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domingo, 14 de junho de 2015

Instituto FHC recebeu R$ 1,7 milhão da Camargo Corrêa em 2011

14.06.2015
Do portal REDE BRASIL ATUAL, 12.06.15
Por  Helena Sthephanowitz, para a Rede Brasil Atual 

Novo factoide da mídia faz ilações sobre contribuições legais a Instituto Lula, com a diferença de que este não disputou verbas com a saúde e educação pública, como fez seu antecessor
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FHC continua recebendo tratamento diferenciado da mídia, agora com ilações sobre doações a institutos

Não foi só em 2002 que o Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) recebeu dinheiro da Camargo Corrêa, empreiteira investigada na Operação Lava Jato. Em 2011, o iFHC também recebeu R$ 1,7 milhão.
O nome da empreiteira não aparece diretamente como doadora, mas sim a empresa VBC Energia S.A., pertencente ao grupo desde 2009, quando a Camargo Corrêa comprou a totalidade do controle acionário da Votorantim Participações.

O mecanismo para doar o dinheiro foi incentivo cultural para "Tratamento técnico e difusão dos acervos Presidente Fernando Henrique Cardoso e Antropóloga Ruth Cardoso", significando que a empresa controlada pela Camargo Corrêa, em vez de pagar este valor como imposto de renda, preferiu doar ao instituto do tucano.

Pode-se questionar, ao gosto de cada um, se este dinheiro não seria melhor aplicado se fosse recolhido ao Tesouro Nacional para a educação e saúde terem mais verbas, ou para o fomento de outras atividades culturais. Mas isso é uma discussão política. A princípio, não há nada de ilegal nesta operação, pois esse tipo de incentivo fiscal é previsto em lei.

O fato ilustra a má-fé usada pela mídia oligopólica, e por membros da CPI da Petrobras, para fazer ilações sobre contribuições também legais e legítimas do mesmo grupo empresarial ao instituto de outro ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, com a diferença de que este não recorreu a mecanismos de renúncia fiscal, portanto, não disputou verbas com a saúde e educação pública.

Ilustra também que grandes grupos empresariais financiam de forma lícita e legítima institutos, fundações, ONGs, projetos, seja por desejar passar imagem de responsabilidade social ou ambiental, seja por identificar sinergias nacionalistas e desenvolvimentistas com os objetivos do instituto – como parece ser o caso do Instituto Lula, que atua pela integração e desenvolvimento da América Latina e África, coisa que naturalmente beneficia empresas brasileiras – seja por afinidade ideológica, como parece ser o caso do iFHC, defensor de privatizações nos moldes neoliberais.

O grupo Camargo Corrêa, como outros grandes grupos, atua há décadas em diversos setores, como construções, pedágios, energia, indústrias etc. Não se pode criminalizar terceiros pelas ações lícitas de grupos como este. Isso é até fazer cortina de fumaça para desviar o foco das investigações de coisas realmente graves e importantes de serem investigadas.

O próprio modus operandi identificado na Operação Lava Jato apontou que grandes empreiteiras "terceirizariam" para empresas intermediárias, que não chamariam atenção, o pagamento de propinas a diretores corruptos da Petrobras e para o bolso particular de políticos corruptos, de forma a não deixar registros de supostos atos ilícitos na movimentação financeira das empresas do grupo.

Portanto, os próprios indícios demonstram que onde havia negócios escusos, procuravam afastar o elo entre corruptores e corrompidos, usando intermediários. Quando os negócios eram lícitos, não havia intermediação de empresas "laranjas" e eram feitos diretamente, à luz do dia. Daí não haver motivos reais, a não ser a velha baixaria política e a má-fé, em forçar suspeitas sobre contribuições lícitas e legítimas, seja para o Instituto Lula, seja para o Instituto FHC.

Mas quem quiser fazer ilações na imprensa, pelo menos tenha a honestidade de noticiar tudo e não apenas a metade. A Camargo Corrêa também doou ao iFHC. E não foi pouca coisa, nem são fatos que ficaram no passado, pois ocorreu em 2011.

Sabemos que é demais exigir coerência na luta política de uma CPI, mas se convocaram o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, têm de convocar também o presidente do iFHC. Afinal recebeu R$ 1,7 milhão da Camargo Corrêa em 2011, período abrangido pela CPI.

Aliás, se tivesse que haver desconfianças quanto à legitimidade dessas contribuições aos dois institutos, as suspeitas deveriam recair sobre o ex-presidente tucano. Pois é ele quem se dedica a falar mal do Brasil no exterior. É um discurso prejudicial à economia e nocivo ao ambiente de negócios das empresas nacionais. Enquanto o ex-presidente petista não se cansa de falar bem e enaltecer os aspectos positivos e potencialidades econômicas do Brasil, fazendo sempre palestras e discursos que são favoráveis às empresas nacionais e geração de empregos aqui.

O que parece ser mais legítimo para uma empresa nacional: patrocinar atividades que fazem divulgação positiva ou negativa do Brasil?

Planilhas demonstram doação da Camargo Correa ao iFHC em 2011. A CPI vai convocar alguém?
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2015/06/instituo-fhc-recebeu-r-1-7-milhao-da-camargo-correa-em-2011-6718.html

A Coréia do Sul se Rende às Demandas do Criacionismo

15.06.2015
Do portal MINISTÉRIO FIEL, 05.06.2012
Por Soo Bin, Park, Coreia do Sul

Mencione criacionismo e o pensamento de muitos cientistas se voltam aos Estados Unidos, onde os esforços para limitar o ensino da evolução conseguiram lograr progresso em uns poucos Estados.1 Mas esses sucessos são modestos quando comparados com aqueles na Coréia do Sul, onde o sentimento anti-evolução parece estar vencendo a batalha contra a predominância da ciência.
A petição para que se removesse dos livros de textos das Escolas Secundárias, as referências sobre a evolução, alegou vitória no mês passado depois que o Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia (acrónimo em inglês, MEST) revelou que muitas das publicadoras produziriam edições revisadas que excluem exemplos da evolução do cavalo ou do ancestral aviárioArchaeopteryx.O movimento alarmou os biólogos que reclamaram não haverem sido consultados. "O Ministério simplesmente enviou a petição diretamente às companhias publicadoras e deixou que elas julgassem," disse Dayk Jang, um cientista evolucionário da Universidade Nacional de Seul.
A campanha foi liderada pela Sociedade para a Revisão de Livros de textos" (acrónimo em inglês, STR) que pretende apagar o "erro" da evolução nos livros de textos a fim de "corrigir" a ótica do mundo tida pelos estudantes, de acordo com a "website" da dita sociedade. Esta diz que entre seus membros se incluem professores de biologia e professores de ciências de Escolas Secundárias.
A STR também está fazendo campanha para remover o conteúdo sobre a "evolução dos humanos" e "a adaptação de bicos tentilhões baseada no hábitat e meio de subsistência," uma referência a uma das mais famosas observações no livro de Charles Darwin, "A Origem das Espécies." Para reforçar a campanha, o grupo destaca as descobertas recentes de que o Archaeopteryxé uma das muitas espécies de dinossauros penados e não, necessariamente, o ancestral de todos os pássaros.2 Explorar tais debates sobre a linhagem das espécies, comenta Joonghwan Jeon, um evolucionário psicólogo da Universidade Kyung Hee em Yongin, "é uma estratégia típica dos cientistas do criacionismo para atacar o ensino da evolução."
A Sociedade para a Revisão de Livros de textos (STR) é uma ramificação da Associação de Pesquisa Criacionista (acrónimo em inglês, KACR), de acordo com o porta-voz da dita associação, Jungieol Han. Graças, em parte, pelos esforços da KACR, a ciência criacionista – que busca prover evidências em suporte do mito criacionista descrito no Livro de Gêneses – tem alcançado crescente influência na Coréia do Sul, ainda que a Sociedade para a Revisão de Livros de textos (STR), tenha-se distanciado de tais doutrinas. Desde o princípio de 2008, a KACR marcou vantagem com a bem-sucedida exibição em "Seoul Land," um dos parques de diversões mais frequentados da nação. De acordo com o grupo, a exibição atraiu mais de 116.000 visitantes em três meses e o parque está, atualmente, fazendo projetos para criar outra exibição que deverá funcionar num período de um ano.
Mesmo o instituto de ciências líder na nação – o Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coréia – já tem uma exibição de ciência criacionista em campus. "A exibição há sido organizada por cientistas que crêem na ciência do criacionismo desde os idos de 1993," diz Gab-duk Jang, um pastor da igreja em campus. O instituto também tem uma próspera Associação de Pesquisas para a Ciência Criacionista administrada por professores e estudantes, acrescenta.
Antipatia contra a evolução
Em uma pesquisa conduzida em 2009 para o documentário "A Era de Deus e Darwin," na Coréia do Sul, quase um terço dos entrevistados não cria na evolução. Destes, 41% afirmou não haver suficiente evidência científica para apoiar a teoria; 39% disse que o ensino contradizia suas crenças religiosas; e 17% disse não entender a teoria. Os números se aproximam aos mesmos dos Estados Unidos onde outra pesquisa levada a cabo pela firma Gallup, demonstrou que 40% dos americanos não crêem que os humanos evoluíram de uma forma menos avançada de vida.
A raiz da antipatia Sul Coreana contra a evolução não é muito clara, ainda que Jeon sugere que, parcialmente, "se deve a um forte Cristianismo no país." Mais ou menos a metade da população Sul Coreana pratica uma religião, na maioria dividida entre Cristianismo e Budismo.
A pesquisa feita pelos professores estagiários do país concluíram, porém, que as crenças religiosas não foram um forte determinante em sua aceitação da teoria da evolução.3 Encontrou também que 40% dos professores de biologia concordam com a afirmação de que "muitos da comunidade científica duvidam que a evolução de fato ocorra " e metade discorda de que "a humanidade moderna é o produto de um processo evolucionário."
Até o momento, diz Dayk Jang, a comunidade científica tem feito pouco para combater o sentimento anti-evolucionário. "O problema maior é que existem somente 5 – 10 cientistas evolucionários no país que ensinam a teoria da evolução nas Universidades," ele afirma. Tendo visto o ferocidade do debate a respeito da evolução nos Estados Unidos, acrescenta, alguns cientistas também se preocupam de que, engajar-se com os criacionistas, poderá dar às argumentações criacionistas maior credibilidade entre o público.
O silêncio não é a resposta, diz Daryk Jang que, agora, está organizando um grupo de peritos que inclui cientistas evolucionários e teólogos que crêem na evolução, a fim de contrariar a campanha da SRT trabalhando no sentido de melhorar o ensino da evolução na sala de aula e num âmbito mais amplo da vida pública.
Referências:
1. Thompson, H. Nature http:dx.doi.org/10.1038/nature.2012.10423 (2012);
2. Xu, X, You, H., Du, K. & Han, F, Nature 475, 465-470 (2011);
3. Kim, S. Y. & Nehm, R. H. Int. J. Sci. Edu. 33, 197-227 (2011).
Traduzido por: Roberto Freire
Texto original: www.nature.com
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Fonte:http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/457/A_Coreia_do_Sul_se_Rende_as_Demandas_do_Criacionismo

GOLPE SUJO CONTRA O PT: 725 reais se transformaram em R$ 36,6 milhões: a contadora filiada ao DEM que levou “laranja” petista a ser denunciada em Veja

14.06.2015
Do blog VI O MUNDO, 11.06.15
Por FELIPE CASTANHERA*

Captura de Tela 2015-06-11 às 12.53.05POLÊMICA
Contadora filiada ao DEM errou prestação de enfermeira
Erro transformou servidora em milionária do dia para a noite; R$ 725 viraram R$ 36,2 milhões
PUBLICADO EM 11/06/15 – 03h00
Filiada ao DEM e ferrenha opositora do PT nas redes sociais, a contadora Rosilene Alves Marcelino admite ter errado a prestação de contas da enfermeira Helena Ventura, candidata a deputada estadual pelo PT, e incluído, indevidamente, o montante de R$ 36,2 milhões em um pagamento feito durante as eleições do ano passado.
O valor correto, de R$ 725, foi pago à empresa de propriedade de Benedito Rodrigues, o Bené, preso pela Polícia Federal na operação Acrônimo.
Porém, com o equívoco de digitação, foram contabilizados os R$ 36,6 milhões, transformando a enfermeira, que é servidora efetiva do Estado há mais de 30 anos e recebe cerca de R$ 2.000 por mês, em uma milionária do dia para a noite.
Helena passou a ser abordada por equipes de reportagens de todo o país, e as matérias, segundo ela, aprisionaram-na em sua própria casa.
O erro gerou a suspeita de que a candidata teria sido usada como laranja para alguma operação ilícita na campanha.
Em entrevista exclusiva a O TEMPO Rosilene, responsável pela Contabilidade Shalon, localizada em Betim, cidade onde a enfermeira reside, reconheceu a gafe.
Por meio de uma declaração escrita de próprio punho e registrada em cartório ontem, ela retificou a informação, explicando que o valor correto do pagamento era mesmo os R$ 725.
“Foi um erro de digitação. Eu disse para ela: ‘Nem você, nem eu vimos’. Ela veio faltando uma hora (para acabar o prazo), querendo que eu fizesse a prestação de contas dela, que tinha que ser feita naquele dia”, justificou, minimizando o problema. “É a coisa mais simples de resolver. É só entrar e fazer a retificação”, completou.
A justificativa, porém, não foi totalmente aceita pela enfermeira, que diz se sentir ameaçada com a repercussão que o caso tomou, após matérias serem publicadas em revistas de circulação nacional. “Foi um valor muito específico para ser confundido por uma pessoa que tem facilidade com números”, lamentou Ventura.
Captura de Tela 2015-06-11 às 12.59.24
A barrigada de Veja, que denunciou Helena Ventura
Quando a prestação de contas foi entregue, em novembro do ano passado, Bené já tinha ganhado as manchetes, após o episódio em que um avião de sua propriedade foi apreendido com R$ 113 mil em dinheiro no aeroporto de Brasília. A ação deu origem à investigação da Acrônimo, que apura suposta lavagem de dinheiro.
Com 20 anos de experiência, a contadora Rosilene fez a prestação de contas de diversos candidatos, mas Helena Ventura foi a única do PT. A profissional foi escolhida por acaso, segundo Helena, após sua contadora habitual recusar o serviço.
De acordo com Helena Ventura, que afirma desconhecer Bené ou a Gráfica Brasil, o gasto se referia a santinhos de campanha, encomendados pelo PT e rateados entre os candidatos na disputa.
Por causa da divergência, o TRE abriu investigação e solicitou esclarecimentos. O tribunal realizou uma diligência em um endereço cadastrado de Helena.
Ataque na rede
Oposição. Nas redes sociais, Rosilene Marcelino posta frequentemente mensagens contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. À reportagem, diz que “o PT está destruindo o país”.
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/725-reais-se-transformaram-em-r-366-milhoes-a-contadora-filiada-ao-dem-que-levou-petista-a-ser-denunciada-em-veja.html

As críticas à entrevista de Dilma no Jô

14.06.2015
Do BLOG DO MIRO

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

A mídia política não surpreende. É previsível como um jogo de sinuca comprado.

A entrevista de Dilma no Jô, por exemplo.

Você sabia, muito antes de ela ir ao ar, que só haveria cacetadas. Os textos, a rigor, poderiam ser escritos sem que os jornalistas perdessem seu tempo precioso vendo o programa.

Não importa o nível das perguntas de Jô e nem o conteúdo das respostas. Só virão pedradas.

Um dos efeitos, não notados pelos jornalistas, é que você não precisa lê-los para saber o que eles dirão.

Me chamou a atenção, particularmente, o blogueiro Josias de Souza.

Em sua avaliação sobre a entrevista, ele acusou Dilma de ser “autocongratulatória”.

Se eu fosse editor de Josias, perguntaria: “O que você queria? Que ela atacasse a si própria, como se já não bastassem tantos caras como você? Que ela elogiasse o Aécio?”

Na ânsia desvairada de atacar Dilma, perde-se a noção do ridículo, como você percebe pelo artigo de Josias.

Ela falou o óbvio: não se pode falar em promessas descumpridas quando você está apenas no começo de um mandato.

E então Josias replica: mas e os primeiros quatro anos? De novo, caso eu o chefiasse: “Caramba, o povo acabou de fazer seu julgamento, nas urnas, sobre se ela cumpriu ou não as promessas do primeiro mandato. Isso apesar de uma multidão de jornalistas como você vociferarem contra ela o tempo todo. Que mais você quer?”

Josias também criticou a entrevista por ser “amável”.

Ele não é exatamente um jornalista mirim, e deveria saber que Dilma – e nem ninguém, incluído o próprio Josias – toparia dar uma entrevista voluntariamente se houvesse o risco de receber tiros.

O DCM tentou entrevistar, para ficar num caso, Fernando Rodrigues, colega de Josias no UOL, sobre o Swissleaks.

Estamos esperando resposta até hoje.

A entrevista, em si, foi boa. De um a dez, nota sete. Tanto funcionou que, no horário, Jô teve um Ibope acima do habitual: 6,7 pontos, com pico de 8,7. Jô deixou muito para trás Danilo Gentili, com 4,4%. Você pode imaginar o que aconteceria caso Gentili tivesse batido Jô.

Dilma estava à vontade, e se saiu bem. Falou mais pausadamente que de costume, se dispersou pouco nas respostas e quase não cometeu erros no português.

Jô, cavalheirescamente, deixou-a falar. Interveio apenas quando necessário.

Soube fazer perguntas que quase todos os jornalistas antes dele ignoraram. Por exemplo: as leituras da Bíblia por Dilma na época da prisão.

A Bíblia foi, muitas vezes, a única leitura possível para ela. Dilma, com toda a razão, sublinhou a extraordinária riqueza literária da Bíblia. (Dostoievski também só pode ler a Bíblia no tempo em que esteve preso, registrado em Recordação da Casa dos Mortos.)

Jô tocou num ponto que desperta curiosidade em todo mundo: como ela se sente diante das críticas ininterruptas?

Foi sábia a resposta de Dilma. Quem milita na política tem que saber distinguir as coisas. Não pode levar críticas para o campo pessoal, ou vive martirizado.

Jô citou sua própria dificuldade com críticas. Conheço bem, aliás.

Escrevi, quando editava a Exame, um artigo sobre um romance de Jô. Ele me telefonou tão logo saiu a revista, furioso.

A redação se juntou em torno de mim para acompanhar a conversa tensa que tivemos. Lembro que ele disse que na França o romance tinha sido elogiado. “E daí?”, respondi.

Também recordo que ele disse: “Sou amigo do Roberto Civita.” E eu, de novo: “E daí?”

Dilma também se saiu bem quando perguntada se tinha pavio curto. Ironicamente, disse que é uma “mulher dura no meio de homens meigos”.

Dilma deveria conceder mais entrevistas. Mas não a jornalistas como Josias e tantos outros, interessados apenas em destruí-la porque pensam assim agradar seus patrões.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/06/as-criticas-entrevista-de-dilma-no-jo.html

A MÍDIA QUE ODEIA O POBRE: Surto de imbecilidade: colunista da Folha sai em “defesa da desigualdade”

14.06.2015
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães
desigualdade
 Ficou chocado (a) com a agressão verbal ao frentista haitiano no Rio Grande do Sul ou com o colunista da Veja que pediu “menos escolas, mais prisões”? Pois esse surto nazifascista que o Brasil vem assistindo acaba de ganhar um novo capítulo antes mesmo que os anteriores tivessem sido digeridos. Na última edição dominical da Folha de São Paulo, um colunista saiu em defesa da desigualdade de renda no Brasil (!?).
Antes de entrar nos detalhes desse caso, porém, façamos algumas reflexões sobre como chegamos a isso.
Ao longo dos últimos dois anos, o país assistiu a uma ascensão do “pensamento” de ultradireita que não encontra paralelo nos 125 anos de vida republicana do país. Mesmo a ascensão nazifascista que levou à ditadura militar (1964-1985) não se compara ao que está acontecendo, pois, naquele momento, a ultradireita encontrou forte resistência à esquerda, enquanto que, hoje, a resistência vai de pífia a inexistente.
Os fatores que reduziram tanto a resistência ao surto nazifascista envolvem erros de avaliação política tanto do governo quanto de sua base de apoio à esquerda. E, claro, o mau desempenho da economia.
A história mostra que a ultradireita é oportunista; costuma se erguer em momentos de insatisfação das massas como o que vive hoje o país. E o melhor exemplo desse fenômeno é, sem dúvida, a ascensão nazista na Alemanha dos anos 1920, mergulhada em um caos econômico profundo, o que permitiu a um psicopata catalisar o apoio de multidões ao prometer o que todos queriam ouvir: uma saída para a crise.
Tanto na Alemanha pré-nazista como em movimentos análogos de exploração do desespero das massas, sempre há que apontar um culpado e sua destruição como panaceia para todos os males. Porém, esse culpado não pode ser um indivíduo, pois concentrar as forças políticas, econômicas e de Estado contra uma só pessoa permite que seja destruída rapidamente e, então, fica-se sem ter a quem responsabilizar.
Nesse aspecto, há que eleger grupos étnicos, religiosos (ou não-religiosos) ou políticos como os responsáveis por todos os males. Na Alemanha pré-nazista, elegeram os judeus e os comunistas como alvos; no Brasil contemporâneo, foram eleitos o PT e, para quem presta atenção, “os comunistas”, que os fascistas mais dissimulados preferem chamar de “a esquerda” para não dar muito na cara.
Após a longa digressão, vamos ao novo episódio assustador. Quem fez essa defesa da desigualdade foi o colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwartsman. Como, provavelmente, o jornal receberá uma enxurrada de manifestações de espanto e de inconformismo, o mais provável é que esse colunista emule aquele da revista Veja que se escudou em um recurso estilístico de escrever conhecido como “hipérbole” – exageração de uma ideia destinada a conferir-lhe dramaticidade.
O texto de Shwartsman foi publicado sob o título repugnante “Uma defesa da desigualdade”. O conteúdo da coluna até admite que reduzir a escandalosa desigualdade de renda e de oportunidades no país poderia ter alguns efeitos benéficos que o autor daquilo identifica mal. Confira, abaixo, o primeiro parágrafo:
Um pouco mais de igualdade na distribuição de riquezas faria bem a nosso senso de justiça. É bastante provável também que a redução da desigualdade tonasse as sociedades mais funcionais. Um mercado interno robusto e mobilidade social são ingredientes importantes da democracia (…)”.
Alguns dirão que o primeiro parágrafo desmente o título da coluna, mas não desmente. Trata-se de concessão mínima, absolutamente insuficiente a uma ideia estapafúrdia, a de que existiria qualquer mérito na desigualdade. E os parágrafos seguintes tratam de deixar isso bem claro.
O texto de Shwartsman não endossa cem por cento a ideia-força disseminada a partir de seu título como aconteceu com o texto do colunista da revista Veja que pediu “menos escolas, mais prisões”, mas, tanto quanto aquele, tratou de conferir mérito a uma ideia que jamais poderia ser vista como algo além de uma absoluta excrescência.
Ainda assim, o texto de Schwartsman vende a desigualdade de riquezas como sendo útil de alguma forma à humanidade. Ou seja, o resto do texto desmente o primeiro parágrafo e endossa o título. Confira, abaixo, o terceiro parágrafo:
“(…) Os mesmos mecanismos de mercado que promovem a disparidade –eles exigem certo nível de desigualdade estrutural para funcionar– são também os responsáveis pelo mais extraordinário processo de melhora das condições materiais de vida que a humanidade já experimentou (…)”.
Entendeu, leitor? A desigualdade é a responsável pelo “mais extraordinário processo de melhora das condições materiais de vida” da “humanidade”.
É óbvio que a desigualdade não acelerou o progresso tecnológico ou qualquer outro a que essa… pessoa se refere.  Ao contrário, a desigualdade impede que a humanidade avance mais rapidamente, gera convulsão social, gera criminalidade e violência, gera ignorância, doenças e faz com que sociedades praticamente medievais convivam no mesmo planeta com sociedades que obtiveram avanços extraordinários, tanto culturais quanto científicos e tecnológicos.
É indefensável a ideia de qualquer tipo de mérito da desigualdade. É como conceder mérito ao estupro, à pedofilia, ao sadismo, ao egoísmo, à ignorância, à violência e a tudo mais de nefasto que flagela a humanidade.
Mas como chegamos a isso? Como foi que energúmenos como Rodrigo Constantino, da Veja, ou Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo, ou o psicopata que agrediu o frentista haitiano sentiram-se livres para dizer todas essas barbaridades?
Recorro a trecho de entrevista recente do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, concedida recentemente à Rede Brasil Atual. O entrevistador perguntou qual foi o “legado” das manifestações de rua de junho de 2013. Confira, abaixo a resposta.
“(…) Tivemos dois principais legados. Um deles, perverso, pela direita. Foi aí que ela começou a se encorajar para ir às ruas e defender as opiniões que antes tinham vergonha – e que deveriam continuar tendo, porque são posições que beiram o fascismo. Houve um fortalecimento e uma rearticulação do pensamento de direita no Brasil e isso se expressou no período eleitoral do ano passado e sobretudo na manifestação de 15 de março deste ano (…)”
O segundo “legado” visto por Boulos não é importante – ele comemora que, em troca de a direita ter se animado a sair às ruas, dominado o cenário político e eleito o Congresso mais reacionário desde a redemocratização, as passagens de ônibus não subiram vinte centavos. E comemora que mais manifestações de esquerda começaram a ocorrer sem avaliar que as de direita suplantaram exponencialmente as de esquerda, fato inédito no pós-redemocratização.
Boulos é o primeiro dos entusiastas daquele processo nefasto – que cumpre dois anos neste mês de junho – a reconhecer que todo esse horror que estamos vendo se deve àquelas manifestações desmioladas. Esse é um passo positivo da esquerda, pois só entendendo como o país entrou nessa enrascada será possível sair dela e, sobretudo, talvez evitar que essa mesma esquerda volte a cometer erros tão dramáticos.
Mas, acima da tese de Boulos, há uma outra que explica ainda melhor por que a direita perdeu totalmente a vergonha na cara, ao ponto de sair por aí defendendo “menos escolas, mais prisões” ou a chaga secular da desigualdade.
No primeiro domingo de junho, a mesma Folha de São Paulo publicou entrevista da cientista política Marta Arretche, professora Livre-docente do Departamento de Ciência Política da USP e Diretora do Centro de Estudos da Metrópole. Nessa entrevista, ela explica como e por que os ataques furibundos da ultradireita e da ultraesquerda ao PT fizeram o fascismo pôr sua cabeçorra disforme para fora do buraco fétido a que estava confinada.
Marta Arretche acredita que a profunda crise do PT põe em risco a tendência de queda da desigualdade que vinha ocorrendo no país. Para ela, a “ameaça eleitoral da esquerda sempre funcionou como incentivo para que conservadores incluíssem a questão social em suas agendas” e que “Sem a ameaça, que nos últimos 25 anos foi personificada pelo ex-presidente Lula e pelo PT, toda a agenda social está sendo afetada”.
Ou seja: excrescências como a terceirização ou a redução da maioridade penal ou o avanço da homofobia se devem ao fato de que, como o PT e Lula teriam se enfraquecido politicamente, a direita sentiu-se forte para propor todo tipo de perversão política e econômica que acalenta.
Ninguém ousaria dizer que o governo Dilma e o próprio PT não contribuíram com essa situação. Como este blogueiro disse, ao vivo, em reunião recente de blogueiros com o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Edinho Silva, talvez o maior erro do PT tenha sido descuidar de sua base política, sobretudo dos movimentos sociais. Se não o tivesse feito, talvez não tivessem existido as fatídicas “jornadas de junho”.
No entanto, com tudo que está acontecendo no país é impressionante que a esquerda ainda não tenha se unido em um bloco sólido e emergencial destinado a barrar um avanço da ultradireita que, se não for contido, promoverá um desastre social neste país, o que irá desembocar em um agravamento da violência e da criminalidade, em forte concentração de renda e, no limite, em uma virtual ditadura “religiosa” e midiática”.
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/06/surto-de-imbecilidade-colunista-da-folha-sai-em-defesa-da-desigualdade/

GLOBO MANIPULA EM FAVOR DE FHC:COSTA PINTO CONDENA 'OBSCURANTISMO ESTÚPIDO' DA REVISTA ÉPOCA

14.06.2015
Do portal BRASIL247

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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/184861/Costa-Pinto-condena-'obscurantismo-est%C3%BApido'-da-revista-%C3%89poca.htm