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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Corrupção na luta contra a corrupção: a fraude do protesto anti-Dilma no Facebook

11.08.2015
Do blog DIARIO DO CENTRO DO MUNDO,06.08.15 
Por Kiko Nogueira

Dennis Heiderich
Dennis Heiderich, criador do “evento”

Uma arapuca foi armada no Facebook com os métodos das milícias que pedem o impeachment: protestar contra a corrupção por meio de corrupção. Uma página contra Aécio Neves, criada em outubro do ano passado, se transformou na quinta, 6, em convocação para as manifestações de 16 de agosto.

Dennis disse à BBC que “mudou de opinião”. Simples assim. Aparentemente, em dois meses foi de alguém que criticava a turma que fala em “ditadura comunista” para convertido a uma “Direita que nasce para endireitar os rumos da nação”.

Segundo ele, tudo ficou realmente claro quando viu “toda a esquerda saindo nas ruas para protestar contra a redução da maioridade penal, chamando aqueles marginais de crianças”. 

Ele pensou, então: “Eu estou do lado errado, preciso sair daqui. Agora sou assumidamente de direita.”

É um fenômeno difícil de explicar. Pode ser que se esteja diante de um caso clínico. Hoje o rapaz campanha pela “família tradicional”, apoia Bolsonaro para presidente e é a favor da intervenção militar para tirar a “quadrilha” do poder. O que ele será amanhã?

Os internautas que se sentiram enganados com a mudança no Facebook não são problema dele. “Quis dizer para as pessoas: ‘Faça a mesma coisa, mude de ideia’. Por isso não desativei o evento. Só tive a ideia de trocar agora porque eu já tinha feito um trabalho de conscientização.”

Um dos que ajudaram Henrique a alterar a natureza da publicação no FB na rede foi Mauro Sanders.

“Em nome de todos aqueles enganados pelas políticas esquerdistas, foi dado o troco na forma de pegadinha para vermos se quem apoia esse governo se sente um pouquinho como nós, trabalhadores honestos, já que a descoberta de milhões na conta de Dirceu ao mesmo tempo em que ele pedia vaquinha não foi o suficiente”, disse à Folha.
Henrique pode sofrer, eventualmente, de algum distúrbio. Talvez precise de ajuda da família.

Já seu amigo Sanders, que acha normal ludibriar milhares em causa própria, sofre de doença mais grave, possivelmente incurável. Umberto Eco nunca esteve tão certo ao lembrar que as redes sociais dão o direito à palavra a uma legião de imbecis.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/corrupcao-na-luta-contra-a-corrupcao-a-fraude-do-protesto-anti-dilma-no-facebook-por-kiko-nogueira/

FHC, a oposição e o imponderável

11.08.2015
Do BLOG DO MIRO


Por Mauro Santayana, em seu blog:

Talvez influenciado pelo fato de estar sendo entrevistado por uma publicação estrangeira - em certos países e organismos multilaterais se conhece bem os avanços alcançados pelo Brasil nos últimos anos - o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, para a revista alemã Kapital, que a presidente Dilma Roussef é "honrada", e que o ex-presidente Lula é um líder "popular" cuja prisão, caso viesse a acontecer, poderia dividir o país. 

Foi o que bastou para que fosse imediatamente execrado pela parcela da opinião pública que ocupa, destilando bílis, os sites e portais mais reacionários - para dizer o mínimo - da internet brasileira. 

O que importa, não é saber - embora torçamos para que isso tenha ocorrido - se FHC foi sincero em suas considerações sobre a Presidente Dilma, e, sim, prestar atenção à verdadeira avalanche de estupidez que suscitaram suas palavras.

"Doido", "senil", "demente", "gagá", "caduco", "bipolar" - odioso, preconceituoso e covarde, o fascismo despreza e confunde a idade com fraqueza e costuma ser particularmente impiedoso com os mais velhos, as mulheres e as crianças - "doente de Alzheimer", e o já tradicional apelo do "morre de uma vez" (como fez o "sutil" internauta que atende por Paulo Votan, acima, no print que precede este texto) foram alguns dos epítetos lançados pela malta nos grandes portais da internet, contra o ex-presidente da República. 

Outros o acusaram de "pateta", "traidor", "idiota", "maconheiro", "THC"- lembrando sua defesa da descriminalização da Cannabis - e de "cara de pau", "sem-vergonha", e ladrão - acusando-o de estar "roubando também", ou de já ter se encontrado secretamente com Lula para conchavos.

E os mais "espertos", a serviço da nefasta "via alternativa", que espreita, como hiena, nos meandros da história, os países que se rendem aos que fomentam o caos e a cizânia, preferiram, como sempre, aproveitar a oportunidade para intensificar os ataques contra a democracia - "político é tudo lixo", "farinha do mesmo saco"; defender a violência: "é preciso amarrar a boca do saco", "matar todo mundo a paulada" e "jogar o saco no rio"; e propagar a teoria - esse é "esquerda caviar", "comunista enrustido" - da conspiração, segundo a qual PT e PSDB representariam, na verdade, duas faces da mesma moeda, da "tática da tesoura stalinista", de disfarçar parte da esquerda como direita; tomariam parte da estratégia de conquista da hegemonia, por meios pacíficos e "gramscianos", do poder, e atuariam seguindo os padrões do "marxismo cultural", como fantasiam, e pregam certas correntes da imbecilidade neo-direitista antinacional. Tudo isso coroado pelos pedidos de instalação no país de nova ditadura - agora com caráter "policial-jurídico-militar" - e os indefectíveis slogans da campanha - que já está no ar há muito tempo - de BOLSONARO 2018 para a Presidência da República.

Na página do ex-capitão do Exército, no Facebook, por exemplo - que, significativamente, já tem mais de 3 vezes o número de curtidas (1.5 milhão contra 450.000) que a página oficial de FHC, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso aparece como defensor das drogas ao lado do ex-presidente uruguaio José Mujica, em contraponto ao próprio Deputado Bolsonaro, que se destaca, convenientemente, à direita, ao lado da figura do Presidente da Indonésia - país que pune o tráfico com a pena de morte - Joko Vidodo (que é, na verdade, um fabricante e exportador de móveis) em uniforme militar. 

Em outras páginas - e cabeças - aparecem, como se fosse normal, propostas de que urnas eletrônicas passem a emitir recibo; de leis antiterroristas - para se emular gringos - de que se apresente o CPF antes de entrar na internet; de se identificar e eliminar, no nascimento, no futuro, bebês que tenham propensão criminosa; de se substituir o povo por "Deus" no parágrafo único do Artigo Primeiro, que define a fonte do poder do Estado no texto constitucional; de se punir com até 3 meses de prisão professores que abordem assuntos políticos na sala de aula; de se submeter as decisões do Supremo Tribunal Federal a igrejas, depois de já se ter aprovado a isenção de impostos para "repasses" a pastores, como se, em pleno século XXI, tivéssemos entrado em uma máquina que nos teletransportasse para um hospício, ou, de volta, no tempo, para mais ou menos 100 anos atrás.

Enquanto o setor de óleo e gás - de alta tecnologia - corre o risco de desmantelamento, a indústria naval é destruída, com o fechamento de vários estaleiros, a indústria de defesa se desarticula, com seus principais projetos sendo ameaçados, e as maiores empresas do Brasil são arrebentadas, milhares de seus fornecedores quebram, e se pretende impor a elas multas absurdas de bilhões de reais - para que não sobre pedra sobre pedra - eliminando-se milhares de empregos, brasileiros que fazem questão de ignorar que ainda somos - apesar de tudo - a oitava economia do mundo e o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, e que o nosso desemprego é de um terço de países como a Espanha, e nossa inflação a metade do que era há pouco mais que uma década, comemoram em grupos como o Direitas Já, Direita Brasil, Direita Conservadora, Direita Realista, Direita Política, Tradutores de Direita, Direita Forte, Rede da Direita Nacional, Canal de Direita, Professores de Direita, Direita Atual, Direita Ocidental, Extrema Direita Nacionalista Brasileira, Linhas Direitas, Jovens de Direita, Militantes de Direita, Garotas Direitas, Sou de Direita, Extrema-Direita, Direita Unida, Direita Única, Direita Blindada, Direita Conservadora, Direita Brasil, Rua Direita, Direita Nacional Brasileira, Vem pra Direita Brasil, Skins Direitista (sic) e dezenas de outras comunidades menores, os problemas do país, torcendo, muitas vezes abertamente, pela derrocada da Nação, a quebra do Estado de Direito e a inviabilização da economia e da governabilidade. 

É principalmente quando o tufão se aproxima, que é preciso escutar a voz da razão. 

A reação - nos dois sentidos - contra as declarações de Fernando Henrique Cardoso na internet é apenas a ponta do iceberg de um quadro claro, para o qual os setores mais influentes da sociedade brasileira ainda não acordaram - ou só estão começando - talvez tardiamente - a atentar. 

O PSDB corre grandes riscos se não souber corrigir o rumo de sua nau em meio à tempestade que ele mesmo ajudou a conjurar, e mesmo com o risco de perder o mandato, já existe quem esteja, como a Senadora Lúcia Vânia, de Goiás, tomando a decisão de abandonar esse barco no meio do caminho, alegando não acreditar em uma "oposição movida a ódio", e fazendo apelo a mais "equilíbrio e sensatez", diante da gravíssima situação política que está sendo enfrentada pelo país.

Ao embarcar na "direitização" da classe média, e endossar, de forma atravessada, indireta, e, eventualmente, interesseira, o discurso da exageração da crise, da criminalização dos políticos, da judicialização da política, e da repetição da irresponsável e continua multiplicação, à estratosfera, de cifras (da ordem de dezenas, centenas, de bilhões de reais) em pseudo prejuízos da corrupção que não correspondem aos fatos nem às provas efetivamente, inequivocamente, colhidas até agora, o PSDB - deixando-se seduzir pelas perspectivas do caos - está brincando de afagar as cabeças de Cérbero - o cão mitológico que guarda a saída - e a entrada de Hades - na ante-sala do inferno.

Mais importante do que se haverá ou não impeachment, do ponto de vista histórico, é o Brasil que ficará desse processo. 


A História avança em ciclos, e entre eles há aqueles que, depois de iniciados, dificilmente são detidos, e que cobram pesados tributos em atraso e em sangue, antes de que venham a se encerrar. 

É preciso que as lideranças do PSDB percebam - e há outras personalidades na legenda que foram lembradas - e muitas vezes virulentamente criticadas - nos ataques contra FHC na semana passada - que o imponderável é - por sua própria natureza - incontrolável e voraz. E que, ao abrir a porta para o desconhecido, o PSDB poderá não voltar ao poder em 2018.

Pelo contrário.

Existe uma grande chance de que venha a entregar o país - ou boa parte dele - ao fascismo. E de que venha a ser vitimado, mais cedo do que tarde, pelo fascismo, como ocorre com o PT.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/08/fhc-oposicao-e-o-imponderavel.html

Fernanda Lima e suas babás precisam entender que o mundo mudou.

11.08.2015
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 06.08.15
Por Marcos Sacramento

As babás de Fernanda Lima não se vestem de branco
As babás de Fernanda Lima não se vestem de branco
Em meio aos questionamentos se o post das babás da modelo Fernanda Lima no Instagram foi ou não racista há uma certeza: ou as “celebridades” aprendem que a democracia racial brasileira é uma balela ou continuam a levar pancadas na internet.
Ao publicar as fotos das funcionárias Angela e Tayane Dias, a modelo foi criticada por uma seguidora, que lembrou do peso histórico representado pela imagem das duas babás negras. “O mais triste desse país não é o fato de estarem vestidas de branco ou não, é o fato de sempre vermos pelo passado escravocrata esse tipo de foto, a sinhá branca falando ‘olha, minhas negras não vivem na senzala, são da casa’. Pode até tratar bem, mas infelizmente elas sempre serão as babás e a sinhá sempre será a boazinha, tipo Princesa Isabel. Um dia, neste, país ainda vamos ver os negros no poder e não só subalternos como essa foto”, escreveu.
Com a popularização das redes sociais, acabou o tempo em que insinuações racistas ou postagens reveladoras sobre as tensões raciais passavam despercebidas.
As críticas contra a campanha oportunista “Somos Todos Macacos”, o infeliz “blackface” de Michel Teló e o comentário grotesco de Fausto Silva a respeito do cabelo da dançarina da funkeira Anitta estão aí para comprovar.

Se fosse mais atenta, Fernanda Lima evitaria o post que elogia o estilo das funcionárias e se orgulha de que elas não usam uniforme branco, mas em vez disso agiu com ingenuidade, como se nunca tivesse se envolvido em uma polêmica de teor racista antes.
Em 2013, surgiram especulações de que o casal Lázaro Ramos e Camila Pitanga, cotado para apresentar o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, foi substituído por Fernanda Lima e e Rodrigo Hilbert.
Na época, a modelo manifestou sua indignação em um depoimento asséptico e despolitizado à jornalista Mônica Bergamo. “Eu sou funcionária, uma comunicadora. Fui convocada e como tal aceitei e vou fazer o meu trabalho. O que eu tenho a ver com isso? Só porque eu sou branquinha? Não discrimino ninguém. Também não levanto bandeiras. Simplesmente acho que a gente tem que ser respeitado, sem violência. Eu não alimento esse tipo de coisa”.
Quase dois anos depois, a modelo manteve o mesmo tom na resposta à internauta que a chamou de “Sinhá Fernanda”. “Querida, essas meninas são filhas de uma grande amiga e não trabalhavam. Quando tive meus meninos, liguei pra ela perguntando se elas queriam uma oportunidade de trabalho porque eu estava disposta a ensinar, já que saquei que, apesar de difícil, a profissão de babá pode ser muito rentável. Desde então elas convivem com nossa família, comemos na mesma mesa, conversamos e trocamos confidências como amigas e ainda as remunero muito bem. Sem queixas, nem crises por parte de ninguém”.
Como se dividir a mesa anulasse a hierarquia entre patroa e empregada e o abismo de oportunidades entre negras e brancas. Trabalhando há 24 anos como modelo, atriz e apresentadora, Fernanda Lima teria que ser muito distraída para não perceber a escassez de colegas negros.
Formada em jornalismo, provavelmente sabe que o biotipo dela e da maioria das companheiras de profissão não representa o fenótipo predominante dos brasileiros. O que talvez ela ainda não perceba é que o mundo está mudando em direção ao reconhecimento dos direitos das chamadas minorias. Piadas que antes faziam graça hoje são ofensivas, situações outrora vistas como naturais são passiveis de críticas e a internet amplificou a voz do cidadão comum, que não reluta em futucar os armários alheios em busca de esqueletos.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/fernanda-lima-e-suas-babas-precisam-entender-que-o-mundo-mudou-por-marcos-sacramento/

Nassif denuncia golpismo ilegal da Lava Jato

11.08.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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O penalista argentino, Raul Zaffaroni, estava certo: a Lava Jato não pode ser comparada a Operação Mãos Limpas, porque a Lava Jato é uma operação de golpe de Estado.
A Lava Jato pegou corruptos de verdade, e poderia ser usada para o bem, mas usou as delações de maneira criminosa, direcionando-as para um lado, manipulando-as, em alguns casos até mesmo distorcendo as palavras dos bandidos, e, sobretudo, promovendo vazamentos criteriosamente seletivos para os órgãos de imprensa histericamente partidários, como Veja, Estadão, Folha e Globo.
Até agora não foi explicado porque, às vésperas das eleições do ano passado, aconteceram apenas os vazamentos (inclusive vazamentos mentirosos, nos quais se distorceu as palavras dos delatores) que prejudicavam Dilma Rousseff, e todos os vazamentos que poderiam afetar Aécio Neves foram rigorosamente escondidos.
Os advogados dos delatores são indicados pelos próprios procuradores, o que é notoriamente um vício.
Primeiro foi aquela Beatriz Catta Preta, advogada de vários delatores, outra irregularidade.
O mesmo advogado para vários delatores aumenta exponencialmente o risco de delações forjadas, armadas, combinadas, em conluio com os próprios procuradores.
Depois do estranhíssimo caso de Catta Preta, que resolveu abandonar seus clientes e fugir para Miami, onde criou uma empresa, temos o caso de outro advogado suspeito.
O novo "campeão das delações premiadas", Marlus Arns, foi indicado pelos próprios procuradores e igualmente advoga simultaneamente para vários réus.
Trecho de reportagem publicada há alguns dias, na Folha, sobre a Lava Jato:
"Cria-se um relacionamento de confiança. Não tenho dúvida de que os próprios procuradores indicam advogados para fazer delação", afirmou um criminalista que também atua na Lava Jato."
Mais grave ainda: esse novo campeão das delações é parente do vice-governador do Paraná, que é do PSDB.
Conforme a Lava Jato avança, seus métodos se revelam cada vez mais ilegais.
O seu caráter linchatório e seletivo, em cumplicidade com uma mídia profundamente partidária, se acentua cada vez mais. Analisando um artigo de Joaquim Falcão, jurista do FGV que se tornou o novo ventríloquo da mídia, Luis Nassif destrincha outra série de irregularidades na operação conduzida pelos procuradores do Paraná.
O blogueiro menciona ainda, en passant, que os procuradores decidiram atacar o setor elétrico e nuclear logo após voltarem de uma estranhíssima viagem aos Estados Unidos, onde foram pedir às autoridades americanas apoio em sua cruzada contra empresas brasileiras.
Além de ser golpe de Estado, a Lava Jato ainda tem esse lado sinistro, de exalar um cheiro fortíssimo de intervenção imperialista.
Debilitou-se as grandes empresas nacionais de engenharia, para abrir espaço às estrangeiras, e Othon Pinheiro, o maior cientista nuclear brasileiro, um idoso de 77 anos, está sendo mantido preso sem provas, sob o peso de acusações absolutamente ridículas.
A última patacoada de Sergio Moro foi encontrar uma página na internet, e usar isso como motivo para manter encarcerado, ilegalmente, um heroi nacional.
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De como a Lava Jato cometeu crime de imprensa com a Veja
SEG, 03/08/2015 - 20:06
Por Luis Nassif, em seu blog.
Procuradores repassaram a Veja trechos da delação de Ricardo Pessoa antes de conferir sua veracidade.
O artigo na página de Opinião da Folha foi consagrador. “Lava Jato muda a Justiça e a advocacia”, de Joaquim Falcão (http://migre.me/r1khz).
O autor é professor de direito na FGV Direito e umbilicalmente ligado às Organizações Globo. Foi presidente da Fundação Roberto Marinho e um dos autores de uma biografia laudatória a Roberto Marinho.
Falcão discorre sobre os avanços ocorridos na cooperação internacional e tece loas á mudança de estilo das investigações. Diz que a nova geração de juízes, procuradores e delegados dá mais prioridade aos fatos que às doutrinas; têm mais pragmatismo e menos bacharelismo. E “valorizam a força das imagens que entram via Internet, televisão, lares e ruas, nos autos e tribunais” - seja lá o que a frase signifique.
Faz uma enfática defesa da “liberdade de imprensa” e afirma que os procuradores sabem se valer bem dela.
Falcão é um intimorato defensor da voz das ruas influenciando julgamentos.
A quais “doutrinas” bacharelescas Falcão se refere?
Talvez ao Artigo 20 do Código Civil:
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. (Vide ADIN 4815).
Talvez o artigo 21:
Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma. (Vide ADIN 4815)
Ou talvez o artigo 138 do Código Penal:
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
§ 1º - Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.
Provavelmente o Artigo 201 paragrafo 6 do Código de Processo Penal:
§ 6 - O juiz tomará as providências necessárias à preservação da intimidade, vida privada, honra e imagem do ofendido, podendo, inclusive, determinar o segredo de justiça em relação aos dados, depoimentos e outras informações constantes dos autos a seu respeito para evitar sua exposição a meios de comunicação.
Mas, segundo Joaquim Falcão, submeter-se às doutrinas pode ser sinal de falta de pragmatismo e excesso de bacharelismo.
Vamos analisar as belas palavras de Joaquim Falcão à luz de alguns fatos recentes, do assassinato de reputação de Valter Cardeal.
O técnico que é amigo de Dilma
Valter Cardeal tem 45 anos de setor elétrico, 30 como diretor, os últimos 13 como executivo do governo federal. Trouxe na biografia a participação no governo Alceu Collares, quando Dilma Rousseff era Secretária de Energia.
Essa ligação custou-lhe 13 anos de marcação cerrada, na qual levantaram apenas dois episódios contra ele. Mas deu-lhe o mérito de desenvolver um dos mais importantes programas sociais da era Lula, o programa Luz Para Todos.
O primeiro episódio, de um suposto envolvimento em escândalos na Eletrobras em 2010. A Polícia Federal captou uma escuta que, fora a linguagem coloquial, não tinha um indício sequer de atos irregulares. O caso acabou arquivado pelo Ministério Público Federal depois que o próprio TCU constatou a lisura do processo.
Outro caso foi de um diretor da Eletrobras que respondia a uma ação de improbidade. O problema não foi detectado nem pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e nem pela Polícia Federal. A ficha vinda da Justiça omitia a informação. Pelo fato de sua assinatura estar no processo de contratação, o Ministério Público Federal abriu uma ação contra ele. O sujeito que sofreu a ação de improbidade nada sofreu. Cardeal responde à ação até hoje.
As contratações no setor elétrico
Cardeal não trabalha em Angra 3, não integra sequer o conselho da Eletronuclear. Em princípio nada tem a ver com as obras de Angra 3. Na condição de diretor de geração da Eletrobras, tem a responsabilidade de acompanhar indiretamente o avanço financeiro e físico .com.com obra, já que a Eletronuclear é uma subsidiária.
O modelo de contratação do setor elétrico é totalmente diferente.com.com.com.com daquele que vigorava na Petrobras.
Fernando Henrique Cardoso tirou as amarras da Petrobras da Lei das Licitações, mas a empresa não desenvolveu normas de compliance para monitorar os processos decisórios. Diretores tinham autonomia para contratar até R$ 2 bilhões. Um diretor podia convocar as empresas, acertar o preço e contratar.
Na Eletrobras as contratações são submetidas à Lei 8666.
Na hora de licitar uma usina, a Eletrobras procede ao estudo de licenciamento ambiental, componente indígenas, questão social, o EVTE (Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica). Analisa o CAPEX (o total de investimentos) e o OPEX (o total a ser gasto na operação) para chegar ao preço da energia.
Esses estudos são apresentados à EPE (Empresa de Planejamento Energético) que analisa e faz ajustes pontuais. Ai vai para o TCU (Tribunal de Contas da União) que ajuda a estabelecer o preço final.
Terminado o processo, abre-se a licitação e a Eletrobras disputa o leilão de energia com outras empresas. Vencendo pelo critério do menor preço, o contrato é homologado pela ANEEL ou pelo poder concedente. E aí começa a correr o prazo.
A energia tem que ser entregue na data acertada em contrato. Tem que se calcular o período de construção, o da licença prévia, mais um período de licença de instalação de operação e, então, o início da geração comercial. Para entrar na licitação, a Eletrobras precisa assinar um pré-contrato com a empreiteira, para poder dar o lance final.
Há um embate permanente entre contratantes e contratados.
Se não entregar a energia no prazo combinado, a empresa terá que a adquirir no mercado à vista, a preços exorbitantes desde que a seca produziu desequilíbrios hidrológicos relevantes.
Sabendo disso, os empreiteiros fazem um jogo permanente. Mal começa a obra apelam aos chamados "claims" (cálculos de perdas em desvios contratuais). Contratam empresas especialistas para calcular perdas. Se uma fatura é atrasada por mais de 90 dias, têm direito de parar a obra. Se o contrato é por PU (Preço Unitário), aumentam a quantidade de unidades. Se Preço Global, sempre tratarão de identificar riscos geológicos maiores que os previstos. Começa um trabalho de procrastinar enquanto o calendário vai correndo.
As rixas com Ricardo Pessoa
Foi nesses embates que Cardeal conquistou um inimigo, Ricardo Pessoa, da UTC, apontado como coordenador informal do cartel de empreiteiras. Até governo FHC o cartel envolvia 13 empresas. Com a explosão de obras no governo Lula, passou a contar com 26.
Os trabalhos de Angra 3 são complexos. É uma usina antiga, totalmente analógica e teria que se terminar a construção com sistemas digitais modernos. Para tanto, teriam que contratar montagem eletromecânica.
O contrato estava andando quando, de repente, os preços originais de R$ 2,9 bilhões foram reajustados para R$ 3,3 bilhões.
Cardeal já tinha mais de 30 usinas nas costas e percebeu que o valor ficou alto demais. Com 1.450 MW, Belo Monte é maior que Itaipu e, para ela, a montagem foi contratada por R$ 1,2 bilhão.
A própria UTC integrava o consórcio contratado para Belo Monte e caiu fora porque não aceitou baixar o preço. Quando saiu do consórcio, foi admitida outra empresa e fechado o valor final de R$ 1,2 bilhão.
Logo em seguida a UTC apareceu em Angra 3 integrando um consórcio com a Camargo Correia e a Odebrechet. O preço já tinha sido adjudicado para o vencedor e publicado no Diário Oficial de forma relâmpago, com a aprovação da comissão de licitação.
Na hora de assinar o contrato, Cardeal recusou julgando o valor excessivo. O presidente da Eletronuclear, Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva temeu pelo atraso e alegou que nada poderiam fazer já que o orçamento havia sido aprovado no TCU e publicado no Diário Oficial.
Cardeal insistiu, estudou os contratos e descobriu uma cláusula que permitia uma redução de até 6% no valor da obra – que representava R$ 200 milhões – em caso de gestão compartilhada dos consórcios.
Pessoa alegou que a cláusula era opcional. Cardeal rebateu que poderia ser opcional para as empreiteiras, não para a Eletrobras. E solicitou que abrissem todos os custos. Vieram com os custos abertos e a proposta de redução de 3,94%. Cardeal bateu o pé nos 6% e venceu. Tentou ampliar mais, mas o contrato não permitia.
A vingança de Pessoa
Aí entra a Lava Jato.
Após a visita aos Estados Unidos, a força tarefa da Lava Jato decidir focar o setor elétrico. Pessoa foi pressionado a ampliar a delação para além da Petrobrás. E viu a oportunidade de enredar Cardeal em sua delação.
Antes de confirmar qualquer dado, o procurador Dalton Dalagnol liberou as declarações de Pessoa criminalizando Cardeal para a revista Veja, mesmo estando protegidas por sigilo.
A versão era de um amplo non sense.
Segundo a matéria fornecida a Veja, a Eletrobras teria pedido um desconto de 10% no valor cobrado pelo consórcio. Este teria aceitado um abatimento de 6%. Segundo o jornalismo de baixo nível da revista, “a diferença não resultou em economia para os cofres públicos” porque a diferença deveria ser doada para o PT.
Era óbvia a falta de nexo da matéria – e dos procuradores que passaram as informações.
Primeiro, o ineditismo de baixar o preço para cobrar propina. Mesmo que a tese fosse correta, não poderia ignorar que houve a redução de 6% na conta da Eletronuclear.
Além disso, pelas contas da Lava Jato, houve a transferência de R$ 7,5 milhões para a campanha do PT pela UTC. Ora, 4% do contrato equivaleriam a R$ 133 milhões. Como explicar essa desproporção entre a suposta delação de Pessoa e os valores apurados?
Se a força tarefa da Lava Jato se dispusesse a analisar documentos, antes de repassar a denúncia para revista Veja, poderia consultar a Carta Eletronuclear à Eletrobras de 7 de abril de 2014 (clique aqui para baixar os documentos de defsa de Cardeal).
Na carta informa-se de uma reunião de 25.02.2014 conduzida pelo Diretor de Operações da Eletrobras (Valter Cardeal) na qual os consórcios apresentaram proposta conjunta de desconto de 3,94%. “Declaram, entretanto, concordar em elevar esse desconto para 6%, valor previsto no Edital para a situação de acordo operacional entre os consórcios vencedores”.
Cardeal tentou ampliar o desconto, mas não conseguiu.
A ata é conclusiva: “A Eletrobras Eletronuclear entende como louvável qualquer esforço na direção de conseguir menores preços para os empreendimentos e não temos a menor dúvida que este mesmo entendimento vem norteando a motivação do Dr. Valter Cardeal”.
Mesmo assim, apresentava 6 circunstâncias para concluir o processo licitatório. Alegava que poucos processos licitatórios haviam sido tão examinados como aquele. A postergação da assinatura dos contratos de montagem impactava diretamente o cronograma de conclusão.
Outro documento, de 26 de março de 2014, comprova que o consórcio propunha uma redução de apenas 3,94% no valor final do contrato.
No Estadão de ontem (http://migre.me/r1jJn), trechos de e-mails recolhidos do consórcio tratam Cardeal como “Eclesiástico” e “Sua Santidade” e informam que ele questionou a Eletronuclear sobre os preços cobrados.
De que adiantou? O rosto de Cardeal e a pecha de criminoso circularam por revistas do porte da Veja e , esta semana, da IstoÉ.
O excesso de pragmatismo
Voltemos à apologia de Joaquim Falcão aos métodos mais afeitos aos fatos do que à doutrina, de procuradores que sabem aproveitar a liberdade de imprensa.
Numa ponta tinha-se o líder de um cartel, Ricardo Pessoal, réu confesso, e uma revista – a Veja – até recentemente associada a uma organização criminosa, de Carlinhos Cachoeira. Veja participou ativamente das manobras para anular a Operação Satiagraha, divulgando informações falsas, promovendo assassinatos de reputação em troca de gordas verbas publicitárias do grupo Opportunity.
Na outra, um técnico do setor com 45 anos de carreira sobre a qual não pesa uma denúncia consistente sequer.
Se a doutrina tivesse sido seguida, Dallagnol não teria passado as informações para Veja antes de apurar sua consistência. Cardeal teria tido oportunidade de se defender e demonstrar sua inocência.
O preço dessa parceria midiática não se restringe aos inocentes fuzilados pelo caminho. A conta é muito mais cara.
Entra na conta a blindagem conferida à Editora Abril, depois das abundantes provas colhidas pela Operação Monte Carlo de envolvimento com Carlinhos Cachoeira; a blindagem assegurada à Globo, envolvida até o pescoço com os problemas da CBF e da FIFA; o prurido em divulgar qualquer informação sobre as contas do HSBC; o temor do Procurador Geral em desarquivar o processo contra Aécio Neves, por conta no paraíso fiscal de Lienchestein ou de aceitar a denúncia minuciosa do doleiro Alberto Yousseff sobre propinas cobradas em Furnas.
Ou seja, viva os novos métodos de investigação e a cooperação internacional, viva os jovens procuradores e seu afã em limpar o Brasil.
Mas não se venha com a hipocrisia de supor que a parceria com a mídia é neutra. Essa parceria emulou o velho modelo da República Velha. Quem estiver debaixo do guarda-chuva da mídia, estará a salvo. Para os demais, que se virem.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/08/11/nassif-denuncia-golpismo-ilegal-da-lava-jato/

Debate em São Paulo encerra ciclo de encontros regionais com sindicatos e associações

11.08.2015
Do boletim eletrônico GEAP MOVIMENTO
Por Nita Queiroz (editora-chefe e revisora


A Geap finalizou na última sexta-feira (7) o ciclo de Encontros Regionais com Sindicatos e Associações de Servidores Públicos, iniciado no mês de março. A atividade realizada na capital paulista reuniu entidades de classe dos estados de São Paulo e Minas Gerais, além de assessores e gerentes da Geap. O Conselho de Administração (Conad) esteve representado pelos conselheiros Luiz Carlos Braga e Leonardo Alexandre Barbosa.

Para estar cada vez mais perto dos beneficiários, a Geap tem buscado estreitar o diálogo com os servidores públicos por meio de suas representações. Os encontros regionais são uma demonstração da nova relação que a operadora tem buscado construir com os associados de seus diferentes planos, com foco no acolhimento, no cuidado e na transparência da gestão.


“Considero que atingimos nosso objetivo. Eu vim do movimento sindical e esse diálogo mais aberto faz muita falta porque a Geap sempre está na pauta dos sindicatos de trabalhadores. É importante que as entidades repassem as informações compartilhadas aqui para suas bases”, disse Miraci Astun, assessora de Desenvolvimento de Produtos e Clientes, representando a Diretoria Executiva da Geap.

Na opinião de Leonina Schiavo, representante do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social de São Paulo (Sinssp), essa aproximação da operadora com os trabalhadores é muito positiva. “Um dos maiores problemas tínhamos com a Geap era a falta de transparência e a duplicidade de informações. O prestador dizia uma coisa e a gestora do plano dizia outra. O assistido ficava desconfiado, inseguro e acabava por desacreditar. Esta é uma diferença fundamental: a transparência na questão da receita, da despesa e de que quando houver um problema ele será devidamente esclarecido. Isso é fundamental para resgatar a credibilidade do assistido”, explicou. 

Jussara Griffo, do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindsep/MG), acredita que democratizar regionalmente os debates sobre a Geap com as entidades sindicais de servidores públicos é o caminho ideal. “Esta é uma parceria para atender melhor os trabalhadores e suas famílias. Agora estamos construindo uma relação de proximidade com a gestão para discutir os problemas e tentar uma atuação em conjunto”, avaliou.

Ao final do evento, os participantes leram uma carta assinada pelos sindicatos e associações de São Paulo e Minas Gerais em defesa da Geap e da atenção à saúde dos beneficiários.

Na série de cinco encontros regionais (Nordeste; Norte e Centro-Oeste; Sul; Sudeste – Espírito Santo e Rio de Janeiro; e Sudeste – Minas Gerais e São Paulo), os servidores públicos da ativa e aposentados tiveram a oportunidade de conhecer a situação financeira e administrativa atual da Geap, os diferentes de planos de saúde oferecidos, os canais de comunicação com o beneficiário e todos os programas de promoção, prevenção e assistência à saúde. Os participantes também puderam apresentar dúvidas, reclamações e sugestões para melhorar o serviço prestado pela autogestão.


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Espécie de salamandra consegue sobreviver mais de 12 anos sem comida!

11.08.2015
Do blog JORNAL CIÊNCIA
Por Bruno Rizzato

Esta é a Proteus anguinus, uma salamandra cega que vive em cavernas.
Ameaçadas de extinção no estado selvagem, ela é um incrível objeto de pesquisa, revelando que pode ser mantida na geladeira por uma década, sem precisar alimentar-se.

A salamandra proteus tem visão parcial e vive nas águas das cavernas. Pelo menos, vivia lá. A destruição do habitat o colocou na lista de espécies ameaçadas de extinção, mas também levou a uma pesquisa interessante.

Pesquisadores montaram laboratórios em forma de "caverna" de áreas naturais em um parque onde os animais foram preservados e estudados. Nascimentos, mortes e comportamentos da espécie foram registrados. Depois de 50 anos de estudo, os pesquisadores descobriram que a proteus de cinquenta anos de idade, são mais ágeis do que quando eram jovens. Analisando o fato de que esses animais estão ficando cada vez mais fortes, significa que as proteus poderiam viver mais de 100 anos.

Não é uma vida agitada. A proteus vive pelo cheiro e pela audição, e seus sentidos, em ambas as áreas são extremamente sensíveis. Quando não há nada a ser detectado, a proteus esfria. No frio e no escuro, não há nenhuma razão para manter um metabolismo quente em funcionamento. Isso só gastaria calorias.

Quando as proteus esfriam, elas podem viver por anos sem comida. Quantos anos? Um pesquisador manteve uma proteus em sua geladeira por 12 anos sem alimentá-la. Ela permaneceu viva! Isso mostrou ao mundo que estes incríveis seres conseguem ultrapassar uma década sem alimentação e permanecer com sua saúde em perfeito estado.
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Fonte:http://www.jornalciencia.com/meio-ambiente/animais/5104-especie-de-salamandra-consegue-sobreviver-mais-de-12-anos-sem-comida

Após ficar cega por 13 anos, mulher volta a enxergar graças a um olho biônico

11.08.2015
Do portal JORNAL CIÊNCIA, 10.08.15
Por Bruno Rizzato


Uma mulher de 58 anos, chamada Carmen Torres, tornou-se a primeira pessoa no estado da Flórida, nos EUA, a ter um olho biônico instalado.

O dispositivo permitiu que ela visse luz e formas básicas, após 13 anos de cegueira, com uma formação complementar de que ela será capaz de ver o mundo com mais detalhes.

Carmen foi diagnosticada com retinite pigmentosa quando tinha 18 anos, uma condição que, gradualmente, faz com que as células sensíveis à luz, na retina do olho, morram, deteriorando gravemente a visão ao longo do tempo. Aos 45 anos, a mulher foi declarada legalmente cega.

Há nove meses, ela teve um dispositivo, chamado Argus II Retinal Prosthesis System, implantado cirurgicamente. O olho biônico funciona gravando tudo o que Carmen vê através de uma pequena câmera embutida em um par de óculos de sol. As imagens de vídeo são então transmitidas por Wi-Fi para um pequeno computador vestível, que os converte em impulsos elétricos enviados a um conjunto de eletrodos dentro de seu olho (por isso há cirurgia). Esses impulsos elétricos indolores acionam o nervo óptico e faz o cérebro "ver" padrões de luz.

No vídeo abaixo, a mulher revela que não é exatamente o mesmo que ver algo com seus próprios olhos, mas assim como aprender outro idioma, ela já aprendeu a interpretar os sinais visuais em imagens úteis. Ela já é capaz de identificar as formas, tais como prédios e pessoas, e pode até ver as estrelas no céu, usando o olho biônico. "É muito emocionante", disse ela a repórteres em uma conferência de imprensa, referindo-se ao fato de poder ver novamente. "Mas eu sou muito forte e eu não chorei. Eu estava feliz e rindo como uma louca”, completou.

Carmen é uma das cerca de 100 pessoas ao redor do mundo que tiveram um olho biônico instalado. No momento, o sistema ainda está em fase inicial, demonstrando sua eficácia para o tratamento da perda de visão relacionada com a idade e retinite pigmentosa.

Em três anos, 89% dos pacientes foram capazes de ver novamente usando o dispositivo. Os pesquisadores também estão procurando maneiras de usar o olho biônico para ajudar uma gama mais ampla de pacientes com deficiência visual.
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Fonte:http://www.jornalciencia.com/tecnologia/biotecnologia/5091-apos-ficar-cega-por-13-anos-mulher-volta-a-enxergar-gracas-a-um-olho-bionico?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+jornalciencia%2FmnER+%28Jornal+Ci%C3%AAncia%29