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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lava Jato pode se tornar um castelo de cartas?

23.07.2015
Do portal BRASIL247

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Ao decidir mudar-se para  Miami e abandonar três clientes no meio do processo, a advogada Beatriz Catta Preta coloca um imenso ponto de interrogação sobre a Lava Jato.

Cabe perguntar: a fortaleza do juiz Sérgio Moro pode se transformar num castelo de cartas?

Falo isso pensando na denúncia de uma escuta clandestina na cela que o doleiro Alberto Youssef e o executivo da Petrobras Paulo Roberto Costa ocuparam ao chegar a carceragem em Curitiba. Constitui um caso grave, digno de reflexão sobre os métodos empregados na Lava Jato, certo? Até porque pelo menos outras duas escutas ilegais -- envolviam conversa entre advogado e cliente -- foram usadas. 

O mesmo ocorre, agora, com a advogada que assinou nove das 18 delações premiadas da Lava Jato. 

Convém não esquecer que estamos diante de um processo no qual as delações premiadas são o principal recurso para acusar e condenar. Nessa atividade, a criminalista Catta Preta atuou no coração das investigações e teve um papel essencial, pela qualidade e pela quantidade. 

Foi ela que assumiu a defesa de Paulo Roberto Costa, quando este decidiu transformar-se em delator e negociar uma pena branda em troca de um dedo duro, numa guinada que deu uma nova dimensão à Operação. A advogada negociou mais oito depoimentos, sempre na mesma linha. Catta Preta advoga para o prolongado corrupto Pedro Barusco e também para Augusto Ribeiro de Mendonça, que deu um testemunho detalhado usado para incriminar João Vaccari Neto.

Nos últimos dias, um de seus clientes, Julio Camargo, deu um novo depoimento sobre a Lava Jato e, desta vez, incriminou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, num pedido de propina de US$ 5 milhões. Dez meses atrás, em outro depoimento, ele não havia tocado no assunto. O próprio Cunha diz que Julio Camargo foi forçado a mentir pelo PGR Rodrigo Janot.

O advogado Nelio Machado, criminalista experiente e respeitado do Rio de Janeiro, que advoga para o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, envolvido no depoimento de Julio Camargo, observa que "uma mudança de depoimento é muito estranha."

Há outras coisas estranhas. Dividindo a maioria das delações premiadas com Figueiredo Basto, advogado do doleiro Alberto Youssef, o desempenho de Beatriz Catta Preta sempre chamou a atenção pela quantidade de clientes que foi capaz de defender. A delação premiada é um instrumento que, mesmo reconhecido pela legislação, não deixa de provocar críticas de vários juristas respeitados a começar pela credibilidade de uma pessoa encarcerada.  

Já a atuação de uma só advogada na preparação de nove depoimentos, de nove encarcerados, coloca perguntas ainda mais sérias. 

O próprio Nelio Machado questiona: "vamos raciocinar em tese. O princípio da delação é que um réu deixa de se defender e passar a acusar. Se você tem um único advogado para defender tantos clientes, o risco de um conflito de interesses é evidente. A acusação de um sempre irá esbarrar na defesa de outro. Como é que um mesmo advogado irá atuar para defender as duas partes? Não consigo imaginar", diz Nelio Machado, adversário doutrinário das delações.

Aquilo que na vida das pessoas comuns se chama conflito de interesses, no mundo dos advogados é classificado como "patrocínio infiel." Se um advogado defende dois clientes num mesmo caso, pode ser enquadrado num crime que prevê pena de seis meses a três anos de prisão, mais multa.

Para entender melhor a situação, é possível dar um exemplo inocente. Toda pessoa que, na infância, participou de um brinquedo chamado "telefone sem fio" sabe o que acontece com uma frase retransmitida por nove bocas e ouvidos diferentes. Entre crianças, é muito divertido perceber como as palavras mudam de sentido. Todos riem e continuam se divertindo.

Entre adultos, as coisas não são tão divertidas assim, ainda mais quando se trata de pessoas acusadas de um crime, sob o risco de pagar multas pesadas e enfrentar uma longa temporada no cárcere. Neste caso, o jogo só dá certo quando se encontra uma narrativa neste telefone sem fio que seja do interesse de todos e também possa fazer sentido para a Justiça.

Supondo por hipótese que ninguém está mentindo, quem escolhe o que é bom para um cliente e não irá prejudicar o outro? Quem administra tantos interesses para que todos fiquem satisfeitos? Alguém faz acertos, negocia com as partes? 

Há outro aspecto, importante. O artigo 2 da lei que define a "Colaboração Premiada" diz que ela deve permanecer em segredo até a apresentação da denúncia. Antes disso, só pode ser conhecida pelo juiz, pelo advogado, pelo Ministério Público. Alguém acredita que essa regra está sendo respeitada nessa promiscuidade de advogados, delegados, procuradores, jornalistas? 

Deu para entender o tamanho da confusão, certo?
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/190110/Lava-Jato-pode-se-tornar-um-castelo-de-cartas.htm

GOLPISTAS DO TCU:Por que Nardes tem pressa?

23.07.2015
Do portal BRASIL247
Por Tereza Cruvinel

A primeira providência do ministro-relator das contas da presidente Dilma no TCU, Augusto Nardes, após receber as explicações do governo sobre as irregularidades que apontou, foi visitar os presidentes da Câmara e do Senado. A Renan Calheiros e a Eduardo Cunha pediu pressa na votação das 15 contas de outros governos que nunca foram apreciadas pelo Congresso. Por que Nardes tem tanta pressa?

Obviamente para que, limpada a pauta, o parecer do TCU sobre as contas de 2014 seja votado o quanto antes. O TCU é órgão auxiliar e não supervisor do Congresso. Não dita prazos ao Legislativo mas, ainda que tivesse tal autoridade, o tribunal nunca se incomodou com o fato de 15 contas, inclusive duas de Collor, ficarem dormindo estes anos todos na Comissão Mista de Orçamento. Das 15, apenas duas já têm parecer da comissão aprovado e serão as primeiras a serem votadas.

A pressa de Nardes com as contas de Dilma tem a ver com o cronograma político dos planejadores do impeachment e com a situação política de Eduardo Cunha. O presidente da Câmara pode ter que se afastar do cargo, ainda que temporariamente, no curso das investigações que correm sob a égide do STF. É com ele na presidência, tocando a pauta com seu estilo trator e cobrando lealdade de sua leal bancada suprapartidária, que as contas de Dilma podem ser votadas e rejeitadas, abrindo caminho para a votação de um pedido de abertura de processo de impeachment. Então, é preciso correr com isso para que tudo ocorra sob a batuta de Cunha.

Quanto mais cedo a votação, menos tempo terá também o governo para convencer aliados e articular uma maioria para aprovar as contas, ainda que com parecer contrário do TCU.

Procedimento

Não se sabe se, nas conversas de Nardes com Renan e Cunha, entrou em pauta o rito de aprovação das contas. Mas há uma grande celeuma jurídica em torno disso, que retornará agora. Embora a Constituição fale em apreciação pelo Congresso, entenda-se, em sessão bicameral, as contas de presidentes sempre foram votadas separadamente pelas duas casas. A própria Consultoria do Senado já emitiu parecer crítico, afirmando que isso contraria a recomendação constitucional.

A votação separada ou conjunta faz diferença. O Governo tem uma situação bastante mais difícil na Câmara do que no Senado, apesar das birras recentes de Renan. E se rejeitadas pela Câmara, as contas nem chegariam a ir ao Senado. Estaria criado o pretexto para a abertura do processo.

Porque a janela de migrações partidárias?

Outra medida que tem a ver com o planejamento do processo de impeachment foi a aprovação, no pacote da chamada reforma política, de uma janela de 30 dias após a promulgação das emendas para que os deputados possam mudar de partido sem correrem o risco de perder o mandato por imposição da fidelidade partidária.

Mas tal janela só teria sentido se a reforma tivesse acabado com as coligações em eleições proporcionais (deputados e vereadores), um dos grandes males do atual sistema. Elas é que provocam o chamado “efeito Tiririca”. Vota-se num e ajuda-se a eleger outros tantos sem votos, debilitando a representação parlamentar.

A janela tem um objetivo. Pelos cálculos dos articuladores do impeachment – oposição, Cunha e traidores da base governista – ela estaria em vigor no momento de votação de um pedido de abertura de processo. E como numa votação deste tipo os partidos fecham questão, o que implica em punição aos que desobedecerem, estariam protegidos para mudar de partido e votar a favor do processo de impeachment sem correr qualquer risco. 

Tudo bem calculado.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/190110/Lava-Jato-pode-se-tornar-um-castelo-de-cartas.htm

Editora Abril caminha para o fim

23.07.2015
Do BLOG DO MIRO
Por Luis Nassif, no Jornal GGN:

Aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial.

Ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas.

Ao lado das Organizações Globo, a Abril foi o primeiro grupo editorial brasileiro a adotar o modelo dos grupos de mídia norte-americanos. Começou no país representando os quadrinhos da Disney e da Marvel. Depois, seguiu o modelo Time-Life, tendo como carros-chefes revistas que seguiam padrão similar: Veja, seguindo o estilo Time; Placar emulando o Sporteds Illustred, Exame copiando a Fortune e Quatro Rodas.

Defensora intransigente do modo de vida norte-americano, do primado da iniciativa privada, em várias fases de sua vida valeu-se da influência política para conquistar as benesses do poder.

Nos governos militares montou a Rede Quatro Rodas de Hotel contando com os benefícios fiscais criados por Delfim Netto. No governo Sarney, conseguiu concessões de TV a cabo. No governo Collor quase conseguiu o monopólio das Listas Telefônicas da Telerj, negociadas pelo então presidente Eduardo Cunha.

A Abril começou a se perder ainda nos anos 90, devido a sucessivos erros estratégicos. Liderada por Roberto Civita, montou um canal de TV, a MTV, entrou na TV a cabo, através da TV A, e saiu na frente com o segundo portal do país, o BOL.

O BOL acabou perdendo a iniciativa para a UOL devido a alguns erros estratégicos – a extrema lentidão em montar a rede de telefonia, na fase pré banda larga e em pretender ser a única provedora de conteúdo. Mas, principalmente, pelo boicote conduzido pelos executivos da área de impressos, preocupados em não perder posição no grupo.

A BOL acabou fundida com a UOL e Roberto Civita passado para trás por Luiz Frias, da UOL. Houve a fusão e a gestão da empresa ficou com o grupo Folha. Luiz acabou aliando-se aos portugueses da Portugal Telecom e montando um aumento de capital inesperado, avisando Civita só na véspera. Civita perdeu o controle compartilhado e, mais tarde, vendeu sua parte para a UOL, por uma fatia do valor que a empresa viria a ter no decorrer dos anos seguintes.

Junto com o velho Otávio Frias, ainda tentou juntar forças para adquirir metade da TV Bandeirantes. Acompanhei de perto essa história pois fui incumbido por Frias de fazer a ponte com João Saad, com quem tinha boas relações.

O caso Naspers

De tentativa em tentativa a Abril foi afundando. Ganhou algum fôlego quando aceitou a sociedade com o grupo sul-africano Naspers, em uma história mal contada. O grupo assumiu 30% do capital, máximo permitido pela legislação brasileira. Outros 20% foram adquiridos por duas holdings sediadas em Delaware, EUA, e representadas no Brasil pelo escritório Mattos-Filho. Mais tarde, quando a Abril vendeu a TV A para a Telefonica, as duas holdings desaparecem da sociedade.

Os anos 2.000 marcam o início da decadência final do grupo. Globalmente, a Internet vitimiza o segmento de revistas. Civita decide, então, importar o estilo Rupert Murdoch. Incorpora o linguajar agressivo da ultradireita, inaugurando o estilo com a campanha contra o desarmamento; passa a vender sua opinião de forma imprudente (como ocorreu com o banco Opportunity), alia-se à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, beneficiando-se da complacência do Ministério Público Federal, e tenta se valer do temor que infundia para se aventurar no mercado de livros didáticos e, mais à frente, de cursos didáticos.

A Abril da coleção Os Pensadores, da revista Realidade, da História da Música Popular e de outros feitos culturais, cede lugar ao mais pernicioso jornalismo de esgoto da história da imprensa brasileira. 

Recorre ao discurso macarthista para tentar afastar concorrentes e impor suas publicações. Fecha contratos importantes tanto no MEC (Ministério da Educação) quanto com o governo de São Paulo.

Quando explode a bolha dos cursos universitários – no rastro do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) – sai imprudentemente à caça de cursos, com total falta de discernimento.

Liderado por um CEO megalomaníaco, a Abril se endivida, adquire cursos superavaliados que não lhe proporcionam retorno financeiro e acaba vendendo a Abril Educacional para um fundo de investimento. Não há indícios de que o dinheiro amealhado tenha sido utilizado para resgatar a Editora Abril do mar de dívidas em que se meteu.

Enquanto isto, o faturamento editorial despencava. Para preservar a publicidade de Veja, a editora recorre ao subterfúgio de turbinar a tiragem com promoções gratuitas, burlando as regras de auditoria do mercado publicitário.

Há quatro anos, o mercado trabalhava com uma hipótese de tiragem de 850 mil exemplares para a Veja, enquanto o IVC (Instituto Verificador de Circulação) apontava ainda mais inexistentes 1,2 milhão de exemplares. Esse fosso deve ter aumentado mais ainda, já que o IVC continua sustentando a tiragem de 1,2 milhão de exemplares. 

De lá para cá possivelmente a tiragem caiu mais ainda, tornando mais custosa a operação de turbina-la com assinaturas gratuitas.

Gradativamente começa a se desfazer de seus principais títulos. A crise do mercado publicitário acelerou sua agonia.

Em 31 de dezembro de 2014, a Abril Comunicações apurou prejuízo de R$ 139 milhões no exercício. O patrimônio líquido negativo saltou de R$ 125 milhões em 2013 para R$ 265 milhões, mostrando o fracasso da estratégia implementada a partir de 2013 para salvar a empresa.

Toda a estratégia resumia-se ao enxugamento da empresa, com a venda de títulos, fechamento de revistas e dispensa de funcionários. Conseguiu reduzir um pouco o endividamento – de R$ 995 milhões para R$ 772 milhões com a venda da Abril Radiodifusão e da Elemidia. E renegociou prazos de debentures com bancos. Conseguiu dois anos de carência, mas pagando CDI mais 2,6% ao ano.

Dos quatro grandes grupos de mídia tem-se o seguinte quadro:

1. Editora Abril, com escassa possibilidade de sobrevivência.

2. Estadão, tendo como único produto viável a Agência Estado.

3. Folha, sendo absorvida pela UOL, que torna-se cada vez mais um grupo de datacenter, tendo de concorrer com os gigantes globais. E com o modelo de portal entrando em crise, com a audiência corroída pelas redes sociais, que tornaram-se a porta de entrada principal dos usuários.

4. Globo, que permanecerá com seu enorme poder.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/07/editora-abril-caminha-para-o-fim.html

Manual básico para checagem de fatos (2ª Parte)

23.07.2015
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 07.07.15
Por Africa Check, na edição 858

Reproduzido do site Africa Check , um projeto de checagem de notícias financiado pela Fundação France Press na África e apoiado pelas empresas Google e Omidyar, além da Fundação Open Society

Esta é a segunda e última parte do Manual Básico para checagem de fatos. Para acessar a primeira parte do Manual, clique aqui.

4. Fontes de dados, peritos e fontes coletivas

O fato de uma pessoa fazer uma denúncia e não poder oferecer provas que sustentem suas declarações torna mais difícil a verificação, mas não significa que seja errada. Para verificá-la, você pode procurar fontes de dados, peritos reconhecidos e as fontes coletivas [crowdsourcing, em inglês].

Fontes de dados

Existem inúmeras fontes de dados úteis para a verificação de denúncias que as pessoas fazem. Dependendo do tipo de denúncia que você está verificando, você pode procurar informações em documentos do governo e estatísticas oficiais, registros de empresas, estudos científicos e bancos de dados de pesquisas sobre saúde, registros escolares, prestação de contas de projetos de caridade, jornais de ordens religiosas etc.

Reunimos nossas dicas e exemplos de fontes de dados que consideramos úteis em nossa página Recursos para Verificação de Fatos. Assim como com todas as fontes de informação, é importante que você conheça o máximo possível sobre a organização que coletou e possui os dados antes usá-los.

Peritos

Dependendo do assunto – se a denúncia se refere a questões médicas ou exige conhecimento pormenorizado da contabilidade de uma grande empresa ou aborda uma questão legal –, seria mais apropriado você verificar a denúncia conversando com alguns peritos reconhecidos.

Quando o fizer, a coisa mais importante é saber e declarar qualquer interesse que o perito possa ter na questão que possa causar, ou ser visto como uma causa, uma parcialidade em sua análise de uma ou de outra maneira.

Às vezes, as pessoas com quem você fala procuram ficar anônimas. Isso enfraquece o seu relatório, mas se a informação que elas derem puder ser verificada de forma independente, pode ser aceitável. Uma informação de uma fonte anônima – que só admite falar extraoficialmente – que não puder ser verificada, não deve ser utilizada.
Fontes coletivas

Também aqui, dependendo do assunto, talvez a melhor fonte de informação para uma denúncia específica não sejam os documentos ou um perito em particular, e sim o conhecimento que se pode encontrar na comunidade mais ampla, conhecido como crowdsourcing (fontes coletivas).

Se uma autoridade afirmar, na manhã de um dia de eleição, que todas as seções eleitorais receberam suas cédulas a tempo, ou um grupo ambientalista afirmar que uma fábrica está poluindo a vizinhança, as pessoas que estão em melhores condições para confirmar ou negar o que eles dizem podem ser as da comunidade mais ampla.

Quando você procurar informações junto à comunidade, você deverá tomar cuidado com algumas coisas. Em primeiro lugar, é importante que você garanta a segurança de suas fontes. Em muitos casos, informações enviadas por SMS, por e-mail ou por outros meios pode ser interceptada e em alguns países as pessoas que fornecem informações “delicadas” a sites jornalísticos podem vir a sofrer com isso. Portanto, é importante que os meios de comunicação estabelecidos sejam os mais seguros possíveis.

Ao mesmo tempo, você precisa saber quem são suas fontes e se as informações que elas fornecem são confiáveis. Procure verificar a identidade de qualquer pessoa que lhe envie informações. Informações que sejam enviadas anonimamente deveriam ser tratadas com o necessário ceticismo. Tome cautela com e-mails enviados por grupos que empurram programas e usam provas não necessariamente confiáveis como se fossem representativas.

5. Detectando falsificações

É claro que aquilo que você quer verificar pode não ser uma denúncia falada ou escrita, e sim, material que lhe foi enviado ou publicado online – fotos, vídeos, blogs ou outros conteúdos. Na era digital, fotografias, vídeos, documentos de texto, websites, Twitter e outras redes sociais podem ser falsificadas. Como detectar algo genuíno de uma falsificação? Nossos testes são os seguintes.

As palavras ou imagens parecem verdadeiras?

Começando pelo princípio, antes mesmo que você começa a procurar provas, a coisa mais importante a fazer com o material enviado é envolver o seu cérebro. As imagens ou palavras parecem verdadeiras? A linguagem ou sentimento manifestado seria a maneira pela qual uma pessoa fala? Seria o tipo de coisa que eles realmente pudessem ter dito?

Os colegas compreendem quando as pessoas são enganadas por uma farsa. Mas se for óbvio, depois do caso, que a pessoa que foi citada jamais teria dito aquilo que lhe foi atribuído e você não verificou, você pode passar por um idiota.

Portanto, antes de tudo, pense. Depois, se ficar em dúvida, verifique com a pessoa ou organização que foi citada ou mostrada para comprovar.

Existe um detalhe revelador fora de lugar?

Os farsantes muitas vezes são descobertos por detalhes. Seja sempre cético. A citação usada neste desenho não era incorreta, mas algo deveria levar você a desconfiar que provavelmente o autor não foi o 19º presidente dos Estados Unidos.

Veja a frase usada e pergunte se poderia ter sido dita naquela hora. Veja a foto ou o vídeo e pergunte se ela se encaixa nas leis de luz e sombra. Ao fundo, há coisas que deveriam estar lá e não estão? E outras que não deveriam estar e estão? A luz do sol reflete o clima que se poderia esperar, naquele lugar, nessa época do ano? As paisagens, plantas, carros e prédios são do tipo que você esperaria ver?

Se os detalhes estiverem fora de lugar, pode ser uma falsificação.

Isso – ou algo semelhante – já apareceu antes em algum lugar?

Ao contrário dos raios, os farsantes muitas vezes agem duas vezes no mesmo lugar. Se você suspeitar de uma imagem ou de um texto, verifique online se aquilo – ou algo semelhante – já apareceu antes em outro lugar.

Faça uma busca no Twitter com referência ao material com a hashtag “fake” e veja se outros também detectaram alguma coisa no Twitter.

Se você acha que usou antes foi texto, então faça a busca no Google.

Se for uma foto ou um vídeo no formato PNG, então entre num website como o www.tineye.com, por exemplo, que permite que você verifique se as fotos ou os vídeos já apareceram anteriormente online. Se a mesma imagem, ou muito semelhante, tiver sido publicada anteriormente em circunstâncias diferentes, aquilo que você recebeu pode ser uma falsificação.

Teria a pessoa enviado material para outros lugares?

Lembre-se que muitas vezs a pessoa usa o mesmo nome de usuário para várias plataformas. Portanto, se você está procurando material semelhante de uma pessoa, coloque seu nome de usuário em plataformas distintas, como Google Search, Facebook, Flickr, Twitter, YouTube, 123people.com, blogsearchgoogle.com, Technorati.com.

Verifique com a pessoa que enviou a mensagem se ela está onde diz que está.

Se você tiver dúvidas sobre a fonte de alguma informação e tiver o seu endereço digital – o código IP – do computador pela qual ela foi enviada, você pode verificar o país em que o computador está localizado pelo endereço www.domaintools.com/reverse-ip/.

6. Seja persistente

A verificação de fatos toma tempo e persistência. Se alguém tentar enganá-lo, recusando acesso às informações a que você tem direito, ou deixando de fornecer provas que sustentem a denúncia, continue persistindo.

Verificar um debate público não é fácil. Muitas vezes, a malandragem está no detalhe. Para encontrá-la você precisa resistência e persistência.

7. Fique aberto e aceite críticas

Finalmente, mantenha-se aberto na forma pela qual você escreve relatórios de verificação de fatos, fornecendo links para as provas que utilizar. E seja honesto: se cometer um erro, reconheça-o. Mesmo assim, você terá que aceitar que não irá convencer ninguém.

A maioria das pessoas mostra certa relutância em aceitar provas que vão de encontro àquilo em que acreditam. E algumas delas não se convencem nem com argumentos cuidadosos, nem com links vinculando às provas. Trata-se de um fenômeno que os cientistas chamam “persistência de crenças desacreditadas” e descreve um estado em que, segundo os psicólogos Craig Anderson e Lee Ross, “as crenças podem resistir a uma lógica potente e a desafios empíricos. Elas podem resistir e mesmo ser reforçadas por provas que observadores imparciais concordariam que logicamente enfraqueceriam tais crenças. Elas podem até resistir à destruição total de suas provas originais”. Algumas pessoas, você simplesmente não conseguirá convencer.
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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/manual-basico-para-checagem-de-fatos-2a-parte/

Manual básico para checagem de fatos

23.07.2015
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 07.07.15
Por Africa Check

Seja você um repórter, um ativista, um líder empresarial, um agente de saúde ou um simples cidadão, como é que você pode saber quando as personalidades públicas dizem a verdade e quando as distorcem? Como é que você pode decidir quais as denúncias que são justas e em quem confiar? Para produzir os textos para este site, usamos nossa própria experiência enquanto jornalistas e a ajuda e assistência de especialistas em vários campos para produzir esta lista:

1. Pergunte onde estão as provas

Sempre que alguém, na vida pública, faz uma denúncia, seja ela grande ou pequena, a primeira coisa que você deveria perguntar – uma vez que você decidido se a denúncia é plausível e vale a pena investigar – é “Onde estão as provas?”

Hoje em dia, muitas pessoas concordam que na preparação para a guerra do Iraque em 2003, pouca atenção foi dada à óbvia falta de provas sobre a possibilidade do Iraque possuir as armas que diziam que tinha.

Ali e em outras situações, muitas vezes há um bom motivo para que uma autoridade se recuse a revelar as provas que sustentariam uma denúncia. Talvez elas precisem, como os jornalistas, proteger suas fontes. Mas se as fontes precisam de proteção, nós ainda precisamos das provas. E, muitas vezes, o motivo pelo qual as autoridades se recusam a fornecê-las é que as provas são frágeis, parciais ou contraditórias.

Portanto, comece por pedir as provas e se nenhuma lhe for apresentada, você já sabe que há, ou poderá haver, um problema com essa denúncia.

2. As provas são comprováveis?

O passo seguinte, uma vez que as provas tenham sido providenciadas, é ver se elas podem ser verificadas. Um dos testes-chave feitos antes que o resultado de uma nova experiência seja aceito pela comunidade científica é ver se a experiência pode ser repetida por outros pesquisadores com resultados semelhantes. Como disse Thomas Huxley, um importante biólogo do século 19, “o homem da ciência aprendeu a acreditar na justificativa não pela fé, mas pela comprovação”.

No debate público seria a mesma coisa. Quando uma personalidade pública, seja ela do campo que for, fizer uma denúncia que quer que tenha credibilidade, deveriam ser pedidas provas verificáveis. Caso contrário, você se limitará a confiar no que eles dizem?

3. As provas são confiáveis?

Em tudo o que pesquisamos, ainda não há uma única lista de testes que cubra os diferentes tipos de prova que você possa vir a acessar antes de decidir que são confiáveis. Abaixo, as principais perguntas que fazemos.

Poderiam eles saber o que denunciam que sabem?

Se as provas se baseiam no relato de uma testemunha ocular, saberia essa pessoa o que denunciam que sabem? Onde estavam? Seria possível acreditar que essas pessoas tivessem acesso a esse tipo de informação? A informação seria em primeira ou segunda mão? Seria algo que ouviram ou em que acreditaram? Seria algo que possa ser conhecido?
Caso existam dados, quando foram coletados?

Um dos truques preferidos das personalidades públicas é apresentar informações coletadas muitos anos antes como se fossem de hoje, sem mencionar as datas. Mas os dados envelhecem e, ao contrário dos bons vinhos, isso não é bom. Para compreender as informações, você precisa saber quando foram coletadas e como era o quadro antes e depois. Um dos truques preferidos dessas pessoas é escolher as datas de início e do fim, não por que eles reflitam o verdadeiro desempenho ao longo do tempo, mas para que os números pareçam bons, começando na parte de baixo de um ciclo e terminando no topo.
E a amostra foi suficientemente ampla? Foi integral?

Uma pesquisa de opinião que represente os pontos de vista de algumas dúzias de pessoas – ou mesmo algumas centenas – provavelmente não será representativa da opinião de uma população de milhões. A maioria das organizações de pesquisa sugere que uma amostra bem selecionada de cerca de mil pessoas seriam o mínimo para produzir resultados precisos. Porém, é surpreendente o número de vezes que pesquisas feitas com umas poucas centenas de pessoas, ou umas poucas dúzias, sejam citadas por personalidades públicas, e divulgadas na mídia, como representativas de opiniões mais abrangentes.

E lembrem-se, mesmo as pesquisas de ampla escala – que não procuram em todos os lugares apropriados – podem dar um quadro errôneo. Isso é algo que algumas pessoas chamam o “problema do cisne negro” – uma referência à suposição equivocada feita na Europa durante séculos de que todos os cisnes eram brancos porque todas as centenas de milhares de cisnes, ao longo dos anos, também eram. E, na realidade, só depois que o explorador holandês do século 17,  Willem de Vlamingh,  voltou à Europa depois de descobrir cisnes negros na Austrália ocidental, é que as pessoas a perceber o erro. A “amostra” anterior fora ampla, mas não suficientemente abrangente.
Como foram coletados os dados?

Não é só a abrangência da amostra que importa. Quando se faz uma pesquisa de opinião, devem ser ouvidas pessoas de todos os grupos sociais relevantes – ambos os gêneros, raças distintas, grupos socioeconômicos e regiões diferentes – e nas proporções corretas, caso se pretenda que a pesquisa seja representativa da sociedade como um todo.

Como foi feito o estudo? Pesquisas semelhantes feitas de porta em porta podem produzir resultados diferentes daquelas feitas por telefone, pois a reação do entrevistado pode ser diferente se ele falar com alguém cara a cara ou por telefone.

E os estudos que confiam na capacidade dos entrevistados preencherem formulários tendem a mostrar mais erros do que as entrevistas cara a cara, principalmente entre pessoas com pouco conhecimento de leitura. Se a denúncia se basear numa pesquisa como essa, isso poderia ser um fator?

Entretanto, o que as pessoas que participam de um estudo ou de uma experiência sabem, ou pensam que sabem, pode afetar o resultado. Isso chama-se “efeito placebo” e explica por que muitas vezes as experiências médicas não são, ou não deveriam ser, divulgadas – isto para que as pessoas que estão sendo estudadas não saibam a natureza do tratamento que receberam ou deixaram de receber.

E quanto ao quadro mais amplo?

Uma vez que você já saiba como os dados foram coletados, avalie a forma pela qual eles são apresentados. A pessoa está dizendo a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade? Personalidades públicas de todas as áreas gostam de selecionar cuidadosamente aquilo que vão dizer a você e o que não irão dizer, salientando as provas que irão favorecer seus argumentos e deixando de lado aquilo que seja menos saboroso.

Os dados apresentados estão inseridos num contexto? E teriam significado semelhante se outros fatores, não mencionados, fossem levados em consideração?

Um exemplo: quando um político diz que aplicou uma “quantia recorde” no sistema público de saúde e não menciona a inflação, sua afirmação pode ser verdadeira, porém enganosa, caso a inflação signifique que aquela quantia está caindo, “em termos reais”. Portanto, verifique sempre se não existem outros fatores que compõem o quadro mais amplo.

E lembre-se sempre de avaliar os números proporcionalmente. Uma verba de 50 milhões de dólares num projeto de saúde parece gigantesca para uma comunidade pequena. Porém, se for dividida entre uma população e seu programa implicar uma aplicação por 10 anos, irá parecer bem menos generosa do que pareceu à primeira vista.
(continua na 2ª e última parte)
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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/manual-basico-para-checagem-de-fatos-1a-parte/

Burburinho sabe quem pôs tarja preta no Cerra É um erro elementar para um agente da PF, mesmo aecista de carteirinha

23.07.2015
Do  blog CONVERSA AFIADA, 22.07.15
Por Paulo Henrique Amorim


O Conversa Afiada recebeu este e-mail do incansável Stanley Burburinho:​



Quem colocou as tarjas pretas no documento da Polícia Federal, sobre os e-mails do Marcelo Odebrecht, publicado pelo Estadão: um jornalista do Estadão ou alguém da Polícia Federal? Posso estar enganado. Veja abaixo:

Fiz  download do arquivo “.pdf “ pulicado pelo jornal Estadão com o relatório da Polícia Federal sobre os e-mails de Marcelo Odebrecht. Para acessar o documento publicado pelo Estadão, use este link: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/wp-content/uploads/sites/41/2015/07/relatoriotelefonemarceloodebrechtok1.pdf

Abri o arquivo com o Adobe Reader e cliquei com o botão direito do mouse sobre o arquivo “.pdf” e cliquei no item “Propriedades do documento” que é o último item da janela que aparece e depois cliquei na aba “Descrição”. Surgiu a janela com a imagem abaixo. (Você não conseguirá fazer isso sem fazer download do “.pdf” publicado pelo Estadão. Dentro do Chrome ou qualquer outro browser você não conseguirá ter acesso às propriedades do documento. Acho que não previram isso como também esqueceram de inibir a opção “Salvar como” que permite fazer o download.)

​ Reparei que alguém no Estadão, no dia 20/07/2015, às 23h15m, converteu o documento original enviado por alguém da Polícia Federal para o formato “.pdf” usando o software PDFCreator Version 1.3.2. (ver a marcação na cor verde). Pode ser também que alguém na PF fez a conversão. Mas devido a hora que a conversão foi feita, acho difícil. Será fácil de saber.

Reparei que o autor do “.pdf” é alguém que usa o login “mc110215” (ver a marcação  na cor vermelha) que é colocado automaticamente pelo software que faz a conversão  para o formato “.pdf”.

Posso estar enganado, mas “mc110215” pode ser Mateus Coutinho, um dos jornalistas do Estadão que assinou a matéria que publicou o documento da PF:

​http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/relatorio-mostra-siglas-de-marcelo-odebrecht-para-politicos/

No documento existem vários trechos com tarjas de diversas cores, que vazam o texto embaixo, somente para realçar algum ponto, mas nenhuma com a cor preta opaca com o objetivo de esconder. Se você der um “copy” no parágrafo que têm as tarjas pretas e em seguida der um “paste” em qualquer editor de texto, tipo Notepad, o texto embaixo das tarjas pretas aparecerão.

O número “110215” do login “mc110215” pode ser, não estou afirmando, o número de matrícula de funcionário do Estadão? O juiz Moro disse hoje na imprensa que pediu que esclarecessem o motivo das tarjas pretas. Veja abaixo:

“PF terá que explicar por que blindou Serra no Código Odebrecht” -

Alguém da PF terá que aparecer para dizer se colocou ou não as tarjas pretas o que pode revelar quem da PF vaza para a velha mídia. Desconfio que algum jornalista do Estadão assumirá para não comprometer a sua fonte na PF.

Curiosidade: as páginas 23, 24 e 25 estão em branco no documento publicado pelo Estadão. Mas se você copiar e colar em qualquer editor de texto verá a troca de e-mails com os bastidores de uma entrevista que alguns grandes empresários dariam ou deram para a Folha durante a eleição passada.


Navalha
O Conversa Afiada submeteu essas considerações do Stanley a amigo navegante especialista em armadilhas (em pdf e na internet de maneira geral).
E recebeu as considerações que se seguem:
Os procedimentos que o sujeito (Stanley) descreve para recuperar o conteúdo encoberto pelas tarjas pretas funcionam perfeitamente .
Porém, ao fazer isso, nem todos os trechos “tarjeados” se referem a José Serra. Tb existem referências a Fernando Pimentel e José Eduardo Cardozo .
Pto, seja lá quem quem for que colocou estas tarjas pretas, estava tentando “blindar” o PSDB e não somente o José Serra .
Não acredito que seja trabalho de alguém da Polícia Federal. Este “erro” é muito primário para os policiais federais. Eles tem um pouco mais de conhecimento sobre o formato de arquivo PDF para cometer um erro tão simples …
Quem colocou estas tarjas não conhece absolutamente nada sobre este assunto. E aí o perfil descrito pelo sujeito (Stanley) pode estar correto. Um jornalista provavelmente não conheceria suficientemente estes detalhes do formato de arquivos PDF para perceber o erro .
Mas eu diria para publicar LOGO isto, antes que alguém do Estadão perceba o erro e altere “para valer” o arquivo PDF …
Atenciosamente,
amigo navegante do C Af (e essas entrevistas do Ciro , hein, ansioso blogueiro ? O tarja preta deve estar se borrando de medo do Ciro. O Ciro sabe tudo dele … Deles … dos de tarja preta …)


Leia também:

Nassif encontra o Cerra inteirinho na Lava Jato!

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2015/07/22/burburinho-sabe-quem-pos-tarja-preta-no-cerra/

SANTA CRUZ: ” TEM MUITA GENTE INTERESSADA NUMA CRISE GRAVE […] POR QUESTÕES POLÍTICAS “

23.07.2015
Do blog BRASIL29, 21.07.15
Tico210715a
O cantor Tico Santa Cruz expressou, através da rede social Facebook, sua opinião sobre a crise que o país passa atualmente. De acordo com Santa Cruz, alguns setores da economia passam por um momento de retração temporário, o que já era de se esperar devido ao alto consumo que o Brasil viveu entre os anos de 2008 a 2011.
vale a pena ler o texto (reprodução Facebook Tico Santa Cruz):
Às vezes fico na dúvida se existe realmente essa CRISE do tamanho que estão vendendo ou se estamos passando por um momento de retração da economia, com aumentos de preços SIM – inflação, com perdas importantes considerando os últimos 10 anos em que nosso país viveu uma fase econômica positiva, onde as pessoas tiveram acesso a bens de consumo, compraram carros, viajaram, compraram imóveis e etc…
Não sei se existe dentro do contexto econômico atual a possibilidade de não passar por altos e baixos em determinados períodos, mas vejo a Europa com problemas Graves, os Estados Unidos tentando se reerguer após aquela grande depressão de 2008 e enfim…
Eu viajo pelo país inteiro, fazendo shows. Trabalho com entretenimento… Tenho visto os aeroportos cheios, as pessoas viajando, as noites com restaurantes lotados – shoppings com bastante movimento… os lugares não demonstram estar nessa CRISE que é vendida.
Fico sabendo também de DEMISSÕES… em alguns setores como o automotivo. Aquele mesmo que deu um BOOMMMMM nos últimos anos, que contratou bastante gente para dar conta do alto índice de consumo que o povo brasileiro adotou. Tem gente com 2 e até 3 carros na garagem..
Daí me pergunto… esses setores que lucraram tanto em tempos recentes, com a retração da economia não podem segurar um pouco e diminuir seus lucros mas manter seus funcionários ou será que eles quebram se mudarem o Modus operantes para adaptar a realidade do país? Pergunta de leigo, pois não sou economista.
Tivemos também aumento da Luz, da Gasolina, que refletem nos preços de outros produtos. Mas caramba, quando eu vi meu país numa GRAVE CRISE… como a que estão querendo… tinha fila nos postos de gasolina para abastecer… as pessoas ficavam a madrugada em verdadeiros engarrafamentos na frente dos postos para evitar o aumento quase que semanal dos preços.
Me lembro também de meus pais e pessoas próximas comentando sobre os frequentes, quase diários aumentos nos preços dos alimentos. Era um inferno.
EM MOMENTO ALGUM NEGO QUE ESTEJAMOS PASSANDO POR UM MOMENTO DELICADO QUE EXIGE MUITO CUIDADO E QUE TEM PESSOAS SENDO AFETADAS POR ESSES PROBLEMAS.
Mas essa CRISE CRISE CRISE CRISE que estão dizendo ai…
Sinceramente… não estou vendo.
Não é porque tenho uma boa condição financeira, é porque eu vejo pelos lugares, pelas pessoas, pelo que é cortado quando estamos numa CRISE GRAVE.
A sensação que tenho, MAS POSSO ESTAR ERRADO, é que existe um MOVIMENTO em prol de uma CRISE para que cada vez mais nosso país fique desestabilizado FINANCEIRAMENTE, EMOCIONALMENTE, e que isso sim… nos leve a um quadro grave de crise, porque o MEDO gera CRISE e de tanto ler notícia ruim, de tanto ver gente martelando a palavra CRISE, a CRISE ACONTECE.
Existe muitas PREVISÕES de gente especialista em economia para possíveis aumentos de juros, de Taxas e etc, mas efetivamente nada aconteceu ainda.
Não vejo notícias boas sendo divulgadas, como as melhorias das ações da Petrobrás, as Boas Safras de produtos agrícolas exportados para o exterior… só vejo notícias que tentam me jogar numa depressão e que me coloquem em CRISE…
Gente… Estar passando por tempos difíceis exige de nós atenção e cuidado. Reconhecer que temos problemas é fundamental para saná-los.
Mas se embarcarmos em algo que ainda não aconteceu… acaba acontecendo.
Tem MUITA GENTE INTERESSADA NUMA GRAVE CRISE, Mas não por questões econômicas, e sim por questões políticas. Isso está tão claro para mim que chega me dar um aperto no peito. Porque eu reconheço os problemas e acho a indignação TOTALMENTE LEGÍTIMA…
Mas RECONHEÇO CLARAMENTE um movimento que visa nos desestabilizar para gerar que setores que GANHAM COM CRISES, possam voltar a CENA.
Posso estar completamente errado.
Mas é o que sinto desse momento.
O medo é fé no contrário, quem trabalha E GANHA COM O MEDO, tem medo de que as pessoas percam o MEDO.
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Fonte:http://br29.com.br/santa-cruz-tem-muita-gente-interessada-numa-crise-grave-por-questoes-politicas/