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quarta-feira, 29 de julho de 2015

PF APERTA CERCO CONTRA FILHO DE PRESIDENTE DO TCU

29.07.2015
Do portal BRASIL247
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/190885/PF-aperta-cerco-contra-filho-de-presidente-do-TCU.htm

Wikileaks revela ligação entre movimento Vem Pra Rua, FHC e agência da CIA

29.07.2015
Do blog CLAUDICANDO, 19.04.15
Por  Nota Crítica
Há poucos dias, o líder do Movimento Vem Pra Rua, Rogério Chequer, foi desmascarado por jornalistas, blogs e outros sites independentes do Brasil, que descobriram sua ligação com uma agência ligada a CIA acusada de envolvimento em tentativas de golpes de estado em vários países.
Basta uma breve pesquisa pelo site do Wikileaks e é possível encontrar o nome de Rogério Chequer em documento interno da Stratfor, agência que fornece serviços de inteligência confidenciais para grandes corporações e agências governamentais dos EUA.
Conforme o Wikileaks, outras instituições também estariam vinculadas e podem ter prestado serviços de informações a Stratfor, como o Jornal O Globo e o Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Rogério Chequer já apareceu ao lado de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em foto, assim como ao lado de José Serra (PSDB) em eventos de campanhas do então candidato Aécio Neves (PSDB).
O jornalista independente Fernando Brito, do blog Tijolaço, descobriu, após breve pesquisa, que “Chequer vivia, até poucos anos atrás, nos Estados Unidos. Lá era sócio de uma empresa chamada Atlas Capital Management, que geria fundos de investimentos junto com David Chon e Harry Kretsky. Apenas um dos fundos, o Discovery Atlas Fund (do qual Chequer também era sócio), tinha US$ 115 milhões (R$ 360 milhões) em ativos”, conta Brito. As informações são do Institutional Investitor.
Ninguém sabe por quais motivos Chequer voltou ao Brasil para ser sócio de uma pequena agência de publicidade e virar “liderança” de um movimento contra a presidente Dilma Rousseff.
As questões que ficam é: Qual o envolvimento do Chequer com a Stratfor? Será que ele recebeu treinamento de espião? Por quais motivos retornou ao Brasil?
Com informações de Tijolaço, Br29 e Pragmatismo Político.
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Fonte:http://blogdoitarcio.blogspot.com.br/2015/04/wikileaks-revela-ligacao-entre.html

Conselho e Juntas de Recursos da Previdência Social: Qual a reestruturação que queremos?

29.07.2015
Por Irineu Messias*

Irineu Messias, durante o 1º Encontro Nacional dos Servidores do CRPS e das Juntas de Recursos da Previdência Social, dias 26 e 27.03, em Brasília.DF.Irineu Messias, durante o 1º
Encontro Nacional dos Servidores do CRPS e das Juntas de Recursos da Previdência Social, dias 26 e 27.03, em Brasília.DF.
As ações judiciais contra as decisões do INSS cada vez mais vem  aumentando. Com a proliferação de escritórios de advocacias próximos ás Agências da Previdência Social contribui mais ainda para elevar o número dessas ações, por causa dos “intermediários”, que na porta dessas Agências oferecem os serviços advocatícios, quando percebem que certo benefício foi negado pelo INSS.
O resultado disso é o abarrotamento de ações nas Varas Federais, cujo percentual  contra o INSS, beiram os 80%, dizem os próprios operadores do Direito. A consequência disto é a morosidade no julgamento, penalizando também financeiramente  o segurado, além do custo enorme para o Erário Público.
Uma das soluções para minimizar este problema que emperra a máquina judiciária, seria o fortalecimento das instâncias de recursos da Previdência Social, pouco conhecidas pela sociedade, principalmente pelos segurados que acorrem constantemente ao INSS, em busca de seus direitos.
Contudo, este fortalecimento passa necessariamente pela reestruturação imediata destas instâncias recursais, que são o CONSELHO DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL  CRPS e as Juntas de Recursos da Previdência Social – JRPS. Mas o que é  o CRPS? No  site do Ministério da Previdência Social encontramos sua definição:
O Conselho de Recursos da Previdência Social – CRPS é um órgão colegiado, integrante da estrutura do Ministério da Previdência Social, que funciona como um tribunal administrativo e tem por função básica mediar os litígios entre segurados e o INSS, conforme dispuser a legislação, e a Previdência Social.
O CRPS é formado por 4 (quatro) Câmaras de Julgamento – CaJ, localizadas em Brasília – DF, que julgam em segunda e última instância matéria de Benefício, e por 29 (vinte e nove) Juntas de Recursos – JR nos diversos estados que julgam matéria de benefício em primeira instância.
Podemos perceber, portanto, que  tanto o CRPS  quanto as Juntas de Recursos funcionam como  um tribunal administrativo, onde o segurado poder recorrer,  em primeira até a última  instância, das decisões do INSS que não reconheceu seu direito, podendo seu recurso ser negado ou concedido.
O julgamento  é feito através dos conselheiros, que  representam  trabalhadores, governo  e empresários. Hoje são cerca de 600 em todo o país.
Porém, apesar de ser espalhado em todo Brasil, através de suas Juntas de Recursos, o CRPS,  precisa ser urgentemente reestruturado, em todos os seus aspectos.
Mas qual a reestruturação que queremos?
Nos dias 26 e 27 de março de 2015, foi realizado o primeiro Encontro Nacional dos Servidores do CRPS e das Juntas de Recursos da Previdência Social que girou em torno de duas temáticas:
  1. a) Reestruturação;
  2. b) Situação Funcional e salarial dos servidores lotados no CRPS/Juntas.
 
Presidente da CUT, Vagner Freitas, Terezinha Aguiar, e Sandro Alex, presidente da CNTSS, durante o Encontro Nacional
Presidente da CUT, Vagner Freitas, Terezinha Aguiar, e Sandro Alex, presidente da CNTSS, durante o Encontro Nacional
Participaram do Encontro, além do Secretário Executivo- Adjunto da Previdência Social,  Dr. José Eduardo, representando o ministro Gabas, estiveram também presentes,   Vagner Freitas, presidente da  CUT, a maior central sindical brasileira; Lúcia Moura, pela central sindical CTB; Aprígio Guimarães,  Secretário Geral da CNTI, e representando também a Nova Central Sindical;  Alberto Hercílio, presidente da CONTAG, além dos presidentes da CNTSS/CUT e ANASPS, respectivamente, Sandro Alex Cezar e Alexandre Lisboa Barreto que foram as entidades promotoras do  evento.
Todos  foram unânimes em reconhecer a necessidade de reestruturação do CRPS e das Juntas de Recursos.
Mas que reestruturação?
Neste debate, o governo federal (Ministério da Previdência Social), as centrais sindicais, as entidades nacionais de aposentados  e  os servidores,  são  importantes atores  na construção de propostas para uma reestruturação que atendam eficientemente os anseios da sociedade brasileira.
A Previdência Social brasileira  se consolidou como a maior distribuidora de rendas  do país, mas que  deve também cumprir seu papel de garantidora dos direitos sociais  e previdenciários dos brasileiros e brasileiros.
Neste sentido, cabe ao Ministério da Previdência Social a instalação imediata de um processo de diálogo com as Centrais Sindicais, as entidades nacionais dos aposentados, a representação empresarial, a CNTSS/CUT e  a ANASPS.
Conselho de Recursos foi criado pelo Decreto nº 1.237  em 1939, como Câmara de Previdência Social do Conselho Nacional do Trabalho; mais tarde, em 1946, foi transformado em Conselho Superior da Previdência Social. Só em 1996 é que passou a ser chamado de  Conselho de Recursos da Previdência Social. Em 1993 teve sua sede transferida do Rio de Janeiro para Brasília, e seu Regimento sofreu várias modificações sendo as mais recentes, em 27 de agosto de 2007, por meio da Portaria Ministerial 323. Sua alteração atual se deu através da Portaria Ministerial 548, de 13 de setembro de 2011.
Contudo, essas alterações não foram suficientes para dar ao CRPS todas as condições para  que de fato ele cumpra suas funções de tribunal administrativo e assim possa cumprir efetivamente contribuir para economia de recursos da Previdência Social, uma vez que, sabe-se que, um recurso administrativo custa 17 vezes menos do que uma ação judicial. Sem falar no ganho para o segurado  que leva anos para ter seu processo julgado no Judiciário.
Com o advento do E-Recursos, implantado no CRPS e nas Juntas e quem  vem passando cada vez mais, por um processo de aprimoramento; o  segurado com recurso nestas instâncias, leva em média 45 dias para ter o seu processo analisado. Antes eram 85 dias. Claro que existem casos que duram mais, em virtude de ser necessária a busca de mais elementos de provas, para um melhor embasamento dos votos dos conselheiros.
Percebe-se, pois que, não bastam apenas algumas alterações. Faz-se necessário uma reestruturação mais ampla e profunda que  resolva os problemas que a seguir iremos  salientar, cujas  propostas para sua solução,  foram  colhidas no Encontro Regional Nordeste dos servidores (em Recife, PE, dia 30 de janeiro de 2015) e no primeiro Encontro Nacional dos servidores, realizado nos dias 26 e 27 de março de 2015, em Brasília. DF.
Os servidores levantaram os principais problemas  que  dificultam sua  maior eficiência no desempenho de suas tarefas jurisdicionais:
a)infraestrutura do CRPS/Juntas. Toda infraestrutura e logística dependem totalmente do INSS. Nos estados as Juntas de Recursos, funcionam, em  sua maioria absoluta, nas dependências do INSS. Ora, como o segurado dará credibilidade a um órgão que funciona dentro do mesmo órgão que lhe negou  o direito? Além disso, qualquer necessidade das Juntas, primeiramente elas tem que esperar que sejam atendidas as necessidades do INSS, para depois, se houver possibilidade, atender o pleito delas. Claro que existem exceções. Isso demonstra que o CRPS precisa urgente de autonomia financeira, administrativa e patrimonial.
b)Falta de quadro próprio e situação funcional dos servidores do INSS . Hoje o quadro funcional é formado por servidores do INSS( cerca de 80%), e servidores do MPS que representam apenas 20%. Observa-se que, apesar de ser um  órgão da Administração Direta (é subordinado diretamente ao Ministro da Previdência), seu quadro funcional é majoritariamente formado por servidores de uma Autarquia. E se não fosse assim, as 29 juntas de recursos do país inteiro, não teriam com funcionar. Isso deixa o CRPS numa situação de fragilidade administrativa e funcional, uma vez que os servidores do INSS (muitos dos quais com mais de 20 anos de Junta) podem ser chamados de volta pelos dirigentes de seu órgão (como já começa acontecer em alguns estados), pondo em risco mais ainda o funcionamento dessas instâncias. Por isso que, no Encontro Nacional, os servidores, a CNTSS/CUT e a ANASPS,  defenderam e foi aprovado, que nenhum servidor do INSS, seja devolvido para seu órgão de origem e que sejam fixados, por lei, no CRPS e nas Juntas (como ocorreu na Receita Federal, em 2007), dando liberdade e um prazo  para os que quiserem, possam voltar espontaneamente para o INSS.
c)Diferença salarial entre os servidores do INSS  e do Ministério da Previdência(MPS)Mesmo desenvolvendo as mesmas atividades,  esses dois grupos recebem salários bem diferentes. Esta situação vem se arrastando há muito anos sem que nenhum dos presidentes do CRPS, tenha se interessado em resolver esta problemática que beira o desrespeito para aqueles que recebem menos. A CNTSS e ANASPS já apontaram, como uma das soluções, para o Ministério da Previdência, a migração de todos os servidores do MPS para a Carreira do Seguro Social ou a criação de uma gratificação específica de modo que se alcance a equiparação salarial.
A reestruturação do CRPS e das Juntas  se não atacarem esses problemas acima mencionados, não será a reestruturação pela qual lutam , reivindicam e se organizam todos os servidores dessas instâncias recursais da Previdência Social.
Além das questões levantadas acima, a reestruturação que pretendem os servidores e suas entidades sindicais, devem  levar em conta as proposições abaixo, sem prejuízos de outras que com certeza, nos espaços de debate serão  levantadas:
  • Ampliação do número de Juntas de Recursos e suas composições em todos os estados;
  • Ampliação do número das composições das Câmaras de Julgamentos em  outros estados da federação;
  • Ampliação de números de Conselheiros em todas as instâncias do CRPS;
  • Inclusão da representação dos aposentados, tanto no CRPS como nas Juntas para atender o preceito constitucional que explicita ser a gestão da Previdência Social, deve ser quadripartite; hoje, as instâncias recursos da Previdência são tripartites (trabalhador, empresário e governo);
  • Reajuste imediato do jeton do Conselheiro, desde 2008, congelado;
  • Redefinição dos critérios de indicação dos Conselheiros com a participação mais efetiva das Centrais Sindicais;
  • Recriação da figura do Assistente Técnico para dar suporte técnico ao Conselheiro, para que este torne mais célere a confecção de seu relatório;
  • Qualificação permanente para Conselheiros e servidores administrativos em Legislação Previdenciária, numa perspectiva recursal, presencial ou à distância;
  • Qualificação de todos os servidores na Gestão de processo de Julgamento;
  • Reunião periódica com todos os presidentes das Câmaras de Julgamentos e das Juntas de Recursos;
  • Curso de ambientação para os novos Conselheiros;
  • Valores de Gratificação iguais para todos os secretários de Juntas e Câmaras de Julgamento;
  • Valores de Gratificação iguais para todos os presidentes de Juntas de Recursos e Câmaras de Julgamento
  • Urgente realização de Concurso público para médicos peritos;
  • Programa de Educação Previdenciária, para que as instâncias recursais sejam conhecidas pela sociedade (até hoje são invisíveis) através de palestras em escolas, associações, sindicatos, centrais sindicais, etc.
A reestruturação que queremos deve tomar como parâmetro as questões aqui suscitadas, além de contar com a contribuição dos vários setores da sociedade, principalmente daqueles que mais precisam das instâncias de recursos da Previdência, que são os segurados, cuja representação se localiza nas entidades da sociedade civil organizada, notadamente nos órgãos de classes, como centrais sindicais, sindicatos, associações, conselhos profissionais e tantos outros espaços políticos onde os segurados do INSS se veem legitimamente representados.
Esse, portanto, é o grande desafio de todos aqueles que querem o fortalecimento do Conselho de Recursos e das Juntas de Recursos da Previdência Social.
Esta é a verdadeira reestruturação que queremos: o fortalecimento dessas instâncias e a valorização funcional e salarial de todos os seus servidores.
*Irineu Messias é ex-presidente da CNTSS/CUT, dirigente do SINDSPREV/PE, e servidor da 3ª Junta de Recursos, em Recife, PE.
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Fonte:https://crpsjuntasderecursos.wordpress.com/tag/reeestruturacao/

REVISTA INFAME: Lula vai à Justiça contra “mentiras de Veja”

29.07.2015
Do portal BRASIL247


247 – O ex-presidente Lula ingressou com uma ação na Justiça por reparação de danos morais contra os responsáveis pela produção e publicação da reportagem de capa da edição da revista Veja do último fim de semana, que usa uma delação falsa para atingir o ex-presidente Lula. Na ação, os advogados do ex-presidente destacam que "o texto é repugnante, pela forma como foi escrito e pela absoluta ausência de elementos que possam lhe dar suporte".

Na reportagem, a Veja diz que "chegou a vez dele", em referência a Lula, citando uma suposta delação premiada de José Adelmário Pinheiro, da OAS. No entanto, antes de chegar às bancas, a empreiteira já havia desmentido o fato: "Sobre a reportagem da Veja deste final de semana, José Adelmário Pinheiro e seus defensores têm a dizer, respeitosamente, que ela não corresponde à verdade. Não há nenhuma conversa com o MPF sobre delação premiada, tampouco intenção nesse sentido".

"A reportagem repete práticas comuns a VEJA: mente, faz acusações infundadas e sem provas, apresenta ilações como se fossem fatos, atribui falas e atos, não tem fontes e busca atacar, de todas as formas, a honra e a imagem do ex-presidente Lula", critica o ex-presidente, em nota. Leia abaixo a íntegra do comunicado, divulgado pelo Instituto Lula:

NOTA À IMPRENSA
 
Lula aciona a Justiça contra mentiras de VEJA
São Paulo, 29 de julho de 2015,

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou nesta quarta-feira (29) com ação judicial por reparação de danos morais contra os responsáveis pela matéria de capa da revista VEJA desta semana.

São alvos da ação Robson Bonin, Adriano Ceolin e Daniel Pereira, que assinam as reportagens de capa da edição 2.436, que chegou às bancas em 25 de julho passado, além do diretor de redação Eurípedes Alcântara.

"O texto é repugnante, pela forma como foi escrito e pela absoluta ausência de elementos que possam lhe dar suporte", destacam os advogados de Lula na ação. A peça reafirma também que, de acordo com jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, "a liberdade de comunicação e de imprensa pressupõe a necessidade de o jornalista e/ou o veículo pautar-se pela verdade".

A reportagem repete práticas comuns a VEJA: mente, faz acusações infundadas e sem provas, apresenta ilações como se fossem fatos, atribui falas e atos, não tem fontes e busca atacar, de todas as formas, a honra e a imagem do ex-presidente Lula.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/190809/Lula-vai-%C3%A0-Justi%C3%A7a-contra-%E2%80%9Cmentiras-de-Veja%E2%80%9D.htm

Bancada da pizza da CPI do HSBC: Depois de livrar a cunhada do tucano Tasso Jereissati, terá moral para investigar outras contas suspeitas na Suíça?

29.07.2015
Do blog VI O MUNDO
senadores da cpi do hsbc
A bancada da pizza do HSBC: Ricardo Ferraço (PMDB/ES), Otto Alencar (PSD/BA), Paulo Bauer (PSDB/SC), Blairo Maggi (PR/MT), Ciro Nogueira (PP-PI), Davi Alcolumbre (DEM /AP) e Sérgio Petecão (PSD/AC)
por Conceição Lemes
No Brasil, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra os poderosos de direita, invariavelmente apoiados pela grande mídia, não emplaca.  Quando se torna realidade, morre por conluio entre parlamentares e os setores envolvidos, manobras ilícitas e lícitas, inclusive covardia.
Cercada de muita expectativa, a CPI  do HSBC teria a oportunidade de investigar e mostrar que muitos dos que hoje esbravejam “abaixo a corrupção” esconderam fraudulentamente bilhões no HSBC Private Bank, em Genebra, Suíça. Segundo dados divulgados no início de fevereiro deste ano, 8.867 correntistas do Brasil, titulares de 6.606 contas secretas no HSBC suíço, tinham aí depositados cerca de US$ 7 bilhões, de 9 de novembro de 2006 a 31 de março de 2007.
Porém, reunião fatídica da CPI do HSBC, realizada reunião de 16 de julho, demonstrou que ela provavelmente seguirá a regra, morrendo de inanição ou de indigestão por farta distribuição pizza.
A evidência: o abafa bem organizado pelos senadores nessa reunião, que, queiram ou não, macularam indelevelmente os trabalhos do grupo.
A CPI do HSBC, como devem se lembrar, havia aprovado em sessão anterior, no final de junho, a quebra do sigilo de, entre outros:
Jacks Rabinovich, empresário e ex-diretor do Grupo Vicunha. Ele aparece vinculado a nove contas no HSBC da Suíça (a maioria em conjunto com a família Steinbruch), que somam US$ 228 milhões.
Jacob Barata, conhecido como o “Rei do Ônibus” no Rio de Janeiro, e os filhos Jacob Barata FilhoDavid Ferreira Barata e Rosane Ferreira Barata.   Segundo registros do HSBC de Genebra, entre 2006 e 2007, Jacob mantinha US$ 17,6 milhões em conta conjunta com sua mulher, Glória, e os três filhos do casal.
Paula Queiroz Frota, uma das executivas do Grupo Edson Queiroz, de sua família e do qual faz parte o maior conglomerado de comunicação do Ceará. Integra-o: TV Verdes Mares (afiliada da Globo), Rádio Verdes Mares, TV Diário, FM 93, Rádio Recife, Diário do Nordeste e portal Verdes Mares.  Paula, a irmã Lenise, o irmão Edson (morto em 2008) e a mãe Yolanda, também membros do conselho de administração do grupo empresarial, tinham, em 2007, US$ 83,9 milhões na conta 5490 CE aberta em 1989 no HSBC de Genebra.
Na véspera dessa reunião, os trabalhos da CPI do HSBC haviam ganho força devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).  Em 15 de julho, o ministro Celso de Mello negou o mandado de segurança impetrado por Jacks Rabinovich que reivindicava a não quebra do seu sigilo bancário.
Só que, em vez de aproveitarem-se dessa sentença altamente positiva para quem deseja investigar a lavagem de dinheiro e evasão de divisas, via contas secretas no HSBC suíço, os senadores a ignoraram e levantaram adiante o abafa, conforme o combinado.
Acompanhe-o:
1) Dos onze titulares, apenas dois não estavam presentes à reunião de 16 de julho, devido a agendas externas, portanto não participaram da manobra: Fátima Bezerra (PT/RN)  e Acir Gurgacz (PDT-RO).
2) Consequentemente,  nove compareceram. Nunca a CPI do HSBC teve quórum tão alto.
3) De 24 de março de 2015, quando foi instalada no Senado, a 16 de julho, a CPI do HSBC realizou onze reuniões. No entanto, entre 5 de maio e o final de junho, nenhuma. Foram 49 dias sem uma única sessão.
4) Três senadores protocolaram então requerimento extra-pauta, para que fossem reconsideradas as aprovações de quebra de sigilo dos seis correntistas citados acima. Objetivo óbvio:  livrar a cara dos seis.
Ciro Nogueira (PP-PI) agiu em socorro do empresário Jacks Rabinovich.
Davi Alcolumbre (DEM /AP) intercedeu por quatro: Jacob Barata e os filhos David, Jacob e Rosane.
Paulo Bauer (PSDB/SC) tirou da fogueira Paula Queiroz Frota, simplesmente a cunhada de  outro senador também tucano. Paula é irmã de Renata Queiroz Jereissati, esposa do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Ambas são filhas de Yolanda Vidal Queiroz, que também tinha conta no HSBC de Genebra.
O resultado, todos já conhecem: 7 a 1, a favor da manutenção do sigilo bancário desses seis correntistas.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) foi o único que votou pela quebra do sigilo de cinco dos seis correntistas mencionados. Ele se absteve na votação referente a Paula Queiroz Frota, cunhada do colega Tasso Jereissatti.
Além de Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre  e Paulo Bauer, votaram a favor da manutenção do sigilo, contrariando a decisão do STF, mais quatro senadores:
* Ricardo Ferraço (PMDB/ES), por sinal relator da CPI do HSBC
* Otto Alencar (PSD/BA)
* Blairo Maggi (PR/MT)
* Sérgio Petecão (PSD/AC)
Para que os eleitores não  se esqueçam, repetimos os nomes dos sete integrantes da bancada da pizza da CPI do HSBC: Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre, Paulo Bauer, Ricardo Ferraço, Otto Alencar, Blairo Maggi e Sérgio Petecão.
– E o senador Paulo Rocha (PT-PA)?
Devido à condição de presidente de CPI, ele não votou.
Segundo matéria do jornalista Fernando Rodrigues,  no UOL, “a operação abafa foi comandada pelo petista Paulo Rocha”.
Ao Viomundo, Paulo Rocha, via sua assessoria de imprensa, nega.
Em texto que nos foi encaminhado, a assessoria do senador do Pará ainda explica:
O presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA), foi questionado sobre qual seria sua interpretação quanto à revogação das quebras de sigilos já aprovadas há uma semana. O senador observou que, desde o início dos trabalhos, garantiu que iria dirigir os trabalhos sem transformar a CPI num palco, sem espetáculo, assegurando amplo direito de defesa e evitando que direitos individuais fossem colocados em xeque.
“Assim me comportei na reunião de hoje. No entanto, acho que dada às dificuldades das informações que a CPI têm, e que mexem com direitos individuais e coletivos, é claro que a CPI tem momentos de firmeza e momentos de dúvida, justamente por causa das fragilidades dos documentos que são enviados para cá”, afirmou.
Em tempo, quatro questões:
Com essa bancada da pizza tão “generosa” com os suspeitos de contas fraudulentas no HSBC, você ainda acredita que essa CPI vá investigar e revelar outros brasileiros que usaram o banço suíço para lavagem de dinheiro e evasão de divisas do Brasil? Sinceramente, esta repórter acredita que não.
Depois desse abafa organizado, ela ainda teria condições morais de levar o seu trabalho adiante?
Mas será que ela vai se dispor de agora em diante a fazer um trabalho realmente sério, sem aliviar para  financiadores de campanha, amigos e parentes de senadores e donos da mídia,  por exemplo?
Como ficará a situação dos seis correntistas já beneficiados pela bancada da pizza? Suas contas no HSBC de Genebra ficarão realmente livres de qualquer investigação?
Aguardemos os próximos passos.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/bancada-da-pizza-da-cpi-do-hsbc-depois-de-livrar-a-cunhada-do-tucano-tasso-jereissati-ela-tera-moral-para-investigar-outras-contas-suspeitas.html

Entenda a polêmica do aplicativo Uber

29.07.2015
Do portal da Revista CARTACAPITAL, 28.07.15
Por Diogo Antonio Rodriguez*

Leia nossas perguntas e respostas e compreenda o que é o Uber e por que ele vem causando polêmica

uber-rio-de-janeiro

Taxistas de várias cidades brasileiras estão protestando contra esse tal de Uber. O que é isso?
O Uber é um aplicativo de celular que conecta uma pessoa a um motorista particular. 

Digamos que você precisa ir até o trabalho, por exemplo. Pede um carro do mesmo jeito que faria com um aplicativo de táxi.
É um aplicativo para pedir táxi?
Não. Funciona de um jeito um pouco diferente. Os carros do Uber são pretos, geralmente de luxo, e há vários itens de conforto para os passageiros, como bebidas e balas. Os motoristas usam roupas sociais e abrem a porta para a pessoa entrar. Como os táxis, esse serviço cobra bandeira, quilometragem e taxa por minuto parado. Mas há uma diferença importante: quando há muita demanda por carros em uma determinada região, o preço da corrida aumenta. Se muitas pessoas começam a querer usar o Uber em um determinado bairro, por exemplo, faz crescer o preço para que haja um equilíbrio no número de carros (na prática, isso desencoraja as pessoas a usar o aplicativo). Quando o número de pedidos volta ao normal, o preço da corrida diminui novamente.
Os carros do Uber são táxis?
Não. São motoristas particulares que atendem a quem tem conta nesse aplicativo.
Qualquer um pode ser motorista do Uber? Posso baixar o aplicativo e começar a cobrar para dirigir as pessoas por aí?
Segundo a empresa, não. Para conseguir se tornar um prestador de serviços, é preciso se inscrever no site, passar por uma checagem de antecedentes criminais, possuir carteira de habilitação que permita trabalhar como motorista profissional, ser dono do próprio carro e atender a vários outros critérios para conseguir trabalhar pelo aplicativo.
Por que os taxistas estão irritados?
Porque, para eles, trata-se de uma concorrência desleal. Para operar um táxi, o motorista precisa conseguir alvará, licença especial emitida pelas prefeituras das cidades. Conseguir uma permissão dessas envolve boa dose de burocracia e investimento. Na maioria das capitais brasileiras, a prefeitura parou de emitir alvarás e quem quiser ser taxista tem de comprar ou alugar de alguém que tenha esse documento.
Os taxistas fizeram alguma coisa para combater o Uber?
Além de protestos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o sindicato da categoria entrou com uma ação na Justiça de São Paulo para obrigado o Uber a parar de fazer corridas. A Justiça decidiu que o aplicativo pode, sim, operar.
taxistas-uber
Taxistas cariocas durante manifestação contra o Uber na última sexta 24 de de julho
Li em algum lugar que o Uber foi proibido. Onde foi isso?
Em São Paulo, mas a medida ainda não está valendo. No dia 30 de junho, a Câmara Municipal aprovou uma lei que proíbe o aplicativo na capital paulista. Ela precisa ser aprovada em uma nova votação, prevista para acontecer no mês que vem. Depois disso, o prefeito Fernando Haddad decidirá se sanciona (assina) a lei ou a veta (decide que ela não vale).
Quem está certo?
Depende do ponto de vista. Os taxistas querem impedir que o Uber atue por aqui porque seria concorrência. Como é difícil conseguir o alvará e os taxistas têm de seguir uma série de regras, eles querem ter a preferência para exercer a atividade. Seria, segundo esse raciocínio, injusto que o Uber aparecesse do nada e começasse a roubar clientes dos táxis sem passar por processo algum para conseguir uma autorização oficial. A alegação é de que seria mais ou menos como se alguém colocasse um ônibus para circular em outras rotas que não as definidas pelas prefeituras, cobrando a tarifa que desejasse e parando fora dos pontos.
Quem defende o Uber diz que o serviço prestado é diferente do táxi (porque é de um nível mais alto) e que é o equivalente a contratar um motorista particular, algo que já existe e é perfeitamente legal. O Uber apenas conectaria os clientes aos motoristas, e isso não pode ser considerado concorrência aos táxis.

Como resolver esse impasse?
Não há resposta única ou simples. Mas uma possibilidade é o poder público, em vez de proibir, empenhar-se em regularizar o serviço do Uber, obrigando os motoristas e as empresas a seguir determinadas regras, semelhantes às que os taxistas já estão submetidos. E tais regras seriam válidas para qualquer outra empresa que desejasse prestar o mesmo serviço.
*Diogo Antonio Rodriguez é editor do site Me Explica.

LEIA MAIS:

O Uber e o mito da panaceia tecnológica

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/entenda-a-polemica-do-aplicativo-uber-9680.html