quarta-feira, 29 de abril de 2015

A nova tecnologia do míssil brasileiro A-Darter

29.04.2015
Do blog LUÍS NASSIF ON LINE

Enviado por Alfeu
Por Rui Sintra
Da Assessoria de Comunicação do IFSC
A empresa Opto Eletrônica , uma spin-offdo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, participou do desenvolvimento do novo míssil A-Darter, que foi testado acoplado ao avião de caça Gripen, da Força Aérea da África do Sul, no início deste ano. A fabricação do sistema — ou seeker — de quinta geração, é um projeto binacional entre o Brasil e a África do Sul que, além da Opto Eletrônica, envolve a Força Aérea Brasileira (FAB), as empresas nacionais Mectron, Avibras, e a estatal sul-africana Denel Dynamics.
A maior parte dos mísseis detecta a aeronave — ou alvo — através do calor da turbina, contudo, existem diversas táticas capazes de despistar esses mísseis, como, por exemplo, a liberação de bolas de fogo, chamadas de contramedidas. A fim de impedir esse tipo de situação, a Opto Eletrônica desenvolveu um inovador sistema de guiagem que, ao contrário dos demais modelos fabricados, detecta duas faixas de calor, captando a emissão de gazes da turbina do alvo, o que possibilita, por exemplo, que o míssil não caia nas armadilhas das citadas bolas de fogo, uma vez que essa estratégia não emite os mesmos gazes que saem da turbina do avião.
O professor Jarbas Caiado Neto, professor do IFSC e um dos fundadores da Opto Eletrônica, explica que a tecnologia do sensor também permite que o seeker reconheça uma aeronave por meio de imagem, independente do ângulo em que esse alvo esteja. Além disso, outra vantagem do sensor é a sua capacidade de guiar o míssil em ângulo de até 90 graus — as curvas realizadas pelos mísseis comumente utilizados se limitam a 20 ou 30 graus. O desenvolvimento do A-Darter, segundo o professor, está quase finalizado. Com isso, em breve, o míssil deverá ser produzido e fornecido pelas empresas Mectron e Avibras.
A parceria
Essa foi a primeira parceria entre a Opto Eletrônica e a Denel Dynamics que, na opinião de Jarbas, foi uma colaboração bastante intensa. “Tinha um grupo de pesquisadores da Opto trabalhando na Denel Dynamics, enquanto outra equipe da nossa empresa realizava o mesmo processo aqui no Brasil”, explica o professor, acrescentando que essa parceria surgiu devido ao fato de a África do Sul estar em crise, o que impossibilitou o país de fabricar um míssil 100% nacional.
Mesmo assim, Jarbas diz que é preciso reconhecer que a África do Sul ainda possui maior experiência do que o Brasil no setor de defesa, já que, ainda na época do Apartheid, quando o país foi proibido de importar armamentos, teve que construir uma forte indústria nessa área.
África do Sul
O pesquisador Rafael Ribeiro, ex-aluno do Instituto de Física de São Carlos e pesquisador da Opto Eletrônica, foi um dos especialistas brasileiros que participou do desenvolvimento do seeker na África do Sul, entre 2011 e 2013. Sua função foi atuar na realização de dois subsistemas do sensor de guiagem, sendo eles o InfraRed Sensor Assembly (IRSA) e o Dome Assy.
“A execução de ambos exigiu a demanda, dentre outras, de especialistas em desenho óptico e em testes eletro-ópticos. Como eu havia adquirido experiência durante o período de mestrado nessa área, fui alocado para auxiliar a equipe brasileira de desenvolvedores na África do Sul”, explica o pesquisador, que obteve o bacharelado em física, com ênfase em óptica e fotônica, e mestrado em ciências pelo IFSC.
Ele explica que o ambiente de trabalho, naquele país, consistia em interações com os representantes das outras empresas brasileiras e do corpo técnico da Denel Dynamics. “Em especial, a equipe da Opto participou do desenvolvimento do sistema de refrigeração do sensor termal, simulações não-sequenciais do sistema óptico do IRSA e de vários softwares de testes eletro-ópticos e rotinas em geral”, diz Rafael Ribeiro.
Para ele, ter trabalhado em um projeto de tamanha importância para o Brasil, foi uma experiência bastante prazerosa e gratificante a nível pessoal e profissional, porém, exigiu muita disciplina e dedicação, tendo em vista que, além dos desafios tecnológicos envolvendo o projeto, Rafael teve que se adaptar à cultura e aos costumes locais da África do Sul.
“O apoio constante do corpo técnico brasileiro e sul-africano foi essencial para que aquele período de adaptação fosse o menos complicado e curto possível, gerando um ambiente favorável”, conclui ele, afirmando que o próximo passo profissional será iniciar o doutorado na área de instrumentação óptica ou design óptico voltado à área aeroespacial.
Foto: Divulgação / IFSC

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Fonte:http://jornalggn.com.br/noticia/a-nova-tecnologia-do-missil-brasileiro-a-darter

ROB KUZNIA, o repórter que desistiu da notícia

29.04.2015
Do portal OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 24.04.15
Por Angela Pimenta*,na edição 847

Ao longo da semana, o repórter americano Rob Kuznia virou notícia por um motivo insólito. Na segunda-feira (20/4), a Universidade Columbia, que administra o Prêmio Pulitzer, anunciou que o repórter e mais dois colegas – Rebecca Kimitch e Frank Suraci – do jornal The Daily Breeze, da pequena cidade californiana de Torrance, eram os ganhadores na categoria mídia local da premiação de 2015. Liderado por Kuznia, ao longo de 2014 o time publicou uma série de dez reportagens investigativas sobre um esquema criminoso numa escola pública, a Centinela Valley Union High School, localizada em um dos distritos mais pobres da região de Los Angeles.
Graças a conexões políticas, o ex-vereador José Fernandez converteu-se em superintendente da escola, conseguindo fechar um contrato sigiloso que lhe garantia rendimentos anuais de US$ 663 mil, além de benefícios extras que elevavam o pacote a mais de US$ 1 milhão, tudo bancado com dinheiro público. O contrato incluía até um empréstimo subsidiado para a compra da casa própria.
A série de reportagens do Breeze venceu dois mil concorrentes em todo o território americano. Mas o que amplificou a fama de Kuznia não foi o Pulitzer em si, mas o fato de que, para pagar as contas, ele trocou o emprego no jornal, onde ganhava cerca de US$ 40 mil anuais, para virar relações públicas. Há oito meses, por um aumento de 25% no salário, Kuznia trabalha como assessor de imprensa na fundação Shoah. Sediada na Universidade da Califórnia do Sul (USC), a Shoah é uma iniciativa filantrópica bancada pelo diretor Steven Spielberg para homenagear as vítimas do Holocausto.
A história de Kuznia ganhou repercussão mundial depois de uma matéria publicada pelo The New York Times. Ele contou ao jornal que chegou a receber um aumento do Breeze. “Não que eles não ligassem. Mas simplesmente não era suficiente”, disse. Ao site The Daily Beast, Kuznia acrescentou: “Eu conseguia pagar o aluguel, mas de fato não conseguia fazer muito mais do que isso. (…) Não existia poupança e comprar uma casa era um sonho engavetado”.
Ao blog de Erik Wemple, do Washington Post, Kuznia revelou que a migração do jornalismo para a assessoria de imprensa lhe trouxe um certo pesar. “Eu acho que os jornalistas alimentam por muito tempo a crença de que virar assessor de imprensa significa desistir ou se vender, mas, você sabe, quando era repórter, eu precisava do pessoal da assessoria. (…) Eles me forneceram muitas das histórias que acabei apurando.”
Fazer dinheiro
Depois do anúncio do prêmio, Kuznia voltou à redação do Breeze para rever os colegas e estourar uma garrafa de champanhe. Ao Daily Beast, disse que sabia que o editor Frank Suraci havia inscrito as matérias no Pulitzer, mas que considerava a chance de ganhar “muito irrealista”. Segundo a comissão de jurados da premiação, a série do Breeze ganhou “por sua investigação sobre a corrupção disseminada em um distrito pequeno e sem recursos financeiros, incluindo o uso intensivo do website do jornal”. Além da medalha dourada do Pulitzer, o prêmio garante US$ 10 mil ao trio vencedor.
Contando com apenas sete repórteres e uma carteira de 63 mil assinantes, o Breeze pertence à linhagem de publicações mais vulneráveis à revolução digital. São aquelas sediadas em cidades pequenas, onde autoridades públicas e empresas privadas costumam sofrer menos escrutínio da imprensa. Em tempos de queda contínua na circulação e no faturamento, esses pequenos jornais lutam para obter anúncios, aumentar a carteira de assinantes e vender exemplares avulsos. Foi nesse ambiente hostil à investigação jornalística de fôlego – e resultado incerto – que durante seis meses Kuznia vasculhou documentos do Escritório de Educação do Condado de Los Angeles. Além da demissão de José Fernandez, o escândalo causado pela cobertura do Breeze provocou a criação de regras mais rígidas para a remuneração e fiscalização de gestores educacionais no condado.
Conforme os jurados do Pulitzer notaram, o pequeno jornal tem produzido conteúdo digital de qualidade. Para especialistas na indústria da mídia, o fim do jornal de papel é apenas uma questão de tempo – quando, ninguém sabe. Em uma coluna recente, Margaret Sullivan, editora pública (cargo equivalente a ombudsman) do New York Times, dialogou com o pensador Clay Shirky sobre o declínio da mídia impressa. Professor da Universidade de Nova York (NYU), em 2009 Shirky escreveu um artigo de fôlego a respeito. Em sua coluna, Sullivan argumentava que hoje 70% de todo o faturamento do Times vem do jornal impresso, seja na forma de assinaturas ou publicidade. E ela citava dois editores executivos do jornal – Roland Caputo e Dean Baquet – para quem o impresso continuará de pé por pelo menos mais uma década.
Eis parte da réplica de Shirky: “Gostaria de oferecer uma narrativa consideravelmente mais sombria: penso que o padrão de declínio do faturamento do impresso será rápido, lento, rápido”. Para ele, a perda de receita dos jornais se acelerou entre 2007 e 2009, em meio à recessão e à explosão dos smartphones e tablets. Graças, em parte, à recuperação da economia americana, a queda de faturamento se desacelerou. Mas Shirky prevê uma nova fase de forte queda de receita à medida que a circulação impressa continuar a encolher: “O problema da mídia impressa é que os retornos vantajosos obtidos com a distribuição física de jornais tornam-se desvantajosos quando a escala diminui”.
Se a tese de Shirky se confirmar, num futuro não muito distante um grande jornal como o NYTpode deixar de circular em versão impressa, ou fazê-lo apenas em edições dominicais. Os pequenos jornais como o Daily Breeze encontram-se sob pressão econômica ainda maior. Pensando nos desafios já enfrentados por jovens repórteres e profissionais que desejam continuar na carreira, instituições como o centro TowKnight ensinam empreendedorismo e gestão em jornalismo. Sediado na City University of New York (CUNY), o TowKnight prevê que “o futuro do jornalismo será construído pelo empreendedores que desenvolvam novos modelos de negócios e projetos inovadores”.
Parte deste futuro já vem sendo construído em redações sem fins lucrativos. Um relatório recente da Fundação Knight indica que o faturamento de publicações sem fins lucrativos cresceu 73% entre 2011 e 2013, através de várias formas de captação de recursos, de assinaturas e anúncios em websites a doações de leitores no formato crowdfunding. Para evitar que a história de Rob Kuznia se repita maciçamente, a ideia é que, além de produzir notícias, jornalistas aprendam também a fazer algum dinheiro.
Leia também
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*Angela Pimenta é jornalista
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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/imprensa-em-questao/o-reporter-que-desistiu-da-noticia/

Como a Terceirização pode afetar a sua vida

29.04.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,23.04.15

Trecho de episódio de Os Simpsons revela, de maneira didática e bem humorada, o impacto da terceirização no mundo do trabalho. PL da Terceirização no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22)

terceirização os simpsons
Episódio de Os Simpsons explica o impacto da terceirização no mundo do trabalho
Aprovado nesta quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados por 230 votos a favor e 203 contrários, o PL da Terceirização já é considerado o mais duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira no período pós-ditadura.
Entre os partidos favoráveis à emenda estão PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM e PPS. Foram contra PT, PRB, PDT, PCdoB, Pros, PSOL e, em parte, o PSB. Já o PSD e o PR liberaram as suas bancadas.Veja aqui como votou cada deputado.
O texto aprovado ainda será submetido à votação no Senado Federal. Caso seja novamente aprovado, caberá a Dilma sancioná-lo ou vetá-lo. É importante salientar, porém, que se os senadores rejeitarem ou modificarem o projeto de lei, o texto poderá ainda retornar à Câmara, onde foi inicialmente aprovado, para que os deputados façam as alterações finais, ou, simplesmente, anulem todas as mudanças realizadas pelo Senado. O projeto ainda está sujeito a uma ação de inconstitucionalidade perante o STF.
O PL da Terceirização não configura um golpe contra o governo, mas um golpe contra o povo brasileiro que está próximo de perder muitos de seus direitos conquistados a duras penas. Para quem quer uma explicação mais didática e bem humorada sobre os impactos da terceirização no mundo do trabalho, a dica é assistir a um trecho de um episódio da 17ª temporada do seriado Os Simpsons:
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/04/como-a-terceirizacao-pode-afetar-a-sua-vida.html

Atos por todo o país marcam aniversário de 50 anos da Rede Globo: “A verdade é dura…”

29.04.2015
Do portal da Revista Fórum
Por Larissa Gould, dos Jornalistas Livres

Atos por todo o país marcam aniversário de 50 anos da Rede Globo: “A verdade é dura…”
Neste  26 de abril ,  a Rede Globo de televisão completou 50 anos. A emissora nasceu fruto de uma concessão pública da ditadura militar. Não por coincidência completa meio século um ano após Golpe Militar ter feito seu quinquagésimo aniversário.
O ano passado foi marcado por atos de descomemoração do golpe, nesse ano, entidades e movimentos sociais denunciam a emissora que apoiou o regime militar e que, até hoje, serve aos interesses do poder econômico.
Ato em Brasília. Foto: Midia NINJA
Nesse domingo, foram realizadas manifestações em Brasília/DF, São Paulo/SP e Belo Horizonte, em frente às respectivas sedes da emissora, em Recife/PE, na Praça do Arsenal e em Porto Alegre (nos Arcos da Redenção) e Bagé/RS (Praça dos Esportes).
Ato em São Paulo. Foto: Sergio Silva / JL
Os eventos compõem o calendário de Descomemoração do Aniversário da Rede Globo, e continuaram durante o mês em outros estados. Em Curitiba/PR, o ato público está marcado para essa segunda-feira (27).
Além dos atos, estão sendo organizados seminários, rodas de conversas, aulas públicas e debates sobre a mídia no país, atentando à representatividade dos negros, mulheres e à cobertura das pautas populares, além da importância da democratização dos meios de comunicação.
Ato em Brasília. Foto: Mídia NINJA
Os movimentos sociais, sindicais e diversas entidades também lançaram um manifesto “50 Anos da TV Globo: Vamos descomemorar” que pontua a postura da emissora na cobertura jornalística de movimentos sociais e denuncia a sonegação de impostos da empresa. Mais de 50 entidades e movimentos sociais assinam o documento, entre eles MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e UNE (União Nacional dos Estudantes).
Ato em Belo Horizonte. Foto: Mídia NINJA
Os movimentos pontuam também que a globo concessão pública, e como tal, deve servir à população.
Veja também:
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/radar-da-midia/atos-por-todo-o-pais-marcam-aniversario-de-50-anos-da-rede-globo-verdade-e-dura/

Polícia de Beto Richa massacra professores no Paraná

29.04.2014
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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As fotos acima são do site Brasil Post.
Chegam relatos de todas as partes de que, desde ontem, a polícia militar do governador Beto Richa (PSDB) está massacrando professores da rede pública, que protestam contra o governo e seus deputados.
Os relatos são sinistros. A PM está jogando bomba do alto de helicópteros, agredindo indiscriminadamente.
Essa é a mesma PM ao lado da qual os coxinhas psicóticos gostam de tirar “selfies”.
Acompanhe os acontecimentos pelo blog do Esmael.
Enquanto isso, o G1 chama o massacre de “confronto”. Como se professores desarmados, sem nenhuma disposição agressiva, pudessem estar em “confronto” com milhares de policiais armados até os dentes, com viseiras, escudos, gás lacrimogênio, cassetete, arma de fogo, etc.
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Outra foto chocante de hoje, esta divulgada pelo twitter da revista Voto.
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Vou postando abaixo algumas fotos do massacre, que estou catando nas redes sociais. Algumas vem com os créditos já impressos na imagem.
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/04/29/policia-de-beto-richa-massacra-professores-no-parana/

A 1ª expedição humana à Marte: uma viagem sem volta

29.04.2015
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 06.06.13
Por Ana Pérez López, Efe

Empresa holandesa prepara o primeiro assentamento humano no planeta, mas viagem não tem volta. Passagem de seis a sete meses em direção ao planeta vermelho custaria US$ 6 Bilhões

Marte fascina o homem desde tempos imemoriáveis. A conquista do espaço foi um dos grandes sonhos da humanidade nos tempos da Guerra Fria, mas os dias das expedições à lua, os sputniks e as frases que ficaram para história pareciam ter ficado pra trás desde que a Nasa (agência espacial americana) começou a sofrer os estragos da crise financeira.
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Imagem da estação que a Mars One planeja construir. EFE/Bryan Versteeg /Imagem cedida pela Mars One.
Porém, nem tudo está perdido; pelo menos para a empresa holandesa Mars One, que está preparando o primeiro assentamento humano no planeta vermelho. A empresa criada pelo pesquisador Bas Lansdorp pretende vender os direitos de exploração de um reallity show para financiar o projeto e assim fazer com que a utopia possa se transformar em realidade.
Apesar de ser um projeto que conta com a confiança do doutor Gérard’t Hooft, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1999, cientistas do Instituto Nacional de Técnica Aroespacial (INTA), da Agência Espacial Europeia (ESA) e do Observatório Astronômico de Almadén de la Plata, em Sevilha, se mostram céticos.

MARTE HABITÁVEL EM 2022?

“O único motivo pelo qual esta expedição não aconteceu antes é a falta de financiamento”, explica a porta-voz da Mars One, Aashima Dogra. No entanto, os cientistas encontram mais alguns obstáculos para esta aventura.
    Marte é o planeta de nosso sistema solar com condições mais próximas às da Terra, mas mesmo assim um astronauta sem o traje espacial “não duraria mais de 20 segundos sem perder a consciência e morreria depois de um minuto”, segundo o diretor do Observatório Astronômico de Almadén de la Plata, Miguel Gilate.
Em suma, trata-se de planeta com um ambiente hostil para a espécie humana: “A vida em Marte só pode ser imaginada sob a superfície (como na lua) e com excursões limitadas no tempo”, garante o diretor científico da missão Mars Express, da ESA, Agustín Chicarro.
As temperaturas são muito mais baixas que as da Terra (-100 graus centígrados) e os astronautas que aceitassem a missão teriam que suportar, além de uma baixíssima pressão atmosférica, tempestades de vento de até 500 quilômetros por hora e radiações ultravioleta de uma intensidade altíssima.
Por este motivo, “não podemos imaginar seres iguais a nós em outros planetas, já que as condições serão diferentes”, esclarece Gilate.
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Imagem de uma das plantações que a Mars-One levaria a Marte. EFE/Bryan Versteeg/Imagem cedida pela Mars One.
No entanto, “a Mars One esta pondo todo o conhecimento que se adquiriu ao longo dos anos em uma só missão”, indica a porta-voz da empresa, que confia que, transformando de maneira artificial as condições do planeta, os quatro astronautas selecionados para a viagem possam sobreviver.
“Todas estas mudanças não são nem possíveis nem desejáveis (pela mudança ambiental com consequências imprevisíveis que representariam estes transtornos em outro planeta)”, acrescenta Chicarro.

US$ 6 BILHÕES E UMA PASSAGEM SEM VOLTA

Após uma perigosa viagem de seis a setes meses em direção ao planeta vermelho, quatro dos candidatos selecionados aterrissariam muito longe do planeta que lhes viu nascer e jamais poderiam retornar.
Encontrar astronautas que não enlouqueçam diante da ideia de não poder voltar é uma tarefa árdua e difícil e levam Chicarro à conclusão que “ir a Marte para não voltar é algo pouco pensado, uma maneira romântica de suicidar-se”.
O motivo dado pela empresa Mars One é que “não existe a tecnologia necessária para trazê-los outra vez”. “Existe para poder fazê-lo em uma missão curta”, mas a empresa quer criar a primeira colônia humana além da estratosfera.
O custo da missão (US$ 6 bilhões) e o financiamento também surpreendeu os cientistas e, na direção do Centro de Astrobiologia do INTA, Javier Gómez-Elvira lembra que a Nasa tinha planejado missões a Marte para 2017.
“Em 2011 foi apresentado um projeto da Nasa, o Space Launch System, que propunha o desenvolvimento de um novo lançador capaz de enviar uma tripulação a Marte com um orçamento muito maior e que estaria pronto para 2017. Acho que esse projeto não se iniciou por seu alto custo”, contou Gómez-Elvira.
Existe uma companhia privada Space X que apoia a Mars One e que pensa que terá pronto um lançador para desenvolver o projeto, mas o certo é que atualmente é extremamente custoso e “não parece que esteja entre as prioridades das nações”.

QUERO SER ASTRONAUTA

Há menos de um mês a empresa abriu o processo de seleção para encontrar, após pagamento prévio das despesas de inscrição que vão de US$ 5 a US$ 7 (dependendo do país de residência), os quatro primeiros astronautas.
Os candidatos devem ser inteligentes, criativos, psicologicamente estáveis e com boa forma física, além de estar preparados para solucionar qualquer problema potencial, “alguns deles totalmente imprevisíveis”, segundo o site da empresa.
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O deserto de Marte visto pelos robôs da Nasa. EFE/Nasa/Observatórios de Almadén.
A capacidade de reflexão é a qualidade essencial para os candidatos, embora também precisem ser curiosos, ter “um espírito indomável”, crescer perante as dificuldades e manter uma atitude baseada no “posso fazer”.
O processo de seleção, segundo explica o site, terá um toque de show, pois a proposta é que duas de suas quatro fases sejam transmitidas pela televisão ou pela internet, em nível nacional ou inclusive mundial, até que restem seis grupos de quatro pessoas que passarão anos treinando.
Já em 2022 e com todos os candidatos devidamente formados, a grande decisão será tomada de maneira “democrática”, na qual “os moradores da Terra” poderão votar sobre qual grupo dará o grande salto.
Os futuros aspirantes a astronautas não perdem tempo e no site da Mars-One se amontoam as solicitações – acompanhadas de um vídeo de apresentação – procedentes de todos os cantos do mundo.
Realidade ou ficção? Será preciso esperar dez anos para descobrir. Embora nenhum dos pesquisadores duvide que algum dia o homem pisará em Marte: “A possibilidade de habitar a Lua ou Marte não parecem impossíveis Quando será factível? Isso é talvez o que não é possível imaginar”, considera Chicarro.
Mas o afã explorador dos humanos não deve nos confundir. “A Terra é o planeta mais lindo e complexo que conhecemos” – garante o especialista – “e o certo seria usar nosso tempo para cuidar dela da melhor maneira possível”.
Ana Pérez López, Efe
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2015/04/para-lula-projeto-da-terceirizacao-e-volta-a-1930-6598.html

O DARF não pago da Globo está na Zelotes?

29.04.2015
Do blog O CAFEZINHO
Por Miguel do Rosário

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O deputado federal Paulo Pimenta (à direita) e o procurador Frederico Paiva.
Leio que a Globo ficou chateada porque o STF deu habeas corpus aos empresários presos há mais de 100 dias, sem condenação, pelo juiz Sergio Moro, responsável pela operação Lava Jato.

Ué, por que a Globo não fica chateada com o fato do Judiciário, na Operação Zelotes, não ter aprovado NENHUM pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público?

Na Lava Jato, o Judiciário prende indiscriminadamente, e por tempo indeterminado, sem acusação, sem sentença, sem condenação, um monte de gente. Por 100, 200 dias.

Na Zelotes, que lida com desvios muito maiores, o Judiciário não prende ninguém nem por 24 horas.

Que desequilíbrio é este?

Claro que isso tem a ver com as pressões da mídia, que afetam profundamente um Judiciário conservador e pusilânime.

O juiz Sergio Moro mandou prender a cunhada de Vaccari porque achou que era ela que aparecia num vídeo depositando R$ 2 mil na conta da irmã…

Não era ela, mas mesmo se fosse, é um motivo ridículo para prender uma pessoa.

Semanas antes, o mesmo Sergio Moro veio ao Rio receber uma propina, em forma de prêmio, das mãos de um cidadão acusado pela Receita Federal de sonegar quase R$ 1 bilhão.

Era o Prêmio Faz Diferença, a propina que a Globo dá aos juízes que se “comportam bem”, ou seja, que seguem à risca o roteiro traçado pela Vênus.

Esse é o Judiciário brasileiro. Castiga o pequeno e bajula o grande.

Por que a mídia não se interessa pela Operação Zelotes, que lida com desvios dezenas de vezes superiores aos da Lava Jato?

Segundo a Polícia Federal, já foram identificados R$ 6 bilhões em desvios, mas estes podem chegar a mais de R$ 19 bilhões.

E a corrupção de que falamos aqui é parecida à cocaína encontrada naquele helicóptero do senador (que a mídia abafou, e o Judiciário fingiu que não viu): 100% pura.

É uma corrupção que não construiu uma pracinha de interior.

A corrupção mais pura que se possa imaginar.

Merval Pereira, colunista da Globo, diria que é a corrupção “do bem”.

Diferentemente da Lava Jato, onde o juiz mandou prender a cunhada de Vaccari porque achou que ela tinha depositado R$ 2 mil na conta da irmã, na Zelotes não tem essas operaçõezinhas miseráveis.

Na Zelotes, ninguém vai ser preso porque, como é a ridícula denúncia do Ministério Público contra a mulher do Vaccari, movimentou R$ 300 mil em oito anos…

Na Zelotes, as movimentações são de bilhões para cima.

Por que a mídia nunca pediu acesso ao processo da Zelotes, em mãos da Polícia Federal e do Ministério Público?

Por que a mídia nunca fez infográficos, que explicassem o esquema?

No entanto, a Zelotes permitirá à sociedade, caso seja tocada adiante com valentia pelo Ministério Público e com imparcialidade pelo Judiciário, desmontar uma cultura histórica de sonegação.

Uma cultura que põe o Brasil, segundo denúncia da Tax Justice, uma ong internacional, na posição de país com a maior taxa de evasão fiscal do mundo.

Paulo Pimenta, relator da submissão da Câmara dos Deputados criada para acompanhar a Operação Zelotes, visitou nesta terça-feira o Procurador da República, Frederico Paiva, que lidera a equipe que atua no caso.

O deputado estranha que a Justiça tenha negado todos os 26 pedidos de prisão preventiva feitos pelo Ministério Público, e pede que o Conselho Nacional de Justiça monitore o caso.

O deputado não pede que o juiz da Zelotes seja um Sergio Moro, e prenda indiscriminadamente, pelo tempo que quiser.

Não precisa ser medieval como Moro.

Mas não aceitar nem UMA prisão?

O deputado podia acionar também o Conselho Nacional do Ministério Público, e perguntar ao órgão porque a Procuradoria Geral da República dá tantos poderes à Lava Jato, faz até mesmo um hotsite especial, e a Zelotes não recebe quase nada.

A Força-Tarefa da Zelotes tem muito menos recursos do que a Força-Tarefa da Lava Jato.

Os procuradores da Zelotes não podem se dedicar exclusivamente a esta investigação, como podem os da Lava Jato.

Ou seja, é uma Força-Tarefa pela metade. Seus procuradores não podem se dedicar exclusivamente à uma investigação que envolve, repito pela enésima vez, desvios muito superiores a qualquer outro escândalo nacional.

Pior, a Zelotes pode furar o olho de uma corrupção que, segundo o Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) desvia mais de R$ 500 bilhões ao ano.
O deputado Pimenta também estranha a indiferença da mídia.

Seria porque, entre os sonegadores, estariam as próprias empresas de mídia?

A RBS, a filial da Globo no Rio Grande do Sul, está lá. A RBS sozinha roubou mais do que uns vinte mensalões.

Estaria a Globo com medo de encontrarem o seu DARF, não pago, no meio da papelada da Zelotes?
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Abaixo, segue o texto que o deputado federal Paulo Pimenta distribuiu à imprensa ontem à noite.

Zelotes: Subcomissão da Câmara apresenta plano de trabalho nesta quarta-feira (29)

Relator, deputado Paulo Pimenta, esteve hoje com o Procurador da República que atua no caso

Relator da subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanha a Operação Zelotes, da Polícia Federal, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) esteve na manhã desta terça-feira (28) com o Procurador da República Frederico Paiva que lidera a equipe que atua no caso. Segundo o parlamentar, as agendas estão servindo para ajudar na construção do plano de trabalho que será apresentado na tarde desta quarta-feira (29).

Ao final do encontro, Pimenta informou que irá propor à subcomissão que encaminhe ao Procurador Frederico Paiva convite para uma reunião entre ele e o colegiado. Amanhã, o deputado Pimenta será recebido pelo delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, responsável pela Operação Zelotes.

Preocupado com o rumo que a Zelotes terá na Justiça – o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de 26 investigados, mas todas foram negadas pelo Poder Judiciário – o deputado Pimenta estuda solicitar ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que acompanhe o caso. “A sociedade não aceitará operação abafa sobre a Zelotes”, garantiu o parlamentar.

O deputado também criticou a cobertura da mídia sobre o maior esquema de sonegação fiscal do País. “Curiosamente, a Zelotes não é noticia, e a chamada grande mídia não demonstra nenhum interesse em ter acesso ao processo, em cobrar providências. Como explicar à sociedade brasileira que um esquema que causou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 19 bilhões não seja de interesse público”, questiona Pimenta.

Especialistas acreditam que, comprovadas as denúncias de que grupos criminosos agiram em processos no Carf – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – será possível que o órgão determine a revogação dessas decisões, e o Estado recupere parte dos recursos desviados. Pelo esquema, grandes empresas atuavam em conjunto com escritórios de advocacia e pagavam propinas a servidores e conselheiros do Carf para escaparem de dívidas tributárias. Segundo informações, as primeiras denúncias serão oferecidas pelo Ministério Público Federal entre os meses de junho e julho.

Foto: Divulgação/Assessoria
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Fonte:http://www.ocafezinho.com/2015/04/29/o-darf-nao-pago-da-globo-pode-estar-na-zelotes/#sthash.AddHbR6s.dpuf