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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Comédia: Band cria teoria conspiratória sobre investigação contra Fifa

01.06.2015
Do BLOG DA CIDADANIA, 30.05.15
Por Eduardo Guimarães
fifa
O empresário José Hawilla, proprietário da Traffic, já vai se tornando íntimo dos que curtem – e até dos que odeiam – futebol. O “parceiro comercial” predileto dos cartolas da Fifa e das empresas de mídia – Globo à frente – que exploram (literalmente) o futebol brasileiro foi o estopim para o escândalo de corrupção que eclodiu ao longo da semana.
Graças a acordo de delação premiada do empresário com a Justiça americana, o FBI estourou escândalo que envolve dirigentes esportivos como José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), preso na última quarta-feira (27) junto com outros dirigentes de entidades das Américas do Sul, Central e do Norte.
Para que não restem dúvidas sobre a seriedade do caso, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos o executivo foi procurado em dezembro do ano passado e aceitou as acusações de extorsão, fraude e lavagem de dinheiro e selou um acordo de “delação premiada” de US$ 151 milhões, dos quais US$ 25 milhões foram pagos à vista.
Só tendo muita cara-de-pau, portanto, para sequer insinuar que empresas de mídia que estariam “de fora” da divisão do bolo de transmissão do futebol estariam participando, em conluio com os Estados Unidos da América, de uma conspiração que poderia ter “interesses políticos e econômicos”.
Bem, o que não falta à mídia tupiniquim é, justamente, cara-de-pau. Desse modo, o Jornal da Band deste sábado teve a audácia quase inacreditável de insinuar que “Prisões de dirigentes da FIFA podem ter interesses políticos e econômicos”.
Não acredita? Pois bem, então assista ao vídeo da reportagem da emissora paulista.
Incrível, não? Segundo você acabou de ver e ouvir, a teoria da Band é a de que as prisões efetuadas pela polícia suíça ao longo da semana “Podem ter interesses políticos e econômicos”.
Quais interesses? A matéria não soube explicar. Começa dizendo que o alvo dessa conspiração ianque poderia ser “a Rússia, sede da próxima Copa”. Mas o que é, diabos, que os EUA estariam pretendendo? Será que querem tirar a Copa da Rússia para trazê-la para o território norte-americano?
E, claro, não poderia faltar alguma insinuação contra o governo Dilma Rousseff. A bela apresentadora da Band diz que, “Aqui no Brasil, o temor é que o caso leve a uma tentativa de intervenção do governo no futebol brasileiro”.
Ou seja: o governo Dilma estaria mancomunado com o FBI para, quem sabe, estatizar o futebol brasileiro. Só pode ser essa a tese. Há que especular, porque a reportagem da Band não diz que tipo de intervenção seria essa, até porque está claro que não sabe o que inventar, já que não existe uma hipótese crível para tal bobagem.
Como indício de conspiração, a reportagem cita que as prisões foram levadas a cabo “A dois dias da eleição na Fifa”, como se todo esse monte de sujeira que está brotando do caso tivesse sido inventado para influir nessa eleição. Provavelmente J. Hawilla teria sido abduzido pela conspiração comuno-capitalista que envolve o governo norte-americano e o brasileiro e quem sabe a Record, interessada em tomar de Globo e companhia a exploração das imagens dos jogos.
A Band chegou ao ridículo de colocar um gringo com sotaque carregado para conferir verossimilhança à tese maluca:
— Questões políticas e geopolíticas também estão atrás dessa ação do governo dos Estados Unidos. Com certeza (…) Um dos grandes apoiadores do que se passa é a Rússia. A Copa do Mundo vai ser realizada na Rússia. Então isso é um recado ao governo russo, que os Estados Unidos estão de olho no que está acontecendo na Fifa.
Uau! Que revelação. Mas, afinal, qual é mesmo a revelação, que “Os Estados Unidos estão de olho”? Qual é a tese, afinal? O que os EUA pretenderiam supostamente inventando um esquema de corrupção na entidade?
A reportagem ainda teve a falta de vergonha na cara de colocar uma fala do respeitável Valter Maierovitch dizendo que tem que investigar tudo mesmo e que o caso deverá despertar o interesse de autoridades brasileiras para fazer crer ao espectador desatento que o ex-desembargador concorda com a teoria da conspiração mal-ajambrada.
Palavras de Maierovitch:
— O Brasil vai ter que passar a limpo não só a CBF. Nós temos, ainda pendente, o Panamericano, que custou muito e se desviou muito, entre aspas.
Ora, o que diabos tem que ver essa fala de Maierovitch com uma reportagem intitulada “Prisões de dirigentes da FIFA podem ter interesses políticos e econômicos”? Ele está dizendo justamente o contrário, ou seja, que há motivos muito sólidos para investigar tudo, inclusive com participação do governo brasileiro.
A locução do repórter de campo da Band prossegue:
— Há setores muito preocupados com uma possível intervenção do governo na administração do futebol brasileiro…
E tome “especialistas” formulando teorias conspiratórias que não se entende quais seriam. Um tal “especialista em marketing esportivo” tirado do bolso do colete ainda tenta formular alguma coisa. O escândalo poderia “ser visto como oportunidade” para “Grupos que estão de olho nos negócios do futebol para ocupar espaços que até hoje não conseguiram”.
Segundo o tal especialista, os que não participam dos “negócios do futebol” precisariam de “uma ruptura, uma grande crise” para que esses grupos de mídia que não estão nesses “negócios” possam tirar uma parte do bolo.
O que quer dizer tudo isso? Que Globo e Band acham que a Record estaria por trás de tudo isso, juntamente com os EUA e o governo comuno-petista de Dilma Rousseff. A emissora de Edir Macedo estaria provendo informações a laranjas para desacreditarem as sacrossantas emissoras que controlam a veiculação do esporte.
Mas será que foram Dilma, os EUA e a Record que obrigaram J. Hawilla a fazer suas traquinagens – em parceria com herdeiros da família Marinho e outros personagens menores – ou será que existe mesmo uma sujeira muito grande, e decenal, conspurcando os tais “negócios do futebol”?
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Fonte:http://www.blogdacidadania.com.br/2015/05/comedia-band-cria-teoria-conspiratoria-sobre-investigacao-contra-fifa/

Do ateísmo a plena revelação de Cristo

01.06.2015
ateismo-cristianismo
Texto base: Mc 8.22-33
O Evangelho de Marcos nos trás uma história muito interessante a respeito de um cego que precisou ser tocado por Jesus duas vezes antes de passar a enxergar de forma plena. Somente Marcos registrou esse episódio. Só que esse acontecimento está inserido dentro de um contexto onde Jesus pergunta para os seus discípulos o que as pessoas estavam falando a Seu respeito e o que os seus discípulos tinha a falar sobre Ele. É quando Pedro toma a palavra e fala em nome do todos que Jesus é o Cristo. A partir daí Jesus passa a fala-lhes a respeito de sua ida a Jerusalém, sua morte na cruz e ressurreição; então Pedro chama Jesus à parte e começa repreendê-lo dizendo que tal coisa não iria acontecer a Ele, mas Jesus repreende Satanás que está soprando tais pensamentos na mente de Pedro, pois tais Pedro que anteriormente havia confessado que Jesus era o Cristo tendo esta revelação por parte do Pai, agora, está falando inspirado pelo diabo.
Dentro desse texto e contexto eu gostaria de refletir com você sobre algumas lições que aprendemos através dessas passagens. A primeira lição é quando o homem é totalmente cego – ateísmo. A segunda lição é quando a pessoa tem uma visão de Jesus dentro de um contexto religioso onde Jesus é confundido com qualquer outro deus ou entidade – os homens vistos como árvore e o que os homens falam a respeito de Jesus. A terceira é quando a pessoa passa ver de forma clara e límpida quem é Jesus – a cura por completo e a confissão de Pedro revelada pelo. E em quarto lugar termos os nossos olhos abertos através da revelação dada pelo próprio Deus quem é Jesus (Mt 16.16), mas corremos o risco de termos uma teologia satânica quando Satanás tenta nos induz a mudar os planos do Senhor Jesus em relação ao Seu ministério – a repreensão de Pedro a Jesus (Mc 8.31-33).
Vamos analisar esses textos:
1 – A primeira lição que aprendo é em relação ao ateísmo – o homem totalmente cego (Mc 8.22).
O texto nos fala que este homem era completamente cego, depois ele passou a ver sem discernir as imagens a sua frente e por fim passou a enxergar claramente, ficando totalmente restabelecido; “e tudo distinguia de modo perfeito” (v 25).
O ateu é uma pessoa totalmente cega em relação à pessoa de Deus ou de qualquer outra divindade. Ateísmo, num sentido amplo, é a ausência de crença na existência de divindades. O ateísmo é oposto ao teísmo, que em sua forma mais geral é a crença de que existe ao menos uma divindade [1].
Como nos fala o Salmo 14.1: “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem”. Davi deixa claro nesse texto que o ateu é uma pessoa que não tem nenhuma responsabilidade com a moralidade ou dignidade. Para eles a lei moral é nula. A vida não tem nenhum significado.
Norman Geisler e Frank Turek em seu livro “Não tenho fé suficiente para ser ateu”, nos dizem que em épocas mais recentes, o darwinista Peter Singer, professor de Princeton, usou o darwinismo para afirmar que “a vida de um recém- nascido tem menos valor do que a vida de um porco, de um cachorro ou de um chimpanzé”. Sim, você leu corretamente.
Quais são as consequências das ultrajantes ideias darwinistas de Singer? Ele acredita que os pais deveriam poder matar seus filhos recém-nascidos até que tivessem 28 dias de vida! Essas crenças são perfeitamente coerentes com o darwinismo. Se todos viemos do limo, então não temos bases para dizer que os seres humanos são moralmente melhores, em qualquer medida, do que as outras espécies. A única questão é por que limitar o infanticídio a 28 dias ou, extrapolando, por que não a 28 meses ou a 28 anos? Se não existe um Criador da lei moral, então não existe nada de errado com o assassínio em qualquer idade! É claro que os darwinistas como Singer devem rejeitar essa conclusão, mas eles não têm bases objetivas para discordar a não ser que possam apelar para um padrão que esteja além deles mesmos — o Criador da lei moral.
James Rachels, autor do livro Created From Animais: The Moral Implications of Darwinism(Evolução dos animais: as implicações morais do darwinismo), defende a visão darwinista de que a espécie humana não tem valor inerente maior do que qualquer outra espécie. Falando de pessoas com retardamento mental, Rachels escreve:
“O que dizer sobre eles? A conclusão natural, de acordo com a doutrina que estamos considerando [darwinismo], seria que sua situação é de simples animais. Talvez devêssemos ir adiante e concluir que eles podem ser usados da mesma forma como animais não humanos são usados — talvez como animais de laboratório, ou até como comida?”
Por mais abominável que isso possa parecer — usar pessoas com problemas mentais como ratos de laboratório ou como comida —, os darwinistas não podem dar nenhuma razão moral que justifique o fato de não devermos usar qualquer ser humano dessa maneira.Experimentos como os dos nazistas não podem ser condenados pelos darwinistas, porque não existe um padrão moral objetivo no mundo darwinista.
Dois outros darwinistas escreveram recentemente um livro no qual afirmam que o estupro é uma consequência natural da evolução. De acordo com os autores Randy Thornhill e Craig Palmer, o estupro é “um fenômeno natural e biológico que é produto da herança evolucionária humana”, semelhante a coisas como “as manchas do leopardo e o pescoço comprido da girafa” [2].
Essas ideias ateias têm influenciado as nossas escolas e universidades. Pessoas completamente ateias tem tido a responsabilidade de ensinar os nossos jovens, com isso, o que temos visto hoje é uma sociedade desprovida de valores cristãos. É uma sociedade que luta pelo direito ao aborto, mas que não luta pelo direito à vida da criança. É uma sociedade que luta pelos animais, mas que não luta pelo próprio ser humano.
Como disse Davi são pessoas insensatas. O insensato é aquele que é insano, anormal, uma pessoa de difícil trato e entendimento, é o chamado desequilibrado. Pratica seus atos sem temor sem acreditar que está prejudicando e maltratando os outros, já que não tem a correta consciência das maldades que consegue arquitetar e colocar em prática.
Este é o cego que a Bíblia descreve em 2Co 4.4: “o deus desse século segou o entendimento dos incrédulos”. O diabo faz com que as pessoas desacreditem de tudo, inclusive dele próprio.
Podemos concluir com isso que “Se Deus não existe, então o que Hitler fez foi simplesmente uma questão de opinião!”, pois os ateus afirmam que existe somente o material e o material não possui moralidade.
Mas é bom deixar bem claro que o Senhor Jesus abriu os olhos desse cego, assim como tem aberto os olhos de muitos outros ateus. Pois a fé vem pelo ouvir e ouvir a Palavra de Cristo (Rm 10.17).
Há alguns anos trás eu estava fazendo o discipulado em uma casa onde havia cerca de quatro pessoas. Sendo que uma delas era ateia, mas eu não sabia. No final dos três meses de discipulado esta pessoa que era ateia disse para todos os presentes que reconhecia Jesus como seu Senhor e Salvador. Romanos 10.17 se cumpriu na vida dessa pessoa. O Senhor ainda abre os olhos dos cegos. É possível um ateu se converter, pois quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo é o Espírito Santo.
2 – A segunda lição que aprendo é em relação aos que veem Jesus em todas as religiões – não o discernem como na verdade Ele é  - veem os homens como árvores (Mc 8.23,24, 27,28).
A Bíblia nos fala que “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2.14). Por isso que quando Jesus perguntou para os seus discípulos o que as pessoas falavam a respeito dEle, eles responderam que as pessoas o viam como um profeta, outros que Ele era Jeremias, Elias, João Batista. As pessoas tinham várias ideias de quem era Jesus, mas ninguém sabia ao certo quem Ele era (Mt 16.13,14; Mc 8.27,28; Lc 9.18,19).
Isso não é diferente nos dias de hoje. Quantas pessoas estão confundindo Jesus com várias entidades e deuses. Dizem, cheios de convicção, que Deus está em todas as religiões e que o Senhor Jesus não veio para pregar uma religião por isso está em todas elas, mas a Bíblia nos revela quem é Jesus e como devemos adorá-lo. No entanto outras religiões que não observam a Bíblia, ou até observam, mas não a seguem estão errando na sua maneira de ver Jesus. Por exemplo:
No Catolicismo Romano Jesus possui uma Mãe que foi elevada a condição de Rainha do Universo. Ele não é o único intercessor entre Deus e os homens, mas divide com Sua Mãe (‘Nossa Senhora’) e com todos os santos a intercessão pela humanidade: São Pedro, São Paulo, Santo Expedito, Santo Antônio, Santa Luzia e tantos outros.
Para os Adventistas Jesus é o Arcanjo Miguel, como disse Ellen White, então se eles mudarem isso, eles terão que rejeitá-la como “o Espírito de Profecia” e não seriam a igreja remanescente! Então, agora eles precisam manter que Jesus é tanto Deus como um Anjo. Que Jesus não concluiu a obra de redenção na cruz; e que possui natureza pecaminosa, isso sem entrar em outros por menores.
Para As Testemunhas de Jeová Jesus é um ser criado como todas as outras criaturas criadas. Segundo eles, Jesus não é Deus. Jesus é o arcanjo Miguel assim como pensam os Adventistas. O Espírito Santo é uma força ativa de Deus.
Já os espiritualistas rejeitam o dogma da Trindade e o mistério da participação da pessoa de Jesus na Suprema Pessoa. Segundo o Espiritismo, Deus é Uno. Dele procedem todas as coisas. Jesus é Seu filho, como todos nós o somos. Segundo eles, estamos em pé de igualdade com Jesus, somos irmãos do Divino Mestre.
A religião judaica vê Jesus como um de uma série de falsos messias que apareceram ao longo da história. Jesus é visto como tendo sido o mais influente e, consequentemente, o mais prejudicial, de todos os falsos messias.
A religião Islâmica entende o profeta Jesus, filho de Maria como um dos mais elevados profetas que Deus altíssimo enviou à humanidade e sua gestação e sua infância e sua vida eram cheias de atos milagrosos. Ele era um ser humano infalível, impecável e o mais perfeito. Ele foi perseguido pelos judeus e incrédulos daquela época e também nós acreditamos que o Profeta Jesus filho de Maria não foi crucificado e muito menos ressuscitou. Ele, imediatamente, foi levado a Deus Poderoso através de uma ação milagrosa. O pensamento islâmico que fluiu  das fontes islâmicas (o Sagrado Alcorão e as tradições proféticas) obrigam o todo muçulmano acreditar na missão do profeta Jesus, filho de Maria.
Isso é só uma pequena amostra, poderíamos citar como Jesus é visto no hinduísmo, no budismo, no seicho-no-ie e outras.
Assim como aquele cego que começou a enxergar, mas que via as pessoas como árvores assim são essas religiões que veem Jesus de varias formas, menos como Ele é realmente. Este homem por estar com a sua visão ainda comprometida não discernia claramente quem eram as pessoas e muito menos quem era Jesus. Entenda uma coisa, se não temos uma visão plena de quem é Jesus, jamais, entenda bem, jamais a pessoa vai conseguir ter uma visão clara de quem é o homem e quais são as consequências espirituais que ele se encontra. Quem não discerne de forma plena quem é Jesus irá confundi-lo com várias outras entidades ou então irá vê-lo onde Ele não está.
Até dentro de muitas igrejas ditas evangélicas pregam outro Jesus totalmente diferente do que a Bíblia descreve. Estamos vendo crescer dentro de muitas igrejas um evangelho totalmente descomprometido com a verdade bíblica. Líderes que pregam tudo, menos a verdade que liberta. A verdade que abre os olhos dos cegos. Como disse o próprio Jesus: “São cegos guiando cegos” (Mt 15.14).
3 - A terceira lição que aprendo aqui é quando a pessoa passa ver de forma clara e límpida quem é Jesus – a cura por completo do cego e a confissão de Pedro (Mc 8.25,29; Mt 16.16).
O cego passou a ver claramente distinguido tudo de modo perfeito, nos diz o texto. Este homem já não precisava mais de ajuda para se locomover de um lado para outro. Ele conseguia ver e distinguir as coisas ao seu redor. É exatamente isso que o Senhor faz com as pessoas cegas espiritualmente, elas passam a ver de forma plena quem é Jesus. A confissão de Pedro é um relato de como os discípulos já não tinham mais dúvidas de quem era Jesus. Observe que em Mt 16.17 o Senhor diz para Pedro que aquela revelação procedia do Pai, não foi um conhecimento intelectual. Observe a declaração de Jesus:
“Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus” (Mt.16.17).
Quem abre os olhos dos cegos espirituais é o Espírito Santo aplicando em nossos olhos colírio espiritual (Ap 3.18). É Ele quem arranca dos olhos a venda que o deus deste século coloca nas pessoas cegando o entendimento em relação a Jesus (2Co 4.4). Esse conhecimento pleno de quem é Jesus, mas uma vez repito, não vem de um assentimento intelectual, mas através da revelação de Deus no coração dos incrédulos. Veja esta declaração de Jesus em relação ao Espírito Santo:
“Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo… quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (Jo 16.7,8,13).
Temos como exemplo o apóstolo Paulo, que antes da sua conversão era um perseguidor da Igreja, no entanto, no caminho de Damasco teve um encontro com o Senhor. Observe que quando ele levanta do chão ele está completamente cego. Isso na verdade era uma forma de mostrar o seu estado espiritual em relação a Jesus. Ele era um fariseu cego assim como muitos outros fariseus o eram.
Quando Ananias ora por ele caem de seus olhos como que escamas e ele passa a ver, não só fisicamente, mas também espiritualmente (At 9.18).
Quando lemos a respeito desse cego que foi tocado duas vezes para poder ver de forma plena, isso nos mostra que muitas pessoas precisam desse segundo toque de Jesus dentro de nossas igrejas. Há muitas pessoas que pensam que veem Jesus e que o conhecem, mas estão completamente enganadas. Estão vendo um vulto e pensam que estão enxergando nitidamente. Isso é muito sério, pois quem não o vê de forma plena também não pode servi-lo de forma plena, pois não o conhece. Como disse Jó: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42.4,6). Conhecimento de Deus gera arrependimento, vida santa e irrepreensível. Pessoas que dizem conhecer Jesus e andam na contramão da Palavra de Deus, certamente não o conheceram.
4 – A quarta lição que aprendo aqui é termos os nossos olhos abertos através da revelação dada pelo próprio Deus quem é Jesus (Mt 16.16), mas corremos o risco de termos uma teologia satânica quando Satanás nos induz a mudar os planos do Senhor Jesus em relação ao Seu ministério – a repreensão de Pedro a Jesus (Mc 8.31-33).
Isso é o que mais temos visto em muitos púlpitos por aí. Gente mudando a teologia bíblica por outra teologia. Uma teologia que agrada aos ouvidos, mas não faz diferença no coração. É muito comum hoje em dia vermos pregadores mudando a mensagem Cristocêntrica pela mensagem antropocêntrica. Como disse Paulo ao Colossenses 2.8;18,19:
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo… Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus”.
O mesmo apóstolo escrevendo a Timóteo alerta a respeito da apostasia dos últimos dias:
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm 4.1).
E como apostasia pode vir acontecer? Bem, entendo que isso ocorre de três maneiras básicas:
1º – Por líderes de mau caráter, ou seja, gente que não tem um pingo de temor a Deus. Gente que se utiliza a credulidade do povo para se beneficiar.
2º – Por Lideres que aprenderam errado, ou seja, foram discipulados de forma errada. No entanto, se tais líderes aprenderem a verdade abandonará essa teologia satânica.
3º – Aqueles que se apostatam da fé como o texto de 1Tm 4.1 nos deixa claro. E eu creio que tais pessoas nunca conheceram a Cristo. Nunca tiveram uma experiência de conversão.
Queridos, nós não podemos por todos em uma vala comum e dizer que todas essas pessoas são de mau caráter. Creio que haja pessoas até muito bem intencionadas, mas que tem pregado um evangelho distorcido da verdade. São pessoas zelosas, mas fora da doutrina. Tem um grande zelo por Deus, mas desconhecem a sã doutrina. Com tais pessoas devemos agir como Cristo agiu com Pedro, repreenda Satanás, mas salve a Pedro. Mostre-lhes a verdade com amor não lhes impondo nada.
Conclusão
Eu tenho acompanhado algumas pessoas discutindo teologia na internet. Algumas dessas discussões são até saudáveis, mas algumas não levam a nada. Eu por exemplo creio e sigo a teologia reformada, mas tenho bons amigos arminianos que são mais piedosos que eu. No ponto principal nós não divergimos. Mas tem gente que falta pouco colocar os “hereges” na fogueira. E isso de ambos os dois lados.
Por exemplo, todo terceiro domingo prega na igreja que pastoreio um seminarista arminiano, e esse rapaz tem uma mensagem muito abençoada.
Temos que pregar a Cristo assim como os apóstolos pregaram. Com unção e graça. Como costuma dizer o Revendo Hernandes Dias Lopes: “Aos olhos e ao coração”.
Que o Senhor nos abençoe!
Fonte:

1 -  Ateísmo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ate%C3%ADsmo, acessado em 28/01/15.
2 – Geisler, Norman e Turek, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu, Ed. Vida, São Paulo, SP. 2006, pag. 196, 197.
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Fonte:http://www.napec.org/apologetica/do-ateismo-a-plena-revelacao-de-cristo/

Que ironia: o “vai pra Cuba” dos coxinhas ajuda a ilha a faturar com turistas brasileiros

01.06.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por Fernando Brito

buiques
Matéria do caderno de turismo de  O Globo, hoje:
“­ Conhecer Havana, seus prédios e carros antigos, além de mergulhar nas águas do Caribe. Não é de hoje que os brasileiros demonstram interesse em visitar Cuba. Porém, de uns tempos para cá, a vontade de desembarcar na ilha de Fidel tem aumentado consideravelmente. Segundo uma pesquisa da Visual Turismo, agência parceira da Copa Airlines, o número de vendas de pacotes (com passagem aérea, hospedagem e passeios) para a ilha aumentou 9,5% em abril, na comparação com março desde ano”
Uns dizem que é o fim do bloqueio americano à ilha – o turismo dos EUA na ilha aumentou, também – mas não me parece que isso, por nossas bandas, tenha alguma influência.
O fato é que, desde os anos 60, nunca se falou tanto em Cuba no Brasil.
Uma simples camisa vermelha, como mostrou a agressão verbal ao filho de Ricardo Noblat, já é motivo para a coxinhada gritar “vai pra Cuba, vai pra Cuba”.
E não é que o pessoal com grana está mesmo indo?
Os brasileiros são o quarto maior público do luxuoso Hotel Meliá de Havana.
Mil pratas de diária, coisa para gente de bico grande, não o meu ou o seu, embora eu tenha visto na internet muitas pousadas na faixa de 100 a 200 reais.
Bom, não espalhem, mas isso está ajudando o governo cubano a fazer frente às suas dificuldades econômicas – boa parte dela, aliás, gerada pelo embargo americano)
A coisa é tão terrível que a operadora de cartões Visa, que ofereceseguro de saúde em viagens cujos pacotes são comprados em alguns de seus cartões, tem um “aviso aos viajantes” em letras maiúsculas:
“IMPORTANTE! OS BENEFÍCIOS E SERVIÇOS DESCRITOS NA SEÇÃO C DESTE GUIA NÃO ESTÃO DISPONÍVEIS, SEJA QUAL FOR A CIRCUNSTÂNCIA PARA VIAGENS OU OUTROS SERVIÇOS RELACIONADOS A CUBA, IRÃ, SÍRIA E SUDÃO. AXA ASSISTANCE É UMA EMPRESA SEDIADA NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. AS LEIS DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROÍBEM A AXA DE FORNECER QUAISQUER BENEFÍCIOS OU SERVIÇOS RELACIONADOS A CUBA, IRÃ, SÍRIA E SUDÃO(…)” 
Ainda assim, Cuba, pequenina como é, recebe 3 milhões de turistas por ano – metade do que o imenso Brasil  tem de visitantes –  e aufere nisso a segunda maior receita nacional.
Até passear nos velhos  carrões americanos que circulam em Cuba por conta das restrições à importação, virou um charme entre os “vão pra Cuba”.
Como eu nunca fui à ilha de Fidel, mesmo que toda hora apareça um coxinha mandando que eu vá pra Cuba, sugiro que me mandem uma passagem que eu vou. Custa perto de R$ 3 mil, no varejo, mas há pacotes de R$ 2 mil em vôos fretados e acomodações modestas.
E rindo da idiotice que tomou conta dos nossos coxinhas.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=27190

Emanuel Cancella: Até quando as instituições brasileiras vão nos fazer de idiotas, deixando de fora de prisão e investigação a Globo e o PSDB?

01.06.2015
Do blog VI O MUNDO
globo_ninho-tucano-globo
Ilustração: Via Blog Limpinho & Cheiroso
Querem nos fazer de Pátria de idiotas 
Como aceitarmos a denúncia de corrupção da Fifa sem envolver a Globo, que tem o monopólio do futebol no Brasil, Copa do Mundo, Libertadores, Copa América, campeonato brasileiro, e estaduais?
A Globo fez negócios com a cúpula da Fifa que está presa e ninguém cogita de investigar a emissora. Lembrando que a emissora não tem nada de inocente, além do monopólio do futebol é sonegadora do Imposto de Renda da Copa de 2002. E não é que foi pega na malha fina, a Globo foi fazer o negócio nas Ilhas Virgens britânicas onde frequentam os maiores bandidos do planeta.
Além disso a Globo, é envolvida com José Hawilla, dono da TV TEM que é sua afiliada da e que, como réu confesso, aceitou pagar U$ 151 milhões, no caso da Fifa.
Prenderem o tesoureiro do PT e não prenderem os tesoureiros do PSDB, PMDB, PP que também foram citados em delação premiada na operação Lava Jato.
Julgaram o mensalão do PT e deixaram de fora o do PSDB que foi anterior ao do PT, sendo que o mensalão do PSDB está prescrevendo.
Agora a Polícia Federal faz invasão na casa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do PT, coisa que nunca fizeram na casa do ex-governador Aécio Neves, do PSDB, que construiu um aeroporto com dinheiro público em terras da própria família e é citado pelo doleiro Alberto Youssef como propineiro na operação Lava Jato, recebendo dinheiro através da irmã em Furnas.
O ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), foi denunciado pelo ex-policial federal, Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como “Careca” de receber um milhão de reais de propina.
Até quando as instituições brasileiras vão dar um atestado de idiota a todos nós, prendendo uns, investigando outros e deixando de fora principalmente a Globo e o PSDB?
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emanuel-cancella-ate-quando-as-instituicoes-brasileiras-vao-nos-fazer-de-idiotas-deixando-de-fora-das-prisoes-e-investigacoes-principalmente-a-globo-e-o-psdb.html

A Ressurreição: Fundamento Insuperável da Fé Cristã

01.06.2015
Do portal NAPEC - APOLOGÉTICA CRISTÃ
Por Jorge Fernandes Isah
ressurreicao-jesus
Por Jorge Fernandes Isah
A) INTRODUÇÃO: 
Primeiro, abramos nossas Bíblias [1] em 1 Coríntios 15:16-19, que diz:
“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.
Antes de começar a exposição de hoje, gostaria de ler o hino No. 101:
“Cristo já ressuscitou; Aleluia!
Sobre a morte triunfou; Aleluia!
Tudo consumado está; Aleluia!
Salvação de graça dá; Aleluia!
Uma vez na cruz sofreu; Aleluia!
Uma vez por nós morreu; Aleluia!
Mas agora vivo está; Aleluia!
E pra sempre reinará; Aleluia!
Gratos hinos entoai; Aleluia!
A Jesus, o grande Rei, Aleluia!
Pois à morte quis baixar; Aleluia!
Pecadores pra salvar; Aleluia!”
Quantas verdades estão presentes nestes versos, e que nos enchem de alegria, esperança, mas, sobretudo, de certeza, de que um dia também ressuscitaremos.
Mas, o que é a ressurreição para você, meu irmão?
É um corpo morto ganhando vida novamente?
Como se fosse um Frankenstein, com pedaços de vários corpos remendados e unidos escandalosamente, como parecem defender os espíritas?
Seria uma história, um conto de fadas ou mitologia?
Como os liberais, pós-modernos, relacionais e congêneres defendem?
Apenas outro dogma da igreja que você aceita prontamente mas nunca meditou nem refletiu na sua urgência?
Como os crentes nominais parecem entender, não reconhecendo a magnitude da ressurreição?
Ou, será algo que você, mesmo sendo cristão há tanto tempo, nunca deu devida importância, pela falta de zelo com essa grandiosa realidade?
Pois saiba que, em nenhuma outra religião tem-se presente a ideia da ressurreição do corpo. Muitas acreditam na imortalidade da alma, mas nenhuma crê na ressurreição, de que teremos o corpo glorificado semelhante ao do Senhor Jesus. Nem mesmo os muçulmanos que acreditam num tipo de ressurreição, não cogitam a santificação e glorificação, como a Bíblia revela, mas em uma permanência celestial do mesmo corpo sujeito ao pecado, já que as mesmas relações ímpias praticadas aqui se repetiriam lá, e são exatamente elas que garantem, ao ver deles, um lugar no Paraíso.
Hoje, comemoramos o domingo de Páscoa, uma data importante no calendário cristão, pois representa a ressurreição do Cordeiro, Cristo, o homem santo e sem pecados que encarnou, viveu entre nós, foi condenado injustamente e morreu por amor de mim e de você. Muito distante daquilo que o mundo apregoa, de como Satanás usa da realidade bíblica para distorcer, corromper, e atender aos instintos mais carnais e abjetos, transformando um dia santo em algo mundano, onde as pessoas lembram-se apenas de trocar e comer “ovos de chocolate” botados por um coelho fictício.
O espírito da páscoa difundido pelo mundo não tem nada de cristão, pelo contrário, é o espírito do anticristo, diabólico, no qual tentam imitar a realidade gloriosa da ressurreição com uma farsa.
Mas com qual objetivo fazem isso?
Ao criar uma história, sem “pé-nem-cabeça”, querem apenas ridicularizar e desacreditar a história verdadeira, fazendo-a passar por um delírio, por uma loucura. Mas, quem é o louco?
Tudo passa pela incredulidade, pelo ceticismo, e por uma necessidade de se buscar racionalmente uma explicação para tudo, como se a mente humana pudesse desvendar e responder a todas as questões do universo (contudo, a força motriz da incredulidade, assim como de todo o pecado, é a revolta contra Deus; o motim idealizado por Satanás e abraçado por Adão, Eva e todos os homens após eles). Felizmente, não pode; e quando até mesmo alguns ditos cristãos põem em dúvida a ressurreição, temos uma soberba-arrogância na qual o homem se faz superior a Deus e sua palavra. Esse é outro foco do ceticismo, desacreditar e ridicularizar a Escritura como a revelação especial, como palavra do próprio Deus. E, infelizmente, a igreja atual encontra-se cheia desse tipo de “crente”, pessoas que desprezam e consideram irrelevante tanto a Bíblia como a doutrina da ressurreição.
E muitos dos coríntios, provavelmente, colocavam em dúvida a doutrina da ressurreição. Assim como os saduceus criam, havia entre aqueles irmãos muitos que também criam na não-ressurreição. Por isso Paulo escreve quase um capítulo inteiro sobre o tema, alertando-os de que essa ideia era completamente estranha e opunha-se à fé cristã.
Você crê na ressurreição? De que Cristo morreu e ressurgiu dos mortos? E de que você também, um dia, ressuscitará da morte?
Se você é um crente verdadeiro, não duvidará desta verdade.
B) A CERTEZA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
Já no verso 1 e 2 do capítulo 15, lemos:
“Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão”.
Paulo confirma e afirma que o evangelho de Cristo já havia sido anunciado aos coríntios, de que eles eram conhecedores da verdade, e nada ficou-lhes encoberto ou oculto, porque eles o receberam e permaneceram na verdade. Paulo não pregava outro evangelho, mas o mesmo, e ele os chama agora por testemunhas de que não houve corrupção em seus ensinos, qualquer um que o ouviu antes e o ouvisse agora confirmaria serem ambas a mesma doutrina. E ele justifica o recebimento do evangelho pela igreja de Corinto com o argumento de que a salvação os alcançou pela pregação do apóstolo; ressaltando que não seriam condenados se retivessem e cressem no que lhes fora proclamado. Logo, o que viria a ser exposto não era algo estranho, algo ainda não ouvido pelos coríntios, mas algo impossível de ser rejeitado, sob pena de perderem o fundamento da fé e negarem a realidade da ressurreição.
Nos versos 3 e 4:
“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.
Paulo profere, por duas vezes, a expressão “segundo as Escrituras”; mas, se o Cânon ainda não havia sido concluído, a qual Escritura ele nos remete? Acredito que muitos dos escritos do Novo Testamento já circulavam à época em que escreveu a 1ª Epístola aos Coríntios, mas também aludia ao Antigo Testamento, onde a verdade inexorável da ressurreição de Cristo e dos justos era proclamada.
Vários textos apontam para essa realidade, por exemplo:
Jó 19.25-27: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior”.
Sl 17.15: “Quanto a mim, comtemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar”.
Dn 12.2: “E muitos do que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”.
Vejam bem, o apóstolo não despreza a Escritura, pelo contrário, disse que dela aprendeu e por ela ensinava. Há uma ideia corrente entre os crentes atuais de que o A.T. deve ser relegado a um segundo plano, e de que os textos de real valor encontram-se no N.T. A questão é: qual o critério ou autoridade é invocada para se fazer a distinção do que é ou não é Escritura? Se o próprio Jesus citou-a abundantemente em seus ensinamentos? Estaria o homem investindo-se de uma autoridade maior do que a do próprio Deus, julgando arbitrariamente o que é ou não é parte do Cânon?
Porém, o importante neste ponto é o apóstolo afirmar que entregou o mesmo que recebeu, segundo as Escrituras. E o que elas afirmam, tanto no Antigo como no Novo Testamento?
1) Cristo morreu por nossos pecados – A morte do Senhor não foi um teatro, uma pantomima, coisa de megalomaníaco, um espetáculo para entreter gerações e gerações de ouvintes e leitores. A sua morte teve um propósito, e um propósito claramente expresso, definido, e descrito na Escritura, ele morreu por nossos pecados, pagando uma dívida impagável para nós; fazendo por nós o que nos era impossível; assumindo o nosso lugar, um lugar de vergonha e injustiça para ele, para se fazer justiça para nós. Fomos, por aquele ato do Senhor, justificados, ou seja, tornados justos, imaculados e sem pecados, pelo seu sacrifício na cruz do Calvário.
Ler Is 53:4-7.
2) Cristo foi sepultado. Há relatos esdrúxulos, fantasias diabólicas, de que Cristo não morreu, pelo contrário, ele casou-se, teve uma família ou refugiou-se em esconderijos imaginários, para justificar a fé em sua morte. Ora, a Bíblia não deixa dúvidas da morte do Senhor; e há relatos de historiadores da época, como Josefo e Tácito, por exemplo.
3) Cristo ressuscitou ao terceiro dia, como foi profetizado pelo próprio Senhor, em Mt 12.40. Uma pequena observação: muitos têm dúvidas quanto ao fato do três dia e três noites não poderem transcorrer entre uma sexta-feira e o domingo. Porém, devemos entender que a contagem de tempo dos judeus é diferente da nossa (e também dos romanos à época), pois o dia, para eles, inicia-se às 18 h e não à meia-noite. Para o judeu também um dia não significa necessariamente 24 horas, podendo ser uma fração das 24 h designada como sendo “um dia”. Interessante notar que Paulo não diz que Cristo ressuscitou após três dias, mas ao terceiro dia, corroborando a ideia de que três dias não abrangem os dias completos, como conhecemos.
Verso 5-8:
“E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze. Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo”.
Para confirmar que a ressurreição do Senhor não era algo fictício nem uma especulação, Paulo citará as provas incontestáveis da aparição de Jesus, ressurreto, a muitas pessoas, entre elas, aqueles que o conheciam melhor do que qualquer outro homem, pessoas que estiveram com ele durante os três anos de ministério terreno, acompanhando-o vinte e quatro horas por dia, todos os dias; pessoas íntimas e que tinham um relacionamento pessoal e direto com o Mestre, apóstolos e discípulos como Pedro e Tiago, por exemplo.
Então, primeiramente, como evidência, ele afirma que Pedro viu o Senhor (Lc 24.34), e, posteriormente, os demais apóstolos, chamados de doze, menos Judas, porque assim eram também conhecidos (Jo 20.19-20).
Depois foi visto por mais de quinhentas pessoas de uma vez, sendo que a maioria deles ainda estava viva, configurando-se em uma prova irrefutável da ressurreição, posto estar ao alcance do leitor desta carta, à época, a confirmação da veracidade daquele feito, e, Paulo não o faria irresponsavelmente, colocando em xeque o seu ministério, a sua idoneidade e confiabilidade, caso não falasse a verdade. Há passagens como as de Mateus 28.16-17 e Atos 1.1-9, nas quais um grande número de irmãos viu e ouviu o Senhor.
Depois foi visto por Tiago, o bispo de Jerusalém e irmão do Senhor, e depois por todos os apóstolos, no Monte das Oliveiras, como descreve-nos Lucas 24.50-51 e Atos 1.1-9, 17.
E, por fim, Paulo chama a si mesmo por testemunha, como tendo visto a Jesus em Damasco, fato relatado por Lucas em Atos 9.2-6.
Esses são sinais genuínos apresentados pelo apóstolo para estabelecer a verdade inequívoca da ressurreição do Senhor.
Mas, alguém pode questionar: “Olha, entendo a ressurreição de Cristo, mas não aceito a ressurreição de homens comuns”.
Sem entrar em todas as implicações e refutações possíveis à pergunta, importa-nos dizer que há na Escritura vários casos de ressurreição de homens e mulheres comuns.
No Antigo Testamento, Elias ressuscitou o filho de uma viúva (1Rs 17.20-22), e o filho da mulher Sunamita (2Rs 4.32-37).
No Novo Testamento, o próprio Senhor ressuscitou Talita, filha de Jairo, um homem conceituado e respeitado pois era um dos principais da Sinagoga local (Mc 5.41-42), e Lázaro (Jo 11.43-44); Pedro ressuscitou Dorcas ou Tabita (At 9.40-42), e, o próprio Paulo ressuscitou também um homem, Êutico (At 20.9-10).
Com isso, prova-se a ressurreição como um fato a acontecer com todos os homens, quer estejam destinados ao Paraíso ou destinados ao Inferno.
C) OS PROBLEMAS DE SE NEGAR A RESSURREIÇÃO 
Pularemos do verso 8 diretamente para o verso 12 ao 20, que diz:
“Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos? E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”.
Paulo, maravilhosamente, argumenta não só quanto à inutilidade da fé, mas também à sua falsidade, se não houver ressurreição dos mortos. Literalmente, o Cristianismo é mentira, e não tem valor algum, se os mortos não ressuscitam. Esta é uma razão poderosa para apontarmos qualquer forma de “cristianismo” onde não há ressurreição como um embuste, uma fraude, mas, onde também não há a ressurreição de Cristo, como afirmam os liberais e racionalistas ao, não acreditando na sobrenaturalidade (o que vale dizer no poder infinito e todo-poderoso de Deus), tornam o relato da ressurreição do Senhor como algo alegórico ou apenas simbólico, na religião das trevas, capitaneada pelo próprio diabo. Esses homens jamais deveriam serem chamados ou considerados cristãos, pois, segundo Paulo, sua fé é vã, inócua, falsa e ineficaz; não havendo qualquer intento em proclamá-la a não ser para garantir que muitas almas descrentes garantam a eternidade no Inferno.
Por que?
Ora, se Cristo não ressuscitou, os que dormiram em Cristo estão perdidos, ou seja, nossos pecados não foram pagos e ainda permanecemos neles (v.17). E se permanecemos neles, teremos de pagá-los, mas, não podemos pagá-los, então, estaríamos irremediavelmente perdidos, condenados ao sofrimento eterno no Lago de Fogo (v.18).
E há uma relação clara e evidente na ressurreição de Cristo, pois se ele ressuscitou, os mortos também ressuscitarão; se os mortos não ressurgirem no fim dos tempos, também Cristo não ressuscitou, logo ele está morto e estamos mortos juntos com ele. Mas, porque temos a certeza e o testemunho do Evangelho, sabemos que, como o Senhor, também ressuscitaremos.
A própria pregação seria sem sentido, e de nada serviria ao homem, se não houvesse a ressurreição; e, sem ela, não haveria a expectativa do céu, de uma vida eterna na presença de Deus, e o Cristianismo serviria talvez para nos dar algum conforto na terra, mas como Paulo disse, se esperássemos Cristo apenas neste mundo, seríamos os mais miseráveis dos homens (v.19).
Novamente, por quê? Ora:
1) Não haveria uma vida eterna;
2) Milhões de homens morreram inutilmente;
3) O trabalho de pregação e evangelização seria desnecessário e infrutuoso;
4) Seríamos piores do que os outros homens (ao defendermos uma realidade impossível diante de pessoas que vivem uma realidade possível e não cogitam algo utópico);
5) Sacrificaríamos este mundo por outro que não existe, ou seja, morreríamos para este em troca de vivermos no outro, quando não o viveríamos; a vida não teria sentido;
6) Por fim, permaneceríamos mortos em nossos pecados (o espírito do homem não reviveria).
D) A REALIDADE DA RESSURREIÇÃO
“Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (v. 20)
Paulo, enfaticamente, confirma a ressurreição do Senhor, e de que temos a garantia da nossa ressurreição. Ele, o cabeça, foi o primeiro e único a viver após a morte, assim como nós, o corpo, viveremos também após a morte. Ela aponta, portanto, para a Igreja:
1) A concretização e eficácia do plano divino, e a realização das suas promessas e profecias.
2) Mostra-nos que Cristo está vivo; e com ele viveremos eternamente.
3) De que haverá um reino de paz, justiça e amor, ao contrário do que experimentamos neste mundo.
4) É a vitória definitiva do crente, de que tanto a morte como o inferno foram tragados, derrotados, pela ressurreição de Cristo.
A ressurreição aponta para os ímpios:
1) O plano divino, para eles, também se concretizará, assim como as promessas e profecias a eles pertinentes;
2) De estarem diante no Tribunal de Cristo, onde serão julgados e condenados;
3) Eternamente estarão no lugar onde há apenas dor, angústia e desespero, sem qualquer alívio para os seus corpos e alma;
4) Foram tragados definitivamente pela morte e o inferno, derrotados pela descrença e rebeldia a Deus.
A ressurreição de Cristo é um dos pilares da fé cristã, sem ela, nada do que cremos e esperamos teria sentido. Sem a ressurreição, não seríamos salvos, nem herdaríamos o Reino de Cristo; sem a ressurreição, ainda estaríamos mortos em nossos pecados.
A sua importância está no fato de que Cristo não viu a corrupção, e, como ele, a nossa alma também não verá a corrupção, no sentido de permanecer doente, enferma, por toda a eternidade.
A ressurreição remete-nos a uma vida nova (e este é um dos sentidos do termo), uma vida sem pecados, distante de nossa antiga natureza, na qual estaremos para sempre em plena comunhão com Deus.
A ressurreição lembra-nos de que, antes mortos em nossos delitos, fomos restaurados por Deus e reconciliados com ele, para uma vida santa.
A ressurreição aponta para um corpo incorruptível, uma nova criatura que iniciou-se com a nossa conversão, mas que ainda não está completa, e somente o será quando Cristo voltar em glória a este mundo para buscar a sua noiva, a Igreja, da qual somos parte, assim como somos parte dele, a cabeça, enquanto corpo.
A ressurreição, como bem simboliza o batismo (e por isso cremos no batismo por imersão), não apenas nos renovará, mas nos transformará à semelhança de Cristo.
Por isso, sem a ressurreição, não haveria uma nova vida, posto as promessas de Deus não seriam cumpridas, e o próprio Cristo não passaria de um homem comum.
Por isso, os ataques insidiosos e desonestos dos servos de satanás em desacreditar, em mentir, sobre um dos eventos máximos da história, a ressurreição do Senhor.
E) CONCLUSÃO
A ressurreição é um ponto fundamental na fé cristã, sem a qual ela perde completamente o nexo, tornando-se em algo ineficiente. Ela deve dar segurança ao crente de que Deus, ao ressuscitar Jesus dos mortos, também nos ressuscitará, e a importância desta esperança reside no fato de devermos levar o Evangelho de vida, e vida eterna a todos os homens, orando ao Espírito Santo para convertê-los a Cristo, a verdade.
Qualquer caminho a apelar para uma não ressurreição do corpo é inconsistente com a Bíblia, e mentiroso. Assim como o crente que se utiliza da certeza da ressurreição para negligenciar o evangelismo, deixando de levar a mensagem de salvação e de vida eterna ao pecador, também se faz mentiroso, posto não ansiar, em seu íntimo, ao próximo, aquilo que diz crer, revelando-se um incrédulo.
Pior ainda, é o cristão vestir-se de hipocrisia, ofender a Deus com os seus pecados constantes, sua insubmissão a ele, e ansiar por uma ressurreição e uma vida eterna no paraíso.
Cada um de nós, neste dia, faça uma inspeção sincera em seu íntimo e veja se está realmente no caminho da vida eterna, de ressurgir para a vida, ou se está a um passo de ressurgir para a morte e a separação definitiva de Deus.
Demos pois a Deus glória eterna, porque, pelo seu poder, fez cumprir no tempo todas as promessas antes dadas pelas bocas dos seus profetas, revelando o seu cuidado, amor e fidelidade para conosco, seu povo, que, assim como o seu Filho Amado ressuscitou, também ressuscitará para a glória eterna de viver em comunhão constante e permanente com o Pai.
Que todos nós meditemos diariamente na obra maravilhosa e divina de Jesus Cristo, uma obra completa e acabada, sem a qual estaríamos irremediavelmente perdidos.
Que possamos, pela graça de Deus, não somente ansiar a ressurreição naquele glorioso dia em que Cristo voltará ao mundo para nos buscar e, juntos, julgarmos o mundo, mas possamos viver a verdade do Evangelho, renascidos pela fé, aguardando o nosso novo corpo e, glorificados, jamais vermos a morte (1 Tes. 4:13-18).
Nota:
[1] Sermão pregado no culto de Domingo, no Tabernáculo Batista Bíblico (Belo Horizonte/MG). O áudio da pregação pode ser ouvido clicando AQUI.
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Fonte:http://www.napec.org/apologetica/a-ressurreicao-fundamento-insuperavel-da-fe-crista/