segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CUT, CTB e movimentos populares vão a Dilma em defesa dos avanços sociais e trabalhistas e do mandato da presidenta

10.08.2015
Do blog VI O MUNDO
movimentos sociais
Com Dilma, em defesa da democracia e dos avanços sociais e trabalhistas
de Marize Muniz, da Assessoria de Imprensa da CUT Nacional, via e-mail
A CUT, a CTB e os movimentos sociais participarão de uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff na próxima quinta-feira, dia 13, às 15h, no Palácio do Planalto, para reafirmar a defesa de um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, democracia e soberania, definidos na Conclat (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora), realizada em 2010, no Pacaembu, em São Paulo.
A iniciativa do pedido de audiência foi das centrais e dos movimentos sociais. O objetivo é reafirmar a disposição de luta em defesa da democracia, único regime político que garante avanços para a classe trabalhadora, mais justiça e inclusão social.
Defender a classe trabalhadora é defender mais direitos sociais, é lutar pela consolidação de uma política econômica que viabilize o desenvolvimento econômico e social, com garantia de geração de emprego, de combate à miséria e distribuição de renda.
Defender a classe trabalhadora é defender a soberania da Petrobrás, o pré-sal e o conteúdo local.
Defender a classe trabalhadora é lutar contra retrocessos políticos e sociais, contra a intolerância e o ódio, estimulado pelos conservadores, que estão impondo ao Brasil uma crise política permanente que impede a recuperação da economia e prejudica os/as trabalhadores/as.
Eles apostam no retrocesso e na retirada dos nossos direitos, não têm qualquer compromisso com o Brasil.
Nós apostamos na construção de uma Nação mais justa e na ampliação dos direitos. E por apostar neste projeto, vamos deixar claro para a presidenta Dilma que vamos lutar para defender o mandato que ela conquistou legitimamente.
Assessoria de Imprensa
CUT Nacional
Marize Muniz
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/centrais-e-movimentos-sociais-vao-a-dilma-reafirmar-defesa-dos-avancos-sociais-e-trabalhistas-e-do-mandato-da-presidenta.html

Profissão de fé contra Dilma e PT virou salvo-conduto social

10.08.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
antipetismo

Apesar de, originalmente, constituir-se em declaração pública de convicções religiosas, a “profissão de fé” vem servindo, através da história, para afirmar convicções políticas e ideológicas com vistas a resguardar o autor.
De Hitler a Stalin, os regimes autoritários sempre exigiram que as pessoas professassem sua fé em dogmas político-ideológicos obrigatórios, sob pena de expurgo ou até morte caso fossem suspeitas de pensar diferente da maioria oficial.
Um dos aspectos mais eloquentes da ascensão do fascismo em curso no Brasil é a necessidade que pessoas e instituições vêm demonstrando de fazer profissão de fé no criticismo a Dilma Rousseff e ao PT.
De um extremo a outro do espectro político, muitos sentem que têm que criticar a presidente da República e seu partido. Nesse processo, tanto a esquerda quanto a direita acabam professando as mesmas críticas.
Por exemplo: tornou-se obrigatório dizer que Dilma Rousseff geriu mal a economia e que é por isso que o desemprego e a inflação vêm subindo. Puxe pela memória e você descobrirá que essa crítica pode ser vista do PSDB ao PSOL, passando por setores do PT.
Para quem acompanha a política brasileira com olhos de ver, porém, essa é uma das críticas mais injustas que a presidente da República recebe.
Não existe paralelo na história recente do país de governos que sofreram tanta sabotagem quanto os de Lula e Dilma.
Enquanto os dois governos Fernando Henrique Cardoso afundaram apesar do apoio e da colaboração extrema da imprensa, do Judiciário, da Polícia Federal, do Congresso e da Procuradoria Geral da República, os governos do PT se viram alvo de uma campanha incessante para desacreditar tudo que fizeram ao longo dos últimos 12 anos.
O Programa de Aceleração do Crescimento, por exemplo, apesar da quantidade imensurável de realizações e do forte incremente que possibilitou à atividade econômica do país, sempre foi tratado como mera peça de marketing.
Programas exitosos como o Minha Casa, Minha Vida idem, apesar de o programa criado em 2009 já ter entregado (até março) 2,1 milhões de unidades e de ter mais de 1,6 milhão de casas e apartamentos contratados para construção.
O programa Mais Médicos, que logrou beneficiar 63 milhões de brasileiros – os quais, em grande parte, jamais tinham se consultado com um médico na vida –, é discutido na grande imprensa apenas pela ótica das condições de trabalho de parte dos médicos que emprega, os cubanos. E dane-se o benefício aos brasileiros pobres.
Nem os críticos de esquerda têm coragem de reconhecer que a situação política e econômica do país deriva de sabotagens infindáveis que vêm sendo praticadas contra os governos do PT desde 2005 e que, como foi previsto tantas vezes nesta página, acabaram surtindo efeito.
Na última quinta-feira, o programa eleitoral semestral do PT expôs a razão pela qual está sendo necessário fazer o ajuste fiscal, que une críticas idênticas da esquerda e da direita, ou seja, de que seria “estelionato eleitoral”.
O programa elencou a quantidade de reduções de impostos que o primeiro governo Dilma fez:
— 38 bilhões de reais de impostos foram cortados da folha de pagamento das empresas
— 17 bilhões de reais de impostos foram cortados da cesta básica
— 19 bilhões de reais de impostos foram cortados das pequenas empresas
— 32 bilhões de reais foi o tamanho da redução do IPI
Ao longo dos últimos anos, o governo brasileiro abriu mão de 106 bilhões de reais de impostos para estimular a atividade econômica. Enquanto isso, implantou programas custosos para manter a economia funcionando, como o PAC.
Em 2013, o governo reduziu de 20% a 30% o custo da energia elétrica. Os contratos com as empresas geradoras de energia haviam terminado e o novo preço autorizado pelo governo tinha que excluir a taxa de amortização de investimentos que esses contratos tinham, já que os custos dessas empresas com a construção das usinas já tinham sido amortizados.
Os aumentos da energia elétrica que vêm ocorrendo se devem exclusivamente à seca que se instalou no país e hoje estamos pagando praticamente o mesmo que pagávamos antes de o governo reduzir os preços para o consumidor, mas ninguém se lembra de quando esses preços baixaram, só de quando aumentaram.
Em 2012, Dilma fez bancos públicos liderarem queda nas taxas de juro ao consumidor. Essa política, ao lado da redução do preço da energia, foi considerada “esquerdista demais” pelo mercado e pela mídia enquanto a oposição de esquerda acusava o governo de ser “de direita”.
Até o início de 2013, o Brasil ia bem. Apesar dos vultosos gastos para manter a economia funcionando e para proteger o emprego e a renda, o investimento privado compensava. O Brasil atraía investimentos do mundo inteiro e do investidor nacional.
Por vinte centavos, porém, em junho daquele ano o país mergulharia em uma crise política que, hoje, está destruindo a economia.
As imagens das massas ensandecidas pelas ruas, incêndios, depredações, aquelas guerras campais desencadeadas para reduzir em alguns centavos o preço das passagens de ônibus em São Paulo, tiraram do país o instrumento que estava permitindo ao governo financiar políticas anticíclicas. O investidor tirou o pé do acelerador, parou no acostamento e não saiu mais.
Sem o investimento privado, os recursos do governo foram insuficientes para financiar aquelas políticas anticíclicas e as contas públicas começaram a naufragar.
Em 2014, os protestos contra a Copa do Mundo tiraram do país uma chance imensa de captar recursos do turismo. Brasileiros de esquerda e de direita começaram a produzir campanhas na internet, em vídeos bem elaborados, exortando os estrangeiros a não virem para o país porque, aqui, correriam até risco de morte devido à situação política.
Os governos do PT sofreram 12 anos de sabotagem ininterrupta. Porém, o bem-estar social que proporcionaram até 2014 foi suficiente para manter o povo ao lado de Lula e, depois, de Dilma.
Porém, como era absolutamente previsível – e isso foi dito aqui dezenas e dezenas de vezes desde 2005, quando esta página foi criada –, bastou a crise econômica internacional produzir efeitos internos e o governo não ter mais como distribuir bem-estar para que as oposições de direita e esquerda – e, principalmente, a oposição midiática – atingissem o objetivo de desmoralizar o governo petista e o PT.
Claro que houve casos de corrupção nos governos do PT, assim como existiram em governos anteriores desde o Descobrimento. A diferença é que Lula e Dilma inovaram, em relação aos antecessores, e jamais impediram investigações.
Nem o fato de que um dos principais opositores dos governos petistas na mídia internacional reconheceu publicamente que a presidente Dilma é responsável pelo enorme combate à corrupção que se vê hoje no país parece sensibilizar os críticos – à esquerda e à direita.
O jornal britânico Financial Times disse recentemente, em editorial, que Dilma “Tem tido uma postura inflexível” no combate à corrupção e que essa é “Uma ruptura muito bem-vinda em relação à atitude relaxada no que diz respeito à corrupção dos governos brasileiros” anteriores.
O jornal só pecou ao não reconhecer que essa postura do governo Dilma começou no governo Lula.
Mas como é possível que o governo que mais combateu a corrupção – e, nesse aspecto, o governo Dilma supera o de Lula – seja acusado justamente daquilo que combateu?
Os cínicos dizem que Dilma não combateu nada, que a Polícia Federal, o Ministério Público, a Controladoria Geral da União e tantos órgãos de controle são “órgãos de Estado” que atuariam independentemente da vontade do governo e que, por isso, este nada tem que ver com o intenso combate à corrupção, jamais visto na história do país.
Esses cínicos só não explicam por que PF, MPF, Justiça etc. nunca agiram com a mesma contundência no passado.
Alguns criminosos intelectuais chegam a dizer que é porque antigamente não havia “tanta corrupção”, quando se sabe que é justamente ao contrário, já que, no passado, o risco de existir uma Operação Lava Jato era ínfimo.
Lula e Dilma poderiam ter feito como FHC, por exemplo, que colocou o primo do seu vice-presidente na Procuradoria Geral da República e um colega de partido na Polícia Federal, mas, desde sempre, atuaram sob a convicção de que era preciso dar liberdade a toda e qualquer investigação de seus governos.
Quantos governos teriam resistido ao nível de sabotagem que os governos Lula e Dilma enfrentaram? Sem essas sabotagens, o país, hoje, não saberia o que é crise.
Aliás, se não existisse a atual crise política o país poderia já estar crescendo de novo e as agruras que este povo está enfrentando – e irá enfrentar ainda mais, se não colocarmos um fim a essa loucura – nem existiriam.
O mais patético é que, em toda parte, mesmo aqueles que sabem disso tudo que vai escrito acima já tratam de fazer suas profissões de fé no criticismo a Dilma e ao PT – pelo menos na esquerda Lula ainda é preservado.
A histeria coletiva tornou-se tão aguda que as pessoas que não se rendem à maioria já enfrentam problemas em seus círculos de relação social e até no âmbito profissional.
Amontoam-se os casos de pessoas que têm tido problemas em seus empregos por conta de suas posições políticas. Muitos dos que enxergam os fatos têm que adotar a autocensura para evitar demissão por questões políticas.
Cresce o número de pessoas que usam perfis falsos na internet para simplesmente dizerem o que pensam. E muitas nem isso fazem por medo de virem a ser descobertas.
Não é novidade, neste país, que as pessoas tenham medo de assumir seus pontos de vista. O Brasil já enfrentou muitos períodos em que não havia liberdade de pensamento e de expressão.
O que é doloroso é ver que muitos vão ainda mais longe e, por isso, não se contentam com o silêncio. Para se colocarem a salvo das patrulhas políticas na internet ou no mundo físico, tratam de professar algum nível de antipetismo, antidilmismo e, em menor grau, antilulismo.
A pressão é tanta que até no PT é possível ver esse tipo de coisa. Petistas esquecem reduções dos juros, do preço da energia, o protagonismo do Estado como investidor, os programas sociais e tratam de se unir à turba antipetista de esquerda que acusa o governo Dilma de adotar o programa dos adversários, como se ela não tivesse dito, durante a campanha do ano passado, que haveria que fazer um ajuste fiscal, mas que seria inferior ao que fariam um Aécio Neves ou uma Marina Silva.
Dilma não tenta fazer um ajuste igual ao que fariam os adversários da eleição passada. Alguém a viu propor independência do Banco Central ou interrupção dos aumentos reais do salário mínimo ou mesmo venda dos bancos públicos, como propuseram os adversários?
O mais desolador é que, além dos que temem repressão social e profissional, há os que simplesmente acham que se a maioria critica eles também têm que criticar.
Patético, não?
Os governos do PT fizeram o que foi possível fazer. O que está acontecendo na economia do país decorre de sabotagem. Além disso, Lula e Dilma combateram a corrupção como ninguém. Essa é a verdade, doa a quem doer.
Sempre que abrimos mão de nossas convicções por medo do que os outros pensam, tornamo-nos escravos. Cada vez que você critica Dilma ou o PT para não ser “governista demais”, abre mão de sua liberdade individual.
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Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/2015/08/profissao-de-fe-contra-dilma-e-pt-virou-salvo-conduto-social/

Dez razões para não ter golpe

10.09.2015
Do blog O CAFEZINHO, 08.08.15
Por Miguel do Rosário

direitafrank
Dez razões que sepultam o golpe
Por Gisele Cittadino e Rogerio Dultra dos Santos, no blog Democracia e Conjuntura.
A situação política no país assemelha-se a um intricado jogo, cujas peças movem-se em várias direções sem que tenhamos, a priori, a capacidade de bem calcular os efeitos de cada um desses movimentos. Entretanto, existem em alguns deles fortes sinais do início do fim do frenesi golpista.
Há, hoje, a possibilidade de que a ameaça de impeachment tenha sido antes uma estratégia para o enfraquecimento do governo do que uma intenção concreta de ruptura institucional. Noves fora as tresloucadas pretensões presidenciais de Aécio Neves e sua trupe senatorial.
Vejamos as jogadas lançadas no tabuleiro nos últimos dias.
Elas indicam no geral que a instabilidade econômica causada pelo golpismo encontrou resistências acentuadas.
São pelo menos 10 as razões pelas quais se pode antever que o país não tem mais o clima para o malfadado e radical impeachment de agosto:
1) O crime de Cunha.
Eduardo Cunha conseguiu aprovar açodadamente as contas dos governos de Itamar Franco, FHC e Lula no plenário da Câmara dos Deputados.
Aparentemente limpou a pauta para votar – e talvez rejeitar – as contas do primeiro mandato de Dilma Rousseff, não sem antes criar novas despesas públicas.
Romero Jucá informa que o Senado Federal não será pautado pelos “delírios” que chegam da Câmara.
A verdade por trás desta notícia é que Eduardo Cunha levou diretamente à Câmara contas que, segundo o art. 166, §1 da Constituição, deveriam passar pela Comissão Mista antes de seguir em frente. Ou seja: ele cometeu uma grave violação do ordenamento constitucional e pode ser diretamente responsabilizado por isto;
2) O inimigo de Cunha.
Na noite da quinta-feira, dia 06, Dilma decidiu reconduzir o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, para um novo mandato de dois anos. Janot é o personagem contra quem Cunha declarou guerra. Janot recebeu uma votação expressiva no Ministério Público Federal e terá condição de colocar freio na caça às bruxas dos procuradores mais afoitos.
Mais. Janot tem o poder de denunciar o Presidente da Câmara dos Deputados ao STF – inclusive pela quebra de procedimento na votação das contas públicas (vide razão (1)).
A recondução de Janot, em tempo recorde, indica uma composição política central na contenção do golpe.
Como Dilma precisa da aprovação política do Presidente do Senado para o novo mandato de Janot acontecer politicamente sem atritos, isto significa de fato que Renan o aprovou. Numa reunião com Dilma nesta semana, Renan afirmou ter intenção de não atrasar a sabatina no Senado;
3) O parceiro de Dilma.
Renan Calheiros participa de um jantar “secreto” na casa de Tasso Jereissati, cujo objetivo é o de discutir a possibilidade do impeachment de Dilma, mas registra no Senado o compromisso, permitindo que o jantar se tornasse conhecido por todos.
Ao vazar publicamente a reunião dos golpistas para a qual foi convidado, Renan acenou para o governo que não é golpista. Tese confirmada pela movimentação descrita na razão (2).
Renan irá lutar pela aprovação das contas de Dilma Rousseff. Um movimento nesta direção foi a Senadora Rose Freitas (PMDB-ES) solicitar ao STF a anulação do ato de Eduardo Cunha de colocar as contas dos Ex-Presidentes na Câmara.
Base de Renan no Senado, Rose argumenta que a competência para a avaliação contábil é do Congresso Nacional e suspende a discussão das contas de Dilma por tempo indeterminado. O golpe por aí também não prospera;
4) O tarefeiro de Dilma.
A fala do Temer, chamando a oposição para a conciliação, parece ter sido mesmo articulada com o planalto, vide a fala do Mercadante (esta irritou a militância pelo tom entreguista, mas foi fundamental para indicar a parceria com o Temer). Jaques Wagner também defendeu o Vice-Presidente.
Temer chamou o apoio da FIESP, que chamou a FIRJAN. Ambas representam os interesses da indústria no país.
Divulgam uma nota pública que é, ao mesmo tempo, um resposta positiva ao pedido de Temer e uma crítica à irresponsabilidade de Eduardo Cunha que, para livrar-se da prisão, trabalha no sentido de inviabilizar a economia do país;
5) O “Ex”-Golpismo da mídia.
A Globo entendeu o recado da Indústria brasileira e o recado do Renan e no editorial desta sexta 07 fritou Eduardo Cunha em definitivo.
Este, junto com Collor (que chamou Janot de FDP), deverá ser processado pela PGR em 3, 2, 1…
A degola de EC foi, portanto, sacramentada oficialmente e passada em cartório.
Eduardo Cunha – uma ponta solta golpista – deverá ser “fuzilado” pela PGR (Janot), a despeito dos seus encontros com Merval Pereira na sede do Jornal O Globo.
Isto não significa que a Globo está de bem com o PT ou que desistiu de derrubar a Dilma. Apena que foi freada por forças maiores. Pelo menos, no momento;
6) O malogro das panelas.
O “panelaço” foi um ridículo fiasco, com cara de iogurte estragado. Com o Alkmin fora do golpe, somente a banda podre do PSDB concorrerá ao dia 16 (leia-se Aécio, Aloysio Nunes e Serra – a segunda ponta solta do golpismo).
Esta parcela do PSDB desespera-se e assume uma postura histriônica, pedindo, também em nota pública, a convocação de novas eleições.
A Globo provavelmente fará uma cobertura mais discreta das eventuais manifestações (se fizer estardalhaço, o objetivo geral não será golpe, mas sangramento do governo);
7) O novo Ministério e a Oposição Judicial.
O novo ministério de Dilma terá, provavelmente, nomes de peso.
Um deles seria o Senador Roberto Requião (PMDB-PR), homem forte no Paraná da “Operação Lava-Jato”.
Outro ministro pode ser Ciro Gomes (PROS-CE), que recentemente se lançou candidato a presidente.
Talvez até o próprio Lula fosse ministeriável. Lula ganharia holofotes gratuitos, iniciaria sua campanha numa posição qualificada (especialmente na Defesa ou nas Relações Exteriores) e, com foro privilegiado, escaparia da sanha fascista da República do Paraná, ficando submetido exclusivamente ao STF.
A antecipação da campanha de 2018, entretanto, é um peso para se levar em consideração. Estar no governo Dilma, já combalido, pode prejudicar mais que ajudar o pré-candidato com maior envergadura.
De qualquer sorte, este movimento de grandes forças políticas em direção a ministérios estratégicos, como a Casa Civil, inclusive, pode colocar a “Operação Lava-Jato” em marcha lenta, já que seu teto terá sido José Dirceu. Mais uma vez;
8) O controle da malta.
O PMDB, com a provável dança de cadeiras nos ministérios, acalmará a sanha do baixo clero na Câmara.
As prebendas serão redistribuídas e os deputados órfãos de Eduardo Cunha voltarão a votar no cabresto, controlados em sua maioria pelos líderes governistas, como sempre fizeram;
9) A divulgação do recado.
A Rede Globo de televisão dá um destaque absolutamente inédito a Dilma Rousseff e de forma positiva, permitindo que um vídeo com a fala da Presidente seja transmitido por longos segundos no JN e no Jornal da Globo.
As organizações Globo indicam que entenderam o recado do mercado e retiram a agenda golpista da programação;
10) Ao fim e ao cabo, é a economia.
A economia dá sinais de recuperação. O natal de 2015 será gordo. E a Petrobrás passará de 1.000.000 de barris por dia apesar do mimimi da oposição.
A Dilma poderá até fritar, mas o golpe, por enquanto, não prospera.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/08/08/dez-razoes-para-nao-ter-golpe/

Humberto Costa e o alerta da bancada do PT ao dono da Globo: Derrubar Dilma ou atacar Lula pode acabar muito mal

09.08.2015
Do blog VI O MUNDO
JOão Roberto Marinho e Humberto Costapor Conceição Lemes
Diário do Centro do Mundo publicou neste domingo 8 artigo, que revela um encontro do senhor João Roberto Marinho, um dos donos da Globo, com os senadores do PT:
 Por Anônimo
João Roberto Marinho pediu encontro com os senadores do PT, na última quarta-feira.
Dos 13, nove aceitaram.
Durou quase duas horas. Ele abriu, dizendo-se muito preocupado com as “maluquices” de Eduardo Cunha na Câmara, que não comprometem apenas o próximo governo, mas  o futuro do País; afirmou, ainda, que o que ele defende é que Dilma seja sucedida por quem  ganhar as eleições de 2018, ou seja, impeachment, não.
Durante todo o tempo, escutou as queixas dos senadores, um por  um, sobre a parcialidade, os dois pesos, duas medidas, as abordagens dos repórteres querendo declarações que apenas preencham a verdade que já está pré-estabelecida, a repercussão nula do que os governos Lula e Dilma fizeram pelo Brasil.
Recados que foram dados a ele: 1) não mexam com Lula (todos estavam ainda muito mordidos com a charge do Chico do dia anterior (“agora só falta você”), pois o Brasil pode pegar fogo e eles não vão ser bombeiros; na mesma direção, não temos controle sobre nossa base social e é imprevisível a reação que se virá ante uma hipotética prisão de Lula.
Ele pediu desculpas, “ou os senhores estão enganados, ou nós estamos errando feio”, comprometendo-se a levar a avaliação geral dos senadores para os editores.
Disse ainda que, realmente, a cumplicidade entre jornalistas e procuradores de Curitiba, hoje, representa um fator de instabilidade, mas jogou a culpa no PT, “que deu início a essa parceria”. Ao final, pediu para o governo controlar sua base na Câmara.
De fato, o encontro ocorreu. Foi na quarta-feira, 5 de agosto, mesmo dia em que Marinho foi a uma sessão no Senado em homenagem aos 50 anos da TV Globo.
A iniciativa partiu dele. O convite foi feito ao líder do PT no Senado, senador Humberto Costa (PT-PE), que o estendeu aos demais colegas. Dos 13 senadores da bancada petista, a maioria participou.
Nós conversamos com o senador Humberto Costa sobre o encontro.
Viomundo – Que motivo João Roberto Marinho alegou para pedir essa conversa com o senhor?
Humberto Costa – Havia uma homenagem à Rede Globo em Brasília e, pelo que eu entendi , ele aproveitou para ter algumas conversas. Não sei se chegou a ter reunião com outras bancadas, mas certamente tinha reuniões marcadas com alguns ministros. Uma delas era com o ministro Ricardo Berzoini [das Comunicações], que acabou não acontecendo, porque a nossa conversa demorou muito.
Ele foi na linha de querer ouvir o que a gente tinha a dizer sobre esse momento político.
Na verdade, não era um convite só para mim. Era um convite para quem eu achasse que valesse a pena participar dessa conversa. Como a nossa bancada é pequena, eu convidei todo mundo. Ninguém se recusou, não. Alguns não puderam participar, porque já tinham outros compromissos agendados naquele horário.
Viomundo – O que ele conversou com os senhores? O que saiu no Diário do Centro do Mundo procede?
Humberto Costa — Mais ou menos. Algumas coisas que estão ditas têm alguma procedência. Outras, não.
Ele falou apenas que tinha interesse em ouvir a bancada do PT sobre o momento político que nós estamos vivendo, especialmente no que diz respeito à instabilidade política.
Ele queria saber a nossa opinião. Ele não falou de “maluquices” do Eduardo Cunha, não. Ele falou da preocupação com algumas decisões que estavam sendo tomadas no Congresso, que iam na contramão do ajuste e estavam produzindo inseguranças.
Então, foi um pouco por aí. Foi uma conversa cordial.
Nós, da bancada, colocamos a nossa preocupação com a questão do impeachment da presidenta Dilma. Ele disse que a posição dele e da empresa não é de defender o impeachment da presidenta Dilma. Disse que considerava que não havia elementos que justificassem uma coisa como essa, mas que o governo precisava garantir a governabilidade. Falou ainda que ele estava muito preocupado com a governabilidade e queria saber de que maneira a gente estava imaginando que isso [a governabilidade] acontecesse.
Viomundo – O que os senhores disseram a ele?
Humberto Costa – Várias dessas coisas que estão ditas [no artigo do DCM], foram faladas por nós, principalmente essa questão do impeachment da presidenta Dilma.
Alguns senadores falaram que a Globo não fazia uma cobertura isenta. Ele negou.
Ele disse, de certa forma, até “ou a gente está errando” ou “vocês estão percebendo errado”.
Não foi  uma coisa de ele admitir: “olha, nós estamos errados”. Ele passou a ideia de que era um problema de interpretação da nossa parte e da dele também.
Ele disse: “Olha, nós vamos inclusive conversar com o nosso conselho editorial … Se está passando isso [cobertura não isenta], não é o que nós queremos. Foi o que ele disse”.
Viomundo – E a questão do ex-presidente Lula como foi colocada?
Humberto Costa — Nós colocamos para ele o seguinte. Para quem está preocupado com a estabilidade política, o impeachment da presidenta Dilma não é a saída. Podem inventar uma razão qualquer que não seja historicamente defensável, que não tenha uma base que se sustente…  Pode até, no primeiro momento após a saída, você ter um quadro de perplexidade na base social de esquerda do governo.
Mas não leva 30 dias para que a instabilidade seja instalada, seja quem for o presidente –Temer, Eduardo Cunha…
Quanto a uma nova eleição, além de não ter  uma base constitucional para poder se realizar, também tem esse outro componente aí de instabilidade.
Nós colocamos: o pior de tudo é, além de derrubar o governo, destruir o único interlocutor político que num momento de crise aguda tem legitimidade para se sentar a uma mesa e participar de um acordo, poder falar para milhões de pessoas…  Então, era um erro que alguém pretendesse, além de derrubar a presidente Dilma, destruir a liderança de Lula. Foi um pouco por aí também a nossa conversa.
Viomundo – Senador, a Globo faz campanha diuturna contra a presidenta Dilma, o ex-presidente Lula e o PT. Agora, o senhor João Roberto Marinho procura os senhores, aparece com o discurso de que nem ele nem a Globo defendem o impeachment da presidenta. Ele estaria preocupado com possibilidade de a Globo ficar com a imagem de golpista, como aconteceu em 1964, quando ela apoiou o golpe e apoiou a ditadura civil militar?
Humberto Costa — Eu não sei. O que eu senti  foi mais uma preocupação  com esse momento de instabilidade política que pode produzir prejuízos do ponto de vista da economia que sejam praticamente irreversíveis.  A instabilidade política está alimentando um ambiente de muita incerteza na questão econômica.  Enfim, é isso.
Viomundo — Senador, uma última pergunta…
Humberto Costa — Eu estou superocupado…
Viomundo — Só mais uma, senador.  Por gentileza, que colegas seus que não participaram da conversa?
Humberto Costa — Eu não me lembro, não.  Alguns entraram e saíram… Eu não me lembro, não.
Segundo o Diário do Centro do Mundo do Mundo, dos 13 senadores da bancada petista, quatro não estiveram presentes à conversa. Até a publicação desta matéria, só tínhamos conseguido confirmar um dos nomes: senadora Fátima Bezerra (PT-RN).

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/humberto-costa-e-o-alerta-da-bancada-do-pt-ao-dono-da-globo-derrubar-dilma-ou-atacar-lula-pode-acabar-muito-mal.html

O que levou a Globo a desistir do golpe

10.08.2015
Do portal BRASIL247, 09.10.15
Por Lelê Teles

:
O ABRAÇAÇO

Sucederá Dilma quem vencer as eleições em 2018, sentenciou J.R. Marinho.

Grandes merdas ele disse: uma obviedade, uma tautologia, um lugar-comum, uma ululância; uma bobagem, em suma.

Certo? Errado.

Até aqui o certo era o golpe, a abreviação do mandato da mandatária, o impeachment.

Mas com mil diabos.

Como dar um golpe sem o apoio da Globo? Quando digo Globo, quero dizer O Grande Irmãos, três cabras.

Sem a Globo, Joaquim Barbosa jamais teria a visibilidade repentina e a repentina invisibilidade posterior que teve.

A capa da revistaveja com o menino pobre foi só a confirmação de uma imagem já criada.

Sem o timbre da Globo, Merval seria um mero mortal.

Sem a Globo, Moro não teria tanta blindagem nem tanta coragem.

Sem a Globo, o helicóptero dos Perrella não tinha caído na esparrela e no esquecimento.

Sem a Globo, Aécio e um monte de gente já estava em cana.

Sem a conivência da Globo, Cunha já teria caído; derrubaram Severino por causa de uns salgadinhos.

E por que a Globo pulou fora?

Porque sentiu que o povo caiu pra dentro. Ou melhor, por três motivos:

1 – Banqueiros e grandes empresários - o capital - chegaram a conclusão de que é melhor o país procurar um rumo seguro do que se perder de vez nas mãos de aventureiros irresponsáveis e incompetentes.

Com eles, perderão todos.

O Bradesco sacou seu Trabuco e atirou: "precisamos sair desse ciclo do quanto pior, melhor. Melhor para quem? Para o Brasil, não é. As pessoas precisam ter a grandeza de separar o ego pessoal do que é o melhor para o país".

2 – Imagem. A Globo (O Grande Irmãos) sabe que Dilma só sairá de lá se for arrancada a força, dentro da lei e da ordem não há nada a fazer. Mas como enfrentar 54 milhões de eleitores e passar impune?

O Manchetômetro já fez mal demais à imagem da platinada, a cada dia cresce a certeza de que O Grande Irmãos mente e manipula.

Uma hora isso cansa.

É só observar, suas novelas despencam, Tom & Jerry dão surras seguidas em Fátima Bernardes, o Jornal Nacional agoniza em praça pública, colocaram Bonner para caminhar, câmeras em movimento, uma negra para narrar o tempo e nada.

Uns dizem, mas deixaram de ver a Globo para ir pra internet. Cara, isso é uma meia verdade. Fátima Bernardes tá perdendo para um desenho animado, batidíssimo, de uma emissora concorrente e não para o Netflix.

Calma aí.

3 – Começou a reação contra o golpe, e tudo indica que ela vi se agigantar.

Saímos das cordas. Quem assistiu Rocky sabe do que tô falando. No filme, o gigante branco espancava o baixinho, massacrava Balboa.

Quase triturado, ele arrancou forças do fundo de seu âmago e passou a reagir; o resultado final todos sabem.

Veja agora o rockysmo, MST e CUT botaram o bloco na rua.

Intelectuais orgânicos e artistas do primeiro time reapareceram indignados: Jô Soares, Aldir Blanc, Fernando Morais, Maria Rita Khell, Viviane Moisé, Paulo Betti, Pedro Cardoso, Marieta Severo, Zé de Abreu, Jorge Furtado, Luis Fernando Veríssimo... e pela porta dos fundos vieram Gregório Duvivier, Tico Santa Cruz, Emicida...

Cara, até o Barack Obama entrou dando uma voadora na repórter da Globo.

Parece uma reedição do Lula-lá.

O maravilhoso e correto programa do PT, com mudança de tom e a fala firme da presidenta "ninguém vai tirar a legitimidade dos meus 54 milhões de votos", sinaliza a mudança do Zeigeist.

O abraçaço ao Instituto Lula é mais um sinal.

Observe com atenção, está sendo construída uma nova narrativa.

Até pouco tempo nós, progressistas, estávamos sendo chacoalhados em cadeiras de rodas, acuados nas ruas, xingados nas redes sociais, achincalhados em restaurantes, casamentos, estádios...

Nunca mais vi uma estrela vermelha no peito de seo Ninguém.

O golpe parecia iminente.
Mas eles – O Grande Irmãos - esticaram a corda demais, nenhum funâmbulo se equilibra em cima dela.

Exageraram na crise política, anabolizaram exageradamente a crise econômica, deram corda a toda sorte de aloprados e perderam o controle sobre eles, atiram no próprio pé.

E já sentem os sinais do fracasso.

A caminhada frustrada do Pequeno Kim foi uma mostra disso. O panelaço gourmet definhou e o abraçaço é só o começo.

O Grande Irmãos viu que terá que arcar com as consequências de apoiar inconsequentes como o nosso Napoleão de Hospício, o Pequeno Kim, o descerebrado Cunha e o alucinado Moro.

Viram que é uma burrice trocar o lulismo pelo kataguirismo.

Os kataguiris já falam à boca grande que vão meter Lula, à força, dentro de uma jaula.

Acham que podem matar Cecil, o grande leão, e irem amanhã comprar pão na padaria.

Imagina Lula num camburão e uma multidão atrás abrindo as portas da viatura e libertando-o.

Por isso, a Globo recuou.

E porque são solidários, o bloco hegemônico da grande mídia tende a seguir O Grande Irmãos.

Hoje a Folha editorializou com as mesmas tintas da irmandade, condenou o golpe deu chineladas na bunda os golpistas.

Agora é hora de multiplicarmos os abraçaços: abraçaços nas estatais, no Congresso, nos tribunais, nas nossas instituições democráticas... sairemos em defesa do nosso país.

O Grande Irmãos já sentiu o primeiro golpe, agora é usar a tática lango-lango, e golpear até o bicho cair.

Depois a gente abre o zíper e mija em cima da carcaça.

Palavra da salvação.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/colunistas/leleteles/192207/O-que-levou-a-Globo-a-desistir-do-golpe.htm