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terça-feira, 16 de junho de 2015

Cristãos se unem contra a inclusão da teoria do gênero nas escolas

16.06.2015
Do portal GOSPEL PRIME 
Por Leiliane Roberta Lopes

Municípios brasileiros estão discutindo projetos que trocam o termo "sexo" por "gênero"

Cristãos se unem contra a inclusão da teoria do gênero nas escolas
Cristãos contra a teoria do
gênero nas escolas
A proposta de identidade de gênero tem sido debatida em diversas câmaras municipais do país e para impedir que esse projeto seja aprovado grupos religiosos estão se manifestando e forçando seus representantes a não aceitarem o termo.
Em São Paulo a pressão de católicos e evangélicos surtiu efeito e o termo desapareceu dos documentos que determinavam as propostas educacionais que seriam adotadas nas escolas municipais.
A imprensa internacional como o jornal espanhol El País, em sua versão em português, chamou a atitude dos religiosos de “cruzada” e falou também em “lobby religioso” para criticar a movimentação contra a inclusão dessa ideologia.
Ao substituir a palavra sexo por gênero, a proposta educacional – já retirada no Plano Nacional de Educação – difunde que as crianças podem escolher sua identidade de gênero sem se valer do sexo biológico. Em linhas gerais a definição de homem ou mulher seria escolhida pela própria criança, não mais pelo sexo com que ela nasceu.
A Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se manifestou contra esse tipo de ensinamento através de uma nota, destacando que a adoção do termo gênero não é uma forma de combater a discriminação de homossexuais, “mas sim desconstruir a família” ao fomentar “o estivo de vida que incentiva todas as formas de experimentação sexual desde a mais tenra idade”.
Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, também se pronunciou sobre o tema dizendo que “os legisladores [devem evitar] a ingerência do Estado no direito e dever dos pais e das famílias de escolherem o tipo de educação dos filhos”. Na nota divulgada por ele, afirma que a ideologia de gênero é uma distorção antropológica e terá consequências graves.
Além de São Paulo outras cidades brasileiras conseguiram impedir a aprovação de leis que incluem essa doutrinação nas escolas. Na cidade de Campinas, interior de São Paulo, há um  “Projeto de Emenda à Lei Orgânica Anti-ideologia de Gênero” que proíbe legislações sobre o tema.
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Fonte:http://noticias.gospelprime.com.br/cristaos-contra-teoria-do-genero-escolas/

Helicóptero do Perrella não! Aécio reclama da Venezuela desconfiar de vôo

16.06.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o jornal "O Globo" espalharam um boato de que a Venezuela havia vetado vôo da FAB que levaria os senadores.

O veto era mentira. 

Qualquer avião, da FAB ou não, para entrar no espaço aéreo de qualquer país tem de pedir autorização, assim como ocorre com qualquer avião que entra no espaço aéreo brasileiro.

A Venezuela ainda não havia respondido o pedido feito pela FAB para os senadores e a data do vôo é quinta-feira, portanto ainda estava em tempo.

Mas com certeza, avião da FAB não tem o menor problema em ser autorizado a entrar em outros países com quem mantemos relações diplomáticas.

Problema haveria se fosse um vôo como aquele helicóptero do Perrella, apreendido no Espírito Santo com meia tonelada de pasta de cocaína.

Farra com dinheiro público

O vôo de uma comitiva de senadores demotucanos, pago pelo Senado, ou seja, com dinheiro público do povo brasileiro, não é para visitar nenhum brasileiro preso injustamente no exterior.

É para visitar dois políticos venezuelanos milionários ligados à empresas petrolíferas dos EUA (e pelo menos um deles acusado de corrupção), presos provisoriamente a pedido do Ministério Público de lá, acusados de envolvimento em crimes equivalentes a formação de quadrilhas armadas paramilitares no Brasil (milícias).

Nunca vi Aécio ou Aloysio Nunes (PSDB-SP) visitar um pobre ou preto preso no Brasil, acusado injustamente.

Vôo de carreira

Diante da demora da aeronáutica venezuelana a autorizar o vôo dos senadores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que os senadores irão em avião de carreira.

Depois de desmascarado, Aécio muda a versão

Depois de ser desmascarado, Aécio procurou o jornal o Estado de São Paulo e desmentiu a própria mentira  Agora ele diz que considerou nesta terça-feira, 16, que  a espera para aguardar autorização do governo venezuelano  para a comitiva do Senado desembarcar em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) no País, é interpretado por ele, "como  uma negação", ressaltou.

 O ministro Wagner encaminhou essa solicitação às autoridades venezuelanas porque, em se tratando de um avião militar, é preciso autorização para pouso e até agora não há uma respostas. Diante disso, entendi  como uma negação", disse Aécio, que finalmente admitiu que mentiu

O ministro da Defesa, Jaques Wagner afirmou não ser verdade que o Executivo não quis ceder o apoio para a oposição. Ele disse que o pedido, "absolutamente corriqueiro" foi feito e está sendo avaliado pelo governo do país vizinho, a quem cabe a decisão final sobre a autorização.

"Qualquer avião da FAB, para sair daqui e ir a qualquer lugar, ele pede ordem de passagem pelo espaço aéreo e para o pouso. Não é verdade que tenha sido negado. O presidente Renan sabe disso, e o presidente Aloysio (Nunes Ferreira, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado) sabe disso. Eles acompanharam tudo", afirmou.

Wagner disse já ter feito tratativas para convencer o governo venezuelano a autorizar o voo da FAB, citando os esforços empreendidos por representantes diplomáticos, como o embaixador e o adido militar. Mas destacou que a gestão do país vizinha é soberana para emitir a operação. "Não depende de mim", disse ele.

Como mente esse Aécio, que, acima de tudo, vai se intrometer   em um assunto interno do país sul-americano
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/06/helicoptero-do-perrela-nao-aecio.html#more

Fazendo um orçamento financeiro de forma diferente

16.06.2015
Do portal GOSPEL PRIME
Por  Reinaldo Domingos
Fazendo um orçamento financeiro de forma diferente
Tenho observado que, por mais que as pessoas tenham perseverança, ainda é grande a dificuldade de essas realizarem seus sonhos e isso se dá principalmente porque elas utilizam modelos antigos de lidar com o dinheiro, por falta da educação financeira.
Cito como exemplo que, para cuidar melhor do seu dinheiro e se tornar uma pessoa próspera, é preciso rever o orçamento tradicional que você já tem incorporado nos seus hábitos ao administrar os seus rendimentos.
O pensamento corriqueiro é em utilizar a equação: receitas menos despesas e o que sobrar se poupa, mas alerto, não terá condições de reservar parte da sua renda para investir na realização dos seus sonhos com esse modelo de orçamento.
Por isso, recomendo que se reverta esse modelo: receitas menos os sonhos e, com o que sobrar, ajustar as despesas. Quando você destina um montante da sua receita para os seus sonhos, investindo esse dinheiro antes de pagar as suas despesas mensais, você está aplicando uma nova maneira de organizar o seu dinheiro.
Essa é premissa do Orçamento Financeiro DSOP. Trata-se de um jeito diferente de administrar os seus rendimentos mensais, colocando os seus sonhos em primeiro lugar.
Para entender melhor, com esse modelo, você transfere parte do seu ganho, do seu salário e de outras receitas que tiver para os sonhos tão logo o seu dinheiro caia na conta bancária. Com a quantia que restar, aí sim você quitará as suas despesas corriqueiras. Chamo isso de adequar o seu ganho ao seu padrão de vida, garantindo a realização dos seus sonhos.
O pensamento que vem à cabeça nesse momento é que, desse jeito, ficará impossível adequar receitas e despesas. No começo, essa readaptação será difícil, porém, com o passar dos meses, você verá que o método funciona.
Agindo dessa forma, se priorizará os seus sonhos, diminuindo a importância das suas despesas cotidianas, bem como, aos poucos, o tamanho delas. Ao longo do tempo você passará a gastar menos na ânsia de transferir valores cada vez maiores para “os sonhos”.
A tendência é que você comece a cortar tudo o que for excesso e supérfluo das suas despesas mensais para que lhe sobrem alguns reais para poupar, pois, dessa forma, você estará acelerando a caminhada rumo à concretização dos seus sonhos de curto, médio e longo prazos.
Um ponto importante é que essa decisão deve ser tomada depois de reunir a família e estabelecer as regras com relação às finanças da casa, de modo que todos possam participar do processo de construção dos alicerces financeiros para a concretização dos sonhos individuais e coletivos.
Nessa conversa, se deve começar ressaltando o motivo de todos os esforços em torno de novas estratégias para a vida financeira: a realização dos sonhos, especialmente os coletivos. É importante que todos estabeleçam.
Mostre o quanto cada um pode contribuir com atitudes individuais, estando atentos aos gastos, eliminando o consumo de produtos supérfluos, pesquisando preços antes de efetivar uma compra, trocando grifes e marcas dispendiosas por outras similares e, por fim, reduzindo despesas em geral.
Para que os sonhos coletivos realmente se realizem, é de extrema importância que toda a família esteja engajada nesse propósito. E o Orçamento Financeiro DSOP, que prioriza os sonhos, pode ser um grande aliado nesse processo.
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Fonte:http://artigos.gospelprime.com.br/fazendo-um-orcamento-financeiro-de-forma-diferente/

Governança corporativa é tema de curso para diretores e conselheiros

16.06.2015
Do portal GEAP SAÚDE
Os conselheiros e diretores da Geap Autogestão em Saúde participaram, nesta segunda-feira (15), de um curso de Governança Corporativa e Compliance – ou seja, conformidade e integridade institucional. O treinamento foi realizado na sede do Conselho de Administração da empresa, em Brasília, e veio por sugestão dos próprios integrantes do Conad, interessados em fortalecer as ferramentas de gestão da Geap. Os consultores Eduardo Lilla e José Luiz Munhós palestraram sobre os aspectos históricos e legais da governança corporativa, tanto no Brasil quanto no exterior, e introduziram o Sistema de Compliance eficaz, com as melhores práticas de auditoria, controle e gestão de riscos.
De acordo com Eduardo Lilla, o tema mais importante em conformidade e integridade para evitar desvios e irregularidades se refere ao acompanhamento da confiabilidade de terceiros com quem a empresa se relacione “Nos Estados Unidos, por exemplo, 90% dos casos de irregularidades envolvem atuação de parceiros e fornecedores”, destacou.
Munhós, por sua vez, falou sobre a tendência de melhora do Brasil no indicador de Percepção de Corrupção elaborado pela Transparência Internacional. “O Brasil saiu da 72ª posição, em 2013, para a 69ª, em 2014. Essa melhora sutil já é resultado da lei anticorrupção, do maior rigor nas investigações e punições, além do compromisso crescente das empresas em alinhar seus processos”, avaliou.
Na opinião do Diretor Executivo, Luís Saraiva Neves, o treinamento propicia um salto de qualidade na relação ampla e diversificada que a Geap tem com prestadores, fornecedores e outras instituições. “O curso chega em boa hora, precisávamos desse alinhamento para continuar o aprimoramento da gestão. Do estágio que encontramos a empresa desde a época da intervenção conseguimos boa evolução, mas precisamos de ferramentas como esta para continuar a trilhar um caminho tranquilo, cumprindo o que rege a legislação”, disse.
Segundo a presidente do Conselho Fiscal, Maria das Graças de Oliveira, “percebemos que a governança e adoção de boas práticas são temas que não tocam apenas os administradores, mas a todos desde os funcionários da base. A responsabilidade pelo controle e rigor na Geap deve ser assumida por todos, desde a base até a cúpula”, afirmou.
O conselheiro Roberto Machado considera que a Geap encontra-se num “ponto da virada” em termos organizacionais, éticos, assistenciais. “Temos que introduzir a cultura de compliance no dia a dia da empresa, sem isso, dificilmente a Geap irá superar os desafios que tem pela frente, principalmente os de mercado. Esta compreensão vai dar efetividade, qualidade, honorabilidade às nossas atividades, principalmente dos conselhos”, opinou.
A diretora de Controle de Qualidade, Maria do Socorro da Costa Brito, avalia a ocasião como uma “oportunidade de alinhamento de visão estratégica, tanto do conselho quanto do corpo diretivo, para acompanhar os esforços da Geap na verificação da integridade de hospitais, fornecedores de OPME e demais parceiros”.
O conselheiro Irineu Messias demonstrou grande expectativa quanto ao treinamento, “uma vez que a Geap tem uma capilaridade nacional, o que já demonstra o desafio grande de manter todos os seus procedimentos alinhados nos estados, com todo seu corpo funcional”.
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Fonte:http://migre.me/qjFOa

Veja não noticia operação contra sonegação de escolas de SP. Grupo Abril atuou no setor

16.06.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 15.06.15
 

A Receita Federal e a Receita Municipal da Prefeitura de São Paulo deflagraram a operação "Segunda Época" para recuperar aos cofres públicos cerca de R$ 100 milhões em impostos e multas, produto da sonegação de empresários do ensino privado.

A operação “Segunda Época” tem como alvo 50 escolas privadas que atuam no ensino infantil, fundamental, médio e superior. O caso com maiores indícios de irregularidades é o de uma universidade que, apenas no ano de 2013, teria deixado de recolher tributos num total de R$ 6,6 milhões.

As instituições que são fiscalizadas apresentaram evidências de sonegação pelo cruzamento de informações federais e municipais, que apresentaram inconsistências. Notas Fiscais eletrônicas de serviço emitidas, declarações de informações econômico-fiscais, escrituração contábil fiscal não batiam entre si.

Teve escolas que também caíram na malha fina do Imposto de Renda porque o valor declarado como pago por alunos não bateu com o valor declarado com recebido pelas escolas fiscalizadas.

A operação, ainda que discretamente, foi noticiada pela maioria dos veículos de imprensa desde o dia 11, data da deflagração. Mas ao buscamos nos mecanismos de busca da internet não encontramos notícia desta operação no portal da revista Veja.

O Grupo Abril, dos mesmos donos da revista Veja, atuou no setor educacional privado entre 2009 e 2015. Através da Abril Educação adquiriu colégios e cursos particulares com atuação em São Paulo. Mas nem a Receita Federal nem a Municipal divulgaram nomes, devido ao sigilo fiscal, por isso ainda não é possível saber quais foram as escolas que sonegaram.

Unidade do Anglo, que já foi ligado à Abril Educação, foi alvo da Polícia Federal em 2010.

Em julho de 2010 a
Abril Educação anunciou a compra do Grupo Anglo, tradicional rede de escolas.

Em 13 de dezembro de 2010, as unidades do Anglo/COC Campinas foram alvo de uma
operação conjunta da Polícia Federal, Receita Federal e da Delegacia Regional do Trabalho. Foram apreendidos computadores, materiais e documentos relacionados à contratação de professores.

A operação partiu de denúncia feita em abril de 2010 (antes da aquisição pelo Grupo Abril), pelo Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro) ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para preservar os direitos trabalhistas de cerca de 300 professores.

Segundo o Sindicato, no final de 2009 os professores passaram a ser abordados pela direção das unidades para assinarm novos contratos de trabalho lesivos a seus direitos, com redução da hora-aula, registro em carteira com valor inferior e recebimento da diferença por fora e sem os recolhimentos devidos de INSS, IR e FGTS, trabalho sem registro em carteira e adesão à licença não remunerada.

Os professores acionaram o Sinpro tão logo começaram a ser assediados e coagidos. O Sindicato então alertou a direção do Anglo/COC para a série de irregularidades e ilegalidades que estavam sendo cometidas e participou de um Foro Conciliatório na tentativa de buscar uma solução amigável.

Depois de esgotar todos os canais de negociação com a direção do Anglo/COC, o Sinpro decidiu então oferecer denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT), quando tiveram início as investigações.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/06/veja-nao-noticia-operacao-contra.html

PROVÉRBIO DO HIPÓCRITA DA GLOBO

16.06.2015
 
 
PROVÉRBIO DO HIPÓCRITA
Faça o que eu digo
Mas não faça o que eu faço
Esse é o provérbio preferido
Pelos que promovem os panelaços
Contra os escândalos de corrupção
Que são divulgados pela Televisão
De forma contínua e intensa
E nos sentimos tão indignados
Quando vemos que os mesmos pecados
São praticados pela Imprensa.
...

Os direitos de transmissão
Dos jogos dos torneios mundiais
São disputados na escuridão
Longe dos holofotes dos jornais
E sempre a mesma Empresa ganha
E é nos meandros das barganhas
Que ocorrem os acordos suspeitos
E quando o locutor grita rouco:
Bem amigos da Rede Globo!
É porque o crime foi quase perfeito.

Mas como crime perfeito não existe
A verdade sempre acaba aparecendo
Então Bonner constrangido e triste
Abre o Jornal Nacional dizendo:
Prezados telespectadores
Os irmãos Marinho são os autores
Deste meu último texto:
‘‘Usaremos o direito de ficar calados
Porque ninguém é obrigado
A produzir provas contra si mesmo’’.
 
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Fonte:https://www.facebook.com/eduardodepaulabarretopoemas

Globo faz novo ataque esquizofrênico ao BNDES

16.06.2015
Do portal BRASIL247
 
 
 
Jornal O Globo, dos irmãos Marinho, constata o óbvio: que as operações do BNDES, por serem subsidiadas, implicam "prejuízo" para o Tesouro Nacional, ainda que esse impacto seja questionável, em razão do fomento à exportação de bens e serviços por empresas brasileiras; no entanto, o jornal Valor, que também pertence aos Marinho, mas em sociedade com o grupo Folha, destaca na manchete que os empresários pedem "debate despolitizado" sobre o BNDES, comandado por Luciano Coutinho; "No governo Fernando Henrique Cardoso financiamos a construção do metrô de Caracas. Falta de coerência é falar mal disso agora", destacou Roberto Giannetti da Fonseca, que foi secretário do governo FHC; mas, e no Globo: há alguma coerência?

247 – Em qual braço editorial da família Marinho se deve acreditar: no jornal O Globo, que desde já faz campanha contra o chamado 'lulopetismo', ou no jornal Valor Econômico, que propõe um debate mais racional sobre temas econômicos?
 
Nesta terça-feira, o jornal O Globo dedica sua manchete ao BNDES e descobre um segredo de Polichinelo: as operações do BNDES, que são subsidiadas, implicam um "prejuízo" contábil ao Tesouro Nacional. Isso porque o Fundo de Amparo ao Trabalhador repassa recursos cobrando a taxa Libor ao banco, que os empresta a empresas, a taxas inferiores às de mercado.
 
Graças a esses financiamentos, que são comuns em vários países do mundo, como nos bancos de fomento à exportação dos Estados Unidos e do Japão, por exemplo, empresas ganham musculatura para participar de concorrências internacionais. Não por acaso, o Brasil tem viabilizado, nos últimos anos, altos volumes de exportações de bens e serviços, por meio de suas principais construtoras. Coincidência ou não, a revista Foreign Affairs, a bíblia da política externa global, destacou em sua mais recente edição o avanço das posições brasileiras na África, na América Latina e no Caribe nos últimos anos (saiba mais aqui).
 
É por isso mesmo que o presidente do BNDES defende que os custos fiscais das operações do banco sejam relativizados, em razão dos impactos nas exportações de bens e serviços – e também na geração de empregos.
 
Essa linha é a que vem sendo adotado pelo braço editorial mais racional da família Marinho. Nesta terça, a capa é também dedicada ao BNDES, mas numa linha mais sensata e construtiva. O jornal destaca na manchete que os empresários pedem "debate despolitizado" sobre o BNDES, comandado por Luciano Coutinho.
 
Roberto Azeredo, diretor do Ministério das Relações Exteriores, lembrou que, entre 2008 e 2012, a China destinou US$ 45 bilhões para apoiar suas empresas no exterior – no Brasil, a média, graças apenas ao BNDES, foi de US$ 2,2 bilhões. "No governo Fernando Henrique Cardoso financiamos a construção do metrô de Caracas. Falta de coerência é falar mal disso agora", destacou Roberto Giannetti da Fonseca, que foi secretário do governo FHC.
 
Mas, e no Globo: há alguma coerência?
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/economia/185035/Globo-faz-novo-ataque-esquizofrênico-ao-BNDES.htm

Sergio Moro dá razão a Vaccari

16.06.2015
Do BLOG DO MIRO, 16.06.15
Por Paulo Moreira Leite, em seu blog:
 
O novo pedido do Ministério Público para a prorrogação da prisão preventiva de João Vaccari Neto na carceragem de Curitiba permitirá aos brasileiros acompanhar a coerência das ideias e da postura do juiz Sérgio Fernando Moro, responsável pela Lava Jato.

É possível que, no momento em que você lê estas linhas, Moro já tenha dado sua decisão. Minha opinião é que o Ministério Publico venha a ser atendido e Vaccari continue apodrecendo na prisão, sem que existam provas para ser incriminado, sem uma sentença judicial que justique o encarceramento por um período que já dura dois meses. O problema é que, num artigo acadêmico de 2001, disponível na internet, o próprio Moro oferece argumentos que mostram por que Vaccari e boa parte dos presos da Lava Jato devem ser soltos imediatamente.

Estou falando do texto “Caso Exemplar: Considerações sobre a Corte Warren.” Num artigo de 18 páginas, Moro faz um balanço da atuação de Earl Warren, o mais influente juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos no pós-guerra. Moro dedica bons parágrafos do texto a comentar o célebre caso Miranda x Arizona, um episódio marcante na luta pelas liberdades civis e pela defesa dos direitos individuais. A conclusão de Moro é que a corte “andou bem” e você tem motivos de espanto quando recorda o que acontece na 13a. Vara Criminal de Curitiba.
O caso Ernesto Miranda é assim. Acusado de ter raptado e estuprado uma moça em Phoenix, no Arizona, Ernesto Miranda foi levado uma delegacia e, horas depois de interrogatório, assinou uma confissão de culpa não apenas por este crime, mas por dois outros que lhe eram atribuídos. Três anos depois da condenação, a Suprema Corte entrou no caso por duas razões. A primeira, explica Moro, foi para “garantir ao acusado o exercício do real direito da proteção contra a auto-incriminação.”
O que se queria, em resumo, é impedir que o réu fosse levado a fazer confissões naquele ambiente de delegacia no qual os suspeitos são levados a se auto-criminar de maneira não “totalmente voluntária”, como demonstrou o advogado de Miranda. A segunda razão, nas palavras de Moro, é “coibir a extração forçada por meios físicos ou psicológicos, de confissões em casos criminais. ” Eufemismos à parte, estamos falando de tortura. A sentença da Corte, favorável a Miranda, foi assim:

“Concluímos que sem salvaguardas próprias o interrogatório sob custódia de pessoas suspeitas ou acusadas de crime contém pressões que operam para minar a vontade individual de resistir para que não seja compelido a falar quando não o faria em outra circunstância. Para combater essas pressões e permitir uma oportunidade ampla do exercício do privilégio contra a autoincriminação, o acusado deve ser adequadamente informado de seus direitos e o exercício desses direitos deve ser completamente honrado.”
Vamos entender o que a Suprema Corte dos Estados Unidos está dizendo: o Estado não tem o direito de “minar a vontade individual de resistir” para obrigar um acusado a “falar quando não o faria em outra circunstância.” É preciso impedir que o prisioneiro sofra “pressões” e tenha assegurado o “privilégio” contra a autoincriminação. A Corte deve garantir que o exercício desses direitos deve ser “completamente honrado.”

O artigo de Moro lembra outro juiz da Suprema Corte, Tom Clark. Numa sentença de 1949, quando eram comuns as pressões por medidas arbitrárias, capazes de garantir prisões de qualquer maneira — típicas da Guerra Fria — Clark defendeu os direitos dos prisioneiros de forma sintética e profunda. Enfrentando argumentos de outros juízes, que alegavam que um prisioneiro não podia ser solto só “porque a polícia não trabalhou direito,” Clark rebateu:
“O criminoso sai livre, se assim deve ser, mas é o Direito que o deixa livre. Nada pode destruir um governo mais rapidamente que seu insucesso em obedecer suas próprias leis, ou pior, sua desconsideração da guarda de sua existência.”

Em seu voto, Clark lembrou a lição de outro mestre da Suprema Corte, Louis Brandeis, em outra definição preciosa que Sergio Moro faz questão de preservar no artigo:
- Nosso governo é o mestre poderoso e onipresente. Para o bem ou para o mal ensina todo povo pelo seu exemplo. Se o governo torna-se infrator da lei, cria ele próprio o desrespeito a mesma, incita cada um a tornar-se a própria lei e portando, à anarquia.

O Código Penal Brasileiro regulamenta a prisão preventiva em seu artigo 312 e estabelece que poderá ser decretada como “garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal”. Mas há uma condição: “quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.” Preste atenção na condição. Lembre também da frase da Suprema Corte segundo a qual é preciso impedir pressões que “operam para minar a vontade individual de resistir.” Pense na frase: “é o Direito que deixa livre.”

É preciso dizer algo a mais?

Sim. O principal argumento favorável ao abuso nas prisões preventivas no Brasil deixou de ser jurídico para se tornar político. Pode-se dizer que é uma forma de populismo rebaixada, essa escola política que tenta justificar o massacre de um cidadão remediado porque a condição dos indigentes e miseráveis é ainda pior.
Costuma-se defender o regime da Lava Jato com o argumento de que 37% de todos as pessoas detidas em nosso sistema carcerário não tem uma condenação e aguardam julgamento.(O dado é real é foi confirmado em pesquisa pelo professor Anderson Lobo da Fonseca, de São Paulo).
Como acontece com os acusados da Lava Jato, a maioria é presa com o argumento genérico de que representa uma ameaça “a ordem pública”, quando é fácil perceber que uma prisão nessas circunstâncias, pode ser um estímulo a desordem, como assinalou Louis Brandeis. Quando os acusados enfim enxergam a luz do dia e tem têm direito a um julgamento, 40% dos detidos em regime provisório acabam absolvidos ou recebem penas menores do que já cumpriram. Há algum benefício nisso? A Justiça ficou melhor?

A menos que se queira fazer teoria só para americano ler, é bom rever as prisões preventivas da Lava Jato.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/06/sergio-moro-da-razao-vaccari.html