quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Lula processa O Globo por mentiras sobre triplex no Guarujá

19.08.2015
Do blog VI O MUNDO
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NOTA À IMPRENSA
Lula entra com ação contra O Globo por conta de mentiras sobre triplex no Guarujá
da Assessoria de Imprensa do Instituto Lula, via e-mail
São Paulo, 19 de agosto de 2015,
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou nesta terça-feira (18) com uma ação pedindo reparação por danos morais contra matéria publicada pelo jornal O Globo, intitulada “Dinheiro liga doleiro da Lava-Jato à obra de prédio de Lula”. O diário carioca publicou no dia 12 de agosto uma reportagem na qual afirma que o ex-presidente seria dono de um apartamento triplex no Edifício Solaris, no Guarujá (SP), e que o empreendimento estaria ligado de alguma forma ao doleiro Alberto Youssef.
Antes da publicação do artigo, o Instituto Lula esclareceu ao jornalista, que Marisa Letícia, esposa do ex-presidente, adquiriu a prestações, uma cota no empreendimento e que a família do ex-presidente não tem nenhum apartamento, quanto menos um tríplex. Não foi a primeira vez que isso foi esclarecido a este repórter e o jornal carioca optou por dar continuidade a mentira que vem repetindo desde dezembro do ano passado.
O autor da matéria insistiu na versão mentirosa, com amplo destaque tanto na versão impressa do jornal, quanto na internet.  O Instituto Lula respondeu ao Globo em nota no dia 14 “Lula não tem apartamento no Guarujá. E se tivesse?” (http://www.institutolula.org/lula-nao-e-dono-de-um-apartamento-no-guaruja-e-se-tivesse)
Em sua edição de sábado (15 de agosto), o jornal tentou justificar a atribuição da propriedade do imóvel pelo ex-presidente por informações passadas pela “vizinhança”, ou seja, fez um jornalismo baseado em fofocas de corredor de prédio.
A ação demonstra que a matéria teve claro caráter difamatório e o mero registro burocrático do outro lado não compensa os danos morais causados pela veiculação de graves mentiras. Que foram criadas relações que não existem entre uma cota de empreendimento adquirida a prestações pela família do ex-presidente e Alberto Youssef, criminoso reincidente.
Segue anexa íntegra da ação. Recomendamos a leitura para a compreensão do caso e a percepção da gravidade das ilações e erros jornalísticos cometidos pelos jornalistas de O Globo.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/lula-processa-o-globo-por-mentiras-sobre-triplex-no-guaruja.html

DIREITA ASSASSINA: Por que não mataram todos em 1964? (porquê não mataram todos em 1964)

19.08.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

mataram todos 1964 cartaz

E pensar que aquela senhora deve ter acordado cedo, feito um café delicioso, como só algumas senhoras de certa idade sabem fazer, e depois do café deve ter descido do prédio com o seu cachorro, que deve ter um nome engraçado, um nome carinhoso, e aquele cachorro deve achar que ela é a melhor pessoa do mundo, e, de fato, o cachorro tem que achar isso mesmo, e ela deve ter passeado uns 40 minutos com o seu cachorro, dado bom dia para aquelas pessoas que ela sempre encontra nesta caminhada matinal, e parado para comprar um pão doce que só tem naquela padaria.
E parado para conversar com o jornaleiro, e contado para o jornaleiro que iria participar da manifestação contra o governo, e contado também que iria fazer um cartaz, que ainda tinha energia para lutar pelo Brasil, que iria passar na papelaria, e se ele sabia quanto custava uma cartolina, coisa que o jornaleiro não saberia, e a senhora iria mesmo assim na papelaria, e sairia de lá com aquela cartolina enrolada, e seria uma cena até engraçada, aquela senhora com uma cartolina embaixo de um braço e levando o cachorro e o pão doce com outra mão, e o porteiro perguntando se ela precisaria de ajuda, ela dizendo que não, que estava tudo bem, e lembrando que ele tinha ficado de passar no apartamento pra olhar aquele vazamento, ele, o porteiro, o Zé, dizendo que segunda-feira sem falta, ela respondendo, brincando, “olha lá”, o Zé rindo, ela rindo, o cachorro latindo, o Zé abrindo a porta do elevador de serviço pra ela, apertando o andar dela, antes da porta fechar ela perguntando se ele iria no protesto, ele dizendo que vai ser bem no horário do jogo do Corinthians.
A porta fecha e o Zé não ouvindo a reprovação da moradora, e ela chegando no apartamento, colocando a cartolina na mesa da sala, ligando pro filho, o telefone tocando, ninguém atendendo, a saudade da netinha, que ela já não vê há uns 5 meses, ela comendo um pedaço de pão doce, o melhor pão doce de São Paulo, e quando ela come esse pão doce ela lembra do marido, e ele gostava tanto desse pão doce, e eles comiam juntos, e era um ritual, e depois que ele morreu ficou tão triste comer esse pão doce, e ela sempre sente um frio no peito quando lembra do marido, sente vontade de chorar, pega a cartolina para se distrair e vira a chave do pensamento, ou não vira, matutando o que vai escrever ali.
Tenta ligar para o filho outra vez, o filho é bom pra essas coisas, sempre tem boas ideias, todo mundo diz que é um gênio, mas ele não é bom de atender telefone, não atende de novo, ela vai ter que escrever da cabeça dela, e ela pensando no que vai escrever, ela pegando o canetão e batendo na mesa, a ideia que não vem, o marido morto, o pão doce, o Lula, a Dilma, o Zé Dirceu, o pai militar, o ano em que ainda mocinha, novinha de tudo, conheceu o marido, o primeiro cinema, as mãos dadas, o beijo roubado, o pai militar, orgulhoso de uniforme cintilante, e como ela foi feliz naquele ano, o pai tinha lá suas preocupações, chegava tarde em casa, cansado do trabalho, exausto, morto, mortos todos, e ela pensando que nunca soube exatamente o que o pai fazia no exército, e ela com quase 20 anos já planejava seu casamento, casaria depois de um ano, mas já tinha feito amor com seu futuro marido, e tinha sido bom, se o pai soubesse mataria todos, mataria os dois, seu pai saberia como matar os dois, disso ela tem certeza
Mas aquele tinha sido um ano bom, ela era novinha, estava apaixonada, e tudo parecia nos eixos, e ela pensando em escolher aquele ano para viver pra sempre, não sair do colo quente de 1964, e foi então que ela escreveu, com o português que ela conhece: “porquê não mataram todos em 1964”.
(…)
E ao erguer o cartaz na avenida Paulista, com aquela convicção de quem escreveu “porquê”, a senhora que faz um café delicioso, e que passeia com o cachorro, e que brinca com o porteiro e que come pão doce lembrando do marido, matou todos nós. Um por um, o País inteiro, gente que estava lá, que assistiu de casa ou só viu a foto na internet. Em uma chacina semiótica, matou todos nós, os filhos de 64, os netos, os enteados e os próprios viventes daquele ano, todos mortos, zumbis, terra arrasada, fantasmas de lençóis encardidos gritando buuuuuu.
Nos assustamos todos com o anúncio da nossa morte. Nós, que já morremos faz tanto tempo, morremos outra vez.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/08/por-que-nao-mataram-todos-em-1964-porque-nao-mataram-todos-em-1964.html

Os 11 crimes da era FHC

19.08.2015
Do portal da Agência Carta Maior
Por Altamiro Borges, em seu blog.

FHC não tem grandeza nem moral para se colocar como arauto da ética e mensageiro do impeachment. Sua ficha corrida, ocultada pela mídia, fala por si só.
Tânia Rêgo/ Agência Brasil
- Folha: Renúncia de Dilma seria um ‘gesto de grandeza’, diz FHC
 - O Globo: FH surpreende, sugere renúncia e revolta o PT
- Estadão: FHC diz que renúncia seria um ‘gesto de grandeza’ de Dilma


FHC foi novamente manchete nos jornalões desta quarta-feira (18). Apesar de ser o presidente mais rejeitado da história recente do país e da sua total incoerência e oportunismo - cada dia fala uma coisa -, o grão-tucano segue com forte prestígio entre os barões da mídia. Desta vez, FHC bravateou que "a renúncia de Dilma seria um gesto de grandeza" e que seu governo é "ilegítimo". De conciliador, que elogiou a presidenta em recente entrevista para um jornal alemão - bem longe do Brasil -, ele voltou a vestir o figurino de político hidrófobo e golpista. Talvez tenha ficado com medo dos fascistas mirins, que ultimamente o batizaram de vários adjetivos: "traidor", "gagá", "senil" e outros impublicáveis.

A nova bravata do rancoroso FHC foi postada na sua página no Facebook e ganhou os holofotes da mídia. "Se a própria presidente não for capaz do gesto de grandeza (renúncia ou a voz franca de que errou e sabe apontar os caminhos da recuperação nacional), assistiremos à desarticulação crescente do governo e do Congresso, a golpes de Lava Jato", afirmou. Segundo relato da Folha tucana, "pouco depois de divulgar sua mensagem nas redes sociais, FHC reuniu em seu apartamento, em São Paulo, os dois líderes que despontam como opções do PSDB para a próxima eleição presidencial: o senador mineiro Aécio Neves e o governador paulista, Geraldo Alckmin".

O objetivo da conversa seria o de unificar o discurso dos tucanos. "De acordo com os relatos feitos à Folha, Fernando Henrique fez uma análise do cenário político e disse que o partido deveria falar a mesma língua ao discutir as alternativas para o país sair da crise... Há duas semanas, aliados de Aécio defenderam a renúncia de Dilma e do vice Michel Temer e a realização de nova eleição. Alckmin tem sido cauteloso sobre a possibilidade de impeachment agora, quando ele não teria condições de deixar o governo para disputar com Aécio a indicação do PSDB e se candidatar à Presidência". 

Ainda segundo o jornalão, "logo após o encontro de FHC com Aécio e Alckmin, o senador Aloysio Nunes (SP), que foi vice na chapa do PSDB na eleição de 2014, subiu à tribuna do Senado e disse que, se um pedido de impeachment fosse submetido hoje ao plenário da Câmara, os tucanos votariam pelo afastamento de Dilma". Ou seja, aparentemente os tucanos - embalados pelas marchas fascistas do domingo (16) - voltam a pisar no acelerador do golpe sob o comando do velhaco FHC. O mote é a denúncia da corrupção. Tanto que o ex-presidente, um santo, postou no seu Facebook que o governo Dilma é "ilegítimo" e perdeu a "base moral", que foi "corroída pelas falcatruas do lulopetismo".

Haja cinismo e oportunismo. Para quem saiu quase escorraçado do Palácio de Planalto, odiado pelo povo, e colecionou várias denúncias de "falcatruas" - sempre engavetadas pelos poderes públicos e blindadas pela mídia chapa-branca -, FHC confirma que não tem qualquer grandeza, caráter e moral. Neste aspecto, os fascistas mirins que o rotularam de "senil", "gagá" e "traidor" estão certos. Para os que ainda acreditam nas bravatas de FHC, reproduzo abaixo uma pequena lista dos seus crimes:

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A lista dos crimes tucanos

1) Denúncias abafadas: Já no início do seu primeiro mandato, em 19 de janeiro de 1995, FHC fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. Ele extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, criada por Itamar Franco e formada por representantes da sociedade civil, que visava combater o desvio de recursos públicos. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, ele criou a Controladoria-Geral da União, mas este órgão se notabilizou exatamente por abafar denúncias.


2) Caso Sivam: Também no início do seu primeiro mandato, surgiram denúncias de tráfico de influência e corrupção no contrato de execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam). O escândalo derrubou o brigadeiro Mauro Gandra e serviu para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Ele foi nomeado embaixador junto à FAO, em Roma, “um exílio dourado”. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia da estadunidense Raytheon, foi extinta por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

3) Pasta Rosa: Em fevereiro de 1996, a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente os processos da pasta rosa. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o procurador-geral, Geraldo Brindeiro, ficou conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”.

4) Compra de votos: A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denúncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Eles foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o e impedido a constituição de uma CPI.

5) Vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas estimavam seu preço em ao menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses nacionais. Ela detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, com navios, portos e ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa equivale hoje ao lucro trimestral da CVRD.

6) Privatização da Telebrás: O jogo de cartas marcadas da privatização do sistema de telecomunicações envolveu diretamente o nome de FHC, citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades tucanas. As fitas mostraram que informações privilegiadas foram repassadas aos “queridinhos” de FHC. O mais grave foi o preço que as empresas privadas pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos dois anos e meio anteriores à “venda”, o governo investiu na infra-estrutura do setor mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio. Uma verdadeira rapinagem contra o Brasil e que o governo FHC impediu que fosse investigada.

7) Ex-caixa de FHC: A privatização do sistema Telebrás foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa das campanhas de FHC e do senador José Serra e ex-diretor do Banco do Brasil, foi acusado de cobrar R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar. Grampos do BNDES também flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do banco, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão. Além de “vender” o patrimônio público, o BNDES destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle das estatais privatizadas. Em uma das diversas operações, ele injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

8) Juiz Lalau: A escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo levou para o ralo R$ 169 milhões. O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só apareceram em 2000. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do TRT, e para cassar o mandato do senador Luiz Estevão, dois dos principais envolvidos no caso. Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo surgiram no emaranhado das denúncias. O pior é que FHC, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”.

9) Farra do Proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para ele, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.

10) Desvalorização do real: De forma eleitoreira, FHC segurou a paridade entre o real e o dólar apenas para assegurar a sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões de dólares das reservas do país. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou uma lista com o nome de 24 bancos que lucraram com a mudança e de outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas. Há indícios da existência de um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à turma de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1,6 bilhão de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado.

11) Sudam e Sudene: De 1994 a 1999, houve uma orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Ao invés de desbaratar a corrupção e pôr os culpados na cadeia, FHC extinguiu o órgão. Já na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos do Fundo de Investimentos do Nordeste foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC extinguiu a Sudene, em vez de colocar os culpados na cadeia.
 FHC não tem grandeza nem moral para se colocar como arauto da ética e mensageiro do impeachment. Sua ficha corrida, ocultada pela mídia, fala por si só.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Os-11-crimes-da-era-FHC/4/34283

Operação Zelotes volta a andar e pode atingir a Globo

19.08.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
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Há cerca de uma semana, o jornal Valor Econômico divulgou que “Entre o fim de agosto e início de setembro o Ministério Público Federal encaminhará à Justiça a primeira leva de denúncias baseadas nas apurações da Operação Zelotes, da Polícia Federal”.
A informação foi dada pelo procurador responsável pelo caso, Frederico Paiva. “O número de denunciados será elevado”, diz ele.
Deflagrada no fim de março, a Operação decorreu de uma carta anônima entregue num envelope pardo à Polícia Federal. A Zelotes investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no país.
A suspeita é a de que quadrilhas atuavam junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, para reverter ou anular multas por sonegação fiscal
A entidade é um tribunal administrativo formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes (empresas) que julga hoje processos que chegam ao montante estratosférico de R$ 580 bilhões.
Nesse aspecto, vale comentar que o nível espantoso de sonegação de impostos no Brasil é responsável pela má qualidade dos serviços públicos e pela alta carga tributária. Como muitos sonegam, os impostos têm que ser mais altos para que quem não tem como fugir de pagá-los (como bancos e trabalhadores, que têm desconto dos impostos na folha de pagamento) pague a conta dos que têm.
Apesar disso, criou-se, no Brasil, um conceito absurdo – inaceitável em qualquer país civilizado – de que “sonegar não é crime”.
Esse conceito é verbalizado e escrito abertamente, de uma forma tão descarada que na manifestação contra o governo Dilma, no último domingo, vários manifestantes portavam cartazes pregando sonegação.
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Não se pode, no entanto, culpar cem por cento essas pessoas, já que o culto à sonegação é imenso, no Brasil.
Isso ocorre em nível tão alto que meliantes travestidos de “jornalistas” chegam a escrever artigos defendendo a sonegação, como no texto publicado no ano passado no site Jus Brasil que leva um título que reproduz a frase contida na imagem acima:
O artigo “Sonegar imposto é errado? Nem sempre. No Brasil, é legítima defesa”, foi escrito por um tal de Aluízio Couto. O autor faz uma defesa apaixonada da sonegação de impostos e chega a relatar que seus amigos sonegam porque não concordam em “ter o governo como sócio”.
Essa gente costuma se referir aos Estados Unidos como modelo a ser seguido. Se alguém escrevesse um artigo como esse por lá, no entanto, iria ver o sol nascer quadrado rapidinho.
O crime de sonegação fiscal, porém, deixa o de corrupção no chinelo. Deixa-se de recolher 500 bilhões de reais por ano aos cofres públicos, calcula o presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, Heráclio Camargo.
Já o custo anual médio da corrupção no Brasil, em valores de 2013, corresponde a 67 bilhões, informa José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, com base em cálculos recentes.
A Operação Zelotes, portanto, poderia tirar o Brasil do ajuste fiscal, se vingasse. Estima-se que envolve o montante sonegado de 19 bilhões de reais, muito mais do que o ajuste fiscal do governo, agora reduzido para cerca de 8 bilhões de reais.
O nome Zelotes vem do adjetivo zelote, referente àquele que finge ter zelo. O nome da Operação da PF faz alusão ao contraste entre a função dos conselheiros do Carf de resguardar os cofres públicos e os possíveis desvios que efetuaram.
À frente da investigação está o procurador do Ministério Público Federal Frederico Paiva. Recentemente, ele palestrou no seminário “O novo Carf: o que esperar do colegiado com as mudanças”. O evento foi promovido pela InterNews na quarta-feira (12/8), em São Paulo.
Paiva prega que os cerca de 200 conselheiros do Carf passem a ser remunerados e sejam servidores públicos concursados, já que ter conselheiros vinculados às empresas que não recebem nada para atuar no órgão seria a causa da corrupção.
Para entender o procurador, basta refletir sobre por que advogados e outros representantes de empresas trabalhariam de graça se não fosse para terem como dar “jeitinhos” nos processos de seus amigos e clientes – eles vendem “pedidos de vista”, por exemplo, por valores que vão de 50 a 300 mil reais; esses pedidos de vista interrompem a tramitação dos processos de cobrança de impostos sonegados.
Paiva confessou que inveja o tratamento que o juiz federal Sergio Moro tem dado aos pedidos dos membros do Ministério Público Federal paranaense na operação “lava jato”, já que só agora conseguiu fazer a investigação andar após ter conseguido a substituição de um juiz que estava “trancando o caso”.
O procurador ainda acusa a mídia de não se interessar por crimes contra a ordem pública que lesam muito mais o país do que a corrupção de políticos. Segundo Paiva, a mídia só se interessa por escândalos se envolverem certos políticos – ou seja, os do PT e seus aliados.
Contudo, o procurador conseguiu fazer o processo andar. Não estava andando por conta da atuação do juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília. Soares Leite rejeitou todos os pedidos de prisão temporária e quebras de sigilo dos investigados. O MPF, então, representou ao Conselho Nacional de Justiça e conseguiu substituir o juiz “engavetador” pela juíza Marianne Bezerra Sahtler Borré, quem Leite considera “dedicada” e na qual manifestou “confiança”.
Os casos mais consistentes, segundo o procurador, envolvem as empresas Rede Brasil Sul (RBS), Gerdau, Cimento Penha, Boston Negócios, JG.Rodrigues, café Irmãos Júlio, Mundial-Eberle, Ford, Mistubishi, Santander e Safra.
Eis uma boa razão para a investigação não andar, não é mesmo?
Algumas dessas empresas, porém, mantêm vínculos estreitos com grupos de mídia, sobretudo com a Globo.
O Grupo Gerdau, por exemplo, teria subornado conselheiros do Carf para cancelar multas no montante de incrível R$ 1,2 bilhão. O dono do negócio, Jorge Gerdau Johannpeter, é um dos financiadores do Instituto Millenium, criado em parceria com a Editora Abril e que vem tendo forte atuação política contra os governos do PT.
Já a RBS, que retransmite a programação da Globo no Sul do país, é acusada de pagar R$ 15 milhões em propinas para anular dívidas de mais de R$ 150 milhões de reais com a Receita Federal. Porém, os débitos totais da RBS chegam a R$ 672 milhões.
página do Grupo RBS na internet afirma que a empresa é “Uma das maiores empresas de comunicação multimídia do Brasil e maior afiliada da Rede Globo”.
Quando o grupo da família Sirotsky descobriu que estava sendo investigado pela Polícia Federal, em março, emitiu uma nota que, sem assinatura, seria confundida com as que políticos divulgam quando são flagrados em esquemas de corrupção:
Desde a manhã deste sábado, o Grupo RBS tem sido citado entre as empresas que estariam sendo investigadas na chamada Operação Zelotes. Essa notícia foi difundida inclusive por nossos veículos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, conforme os preceitos editoriais que regem nossa relação com o público.
A empresa divulgou a seguinte nota aos veículos que a procuraram: “A RBS desconhece o teor da investigação e nega qualquer irregularidade em suas relações com a Receita Federal”. Adicionalmente, a empresa transmite a todos os seus colaboradores e ao público a sua total tranquilidade quanto à lisura e à transparência dos procedimentos junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), bem como em todos os seus atos externos e internos em todas as áreas.
A RBS não foi procurada para fornecer qualquer informação sobre a suposta investigação e confia na atuação das instituições responsáveis pela apuração para o devido esclarecimento dos fatos, que, como sempre, seguirão tendo cobertura normal de nossos veículos
Poucos dias depois da emissão dessa nota, o presidente Executivo do grupo RBS, Duda Sirotsky, mudou um pouco a versão da empresa que dirige e fez um pedido “emocionado”:
A Receita Federal deve estar falando de uma operação que fizemos com a Telefônica, supostamente em 2011. Mas a RBS não agiu por mal. Nós apenas contratamos, inadvertidamente, um dos escritórios de advocacia hoje identificado como sendo de lobistas que subornavam conselheiros do Carf. Por favor, acreditem: eu não sabia de nada
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/08/operacao-zelotes-volta-a-andar-e-pode-atingir-a-globo/

DENUNCIADO POR CORRUPÇÃO, CUNHA DIZ QUE FICA

19.08.2015
Do portal BRASIL247

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Prestes a ser denunciado pela Procuradoria Geral da República por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta (19) que não pretende se afastar do comando da Casa mesmo após a oficialização da denúncia pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no processo da Lava Jato; “Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Estou absolutamente tranquilo e sereno com relação a isso”, disse; “Eu não misturo o meu papel de presidente da Casa com as eventuais situações que possam envolver a minha pessoa. Exercerei o meu papel de presidente da forma que, institucionalmente, eu tenho que exercer. Eu não faço papel de retaliação nem tomo atitudes por causa de atitudes dos outros”, completou

247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quarta-feira (19) que não pretende se afastar do comando da Casa mesmo se for denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no processo da Lava Jato.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ser denunciado por Janot ainda nesta semana, o presidente da Câmara disse que, caso isso venha a se confirmar, não haverá retaliação da parte dele na condução da casa legislativa.

“Eu não farei afastamento de nenhuma natureza. Vou continuar exatamente no exercício pelo qual eu fui eleito pela maioria da Casa. Estou absolutamente tranquilo e sereno com relação a isso”, disse Cunha em entrevista coletiva.

“Eu não misturo o meu papel de presidente da Casa com as eventuais situações que possam envolver a minha pessoa. Exercerei o meu papel de presidente da forma que, institucionalmente, eu tenho que exercer. Eu não faço papel de retaliação nem tomo atitudes por causa de atitudes dos outros”, complementou.

Cunha acrescentou ainda que não pretende usar o plenário para discursar em sua defesa. “Não farei jamais discurso em plenário com relação a nenhum assunto, não pretendo fazê-lo.”

A denúncia da PGR contra Cunha deverá ser feita com base em um dos depoimentos do ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo no acordo de delação premiada. Camargo disse que foi pressionado pelo peemedebista a pagar propina de US$ 10 milhões para que a Petrobras contratasse navios-sonda da Samsung. Do total do suborno, contou o delator, Cunha disse que era "merecedor" de US$ 5 milhões. O presidente da Câmara nega a denúncia.

O ex-consultor da Toyo Setal afirmou ao Ministério Público Federal que, sem ter recurso para pagar a propina exigida, Cunha o ameaçou com a apresentação de um requerimento na Câmara solicitando que os contratos dos navios-sonda fossem enviados ao Ministério de Minas e Energias e ao Tribunal de Contas da União (TCU).
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/193612/Denunciado-por-corrup%C3%A7%C3%A3o-Cunha-diz-que-fica.htm