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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Betti: “FHC pensa que somos bobos.Quanto mais o conheço,mais me decepciono”

20.05.2015
Do blog BRASIL29

Betti200515

O ator global Paulo Betti deixou, em sua rede social, uma breve “opinião” sobre o programa partidário do PSDB exibido na noite de ontem.

“FHC pensa que somos bobos, o jornalista e escritor Paulo Francis (jovens pesquisem) denunciou a corrupção na Petrobras, no governo de FHC, foi processado pela empresa, o que o levou a morte,lutar contra um gigante pode ser mortal. E agora vem dizer que tudo começou com Lula? Cada vez que conheço mais FHC mais me decepciono.”
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assista um trecho do vídeo em que Paulo Francis denuncia as falcatruas na Petrobras (ano de 1996)



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Fonte:http://br29.com.br/betti-fhc-pensa-que-somos-bobos-quanto-mais-o-conhecomais-me-decepciono/

Izaías Almada: Força, Lula! Talvez a parte mais importante do seu legado ainda esteja para se realizar

20.05.2015
Do blog VI O MUNDO, 19.05.15
bovespa-lula
FORÇA, LULA!
por Izaías Almada, especial para o Viomundo
Examinando a atual conjuntura política brasileira com as lentes da dialética, não é difícil chegar-se a uma conclusão que muitos julgam já quase impossível: acuado, tem o Partido dos Trabalhadores a grande oportunidade de juntar forças e dar a volta por cima de uma situação que, ao contrário de várias opiniões, não ajudou a construir. Ou, se ajudou, não foi pelos motivos que querem atribuir a muitos de seus membros e dirigentes. E, por paradoxal que pareça a alguns, ainda é o único partido com estrutura para enfrentar o anti-Brasil.
Deixando de lado a irracionalidade que tem temperado alguns debates políticos e, seja dito, ideológicos, como, por exemplo, o de dizer que o PT ajudou a direita a ganhar forças, façamos um ligeiro retrospecto do que era o Brasil até o ano de 2002, quando o PT chegou ao governo federal.
Um país quebrado indo por três vezes fazer empréstimos junto ao Fundo Monetário Internacional, pesada dívida externa e altíssimas taxas de juros, desemprego em alta, milhões de cidadãos na miséria, sucateamento das Forças Armadas, privataria, desnacionalização de empresas, ciranda financeira, diplomacia submissa a interesses externos e, o que mais chama a atenção pela ironia da atual situação, a existência de imenso mercado de corrupção que ainda está para ser verdadeiramente investigado e divulgado à população, com gigantesca dilapidação do patrimônio público e grandes fortunas enviadas para paraísos fiscais. Gente que nada tinha ou tem a ver com o PT, é sempre bom lembrar.
E o que é o Brasil hoje, para além dos inúmeros benefícios sociais e econômicos trazidos pelos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff?
Pela ótica da direita e dos mal intencionados, somos um país em crise terminal, um quase manicômio, cujo desconcerto geral insuflado cotidianamente por uma imprensa irresponsável, já no limite do banditismo, a iludir boa parte dos brasileiros incautos e por ela mal informados, que tem ajudado a transformar a independência dos poderes institucionais num verdadeiro circo. Ou quase isto: um complô jurídico/midiático, salpicado aqui e ali por integrantes do Congresso Nacional, mostra sua disposição de tornar o país refém de intermináveis investigações policiais que acusam e pré julgam adversários e protege e beneficia os amigos. Um poder paralelo com forte viés policialesco.
A direita não hidrófoba, pois devemos reconhecer que nem todos colocados à direita do espectro político são irresponsáveis, por vezes tenta chamar a atenção de seus pares para a inconveniência de certas atitudes e posições que podem conduzir o país para uma situação explosiva nas ruas.
Parte da esquerda, nesse emaranhado de grupos, partidos e movimentos sociais que não conseguem se unir, senão estratégica, mas pelo menos taticamente para combater o principal adversário, insiste – num momento difícil da economia internacional e nacional – em continuar acusando o governo e o Partido dos Trabalhadores do abandono de princípios, de traição a determinados ideais, justificando com isso a “decepção” por terem acreditado e votado no PT, em Lula e Dilma, só para ficarmos nesses exemplos mais óbvios e comezinhos.
Contudo, o tempo vai passando e a direita não encontra eco onde talvez esperasse encontrá-lo, na sua visão passadista e ultrapassada, em algum tipo de apoio nas FFAA, por exemplo, mas que ainda há pouco e em boa hora foi descartado categoricamente pelo general Eduardo Dias Villas Boas, comandante do Exército, deixando claro que as atuais FFAA são constitucionalistas e democráticas.
Restou à imprensa e seu covil de cobras criadas e os novos “líderes” reacionários e conservadores o trabalho de fazer o jogo sujo do dia a dia.
Não deixa de chamar a atenção o fato significativo de que a feroz e odienta oposição feita nos dias atuais ao governo e ao Partido dos Trabalhadores, já numa cantilena insensata e digna de consultórios psiquiátricos é comandada politicamente por homens como FHC (esquerda light dos anos 60), José Serra (esquerda cristã dos anos 60), Roberto Freire (ex-Partido Comunista Brasileiro),
Alberto Goldman (ex-PCB) Aloysio Nunes Ferreira (ex-gruerrilheiro de Marighela), Jair Bolsonaro (torturador durante a ditadura de 64), Aécio Neves (playboy), Beto Richa (???!!!), Marina Silva (ex PT), José Aníbal (ex-guerrilheiro), Martha Suplicy (socialite ex PT), verdadeiro emaranhado de vaidades ofendidas e incompetências recalcadas.
Não foi o Partido dos Trabalhadores que ajudou a nova direita a ganhar forças. O eufemismo da crítica pela esquerda por partidos ainda sem grande penetração popular, mas carregados de pureza ideológica, bem como parte da esquerda envelhecida e esclerosada que, com a vaidade natural dos que se julgam acima do bem e do mal para determinadas críticas, é que ajudaram a criar e ampliar um quadro que a própria direita foi sabendo construir.
Jogar a culpa toda em cima do PT é discurso daqueles que ignoram ou fingem ignorar a história do Brasil e seus inúmeros lutadores em prol do desenvolvimento, das liberdades democráticas e dos direitos humanos. Esquecem-se de que a cultura política no Brasil foi construída, entre outros fatores, em cima de uma violenta escravidão, onde a repressão e o medo tornaram-se ferramentas de manutenção do poder, principalmente após o fim da escravidão.
Que a luta de classes, estatisticamente comprovada pelas enormes desigualdades sociais, esteve sempre envolvida em grandes teorias, acadêmicas muitas delas, sem sofrer – de fato – um enfrentamento eficaz. Que ao mais leve sentimento de consciência de classe por parte dos trabalhadores, com suas justas reivindicações, ela foi reprimida com requintes de crueldade, onde uma vez mais o medo foi matéria de grande consumo e capaz de proliferar até os dias de hoje.
Os erros cometidos pelo Partido dos Trabalhadores podem ser corrigidos. A autocrítica pode ser feita. Muitos de seus integrantes poderão sair em caravanas pelo país, acompanhando ou não o ex-presidente Lula e colocar as coisas nos lugares. Há espaço político para isso. Continua a existir, sobretudo, uma vontade da maioria dos brasileiros em continuar a ampliar as conquistas dos últimos 12 anos e mantê-las como garante de um novo país.
A presidente Dilma Rousseff deveria ouvir um bocadinho mais a voz dos que realmente querem que o Brasil continue no seu caminho pacífico de desenvolvimento para solidificar sua economia, apoiar a indústria nacional, modernizar ainda mais as FFAA, ampliar o atendimento aos mais necessitados, garantir os direitos conquistados pelos trabalhadores, defender a Petrobrás e capacitá-la a aumentar a sua produção e, sobretudo, solidificar e ampliar os programas de saúde e educação.
Considero esta uma tarefa de todos aqueles que, mesmo tendo críticas ao governo e ao PT, sejam suficientemente hábeis em perceber o que está em jogo no Brasil neste momento e deixem de lado as questões que dividem a força de 54 milhões de eleitores, cuja projeção estatística – considerando-se os que não podem votar – vai acima da metade da população brasileira atual. Uma força humana inestimável.
União das esquerdas! União, união, união!… E força, presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Talvez a parte mais importante do seu legado político ainda esteja para se realizar.
 Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/izaias-almada-forca-lula-talvez-a-parte-mais-importante-do-seu-legado-politico-ainda-esteja-para-se-realizar.html

A Cabana - A Perda da Arte de Discernimento Evangélico Albert Mohler Jr.

20.05.2015
Do portal do  MINISTÉRIO FIEL, 22.05.15
Por Albert Mohler Jr.

O mundo editorial vê poucos livros atingirem o status de "sucesso". No entanto, o livro A Cabana, escrito por William Paul Yong, superou esse status. O livro, publicado originalmente pelo próprio autor e dois amigos, já vendeu mais de dez milhões de cópias e já foi traduzido para mais de trinta idiomas. É, agora, um dos livros mais vendidos de todos os tempos, e seus leitores estão entusiasmados.
De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus próprios filhos. Em essência, ele pode ser descrito como uma teodicéia em forma de narrativa – uma tentativa de responder à questão do mal e do caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está entristecido por causa do rapto e do assassinato brutal de sua filha de sete anos, quando recebe aquilo que se torna uma intimação de Deus para encontrá-lo na mesma cabana em que a menina foi morta.
Na cabana, "Mack" se encontra com a Trindade divina, onde Deus, o Pai, é representado como "Papai", uma mulher afro-americana, e Jesus, por um carpinteiro judeu, e "Sarayu", uma mulher asiática, é identificada como o Espírito Santo. O livro é, principalmente, uma série de diálogos entre Mack, Papai, Jesus e Sarayu. As conversas revelam que Deus é bem diferente do Deus da Bíblia. "Papai" é absolutamente alguém que não faz julgamentos e parece determinado a afirmar que toda a humanidade já está redimida.
A teologia de A Cabana não é incidental à história. De fato, em muitos pontos a narrativa serve, principalmente, como uma estrutura para os diálogos. E estes revelam uma teologia que, no melhor, é não-convencional e, sem dúvida, herética em certos aspectos.
Embora o artifício literário de uma "trindade" não-convencional de pessoas divinas seja, em si mesmo, antibíblico e perigoso, as explicações teológicas são piores. "Papai" conta a Mack sobre o tempo em que as três pessoas da Trindade manifestaram-se da seguinte forma: "nós falamos com a humanidade através da existência humana como Filho de Deus". Em nenhuma passagem da Bíblia, o Pai ou o Espírito Santos é descrito como assumindo a forma humana. A cristologia do livro é confusa. "Papai" diz a Mack que, embora Jesus seja plenamente Deus, "ele nunca usou a sua natureza como Deus para fazer qualquer coisa". Eles apenas viveu do seu relacionamento comigo, da mesma maneira como eu desejo me relacionar com qualquer ser humano". Quando Jesus curou o cego, "Ele fez isso como um ser humano dependente que confiava em minha vida e poder para agir nele e por meio dele. Jesus, como ser humano, não tinha qualquer poder em si mesmo para curar alguém".
Embora haja muita confusão teológica a ser esclarecida no livro, basta dizer que a igreja cristã tem lutado por séculos para chegar a um entendimento fiel da Trindade, a fim de evitar esse tipo de confusão – reconhecendo que a fé cristã está, ela mesma, em perigo.
Jesus diz a Mack que ele é "o melhor caminho para qualquer ser humano se relacionar com Papai ou com Sarayu". Não é o único caminho, mas o melhor caminho.
Em outro capítulo, "Papai" corrige a teologia de Mack afirmando: "Eu não preciso punir as pessoas pelos seus pecados. O pecado é a sua própria punição, que devora você a partir do interior. Não tenho o propósito de punir o pecado; tenho alegria em curá-lo". Sem dúvida, a alegria de Deus está na expiação realizada pelo Filho. No entanto, a Bíblia revela consistentemente que Deus é o Juiz santo e reto, que punirá pecadores. A idéia de que o pecado é a "sua própria punição" se encaixa no conceito do karma, e não no evangelho cristão.
O relacionamento do Pai com o Filho, revelado em textos como João 17, é rejeitado em favor de uma absoluta igualdade de autoridade entre as pessoas da Trindade. "Papai" explica que "não temos qualquer conceito de autoridade final entre nós, somente unidade". Em um dos mais bizarros parágrafos do livro, Jesus diz a Mack: "Papai é tão submisso a mim como o sou a ele, ou Sarayu a mim, ou Papai a ela. Submissão não diz respeito à autoridade e à obediência; é um relacionamento de amor e respeito. De fato, somos submissos a você da mesma maneira".
Essa hipotética submissão da Trindade a um ser humano – ou a todos os seres humanos – é uma inovação teológica do tipo mais extremo e perigoso. A essência da idolatria é a auto-adoração, e essa noção da Trindade submissa (em algum sentido) à humanidade é indiscutivelmente idólatra.
O aspecto mais controverso da mensagem de A Cabana gira em torno das questões do universalismo, da redenção universal e da reconciliação final. Jesus diz a Mack: "Aqueles que me amam procedem de todo sistema que existe. São budistas, mórmons, batistas, islamitas, democratas, republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer igreja ou de instituições religiosas". Jesus acrescenta: "Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero unir-me a eles em sua transformação em filhos e filhas de meu Papai, em meus irmãos e irmãs, meus amados".
Em seguida, Mack faz a pergunta óbvia: Todos os caminhos levam a Cristo? Jesus responde: "Muitos dos caminhos não levam a lugar algum. O que isso significa é que eu irei a qualquer caminho para encontrar vocês".
Devido ao contexto, é impossível extrair conclusões essencialmente universalistas ou inclusivistas quanto ao significado de Yong. "Papai" repreende Mack dizendo que está agora reconciliado com todo o mundo. Mack replica: "Todo o mundo? Você quer dizer aqueles que crêem em você, não é?" "Papai responde: "Todo o mundo, Mack".
No todo, isso significa algo bem próximo da doutrina da reconciliação proposta por Karl Barth. E, embora Wayne Jacobson, o colaborador de Young, tenha lamentado haver pessoas que acusam o livro de ensinar a reconciliação final, ele reconhece que as primeiras edições do manuscrito foram influenciadas indevidamente pela "parcialidade, na época," de Young para com a reconciliação final – a crença de que a cruz e a ressurreição de Cristo realizaram a reconciliação unilateral de todos os pecadores (e de toda a criação) com Deus.
James B. DeYoung, do Western Theological Seminary, um erudito em Novo Testamento que conheceu Young por vários anos, documenta a aceitação de Young quanto a uma forma de "universalismo cristão". A Cabana, ele conclui, "descansa sobre o fundamento da reconciliação universal".
Apesar de que Wayne Jacobson e outros se queixam daqueles que identificam heresia em A Cabana, o fato é que a igreja cristã tem identificado, explicitamente, esses ensinos como heresia. A pergunta óbvia é esta: por que tantos cristãos evangélicos parecem ser atraídos não somente à história, mas também à teologia apresentada na narrativa – uma teologia que, em vários pontos, está em conflito com as convicções evangélicas?
Os observadores evangélicos não estão sozinhos em fazer essa pergunta. Escrevendo em The Chronicle of High Education (A Crônica da Educação Superior), o professor Timothy Beal, da Case Western University, argumentou que a popularidade de A Cabana sugere que os evangélicos devem estar mudando a sua teologia. Ele cita os "modelos metafóricos não-bíblicos de Deus" no livro, bem como seu modelo "não-hierárquico" da Tridade e, mais notavelmente, "sua teologia de salvação universal".
Beal afirma que nada dessa teologia faz parte das "principais correntes teológicas evangélicas" e explica: "De fato, essas três coisas estão arraigadas no discurso teológico acadêmico radical e liberal dos anos 1970 e 1980 – que influenciou profundamente os feministas contemporâneos e a teologia da libertação, mas que, até agora, teve muito pouco impacto nas imaginações teológicas de não-acadêmicos, especialmente dentro das principais correntes religiosas".
Em seguida, ele pergunta: "O que essas idéias teológicas progressistas estão fazendo no fenômeno da ficção evangélica?" Ele responde: "Desconhecidas para muitos de nós, elas têm estado presente em muitos segmentos liberais do pensamento evangélico durante décadas". Agora, ele diz, A Cabanaintroduziu e popularizou esses conceitos liberais até entre as principais denominaçõesevangélicas.
Timothy Beal não pode ser rejeitado como um conservador e "caçador de heresias". Ele está admirado com o fato de que essas "idéias teológicas progressistas" estão "se introduzindo aos poucos na cultura popular por meio de A Cabana".
De modo semelhante, escrevendo em Books & Culture (Livros e Cultura), Katharine Jeffrey conclui que A Cabana "oferece uma teodicéia pós-moderna e pós-bíblica". Embora sua principal preocupação seja o lugar do livro "num panorama literário cristão", ela não pôde evitar o lidar com a sua mensagem teológica.
Ao avaliar o livro, deve-se ter em mente que A Cabana é uma obra de ficção. Contudo, é também um argumento teológico, e isso não pode ser negado. Diversos romances notáveis e obras de literatura contêm teologia aberrante e heresia. A pergunta crucial é se as doutrinas aberrantes são características da história ou são a mensagem da obra. Em A Cabana, o fato inquietante é que muitos leitores são atraídos à mensagem teológica do livro e não percebem como ela conflita com a Bíblia em muitos assuntos cruciais.
Tudo isso revela um fracasso desastroso do discernimento evangélico. Dificilmente não concluímos que o discernimento teológico é agora uma arte perdida entre os evangélicos – e esse erro pode levar tão-somente à catástrofe teológica.
A resposta não é banir A Cabana ou arrancá-lo das mãos dos leitores. Não precisamos temer livros – temos de estar prontos para responder-lhes. Necessitamos desesperadamente de uma redescoberta teológica que só pode vir de praticarmos o discernimento bíblico. Isso exigirá que identifiquemos os perigos doutrinários de A Cabana. Mas a nossa principal tarefa consiste em familiarizar novamente os evangélicos com os ensinos da Bíblia sobre esses assuntos e fomentar um rearmamento doutrinário de cristãos evangélicos.
A Cabana é um alerta para o cristianismo evangélico. Uma avaliação como a que Timothy Beal ofereceu é reveladora. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – um fracasso em entender o evangelho de Cristo. A tragédia de que os evangélicos perderam a arte de discernimento bíblico se origina na desastrosa perda do conhecimento da Bíblia. O discernimento não pode sobreviver sem doutrina.
Traduzido por: Wellington Ferreira
Do original em inglês: The Shack — The Missing Art of Evangelical Discernment.
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Fonte:http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/30/A_Cabana_A_Perda_da_Arte_de_Discernimento_Evangelico

Terceirização, direitos em jogo. Batalha que não terminou

20.05.2015
Do portal REDE BRASIL247, 
Por Hylda Cavalcanti e Paulo Donizetti de Souza 

Há 11 anos, pressão do movimento sindical impede a legalização da terceirização indevida. Resistência ao Projeto de Lei 4.330, aprovado na Câmara, continua no Senado

Manifestação 15 de abril
Movimentos sociais levam pressão às ruas para se contrapor a ofensiva empresarial no Congresso Nacional
O lobby empresarial pela legalização da terceirização de qualquer atividade profissional, prevista no Projeto de Lei 4.330, se fortaleceu com o conservadorismo do atual Congresso Nacional. Com a maioria da bancada patronal, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu em poucas semanas levar a voto o projeto que tramitava há 11 anos. No entanto, entre o início e o final da votação, o placar mudou. O texto-base do projeto conseguiu 324 votos a favor e 137 contrários, em 8 de abril. Duas semanas dias depois, quando se concluiu a votação de emendas e destaques, acabou em 230 a 203. Essa diferença de votos pró-terceirização reduzida de 187 para 27 votos deu-se depois da reação de sindicatos e movimentos sociais, na comunicação com, suas bases, nas redes sociais e em protestos nas ruas – em que foram expostos ao público os deputados que votaram pelo fim do freio às terceirizações.
Muitos parlamentares reviram seus votos. “Vou votar a favor da emenda que retira este item do texto (a terceirização de qualquer atividade)”, disse Veneziano do Rêgo (PMDB-PB). As declarações foram reflexo de atos e passeatas como os que levaram, no mesmo dia de uma das sessões, em 15 de abril, milhares de pessoas às ruas em todo o país. Na ocasião, o presidente da Câmara suspendeu a votação de destaques, entre os quais um que retiraria a expressão “de qualquer atividade” para a liberação das terceirizações.
Se de um lado lobistas do empresariado tiveram livre acesso às galerias e corredores do Legislativo – que durante as principais votações fechou as portas às delegações de sindicatos de todo o país –, nas ruas as manifestações tiveram seu peso. A estratégia do empresariado incluiu reuniões­, corpo a corpo diário com os deputados, distribuição de folhetos pelas mãos de belas moças louvando a terceirização e propaganda em horário nobre paga pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A vitória na Câmara acabou chegando.
Mas cresceu na sociedade a antipatia à matéria, que será transformada em mais pressão no Senado. Se para lá, onde o projeto deve ter andamento menos acelerado o empresariado volta suas fichas, os representantes dos trabalhadores fazem o mesmo. Caso o projeto passe como está ou volte a ser reformado pela Câmara, a pressão passará a ser pelo veto da presidenta Dilma Rousseff aos pontos mais nocivos aos direitos dos trabalhadores.

GUSTAVO LIMA/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Eduardo CunhaTOQUE DE CAIXA Cunha apressou votação na Câmara
DINO SANTOS/CUT
vagner freitasPRESSÃO Vagner: “Não vamos esperar de braços cruzados”
Histórico conturbado

Protocolado na Câmara em 26 de outubro de 2004, o PL 4.330 teve como autor o ex-deputado Sandro Mabel (GO). Passou por três comissões técnicas e, sem ser apreciado, foi arquivado em 2006. No ano seguinte, Mabel, empresário do setor alimentício, pediu a reabertura da tramitação, que prosseguiu até 2013. Houve muita discussão por parte dos parlamentares, inclusive com a participação das centrais – que já haviam criado, juntamente com especialistas do Direito e da Justiça do Trabalho, o Fórum Nacional Permanente em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização.
Naquele ano, em meio à onda de protestos que atingiu o país e colocou a classe política contra a parede, as centrais conseguiram nova vitória, ao fazer com que a discussão do PL fosse mais uma vez retirada de pauta. Em 2014, ano eleitoral, o então presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), falava em levar o assunto de volta ao plenário, mas só depois das eleições. Assim que tomou posse no comando da Casa, Eduardo Cunha cumpriu a promessa a toque de caixa.
O principal argumento de Cunha foi de que os deputados tiveram tempo demais para analisar a matéria. Na verdade, segundo muitos líderes, aconteceu o contrário. “Se com deputados que estavam na Casa há mais de dez anos não se obteve consenso em torno do assunto, como fazer essa votação acontecer de forma tão célere numa Câmara que, hoje, é composta por novatos que tiveram pouco mais de um mês para se debruçar sobre o PL?”, contesta o líder do governo, José Guimarães (PT-CE).
A resistência ao PL 4.330 também partiu do Judiciário. Em tom duro, o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Paulo Schmidt, afirma que o projeto compromete o futuro do Brasil. “A aprovação desse projeto significa uma reforma trabalhista jamais pensada pelo mais radical dos liberais”, ressalta. Ele chama a atenção para o fato de que, caso não sejam estabelecidas regras claras para proibir a terceirização dos trabalhadores responsáveis pela execução de atividades-fim das empresas, o projeto levará a um cenário em que o Brasil poderá ter diversas empresas sem empregados. “Ao admitir a subcontratação, a proposta também poderá acabar permitindo a quarteirização e a quinteirização.”
O presidente da CUT, Vagner Freitas, declarou várias vezes que o principal ­argumento dos defensores do projeto, dar “segurança jurídica” a empresas que contratam serviços terceirizados, esconde o principal objetivo: dar legalidade a contratações hoje consideradas “fraudulentas” nos processos que vão parar na Justiça. “Em resumo, querem aumentar lucros à custa de redução de salários e benefícios, piorar as condições de trabalho dos já terceirizados e colocar em risco os direitos dos mais de 30 milhões de trabalhadores que ainda têm contratos diretos com as empresas.” Segundo ele, a batalha travada nos últimos dias para que o projeto não prosperasse na Câmara será estendida. “A luta é ininterrupta e envolve várias frentes de batalha.”
Também se manifestam contra o projeto CTB, Nova Central, CSB e CSP-Conlutas, além de setores da UGT. Principal liderança da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho, presidente licenciado da central, é um dos parlamentares mais empenhados na aprovação do PL 4.330. Seu partido, o Solidariedade, também opera enfaticamente pelo impeachment da presidenta Dilma.
Para a CUT, o texto final do projeto aprovado pelos deputados é mais prejudicial aos trabalhadores do que o levado inicialmente ao plenário. Autoriza terceirização em todos os níveis e departamentos das empresas, eliminando a distinção entre atividades-meio e atividades-fim. Amplia a chamada “pejotização” (transformação de funcionários em pessoas jurídicas) e também as possibilidades para a contratação de associações, cooperativas, fundações e empresas individuais, aumentando os riscos de deterioração da qualidade das ocupações no país.

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Articulações

No Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem dado declarações em que assegura que a tramitação do PL 4.330 será mais lenta, que a sociedade será ouvida e haverá amplos debates. Diz também que a regulamentação da terceirização não pode pôr em risco direitos trabalhistas. A conduta cautelosa de Calheiros é atribuída a conversas mantidas com o vice-presidente, Michel Temer, antes mesmo do final da votação na Câmara.
Representantes das centrais já iniciaram conversas com senadores na busca de uma frente suprapartidária para discutir melhor os projetos votados de forma apressada pela Câmara. Em outro campo, prometem ampliar as manifestações contra o texto. Por outro lado, sabe-se também que a bancada empresarial é numerosa e as entidades patronais também marcarão território.
“Vamos travar uma guerrilha regimental para impedir a aprovação do projeto no Senado”, disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Aqui o projeto passará por um tratamento adequado. Teremos um diálogo constante com as centrais e movimentos sociais, que por sua vez deverão programar novas mobilizações para ajudar a conscientizar os demais senadores contra o projeto aprovado pela Câmara”, acrescenta Tião Viana (PT-AC).
No PSDB, partiu do senador Aécio Neves (MG), presidente da legenda, a orientação para que deputados que apresentaram uma emenda tirando terceirização de atividades-fim das autarquias e órgãos federais voltem atrás e mantenham a votação no texto original. Outro aliado da terceirização na atividade-fim é o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. Senador licenciado, Monteiro tem trânsito na Casa e é também presidente emérito da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Sempre deixou claro que defende o projeto do jeito como está.
O regimento comum do ­Congresso torna obrigatório o retorno da ­matéria para a Câmara após a votação do Senado, por ser originária de lá. “O momento, por tudo isso, é importante e delicadíssimo. Mostra o quanto o Senado­ precisa se manifestar sobre o tema. E se manifestar bem”, destaca ­Lindbergh.
Entre trabalhadores e representantes de centrais, a opinião geral é de que se o projeto final a ser aprovado pelo Congresso deixar brechas que prejudiquem ainda mais a situação dos trabalhadores, o próximo passo será a campanha pelo veto presidencial. “Mas sem esperar de braços cruzados. Até para garantirmos os vetos que venham a ser necessários, a pressão nas ruas será decisiva”, diz ­Vagner Freitas.

SAMUEL TOSTA/FUP
josé maria rangelRangel, da FUP: “Terceirização, o oposto de especialização”
Prejuízos generalizados

Um caso clássico de como a terceirização, se continuar do jeito como disposto no projeto, pode levar a retrocessos é a situação dos trabalhadores terceirizados no Terminal Químico de Aratu/Tequimar, do Grupo Ultracargo, que no início de abril foi atingido por um grande incêndio em Santos (SP). O acidente não teve mortos, mas mostrou a fragilidade de um setor que utiliza muita mão de obra terceirizada, exposta a situações críticas em termos de segurança. “Nesses terminais privados, os tanques são sobrepostos e as empresas não possuem brigadas de incêndio. Os terceirizados sofrem com a carência de cursos e equipamentos de segurança, ao contrário do que acontece com os que são contratados diretamente”, critica o engenheiro químico Fernando Carvalho, que tem mais de 20 anos de experiência na área.
Pelas mesmas razões, das 350 mortes por acidentes de trabalho registradas na Petrobras desde 1995, quase 95% envolveram empregados de terceirizadas. “Isso derruba um dos argumentos dos defensores do PL 4.330, de que estimula as contratações de mão de obra especializada”, diz o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel. “Em boa parte dos casos, terceirização é o oposto de especialização. Nenhuma empresa terceirizada tem condições de aplicar os mesmos programas de treinamento, capacitação e fornecer a mesma infraestrutura de segurança que a Petrobras. Um técnico em operação de petróleo passa por um programa de treinamentos de seis meses para assumir posição numa planta de processo”, observa Rangel.
O dirigente destaca ainda que os autores do projeto, ao defender a terceirização em todas as áreas das estatais e do serviço público, podem proporcionar também que a seleção de profissionais passe a driblar a obrigatoriedade dos concursos. “Uma empresa que ganha uma concorrência para fornecer mão de obra terceirizada tanto pode recrutar pessoas por indicação como quarteirizar o serviço para uma outra empresa. É a degradação do emprego e da qualidade do serviço”, afirma. “Isso não significa desqualificar os terceirizados, mas sim questionar as empresas que os contratam sem oferecer condições adequadas.”
O risco se encaixa em diferentes setores. Entre os bancários, por exemplo, a situação já crítica tenderia a piorar. Estudos feitos por sindicatos da categoria estimam que para cada empregado direto do ramo financeiro existe outro terceirizado. “A diferença é que os terceirizados que realizam serviços bancários ganham 70% menos e trabalham muito mais”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. “Quando se diz que terceirização significa especialização e geração de empregos, fica escancarada a falta de escrúpulos. Não há como terceirizadas prestarem serviços com a especialização que a normatização e a segurança bancária exigem. E não há como uma instituição financeira não passar a trocar bancários por terceirizados que custam 70% menos.”
Segundo Juvandia, o modelo põe em risco também a segurança de clientes. Ela relata que o maior volume de reclamações contra bancos no Procon e no Banco Central vem de “cobranças indevidas”, e que essas cobranças estão hoje amplamente associadas à terceirização. “Hoje, quando um cliente liga ou recebe ligação de um call center, não sabe que muitas vezes está falando com um prestador de serviço que oferece aplicação ou empréstimo sem qualquer conexão com a necessidade do cliente. O trabalhador terceirizado fala em nome do banco, tem acesso a senha, dados pessoais e movimentação financeira do cidadão. Quem trabalha para banco e fala em nome de banco só pode ser bancário, não terceirizado. Os bancos já operam na ilegalidade em muitos casos e querem uma lei para regularizar essa prática”, acentua.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/106/terceirizacao-direitos-em-jogo-batalha-que-nao-terminou-7365.html

O programa do PSDB não foi contra Dilma, foi contra Lula…O ódio emburrece tucanos

20.05.2015
Do blog TIJOLAÇO
Por  Fernando Brito

fhclula
Assisti, ontem, o programa do PSDB.
Ia, dentro da sempre limitada estratégia de apontar o mal e falar mal, o que teria, de fato, eficiência neste momento – no entanto menos que há dois ou três meses – trabalhando com eficiência.
Afinal, com o quadro de desgraça generalizada que diariamente a mídia pinta sobre o Brasil, que transforma problemas em desastres devastantes, não é difícil trabalhar com a estratégia do “estamos no caos”.
E o programa fez bem isso com falas editadas de Dilma, que impressionam.
É remar com a maré, ajudado por um governo que, em tudo, se priva de mostrar que os cortes – necessários – não se darão exclusivamente sobre os trabalhadores e, muito menos, de mostrar que certas restrições nestes são, essencialmente, combate a picaretagens e fraudes que pululam no seguro-desemprego e, em menor escala, na questão das pensões e no abono salarial  (quem duvidar, pergunte a um pequeno comerciante como ele já recebeu propostas de “contratar por fora” para não interromper o pagamento do beneficio a desempregados).
Esse é, porém, um detalhe que não marcou nem marca as medidas. Porque só agora, diante das ameaças de derrubada de parte de seus projetos, Levy começa a acenar com tesouras sobre os ricos (ou os riquíssimos), como a elevação do IOF e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (e ponha líquido nisso) do sistema bancário.
Mas, volto ao fio da meada.
Vinha lá o PSDB muito catita, depois de uma abertura “paneleira” primária, surge com um rapaz mulato quase em decepção amorosa com a malvada Dilma Rousseff, que tinha provocado sua paixão e, depois do voto, mostrou-se uma megera quando…
Ah, os tucanos e sua causa maldita…
Então, para representar o outro lado da vida, a fartura, o emprego, o progresso, o crescimento econômico, quem surge?
Sim, ele, Fernando Henrique Cardoso!
Como dizia a minha avó, nos tempos em que se a fazia em casa: “desandou a maionese”.
E desandou mesmo, porque o mais desprestigiado dos tucanos chama, diretamente, quem para a briga?
O mais prestigiados dos petistas: Lula, a quem acusou de ser o responsável pelas gatunagens da Petrobras, no mais puro estilo Veja.
A ansiedade eleitoreira que fez a turma tucana flertar descaradamente com o golpismo, com o impeachment de Dilma, agora, tomou o freio nos dentes e a fez antecipar 2018, atacando Lula.
No es lo mismo, pero es igual.
Não estamos no processo eleitoral.
E o que fizeram com Aécio? Ex-playboy, ex-barbado, apareceu com uma carinha de bundinha de bebê rechonchudo que não convence ninguém fora da “tchurma” dos bem-de-vida ou dos que, não sendo, a idolatram. E no meio do programa, aos seis de 10 minutos,  onde qualquer um que tenha feito propaganda eleitoral na TV sabe que a audiência caiu, normalmente.
Proclama-se, quase, o líder da oposição e mesmo com concessões ligeira, veste a faixa de “presidente do contra”, terminando sua fala com a exibição de rostos tristes de atores que fizeram um “povo fala” lá atrás.
Não há, no programa, uma imagem ou situação da “esperança” que dizem ter tirado dos brasileiros.
Aquela que é, ainda, representada pelo homem que o PSDB fez questão de atacar com FHC: Lula.
Cheguei a lembrar, asisstindo o programa, dos versos do Tom Jobim:

“Vai minha tristeza/ E diz a ela que sem ela não pode ser/Diz-lhe numa prece/Que ela regresse/Porque eu não posso mais sofrer/A realidade é que sem ela não há paz/Não há beleza/É só tristeza e a melancolia/Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Lula é um fantasma que assombra as noites tucanas.
PS. Tecnicamente o programa foi bem feito. Mas a produção bem que podia ter escolhido umas panelas que não fossem “virgens” e reluzentes e locações que não fossem varandas de bairos ricos de São Paulo, né? Minha avó também dizia que é desperdício querer convencer quem já está convencido. O jegue da campanha de Fernando Henrique foi muito mais publicitário.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=26864

Protesto contra Beto Richa reúne 30 mil pessoas nas ruas de Curitiba

20.05.2015
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 19.05.15

Servidores público, entre eles professores e funcionários de escolas e universidade estaduais em greve desde início de abril, se reúnem em protesto contra propostas apresentadas por governador.

A expectativa dos manifestantes é de que o governo reabra as negociações sobre o reajuste salarial. Na última quarta-feira (14), o governo do Paraná divulgou nota oficial informando reajuste de 5% a ser pago em duas parcelas. Percentual oferecido não correspondeu ao que é reivindicado pela classe dos servidores da educação, de 8,17%.

30 mil servidores estaduais do Paraná fazem, nesta terça-feira (19), um novo protesto contra o governador Beto Richa (PSDB). Dessa vez, a pauta dos manifestantes é por reajuste salarial.

Os participantes protestam  pelo centro de Curitiba, e carregam cartazes perguntando "onde foi parar o dinheiro do Paraná" e pedindo "respeito e atenção" do governador.

Em algumas ruas, motoristas buzinam em apoio aos manifestantes, e pedestres gritam e aplaudem o protesto. Gritos de "fora, Beto Richa" são puxados de tempos em tempos, além de "população, assim não dá, o Beto Richa está quebrando o Paraná".
Na semana passada, o governo, em crise financeira, anunciou que daria apenas 5% de reajuste salarial para os servidores e encerraria as negociações. O índice está abaixo da inflação do período, que fechou em cerca de 8%.

A notícia provocou reação da categoria e dos sindicatos. Foi dada, ainda, em meio a denúncia contra o tucano de que a campanha de reeleição de Richa recebeu parte da propina de dinheiro desviado dos cofres públicos do Paraná e após a insatisfação provocada pela ação policial que deixou quase 200 feridos num massacre contra professores e servidores contra o governador.

Em greve há 22 dias, os professores estaduais se opuseram à proposta. Outros servidores se uniram aos professores e ameaçam greve geral caso o governador tucano não reveja o reajuste.

 Alguns setores do governo tucano chegavam a defender reajuste zero, em função da situação econômica do Estado.

Os sindicatos pedem, no mínimo, a reposição da inflação. "Nós queremos que o governo cumpra a lei; apenas isso", disse o presidente da APP Sindicato, que representa os professores, Hermes Leão.

Os manifestantes marcham rumo ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Até as 11h30 desta terça, não havia registro de tumultos ou violência.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2015/05/protesto-contra-beto-richa-reune-30-mil.html

A única coisa que se salvou no programa do PSDB foi a ausência de Serra

20.05.2015
Do blog DIARIO DO CENTRO DO MUNDO
Por Paulo Nogueira

Fanfarrão
Fanfarrão
Eu não estava esperando nada do programa de tevê do PSDB, mas.
Bem, mas mesmo assim ele conseguiu ser pior do que minhas mais baixas expectativas.
A única coisa decente foi a ausência de Serra.
O problema maior está na essência da mensagem.
As pessoas são instadas a achar que a maior tragédia nacional é a corrupção, e não a desigualdade.
E especificamente a corrupção depois dos anos FHC.
A partir dessa base cínica, errada e demagógica não há conteúdo que resista.
E então fomos obrigados a ver FHC dar lição de moral, ele que comprou a emenda da reeleição.
Ao agir assim, FHC trata o brasileiro como um idiota.
Onde está o sociólogo? Desapareceu para dar lugar ao demagogo?
Compare.
Poucas semanas atrás, o sociólogo italiano Domenico de Mais traçou um retrato do Brasil que faz FHC parecer um aprendiz desorientado.
Com propriedade, Domenico disse que o mal maior do Brasil é a desigualdade social. A corrupção – que deve ser combatida, e está sendo, aliás – é uma migalha comparada à iniquidade.
Acabe com a corrupção. Se você não acabar também com a desigualdade nada vai mudar. Continuaremos a ter os extremos de opulência e miséria tão condenados por Rousseau.
Acabe com a desigualdade. O resto vem, e rápido. Sociedades igualitárias são muito menos corruptas que as demais, como bem mostra a Escandinávia.
E mesmo assim você não encontra um líder tucano que não fale em corrupção.
Até nisso o PSDB deveria se atualizar. Os tucanos usam, sem sucesso, a mesma arma desonesta que a direita empregou nos anos 1950 e 1960 para derrubar Getúlio e Jango.
Lacerda falava no “mar de lama”, e até essa expressão foi copiada por Aécio em sua fracassada campanha.
É uma estratégia velha – e despudorada.
Todos sabem que o presidente do PSDB anterior a Aécio recebeu 10 milhões de reais para não levar adiante uma CPI da Petrobras.
Todos sabem também do aeroporto privativo que Aécio mandou construir em Cláudio, em terras da família.
E mesmo assim os tucanos falam malandramente em corrupção como se fossem carmelitas.
Só quem leva a sério é aquele público que foi acertadamente caracterizado como “midiotas” – os analfabetos políticos que, sob o estímulo imbecilizador da imprensa, gostam de bater panelas e se enrolar em bandeiras para protestar na Paulista.
Fica a impressão de que FHC não tem ideia do mal que faz à imagem que o futuro guardará dele como político e intelectual ao falar tanto em corrupção.
Como presidente, ainda será julgado pela posteridade. A estabilização foi uma vitória, mas um olhar mais profundo sobre o programa de privatizações à Thatcher pode ser fatal para sua reputação póstuma.
Como sociólogo, dada sua monomania – a corrupção –, FHC já foi para a lata do lixo faz muito tempo.
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Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-unica-coisa-que-se-salvou-no-programa-do-psdb-foi-a-ausencia-de-serra-por-paulo-nogueira/