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quarta-feira, 6 de maio de 2015

PSICÓLOGO QUE ANALISOU A LINGUAGEM CORPORAL DE AÉCIO: “PRAZER PROVENIENTE DO ATO DE ENGANAR”

06.05.2015
Do blog BRASIL29

AecioLinguagemCorporal

Em 2014, psicólogo analisou linguagem corporal de Aécio: “Debochado e agressivo”

De acordo com o psicólogo, Aécio tem qualificações de Dumping Delight:”prazer proveniente do ato de enganar”
Sergio Senna Pires é doutor em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB) e professor do Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Atualmente, é servidor efetivo na Câmara dos Deputados como Consultor Legislativo nas áreas de Defesa Nacional, Segurança Pública e Direitos Humanos.  Além disso, Senna Pires desenvolve trabalhos acadêmicos nas temáticas de análise da mentira, linguagem corporal e regulação do comportamento por crenças e valores.
Analisando os debates entre presidenciáveis na disputa eleitoral deste ano, o psicólogo publicou, em sua página profissional, uma análise das expressões faciais do candidato Aécio Neves (PSDB), que tem gerado polêmica por ser considerado “debochado” e “agressivo”em suas colocações. Abaixo, republicamos a análise de Sergio Senna Pires na íntegra:
Aécio Neves e o Duping Delight
Depois do debate do segundo turno na Rede Bandeirantes de Televisão, comecei a notar uma grande movimentação nas redes sociais dando conta do desprezo mostrado pelo candidato à Presidência da República Aécio Neves.
Eu havia identificado diversas expressões de desprezo durante as falas, mas não pensei que fossem causar o impacto que causaram. Hoje, analisaremos essas expressões e explicarei o duping delight.
O que é o duping delight?
O duping delight (não existe uma expressão em Língua Portuguesa) na literatura científica norte-americana é, numa tradução livre, o prazer proveniente do ato de enganar. Penso que é mais adequado entender que é um prazer proveniente do êxito de uma estratégia ou mesmo da antecipação psicológica desse êxito, não necessariamente associado ao ato de enganar.
Vejam:
AecioLinguagemCorporal2
É uma emoção irresistível, inicialmente não consciente também associada ao risco ou à fuga dele. Também aparece nas situações em que há desprezo pelo interlocutor ou pela situação em questão. Outro cenário em que aparece é diante do orgulho soberbo em compartilhar conquistas ou em alguém que busca a admiração pelas suas façanhas. É muito difícil de conter, por isso vale a pena aprender a identificá-la.
Quando uma pessoa sente que seu plano vai dar certo, ela pode mostrar o duping delight. Um exemplo disso é aquele sorrisinho discreto e unilateral que seu algoz no trabalho exibe quando você passa por alguma dificuldade em frente aos colegas. Dessa forma, essa expressão também está associada ao desprezo que alguém sente em relação à outra pessoa…. Veja a figura ao lado e tente lembrar se já viu essa expressão.
Aécio no debate da Band
A quantidade de expressões de desprezo mostradas pelo candidato Aécio Neves durante o debate foi notadamente alta. Sob o ponto de vista comportamental, isso explica o porquê da impressão que as pessoas tiveram. Apesar de não serem técnicos e não conseguirem explicar as suas impressões, o sentimento é que Aécio desprezava Dilma… Esse foi o comentário nas redes sociais. Como expliquei acima, não há uma indicação positiva no uso dessa expressão…. O candidato Aécio Neves só perde com ela.
Vejam as expressões:
AecioLinguagemCorporal3
Em apenas uma rodada de perguntas e respostas (cerca de 5 minutos), referentes às investigações de corrupção na Petrobras, contamos 7 expressões de Duping Delight, mostradas acima. É muito…
Mostrar expressões de duping delight é vantajoso?
Como estratégia, mostrar o duping delight não é vantajoso para Aécio. A excessiva quantidade de microexpressões de desprezo transmite uma ideia de narcisismo, de superioridade presumida, o que não agrada ao eleitor comum. Os correligionários do PSDB não ficarão incomodados, mas em um momento crítico da campanha, esse tipo de indicador não verbal é, certamente, negativo.
Como especialista recomendo ao candidato e à sua assessoria que façam o possível para evitar essas expressões de forma tão generalizada. Com toda a certeza isso vai prejudicar aimagem de Aécio.
(Revista Fórum/BR29/NotaCrítica)
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Fonte:http://br29.com.br/psicologo-que-analisou-a-linguagem-corporal-de-aecio-prazer-proveniente-do-ato-de-enganar/

Propostas ao som do panelaço

06.05.2015
Do blog O CAFEZINHO, 05.05.15
Por Miguel do Rosário

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Os paneleiros
A melhor definição para o panelaço, veio do Emicida:
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No entanto, na minha opinião, é hora de calçar as sandálias da humildade.
Temos que admitir: o panelaço promovido pelos eleitores de Aécio constitui um sucesso de comunicação, sobretudo em função da força que recebem da grande mídia.
Como observou um leitor, na próxima derrota eleitoral, no início de 2019, talvez usem tambores.
De qualquer forma, comunicação é uma coisa que o governo parece desconhecer.
Uma digressão rápida: não existe debate parlamentar na tv aberta.  Quer dizer, nas eleições, não há debate entre os candidatos ao legislativo na tv, nem em lugar nenhum.
Os próprios debates presidenciais acontecem após as 22 horas, ou pior, às 18 horas, hora em que todo mundo está no trânsito, voltando para casa.
Tudo isso contribui para o processo de despolitização do brasileiro.
Voltando ao panelaço, ele serviu, mais uma vez, como o termômetro do ódio. Muita gente não quer ouvir o que Dilma ou o PT tem a dizer.
É o triunfo da não-política.
Não é preciso ser nenhum Noblat – o vidente da imprensa, que sabe o que Dilma ou Lula falam na intimidade – para adivinhar o que o governo está pensando neste momento.
Ele está pensando assim: viu como eu tinha razão? Dilma não podia aparecer na TV, seria um desgaste para ela.
Certo.
Só que não.
Evidentemente, a solução não é PT, Dilma, Lula esconderem-se para sempre, à espera de dias melhores.
É preciso fazer a “batalha da comunicação”.
Vou dar algumas ideias (algumas pela milésima vez).
1) Dilma deveria voltar a fazer o programa Café com a Presidenta, mas em vídeo, e duas vezes por semana, abordando os problemas do Brasil.
O formato deveria de ser diferente do Café com a Presidenta original, que era apenas propaganda governamental. Esse programa deveria ter um conceito mais de autocrítica e superação; além de debater as pautas do congresso.
Podia ser com entrevistadores diferentes a cada vez, não necessariamente jornalistas, mas gente com prestígio na sociedade. Por exemplo, professores, sindicalistas, blogueiros, intelectuais, escritores, cineastas, agricultores, empresários. O programa deveria ser gravado e editado.
2) Toda a comunicação do governo: ministérios, presidência, deveria ter uma unidade maior, para otimização dos conteúdos.
3) O blog do Planalto deveria ter seu visual completamente reformado, e vir com uma pegada mais ágil, com gente escrevendo exclusivamente para o blog, fazendo entrevistas, editoriais, realizando o contraponto com a mídia. Mas com liberdade para tal, pelo amor de Deus. Dilma não pode sair dando bronca ou demitindo o responsável na primeira reação negativa da mídia.
4)  Os twitters da presidenta e do Planalto também deveriam ter uma equipe de gente produzindo exclusivamente para essa rede social, que não deveria ser usada para divulgar trechos dos discursos presidenciais ou mensagens de pêsames, mas ser usado como twitter. Com Rts de coisas legais, interação, contraponto à mídia, divulgação de agendas.
5) Mas sugeriria não usar linguagem bobinha, fingindo-se de “jovem”, ou simulando intimidade com os leitores. Não precisa falar: “vamos lá, galera, vamos responder a isso”. Não, a linguagem pode até ser divertida e irônica, mas adulta.
6) Os pronunciamentos na TV aberta deveriam ser mais frequentes, mas muito menores. Coisa de 2 ou 3 minutos, e com um formato decididamente mais leve e bem humorado. Eu pensaria até em brincar com a questão das panelas. Tipo trazer Dilma com uma panela na mão.
7) Os pronunciamentos na TV deveriam se dar exclusivamente para anunciar políticas públicas concretas, e não para dar recados inúteis sobre isso e aquilo. Dilma poderia anunciar, por exemplo, um PAC da Tecnologia da Informação, montando núcleos de pesquisa de alta tecnologia em todas as capitais. Esse PAC poderia ser um ataque, pelos flancos, para a questão da democratização da mídia.
8) Podia-se pensar em coisas com impacto real na vida das pessoas, como por exemplo, um grande programa para instalar bebedouros limpos e decentes nas grandes cidades. Banheiros públicos também. Imagine nossas cidades com bebedouros e banheiros, ambos limpíssimos, higiênicos, como isso teria impacto prático em nossas vidas. Isso impactaria no custo e na qualidade de vida do cidadão das grandes cidades, onde a presidenta encontra sua maior rejeição.
9) A internet  está ficando muito cara. Esses programas pré-pagos estão consumindo a renda de milhões de pessoas. Dilma poderia intervir nesse mercado, com alguma ideia nova. Queria até fazer uma autocrítica aqui a um post que publiquei no Tijolaço, sobre isso. Escrevi bobagem. É claro que foi uma péssima ideia posar ao lado do proprietário do Facebook. O Brasil tem que investir em tecnologias próprias de internet.
10) No campo parlamentar, Dilma bem que podia jogar um pouco mais. Propor uns projetos ousados, mesmo sabendo que iria perder, apenas para mexer um pouco com o debate político, obrigando a mídia a ficar numa posição constrangida, de defender os reaças.
11) A imagem da presidenta precisa ser melhor trabalhada. Mas para isso, me desculpem, não  tenho sugestões. Só acho evidente que precisa ser melhor pensada. A imagem está muito ruim! Nunca ouviram falar que existe uma ciência chamada “relações públicas”, que cuida desse tipo de coisa? O conceito de “coração valente” salvou a presidenta nas eleições. Deveriam pensar alguma coisa por aí, mas isso implicaria, naturalmente, algumas mudanças reais de atitude política.
12) Os discursos de Dilma deveriam ser escritos sem o maldito vício do “protocolo”. A coisa mais estúpida do mundo é obrigar a presidenta a ficar agradecendo dez minutos a cada presente. Não tem que agradecer ninguém. Enterrem o protocolo! O discurso tem de ser leve, bem humorado, bem escrito, sucinto, objetivo e prático. Apliquem-se umas pitadas de poesia, para dar uma dimensão simbólica mais profunda, e pronto.
13) Quando houver ameaça de “panelaço”, o PT poderia articular uma resposta de “apitaço”. Seria um contraponto interessante. Os jornais seriam obrigados a mostrar que havia também um outro lado.
Tenho algumas ideias para o PT, também, mas fica para outro dia.
*
Faço, por fim, um pedido aos leitores: quando eu critico a comunicação do governo, por favor não digam que eu quero ser “secretário de comunicação” do governo, ou coisa parecida.
Quando alguém faz uma crítica à política econômica do governo, não quer dizer que aspire ao posto de ministro da Fazenda. A mesma coisa vale para a comunicação.
Acho uma função muito nobre, trabalhar no governo, mas cada macaco no seu galho. Sou um blogueiro, com a obrigação de ser imparcial e independente, sem perder, é claro, a minha identidade ideológica.
Ademais, não sou dono da verdade. Apenas tenho minhas opiniões, embasadas em mais de dez anos analisando, na condição de blogueiro, a política brasileira.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/05/05/propostas-ao-som-do-panelaco/

PT, IDEOLOGIA E POLÍTICA, DIREITA INIMIGA DO BRASIL, ESQUERDA NO PODER E LUTA PELO SOCIALISMO

06.05.2015
Do portal BRASIL247
Por DAVIS SENA FILHO

É uma lástima a direita, pária e apátrida, porque não racionaliza o porquê de pensar o Brasil. Por não racionalizar, nunca teve projeto para o País e não gosta de seu povo inteligente e trabalhador

Jayme Careca: PF me fez dizer o que Youssef mandava dizer

06.05.2015
Do blog TIJOLAÇO, 05.05.15
Por Fernando Brito

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Assisti o depoimento do policial federal Jayme Oliveira Filho, o Jayme Careca, preparou hoje, grotescamente,a sua própria destruição como testemunha da Operação Lava Jato.
É inacreditável que um policial federal possa ser um idota como ele se apresenta, dizendo que não tinha ideia do que continham os envelopes que, por ordem de Youssef, saía para entregar.
Mas, para provar seu papel de idiota, enfiou um caminhão de areia na atuação da Polícia Federal no processo de delação premiada da operação.
Diz que o delegado federal o ameaçou de ficar preso se não prestasse colaboração.
Pior: recebeu orientação direta para dizer o que Alberto Youssef o mandasse dizer, com o requinte de receber caneta e papel para anotar o que o doleiro para declarar em seu depoimento.
Careca não disse que não fazia o que Youssef mandou-o dizer que fazia.
Mas disse claramente que dizia o que Youssef mandava dizer.
Chegam a ser patéticos os momentos em que ele diz que “se está escrito aí é porque é”.
E que recebeu orientação de um delegado federal para fazer o que o “comandante” Youssef o mandasse fazer.
“No dia do meu depoimento com com o Dr. Márcio, se eu não me engano (Márcio Anselmo Lemos)…eu já conhecia o procedimento. O DPF Márcio foi cortês, eu já conhecia o procedimento policial e ele me falou que, se eu não prestasse colaboração, eu ia ficar preso até a audiência (esta, realizada hoje, seis meses depois), que era o que estava acontecendo, era o (sic) praxe. (…) Aí (teria dito o delegado), você vai, que o Alberto vai lhe ajudar a fornecer os nomes e tal…Me forneceu uma caneta, um pedaço de papel e eu voltei para a carceragem e no dia seguinte ser ouvido. (…) Minha cela era ao lado da dele (Alberto Youssef) e ele falou: olha o endereço tal era sicrano, beltrano e eu fui  fui anotando aquilo mecanicamente”
A “cola” se repetiu por algumas vezes até que, segundo Careca, “apresentei os nomes que me forneceram, os valores “. Ainda voltou duas ou três vezes: “vai lá, pega mais alguma coisa”, foi a ordem da PF, alem de dividir o depoimento, separando os políticos que teriam foro privilegiado.
O trecho está a partir dos 9 minutos do primeiro vídeo do interrogatório.
Quem assiste o vídeo fica espantado que o duríssimo Juiz Sérgio Moro candidamente aceitar uma confissão de falso testemunho assim tão claramente admitida.
Careca não pede para retificar seu testemunho à polícia, mas diz que ele foi dirigido por Alberto Youssef e isso ocorreu por “sugestão” da autoridade policial, com a clara ameaça de que permaneceria preso  se não o fizesse.
A gravidade é muito maior  do que se tratar de uma eventual delação forçada.
É  a de se saber que a Polícia Federal induzia presos a dizerem o que Youssef mandaria ser dito.
Youssef, o “bandido profissional” – palavras do Juiz Moro – dirigindo os depoimentos!
E agora, “Careca” se apresenta e diz, como um anjo, que só disse o que Youssef mandou dizer e o que, curiosamente, incrimina Eduardo Cunha e Antonio Anastasia.
Só que, tecnicamente, as entregas a ambos são objeto de outro processo.
No STF, cuja investigação corre a cargo de Janot.
O cheiro das armações do Paraná contamina todo o processo, não só lá, mas no STF.
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Fonte:http://tijolaco.com.br/blog/?p=26625