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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Associação mostra que aqui médico de plano ganha menos que cubanos. E ninguém vaia!

04.06.2015
Do blog TIJOLAÇO, 03.06.15
Por Fernando Brito

vaia

Você lembram do episódio das vaias de um grupo de jovens médicos cearenses aos  cubanos que chegavam a Fortaleza, em 2013, para o “Mais Médicos”?

Por ironia, acabei hoje caindo numa página, não datada, da Associação Médica Cearense que denunciava as condições aviltante com que os planos de saúde remuneravam seus médicos conveniados, escrito pelo  Dr. Antonio Celso Nunes Nassif.

Lá, como você pode conferir, o médico – com consultório particular e as despesas correspondentes a ele – recebia R$ 42  reais por consulta, segundo a tabela então vigente de Classificação Brasileira de Hierarquização de Procedimentos Médicos (CBHPM) e fazia o cálculo de quanto ele ganharia se tivesse 170 pacientes “novos” por mês – ” reconsulta no mesmo mês não remunera”, segundo o site da AMC – ninguém faltasse e não houvesse um horário vago, daria quatro horas de “expediente” no consultório. Sem férias, feriados, etc…

Com isso, o médico – depois das despesas de consultório, recepcionista, telefone, limpeza, etc – e antes do Imposto de Renda – ficava com uma renda de  R$ 2.220,77.

Apliquei os índices atuais da CBHPM, recém-atualizada, que fixa a consulta simples (código 10101012) em um valor de R$ 63, o que muitas das operadoras de planos não pagam ainda, aliás. Em 2012,  um diretor do Sindicato dos Médicos da rica São Paulo dizia que “”tem planos que pagam R$ 12 por consulta”.

Mas vamos pela melhor hipótese e apliquemos o aumento de 50% no valor da CBHPM.

Aplicando este fator de reajuste para receitas e despesas, a renda daquele médico  – nos mesmos critérios do Dr. Nassif –  será R$ 3.331,15.

Mas o médico cubano não foi chamado de “escravo” com um salário de R$ 3.000, mais alimentação, moradia, férias, passagens e ainda mantendo seu salário que recebia em seu país?

É, de fato, muito pouco, mas é, na prática, mais que o pago médico brasileiro descrito pelo Dr. Nassif em seu artigo, do qual não tenho porque duvidar.

Tanto não duvido que é cada vez mais difícil encontrar médicos que atendam em consultório pelos planos de saúde, sobretudo os mais modestos e a qualidade do atendimento aos segurados esteja caindo vertiginosamente.

Mas os médicos mais jovens, que não tem grande clientela formada, têm que aderir aos planos para ter pacientes ou se submeterem a clímicas que não lhes pagam mais que estes valores.

Mas, curiosamente, não há uma grita generalizada da mídia contra isso.

Muito menos se faz manifestações para chamá-los de “escravos”.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=27254

TUCANOS CONSTRUÍRAM 53 PENITENCIÁRIAS E NENHUMA UNIVERSIDADE EM SP

04.06.2015
Do portql BRASIL29, 03.06.15

Tucanos020615

Desde janeiro de 1995 no comando do estado de SP, o PSDB priorizou a construção de penitenciárias, em detrimento de universidades estaduais.

Desde o início do governo Mário Covas, há 20 anos, até a atual gestão de Geraldo Alckmin, o governo paulista não criou nenhuma universidade estadual. No entanto, neste mesmo período, foram construídas 53 penitenciárias, além de outras unidades prisionais.

Existem, de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária do governo de São Paulo, 162 unidades prisionais na região, sendo 15 Centros de Progressão Penitenciária, 41 Centros de Detenção Provisória, 22 Centros de Ressocialização, 1 Unidade de RDD, 80 penitenciárias e 3 hospitais. Aém disso, 20 novas unidades estão em construção.

O estado de São Paulo conta, atualmente, com três universidades estaduais. São elas: a Universidade de São Paulo (USP), fundada em 1934; a Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp), criada em 1976; e a Universidade Estadual de Campinas, instituída em 1962.

Covas governou o estado entre 1995 e 2001. Depois, foi substituído por Alckmin, que permaneceu no cargo até 2006, mas retornou ao poder em janeiro de 2001 e foi reeleito em 2014.

Entre março de 2006 e janeiro de 2007, Cláudio Lembro esteve à frente do Palácio dos Bandeirantes. Em seguida, assumiu o cargo José Serra. O tucano foi governador até 2010. No mesmo ano, Alberto Goldman, então vice-governador, assumiu o governo do estado.

O estado de São Paulo conta também com três universidades federais. As unidades são responsáveis por 16 campi e contabilizam 8.015 vagas. Desde 2003, início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram criados 13 campi na região. A ampliação foi responsável por 5.590 novas vagas em universidades federais situadas em São Paulo.

Além de não ter incentivado a expansão das universidades estaduais do Estado, a fórmula tucana de governo também impõe teto de repasse para as unidades. Recentemente, o governador Geraldo Alckmin impôs que as unidades terão direito, a partir do próximo ano, a uma fatia de “no máximo” 9,57% da arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Na lei atual, a redação falava que a arrecadação a que as universidades teriam direito devia ser de “no mínimo” 9,57%.
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Fonte:http://br29.com.br/tucanos-construiram-53-penitenciarias-e-nenhuma-universidade-em-sp/

A crise, a mídia e suas interpretações

04.06.2015
Do BLOG DO MIRO, 03.06.15

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Quanto mal uma mídia partidarizada pode causar a um País? Que prejuízos a irresponsabilidade dos veículos de comunicação traz à sociedade?
No Brasil, essas não são perguntas acadêmicas. Ao contrário. Em nossa história, sobram exemplos de períodos em que a “grande imprensa”, movida por suas opções políticas, jogou contra os interesses da maioria da população. Apoiou ditaduras, avalizou políticas antipopulares, fingiu não ver os desmandos de aliados.

O instituto Vox Populi acaba de realizar uma pesquisa nacional sobre sentimentos e expectativas a respeito da economia. O levantamento deixa claro o preço que pagamos por ter a mídia que temos.
A pesquisa tratou principalmente de inflação e desemprego e mostra que a opinião pública vive um pesadelo. Olha com desconfiança o futuro, teme a perda de renda e emprego, prefere não consumir e não tem disposição de investir. Está com medo da “crise”.

Todos sabem quão importante é o papel das expectativas na vida econômica. Quando a maioria se convence de que as coisas não vão bem, seu comportamento tende a produzir aquilo que teme: a desaceleração da economia e a diminuição do investimento público. A “crise” é, em grande parte, provocada pelas expectativas.

O principal sucesso da mídia oposicionista na desconstrução da imagem do governo ocorreu no primeiro semestre de 2013, quando as pesquisas de opinião apontaram o salto das preocupações com o “descontrole da inflação”. Ali, a inflação crônica que conhecíamos desde o Plano Real foi transformada pela “grande imprensa” em aguda. Sem que a “inflação objetiva” mudasse, a “inflação subjetiva” foi acelerada.

Estampada em manchetes e com tratamento de luxo nos noticiários de tevê, a “crise econômica” estava na pauta dos meios de comunicação muito antes de se tornar uma preocupação real da sociedade. Há ao menos dois anos, é o principal assunto.

A nova pesquisa mostra que a quase totalidade dos brasileiros, depois de ser bombardeada durante tanto tempo com a noção de “crise”, perdeu a capacidade de enxergar com realismo a situação da economia.

A respeito da quantia imaginada para comprar, daqui a um mês, o que compram atualmente com 100 reais, apenas 2% dos entrevistados estimaram um valor próximo àquele. Os demais 98% desconfiam de que vão precisar de mais ou de muito mais. Desse total, 73% temem uma alta dos preços superior a 10%. Quase a metade, 47%, estima uma inflação acima de 20%. E não menos de 35% receiam que os preços subirão mais de 30% em um mês.

Convidados a raciocinar com o horizonte do fim deste ano, tivemos 1% de entrevistados seguros de que até lá os preços vão subir em média menos de 5%. Outro 1% estima uma alta entre 5% e 10%. Ou seja: a crer nas projeções para 2015 da inflação, 1% errou para menos, 1% acertou e 98% erraram para mais. E erraram desmesuradamente. Quase a metade se apavora com a perspectiva de uma inflação anual superior a 50%, e, destes, um terço fantasia uma inflação de 80%.

Os números sãos semelhantes nas análises do desemprego. Apenas 7% dos entrevistados sabem que hoje menos de dez indivíduos em cada cem estão desempregados. Cerca de um quarto acredita que o desemprego varie de 10% a 30% da força de trabalho e 38% imaginam que a proporção de brasileiros sem emprego ultrapassa os 40%.

Por esse raciocínio, o cenário até o fim do ano seria dantesco: quase 40% acreditam que o desemprego em dezembro punirá mais da metade da população ativa.

Para tanta desinformação e medo do futuro, muitos fatores contribuem. Nossa cultura explica parte desses temores. Os erros do governo, especialmente de comunicação, são responsáveis por outra. Mas a maior responsável é a mídia hegemônica.

Ninguém defende que a população seja mantida na ignorância em relação aos problemas reais enfrentados pela economia. Mas vemos outra coisa. A mídia deseduca ao deformar a realidade e por nada fazer para seus leitores e espectadores desenvolverem uma visão realista e informada do País. Fabrica assustados para produzir insatisfeitos.

Com isso, torna-se agente do agravamento de uma crise que estimulou e continua a estimular, apesar de seu custo para as famílias e para o Brasil.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/06/a-crise-midia-e-suas-interpretacoes.html

Apesar do massacre, memória de Lula persiste

04.06.20215
Do blog CONTEXTO LIVRE


Esqueça a lavagem central: sucesso do Brasil em feira internacional de Milão confirma que ex-presidente ajudou a alterar a agenda social de boa parte do planeta

Numa tentativa óbvia de lavagem cerebral dos brasileiros, a maioria dos meios de comunicação tem aproveitado a conjuntura de escândalos sucessivos que ela mesma produz em torno da Operação Lava Jato para tentar esconder e diminuir a memória de Luiz Inácio Lula da Silva, o mais popular dos presidentes brasileiros.

Mas a memória de Lula persiste — inclusive fora do país. Segundo a agência italiana de notícias, ANSA, o pavilhão brasileiro na Exposição Universal de Milão, inaugurada em 1 de maio, já foi visto por 450 000 pessoas desde a abertura. Prevê-se um aumento da visitação por esses dias, quando Lula estará na Itália, para uma série de encontros, palestras e conferências.

Situado na entrada da Exposição, com 4 000 metros quadrados de área, o pavilhão do Brasil tem como tema uma síntese das melhorias sociais ocorridas no país a partir de 2003, quando Lula tomou posse no Planalto, e que até hoje intrigam estudiosos e surpreendem cidadãos de vários países: “Alimentando o Mundo com soluções.” Um dos principais eventos internacionais do planeta desde o século XIX, a Exposição Universal é uma promoção que se prolonga por cinco meses, mobiliza um publico realmente gigantesco — em sua última edição, recebeu nada menos que 73 milhões de visitantes — e suas atrações costumam se modificar de acordo com as necessidades de cada momento.

Durante um bom período, o foco se encontrava em invenções e novidades tecnológicas. Em 1853, em Nova York, período em que a escravidão era um regime de trabalho inclusive nos Estados Unidos, a Exposição serviu para mostrar elevadores. Em 1855, em Paris, a atração foi a máquinas de costura. Foi na Filadélfia, em 1876, que o imperador Pedro II falou pela primeira vez ao telefone, reagindo com espanto: “Isto fala!”

Em 2015, quando a recessão é um pesadelo em boa parte do planeta, o desemprego domina o Velho Mundo, e barcos de imigrantes da África cruzam o Mediterrâneo em busca de abrigo, emprego e futuro, o assunto é outro — e isso explica o lugar de Lula na exposição de Milão, para onde ele embarcou nesta quarta-feira. Gostem ou não seus adversários, ele é um dos principais responsáveis pela inclusão da fome na agenda mundial.

Dias antes da chegada a Itália, Lula publicou nas páginas do Corriere della Sera, o mais importante jornal italiano, um artigo (“Um mundo sem fome e com paz”) escrito em parceria com o assessor e amigo, José Graziano, hoje diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO. “Um mundo sem fome não é um sonho abstrato,” escreveram os dois. “A pobreza e a miséria, dentro dos nossos países ou em outros países, não é um fato inevitável da vida. Podemos, sim, construir um mundo sem fome. E só um mundo sem fome pode nos permitir construir um mundo sem guerras, um mundo de paz.”

A agenda de Lula em Milão prevê, no mesmo local da exposição, a Conferência Magna da Sessão de Encerramento do Fórum de Ministros de Agricultura, convite que por si só é uma prova de prestígio, mas não é só. No sábado ele faz a Conferência McDougall, na abertura da 39ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A Conferência McDougall foi instituída em 1958, em homenagem a Frank L. McDougall, um dos fundadores da organização. (Em 2013, a palestra foi ministrada pelo Prêmio Nobel Amartya Sen). No domingo, Lula participa de um debate promovido pela Prefeitura de Roma. Destinado a uma plateia de jovens, o tema da discussão é a mobilização social: “Participar para mudar: empenho civil contra a pobreza e a desigualdade”. Entre um evento e outro, a agenda italiana de Lula previa audiência com o primeiro ministro Matteo Renzi. Ele também iria assistir a recondução de Graziano a direção-geral da FAO, onde o antigo ministro, assessor leal desde os tempos do Instituto de Cidadania, tornou-se candidato único.

Realizado numa conjuntura difícil para o governo Dilma e para o Partido dos Trabalhadores, onde até seus índices de aprovação diminuíram, o circuito italiano de Lula ensina que ele foi capaz de deixar uma herança mais duradoura do que seus dois mandatos.

Também recorda que sua gestão teve um impacto que foi muito além das fronteiras brasileiras e mesmo da América do Sul. Num país que ao longo da história se habituou a importar diversas modas ideológicas, em particular aquelas que nenhum benefício trouxeram a maioria da população, como o Consenso de Washington, o neoconservadorismo e o Estado mínimo, foi um presidente capaz de assumir outra atitude e colheu outro resultado.

Mostrou aos brasileiros que era preciso encarar e modificar a dura realidade do país em que viviam — e assim ajudou a compreender que também era possível lutar por uma vida melhor em outros lugares.

Numa cultura onde a afirmação nacional é vista, frequentemente, como uma necessidade, o lugar de Lula tornou-se, em muitos lugares do país, um motivo de identificação e orgulho.

Pensando bem, não é difícil entender porque, quatro anos e seis meses depois de sua saída do Planalto, ele tenha se tornado motivo de massacre e lavagem cerebral. Alguma dúvida?

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Fonte:http://www.contextolivre.com.br/2015/06/apesar-do-massacre-memoria-de-lula.html

Ordem e Projeto bem elaborados na Natureza - Design Inteligente & Criacionismo

04.06.2015
Do canal do YOUTUBE, 24.11.2012

Marcas do Criador podem ser vistas nas coisas em miniatura, como flocos de neve, girassóis, pétalas de flores, - coisas aparentemente insignificantes, trazem em si uma assustadora complexidade e prova de Design!


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Fonte:https://www.youtube.com/watch?v=tymxkdGh8Ik

CORRUPÇÃO NA FIFA: VICE-PRESIDENTE VAI 'REVELAR UM TSUNAMI'

04.06.2015
Do portal BRASIL247


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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/esporte/183676/Vice-presidente-da-Fifa-vai-'revelar-um-tsunami'.htm

Movimentos sociais denunciam Cunha e os 84 deputados que mudaram seus votos

04.06.2015
Do portal Agência Carta Maior, 01.06.15
PorNajla Passos

O entendimento é que o presidente da Câmara não agiu sozinho ao acabar com o sonho da reforma política reivindicada pelo povo brasileiro

ABR
Enquanto 61 deputados do PT, PCdoB, PSOL, PSB, PPS, PROS recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a votação da Câmara que constitucionalizou as doações de empresas para campanhas políticas no país, as entidades que integram a chamada Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político decidiram denunciar os responsáveis pela manobra que piorou ainda mais o já corrupto sistema político brasileiro.

No documento, os movimentos denunciam a forma antidemocrática com que o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) conduziu o processo de votação para chegar ao resultado que ele almejava. E citam os nomes dos 84 deputados de 23 partidos que, literalmente da noite para o dia, mudaram seus votos iniciais para acompanharem os desígnios do presidente. A maior parte deles integra o PRB (18), seguido pelo PMDB do próprio Cunha (11).

“O presidente da Câmara perdeu a votação num dia e recolocou a questão em votação no dia seguinte, ganhando a posição que sempre defendeu: incluir na Constituição Federal a autorização de doações de empresas para as campanhas. Mas ele não agiu sozinho, teve a colaboração dos partidos e parlamentares que, em menos de 24 horas, mudaram seu voto. Por que mudaram? Fizeram jogo de cena na primeira votação? Que “milagre” os levou a aceitar o golpe de Eduardo Cunha e no sentido contrário do dia anterior? Isso é inaceitável. Os parlamentares que mudaram seus votos não merecem os mandatos que receberam do povo”, diz o documento.

Na nota, as entidades reafirmam sua disposição de lutar por uma reforma política democrática, que proíba o financiamento privado de campanha. “Não vamos aceitar passivamente uma reforma que piore o sistema político existente, tornando constitucional um mecanismo que é a porta de entrada para a  corrupção na política. Conclamamos a sociedade então a manifestar seu repúdio a este processo e a seguir mobilizada para revertê-lo nas próximas etapas de sua tramitação no Congresso Nacional”, afirmam.
A Plataforma atua há 10 anos para aprimorar a democracia e o sistema eleitoral brasileiro. Reúne movimentos sociais e instituições como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e foi a responsável pela idealização e pela coleta das milhares de assinaturas que permitiram a apresentação do Projeto de lei Popular da Ficha Limpa, já aprovado e sancionado. 

Confira a lista de parlamentares que mudaram seus votos e compactuaram com a constitucionalização do financiamento privado de campanha:
PRB  ( 18 )
 
Alan Rick (AC)
André Abdon (AP)
Antonio Bulhões (SP)
Carlos Gomes (RS)
Celso Russomano (SP)
Cleber Verde (MA)
Fausto Pinato (SP)
Jhonatan de Jesus (RR)
Jony Marcos (SE)
Marcelo Squassoni (SP)
Marcio Marinho (BA)
Roberto Alves (SP)
Roberto Sales (RJ)
Ronaldo Martins (CE)
Rosangela Gomes (RJ)
Sérgio Reis (SP)
Tia Eron (BA)
Vinicius Carvalho (SP)
 
PMDB  ( 11 )
 
Baleia Rossi (SP) 
Daniel Vilela (GO)
Edinho Bez (SC)
João Arruda (PR)
Lelo Coimbra (ES)
Marinha Raupp (RO)
Rodrigo Pacheco (SC)
Ronaldo Benedet (SC)
Roney Nemer (DF)
Vitor Valim (CE)
Washington Reis (RJ)
 
PP ( 8 ) 
 
Conceição Sampaio (AM)
Luiz Fernando Faria (MG)
Missionário José Olimpio (SP)
Oldemo Leão (MG)
Paulo Maluf (SP)
Roberto Balestra (GO)
Roberto Britto (BA)
Sandes Junior (GO)
 
PSC  ( 6 )
 
Edmar Arruda (PR)
Julia Marinho (PA)
Marcos Reategui (AP)
Pr. Marco Feliciano (SP)
Professor Victório Galli (MT)
Raquel Muniz (MG)
 
DEM  ( 6 )
 
Eli Côrrea Filho (SP) 
Jorge Tadeu Mudalen (SP)
Mandetta (MS)
Misael Varella (MG)
Moroni Torgan (CE)
Professora Dorinha Seabra Rezende (TOC)
 
PR  ( 5 )
 
Altineu Côrtes (RJ)
Cabo Sabino (CE)
Jorginho Mello (SC)
Lincoln Portela (MG)
Paulo Freire (SP)
 
PV  ( 4 ) 
 
Dr. Sinval Malheiros (SP)
Penna (SP)
Sarney Filho (MA)
Victor Menders (MA)
PSD ( 3 )
 
Átila Lins (AM)
Paulo Magalhães (BA)
Sérgio Brito (BA)
 
PSB ( 3 )
 
João Fernando Coutinho (PE)
Tereza Cristina (MS)
Valadares Filho (SE)
 
PROS ( 3 )
 
Domingos Neto (CE)
Leônidas Cristino (CE)
Rafael Motta (RN)
 
PSDB  ( 2 )
 
Daniel Coelho (PE)
Mara Gabrilli (SP)
 
PTdoB ( 2 )
 
Luis Tibé (MG)
Pastor Franklin (MG)
 
Solidariedade ( 2 )
 
Augusto Carvalho (DF)
Elizeu Dionizio (MS)
 
PMN ( 2 )
 
Antonio Jácome (RN)
Hiran Gonçalves (RR)
 
PDT ( 1 )
 
Roberto Góes (AP)
 
PHS  ( 1 )
 
Diego Garcia (PR)
 
PRP  ( 1 )
 
Marcelo Álvaro Antonio (MG)
 
PRTB  ( 1 )
 
Cícero Almeida (AL)
 
PSDC ( 1 )
 
Aluisio Mendes (MA)
 
PSL ( 1 ) 
 
Macedo (CE)
 
PTB ( 1 )
 
Wilson Filho (PB)
 
PTC  ( 1 )
 
Uldurico Junior (BA)
 
PTN  ( 1 )
 
Bacelar (BA)

Créditos da foto: ABR
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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Movimentos-sociais-denunciam-Cunha-e-os-84-deputados-que-mudaram-seus-votos/4/33633

Juca Kfouri: negócios da TV no futebol podem ser piores que os de empreiteiras

04.06.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

mm
Juca Kfouri, que se restabelece de um problema sério de saúde justamente em meio ao caldeirão que se tornou o futebol – mundial e brasileiro – nestes dias, publica hoje um texto de “memórias”  sobre os personagens brasileiros deste “Fifalão”.
Lembranças que terminam com uma frase demolidora: ” o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras”
É impossível separar os muitos milhões que elas custam dos muito mais milhões que geram e dos vários milhões que, para consegui-las, se distribuem das gavetas para gavetas.
Por mais que seja cultivada entre nós – sobretudo os que amam o jornalismo esportivo, onde comecei, como estagiário, minha vida profissional –  a esperança de que tudo se modifique, sabemos que o dinheiro é um Moloch e pode estar em curso – qualquer semelhança é mera coincidência, apenas uma mudança donos mundiais  do futebol.
Preciosas, mesmo, são as gavetas da memória de Juca, das quais saem histórias do passado que ajudam a entender o presente. E a temer, sem que isso faça senão encorajar a luta destemida, pelo futuro.

Jogar o jogo

Juca Kfouri, na Folha
Já contei as três histórias aqui, separadamente.
José Maria Marin, então presidente da FPF, em 1985, depois de ter sido governador biônico de São Paulo, me garantiu, num voo para Assunção, que era impossível sair pobre do Palácio dos Bandeirantes.
Íamos ambos a um jogo da seleção brasileira contra a paraguaia pelas eliminatórias da Copa de 1986.
Dizia ele que independentemente da vontade do político, tudo que se fazia no Estado separava 10% ao governador e não seria ele a mudar tal estado de coisas.
Nunca antes eu estivera com Marin.
Dez anos depois, recebi a visita de J.Hawilla em meu escritório, pois eu acabara de iniciar minha carreira solo depois de 25 anos de Editora Abril. Roberto Civita me pedira para parar de criticar Ricardo Teixeira, porque eu inviabilizava que a TVA fizesse contratos com a CBF.
Hawilla dizia não aguentar mais ter de acordar antes dos filhos para pegar aFolha, e esconder deles, caso tivesse alguma coluna minha contando seus malfeitos.
Jurou que não era sócio de Ricardo Teixeira e garantiu que adoraria viver num mundo em que não fosse necessário comprar cartolas, mas que ele jogava o jogo.
Tínhamos até pouco tempo antes deste encontro uma boa relação. E ele me propôs ser sócio da Traffic.
Finalmente, em 1992, eu havia sido convidado para almoçar com o engenheiro Norberto Odebrecht.
Então, além da “Placar”, eu dirigia a “Playboy”, que fizera reveladora reportagem sobre as empreiteiras brasileiras, de autoria do repórter Fernando Valeika de Barros.
Era demolidora. Como ilustração, um muro de ouro, lama e sangue.
O fundador de uma das maiores construtoras do país foi direto ao ponto, após elogiar a exatidão do que havia lido: “Você acha que eu gosto de ter de pagar para bandido liberar o que os governos me devem?”
Antes de responder, me lembrei da conversa com Marin.
Ao responder, com a arrogância que caracteriza a nós, jornalistas, primeiramente agradeci o elogio feito à reportagem. E em vez de responder, fiz nova pergunta: “Mas por que alguém tão poderoso como o senhor não denuncia os bandidos?”.
“Porque eles acabam comigo e com milhares de empregos que mantenho no Brasil e no exterior.”
Não me restou outra saída que não a de dizer que por essas e por outras é que sou jornalista, não empreendedor.
Diga-se, a bem da verdade, que em nenhum momento da realização da matéria houve qualquer pressão por parte da Odebrecht, diferentemente do que fez a CBF para negociar direitos de TV com a Abril.
Tudo isso para contar que o mundo das transmissões esportivas pode ser mais sujo e pesado que o das empreiteiras.
Além de ter um charme, um glamour, ainda maior, uma gente esperta que, de repente, vai a Suíça e fica. Presa.
E também para insistir que ou se criam novos métodos de governança ou tudo seguirá na mesma porque o Homem, como se sabe, é um projeto que não deu certo.
Só nisso, Juca, faço-te um “meio reparo”. Ainda não deu certo, mas há de dar.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=27263