o exterior, onde passa boa parte de seu tempo.
Lá fora, anda a pé ou de metrô. No Brasil, circula com carro oficial e motorista destinado pelo governo a ex-presidentes. Tem ainda três seguranças e dois assessores que são coordenadores do instituto.
Está protegido e bem assessorado, mas não tem mais ajudante-de-ordens para as coisas mais comezinhas. Foi forçado a aprender como receber e mandar e-mails (quem fazia isso era a secretária e dona Ruth). Fez menos progresso com o celular, que continua na mão do segurança.
PS do Viomundo: Quando é que o iFHC vai revelar a lista de todas as empresas que contrataram o ex-presidente, como fez Lula?
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/o-outro-texto-de-epoca-que-sumiu-fhc-cobra-u-50-mil-por-palestra.html

TUCANOS APOIA PROPINEIRO:PSDB mantém apoio a Cunha

20.08.2015
Do BLOG DO MIRO


Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Defensor do impeachment e da renúncia da presidente Dilma, o PSDB já decidiu que dará sustentação a Eduardo Cunha, no período turbulento que se seguirá à denúncia do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, por suspeita de cobrança de propina.

“Haverá um custo mas mesmo denunciado ele nos será útil. Vamos lhe dar sustentação”. Este é o resumo do que disseram ontem vários tucanos da bancada da Câmara, lembrando que enquanto estiver no cargo Cunha terá o poder de mandar abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma. Não haverá decisão nem anúncio formal a este respeito, exatamente para reduzir o inevitável desgaste.

Além do PSDB, Cunha terá também o apoio do DEM para barrar os movimentos que já começaram a ser articulados contra ele na casa, como o pedido de investigação ao Conselho de Ética que será proposto por um grupo suprapartidário de deputados, conforme anunciou Ivan Valente (PSOL-SP).

O DEM também apoiará veladamente Cunha, por ora. “É cedo. Não há nada no regimento ou na Constituição que o impeça de continuar presidindo mesmo que venha a ser denunciado”, disse ao 247 o líder do partido, Mendonça Filho.

Ele está certo. Denunciado, Cunha ainda não será réu, o que só acontecerá quando e se o STF acolher a denúncia. Mesmo assim, continuará inexistindo previsão legal de que deixe o cargo. Isso levará o PT, segundo boa parte dos deputados de sua bancada, a assumir uma posição cautelosa, sem apoiar mas sem fustigar Eduardo Cunha. Até porque seriam incoerentes, pois combatem a tese do impeachment alegando que nada existe hoje contra Dilma. Depois, não têm forças para matar o leão, mesmo ferido, com seu afastamento da presidência.

Espera-se que, feita a denúncia, o STF não demore muito na decisão sobre acolhê-la ou não para reduzir a turbulência na Casa. Se houver o acolhimento, a posição de Cunha se complicará mais, seus adversários ganharão mais argumentos para tentar tirá-lo da presidência. Mas, segundo a Constituição, só depois de eventualmente condenado e do trânsito em julgado a Mesa da Câmara terá que cassar-lhe o mandato, o que determinará também a perda do cargo de presidente. Se isso não acontecer antes de fevereiro de 2017, quando termina seu mandato, ele poderá conclui-lo mesmo aos trancos e barrancos. Este é o plano dele embora um oceano ainda vá passar sob a ponte da política nacional até lá.

Em resumo, depois de denunciado Cunha terá contra si partidos como o PSOL, o PPS e boa parte do PSB (partido de um de seus mais duros críticos, o deputado Julio Delgado, que ele derrotou na disputa pela presidência da Câmara). Terá o PT na neutralidade e o apoio silencioso mas decidido da ala que o segue no PMDB, do PSDB, do DEM e todo o baixo clero espalhado por pequenas siglas, que lhe deve favores e o reverencia.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/08/psdb-mantem-apoio-cunha.html

CUNHA, O PROPINEIRO DOS COXINHAS: JANOT FORMALIZA DENÚNCIA CONTRA CUNHA NO STF

20.08.2015
Do portal BRASIL247

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Procurador-geral da República protocolou no Supremo Tribunal Federal, no início da tarde desta quinta-feira 20, denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção e lavagem de dinheiro; na denúncia, o deputado é acusado de receber propina de ao menos US$ 5 milhões, conforme depoimento do empresário Júlio Camargo, delator da Lava Jato; Rodrigo Janot aponta que o peemedebista recebeu vantagens indevidas para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung pela Petrobras e pede 'restituição do produto e proveito dos crimes no valor de US$ 40 milhões e a reparação dos danos causados à Petrobras e à Administração Pública também no valor de US$ 40 milhões'; além de Cunha, também foi denunciado o senador Fernando Collor (PTB-AL), acusado de receber cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR Distribuidora

247 – A Procuradoria-Geral da República protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), no início da tarde desta quinta-feira 20, denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na denúncia, o deputado é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de receber propina de ao menos US$ 5 milhões e vantagens indevidas para viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção de navios-sonda para a Petrobras.

Janot pede 'restituição do produto e proveito dos crimes no valor de US$ 40 milhões e a reparação dos danos causados à Petrobras e à Administração Pública também no valor de US$ 40 milhões'.

A denúncia tem como base o depoimento do empresário Júlio Camargo, delator da investigação. Nesta quarta-feira, Cunha disse que não cogita se afastar da presidência da Câmara, independente da denúncia.

O documento entregue ao STF também denuncia a ex-deputada federal Solange Almeida (PMDB-RJ) "por ter participado de pressão pelo pagamento de valores retidos, incorrendo em corrupção passiva".

Collor também é denunciado

O procurador Rodrigo Janot também denunciou o senador Fernando Collor (PTB-AL) pro corrupção e lavagem de dinheiro. No caso de Collor, as investigações indicam que o parlamentar teria recebido cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.

Collor também foi alvo da Operação Politeia, fase da Lava Jato que apreendeu três carros de luxo na Casa da Dinda, residência particular do ex-presidente. Na ocasião, a PF encontrou uma Lamborghini, uma Ferrari e um Porsche.

Segundo o MPF, a denúncia feita contra o senador Collor está sob sigilo, já que as informações são fruto de delação que ainda são sigilosas.

Confira abaixo a íntegra do texto publicado pela Secretaria de Comunicação Social da PGR:

Fato criminoso envolve o recebimento de propina para construção de dois navios-sondas da Petrobras

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou denúncia ao Supremo Tribunal Federal em que acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, de ter recebido propina no valor de ao menos US$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, no período entre junho de 2006 e outubro de 2012. Janot pede a condenação de Cunha pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e da ex-deputada Federal Solange Almeida por ter participado de pressão pelo pagamento de valores retidos, incorrendo em corrupção passiva.

Segundo a denúncia, dentro do esquema ilícito investigado na Operação Lava Jato, Eduardo Cunha recebeu vantagens indevidas para facilitar e viabilizar a contratação do estaleiro Samsung, responsável pela construção dos navios-sondas Petrobras 10000 e Vitoria 10000, sem licitação, por meio de contratos firmados em 2006 e 2007. A intermediação foi feita por Fernando Soares, operador ligado à Diretoria Internacional da Petrobras, de indicação do partido PMDB. A propina foi oferecida, prometida e paga por Júlio Camargo.

O procurador-geral explica que, para dar aparência lícita à movimentação das propinas acertadas, foram celebrados dois contratos de comissionamento entre a Samsung e a empresa Piemonte, de Júlio Camargo. Dessas comissões saíram as propinas prometidas a Fernando Soares, Eduardo Cunha e ao então diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que levou a questão à Diretoria Executiva e obteve a aprovação dos contratos relativos aos navios-sondas, nos termos propostos pela Samsung.

Por causa dos contratos, a Samsung transferiu, em cinco parcelas pagas no exterior, a quantia total de US$ 40,355 milhões para Júlio Camargo, que em seguida transferiu, a partir da conta mantida em nome da offshore Piemonte, no Uruguai, parte destes valores para contas bancárias, também no exterior, indicadas por Fernando Soares. Cunha é acusado de lavagem de dinheiro por ocultar e dissimular o recebimento dos valores no exterior em contas de empresas offshore e por meio de empresas de fachada.

Pressão pelo pagamento - As investigações demonstraram que, a partir de determinado momento – mais especificamente após os recebimentos das sondas, a Samsung deixou de pagar as comissões para Júlio Camargo, acabando por inviabilizar o repasse da propina aos destinatários finais. Com isso, Eduardo Cunha passa a pressionar o retorno do pagamento das propinas, valendo-se de dois requerimentos perante a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, formulados pela então deputada Solange Almeida, em julho de 2011.

Os requerimentos solicitavam informações sobre Júlio Camargo, Samsung e o Grupo Mitsui, envolvido nas negociações do primeiro contrato. Um foi dirigido ao Tribunal de Contas da União e outro ao Ministério de Minas e Energia. Segundo Janot, a ex-deputada tinha ciência de que os requerimentos seriam formulados com desvio de finalidade e abuso da prerrogativa de fiscalização inerente ao mandato popular, para obtenção de vantagem indevida. Para ele, não há dúvidas de que o verdadeiro autor dos requerimentos, material e intelectual, foi Eduardo Cunha.

De acordo com as investigações, Eduardo Cunha elaborou os dois requerimentos, logado no sistema da Câmara como o usuário "Dep. Eduardo Cunha", utilizando sua senha pessoal e intransferível, e os arquivos receberam os metadados do usuário logado no momento de sua criação. Depois, os requerimentos foram autenticados pelo gabinete da então deputada Solange Almeida, sendo que ela não era integrante ou suplente da Comissão de Fiscalização e não havia apresentado nenhum outro requerimento à comissão naquele ano.

Na denúncia, Janot informa que, em razão da pressão exercida, os pagamentos foram retomados, por volta de setembro de 2011, após reunião pessoal entre Fernando Soares, Júlio Camargo e Eduardo Cunha. O valor restante foi pago por meio de pagamentos no exterior, entregas em dinheiro em espécie, simulação de contratos de consultoria, com emissão de notas frias, e transferências para igreja vinculada a Eduardo Cunha, sob a falsa alegação de que se tratava de doações religiosas.

Além da condenação criminal, o procurador-geral pede a restituição do produto e proveito dos crimes no valor de US$ 40 milhões e a reparação dos danos causados à Petrobras e à Administração Pública também no valor de US$ 40 milhões.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/193757/Janot-formaliza-den%C3%BAncia-contra-Cunha-no-STF.htm

VIVA A DEMOCRACIA: A festa da democracia!


20.08.2015
Do blog O CAFEZINHO,
Por Miguel do Rosário

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No Brasil todo, uma festa maravilhosa pela democracia!
E muita gente!
Em Salvador, a PM estimou em mais de 10 mil pessoas. Os coxinhas botaram somente 5 mil.
Em São Paulo, a organização estimou em 75 mil pessoas. Outros falarem em 100 mil. Acabaram de me informar que a PM tucana calculou em 60 mil.
No meu celular, recebo pelo whatsapp fotos de todo o Brasil.
No Rio, a Cinelândia encheu. Segundo a organização, mais de 25 mil pessoas participaram.
Mais que números, porém, o que vimos foi uma gente alegre, sem ódio, defendendo a democracia com firmeza e serenidade.
É outro astral!
O que adianta organizar marchas com número monstruoso de pessoas, mas incluir todo o tipo de sociopatas, como gente que pede ditadura, carrega cartaz dizendo que "em 64 deveriam ter matado todos", é contra o sufrágio universal (integralistas), entre outras bizarrices?

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Enquanto os coxinhas dão loas a Pinochet, pedem intervenção militar, xingam, demonstram ódio incontrolável, enquanto protagonizam, enfim, um melancólico desfile dos derrotados, o campo progressista marcha confiante na força do povo, na soberania do voto, na capacidade da nossa democracia para enfrentar qualquer crise.
Um amigo me mandou vídeo da festa na Cinelândia.
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Se não acreditar em mim, leia a matéria da tucaníssima Folha e assista o vídeo por lá. Mas volte para comentar aqui!
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/08/20/a-festa-da-democracia/