sexta-feira, 22 de maio de 2015

Tucano rebate fanáticos pelo impeachment: “ignorantes políticos”

22.05.2015
Do portal BRASIL247, 20.05.15

Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania - Xico Graziano é assessor especial do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e diretor do site Observador Político, ligado ao IFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso). Uma semana após a eleição presidencial do ano passado ele já começara a se estranhar com os movimentos que pedem “impeachment” de Dilma Rousseff.

Coordenador digital de Aécio Neves durante a campanha presidencial de 2014, o ex-deputado federal pelo PSDB Xico Graziano foi atacado nas redes sociais em novembro do ano passado por criticar um protesto a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

À época, Graziano declarou que falar em impeachment contra a petista uma semana após sua vitória nas urnas era “absurdo” e “antidemocrático”. A opinião gerou polêmica e o tucano foi acusado de ser “comunista” e “petralha”.

Após os protestos antipetistas de 15 de março e 12 de abril, a pressão de movimentos como Vem Pra Rua, Movimento Brasil Livre e Revoltados On Line obrigou o PSDB, sem lá muita convicção, a encomendar um parecer ao jurista Miguel Reale Júnior sobre a viabilidade de encaminhar à Câmara dos Deputados um pedido de impeachment da presidente recém-reeleita.

Tudo isso foi jogo de cena do PSDB, pois é amplamente conhecido o fato de que não existem elementos para abrir um processo de cassação de Dilma Rousseff por crime de responsabilidade, o que permitiria interromper seu mandato recém-obtido nas urnas.

O parecer do jurista encomendado pelo PSDB apenas disse a realidade: “ainda” não haveria “elementos” para abertura de processo de impeachment contra a presidente da República. A frase é curiosa, pois induz à crença de que esses elementos como que estariam germinando e passarem a existir seria mera questão de tempo.

Aécio Neves declarou publicamente, pois, a suposta inviabilidade de atender aos movimentos que querem porque querem exterminar um mandato eletivo concedido pela maioria do eleitorado brasileiro. A reação desses movimentos foi destemperada e passaram a insultar Aécio, Fernando Henrique Cardoso e o próprio PSDB.

Foram usados termos como “traidor”, “arregão”, “covarde” e outras pérolas.

Eis que Graziano volta ao palco e faz um duro ataque aos fanáticos de extrema direita que querem o impeachment com ou sem motivo, como se fosse natural exigir que seja jogado no lixo o desejo da maioria dos eleitores, expresso na eleição presidencial de 2014, bastando, para isso, qualquer desculpa.

Vale ler o “desabafo” de Graziano ante os insultos disparados pelos fanáticos contra FHC e Aécio.

A irritação de Graziano, porém, não se deve aos seus supostos pendores democráticos. Ao chamar os extremistas de direita de “ignorantes políticos” ele pareceu ter buscado um substituto para o adjetivo “burros”. Nesse “desabafo”, ele até tenta explicar por que não faz sentido pedir “agora” o impeachment de Dilma Rousseff.

O trecho abaixo, escrito por Graziano, deixa muito clara a razão de ele não querer mexer com isso “neste momento”.

“(…) Quem venceu, que enfrente a crise. Afinal, foram eles, do PT, que enfiaram o país nessa desgraceira. Que paguem por sua irresponsabilidade e safadeza. Quem quer sentar naquela cadeira para pagar o mico do PT? Lula e Dilma que se fritem (…)”

Entendeu, leitor? O que Graziano pensa, de fato, não é que pedir o impeachment de Dilma sem amparo de provas é antidemocrático. Ele calcula um fato: quem quer que seja que esteja na Presidência da República agora vai ter que aplicar o ajuste fiscal e, assim, arcar com uma imensa onda de impopularidade, que virá da direita, do centro e até da própria esquerda.

Dilma está sofrendo ataques de todos os lados, até do PT.

O fato é que se a economia estivesse bem e a direita tivesse a mesma maioria no Congresso que tem neste momento, não hesitaria em inventar qualquer desculpa para derrubar Dilma Rousseff, sobretudo se ela estivesse sofrendo a mesma crise de impopularidade.

Assim como o ex-presidente Fernando Collor foi derrubado sem amparo de provas, o mesmo poderia ser feito contra Dilma. Porém, como já se disse várias vezes neste espaço – e como Graziano, inclusive, disse, claramente, em seu texto no Facebook, supra reproduzido:

“Quem quer sentar naquela cadeira para pagar o mico do PT?”

Dilma Vana Rousseff tem o pior emprego do mundo, neste momento. Sem ajuste fiscal, o Brasil perde o grau de investimento concedido pelas agências de classificação de risco e pode sofrer um efeito sistêmico, ou crise cambial. Uma brusca e violenta desvalorização do real faria a inflação explodir. Os efeitos seguintes seriam uma forte crise no emprego, na renda etc. Com ajuste fiscal, o Brasil se safa do buraco, mas quem o conduzir será odiado pelo conjunto do espectro político, da direita à esquerda. E pela esmagadora maioria da opinião pública.

Quem quer Dilma fora do poder acha que a saída dela poderia evitar o ajuste. Não iria rolar. 

A situação ficaria ainda pior do que está, pois até que ela fosse impedida a economia teria ido para o buraco. Quem herdasse o governo teria uma missão muito mais dura pela frente e, devido à ignorância de grandes setores do eleitorado, seria colocado na cruz em lugar do PT e de Dilma.

Seja como for, é positivo para o país que esses fanáticos de ultradireita se isolem. Como são estupidamente radicais, continuarão dinamitando pontes com a política formal e assustando o espectro político com seu radicalismo.

Seja por oportunismo ou por apreço real pela democracia, a reação de Graziano mostra que ainda há cabeças pensantes na oposição. E mostra que até o PSDB está ciente de que não adianta destruir o país para retomar o poder. Menos mal.
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/182059/Tucano-rebate-fan%C3%A1ticos-pelo-impeachment-%E2%80%9Cignorantes-pol%C3%ADticos%E2%80%9D.htm

PSDB é uma gralha de mau agouro, não pensa o Brasil, que supera barreiras e faz acordos bilionários

22.05.2015
Do portal BRASIL247, 20.05.2015
Por Davis Sena Filho

 
Os tucanos e seus primos do DEM são, antes de tudo, hedonistas, a terem o arrivismo como forma de fazer política

O programa político-eleitoral do PSDB não passou de uma tragicomédia cheia de penas de aves de mau agouro. Trágico, porque políticos do PSDB acusados de cometerem irregularidades e malfeitos quando ocuparam cargos executivos e legislativos acusaram o Governo Trabalhista, o que mais combateu a corrupção na história do Brasil de conviver e até mesmo ser parte da corrupção.

E cômico, porque quem acusou o Governo Popular de ser corrupto foram exatamente os tucanos, que nunca investigaram coisa nenhuma, a terem, inclusive, um procurador-geral da República, que atuou nos sombrios e sofridos governos de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, conhecido como engavetador-geral. Porém, de uma coisa eu não tenho dúvida, se existem pessoas com amnésia no Brasil, essas pessoas são os tucanos do PSDB.

Acontece que tal “amnésia”, que toma o corpo, a alma e o cérebro dessa gente, tem fundamentalmente o propósito de causar confusão junto à população, porque os tucanos não são do povo e nunca recorrem às ruas para defender seus projetos, geralmente dedicados às causas da burguesia dona de corporações empresariais e bancos. A verdade é que tais aves de bico longo e voo curto são politicamente sorrateiras, dissimuladas, manipuladoras e contam, insofismavelmente, com a cumplicidade dos coxinhas-tucanoides-paneleiros.

Já estes seres, politicamente alienígenas e irremediavelmente deprimidos por verem os pobres melhorarem de vida, dão a impressão de terem vivido todo o tempo em que respiram muito além da estratosfera, porque desprovidos de qualquer conhecimento sobre as causas do atraso de nossa sociedade. Os coxinhas-tucanoides-paneleiros são assim, porque rejeitam e, com efeito, sentem temor por tudo aquilo que ultrapasse os limites fronteiriços de seus umbigos. Os combustíveis que os movem são a ignorância e o preconceito.

Enquanto os tucanos se transformam em gralhas de maus agouros, ficam também a fazer bravatas, hipocrisias e demagogias em televisão. Ou simplesmente apelam para a mentira, pura e simples, como se comportou, sem disfarçar, o senador Aécio Neves, que até agora, tal qual a um menino birrento que foi impedido de brincar de presidente da República, não conseguiu digerir a derrota para a presidenta trabalhista, Dilma Rousseff. Por causa disso, Aécio e seus sequazes se mostram, indelevelmente, arrivistas, pois hedonistas, caracteres em cujos principais objetivos são concretizar seus prazeres, desejos e contentamentos.

Os tucanos e seus primos do DEM são, antes de tudo, hedonistas, a terem o arrivismo como forma de fazer política. E o arrivista é invejoso, vingativo e destrutivo, o que o impede, indubitavelmente, de pensar no desenvolvimento do Brasil e na emancipação do povo brasileiro. Tucano não pensa o Brasil. Trata-se de uma ave descompromissada, fútil e leviana. Tucano vende o Brasil e o despreza. Quem me contou sobre o comportamento e a conduta dessas gralhas agressivas foi uma senhora chamada História. Ponto.

Concomitantemente à prosopopeia de Aécio Neves e companhia na tevê, a vida segue seu rumo, as pessoas continuam a respirar e o governo democrático do PT, eleito pela maioria dos brasileiros, está a aprovar seus projetos e resoluções no Congresso, no que diz respeito aos reajustes na economia propostos pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, além de Dilma Rousseff ter vencido a oposição de direita, no que é relativo à aprovação do nome do jurista Luiz Edson Fachin para ocupar uma das 11 cadeiras do Supremo Tribunal Federal — STF.

A vida continua, insisto. Enquanto os tucanos vociferam na televisão a cobrar, com a maior cara de pau, o que eles nunca fizeram quando governaram o País como caixeiros viajantes, o Brasil, administrado por uma mandatária petista, continua sua trajetória em busca da independência ao assinar com a China um mega-acordo que dispõe sobre capacidade produtiva e investimento, em áreas e setores de infraestrutura, manufaturas, mineração e energia elétrica.

Além disso, os brasileiros e os chineses anunciaram 35 acordos comerciais, bem como está prevista a criação de um fundo de US$ 50 bilhões para investimentos no País, com o apoio da Caixa Econômica Federal e do Banco de Desenvolvimento da China. Os países, dois dos cinco sócios do Brics, ainda vão construir uma ferrovia que cujo trajeto vai começar no litoral do Pará e vai terminar no Pacífico, em litoral peruano. Uma resposta direta aos Estados Unidos, no que concerne ao controle administrativo e financeiro do Canal do Panamá pelo país yankee.

Um país diplomaticamente oportunista, porque sempre foi adepto da diplomacia do porrete. Preocupado com o avanço das relações do Brasil com a China e Cuba, os estadunidenses resolveram apressadamente reatar as relações comerciais com a pequena nação caribenha, que há mais de meio século sofre uma violência inominável, que é o embargo econômico imposto pelos gringos do norte, um verdadeiro crime de lesa-humanidade, que depõe contra o mito de que os Estados Unidos são os guardiões da democracia e dos direitos civis da humanidade. Uma farsa e lástima, porque a verdade é que este poderoso país está em guerra desde sua independência, porque de sangue vive, pois necessita se sustentar economicamente.

Por sua vez, deparo-me com a figura de *Fernando Henrique Cardoso na televisão. Apesar de seus quase 84 anos, o vaidoso príncipe da pirataria continua a tentar salvar sua péssima biografia presidencial, porque compreende o fracasso de seus sombrios governos, que se recusaram a criar empregos para a maioria da população, que, por causa disso, tinha dificuldade até para comer.

Porém, suas tentativas de se redimir não vão surtir efeito, porque o povo não é idiota e se lembra muito bem de seus governos entreguistas e subservientes de céus acinzentados, sujeitos a raios e trovoadas. FHC fez eu rir, pois sua figura parecia como a de um fantasma Neoliberal I dos idos da década de 1990. Como pode — esta é a pergunta — um homem que governou o País como um caixeiro viajante, cujos governos são acusados de vários crimes de corrupção, sendo que muitos deles cansei de citar em meus artigos, acusar o Lula e o PT de serem os responsáveis pela corrupção na Petrobras?

Respondo: Não pode. Como não pode falar de mensalão, sendo que o do PSDB é o primeiro e que até hoje não foi julgado. Enquanto o do PT não foi comprovado, porque se o recurso do “domínio do fato” é a ferramenta de comprovação, aí é melhor rasgar a Constituição, o Código Penal e mandar para o inferno o Estado Democrático de Direito.

Contudo, não vou citar novamente os mais de 45 casos de corrupção de grande envergadura, porque realmente escandalosos, nos governos elitistas e sombrios de FHC — o Neoliberal I —, aquele que foi ao FMI três vezes, de joelhos, humilhado e com o pires nas mãos, porque quebrou o Brasil três vezes.

Os tucanos que se transformaram em gralhas de mau alvitre e de agouro perderam o fio da meada, porque enquanto o Brasil supera barreiras, assina acordos bilionários para consolidar o desenvolvimento da Nação, os tucanos vão para a televisão mentir, a pensar que todo mundo é idiota e acredita em tucanagem. Essa gente foi à tevê e não apresentou um único programa de governo quanto mais um projeto de País. É porque o PSDB-UDN não pensa o Brasil. O choro é livre e o canto de gralha tucana é sonoramente horrível. É isso aí.


              ELE É TUCANO, MAS AGORA É TAMBÉM GRALHA. EIS O NOVO PSDB!
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Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/181744/PSDB-%C3%A9-uma-gralha-de-mau-agouro-n%C3%A3o-pensa-o-Brasil-que-supera-barreiras-e-faz-acordos-bilion%C3%A1rios.htm

A falsa negra: modelo branca foi 'bronzeada' para posar em editorial

22.05.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 28.02.13
Por Luis Soares

“Por que contratar uma modelo negra quando você pode simplesmente pintar uma branca?” É assim que o site Foudre resume a história da modelo branca, de olhos azuis, que foi contratada pela revista francesa Numéro para um editorial intitulado ‘African Queen’.

revista francesa modelo negra branca
                        A falsa modelo negra que foi ‘bronzeada’ para edital africano

Ondria Hardin, de 16 anos, natural da Carolina do Norte, foi devidamente maquiada da cabeça aos pés para ficar com o tom de pele mais escuro.

Para o Huffington Post, “mais um triste exemplo de como a indústria da moda continua ignorando ou explorando a diversidade étnica ao invés de celebrá-la”

Revista francesa se desculpa por colocar falsa modelo negra em editorial

A revista “Numéro” fez uma edição inspirada na África e fotografou uma modelo branca completamente maquiada para ficar negra.

Após receber críticas na internet por escurecer o corpo de uma modelo loira, de forma que ela parecesse negra, a redação da revista francesa Numéro publicou, nesta quarta-feira (27), um comunicado com um pedido de desculpas.

Queremos pedir desculpas a todos que possam ter se sentido ofendidos com o editorial”. Ainda no mesmo texto, a redação defende o responsável pelas imagens, o badalado fotógrafo Sebastian Kim, colaborador assíduo da revista, e que já clicou celebridades como Brad Pitt e Rooney Mara. “Temos o máximo respeito pelo trabalho do fotógrafo e negamos que ele tenha tido, a qualquer momento, a intenção de ferir a sensibilidade dos leitores“.

Blue Bus e Agências Internacionais
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/02/a-falsa-negra-modelo-branca-foi-bronzeada-para-posar-em-editorial.html

CRPS/JUNTAS:Relatório da reunião da Mesa de Negocição, em 19.05.15.

22.05.2015

https://crpsjuntasderecursos.files.wordpress.com/2015/05/20150519_150355.jpg
Da esquerda para a direita: Wlamir Costa Campos(consultor legislativo do SINDSPREV/PE), Alexandre Barreto(presidente da ANASPS), André Rodrigues Veras(presidente do CRPS) e Cacilda Lúcia( servidora do CRPS, Brasília) durante a primeira reunião da Mesa de Negociação
 A reunião da Mesa da Negociação teve seu início ás 14 horas, com as presenças de André Veras, presidente do CRPS, Alexandre Barreto, presidente da ANASPS, Irineu Messias (Sindsprev. PE/CNTSS/CUT),Wlamir Mota Campos( Consultor Legislativo do Sindsprev.PE),  Cacilda Lúcia, Luci Tânia Bunn e Rita Goretti, presidente da 3ª Câmara de Julgamento.

Quatro temas  foram abordados na reunião:

    a) Situação dos servidores do INSS cedidos ao CRPS/Juntas;
    b) Diferença salarial entre servidores do INSS e MPS;
    c) Audiência no Senado Federal;
    d) Capacitação de servidores e conselheiros


Da esquerda para a direita: Rita Goretti, presidenta da 3ª Câmara de Julgamento, Wlamir Mota Campos, Alexandre Barreto, André Veras, Irineu Messias, Cacilda Lúcia e Luci Tânia, chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos do CRPS

Da esquerda para a direita: Rita Goretti, presidenta da 3ª Câmara de Julgamento, Wlamir Mota Campos, Alexandre Barreto, André Veras, Irineu Messias, Cacilda Lúcia e Luci Tânia, chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos do CRPS. Dr. Wlamir explica a importância da participação de André Veras na Audiência no Senado Federal, dia 29.06.15

    a) Situação dos servidores do INSS cedidos ao CRPS/Juntas


Este assunto foi abordado durante a reunião, em virtude de compromisso anteriormente assumido por André Veras, em não devolver nenhum servidor do INSS. Contudo, reiteramos que era necessário ter um documento formal para  todos os presidentes  de  Câmaras de Julgamento, das Juntas e suas composições,   para que os servidores fiquem tranquilos e seguros de que não sofrerão ameaças de devolução. André Veras reiterou o compromisso e informou que até o fim de mês de maio, irá formalizar em documento. A ANASPS e a CNTSS irão aguardar a emissão do documento até fins de maio.]

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 Rita Goretti, Wlamir Costa Campos, Alexandre Barreto e Irineu Messias. Dr. Wlamir Mota Campos, um dos articuladores da Audiência Pública no Senado Federal. Esta Adiência foi solicitada desde dezembro de 2014,pelo Presidente Sandro Alex, em reunião com o senador Paulo Paim(PT.RS)

    b) Diferença salarial entre servidores do INSS e MPS


Mesmo sabendo que o presidente Veras, tem pouca governabilidade sobre a solução  deste antigo problema, mesmo assim insistimos neste tema  por entender que o presidente do CRPS  deveria ter uma atitude mais proativa neste assunto, pois os presidentes anteriores se preocuparam mais com a macroestrutura do CRPS, deixando em último plano a questão salarial e funcional dos servidores.  Veras, lembrou que este assunto deveria ser abordado diretamente com o Ministro Gabas, visto que, disse ele, na última audiência com o Ministro, o mesmo dissera que aguardaria as propostas oriundas do Encontro Nacional dos Servidores. 

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Da esquerda para a direita: Rita Goretti, presidenta da 3ª Câmara de Julgamento, Wlamir Mota Campos, Alexandre Barreto, André Veras, Irineu Messias, Cacilda Lúcia e Luci Tânia, chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos do CRPS. Dr. Wlamir explica a importância da participação de André Veras,  na Audiência no Senado Federal, dia 29.06.15
Reconhecemos que de fato, houve esta fala do Ministro Gabas, mas  que mesmo assim, insistimos que o presidente do CRPS, deve ser o primeiro a tomar iniciativa de apontar caminhos junto ao Ministro Gabas, uma vez os servidores já tinham apresentado como proposta a migração dos servidores do  MPS, lotados  no CRPS/Juntas, para a Carreira  do Seguro Social, e o Ministro Garibaldi, respondeu através de sua assessoria jurídica, negando esta possibilidade, alegando ser ela, ilegal. Contestamos tal alegação, lembrando o que é ilegal, quando se tem vontade e decisão política, pode  tornar-se legal. Citamos o caso da taxação de inativos, considerada por todos como ilegal, inconstitucional, e, no entanto, o governo Federal mudou a Constituição  e o que era ilegal, passou a ser legal. E porque a Lei 11.855/04, da Carreira do Seguro Social, não pode ser modificada para se fazer justiça aos servidores do MPS, que estão executando as mesmas tarefas no CRPS e nas Juntas?

https://crpsjuntasderecursos.files.wordpress.com/2015/04/encontro-nacional-dos-servidores-das-juntas-de-recursos-da-previdc3aancia_brasc3adlia_-26-e-27032015-26.jpgPresidente da CUT, Vagner Freitas, Terezinha Aguiar, e Sandro Alex, presidente da CNTSS, durante o Encontro Naciona

O presidente Veras sugeriu a criação de  um GT junto ao Gabinete do Ministro Gabas para dar continuidade a este debate. Irineu Messias, insistiu que fosse no âmbito do CPRS, mas acatou a sugestão do presidente Alexandre Barreto, que  sugeriu a  realização de uma audiência  em meados de junho(antes da audiência no Senado), para discutir com o Ministro a criação desse Grupo de Trabalho, bem como reiterar a importância da presença dele, na audiência pública no  Senado Federal, em fins de junho. Nesta audiência serão  entregues também as propostas que foram aprovadas no 1º Encontro Nacional dos Servidores do CRPS e das  Juntas de Recursos da Previdência Social, realizado em 26 e 27 de março de 2015, em Brasília .DF.

O presidente Veras sugeriu a criação de GT junto ao Gabinete do Ministro Gabas para dar continuidade a este debate. Irineu Messias, insistiu que fosse no âmbito do CPRS, mas acatou a sugestão do presidente Alexandre Barreto, que  sugeriu a  realização de uma audiência  em meados de junho(antes da audiência no Senado), para discutir com o Ministro a criação desse Grupo de Trabalho, bem como reiterar a importância da presença dele, na audiência pública no  Senado Federal, em fins de junho. Nesta audiência serão  entregues também as propostas que foram aprovadas no 1º Encontro Nacional dos Servidores do CRPS e das  Juntas de Recursos da Previdência Social, realizado em 26 e 27 de março de 2015, em Brasília .DF.

    c) Audiência Pública no Senado Federal

Informamos ao presidente Veras, a realização de uma Audiência Pública no Senado Federal  sobre a importância das instâncias de recursos da Previdência Social. Foi informado que  esta audiência  foi articulada, final do ano passado em reunião com o Senador Paulo Paim(PT.RS), que de pronto abraçou também a bandeira pelo fortalecimento  do CRPS e das Juntas, assim  como  a defesa pela valorização de seus servidores.

O consultor legislativo do Sindsprev.PE, Dr. Wlamir Campos, presente na reunião discorreu sobre a audiência pública que  acontecerá no dia  29 de junho de 2015, ás 09 horas, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa  do Senado, presidida pelo senador Paulo Paim. Dr. Campos, informou que  o senador Paim, espera o comparecimento do presidente Veras, para  expor para o senado federal e para a sociedade brasileira, a importância  dessas instâncias recursais para os trabalhadores; tanto que , o tema da Audiência é  “A Importância do Conselho Nacional e das Juntas de Recurso da Previdência Social para o trabalhador brasileiro e a situação funcional de seus servidores” .

A CNTSS e ANASPS pediu que houvesse a liberação de servidores tanto para participar em Brasília, como para assisti-la, visto que será transmitida pela TV Senado, Rádio Senado e pela internet. Veras, concordou com a liberação desde  que, não causem  problemas nos trabalhos do CRPS  e das Juntas. Solicitamos que houvesse um documento por escrito dando esta autorização.

d)Capacitação de servidores e conselheiros

Mais uma vez insistimos na implantação de uma política permanente de capacitação dos servidores e conselheiros, principalmente neste momento em que  o debate sobre a reestruturação do CRPS é uma realidade e como tal,  se faz urgente um processo de capacitação  permanente, não só para preparar melhor os servidores e atuais conselheiros, como também os novos conselheiros que certamente  todos os meses são  indicados pelos trabalhadores e pelos empresários nas diversas juntas e Cajs no país inteiro.

Por isso, reivindicamos que o CRPS tenha própria programação de formação continuada para servidores e conselheiros, diferenciada da programação  de formação do MPS, e próxima do programa de formação do INSS, mas que se leve em conta nosso fazer final que  é numa perspectiva recursal, o que por si só, já estabelece a diferença entre INSS  e  CRPS/Juntas. Em função deste debate o presidente Veras, informou  que irá começar, em nível de projeto piloto, algumas experiências formativas através de videoconferência com a colaboração da presidenta da 2ª Câmara de Julgamento, Lívia Valéria. Esta primeira palestra  ocorrerá até o final de maio com  a 3ª Junta de Recursos, em Recife.PE.

Agradecemos a iniciativa do presidente, mas reiteramos que queremos muito mais que isso. Queremos um processo de capacitação que esteja previsto, inclusive, bolsas de graduação e pós-graduação, separada do restante do MPS, devido à nossa urgente necessidade de requalificação e na perspectiva de fortalecer e valorizar os servidores dos CRPS e das Juntas.

Esta demanda, também  ficou  para se discutir com o Ministro Gabas, embora em outras reuniões da Mesa de Negociação ,a abordaremos sempre.

A próxima reunião da Mesa de Negociação  ficou para ser marcada após a audiência com o Ministro e antes da  Audiência Pública  no Senado. Portanto, a próxima reunião deverá ocorrer em meados de julho de 2015
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Fonte:https://crpsjuntasderecursos.wordpress.com/2015/05/22/relatorio-da-reuniao-da-mesa-de-negocicao-do-crps/

RUI FALCÃO: “O CANDIDATO DERROTADO TEM MEMÓRIA CURTA. ELE DEVASTOU MINAS GERAIS”

22.05.2015
Do portal BRASIL29,20.05.15

passadoPSDB
O presidente do PT, Rui Falcão, disse que vai entrar com denúncia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o programa partidário do PSDB, exibido em rede nacional de rádio e televisão.
De acordo com Falcão, o PSDB usou mentiras e calúnias para acobertar um passado tenebroso.
Rui lembra que FHC, que permitiu comprassem a sua reeleição, agora tenta figurar como campeão da moralidade.
Sobre Aécio Neves, o presidente do PT destacou que “tem memória curta e sua gestão em Minas Gerais devastou o Estado”
Íntegra da nota:
PSDB, teu passado te condena!
Eis a melhor resposta ao jogo de mentiras e falsidades veiculado ontem à noite no programa de um partido que, quando governo, escondeu a própria corrupção debaixo do tapete.
O PSDB usa o programa para ocultar seus inúmeros malfeitos e ilicitudes. Não bastassem os escândalos do mensalão mineiro, do bilionário cartel do trensalão do governo de São Paulo, da denunciada propina de R$ 10 milhões para um ex-presidente do partido, os tucanos tentam desviar a atenção de sua mazela mais recente: a do governador que, acusado de receber propina, massacra os professores e aterroriza a população.
De memória curta e alentado prontuário, o candidato derrotado, cuja gestão em Minas Gerais devastou o Estado, invade o vídeo com indignação postiça e pureza inconvincente.
Pior que tudo é o ressurgimento daquele que, após deixar comprarem a sua reeleição, posa agora de campeão da moralidade. Triste papel a que foi relegado!
O PT não vai deixar que eles transformem a calúnia em verdade. Nem vai permitir que eles tentem nos cobrir com a lama de sua própria hipocrisia.
De imediato, estamos representando no TSE contra o programa. E vamos continuar combatendo a campanha suja, odiosa e reacionária dos tucanos e seus sequazes.
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT
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Fonte:http://br29.com.br/rui-falcao-o-candidato-derrotado-tem-memoria-curta-ele-devastou-minas-gerais/

CPI DAS PRÓTESES: CPI aprova quebra de sigilos de médicos

22.05.2015
Do portal do JORNAL DO SENADO


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a máfia das próteses aprovou ontem uma série de transferências de sigilos de advogados, médicos e empresas fornecedoras de produtos hospitalares, próteses e órteses investigados por condutas delituosas para a realização de cirurgias.

Serão transferidos para a CPI os sigilos bancário, fiscal e telefônico de Nieli de Campos Severo e Ricardo Filipe Bayer, advogados responsáveis pelo escritório que obtinha as liminares na Justiça do Rio Grande do Sul, permitindo a realização das cirurgias com os materiais superfaturados, além de Letícia Pinto Lauxen, advogada que trabalhava no escritório em Porto Alegre.

Também terão os sigilos quebrados os médicos ortopedistas Fernando Gritsch Sanchis, Marcelo Leal Tafas, Henrique Alves Cruz, Antônio Carlos Sábio Júnior e Alfredo Sanchis Gritsch.

Empresas de material cirúrgico, de produtos hospitalares e de importação de produtos para o setor também tiveram pedidos de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico aprovados. Entre elas, a Improtec Comércio de Material Cirúrgico, a Proger Comércio de Importação e Exportação e a ProHosp Comércio e Representação de Produtos Hospitalares.

Os sócios dessas empresas também terão os sigilos transferidos para a CPI: Francisco José Dambros, da Improtec; Luiz Alberto Caporlingua Paz e Maria Alícia Guerra Paz, da Proger; e Larson Hermilo Strehl, da ProHosp. Todos os requerimentos são do presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), que esteve em Porto Alegre, na semana passada, para colher os depoimentos de alguns desses investigados.

Também foram aprovados requerimentos do relator da CPI, Humberto Costa (PT-PE), entre eles, o que convoca o médico ortopedista Nilvio de Campos Severo, irmão da advogada Nieli.

Também foram convidados para prestar esclarecimentos à comissão Débora Pereira, diretora financeira da empresa Total Medic; Alberto Kaemmerer, médico denunciante do esquema criminoso; representantes do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas (RS), e do Hospital Dom João Becker, de Gravataí (RS); e Marcelo Paiva Paes, médico vítima do esquema criminoso.

- Marcelo é um médico do Rio de Janeiro com uma história incrível e que realmente precisa ser ouvido - afirmou Marcello Crivella (PRB-RJ).

Indústria farmacêutica Além disso, foi aprovada a requisição de notas fiscais de entrada de importação, assim como as notas fiscais da Improtec e da ProHosp de compra e venda de próteses, órteses e de outros materiais especiais das operações feitas entre janeiro de 2013 e maio de 2015.

Humberto Costa demonstrou preocupação com a relação entre as empresas hospitalares e a indústria farmacêutica e o corpo médico do país. Ele propôs que sejam feitas audiências sobre o tema na comissão, além de melhorias na regulação e na legislação correlata.

Para o senador, há coisas que são encaradas com naturalidade, mas são estímulos ortodoxos, como médicos que recebem benesses, passagens e diárias internacionais para participar de congressos, por exemplo, e indicam os produtos dessas empresas em seus procedimentos. Malta revelou ainda que há médicos que têm cartões corporativos dessas indústrias para uso pessoal.

- Temos que ouvir a Associação de Médicos do Brasil, o Conselho Federal de Medicina, para ouvir deles como eles têm enfrentado essa questão, de que maneira o código profissional estabelece essas questões e como punem os casos em que há claramente uma ação e efeito entre as duas coisas - afirmou Humberto.

O presidente da CPI disse não compreender, por exemplo, como o registro médico de Fernando Sanchis não tenha sido cassado até o momento e afirmou que lutará pela aprovação de um projeto que torne crimes hediondos os atos como os perpetrados pela máfia.
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Fonte:http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2015/05/22/jornal.pdf#page=1

Sonegação dos ricos rouba 200 bi em cinco meses

22.05.2015
Do portal da Agência Carta Maior
Por Antonio Lassance

Valor supera todos os escândalos de corrupção mais conhecidos e ultrapassa até o que seria necessário para o ajuste fiscal em discussão no Congresso.
reprodução
Número estará estampado pelos painéis do Sonegômetro espalhados pelo País. Valor supera todos os escândalos de corrupção mais conhecidos e ultrapassa até o que seria necessário para o ajuste fiscal em discussão no Congresso (R$80 bi).
 
Situação causou revolta em servidores do Ministério da Fazenda. Procuradores acusam:
 
“Estamos diante de uma batalha bastante desigual, onde um único Procurador da Fazenda Nacional, sem carreira de apoio, atua em processos complexos envolvendo grandes devedores, normalmente defendidos pelas maiores bancas de advogados do país.”
 
No ano passado, não foi diferente. Os procuradores bradavam:
 
“Como se não bastasse, vemos uma elite muito bem acomodada e grandes corporações abonando a continuidade desse sistema anacrônico, enquanto surrupiam o erário público por meio da sonegação fiscal. E assim, em apenas 5 meses, o painel digital Sonegômetro já registra um rombo de 200 bilhões.”

Leia o artigo do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional.

O Sonegômetro, a Lavanderia Brasil e a Esquizofrenia Fiscal

Subir juros que já habitavam a estratosfera, aumentar a carga tributária como se estivéssemos mais para Bélgica do que para Índia, encarecer tarifas de energia, combustíveis e mudar regras de benefícios sociais, como se a culpa de toda a desordem administrativa do país fosse dos trabalhadores, aposentados e pensionistas.
 
Por mais que se tente explicar o ajuste fiscal promovido pelo governo, não dá para entender e muito menos para aceitar. Ou melhor, dá para desconfiar. Pois se a União espera cortar R$ 80bi de seu orçamento e arrecadar mais 0,48% de tributos em relação a 2014, como esse mesmo governo deixa escoar pelo ralo da sonegação mais R$ 500 bi ao ano?

Essa postura não condiz com o discurso de quem pretende “reverter a deteriorização fiscal”, nas palavras do Ministro da Fazenda Joaquim Levy. Não por acaso, essa justificativa do arrocho sobre os pobres e classe média é igualmente defendida por pessoas e instituições que nunca têm nada a perder. Ou melhor, que sempre têm muitos bilhões a lucrar, surfando nas altas ondas do mercado financeiro.

Transitando com desenvoltura nesse mar de insensatez, sonegadores e corruptos seguem curtindo o sol e o céu da impunidade. Sim, pois à exceção de casos midiáticos como as operações Lava Jato e Zelotes, envolvendo acordos de delação premiada, nenhuma medida efetiva tem sido tomada para a estancar a sangria da sonegação.

Para ficar bem claro, é importante ressaltar que dos 500 bilhões sonegados em 2014, mais de R$ 400 bilhões passaram por operações sofisticadas de lavagem de dinheiro. Isso representa 3546 vezes o valor declarado do Mensalão (R$141 milhões); 240 vezes o custo da operação Lava-Jato (R$2,1 bilhões) e 26 vezes o que até agora se descobriu na operação Zelotes (até agora avaliado em R$19 bilhões).


E o rombo poderia ser ainda maior, não fosse o trabalho diuturno dos Procuradores da Fazenda Nacional (PFNs), que somente nos últimos quatro anos evitaram a perda de mais de R$1 trilhão em contestações tributárias e arrecadaram mais de R$60 bilhões em créditos inscritos na dívida Ativa da União. Isto, apesar do quadro de desvalorização da Carreira e de sucateamento estrutural da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Vale dizer que estamos diante de uma batalha bastante desigual, onde um único PFN, sem carreira de apoio, atua em processos complexos envolvendo grandes devedores, normalmente defendidos pelas maiores bancas de advogados do país.

O governo sabe que para cada R$1,00 investido na PGFN há um retorno de R$20,96 à sociedade. Mas, estranhamente, prefere deixar de cobrar de quem deve e pode pagar, optando pela comodidade de repassar a conta ao cidadão em forma de impostos.

O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (SINPROFAZ) entende que a defesa dos interesses da Carreira de PFN se confunde com a defesa da Justiça Fiscal. Por isso segue em frente promovendo campanhas de conscientização tributária, apresentando o painel Sonegômetro e a Lavanderia Brasil, denunciando, criticando e ampliando o debate por um sistema tributário mais justo para todos.

Fonte: Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional

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Fonte:http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Sonegacao-dos-ricos-rouba-200-bi-em-cinco-meses/4/33545

Mad Max: a estrada da fúria

21.05.2015
Do portal ULTIMATO ON LINE

Em 1982, com 18 para 19 anos, fui ao cinema em Campinas (SP) assistir ao filme “Mad Max 2 – A caçada continua”, do diretor e produtor australiano George Miller (a tradução literal seria “O guerreiro da estrada”). Fiquei impressionado com o filme. E não apenas eu, porque três anos depois veio “Mad Max 3 – Além da Cúpula do Trovão”. Estes filmes lançaram um até então desconhecido ator australiano por nome Mel Gibson ao estrelato e ao primeiro escalão de Hollywood.

Alguns anos depois apenas é que assisti em VHS (os mais novos não fazem ideia do que é isso!) “Mad Max”, o primeiro da série. Considero o primeiro filme como sendo bom: Max, um policial rodoviário australiano fica completamente “Mad” quando uma gangue de motoqueiros que vandalizava pequenas cidades, cometendo todo tipo de delitos e violência gratuita (mais ou menos como a turma do Alex em “Laranja Mecânica” do Anthony Burguess) mata seu parceiro de patrulhamento e por fim, sua esposa e seu filhinho pequeno. Ele toma a justiça nas mãos e executa sua vingança contra a gangue. Um filme com início, meio e fim. Foi, de certa forma, uma surpresa que este filme tenha tido continuação – esta, a meu ver, a melhor daquela primeira trilogia (os filmes respectivamente de 1979, 1981 e 1985). O filme é uma distopia, isto é, uma ficção que apresenta um futuro trágico, dramático, catastrófico, chamado pela mídia – equivocadamente, se julgado em perspectiva teológica – de “apocalíptico”.

Na cronologia de Mad Max, entre o primeiro e o segundo filmes aconteceu a Terceira Guerra Mundial, uma guerra nuclear, que quase devastou por completo a população do planeta. Os sobreviventes em um mundo desértico tentam reconstruir a sociedade e a existência, mas de um modo exótico, estranho mesmo. A estética dos filmes não se enquadra em padrão nenhum, a não ser talvez um estilo punk, mas muito exagerado. Os filmes são cheios de personagens esquisitos, e têm como ponto em comum a trajetória de um homem atormentado pela dor de sua perda, que não se perdoa pelo que considera seu pior fracasso, o de não ter conseguido impedir o massacre de sua família, e que mesmo sem querer acaba sendo um herói, ajudando pessoas: um grupo que mora em uma refinaria no meio do deserto (Mad Max 2) e meninos perdidos que vivem em um oásis (Mad Max 3 – este eu tenho como o pior da primeira trilogia. Tina Turner cantando “We don’t need another hero” não combina com Mad Max de jeito nenhum...).

Esta introdução é necessária para uma compreensão mínima de “Mad Max – Estrada da Fúria”, que surge exatos 30 anos depois do último filme da primeira série. Max Rockatanski agora é encarnado pelo jovem ator britânico Tom Hardy. E o diretor é o mesmo George Miller, que faz um trabalho primoroso. O filme é tenso e intenso. As cenas de perseguição no deserto são as mais insanas que o cinema já viu. Charlize Theron, tão bela, está simplesmente irreconhecível como a Imperator Furiosa (engraçado ver anglófonos pronunciando “Furiosa” – sai algo mais ou menos como “Furiôssa”). O filme está cheio de gente surtada, pessoas esquisitas, deformadas por conta de exposição à radiação nuclear, é surreal e psicodélico demais, mas demais mesmo.

Não sei de onde George Miller tira tanta inspiração para as sequências bizarras e incrivelmente malucas de seu filme. É um filme de ação, mas é muito mais que um filme de ação. Depois de “Mad Max – Estrada da Fúria” vai ser muito difícil dirigir um filme de ação, porque querendo ou não, as comparações serão inevitáveis. E vai ser muito difícil alguém fazer algo que chegue ao menos perto deste filme de Miller. É um filme que é muito mais que um mero blockbuster. Não é a ação pela ação, não é a aventura pela aventura, como se um fim em si. Muito pelo contrário: o filme propõe questões seríssimas para nossa reflexão, questões para nosso futuro, mas que urgentemente têm que ser vistas com a maior seriedade agora, hoje, já, pelos governantes e pelo povo.

Estas questões podem ser vistas à luz da teologia cristã. É possível identificar pelo menos quatro pontes, por assim dizer, com a teologia, quatro possibilidades de diálogo entre a narrativa fílmica de George Miller e a teologia cristã (possivelmente haja mais. Não se tem aqui a pretensão de esgotar a matéria, ainda mais em se tratando de um filme tão rico como este).

Estas questões seríssimas são:

1) A questão dos combustíveis fósseis. Este é o grande tema de Mad Max 2, e o mesmo tema é retomado por Miller em Estrada da Fúria, que, há que se dizer, não é um Mad Max 4. Os combustíveis fósseis um dia acabarão. Vivemos uma relação ambígua com os veículos movidos a combustíveis fósseis. Por um lado, são necessários. Por outro lado ao mesmo tempo o capitalismo impõe a necessidade de consumo cada vez maior. O consumismo é um valor da religião do mercado, não da fé cristã, que se pauta pela solidariedade;

2) A questão da água. Este sim é o líquido mais precioso do planeta (e não o diesel e a gasolina, tal como apresentado em Mad Max 2). O vilão do filme controla o povo de uma comunidade decidindo quanto e quando eles terão água. Você já reparou em quantas vezes a Bíblia fala de água? Já parou para pensar em como a água é importante na teologia bíblica? E em como a água é importante para a vida? Ecologistas e autores de ficção científica já há tempos alertam para o perigo da água vir a faltar no planeta. Os governantes e o mercado não deram atenção. A seca no Sudeste brasileiro neste fim de 2014 e início de 2015 conseguiu chamar a atenção da grande imprensa e do povo em geral para este problema tão delicado. Não consigo entender como um tema tão importante na Bíblia e tão necessário para a vida não seja tema da reflexão teológica evangélica no Brasil. O III Fórum Mundial de Teologia e Libertação, reunido em Belém do Pará em janeiro de 2009, teve como tema a questão da água e da terra. O evento é ecumênico, ou seja, adota uma teologia tida como não conservadora. Antes abordar um tema tão importante a partir de uma teologia não conservadora que não abordá-lo com uma teologia correta (ou pelo menos, que se pensa que é a correta);

3) A questão da escravidão do ser humano pelo ser humano. O mote do filme é a luta pela liberdade de um grupo de escravas sexuais do vilão da história, cuja autoridade jamais é questionada por seus súditos. Elas são usadas apenas para reprodução. O tema da escravidão é mais que importante na teologia bíblica. E hoje, com tantos recursos e tanta tecnologia, há mais escravos que jamais houve em toda a história da humanidade. O Brasil tem muitos trabalhadores escravos hoje. E mais uma vez em nosso contexto brasileiro as teologias que se pretendem certas e corretas à luz da Bíblia não fazem ouvir sua voz de denúncia e protesto diante desta situação;

4) A questão do fanatismo religioso. O vilão do filme, Immortan Joe, se apresenta como um messias, e, usando figuras da mitologia escandinava e da cultura japonesa, leva seus jovens escravos a matar e a morrer (qualquer semelhança com jovens membros de grupos terroristas radicais de inspiração religiosa hoje não é mera coincidência). Ele se coloca no lugar de Deus, fazendo lembrar todos os líderes políticos da história que tentaram assumir um lugar que não lhes pertence, o lugar que apenas é daquele que “remove reis e estabelece reis” (cf. Dn 2.21).

O filme é muito louco, mas é inteligentíssimo. Faz pensar. Aponta questões para a reflexão teológica e a ação pastoral dos seguidores de Jesus no mundo. Tem um enredo bem pensado, coerente. Vou querer ver o filme de novo.

*Carlos R. Caldas Filho. É doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo e bolsista do PNPD-CAPES na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte (MG). 
 
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Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/mad-max-a-estrada-da-furia