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domingo, 16 de agosto de 2015

Ataques a Lula são tiro no pé da mídia

16.08.2015
Do blog O CAFEZINHO, 15.08.15

vinicius_com_lula

Primeiro: uma bomba contra o Instituto Lula, cujos estragos na porta de aço foram descritos por Merval Pereira como "buraquinho".

Segundo: a PF vaza uma conversa normal entre Lula e um diretor da Odebrecht, falando de artigos para jornal. E a mesma PF e a mídia tentam insinuar crimes.

Terceiro: a PF vaza para a Veja - logo quem - o sigilo bancário de Lula.

É um ataque atrás do outro!

E cada vez mais sórdidos!

Acredito, porém, que esses ataques correspondem a um estrondoso tiro que a mídia e seus braços golpistas dentro do Estado dão no próprio pé.

Perderam as estribeiras: estão se comportando como bandidos. 

Não respeitam mais nenhuma lei. 

Seria de bom tom que o nosso ministro da Justiça se pronunciasse duramente contra esse tipo de violências. 

Querem derrubar uma presidenta eleita através de chicanas.

O colunista da Globo, Merval Pereira, ofende profundamente todos os sindicalistas do Brasil ao dizer que estes querem montar um "sindicato de ladrões".

Ora, ladrões são vocês, Merval. Roubaram o país durante séculos! E agora, quando finalmente há condições para que investigações aconteçam, vocês manipulam o noticiário e instrumentalizam setores do Estado para transformá-las em conspirações políticas. 

Como o golpe murchou, esses vazamentos soam como iniciativas desesperadas.

Sobretudo, me parecem excessivamente truculentas até mesmo para um cidadão conservador.

Foi um erro político crasso.

Então é assim?

A vida de qualquer cidadão está sujeita a devassas, desde que este seja persona non-grata de grupos de mídia?

Com esse vazamento, os setores conspiradores da PF e da mídia perderam completamente o pouco respeito que talvez ainda conservavam. 

O custo de manterem essas farsas agora ficará cada vez mais alto. 

Francamente, eu não acreditava muito mais em Lula. Achava que era hora de investirmos em novas lideranças. A perseguição, porém, ao ex-presidente, ao contrário do que pretende a mídia, reforçará a sua mística.

A indignação contra essa sordidez faz com que um enorme contingente de cidadãos de bem, que são contra esse tipo de bandidagem da PF e da mídia, se aproximem novamente de Lula.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/08/15/ataques-a-lula-sao-tiro-no-pe-da-midia/

O abuso de poder nos grampos da PF, a covardia de Cardozo, e o inútil ataque a Lula

16.08.2015
Do blog TIJOLAÇO, 14.08.15
Por Fernando Brito

arapong


A escuta telefônica, legalmente autorizada, não abrange a violação da intimidade de terceiros, salvo estes estejam, nos contatos com aquele que foi “grampeado”, combinando ilícitos ou se referindo a informações relativas à produção de provas.

Fora isso, é uma violação indevida e criminosa e é isso que a Polícia Federal está fazendo ao vazar para o Estadão que o ex-presidente  Lula teria conversado duas vezes com um dirigente da Odebrecht ao telefone.

Aliás, a própria data dos telefonemas, 15 de junho passado, mostra que, ainda que houvesse algo a ocultar nas conversas, ninguém seria imbecil de, a esta altura, sabendo da síndrome de Gestapo que se apossou de alguns policiais – sob a completa passividade do inservível Ministro da Justíça, José Eduardo Cardozo –  falar de assuntos capciosos ao telefone, se existissem e devessem ser tratados.

E do que falavam Lula e o empresário, segundo o relatório dos arapongas federais curitibanos? De um artigo de Delfim Netto, que você pode ler aqui, defendendo o BNDES e do elogio feito pelo velho Emílio Odebrecht a uma nota publicada três dias antes pelo Instituto Lula, rebatendo acusações feitas pela Veja sobre seus contratos para palestras.

Onde está o ilícito, a suspeita, a conexão com qualquer crime dos que estejam sendo apurados?
Falar de eventos e opiniões públicas e publicadas é indício de crime?

Desde quando qualquer pessoa é proibida ou suspeita por conversar com outra, igualmente livre e em pleno gozo de seus direitos?

Comentar o artigo de Delfim Netto, a nota publicada três dias antes, o desempenho do Corinthians ou qualquer outro assunto é totalmente legítimo e se, por acaso, foi testemunhado pelos grampeadores, não poderia ter sido sequer objeto de registro em relatórios que, adiante, serão tornados públicos,  como não poderiam ser quaisquer outros diálogos não relativos a fatos criminosos.

Isso é apenas o resultado de uma completa indisciplina na Polícia Federal: o delegado que vazou os tais “grampos”, Eduardo Mauat da Silva, já atacou o próprio Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, sem que houvesse providências.

Vazam-se investigações, escutas, agentes treinam tiro ao alvo em caricaturas da Presidente e não acontece nada.

Ou melhor. Acontece, sim: está evidente que não têm nada contra Lula, a não ser a vontade imensa de envolvê-lo, seja como for, em suspeitas e desmoralização.

Estamos diante de uma espécie de distorção que gera uma Polícia de Estado sui-generis. Enquanto a Gestapo, a Statsi, a KGB, a Pide, a Dina chilena praticavam toda a sorte de abusos para “proteger” governantes, a nossa, aqui, faz o mesmo, só que para atacá-los.

Como o Ministro da Justiça não cumpre seu dever de fiador da disciplina e da legalidade da ação policial e o Dr. Sérgio Moro e o esquadrão de promotores do Paraná os açula e acoberta – aos arapongas – nestes absurdos, vamos chegando a este estado policial festejado pela mídia.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=28942

Onde foi que a direita golpista perdeu o bonde?

16.08.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Miguel do Rosário
folha
(Crédito foto: Avener Prado/Folha Press)

Muito interessante esse artigo. Ajuda a explicar um pouco o recuo do sistema oligárquico diante do golpe. É que ele sentiu que ainda não ocupou suficientemente o Estado e a sociedade, e, portanto, para sustentar um regime não legitimado pelas urnas, precisaria apelar para a violência e a censura, instrumentos que o desmoralizaria.
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Quando a direita golpista encontra o Estado ampliado, por Ion de Andrade

Por Ion de Andrade, no Jornal GGN.
DOM, 16/08/2015 – 08:22

Gramsci em sua elaboração sobre a revolução no Ocidente sinalizou nos anos 30 que a presença da Sociedade Civil nos Estados ocidentais condicionaria uma revolução longa, pois essa Sociedade Civil, entendida como uma densa rede de trincheiras, alicerçava a supremacia burguesa sobre o consenso e não sobre a força. A robusta Sociedade Civil dos Estados ocidentais impediria, portanto, qualquer sonho de solução explosiva à esquerda capaz de varrer, por um ato de força, tal poderio burguês sobre o Estado.

Esse raciocínio cristalino, embora hoje já insuficiente, conforme comentei no artigo “A via brasileira e a Crise do paradigma gramsciano” ainda não foi devidamente apreendido pela direita tupiniquim de matriz golpista, que crê que em qualquer circunstância histórica, pode golpear impunemente soberania popular.

A falta de cultura política faz essa direita entender o poder político como uma espécie trono que, se for tomado, passa a ordenar de forma legítima e completa todo o ordenamento social que deve, a partir de então, curvar-se aos novos senhores. Uma burrice colossal.

O Estado de direito regula uma guerra, permitindo, por meio de instituições cuja legitimidade decorre do voto, a formação de condições mínimas para o exercício do governo e da oposição, que, apesar de minoritária, é possuidora de direitos e prerrogativas inalienáveis. Em torno desse Estado há a tal rede de trincheiras que é a Sociedade Civil que sustenta o próprio arcabouço estatal.

Pelo lado do campo autoritário e atualmente golpista poderíamos citar, como instâncias típicas da Sociedade Civil, a grande mídia, os sindicatos patronais, as grandes corporações profissionais da elite, (magistrados, médicos, dentre outras), os partidos conservadores, as organizações sociais de direita e de extrema direita. No campo democrático poderiam ser citadas instituições como a OAB, a ABI, a CNBB, as Cenrais Sindicais, os diversos sindicatos de trabalhadores dentre os quais petroleiros, bancários, metalúrgicos, professores, o MST, os demais inúmeros movimentos sociais, os partidos do campo democrático, dentre outros… [os blogs, por exemplo].

A cassação do mandato de Dilma, seja qual fosse a capa de legitimidade paraguaia, mergulharia o país numa longa crise de governabilidade sem remédio até que a normalidade institucional, o Estado de direito, estivesse novamente recomposto.

O conflito aberto eclodiria levando o país a um cenário imprevisível e catastrófico.

A direita armou o bote e depois, despertada sabe-se lá por qual conjunto de variáveis premonitórias, reconheceu que teria um preço a pagar.

O peso gravitacional das variáveis que vieram à luz do dia, (manifestações patronais, resistências anunciadas dos movimentos sociais, risco econômico, etc) não me parece suficiente, aliás, para justificar tamanho e tão largo recuo da complexa e cara estratégia golpista montada há meses. Num movimento concertado TODOS os setores golpistas recuaram. Difícil de entender com o que sabemos.

É como se estivesse faltando alguma variável de peso maior capaz de tornar mais inteligível o recuo em curso. Será que a prisão do Almirante Othon precipitou de uma vez a ruptura formal da aliança que os golpistas tinham como certa com as Forças Armadas?

Seja como for, 31 anos depois do fim da ditadura, enlutada e tangida, a direita vai sendo novamente obrigada a conformar-se, e já não era sem tempo, aos ditames do Estado de direito.

O luto é justo. O Estado de direito não é opcional, é obrigatório e é, além disto, a arena históric na qual a cidadania e os trabalhadores construirão vida digna, autoconfiança e emancipação.

A crise atual testou os limites das ambições golpistas e a capacidade de resistência da democracia brasileira.

A guerra segue adiante e sem quartel, mas, ao que parece, as instituições passaram no teste de stress.

O teatro macabro se encerra com o ato do dia 16 que passa a figurar como o gran finale e não mais como o preparador de um golpe a ser perpetrado pelo TCU/Câmara Federal com a rejeição das contas do governo de 2014 ou via TSE com a abertura de um processo de revisão das contas de campanha da presidenta, já aprovadas por unanimidade.

Do lado de cá, no dia 20, a nossa manifestação deve ser a festa cívica de uma nação que se levantou, é crítica ao governo, mas não aceita perder as conquistas democráticas, nem viver novo ciclo autoritário e entreguista.

Festa de bodas a do dia 20 tem que ser grande. Bodas democráticas.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=28974

'Não-vai-ter-golpe.' Entendeu?

16.08.2015
Do portal da Agência Carta Maior
PorPaulo Endo*, especial para os Jornalista Livres 
Impeachment e renúncia não podem ser nem pleiteados e nem reivindicados a não ser implodindo a jovem democracia brasileira que mal chega aos seu 30 anos.
 
Roberto Stuckert Filho / PR
Desde pelo menos o início da década de oitenta, milhões no Brasil sonhavam com a democracia que já acenava no horizonte de um governo civil-militar que dava seus últimos suspiros.
 
A luta de muitos cujas vidas foram devassadas, atormentadas e destruídas enquanto lutavam contra o golpe de 64 e, depois, pela conquista da democracia no Brasil, foram e são testemunho dessa transição lenta e inconclusa que germinou esperanças, provocou canções, espetáculos de teatro, obras de arte, deu guarida à indignação de trabalhadores, incitou intelectuais e acadêmicos a saírem de suas cadeiras e gabinetes, instruiu políticos a defenderem uma pauta republicana e amadureceu estudantes.
 
Uma nova ética foi inaugurada no Brasil, que muitos ainda chamam de princípios da esquerda. Nessa pauta se incluem principalmente o combate sem tréguas às iniquidades que fundam a nação brasileira e, mais tarde, a luta pelo alinhamento entre o estado democrático de direito e os direitos humanos no país.
 
Iludidos ou não, muitos que engrossaram tais fileiras plantavam no Partido dos Trabalhadores as melhores esperanças e talvez –secretamente—a revolução tão aguardada, que ocorreria por vias institucionais e eleições livres e justas.
 
Mais de 12 anos depois das primeiras eleições presidenciais, o Partido dos Trabalhadores chegaria ao poder, e essa foi uma conquista de parte da sociedade brasileira e dos muitos que lutavam e lutam por um Brasil republicano.
 
O PT no poder surpreendeu e decepcionou, foi corajoso e covarde, foi republicano e autoritário, condenou corruptos e se corrompeu, acertou e errou.
 
A despeito do que pesa mais na balança nesse momento e destacado pelas análises sérias desse período -que hoje são a minoria sobre esses últimos quase 13 anos - o PT foi e é um partido que hoje se encontra no poder há mais de 12 anos, e que desde 2002 vem sendo reconduzido ao Planalto, sucessivamente, pelo cidadão que compareceu às urnas a cada nova eleição. Dessa trajetória, o que podemos afirmar é que o PT soube esperar.
 
Soube aguardar a democracia, soube aguardar as eleições. Soube perder para Collor de Melo em 1989, para Fernando Henrique em 1994 e 1998 e se preparou para as eleições nos anos vindouros e venceu. O PT - com todos os seus erros e problemas que são muitos - , e cortando na própria carne, é o governo que mais apurou (e permitiu apurar) irregularidades, mazelas e corrupções de toda espécie, incluindo as de pessoas importantes do empresariado, da classe política e de seu próprio partido e governo. Jamais se viu tantas figuras ilustres das elites financeiras e políticas no banco dos réus, investigadas e sob suspeita.
 
Como efeito e decorrência disso, os poderes judiciário e legislativo autônomos permitem uma das oposições mais críticas e francamente opositoras ao governo da história do país e tais lideranças dos poderes instituídos trabalham, para o bem e para o mal, segundo o regimento atual das câmaras legislativas.
 
Os atuais líderes da câmara e do senado foram, também eles, duas vezes eleitos, primeiro pelos cidadãos brasileiros e, depois, para assumirem as respectivas presidências da câmara e do senado, pelos seus pares, igualmente eleitos pelo voto popular e, enquanto cumprirem o regimento e o decoro, será difícil acusá-los de irregularidades do ponto de vista do exercício de suas funções.
 
Entretanto, nesse embate e nessa crise política que se aprofunda, mas que historicamente sempre existiu no país, há uma verdade inconteste que precisa ser repetida, alertada, denunciada: há hoje no Brasil um golpe de Estado a caminho. Um golpe que inclui e é efeito das oligárquicas concessões de rádio e TV - que o governo foi incapaz de apurar e redistribuir de forma mais representativa e equânime - e das negociações políticas e fraturas ideológicas às quais o Partido dos Trabalhadores muito rapidamente cedeu, estabelecendo ligações partidárias com o principal objetivo de se preservar no poder.
 
Às tendências hegemônicas do PT parece nunca ter ocorrido que a fidelidade às suas bases é o que o levou e o levaria ao poder novamente, quantas vezes fosse possível e necessário, desde que o partido tivesse o que dizer e a quem convencer, e desde que tivesse quem se dispusesse a fazer isso (seus militantes e simpatizantes) em nome das bandeiras que historicamente carregava.
 
O PT envergonhou o que no Brasil denominamos de princípios fundamentais e inegociáveis das esquerdas, aqueles que orientam na luta contra a assimetria de poder político e econômico no Brasil - e hoje, quem diria, o PT tem receio das manifestações de rua; seja por ser hostilizado por elas, seja por temer o risco de ver seu apoio muito reduzido e alquebrado.
 
O partido então enfrenta a sua mais importante crise, desde sua fundação, e deve enfrentá-la com dignidade.
 
Mas o que o PT, seus eleitores do passado e do presente, e todos os partidos e cidadãos que se auto denominam democráticos ou republicanos não podem aceitar é o golpismo, que pretende a alternância de poder à força e sem sustentação e que quer arrancar do poder executivo um partido que chegou a ele respeitando todos os preceitos da democracia representativa, persuadindo eleitores, e não por efeito de conflitos armados ou de pressões por renúncia ou impeachment sem circunstância e fundamento.
 
Impeachment e renúncia não podem ser nem pleiteados e nem reivindicados a não ser implodindo a jovem democracia brasileira que mal chega aos seu 30 anos.
 
Para as ruas devem ir agora e depois não apenas os petistas e os apoiadores do PT, hoje em menor número do que no passado, mas todos aqueles que lutaram para que partidos nascidos na democracia chegassem ao poder; porque democracia significa também a maturidade de aceitar a derrota e se preparar para novos pleitos.
 
Sem isso os regimes não passam de pseudodemocracias, simulacros de falso republicanismo. E é evidente que diante do golpismo que se articula e organiza, o país necessitará da mesma energia e as mesmas virtudes que o reconduziram à democracia em 1985.
 
Uma enérgica e contundente reação “nas escolas, nas ruas, campos e construções” contra o golpismo branco, que desmerece as últimas eleições e quer atropelar o tempo institucional que regula o voto, será urgente e necessária.
 
Sem o respeito às decisões colhidas de eleições democraticamente instituídas e geridas, a pátria estará não apenas dividida, mas inteiramente afogada no ideário: se não ganho, não vale. E daí por diante a situação será imprevisível.
 
Se o golpe se deflagra, a autorização para que resultados colhidos das urnas sejam desmerecidos e não reconhecidos no futuro terá sido dado.
 
Quem disse que o impeachment ou a renúncia da atual presidente encerraria a crise política?
 
Quem disse que outros milhões de brasileiros que no passado votaram em Lula e Dilma aceitarão passivos Aécios, Cunhas e quem mais vier, se empurrados goela abaixo, deslegitimando o voto conquistado historicamente com sangue, suor e lágrimas por grande parte da população brasileira?
 
Como disse Renato Meirelles, presidente do Data Popular, em entrevista ao “El País”, a insatisfação com o governo não quer dizer desejo de que a presidente saia. Pode, inclusive, também expressar o desejo de que melhore. Para que, ao final do mandato, ela venha a fazer jus aos votos confiados a ela.
 
Creio que para aqueles que levaram os membros do poder executivo e do legislativo ao poder pelas urnas e pelo voto a notícia deve ser emitida clara e limpidamente e sem hesitação: Não vai ter golpe!
 
Respeitem o voto conquistado e que ainda rege nossa claudicante democracia.
 
Mas se o golpe vier, isso não resultará num fim pacificador, ao contrário, convocará o início de reações e conflitos que podem vir a ser incontroláveis e cujo desfecho será imprevisível. Se o respeito ao voto do cidadão for desfeito, a cada um não restará muito mais do que agir por conta própria, num país onde as posições de consenso e as instituições são, constantemente, ridicularizadas e lançadas à lata do lixo.
 
Caberá sempre ao eleitor decidir e reavaliar seu voto na próxima vez em que estiver diante das urnas. O sequestro do voto é um atentado grave à cidadania e aos cidadãos, num país em que o futuro da democracia ainda é totalmente incerto e nebuloso.
 
Apertar o botão verde nas próximas eleições será o efeito de um sistema eleitoral que se moderniza e se consolida, e que se tornou tão propalado mundo afora, ou não será muito diferente de um vídeo game inútil e risível em que é sempre possível recomeçar o jogo do início diante da derrota.
 
Paulo Endo* é psicanalista, professor da Pós Graduação em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades e do Instituto de Psicologia, ambos da USP, membro da Cátedra UNESCO de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância da USP.
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2F-Nao-u213vai-ter-golpe-Entendeu-%2F4%2F34251

Gentili, Caiado e os 'bandidos frouxos'

16.08.2015
Do portal da AGÊNCIA CARTA MAIOR,14.08.15 
Por Altamiro Borges, em seu blog

O Instituto Lula anunciou que solicitará na justiça explicações a Danilo Gentili, que afirmou que que a bomba lançada no instituto foi forjada pelo PT.

reproduçãoO Instituto Lula não está mais disposto a aceitar as calúnias e difamações difundidas diariamente pela mídia "privada" - nos dois sentidos da palavra. De forma ágil e bem fundamentada, a entidade decidiu acionar a Justiça contra qualquer ataque leviano. Nesta quinta-feira (13), ela anunciou que solicitará explicações ao "humorista" Danilo Gentili, do SBT, que afirmou que a bomba lançada contra a sede do instituto foi "forjado". Outras veículos e políticos também estão sendo processados. O caso mais patético é do senador Ronaldo Caiado, líder do DEM, que acusou Lula de ser "um bandido frouxo". Com medo das represália, o valentão ruralista já ensaia um recuo - coisa típica de "bandido frouxo".
No caso do "humorista" Danilo Gentili, um reacionário convicto e recalcado, a ação do Instituto Lula poderá resultar em duras punições. Vale conferir a nota à imprensa da entidade:
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Instituto Lula pede explicações a Danilo Gentili perante a Justiça
O Instituto Lula protocolou, nesta quinta-feira (13), um pedido de interpelação judicial contra o apresentador de TV Danilo Gentili. Em seu perfil pessoal no Twitter, o pretenso comediante ironizou o ataque a bomba sofrido pelo Instituto no fim de julho ao afirmar que o atentado teria sido “forjado” para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se “fizesse de vítima”.
Gentili concluiu sua fala grosseira com a afirmação de que o resultado do ataque teria sido que as pessoas lamentarem o fato de a bomba não ter atingido o ex-presidente. Há duas semanas, a Polícia Civil investiga o atentado, ainda sem resultados.
A interpelação judicial é um procedimento anterior à ação judicial, com o objetivo de oferecer a Gentili a oportunidade de explicar suas palavras, provar suas afirmações ou se retratar. Os advogados do Instituto apresentaram seis perguntas que gostariam de ver respondidas por ele:
- A conta @DaniloGentili pertence ao suposto humorista?
- O comentário publicado nesse perfil é de autoria de Gentili?
- Mais alguém participou da elaboração desse comentário?
- Gentili tem algum elemento de prova de que o atentado ao Instituto teria sido forjado? Se sim, qual?
- Qual foi a intenção de dizer que o atentado foi forjado?
- Gentili confirma o comentário ou gostaria de se retratar?
A partir da resposta do apresentador serão avaliadas as possibilidades de processo cível ou criminal contra Gentili.
José Chrispiniano e Gabriella Gualberto - Assessoria de Imprensa do Instituto Lula


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Na semana passada, a entidade já havia ingressado com três queixas-crimes contra caluniadores. "O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, abriram três queixas-crime contra autores de calúnias contra eles. Os alvos das medidas judiciais são o deputado federal Domingos Sávio (PSDB-MG), o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani (PSDB), e os repórteres da revista 'Veja' responsáveis pela reportagem de capa da edição de 25 de julho passado", informou o Instituto Lula em nota publicada em 6 de agosto, que detalhou as ações judiciais: 

"O ex-presidente é autor de queixa-crime contra Robson Bonin e Adriano Ceolin, repórteres de 'Veja'. Eles são autores das reportagens de capa da edição nº 2436 da revista, em que pretensa reportagem afirma que uma delação premiada estaria próxima de envolver Lula na Operação Lava Jato. Aquele que seria o autor da delação, o empreiteiro Leo Pinheiro, negou integralmente as informações no mesmo dia da publicação de 'Veja' por meio de nota de seus advogados, e o texto não expôs nenhuma evidência concreta para sustentar as afirmações difamatórias que publicou e divulgou com grande estardalhaço por meio de publicidade física e nas redes sociais".

Já em relação ao deputado, a ação se refere às mentiras do tucano em entrevista ao programa de rádio "Bom dia Divinópolis", em fevereiro de 2015. Na ocasião, Domingos Sávio afirmou que o filho do ex-presidente enriqueceu de maneira ilícita e possui fazendas. A decisão de mover a ação penal foi tomada depois que o parlamentar teve oportunidade de se retratar perante o Supremo Tribunal Federal (STF), mas preferiu insistir em divulgar mentiras contra o filho de Lula. Já o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani, publicou mentiras em sua página no Facebook, afirmando que o BNDES "financia a Frioboi, que pertence ao Lulinha, e paga cachês milionários para o ator Tony Ramos para vender em rede nacional sua carne financiada com recursos de saúde educação".

A conferir como irão se comportar Danilo Gentili e os bravateiros tucanos. Será que eles seguirão o exemplo do valentão Ronaldo Caiado. Segundo o blog "Diário do Centro do Mundo", o ruralistas do DEM já ensaia um recuo temendo as consequências das suas calúnias. "Caiado chamou Lula de 'bandido frouxo'. Lula foi à Justiça. Caiado terá que se explicar num processo no STF cujo relator é Fachin. Ao jornalista Lauro Jardim, da Veja, ele disse qual vai ser sua linha de argumentação. Tente encontrar alguma explicação para o 'bandido frouxo'. Não há nenhuma. É um caso clássico em que a resposta não tem nada a ver com a pergunta. Eis o que afirmou Caiado a Lauro Jardim:

"Saí em defesa dos manifestantes que se preparavam a ir às ruas no dia 15 de março. Vou exercer o meu direito de defesa e reiterar o que sempre disse: como um dos líderes da oposição no Senado Federal não admitirei qualquer tentativa de intimidação do cidadão brasileiro ao seu direito de se manifestar por movimentos supostamente sociais ou milícias ligadas ao PT". O que tudo isso tem a ver com "bandido frouxo"? O argumento de Caiado faria sentido apenas caso o relator de seu processo fosse Gilmar Mendes".
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Gentili-Caiado-e-os-bandidos-frouxos-/4/34249

Jornal nacional quebrou a Globo

16.08.2015
Do blog CONVERSA AFIADA,
Por Paulo Henrique Amorim

A Globo colhe o que excreta.



É do conhecimento do mundo mineral – diria o Mino Carta – que um dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – foi a Brasília e mandou acabar com o furdunço do Golpe.

Como dizia o Vasco, isso dá “justa causa”, Ataulpho Merval (ver no ABC do C Af).

A advertência do filho do Roberto Marinho, em si mesma, pesa muito menos que a do presidente do Bradesco, o Luiz Carlos Trabuco, que também tinha mandado acabar com o furdunço do Golpe.

Mas, sabe como é, a Globo ainda mete medo (sobretudo em petista…).

A única coisa que presta no estadão, em comatoso estado, é uma listinha semanal com a media das audiências da televisão aberta.

(O ansioso blogueiro se exime de mencionar a espetacular audiência do programa em que trabalha, na Record…)

Mas, veja, amigo navegante, a situação da Globo, nessa listinha de hoje, 16/08, com os três programas de maior audiência da casa, na praça de São Paulo:

- Babilônia – 26 pontos (um fracasso retumbante);

- I love Paraisópolis – 24 pontos (não paga as contas);

- SPTV – 2ª Edição – 23 pontos.

O que significa:

1) que o Fintástico dá menos de 23 (na verdade, está na região Norte da casa dos dez);

e 2) que o jornal nacional dá menos de 23 (na verdade, se aproxima vertiginosamente da casa dos dez, o que não paga as contas dos maquiadores do Bonner).

Portanto, o jornal nacional só serve pra botar medo em petista e lustrar o imenso EGO do Juiz da Vara de Guantánamo.

Uma das muitas razões da decadência irremediável do jornal nacional é que ele passou a ser feito na editoria “o Brasil é uma m…”.

O Brasil do jornal nacional (sic) é sujo, fétido, corrupto, mal acabado, incompleto, incompetente, habitado por seres de inferior extração genética e moral.

Como se sabe, quem manda no jornal nacional é o Gilberto Freire com “i” (também no ABC do C Af).

É ele quem decide sobre o que fazer, quem entrevistar e quem e o que esculhambar, destruir, menosprezar, perseguir, julgar e condenar.

O Bonner decide sobre o que não tem importância.

Acima do Freire paira o patrão.

Mas, o patrão de hoje não é o Roberto Marinho (no livro se encontra análise pormenorizada do estilo de administração, ontem e hoje, na Globo).

O que fez de Freire o mais poderoso diretor de jornalismo da casa (o ansioso blogueiro conviveu com os antecessores e tem como comparar).

Por isso, o Freire e o jornal nacional quebraram a Globo.

Exagero, amigo navegante ?

Veja o que está na Fel-lha (no ABC do C Af), outra organização à beira do inevitável colapso:

Grupo Globo pediu moderação a políticos

(…)

Conforme relatos obtidos pela Folha (…) , Marinho manifestou em todos os encontros preocupação com a situação econômica, mencionando a queda acentuada (sic) do faturamento dos grupos de mídia e de outros setores da economia.

(…)

A Fel-lha descobriu a pólvora, o que o Vasco já tinha observado e o DCM também: a Globo está de pires na mão.

E foi a Brasília conversar com três ministros que morrem de medo da Globo – entre eles, o bravo General Assis Oliva (no ABC do C Af).

Por que a Globo desceu do trono e se rebaixa tanto ?

Entre outras razões, porque ajudou a espalhar o odor da editoria “o Brasil é uma m…” !

Ela é vítima do que excreta.

Vinte e quatro horas por dia, sete dias na semana, 365 dias por ano, do Mau Dia Brasil àquele jornal que não tem hora para entrar, o da madrugada, na GloboNews, das suaves apresentadoras e âncoras do Entre Caspas … – é uma organização inteira dedicada à produção de massa fétida.

E querem que o anunciante vá lá pagar um preço de tabela de quando jornal nacional dava 50 pontos e o Fintástico outros 50 …

Acham que os anunciantes são uns parvos.

Apesar da criminosa pratica do Bônus por Volume, que foi condenada pelo Supremo no mensalão (o do PT, porque o do PSDB se esvaiu com a credibilidade do jn), mas, na Globo, é santo, imaculado.

Com BV e tudo, “a queda acentuada do faturamento dos grupos de mídia” acabou por atingir a Globo mortalmente.

Os ministros petistas devem estar consternados.

Se depender deles, a Globo continuará a encher o saco de publicidade governamental.

Mas, nem assim.

Porque a qualquer hora vem aí uma CPI para esmiuçar o que o Governo faz com o dinheiro que aplica na Globo: compra o jornal nacional com 50 pontos de audiência, e recebe 20 ?

Cuidado, isso é dinheiro do povo !

Olha o Moro aí !

Em tempo: esse Bessinha …​


Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2015/08/16/jornal-nacional-quebrou-a-globo/